Naval, 0 - AAC, 1: Natal Cris(tão) mantém tradição


A Académica obteve a primeira vitória em terreno alheio ao bater a Naval por 1-0, em encontro disputado ontém no Estádio José Bento Pessoa, na Figueira da Foz. Um resultado que se repete pela terceira época consecutiva.
Face ao encontro com o Nacional, registou-se apenas a saída de Pedro Costa (lesionado) e a entrada de Tiero. Assim, Nuno Piloto recuou para "lateral" direito e o ganês foi ocupar o seu lugar no "miolo" do terreno.
Domingos Paciência manteve, igualmente, o 4-4-2 em losango, com Pavlovic à frente do quarteto defensivo, Tiero e Ivanildo nas alas e Cris no apoio aos avançados abertos Lito e Hélder Barbosa.
A 1ª parte constituiu um espectáculo pouco agradável: por um lado, porque foi muito táctica e a bola andou quase sempre longe das balizas; por outro, porque o futebol praticado caracterizou-se pela fraca qualidade, com elevadíssimo número de passes transviados. Por isso, tanto as ocasiões de marcar como as jogadas ligadas de ambas as equipas contam-se pelos dedos.
A Naval entrou melhor e dominou mais no primeiro quarto de hora. Mas, aos poucos, a Briosa foi assentando o seu jogo e foram suas as melhores oportunidades de golo: um "livre" direito de Tiero aos 26 minutos, ligeiramente ao lado e, três minutos depois, um "canto" marcado quase directamente por Hélder Barbosa a que só faltou alguém para fazer a emenda. Até ao intervalo, os "navalistas" voltaram a "carregar" mais, mas sem apoquentar Pedro Roma.
A etapa complementar foi mais movimentada, para o que contribuiu o golo da Académica logo aos 48 minutos, na sequência de uma incursão rápida de Hélder Barbosa pela esquerda. Com dois adversários à ilharga, este vai até à linha e centra para o lado contrário, onde surge CRIS, na passada, a concluir vitoriosamente.
Os locais sentiram o golo e, a partir daí, a Briosa começou a jogar com maior ligação, a ter mais posse de bola e a controlar o jogo. Como corolário desse domínio, aos 61 minutos, um remate forte de Tiero passou a centímetros da baliza figueirense.
O técnico local mexeu na equipa e a Naval reagiu, passando a assediar mais a área conimbricense. Assim, no 70º minuto, Pedro Roma, com uma corajosa intervenção a dois tempos evitou que Elivelton desse o melhor seguimento a um centro de Mário Sérgio; três minutos depois, a melhor oportunidade dos "navalistas", num grande remate de Delfim superiormente defendido pelo guardião conimbricense.
Domingos Paciência sentiu o perigo e fez entrar Paulo Sérgio para junto de Pavlovic, retirando Ivanildo, passando a equipa a actuar em 4-2-3-1. Pouco depois, Gyano rendia Hélder Barbosa.
Com o conjunto equilibrado, os "all blacks" voltaram a controlar a partida e, até ao final, não mais permitiram que a Naval se aproximasse com perigo das redes de Pedro Roma.
Em resumo, vitória justa da Briosa, que, depois de um 1º tempo "cinzento", realizou uma 2ª parte muito razoável, ante um adversário algo retraído e que pouco perigo criou.
O árbitro João Vilas Boas teve uma boa prestação no capítulo técnico. Contudo, disciplinarmente, revelou algum "caseirismo" na amostragem dos cartões amarelos.
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Sob a arbitragem de João Vilas Boas, do CA de Braga, as equipas alinharam:
Naval - Wilson; Mário Sérgio, Paulão, Diego e China (Hugo Santos, 66); Godemeche (Davide, 46), Gilmar e Dudu; Marcelinho, Elivelton e João Ribeiro (Delfim, 66).
Académica - Pedro Roma; Nuno Piloto, Orlando, Káká e Vítor Vinha; Pavlovic; Tiero e Ivanildo (Paulo Sérgio, 73); Cris (Miguel Pedro, 86); Lito e Hélder Barbosa (Gyano, 80).
Marcador: Cris (48).
Disciplina: Cartões amarelos a China (15); Pavlovic (42), Hélder Barbosa (54) e Lito (72).
Assistência: 3147 espectadores (cerca de 1000 da Briosa).
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Os "all blacks", um a um:
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Pedro Roma (4) - Não teve muito trabalho, mas, quando foi necessário, esteve à altura das circunstâncias. Transmitiu segurança à defesa.
Nuno Piloto (3) - Uma actuação razoável, não permitindo grandes veleidades pelo seu sector. No apoio ao ataque, alguns passes mal medidos.
Orlando (4) - Sóbrio mas eficiente.
Káká (4) - Mais uma vez, o "patrão" da defesa. Uma actuação segura.
Vítor Vinha (3) - Pareceu mais confiante. Uma exibição razoável, apesar de a Naval ter atacado mais pelo seu corredor.
Pavlovic (4) - No 1º tempo, falhou demasiados passes. Contudo, esteve sempre muito bem no auxílio à defensiva. À sua acção se deve, em grande parte, o pouco perigo criado pelos figueirenses.
Tiero (4) - Muito abnegado. Tentou várias vezes a sua meia-distância mas não foi feliz. Uma boa exibição.
Ivanildo (3) - Na 1ª parte, foi dos mais activos e um dos que mais procurou ligar o jogo atacante da equipa. "Desapareceu" após o intervalo, acabando por ser (bem) substituído.
Cris (5) - Grande exibição. Muito certo nas transições (tanto defensivas como ofensivas), tentou, igualmente, dar algum "fio de jogo" ao conjunto. Além do mais, foi o autor do golo do triunfo, aparecendo no sítio certo no momento certo, tal como acontecera frente ao Nacional. Saiu lesionado (ao que parece, sem gravidade) já perto do final. O melhor da Briosa.
Lito (3) - No regresso a uma "casa" que bem conhece, mostrou-se batalhador mas pouco inspirado.
Hélder Barbosa (4) - Na etapa inicial, esteve muito "emparedado" na frente. No 2º tempo, derivou mais para a esquerda e "abriu o livro". Excelente a jogada que dá origem ao golo. Saiu esgotado.
Paulo Sérgio (3) - Entrou para conter o empertigamento da Naval e cumpriu plenamente a sua missão.
Gyano (1) - Dez minutos em campo. Um remate cruzado, fácil para o guarda-redes contrário.
Miguel Pedro (-) - Jogou quatro minutos. Terá tocado na bola?
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Nota do editor: Este crónica só hoje foi publicada porque, tendo sido o único editor a assistir ao encontro e estando já comprometido com a minha presença num jantar de Natal, não me foi possível realizá-la antes.
Também problemas técnicos nos impossibiltaram de colocar "on line" o Briosomilhões desta semana.
Por ambos os factos, as nossas desculpas aos leitores.




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