Sócios aprovam relatório e contas
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Dirigida pelo presidente da Mesa da Assembleia Paulo Mota Pinto, houve lugar à intervenção livre dos associados num período destinado pelos estatutos para esse efeito.
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Foi Francisco Martinho, editor do Simplesmente Briosa, o primeiro a pedir a palavra na sala. Em poucos minutos, felicitou a direcção pela vitória nas últimas eleições uma vez que "ainda não tinha tido oportunidade, visto que quer as Assembleias, quer o próprio dia das eleições realizaram-se em dias impróprios para quem tem de se deslocar de fora de Coimbra." Manifestando-se contra a crescente descaracterização da Académica, apontou culpas culpas à direcção nomeadamente na falta de comunicação com os sócios, da má imagem que deixa o presidente fruto da acusação do Ministério Público e nos jogadores e figuras do clube que frequentemente aparecem nos meios de comunicação social em acesa troca de palavras com o presidente. Concluiu com três perguntas: "De quem é afinal a Académica? Vamos continuar a deixar descaracterizar o clube? Onde está o lema da candidatura de José Eduardo Simões que referia "Unir a Académica"?"
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De pronto se fez ouvir a resposta de Gonçalo Capitão, vice presidente da Académica. Manifestando solidariedade para com José Eduardo Simões, defendeu que a lei protege o acusado e quanto à descaracterização, afirmou que "não é possível manter um jogador só por este ser da casa."
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Luís Santarino foi o senhor que se seguiu, criticando Paulo Mota Pinto pela data da Assembleia que "apesar de ser a um Domingo, não permite aos sócios que no dia seguinte trabalham deslocaram-se à mesma" defendendo que os sócios têm direito a viver a Académica e a serem informados do que se passa na instituição pois "a Académica é de todos, é por isso que somos sócios, para a viver."
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Em resposta, o presidente da mesa, apenas referiu que "não vou discutir a data, mas sim ter isso em conta para a próxima AG."
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Passando de seguida aos temas agendados previamente, Paulo Mota Pinto propôs a nomeação de Sousa Leal para a continuação de Revisor Oficial de Contas para os exercícios de 2008 a 2011. Foi eleito, com 0 votos contra e 0 abstenções.
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Apresentou-se então o sumário das contas. O passivo apresentado, de mais de 12 milhões e meio de euros, traduziu-se num aumento de quase dois milhões (14 por cento) em relação ao ano anterior, que fechou com 10, 7 milhões de euros.
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Quanto à discussão do relatório, José Eduardo Simões afirmou que à semelhança de outros anos, havia receitas não contabilizadas no exercício do presente relatório. Entre elas referiu uma dívida do BPI. Falou também de uma verba superior a 500 mil € respeitante a direitos de formação de jogadores saídos para o estrangeiro que ainda não foi contabilizada. Para justificar as subidas quer no activo, quer no passivo do clube, referiu a conclusão da obra realizada Academia Dolce Vita.
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De seguida, o presidente esclareceu o caso Marcel, dizendo que "foi comprado por 1 800 mil dolares e vendido por 3,5 milhões de euros através de cinco letras pagas pelo Benfica. Não houve qualquer mistério."
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Continuando a falar de transferências, referiu que o atleta "Kaká foi um jogador contratado a custo zero e vendido por 2 milhões de euros, sendo que a Académica só possuia 60% do passe do jogador. O saldo cifrou-se assim em 1,2 milhões de euros apesar de este ainda não constar nos activos do clube, no que ao relatório e contas diz respeito."
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Para além disto esclareceu ainda algumas dívidas menores, mas que também elas ainda não estão contabilizadas no relatório.
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Foi então a vez de João Francisco Campos pedir a palavra. Mais uma vez o fim do acordo com a TBZ foi o tema predominante e se na altura em que foi celebrado, "foi a melhor coisa que aconteceu à Académica, não se saberá o que pode acontecer no futuro."
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Alertou para o perigo da "Académica seguir o exemplo de Boavista, Belenenses e Guimarães (que diz "não ser muito dado a sardinhadas"), que após muitos anos de primeira divisão caíram na segunda liga."
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Ao microfone regressou José Eduardo Simões. Face às anteriores acusações, este referiu que na altura da comissão de gestão liderada por João Moreno, foi ele mesmo "quem adiantou dinheiro à Académica, para naquela altura a salvar."
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Numa curta intervenção, Lucílio Carvalheiro referiu que "se encontra muito preocupado com o futuro da Académica depois da ruptura do acordo com a TBZ, devido às consequências que este pode gerar."
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João Francisco Campos, voltou a pedir a palavra e contestou com base nos estatutos, o facto de "o presidente ser credor da Académica em mais de 2 milhões de euros" tal como o tinha referido em entrevista a quando a campanha eleitoral. Assim, este "constitui uma violação clara dos estatutos que dizem que um empréstimo superior a 10% do orçamento anual e que ultrapasse o prazo do mandato da actual direcção, terá sempre de passar por uma aprovação em Assembleia Geral."
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A seguir falou Gonçalo Capitão e mais uma vez defendendo o presidente da Académica declarando que "em Portugal não vale a pena fazer actos de generosidade quando se quer emprestar dinheiro ao clube acontecem destas coisas". Em relação ao contrato com a TBZ o mesmo vice-presidente defendeu que confiava no conselho fiscal e que há actos de gestão que não têm necessariamente de ser mostrados detalhadamente aos sócios. Para finalizar, ficou a frase de que "A Academia não é vendável mas pode formar activos vendáveis".
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Luís Santarino criticou as actas dizendo que "não espelham em nada o que são as assembleias gerais" sugerindo que estas deveriam ser gravadas para posterior consulta do que é dito. Ficou também no ar frase dirigida a JES "respeito muito quem empresta dinheiro à Académica mas isso não dá o direito de ser dono do clube". Terminou com a pergunta: "A Académica deve dinheiro a algum dirigente? Se sim qual o valor?".
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João Paulo Fernandes, presidente da claque Mancha Negra dirigiu-se então à assembleia mencionando o alerta do ROC presente no relatório e contas para a excessiva rotatividade de jogadores. Ou então no caso Nuno Piloto "se é utilizado por Domingos, porque não renova?"
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Para justificar os atrasos habituais nos relatórios veio então falar o ROC que referiu que há regras a respeitar e que há principios económicos que não são ultrapassáveis aquando da realização do exercício.
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Em relação à pergunta de Luís Santarino revelou que "o crédito foi aprovado, processado por cheques e transferência bancária".
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Foi então votado o relatório com 41 votos a favor, 12 contra e 15 abstenções, considerando-se assim aprovado pela maioria.
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O último ponto da agenda dizia respeito a informações várias sobre o clube. José Eduardo Simões referiu aspectos positivos do seu mandato. Entre os quais o actual décimo lugar, o apuramento para a próxima fase da taça da liga, lançamento de vários jovens,extrema utilidade do satélite Tourizense, a quantidade de jogadoress estudantes nos escalões mais jovens, entre outros. Ainda assim não deixou de criticar os apoios dados a outros clubes com dificuldades em cumprir compromissos, algo que há alguns anos não aconteceu com a Académica.
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O empresário de Nuno Piloto foi um dos visados nas criticas que sucederam, comparando ao caso Zé Castro em que disse que houve uma enorme falta de honestidade e que parecia estar para se repetir. "Não podemos evitar se Nuno Piloto quiser ganhar mais dinheiro. Temos os nossos limites e não vamos deixar de os cumprir. Teria muito gosto mas não depende só da Académica.". Terminou com "se a Académica é mal vista na comunicação social pouco ou nada me preocupa pois ligo apenas à verdade."
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Luís Santarino criticou as actas dizendo que "não espelham em nada o que são as assembleias gerais" sugerindo que estas deveriam ser gravadas para posterior consulta do que é dito. Ficou também no ar frase dirigida a JES "respeito muito quem empresta dinheiro à Académica mas isso não dá o direito de ser dono do clube". Terminou com a pergunta: "A Académica deve dinheiro a algum dirigente? Se sim qual o valor?".
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João Paulo Fernandes, presidente da claque Mancha Negra dirigiu-se então à assembleia mencionando o alerta do ROC presente no relatório e contas para a excessiva rotatividade de jogadores. Ou então no caso Nuno Piloto "se é utilizado por Domingos, porque não renova?"
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Para justificar os atrasos habituais nos relatórios veio então falar o ROC que referiu que há regras a respeitar e que há principios económicos que não são ultrapassáveis aquando da realização do exercício.
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Em relação à pergunta de Luís Santarino revelou que "o crédito foi aprovado, processado por cheques e transferência bancária".
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Foi então votado o relatório com 41 votos a favor, 12 contra e 15 abstenções, considerando-se assim aprovado pela maioria.
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O último ponto da agenda dizia respeito a informações várias sobre o clube. José Eduardo Simões referiu aspectos positivos do seu mandato. Entre os quais o actual décimo lugar, o apuramento para a próxima fase da taça da liga, lançamento de vários jovens,extrema utilidade do satélite Tourizense, a quantidade de jogadoress estudantes nos escalões mais jovens, entre outros. Ainda assim não deixou de criticar os apoios dados a outros clubes com dificuldades em cumprir compromissos, algo que há alguns anos não aconteceu com a Académica.
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O empresário de Nuno Piloto foi um dos visados nas criticas que sucederam, comparando ao caso Zé Castro em que disse que houve uma enorme falta de honestidade e que parecia estar para se repetir. "Não podemos evitar se Nuno Piloto quiser ganhar mais dinheiro. Temos os nossos limites e não vamos deixar de os cumprir. Teria muito gosto mas não depende só da Académica.". Terminou com "se a Académica é mal vista na comunicação social pouco ou nada me preocupa pois ligo apenas à verdade."
Por fim, destaque para o associado Miguel Gouveia que colocou questões pertinentes acerca da ideia de construir um novo estádio, como sejam as despesas a este associado, a tentativa de renegociar com a CMC o presente contrato ou falando da actual conjuntura económica como entrave a uma ideia deste tipo.
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José Eduardo Simões, terminou a assembleia referindo que "os custos de manutenção do actual estádio serão incomportaveis em 2014" afirmando que há vários erros de estrutura que mesmo neste momento já dão graves despesas para o clube, mesmo este não tendo mantido o estádio nas condições ideais nos últimos dois/três anos. Terminou dizendo que se em 2014 a Académica tiver de assumir as despesas totais do estádio "a Académica vai ao buraco. È uma questão de sobrevivência".
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Gonçalo Cabral e Francisco Martinho





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