AAC, 3 - Braga, 3: "Bacalhau ao preço da Lagosta...e mais saboroso"

A Académica empatou hoje a três bolas na recepção ao Braga, em partida disputada no ECC, que marcou o regresso (polémico) de Manuel Machado a Coimbra.Relativamente à equipa que alinhou de início na Figueira da Foz, na última jornada, registou-se apenas a troca de Ivanildo por Paulo Sérgio.
Em termos tácticos, Domingos Paciência manteve o 4-4-2 em losango que tão bom resultado havia produzido na deslocação à Praia da Claridade.
Assim, à frente do quarteto defensivo, constituído por Nuno Piloto, Orlando, Káká e Vítor Vinha, surgia o “trinco” Pavlovic; no meio, Tiero na direita e Cris na esquerda; mais avançado, Paulo Sérgio, naquela que foi a principal surpresa na constituição da equipa; na frente, Lito e Hélder Barbosa apareciam como avançados abertos.
Os minutos iniciais foram de estudo mútuo, sem nada de relevante a registar. Assim, o primeiro momento de perigo ocorreu ao 10º minuto, quando Pedro Roma desviou para “canto” um mau atraso de Orlando, de cabeça.
A partir daí, a Briosa soltou-se e embalou para uma exibição bastante positiva. Jogando ao primeiro toque, os “all blacks” vulgarizaram o adversário e criaram duas excelentes ocasiões para marcar: aos 14 minutos, jogada fantástica de Hélder Barbosa na meia-esquerda, que, após passar por vários adversários, rematou cruzado mas ligeiramente ao lado do poste contrário da baliza visitante; cinco minutos depois, o mesmo jogador marcou um “livre” na direita para a área, onde surgiu Lito a cabecear para grande defesa de Paulo Santos.
Mas, contra a corrente do jogo, foram os bracarenses a inaugurar o marcador, aos 21 minutos. “Centro” de Jorginho da esquerda, Orlando falhou o “corte” de forma incrível e Linz, antecipando-se a Káká e Pedro Roma, desviou para a baliza.
A equipa não pareceu acusar o golpe e, três minutos passados, um grande passe de Pavlovic isolou Paulo Sérgio. Este rematou forte mas o guardião visitante desviou a bola com a ponta dos dedos por cima da trave.
A Académica continuou a ser a equipa mais dominadora, mas o Braga acertou as marcações e as oportunidades de golo passaram a escassear.
Aos 38 minutos, mais uma atrapalhação da defensiva academista só não teve consequências porque Wender e Frechaut não souberam aproveitar a oferta.
Mas, a dois minutos do intervalo, a Briosa chegou à mais que merecida igualdade. Tiero, na meia-direita, centrou para a área, onde surgiu HÉLDER BARBOSA a desviar de cabeça para o lado direito da baliza de Paulo Santos.
Na etapa complementar, o cariz da partida manteve-se, com o “sinal mais” a pertencer à nossa equipa.
Como corolário desse domínio, a Académica adiantou-se no marcador aos 58 minutos, na sequência de um “livre” marcado por Hélder Barbosa na direita, de forma tensa, a que TIERO, com uma entrada fulgurante de cabeça, deu o melhor seguimento.
Mas, dois minutos depois, os bracarenses repuseram a igualdade. “Livre” na meia-esquerda apontado por Jorginho, Linz faz-se ao lance e, apesar de não tocar na bola, engana Pedro Roma, que se limita a ver a bola ressaltar à sua frente e entrar junto ao poste esquerdo da sua baliza.
Os visitantes animaram com o golo e, no 65º minuto, Pedro Roma teve de sair aos pés do avançado austríaco, que se isolara.
Mas, quatro minutos depois, o Braga voltou a marcar. Wender passou por Nuno Piloto e centrou para a área, onde Linz, entre káká e Vítor Vinha, atirou vitoriosamente.
A partir daí, a produção de jogo da Briosa decaiu, até porque N’Doye e Ivanildo, que renderam, respectivamente, Paulo Sérgio e Tiero, estiveram uns bons “furos” abaixo dos substituídos.
Contudo, a equipa nunca se rendeu e acreditou sempre que era possível. O justo prémio surgiu já nas compensações: Lito, na esquerda, ensaiou um centro-remate que JOEANO, com um toque subtil, desviou para a baliza.
Em resumo, numa partida agradável de seguir, a Académica foi, claramente, a melhor equipa no terreno mas pagou caro os erros defensivos que cometeu perante um adversário que apenas teve o mérito de os saber aproveitar. Ou seja, o “bacalhau” não só esteve ao preço da “lagosta” mas também se mostrou claramente mais “saboroso”.
Artur Soares Dias realizou um trabalho razoável. Contudo, cometeu alguns erros no julgamento de algumas faltas (o mais grave dos quais na que originou o “livre” de que resultou o 2º golo bracarense) e mostrou alguma descoordenação com os seus assistentes.
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Sob a arbitragem de Artur Soares Dias, do CA do Porto, as equipas alinharam:
Académica – Pedro Roma; Nuno Piloto, Orlando, Káká e Vítor Vinha; Pavlovic; Tiero (Ivanildo, 73) e Cris; Paulo Sérgio (N’Doye, 68); Lito e Hélder Barbosa (Joeano, 82).
Braga – Paulo Santos; Frechaut, Rodriguez, Paulo Jorge e Carlos Fernandes; Roberto Brum; Stélvio (Anilton, 46) e Vandinho (Jailson, 57); Jorginho, Linz e Wender (Castanheira, 90+2).
Marcadores: Hélder Barbosa (43), Tiero (58) e Joeano (90+3), pela Briosa; Linz (21 e 69) e Jorginho (60), pelo Braga.
Disciplina: Cartões amarelos a Pavlovic (37), Káká (66); Stélvio (33), Rodriguez (57), Jailson (62) e Paulo Santos (90).
Assistência: 4270 espectadores.
Sob a arbitragem de Artur Soares Dias, do CA do Porto, as equipas alinharam:
Académica – Pedro Roma; Nuno Piloto, Orlando, Káká e Vítor Vinha; Pavlovic; Tiero (Ivanildo, 73) e Cris; Paulo Sérgio (N’Doye, 68); Lito e Hélder Barbosa (Joeano, 82).
Braga – Paulo Santos; Frechaut, Rodriguez, Paulo Jorge e Carlos Fernandes; Roberto Brum; Stélvio (Anilton, 46) e Vandinho (Jailson, 57); Jorginho, Linz e Wender (Castanheira, 90+2).
Marcadores: Hélder Barbosa (43), Tiero (58) e Joeano (90+3), pela Briosa; Linz (21 e 69) e Jorginho (60), pelo Braga.
Disciplina: Cartões amarelos a Pavlovic (37), Káká (66); Stélvio (33), Rodriguez (57), Jailson (62) e Paulo Santos (90).
Assistência: 4270 espectadores.
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Os "bacalhaus", um a um:
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Pedro Roma (3) – Noite ingrata para o guardião, que quase não teve trabalho e sofreu três golos. Destes, tem grandes responsabilidades no segundo, em que foi “comido” pela simulação de Linz. No primeiro, apesar do seu esforço, já não foi a tempo de emendar a falha de Orlando. No terceiro, nada a fazer.
Nuno Piloto (2) – Teve pela frente Wender, que lhe criou sempre bastantes dificuldades. Foi pelo seu lado que surgiram os três golos do Braga.
Orlando (2) – Sempre muito intranquilo, teve uma actuação desastrada. Aquela “fífia” que origina o 1º golo bracarense não pode acontecer na alta competição.
Káká (3) – Melhor que o seu companheiro, alternou lances de bom nível com outros em que complicou. No 3º golo, deixou Linz rematar à vontade, enquanto que, no primeiro, foi surpreendido pela falha de Orlando.
Vítor Vinha (3) – Confirmou a melhoria que já lhe havíamos apontado nos últimos jogos. Mais confiante, esteve certo a defender e melhor a apoiar o ataque. Foi pena o lance do 3º golo adversário, em que divide as responsabilidades com Káká.
Pavlovic (4) – Uma boa actuação do sérvio. Por vezes demasiado encostado aos “centrais”, foi sempre muito eficiente nas tarefas defensivas. Por outro lado, esteve melhor que habitualmente a entregar a bola. Excelente o passe a isolar Paulo Sérgio.
Tiero (4) – Boa exibição do ganês. Sempre muito voluntarioso, “rubricou” bons apontamentos e marcou um golo num cabeceamento pleno de oportunidade. Substituído por cansaço.
Cris (3) – Actuação discreta, longe do fulgor das duas últimas partidas. Contudo, também não cometeu grandes erros. No fundo, cumpriu.
Paulo Sérgio (3) – Ocupou uma posição pouco habitual, como elemento mais adiantado do losango do meio-campo. Naquele seu jeito de “ir a todas” não se saiu mal da tarefa, em especial no 1º tempo. Depois, caiu um pouco de produção e foi substituído a meio da 2ª parte.
Lito (4) – Mais uma excelente exibição do caboverdiano. Muito activo nas alas, foi sempre um “quebra-cabeças” para os “laterais” bracarenses. O seu cabeceamento defendido por Paulo Santos merecia golo. E foi dele o centro-remate cujo desvio origina o 3º tento.
Hélder Barbosa (5) – Uma actuação notável, a fazer lembrar (finalmente!...) as da temporada anterior. Sempre muito em jogo, esteve claramente “endiabrado”. No 1º tempo, arrancou uma jogada “à Maradona”, em que passou por todos os adversários que lhe surgiram pela frente. Depois, marcou um golo de cabeça, antecipando-se aos “centrais” contrários. Por outro lado, os seus “livres” tensos colocaram sempre os defesas bracarenses em sobressalto e de um deles resultou o 2º golo. Saiu esgotado. O melhor da Briosa.
N’Doye (2) – Entrou para o lugar de Paulo Sérgio mas não esteve bem. Lento e muito trapalhão, prejudicou as transições ofensivas da equipa.
Ivanildo (1) – Substituiu Tiero mas nada trouxe ao conjunto.
Joeano (3) – Rendeu Hélder Barbosa a oito minutos do final. Nada de relevante a registar até que, no terceiro dos cinco minutos de compensação, emendou vitoriosamente o centro-remate de Lito. Será esse o “clic” que faltava para voltar às boas exibições?
Nuno Piloto (2) – Teve pela frente Wender, que lhe criou sempre bastantes dificuldades. Foi pelo seu lado que surgiram os três golos do Braga.
Orlando (2) – Sempre muito intranquilo, teve uma actuação desastrada. Aquela “fífia” que origina o 1º golo bracarense não pode acontecer na alta competição.
Káká (3) – Melhor que o seu companheiro, alternou lances de bom nível com outros em que complicou. No 3º golo, deixou Linz rematar à vontade, enquanto que, no primeiro, foi surpreendido pela falha de Orlando.
Vítor Vinha (3) – Confirmou a melhoria que já lhe havíamos apontado nos últimos jogos. Mais confiante, esteve certo a defender e melhor a apoiar o ataque. Foi pena o lance do 3º golo adversário, em que divide as responsabilidades com Káká.
Pavlovic (4) – Uma boa actuação do sérvio. Por vezes demasiado encostado aos “centrais”, foi sempre muito eficiente nas tarefas defensivas. Por outro lado, esteve melhor que habitualmente a entregar a bola. Excelente o passe a isolar Paulo Sérgio.
Tiero (4) – Boa exibição do ganês. Sempre muito voluntarioso, “rubricou” bons apontamentos e marcou um golo num cabeceamento pleno de oportunidade. Substituído por cansaço.
Cris (3) – Actuação discreta, longe do fulgor das duas últimas partidas. Contudo, também não cometeu grandes erros. No fundo, cumpriu.
Paulo Sérgio (3) – Ocupou uma posição pouco habitual, como elemento mais adiantado do losango do meio-campo. Naquele seu jeito de “ir a todas” não se saiu mal da tarefa, em especial no 1º tempo. Depois, caiu um pouco de produção e foi substituído a meio da 2ª parte.
Lito (4) – Mais uma excelente exibição do caboverdiano. Muito activo nas alas, foi sempre um “quebra-cabeças” para os “laterais” bracarenses. O seu cabeceamento defendido por Paulo Santos merecia golo. E foi dele o centro-remate cujo desvio origina o 3º tento.
Hélder Barbosa (5) – Uma actuação notável, a fazer lembrar (finalmente!...) as da temporada anterior. Sempre muito em jogo, esteve claramente “endiabrado”. No 1º tempo, arrancou uma jogada “à Maradona”, em que passou por todos os adversários que lhe surgiram pela frente. Depois, marcou um golo de cabeça, antecipando-se aos “centrais” contrários. Por outro lado, os seus “livres” tensos colocaram sempre os defesas bracarenses em sobressalto e de um deles resultou o 2º golo. Saiu esgotado. O melhor da Briosa.
N’Doye (2) – Entrou para o lugar de Paulo Sérgio mas não esteve bem. Lento e muito trapalhão, prejudicou as transições ofensivas da equipa.
Ivanildo (1) – Substituiu Tiero mas nada trouxe ao conjunto.
Joeano (3) – Rendeu Hélder Barbosa a oito minutos do final. Nada de relevante a registar até que, no terceiro dos cinco minutos de compensação, emendou vitoriosamente o centro-remate de Lito. Será esse o “clic” que faltava para voltar às boas exibições?
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Crónica de Jorge Martins



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