U. Leiria, 3 - AAC, 1: "Barca da Briosa naufraga nas águas do Lis"

A Académica foi hoje derrotada pela U. Leiria, em partida disputada no Estádio Magalhães Pessoa, na cidade do Lis.Relativamente ao "onze" que iniciou o jogo com o Sporting verificaram-se as entradas de Pedro Costa e Joeano e as saídas de Pavlovic (que viu o 5º "amarelo" no encontro com os "leões) e de Hélder Barbosa (que regressou ao FC Porto).
A Briosa voltou a alinhar no 4-4-2 em losango, com Pedro Costa, Orlando, Káká e Vítor Vinha na defesa; no meio-campo, Paulo Sérgio regressou à sua posição habitual de "trinco", Tiero e Cris surgiram como "interiores" e Nuno Piloto apareceu mais adiantado; na frente, Lito e Joeano.
Desde o início se viu que as duas equipas vinham com disposições diferentes: a Académica a "assumir as despesas" do jogo e a U.Leiria a explorar o contra-ataque.
A Briosa entrou melhor e, ao sétimo minuto, Joeano, com um forte remate de fora da área, proporcionou a Fernando a "defesa da tarde". Logo a seguir, o mesmo jogador voltou a tentar a sua sorte, mas o remate (desta vez, rasteiro) saiu ligeiramente ao lado das redes leirienses.
A partir de então, os "all blacks" continuaram a dominar territorialmente, mas sem criar perigo.
Até que, aos 24 minutos, um "balde de água fria" abateu-se sobre as hostes academistas. Na sequência de uma jogada aparentemente inofensiva, Toñito amorteceu para João Paulo, que, de meia-distância, desferiu um remate rasteiro, seco e colocado, fazendo a bola anichar-se no ângulo inferior direito da baliza de Pedro Roma, que, surpreendido, se lançou tarde.
A equipa sentiu imenso o golo e não mais foi a mesma. O nervosismo apoderou-se dos jogadores, o "miolo" não funcionava e o desacerto geral passou a ser a regra.
Aos 37 minutos, João Paulo, aproveitando uma desatenção da nossa defesa, isolou-se, obrigando Pedro Roma a uma saída apertadíssima. O guardião academista tocou primeiro na bola mas atingiu igualmente o adversário. O árbitro considerou a intervenção faltosa e exibiu-lhe o cartão amarelo.
Próximo do intervalo, o guarda-redes da Briosa esteve em foco por más razões, ao tentar tirar desforço de um elemento do "banco" leiriense que o estaria a provocar. Valeu a intervenção de Paulo Sérgio e a complacência do juíz da partida.
Após o descanso, Domingos Paciência mexeu na equipa, trocando os dois "interiores" (Tiero e Cris) por Edgar (que se estreou com a camisola da Briosa) e Ivanildo.
A Académica voltou a aparecer mais na frente, mas a verdade é que o conjunto se mostrava sempre muito desinspirado e não conseguia criar perigo. Para isso contribuia a falta de consistência do nosso meio-campo, que não só nunca conseguiu ligar o jogo do conjunto mas também falhou no apoio aos outros sectores.
E, aos 67 minutos, o "filme" repetiu-se. Um mau atraso de Káká originou um "canto". Na sequência deste, João Paulo, entre os "centrais", cabeceou vitoriosamente.
A partir daí, o encontro ficou sentenciado, pois os "all blacks" nunca deram mostras de conseguir inverter o rumo dos acontecimentos.
A partida arrastava-se, quando, a três minutos do final, Ivanildo derrubou Ferreira dentro da área. Grande penalidade desnecessária mas indiscutível que Laranjeiro transformou.
Quando já muitos adeptos tinham abandonado o estádio, surgiu o tento de honra da Briosa: "Canto" apontado por Ivanildo na esquerda e EDGAR, a elevar-se bem e a cabecear para o fundo das redes de Fernando.
Em resumo, uma exibição desastrada que se traduziu numa derrota merecida. Apesar de ter tido sempre o domínio territorial, a equipa nunca o conseguiu materializar. O meio-campo não funcionou, a defesa cometeu erros de arrepiar e o ataque quase não criou oportunidades. Quando assim é, não se podem ganhar jogos, mesmo ante um adversário que se limitou a esperar a sua oportunidade e foi eficaz. Mais uma vez a Académica mostrou que não se dá bem com conjuntos que "não ganham a ninguém".
Em resumo, uma exibição desastrada que se traduziu numa derrota merecida. Apesar de ter tido sempre o domínio territorial, a equipa nunca o conseguiu materializar. O meio-campo não funcionou, a defesa cometeu erros de arrepiar e o ataque quase não criou oportunidades. Quando assim é, não se podem ganhar jogos, mesmo ante um adversário que se limitou a esperar a sua oportunidade e foi eficaz. Mais uma vez a Académica mostrou que não se dá bem com conjuntos que "não ganham a ninguém".
O trabalho de Bruno Paixão deixou muito a desejar, apesar de não ter tido influência no resultado. Faltas ao contrário (normalmente, contra as nossas cores), "amarelos" sem critério, um tempo infinito até que fossem marcadas as bolas paradas. Em suma, uma arbitragem que já não se usa e que nos leva a interrogar-nos como foi possível que este árbitro tivesse chegado a "internacional".
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Sob a arbitragem de Bruno Paixão, do CA de Setúbal, as equipas alinharam:
U.Leiria - Fernando; Éder Bonfim, Éder Gaúcho, Lukas e Laranjeiro; Arvid Smit e Toñito (Faria, 46); Cadú, Harison e Paulo César (Patrick, 60); João Paulo (Ferreira, 80).
Académica - Pedro Roma; Pedro Costa, Orlando, Káká e Vítor Vinha; Paulo Sérgio; Tiero (Edgar, 46) e Cris (Ivanildo, 46); Nuno Piloto (Luís Aguiar, 71); Lito e Joeano.
Marcadores: João Paulo (24, 67) e Laranjeiro (87 g.p.), pela U.Leiria; Edgar (90+1), pela Briosa.
Disciplina: Cartões amarelos a Faria (52), João Paulo (76) e Harison (81); Joeano (35), Pedro Roma (37), Tiero (43), Ivanildo (86) e Luís Aguiar (90).
Assistência: 1503 espectadores (cerca de 1200 da Académica)
.Qua
Os "náufragos", um a um:
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Pedro Roma (2) - Quase não teve trabalho e sofreu três golos. Destes, tem culpas no primeiro: é verdade que o remate de João Paulo é muito colacado, mas não é menos certo que se lançou tardiamente. Mas pior foi a intranquilidade que demonstrou aos 43 minutos: por mais insultuosas que fossem as "bocas" que lhe eram dirigidas, não pode ir pedir satisfações ao "banco" adversário, ainda por cima quando já tinha visto um "amarelo". Com a sua experiência futebolística, tal atitude não se compreende.
Pedro Costa (3) - Esteve discreto mas não comprometeu. Apesar de tudo, o menos mau da defesa.
Orlando (1) - Muito pouco consistente. As suas limitações técnicas e a sua falta de velocidade vieram ao de cima em muitos lances. Aos 59 minutos, uma "fífia" incrível só não deu golo porque João Paulo não acreditou.
Káká (1) - Trapalhão e complicativo, foi um susto permenente. Umas vezes, procurou adornar lances em "zona proibida", outras recorreu ao "chutão". Nunca se entendeu com a marcação a João Paulo. A pior actuação que lhe vimos fazer.
Vítor Vinha (2) - Muito esforçado, procurou apoiar o ataque sempre que possível. Mas a verdade é que raramente as coisas lhe saíram bem e revelou-se, frequentemente, lento a recuperar. Fartou-se de escorregar: problema de botas?
Paulo Sérgio (1) - Um regresso infeliz à sua posição. Nunca se entendeu com a posição de João Paulo (colacado muitas vezes entre ele e os "centrais") e não foi o "muro" a que nos habituou. Andou "aos papéis" durante todo o jogo.
Tiero (1) - Não deu "uma para a caixa". Por vezes, parecia que se estreava na equipa, tão desenquadrado do jogo se mostrou. Foram inúmeros os passes sem nexo. Bem substituído ao intervalo.
Cris (1) - Esteve em campo? A verdade é que passou totalmente ao lado da partida e foi, igualmente, bem substituído ao intervalo.
Nuno Piloto (2) - Colocado mais na frente, no apoio aos avançados, não começou mal. Porém, a partir do 1º golo sofrido, deixou-se contagiar pelo desacerto geral e foi desaparecendo do jogo. Acabou também por sair, a meio da 2ª parte.
Lito (2) - Alguns apontamentos e algumas tentativas de tirar partido da sua velocidade, mas pouco mais.
Joeano (3) - Um dos mais inconformados. Surgiu mais mexido que nos últimos tempos e foram dele as duas únicas ocasiões de perigo da equipa, para além do golo. Porém, a verdade é que quase nunca foi servido em condições, sendo frequente ter de ir atrás buscar jogo. O menos mau da Briosa.
Ivanildo (1) - Foi jogar na ala esquerda mas a sua entrada pouco acrescentou. Para piorar a sua avaliação, cometeu uma falta escusada que originou uma grande penalidade, convertida no 3º golo da U.Leiria.
Edgar (3) - Uma estreia positiva. A sua entrada pareceu mexer um pouco com o ataque da equipa. Porém, o desacerto do meio-campo não permitiu ter jogo para brilhar. Muito naturalmente, acusou falta de entrosamento em vários lances. No golo que marcou, foi oportuno e tirou partido da sua estatura.
Luís Aguiar (2) - Outra estreia. Entrou já com a equipa em desvantagem por 2-0 mas não esteve mal. Apesar de ainda pouco entrosado e com pouco ritmo competitivo, tentou dar alguma ordem ao meio-campo. Mas já era tarde.




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