AAC, 1 - Sporting, 1: "Estudantes fogem da boca do leão"

A Académica empatou hoje a uma bola na recepção ao Sporting, em partida disputada no ECC.Pela primeira vez desde há muito tempo, a Briosa apresentou a mesma equipa da jornada anterior, quiçá fruto da excelente exibição realizada frente ao Braga.
Também do ponto de vista táctico, Domingos Paciência manteve o 4-4-2 em losango, com os jogadores nas mesmas posições. Assim, à frente do quarteto defensivo, constituído por Nuno Piloto, Orlando, Káká e Vítor Vinha, o “trinco” Pavlovic; no meio, Tiero na direita e Cris na esquerda; mais adiante, Paulo Sérgio; na frente, Lito e Hélder Barbosa como avançados abertos.
Os “leões” entraram melhor e, nos primeiros minutos, causaram algumas dificuldades à nossa defensiva, embora sem criar oportunidades flagrantes.
Só ao minuto nove a Briosa deu o primeiro sinal de perigo, quando Hélder Barbosa fugiu pela esquerda e centrou rasteiro para a área mas Lito chegou atrasado à bola.
A partir daí, a partida foi-se desenrolando de forma equilibrada mas sem grandes ocasiões de golo.
No último quarto de hora, os lisboetas voltaram a ter o domínio do jogo. Aos 32 minutos, Liedson, após um grande trabalho sobre Káká, rematou rasteiro junto ao poste esquerdo da baliza de Pedro Roma, que defendeu para “canto”. A quatro minutos do intervalo, mais uma grande intervenção do guardião academista, desviando por cima da barra um cabeceamento do “levezinho”.
Na etapa complementar, os momentos iniciais mostraram uma maior movimentação.
Aos 55 minutos, Domingos retirou Paulo Sérgio fazendo entrar Pedro Costa para “lateral” direito. Nuno Piloto avançou para o meio-campo, enquanto Tiero foi colocar-se junto aos avançados.
O maior domínio territorial continuou a pertencer aos “leões”, mas a verdade é que, apesar da maior insistência do Sporting (com destaque para Liedson), a Briosa conseguiu responder sem se deixar “sufocar”.
Com efeito, apesar de alguma intranquilidade da nossa defesa, a ocasião mais flagrante dos visitantes foi um pontapé de bicicleta do brasileiro, aos 68 minutos, bem defendido por Pedro Roma.
Quando tudo indicava que o nulo prevaleceria, os lisboetas chegaram ao golo ao minuto 81. “Livre” da direita, marcado por João Moutinho e Tonel, livre de marcação, a surgir de trás e a cabecear vitoriosamente. A bola ainda embateu no poste esquerdo da baliza academista antes de se anichar nas malhas.
Apesar do rude golpe sofrido, os “all blacks” não se entregaram e, três minutos depois, Tiero, com um magnífico remate de meia-distância, levou o esférico a embater fragorosamente na barra da baliza de Rui Patrício, que se encontrava ligeiramente adiantado.
A equipa continuou a pressionar e os “leões” apenas se preocupavam em defender o resultado .
Mas, tal como sucedera frente aos bracarenses, o prémio chegou ao “cair do pano”. Após um “canto” da esquerda, apontado por Ivanildo, a bola sobrou para o mesmo jogador que centrou para a área. Aí, Vítor Vinha desviou ao primeiro poste, surgindo PAVLOVIC, à boca da baliza, a cabecear para as redes e a colocar em delírio os adeptos da Briosa.
Em resumo, apesar de não ter repetido a excelente actuação da partida anterior, a Académica realizou uma exibição segura, evitando correr riscos demasiados frente a um adversário que, embora em manifesta crise de confiança, dispõe de valores individuais que podem, num momento de inspiração, resolver um jogo. Destaque para a reacção da equipa após ter sofrido o golo.
Paulo Baptista realizou um trabalho razoável, embora, na dúvida, decidisse quase sempre a favor do Sporting, algo que é habitual nos jogos com os “grandes”.
No lance do “amarelo” a Tonel, ficam-nos dúvidas sobre a cor do cartão. É certo que a falta é cometida próximo da linha de meio-campo, mas Lito dirigia-se na direcção da baliza. Admitimos que houvesse um outro jogador sportinguista atrás do defensor, o que justificaria a decisão do árbitro.
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Sob a arbitragem de Paulo Baptista, do CA do Portalegre, as equipas alinharam:
Académica – Pedro Roma; Nuno Piloto, Orlando, Káká e Vítor Vinha; Pavlovic; Tiero e Cris; Paulo Sérgio (Pedro Costa, 55); Lito (Joeano, 65) e Hélder Barbosa (Ivanildo, 75).
Sporting – Rui Patrício; Abel, Tonel, Polga e Ronny (Pereirinha, 75); Miguel Veloso e João Moutinho; Izmailov (Paez, 63), Romagnoli (Farnerud, 80) e Vukcevic; Liedson.
Marcadores: Pavlovic (90+4), pela Briosa; Tonel (81), pelo Sporting.
Disciplina: Cartões amarelos a Orlando (10) e Pavlovic (51); Tonel (23), Romagnoli (51) e Polga (72).
Assistência: 8822 espectadores.
Sob a arbitragem de Paulo Baptista, do CA do Portalegre, as equipas alinharam:
Académica – Pedro Roma; Nuno Piloto, Orlando, Káká e Vítor Vinha; Pavlovic; Tiero e Cris; Paulo Sérgio (Pedro Costa, 55); Lito (Joeano, 65) e Hélder Barbosa (Ivanildo, 75).
Sporting – Rui Patrício; Abel, Tonel, Polga e Ronny (Pereirinha, 75); Miguel Veloso e João Moutinho; Izmailov (Paez, 63), Romagnoli (Farnerud, 80) e Vukcevic; Liedson.
Marcadores: Pavlovic (90+4), pela Briosa; Tonel (81), pelo Sporting.
Disciplina: Cartões amarelos a Orlando (10) e Pavlovic (51); Tonel (23), Romagnoli (51) e Polga (72).
Assistência: 8822 espectadores.
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Os "domadores", um a um:
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Pedro Roma (4) – Actuação segura do guardião. Após uma saída em falso logo no início da partida, esteve sempre em bom plano, com destaque para duas grandes defesas a remates de Liedson. Sem hipóteses no golo sofrido.
Nuno Piloto (3) – Algo intranquilo a defender. No princípio da 2ª parte passou para o meio-campo, mas também não esteve muito feliz. Nota positiva apenas porque não comprometeu.
Orlando (3) – Mostrou alguma insegurança em vários lances. Apesar de tudo, os seus erros acabaram por não ter consequências.
Káká (3) – Encontrou Liedson pela frente e teve muitas dificuldades. Muito bem nas “dobras”, foi autor de vários cortes providenciais.
Vítor Vinha (3) – Seguro a defender, tímido a atacar, teve a virtude de não inventar. Foi dele o desvio ao 1º poste no golo do empate.
Pavlovic (5) – Grande actuação do sérvio, que começa a mostrar as qualidades que o levaram aos “sub 21” do seu país. Incansável na ajuda à defesa, mostra agora maior certeza nos passes. O golo que marcou foi a “cereja no bolo” da sua excelente actuação. O melhor da Briosa.
Tiero (4) – Mais uma boa exibição do ganês, à excepção de uma "assistência" que isolou Liedson. Sempre muito activo, foi o “motor” do meio-campo. Aquele seu remate que embateu na barra marcou o início da “revolta” da equipa face ao golo sofrido.
Cris (3) – Discreto mas eficiente. Embora sem grande brilho, trabalhou bastante durante todo o jogo.
Paulo Sérgio (2) – Numa posição que não lhe é muito habitual, as suas limitações técnicas vêm ao de cima. É que, para jogar no apoio ao ataque, não chega ser lutador. Bem substituído no início do 2º tempo.
Lito (3) – Nos primeiros momentos, parecia ir repetir a excelente actuação da semana passada. Contudo, ficou tocado no lance em que Tonel viu o “amarelo” e nunca mais foi o mesmo. Substituído a meio da 2ª parte, saiu a coxear ligeiramente.
Hélder Barbosa (3) – Tentou despedir-se em grande da Briosa mas não conseguiu. Mostrou um ou outro dos seus pormenores técnicos mas nem sempre as coisas lhe saíram bem. Por outro lado, esteve quase sempre muito desapoiado. Acabou substituído a um quarto de hora do final e recebeu uma estrondosa (e merecida) ovação por parte dos adeptos academistas. Algo que se repetiria no final do jogo.
Pedro Costa (3) – Entrou para estabilizar o lado direito da defesa e cumpriu. Uma actuação segura.
Joeano (2) – Rendeu Lito a meio da etapa complementar. Mostrou-se esforçado mas pouco produtivo.
Ivanildo (3) – Em boa hora substituiu Hélder Barbosa. Muito mexido no lado esquerdo, foi dele o cruzamento para o golo do empate.
Nuno Piloto (3) – Algo intranquilo a defender. No princípio da 2ª parte passou para o meio-campo, mas também não esteve muito feliz. Nota positiva apenas porque não comprometeu.
Orlando (3) – Mostrou alguma insegurança em vários lances. Apesar de tudo, os seus erros acabaram por não ter consequências.
Káká (3) – Encontrou Liedson pela frente e teve muitas dificuldades. Muito bem nas “dobras”, foi autor de vários cortes providenciais.
Vítor Vinha (3) – Seguro a defender, tímido a atacar, teve a virtude de não inventar. Foi dele o desvio ao 1º poste no golo do empate.
Pavlovic (5) – Grande actuação do sérvio, que começa a mostrar as qualidades que o levaram aos “sub 21” do seu país. Incansável na ajuda à defesa, mostra agora maior certeza nos passes. O golo que marcou foi a “cereja no bolo” da sua excelente actuação. O melhor da Briosa.
Tiero (4) – Mais uma boa exibição do ganês, à excepção de uma "assistência" que isolou Liedson. Sempre muito activo, foi o “motor” do meio-campo. Aquele seu remate que embateu na barra marcou o início da “revolta” da equipa face ao golo sofrido.
Cris (3) – Discreto mas eficiente. Embora sem grande brilho, trabalhou bastante durante todo o jogo.
Paulo Sérgio (2) – Numa posição que não lhe é muito habitual, as suas limitações técnicas vêm ao de cima. É que, para jogar no apoio ao ataque, não chega ser lutador. Bem substituído no início do 2º tempo.
Lito (3) – Nos primeiros momentos, parecia ir repetir a excelente actuação da semana passada. Contudo, ficou tocado no lance em que Tonel viu o “amarelo” e nunca mais foi o mesmo. Substituído a meio da 2ª parte, saiu a coxear ligeiramente.
Hélder Barbosa (3) – Tentou despedir-se em grande da Briosa mas não conseguiu. Mostrou um ou outro dos seus pormenores técnicos mas nem sempre as coisas lhe saíram bem. Por outro lado, esteve quase sempre muito desapoiado. Acabou substituído a um quarto de hora do final e recebeu uma estrondosa (e merecida) ovação por parte dos adeptos academistas. Algo que se repetiria no final do jogo.
Pedro Costa (3) – Entrou para estabilizar o lado direito da defesa e cumpriu. Uma actuação segura.
Joeano (2) – Rendeu Lito a meio da etapa complementar. Mostrou-se esforçado mas pouco produtivo.
Ivanildo (3) – Em boa hora substituiu Hélder Barbosa. Muito mexido no lado esquerdo, foi dele o cruzamento para o golo do empate.
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Crónica de Jorge Martins



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