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  - Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

AAC, 1 - Boavista, 1: Faltou o "xeque-mate"

A Académica empatou hoje a uma bola na recepção ao Boavista, em partida disputada no ECC.
Relativamente à partida de Paços de Ferreira, apenas uma alteração a registar no “onze” inicial: a saída de Tiero e a entrada de Lito.
Também do ponto de vista táctico, Domingos Paciência manteve o 4-4-2 em losango. Assim, à frente do quarteto defensivo, constituído por Pedrinho, Orlando, Káká e Vítor Vinha, o “trinco” Pavlovic; no meio, Cris na direita e Ivanildo na esquerda; no apoio ao ataque, Nuno Piloto; na frente, Lito e Edgar.
A Briosa entrou melhor, assumindo, desde logo, uma postura ofensiva, enquanto que os visitantes apostavam mais no contra-ataque.
Contudo, a primeira ocasião de golo para os “all blacks” surgiu apenas aos 20 minutos, quando, após um “livre” de Vítor Vinha na direita, surgiu Pavlovic, no interior da área, a cabecear ligeiramente ao lado.
Pouco depois, Edgar, descaído sobre a esquerda, tem uma boa iniciativa e centra para o interior da área, mas Lito chega atrasado.
A partir daí, o Boavista equilibrou mais as operações e, no 27º minuto, dispôs da sua única ocasião na 1ª parte: Charles Obi aproveitou uma falha de Káká para se isolar, valendo a intervenção de Pedro Roma a evitar o golo.
Logo de seguida, um lance que marca o jogo: Pavlovic sofre uma entrada violenta de Mateus e é obrigado a sair de maca, sendo substituído por Paulo Sérgio. Mais uma vez, o Boavista a dar “xeque-mate” ao jogador sérvio.
A Briosa ressentiu-se e, daí até ao descanso, apenas há a registar um remate cruzado de Ivanildo, desviado por um defensor adversário.
Ao intervalo, Miguel Pedro rendeu Ivanildo, derivando Cris para o lado esquerdo.
Logo no reatamento, os “axadrezados” criaram perigo, através do angolano Mateus que, lançado em profundidade pelo seu compatriota Zé Kalanga, recém entrado, ultrapassou Káká, mas Pedro Roma evitou o pior.
Contudo, a Briosa continuava mais ao ataque e, aos 59 minutos, chegou ao golo. “Canto” da direita, apontado por Vítor Vinha para o lado contrário. Orlando tocou de cabeça para trás, para KÁKÁ, que, com um espectacular cabeceamento em arco, bateu Peter Jehle.
Ainda os aplausos não se tinham extinguido e Mateus, isolado, só não marca, porque Pedro Roma, com uma grande defesa, desviou para “canto”. Na sequência deste, Luís Loureiro cabeceia para o centro da área, onde Mateus, também de cabeça, restabelece a igualdade.
A equipa intranquilizou-se e o encontro entrou numa toada de parada e resposta até à entrada do último quarto de hora.
Domingos reforçou o “miolo” com a entrada de Tiero para o lugar de Lito e, a partir daí, só “deu” Briosa. Os “all blacks” lançaram-se sobre a área do Boavista mas faltou sempre objectividade ofensiva. A melhor ocasião ocorreu aos 78 minutos, quando, na conclusão de uma boa jogada de ataque, Miguel Pedro rematou por cima.
Em resumo, um jogo relativamente “morno”, onde a Académica perdeu uma boa oportunidade para triunfar. A equipa entrou bem mas nunca conseguiu furar a “muralha” defensiva do Boavista, que jogou nitidamente para o empate.
Lucílio Baptista realizou um bom trabalho do ponto de vista técnico, mas mostou dualidade de critério do ponto de vista disciplinar: Vítor Vinha viu o “amarelo” por um pequeno “agarrão” a um adversário; logo a seguir, Mateus tem uma “entrada” violenta que “arruma” Pavlovic e continua em campo sem qualquer punição. Também noutros lances foi demasiado complacente com algum jogo duro dos visitantes.
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Sob a arbitragem de Lucílio Baptista, do CA do Setúbal, as equipas alinharam:
Académica – Pedro Roma; Pedrinho, Orlando, Káká e Vítor Vinha; Pavlovic (Paulo Sérgio, 31); Cris e Ivanildo (Miguel Pedro, 46); Nuno Piloto; Lito (Tiero, 69) e Edgar.
Boavista – Peter Jehle; Bruno Pinheiro (Hussain, 25), Moisés, Marcelão e Bryan Angulo; Fleurival, Luís Loureiro e Jorge Ribeiro; Laionel (Gilberto, 65), Mateus e Charles Obi (Zé Kalanga, 46).
Marcadores: Káká (59), pela Briosa; Mateus (61), pelo Boavista.
Disciplina: Cartões amarelos a Vítor Vinha (27); Bruno Pinheiro (15) e Moisés (89).
Assistência: 4650 espectadores.
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Os "xadrezistas", um a um:
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Pedro Roma (4) – Uma boa actuação do guardião. Sempre muito seguro, efectuou três grandes defesas frente a adversários isolados. Sem hipóteses no golo sofrido.
Pedrinho (4) – Foi a primeira vez que o vimos jogar e gostámos. Seguro a defender, subindo sempre que possível para apoiar o ataque, impressionou-nos muito favoravelmente.
Orlando (3) – É dele a assistência para o golo de Káká. Porém, mostrou alguma insegurança em vários lances, acabando por ter grandes culpas no tento adversário, em que Mateus, uns centímetros mais baixo, se limita a encostar a cabeça.
Káká (3) – Marcou um belo golo num excelente cabeceamento mas a sua exibição fica, igualmente, marcada por algumas falhas que só não comprometeram porque Pedro Roma evitou o pior. No golo boavisteiro, divide as culpas com o seu colega de posição.
Vítor Vinha (4) – Seguro a defender, mostrou-se muito afoito no apoio ao ataque, tarefa que desempenhou de forma eficaz. Foi ele que marcou o “canto” que originou o golo. O melhor da Briosa.
Pavlovic (2) – Tem de “ir à bruxa” antes de jogar com o Boavista no ECC. O ano passado fracturou um pé após um lance mais duro de um adversário. Este ano foi novamente “marcado”, sofrendo uma entrada violenta de Mateus aos 28 minutos, que lhe terá provocado uma forte entorse. Estava a ser um dos melhores quando sofreu o “xeque-mate”.
Cris (3) – Não se dá muito por ele mas é um jogador muito eficiente. Mais uma vez, trabalhou bastante e rubricou uma actuação positiva.
Ivanildo (2) – Entrou com vontade mas nem sempre as coisas lhe saíram bem. Um bom remate pouco antes do descanso foi o melhor que conseguiu. Substituído por Miguel Pedro ao intervalo.
Nuno Piloto (3) – Colocado mais à frente do que é habitual, acabou por ser uma espécie de "patrão", que procurou pôr ordem no jogo do conjunto. Uma actuação esforçada, que merece nota positiva.
Lito (2) – Perante um adversário que concedeu poucos espaços, passou quase sempre ao lado do jogo.
Edgar (3) – Esforçado e batalhador, deu, no início, algum trabalho aos defensores “axadrezados”. Porém, aos poucos foi caindo de rendimento, o que comprometeu os resultados da “ofensiva final” da equipa. Talvez a sua actuação mais fraca ao serviço da Briosa.
Paulo Sérgio (3) – Substituiu o lesionado Pavlovic à meia hora. Uma exibição nos tons habituais: muito lutador, seguro a defender, mas muitos passes perdidos, que comprometem as transições ofensivas da equipa.
Miguel Pedro (3) – Rendeu Ivanildo ao intervalo. Muito mexido, procurou dinamizar a produção ofensiva da equipa. Falta-lhe, porém, alguma clarividência.
Tiero (3) – Entrou nos últimos 20 minutos para reforçar o meio-campo e teve uma actuação positiva. A partir da sua entrada, a equipa mostrou-se mais dinâmica e partiu para cima do adversário. Foi, ainda, autor de um bom remate, desviado por um defesa contrário.