Um novo esquema para a Taça da Liga
Terminou, no passado sábado, com o triunfo do V. Setúbal, a primeira edição da Taça da Liga ou "Carlsberg Cup".
Aposta da nova Direcção da Liga, presidida por Hermínio Loureiro, a referida competição ficou algo aquém das expectativas criadas, com a média de espectadores a não ultrapassar as 3000 pessoas. A excepção foi a "final" entre sadinos e "leões", disputada no Estádio do Algarve.
A eliminação precoce de dois "grandes" (FC Porto e Benfica) e o facto de a prova não dar acesso a uma competição europeia terão contribuído para esse semi-fracasso. Mas o próprio figurino da competição não terá sido o mais feliz. Daí que a Liga se tenha mostrado aberta a sugestões de alteração.
Como se trata de uma competição em que a Académica estará envolvida (e esperemos que por muitos anos), apresentarei de seguida as minhas propostas de alteração à forma de disputa da referida prova.
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A 1ª fase envolveria os 32 clubes da Bwin Liga e da Liga Vitalis. Estes seriam divididos em 8 grupos de 4 equipas, que se disputariam no sistema de "poule" a uma "volta", por pontos.
No respectivo sorteio, haveria quatro potes:
A - 1º ao 8º classificados da Bwin Liga;
B - 9º ao 14º classificados da Bwin Liga e os dois promovidos da Liga Vitalis;
C - 3º ao 8º classificados da Liga Vitalis e os dois despromovidos da Bwin Liga;
D - 9º ao 14º classificados da Liga Vitalis e os dois promovidos da 2ª Divisão.
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De cada um deles sairia uma equipa para cada grupo. Em todos eles, o programa dos jogos seria o seguinte:
1ª jornada: C-A; D-B
2ª jornada: D-A; B-C
3ª jornada: A-B; C-D
Em caso de igualdade pontual, considerar-se-iam, sucessivamente, o(s) resultado(s) do(s) jogo(s) entre os intervenientes, a diferença entre golos marcados e sofridos, o maior número de golos marcados, o maior número de vitórias e, por mim, o menor número de cartões vermelhos e amarelos.
Os dois primeiros classificados de cada grupo apurar-se-iam para a fase seguinte, num total de 16 clubes.
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Estes jogariam os oitavos-de-final em duas "mãos", de acordo com a seguinte "chave":
A - 1º do Grupo 1 - 2º do Grupo 2;
B - 1º do Grupo 2 - 2º do Grupo 1;
C - 1º do Grupo 3 - 2º do Grupo 4;
D - 1º do Grupo 4 - 2º do Grupo 3;
E - 1º do Grupo 5 - 2º do Grupo 6;
F - 1º do Grupo 6 - 2º do Grupo 5;
G - 1º do Grupo 7 - 2º do Grupo 8;
H - 1º do Grupo 8 - 2º do Grupo 7.
A equipa vencedora do grupo jogaria a 2ª "mão" em "casa".
Em caso de empate na eliminatória, qualificar-se-ia a equipa que marcasse mais golos "fora". Se a igualdade subsistisse, recorrer-se-ia à marcação de grandes penalidades.
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Os 8 qualificados disputariam os quartos-de-final no mesmo sistema e de acordo com uma "chave" que evitaria a repetição de jogos da fase inicial:
1 - Vencedor da eliminatória A - Vencedor da eliminatória C;
2 - Vencedor da eliminatória B - Vencedor da eliminatória D;
3 - Vencedor da eliminatório E - Vencedor da eliminatória G;
4 -.Vencedor da eliminatória F - Vencedor da eliminatória H.
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Os 4 apurados jogariam as meias-finais, em encontros a uma "mão", em campo neutro. Os jogos seriam os seguintes:
I - Vencedor da eliminatória 1 - Vencedor da eliminatória 3;
II - Vencedor da eliminatória 2 - Vencedor da eliminatória 4.
Em caso de igualdade, recorrer-se-ia à marcação de grandes penalidades.
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A final da competição continuaria a ser disputada no sábado de Páscoa e seria de encarar a hipótese de manter o Estádio do Algarve como palco da partida.
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O vencedor apurar-se-ia automaticamente para a Taça UEFA, se Portugal tivesse direito a inscrever mais de duas equipas nessa competição.
Caso o país tivesse direito a duas equipas, disputaria um jogo de classificação com o clube que, na Liga, se situasse no último lugar de acesso às provas europeias.
Apenas no caso de só termos direito a uma vaga (hipótese felizmente remota) não teria acesso às competições "uefeiras".
Se o vencedor da Taça da Liga se apurasse para a Liga dos Campeões ou se ganhasse, igualmente, o direito a participar na Taça UEFA (pela sua posição na Liga ou pela vitória na Taça de Portugal), esse direito não seria transmitido ao finalista vencido.
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Com este esquema, todas as equipas fariam um mínimo de três jogos, o que seria importante especialmente para os clubes da Liga Vitalis. Ao efectuarem dois dos encontros no seu terreno, teriam mais hipóteses de qualificação e a possibilidade de boas receitas (especialmente para as que recebam um dos três "grandes").
Aqueles que se apurassem para os oitavos-de-final efectuariam, mesmo, cinco partidas.
Por seu turno, as sucessivas eliminatórias gerariam um maior interesse pela competição.
As meias-finais em campo neutro poderiam permitir o aproveitamento de alguns estádios do Euro 2004 que acolhem, normalmente, poucos espectadores ou, eventualmente, levar a competição ao interior do país.
É nessa perspectiva que defendo a fixação da final no Estádio do Algarve. É que, com o afluxo turístico à região na época da Páscoa, é sempre sinónimo de "casa cheia".
Claro que para que a competição suscite maior interesse dos clubes é dos adeptos é essencial que haja um prémio desportivo para o vencedor, ou seja, a garantia de acesso a uma prova da UEFA.




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