AAC, 1 - Naval, 1: "Estudantes em cortejo, figueirenses em turismo"
A Académica despediu-se hoje dos seus adeptos com um empate a um golo frente à Naval em partida disputada no Estádio Cidade de Coimbra.Apesar de disputado à mesma hora do tradicional Cortejo da Queima das Fitas, assistiram ao encontro mais de 5000 espectadores (muitos dos quais intercalando a sua presença naquele importante evento estudantil com um "salto" ao ECC).
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Domingos Paciência repetiu a equipa que tão brilhantemente venceu e assegurou a manutenção na Madeira, bem como o sistema de 4-4-2 em losango.
Assim, à frente de Pedro Roma, surgiram Berger na direita, Orlando e Káká no centro e Pedro Costa na esquerda; no "miolo", Nuno Piloto a "trinco", Pedrinho e Cris como interiores e Luís Aguiar no apoio aos dois avançados, Lito e Miguel Pedro.
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Os momentos iniciais foram de estudo mútuo, sem grandes motivos de interesse.
O primeiro momento de alguma emoção ocorreu no 14º minuto, quando Lito introduziu a bola na baliza navalista. Contudo, o avançado academista encontrava-se em "fora-de-jogo".
Dois minutos depois, o mesmo jogador fugiu pela esquerda e, à saída de Taborda, deu para o meio mas ninguém apareceu para fazer a emenda, acabando Bruno Lazaroni por afastar a bola.
Contudo, aos 23 minutos, a Naval, que até aí apenas ensaira alguns tímidos contra-ataques, inaugurou o marcador. "Canto" do lado esquerdo apontado por Mário Sérgio, a defesa da Briosa "nas covas" e Diego Ângelo a cabecear sem oposição para as redes de Pedro Roma.
Domingos não se fez rogado e, perto da meia hora de jogo, trocou Berger por Edgar, recuando Pedrinho para "lateral" direito e Miguel Pedro para interior do mesmo lado.
Pouco depois, grande abertura de Luís Aguiar para Pedrinho que, isolado na meia direita, à entrada da área, rematou cruzado, a meia altura, mas ligeiramente ao lado.
Na resposta, uma saída em falso de Pedro Roma não foi aproveitada por Marcinho, que cabeceou ao lado.
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Na etapa complementar, os conimbricenses surgiram com uma atitude menos passiva e "caíram em cima" dos figueirenses. Na direita, Pedrinho e o "endiabrado" Lito iam abrindo a defensiva visitante mas faltava sempre alguém para dar seguimento aos lances.
Até que, aos 61 minutos, a Briosa chegou à igualdade, graças à acção daquela "dupla". Pedrinho fugiu mais uma vez pelo seu flanco, foi à linha e centrou atrasado para LITO, que rematou rasteiro, fazendo a bola entrar rente ao poste esquerdo da baliza de Taborda.
A Académica imprimiu mais velocidade ao jogo, ao mesmo tempo que os navalistas pareciam satisfeitos com o empate. Porém, a "avalanche" de jogo ofensivo dos "estudantes" não se traduziu na criação de grandes oportunidades.
Ao invés, os forasteiros quase conseguiam a vitória, já no minuto 90, quando Mário Sérgio, na marcação de um "livre" na esquerda, rematou à barra.
Em resumo, uma partida típica de fim de época, entre duas equipas tranquilas, sem grande qualidade futebolística. A igualdade acaba por aceitar-se, porque a Briosa, embora mais ofensiva, mostrou a habitual ineficácia nos jogos em "casa". Ao invés, os navalistas, que apostaram mais no contra-ataque, foram mais eficazes: três remates perigosos, um golo.
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João Vilas Boas realizou, em geral, uma boa arbitragem. Algumas dúvidas num ou outro "fora-de-jogo" não beliscam a sua actuação. No golo anulado a Lito, decidiu bem.
Depois do clima criado pela atitude da Naval, ao recusar a alteração da data e hora do jogo, é de salientar a correcção que rodeou todo o encontro, dentro e fora das quatro linhas (salvo umas "bocas" já habituais das claques).
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Sob a arbitragem de João Vilas Boas, do CA de Braga, as equipas alinharam:
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Académica - Pedro Roma; Berger (Edgar, 29), Orlando, Káká e Pedro Costa; Nuno Piloto; Pedrinho e Cris (Tiero, 85); Luís Aguiar; Lito e Miguel Pedro (Ivanildo, 57).
Naval - Taborda; Mário Sérgio, Paulão, Diego Ângelo e China; Bruno Lazaroni e Gilmar (Godemeche, 79); Marinho, Davide (Dudu, 76) e João Ribeiro (Carlitos, 60); Marcelinho.
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Marcadores: Lito (61), pela Briosa; Diego Ângelo (23), pela Naval.
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Disciplina: Cartões amarelos a Ivanildo (66), Cris (81) e Pedrinho (89); Gilmar (48) e João Ribeiro (52).
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Assistência: 5465 espectadores.
Os "quartanistas", um a um:
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Pedro Roma (3) - Apesar de ter tido pouco trabalho, pareceu algo intranquilo. No golo, talvez pudesse ter "atacado" melhor a bola. Logo a seguir, uma saída em falso podia ter deitado tudo a perder.
Berger (1) - Uma tarde infeliz. Desde o início, revelou algum nervosismo. Tem grandes responsabilidades no golo. Sacrificado à meia hora para dar lugar a Edgar.
Orlando (3) - Actuação regular. Sentiu algumas dificuldades com o contra-ataque figueirense.
Káká (4) - Mostrou-se muito seguro a defender e ainda procurou apoiar o ataque.
Pedro Costa (3) - Não esteve nos seus melhores dias. Não comprometeu a defender mas errou vários passes e esteve desastrado a centrar.
Nuno Piloto (4) - Mais uma boa actuação do médio, a coroar uma excelente 2ª "volta". Muito bem na recuperação de bolas como no início das transições ofensivas.
Pedrinho (4) - Começou como "interior", mas, a partir da meia hora, recuou para "lateral". Muito activo pelo seu corredor, criou grandes desequilíbrios na defesa adversária. É dele a assistência para o golo. Uma exibição de bom nível.
Cris (3) - Começou bem, mas aos poucos foi perdendo clarividência. Mostrou-se lutador e viu um "amarelo" já perto do final. Domingos não arriscou e acabou por ser substituído por Tiero.
Luís Aguiar (4) - Mostrou em vários lances a sua excelente técnica e visão de jogo. Mais uma actuação muito positiva.
Lito (4) - Jogando contra a sua antiga equipa, pareceu querer mostrar algo. Sempre muito "mexido" no flanco direito, deu "água pela barba" aos defensores navalistas. O golo que marcou mostrou o seu sentido de oportunidade. O melhor da Briosa.
Miguel Pedro (2) - Não esteve feliz, quer na frente quer como "interior" direito. Passou um pouco ao lado da partida.
Edgar (2) - Mais uma vez o habitual nos jogos em "casa": muito esforçado, razoável no jogo de cabeça mas "trapalhão" com os pés. Improfícuo e ineficaz.
Ivanildo (2) - Entrou para dar mais velocidade ao ataque mas mostrou sempre muito pouca clarividência.
Tiero (-) - Cinco minutos em campo.
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Crónica e apreciação aos jogadores de Jorge Martins




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