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  - Segunda-feira, Novembro 10, 2008

Académica - Estrela da Amadora, 0-1
IMPOSSÍVEL SONHAR NA ACADÉMICA


Num Estádio Cidade de Coimbra que não tinha mais de 900 pessoas (!), a Académica fez desvanecer mais uma vez o sonho da Taça de Portugal. Mais uma vez porque a história se repete ano após ano, nada a que já nao estejamos habituados. Mas vamos ao jogo. A Briosa fez-se apresentar com Pedro Roma na baliza, e à sua frente um quarteto constituído por Cléber, Luiz Nunes, Edson e Pedrinho. No meio campo, Carlos Aguiar foi a novidade. Na frente, a surpresa acabou por ser a titularidade do jovem Éder, que foi o melhor da Académica. Na primeira parte, a Briosa controlou o jogo, e acabou por criar a melhor oportunidade de golo, num grande remate de longe de Cléber, que embateu com estrondo no poste da baliza de Nélson. O Estrela limitava-se a sair em contra ataques sem efeito, principalmente através de lançamentos longos de Vidigal. No segundo tempo, a Académica entrou mais determinada, e mais rematadora. Mas por pouco tempo, porque a monotonia voltou: um jogo muito mastigado a meio campo, sem ideias de jogo e sem objectividade. Parecia um jogo-treino, no velório do Cidade de Coimbra. Nélson ia-se destacando na baliza, efectuando algumas boas defesas e saídas a cruzamentos. Num contra ataque, o Estrela chegou ao golo. Grande passe em profundidade, Ndiay liga o turbo, ganha em velocidade sobre Luiz Nunes, contorna Pedro Roma (sem culpas) e atira para o fundo das redes. Estava feito o resultado do jogo. Daí para o fim, a Briosa apertou o Estrela, mas Nélson estava inspirado. Uma vergonha esta exibição.
No fim do jogo, a equipa do Estrela foi aplaudida pelo estádio, aplausos estes que foram retribuídos, pois demonstraram um grande carácter e deram uma lição à Académica. Bonito.


Pós-jogo




Já na porta VIP do estádio, houve uma concentração de sócios, que esperavam pelos jogadores, equipa técnica e presidente. Os ânimos chegaram mesmo a estar exaltados, principalmente com Garcês, Cléber e Luiz Nunes, que não gostaram de ouvir certas verdades. Milos Pavlovic, que não gostou de a equipa ser assobiada após o desaire, esteve à conversa com os sócios, falando sobre o ambiente que se fazia sentir no balneário e afirmando que todos os seus colegas davam o máximo pela camisola (como ele, afirmo eu). Ficou ainda encarregue de transmitir aos colegas as preocupações dos adeptos. Confrontado com a possibilidade de sair no mercado de Janeiro, o sérvio acenou a cabeça não o negou em momento algum. Por isso, é de equacionar a perda deste jogador num futuro muito próximo... José Eduardo Simões, ignorou completamente os sócios. Encolheu os ombros, abanou as mãos, mandou alguns bitaites e pôs-se na conversa com os amigos, em vez de assumir o fracasso e dar uma palavra aos presentes. Impera a cobardia e a ingratidão, como sempre. Já Domingos Paciência, afirmou que o Estrela nada fez para vencer o jogo, e que a Briosa merecia o triunfo. Um dos adjuntos, disse que ninguém devia sonhar com uma Académica europeia. Quando um responsável técnico diz isto, nada mais há para dizer.

Para o ano há mais. Mais um plano furado de JES. Impossível sonhar na Académica...

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