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  - Segunda-feira, Setembro 22, 2008

Académica - Vitória de Setúbal, 1-0



Estádio Cidade de Coimbra, 21.15h
Assistência: 2.734 espectadores...


Académica:
Peskovic, Pedro Costa, Luiz Nunes, Orlando, Cléber, Pavlovic (Diogo Gomes, 63), Nuno Piloto, Cris, Tiero, Lito (Miguel Pedro, 73) e Garcés (Sougou, 46)




Num dia de temporal em Coimbra e em que a Mancha Negra esteve ausente de forma oficial e fora do seu sector habitual, devido ao factos ocorridos recentemente, a nossa Académica passou com distinção o teste frente ao Vitória de Setúbal, que se apresentou em jogo de forma bastante fechada, o que dificultou o jogo da Briosa. Domingos apostou na primeira parte por um ataque mais físico, constituído por Lito e Garcés, servidos por Cris e Tiero (boa exibição). Pedro Costa entrou no onze, relegando Pedrinho para o banco, e acabou por fazer uma boa partida, defendendo bem e não atacando pior. Luiz Nunes e Orlando, parecem ter um entendimento perfeito: taparam o centro da defesa, não dando margem de manobra aos avançados sadinos. No miolo, Pavlovic e o regressado Nuno Piloto formaram a dupla com a qualidade que já nos têm vindo a habituar. No início da segunda parte, Domingos Paciência trocou Garcés por Sougou. Resultado? Mais velocidade no ataque, o que permitiu à Académica explorar mais os espaços e sair em transições mais rápidas, obrigando o Vitória a abrir-se. Perto do final, o momento decisivo do jogo: quando Diogo Gomes, que se estreou com a camisola da Briosa se preparava para marcar, o defesa do Vitória comete uma grande penalidade clara. Cléber, na transformação, não perdoou, e levou a Académica a vencer os sadinos em casa após 10 anos de jejum. De referir ainda que Adriano, jogador vinculado ao FC Porto, esteve a assistir ao encontro na Central A.


Um velório


Sem a Mancha a dar o seu habitual e imprescindível apoio, o ECC mais parecia um velório. Não fosse o VIII Exército, claque do Setúbal, o estádio era um autêntico dormitório. Penso que as assistências estão a atingir níveis alarmantes. Há que tomar medidas, e esta direcção em vez de cativar as pessoas ao estádio, só as afasta. Assim não, digo eu. De enaltecer uma faixa mostrada pela claque sadina, que se mostra solidária com a Mancha: "Diferentes cores, a mesma luta. Força Mancha.". De louvar.


Declarações de Domingos


"O jogo foi aquilo que eu esperava e tinha programado. O V. Setúbal sabia que o nosso ponto forte são as transições ofensivas e, por isso, apostámos numa 1.ª parte mais lenta, com dois jogadores fixos, o Garcés e o Lito para, depois, na 2.ª parte, colocar jogadores mais rápidos, tentar tirar o Vitória lá de trás, e fazê-los sofrer com a nossa estratégia. É verdade que o nosso adversário teve situações para marcar mas nós fomos mais felizes e acabámos por marcar num lance que não oferece dúvidas. Já são seis pontos? Se calhar contava ter nove [risos]. O campeonato não acaba aqui. Há que continuar o trabalho, sabendo que o vem ai o Marítimo. Vamos desfrutar e atacar o próximo jogo com mais optimismo."



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