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  - Domingo, Abril 06, 2008

Sondagem "Simplesmente Briosa": JES deverá manter a presidência

RESULTADOS DA SONDAGEM: LISTA A - 53,5%, LISTA D - 35,6%, BRANCOS E NULOS - 10,9%.

O "Simplesmente Briosa" levou ontem a efeito aquela que é a primeira sondagem acerca do acto eleitoral para os corpos gerentes da Académica-OAF, a realizar no próximo dia 14 de Abril.
Fazemos esta afirmação, não por petulância ou arrogância intelectual, mas apenas porque corresponde à verdade dos factos.
É certo que decorrem, em outros blogues académicos e em alguns órgãos de comunicação social local, alguns inquéritos "on line" que adoptam a designação de "sondagem". Mas a verdade é que não o são na verdadeira acepção da palavra.
Não pondo em causa a bondade dessas iniciativas, o certo é que a sua fiabilidade é bastante menor. Duas razões contribuem para isso:
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1º) O universo de votantes está, por um lado, reduzido aos leitores das publicações ou dos blogues que as promovem e, por outro, pode incluir pessoas exteriores ao universo eleitoral;
2º) Há possibilidade de voto múltiplo: mesmo que só se possa votar uma vez do mesmo computador, nada impede que alguém vote várias vezes de diferentes computadores.
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Embora realizada com meios artesanais, a nossa sondagem teve em conta as regras de cientificidade a que devem obedecer este tipo de inquéritos. Claro que a pequena dimensão da amostra tem como consequência uma margem de erro relativamente elevada, que leva os resultados a situarem-se em intervalos de grande amplitude. Por isso, devem ser lidos com algum cuidado.
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Como foi realizada a sondagem?
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Foram inquiridos aleatoriamente 202 indivíduos, todos eles associados da Académica-OAF com as quotas em dia, que manifestaram intenção de votar ou colocaram essa hipótese. Não foram considerados os que assumiram abster-se.
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As entrevistas foram realizadas por quatro editores do SB na hora anterior ao jogo com o V. Setúbal (entre as 17:45 e as 18:45 de ontem), junto aos torniquetes das portas 2, 3, 6 e 7 do ECC, de forma a que ninguém pudesse votar mais de uma vez.
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Como não dispomos de dados acerca da repartição dos sócios pelas bancadas, tentámos que a amostra fosse equilibrada entre ambas. No final, esse objectivo foi alcançado: das 202 pessoas inquiridas, 104 foram-no na bancada poente e 98 na nascente.
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Foi adoptado o método da simulação do voto em urna. Do boletim de voto, constavam quatro alternativas: lista A (José Eduardo Simões), lista D (João Francisco Campos), branco ou nulo e "ainda não decidi". Para ajudar na distribuição dos indecisos, um dos pontos críticos de qualquer sondagem, colocámos, para os que escolhessem a última opção, três alternativas: "entre a lista A e a lista D", "entre a lista A e branco ou nulo" e "entre a lista D e branco ou nulo".
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Do ponto de vista matemático, o intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro de 6,8%.
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Quais os resultados da sondagem?
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Os resultados brutos, ou seja, as intenções directas de voto, deram o seguinte resultado:
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Lista A - 103 (51,0%); Lista D - 66 (32,7%); Brancos ou nulos - 17 (8,4%); Indecisos - 16 (7,9%).
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Dos que se revelaram indecisos: entre a lista A e a lista D - 4; entre a lista A e branco ou nulo - 3; entre a lista D e branco ou nulo - 4; não responderam - 5.
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Extrapolámos os que não responderam para o conjunto dos que ainda não definiram a sua opção de voto, o que nos deu os seguintes valores: entre a lista A e a lista D - 6; entre a lista A e branco ou nulo - 4; entre a lista D e branco ou nulo - 6.
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Para cada uma das três hipóteses, dividimos as duas alternativas atribuindo metade a cada uma delas. No final do exercício, 5 foram atribuídas à lista A, 6 à lista D e 5 aos brancos e nulos.
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Chegámos, então, ao resultado final:
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Lista A - 108 (53,5%); Lista D - 72 (35,6%); Brancos ou nulos - 22 (10,9%).
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Dado que a margem de erro é relativamente elevada, a distribuição das preferências da amostra deve ser colocada em intervalos relativamente grandes. Deste modo, temos:
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Lista A - De 46,7 a 60,3%; Lista D - De 29,1 a 42,1%; Brancos ou nulos - De 5,5 a 16,3%.
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Como se pode verificar, a consideração das margens de erro não afecta o resultado global da sondagem, pois o pior resultado previsto para a lista A é superior ao melhor da lista D. Daí que tudo pareça indicar que o mais provável será a reeleição de José Eduardo Simões para novo mandato.
Claro que ainda falta uma semana para as eleições e, até lá, ainda muita coisa pode acontecer. Até porque uma sondagem é isso mesmo: algo que revela as intenções de voto num dado momento. E que, como é óbvio, não se substitui ao acto eleitoral. Por isso, vale o que vale. Mas é inegável que possui grande interesse, tanto para os eleitores como para os candidatos.
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Como interpretar os resultados?
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Um dado interessante da sondagem é a grande disparidade de resultados entre as bancadas poente e nascente.
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Assim, na primeira, JES dispõe de uma vantagem esmagadora. Aí, os resultados brutos foram os seguintes:
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Lista A - 67 (64,4%); Lista D - 24 (23,1%); Brancos ou nulos - 6 (5,8%); Indecisos - 7 (6,7%).
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Na distribuição dos indecisos, 3 vão para a lista A, 3 para a lista D e 1 para brancos ou nulos, o que traduz o seguinte resultado previsível para esse sector:
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Lista A - 70 (67,3%); Lista D - 27 (26,0%); Brancos ou nulos - 7 (6,7%).
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Ao invés, na segunda, João Francisco leva algum avanço. São também maiores as intenções de voto branco ou nulo e a percentagem dos que ainda não decidiram em quem votar. Eis os resultados brutos:
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Lista A - 36 (36,7%); Lista D - 42 (42,9%); Brancos ou nulos - 11 (11,2%); Indecisos - 9 (9,2%).
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Distribuíram-se os indecisos, atribuindo 2 à lista A, 3 à lista D e 4 aos brancos e nulos.
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Então, temos, para essa área:
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Lista A - 38 (38,8%); Lista D - 45 (45,9%); Brancos ou nulos - 15 (15,3%).
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Claro que, para distribuir os indecisos ao nível das bancadas, utilizámos o critério acima exposto para os resultados globais.
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A grande diferença nas intenções de voto manifestada nas duas bancadas mostra a existência de uma clivagem geracional no seio da massa associativa da Briosa. Assim, a bancada poente (onde se situam os associados mais antigos e mais idosos) é claramente favorável ao actual presidente, José Eduardo Simões; a bancada nascente (onde se encontram os sócios mais jovens) mostra-se mais favorável ao seu opositor, João Francisco Campos. Algo a que a idade dos candidatos não será estranha.
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Em todo o caso, apesar de a sondagem prever a reeleição de José Eduardo Simões, a verdade é que mostra também algum descontentamento, expresso quer nos resultados bastante honrosos conseguidos por João Francisco Campos (especialmente para quem só se candidatou "à última hora") quer na elevada percentagem de eleitores que dizem não apoiar qualquer um dos candidatos. Sobre estes últimos, é provável que alguns acabem por abster-se, pelo que a percentagem de votos brancos ou nulos poderá não ser tão elevada como a sondagem sugere.
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Vamos, então, "digerir" os seus resultados. E, no dia 14, cá estaremos a ver quanto acertámos ou nos enganámos.

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