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  - Quarta-feira, Agosto 31, 2005

PARABÉNS!!




O acaso existe. E é certo, que por vezes, proporciona surpresas agradáveis. O Simplesmente Briosa foi um deles. Gente que se conhecia apenas no Universo dos computadores e da Internet construiu uma forte relação de amizade. Criou laços para que vão para além de uma paixão a um clube. Somos hoje, administradores e leitores, algo mais, devido ao blog e à nossa Briosa. Discutimos ideias, confrontamos opiniões, conhecemos novas formas de pensar e damos-lhe «ouvidos» através de um espaço cibernético que ultrapassa a sua forma material. A sua essência baseia-se hoje, não em caracteres numéricos, em letras ou textos, mas em pessoas verdadeiras e nas suas opiniões.

Hoje o Simplesmente Briosa faz um ano. E agradecimentos têm de ser feitos. Desde logo a todos quantos por aqui passam. Uns mais, outros menos assiduamente vão deixando as suas opiniões. Todas elas válidas (sim mesmo, as do Emplastro… Afinal hoje é dia de festa, não há lugar para tricas!), todas elas fazendo do Blog uma entidade viva com opinião própria. Lembro-me de um Paulo Oliveira, do Ricardo Nuno, do D, do 44, de um Nuno Couto Esp., de um Pedro Santos, do João Lemos, do Jonas, da JP, do Sys7em e do Laranjeiro que nos comentam desde sempre, do Ricardo da Suécia (que já soube por portas travessas que é um fanático daqueles!), ou melhor, dos dois…do Leão e do Zé Preto, e mais, que agora, por falta de espaço e tempo, não posso precisar. O Blog é um pouco de todos nós que por aqui passamos. A sua essência é um pouco de todos nós.

Depois um agradecimento especial aos jogadores, elenco directivo e administrativo da Académica que já nos receberam. Trataram-nos (quase sempre…) com respeito, e fizeram-nos amadurecer, dando-nos algo mais em termos de «credibilidade formal».

Um especial agradecimento igualmente a todos aqueles que já contribuíram para que o blog mantenha notícias actualizadas. A todos aqueles que fazem da escrita desportiva a sua profissão e que altruisticamente contribuem, na medida do possível, para o nosso crescimento. Apesar de por vezes as relações serem algo agitadas, todos, nós personagens deste mundo Brioso, damos de nós, o melhor para que este espaço, que já gatinhou, dê agora os primeiros passos firmes. Luís Pena Viegas, João Pedro, entre outros.

Parabéns a todos!

  - Terça-feira, Agosto 30, 2005

Vale tudo !!!



Agradeçam ao site "Mais Futebol", esta classificação geral, impar, que apesar de não ter qualquer influência, não deixa de transparecer alguma falta de imparcialidade, algo que "segundo os livros" devia ser a base de tudo e qualquer jornalista que se preze.
Palavras para quê?

Correcções: Fizeram o favor de fazer subir Benfica e Sporting 2 lugares cada um, "ultrapassando" Rio Ave e Gil Vicente e apesar de apresentarem os números (diferença de golos) que provam o contrário. Quanto aos "lampiões", convenientemente fazem de conta que estão à frente do Estrela da Amadora e do Vitória de Setúbal, o que também não é verdade (basta olhar também para a diferença de golos).
Para além disto ainda o facto de a Académica estar abaixo do Boavista apesar de habitualmente se dar primazia aos golos marcados e não aos sofridos.

Hugo Leal em entrevista




"O meu gosto pelo futebol renasceu em Coimbra"


"Quando me transferi para o FC Porto, tinha alguma falta de fé no futebol. Tinha muitas dúvidas. Já não sabia se era isto que queria para a minha vida. E quis saber se ainda sentia vontade de jogar.(...) A minha falta de sorte era evidente e cheguei a questionar tudo, mas, depois, a experiência na Académica deu-me vida! Ganhei novamente o gosto pelo jogo e a ambição de querer jogar... Isso sim, foi uma revolução positiva na minha carreira. Apesar de termos sofrido muito no processo da luta pela manutenção na SuperLiga, foi um bom sinal ao nível pessoal. É caso para dizer que há males que vêm por bem!"


Ponderou a hipótese de ficar na Académica, ou simplesmente optou por outros voos?
"Sim, até cheguei a falar com o prof. Nelo Vingada, mas cheguei à conclusão que era melhor não ficar."

Toda a entrevista em: O Norte Desportivo

Bis de Marcel




O Nacional e a Académica repartiram hoje com justiça os pontos em jogo nesta segunda jornada da Liga portuguesa de futebol, realizado no Estádio Engenheiro Rui Alves, no Funchal.

Com ambos os pontas-de-lança em destaque - André Pinto e Marcel marcaram os golos do jogo, respectivamente para o Nacional e para a Académica -, o jogo foi muito bem disputado sempre com a incerteza no marcador.

Com o Nacional ainda desfalcado dos seus mais recentes reforços, o ex-jugoslavo Anic e o búlgaro Chilikov, a equipa de Manuel Machado entrou, contudo, muito bem na partida, completamente balanceada no ataque.

André Pinto entrou bem na partida e, logo aos cinco minutos, ameaçou a baliza de Pedro Roma, mas o seu cabeceamento saiu ligeiramente ao lado do poste esquerdo do guardião dos "estudantes".

Dez minutos depois, o mesmo Adriano Pinto já não perdoou a bela assistência de Patacas, isolou-se e, à saída de Pedro Roma, atirou o esférico para o lado mais distante da baliza, inaugurando o marcador.

A turma de Nelo Vingada acusou o golo e os "alvi-negros" continuaram a pressionar o adversário, até que o imparável André Pinto, com um remate à entrada da área, ampliou o marcador, não dando a mínima chance a Pedro Roma.

A partir daí, a equipa madeirense acomodou-se, o que a Académica aproveitou para subir no terreno e começar a ameaçar o último reduto nacionalista, vendo já em tempo de compensação o árbitro assinalar uma grande penalidade a seu favor, que Marcel não teve dificuldades em converter.

A segunda parte começou novamente com os forasteiros mais lestos sobre a bola, a pressionarem o meio-campo "alvi-negro", sem contudo criarem oportunidades flagrantes de golo.

Até que, aos 66 minutos, uma perda de bola da equipa madeirense proporcionou uma jogada de perigo, que o mesmo Marcel aproveitou para fazer o resultado final.

Até ao encerramento da partida, destaque para mais dois lances, um tiro ao poste de Nuno Viveiros, aos 87 minutos, e uma grande defesa de Hilário a livre de Luciano, aos 89 minutos.

  - Segunda-feira, Agosto 29, 2005

BnR B

Completamente recomendado!!!





O BnRB é dos melhores blogs actualmente existentes no que ao Futebol Português diz respeito, apesar do seu curto tempo de vida. Para além de ser muito bom, podemos sempre contar com as Hiper imparciais análises do Zenden da Palmeira, representante da nossa Briosa no BnR B.
Força BnRB e continuem com o excelente trabalho!

http://bnrb.blogspot.com/2005/08/nacional-vs-aac.html
(Promenores deliciosos da RUC no jogo de ontem, retirados do BnR B)

BRIOSOMILHÕES

1º lugar


Esclarecimento


Devido a alguma confusão que houve relativamente ao espaço “fura-redes” então é assim:
Os marcadores só serão contabilizados se o “espaço-Maya” estiver correcto, relativamente ao número de golos marcados pela equipa da Académica, ou seja, se existir um prognóstico do tipo:


Nacional - Académica

Tótó-bola: 2

Fura-redes: Marcel, Fernando

Espaço Maya: 1-2

Neste caso, o número de golos da Académica (recorde-se 2-2 frente ao Nacional) está correcto mas os do Nacional não, assim, o Tótó-bola não terá pontuação, o Espaço Maya também não, mas valendo o Fura Redes 1 ponto* por marcador, e tendo acertado um dos marcadores este jogador vai ter 1 ponto no final da jornada, uma vez que a Académica marcou de facto dois golos mas o jogador só acertou num deles.
*ao contrário do inicialmente anunciado

2º - Pontuações da 1ª jornada

Ricardo Carvalho – 1 Ponto
Pedro Santos – 1 Ponto
Gonçalo Cabral – 1 Ponto
Jonas – 1 Ponto
Ivo Correia – 1 Ponto
Badameco – 1 Ponto
Cajo – 1 Pontos*
Laranjeiro – 1 Ponto
Ana – 1 Ponto*
_Fury_-1 Ponto*
Filipe Barata – 1 Ponto
Chicao – 1 Ponto
Ultra MN – 1 Ponto
Jota Pê – 1 Ponto*
Luis Correia – 1 Ponto
H. Paiva – 1 Ponto
Ricardo – 1 Ponto
Kilkus – 1 Ponto
Inex – 1 Ponto*
Ricardo Nuno – 0 Pontos
Pirex – 0 Pontos*
D – 0 pontos
Joao Lemos – 0 Pontos
Filipe Goucha – 0 Pontos*
N. Couto Esp. – 0 Pontos*
vet1985 – 0 Pontos
Sobral – 0 Pontos
João Amaral – 0 Pontos
Nuno – 0 Pontos
Rsd – 0 Pontos
Marco – 0 Pontos
Zeca – 0 Pontos*
Facetoface – 0 Pontos
J L – 0 Pontos
Mário – 0 Pontos
David Matias – 0 Pontos*
EU! – 0 Pontos
Sys7eM – 0 Pontos*
Vasco Garcia – 0 Pontos*

*aplicou-se a lei em cima descrita

  - Quarta-feira, Agosto 24, 2005

O Passatempo que vai fazer alguém Milionário

«BRIOSÓMILHÕES»




Simplesmente Briosa lança Passatempo


A interacção entre todos os adeptos da Briosa, ou por e simplesmente do futebol, é sempre algo que se deve promover e, tanto quanto possível, sempre manter. Por isso mesmo, o Blog decidiu lançar um passatempo que lançará os adeptos numa competição frenética.

O passatempo será simples e terá regras básicas. Os pressupostos são os da adivinhação e esoterismo… Sempre com uma fé inabalável na equipa profissional de futebol dos Capas Negras.

REGRAS:

1 – O passatempo terá como base o acertar no resultado (regra de 1-X -2) dos jogos que a Briosa disputará ao longo do campeonato. O acertar nesta primeira premissa valerá 1 (um) ponto. Acertar num dos marcadores (pela Briosa), em cada jogo, valerá 2 (dois) pontos. Acertar em cheio, no resultado, valerá 5 (cinco) pontos.

1.1 – Cada secção terá uma designação:

Assim : Resultado 1 X 2 - «Tótó Bola»
Marcadores - «Fura-redes»
Em cheio no resultado - «Espaço Maya»



1.2 – O resultado «0» para a Briosa, corresponderá a «sem marcador», na segunda premissa. Se efectivamente tal acontecer, ao concorrente serão atribuídos os dois pontos da secção «Fura-redes».

1.3 - Não é permito colocar a Académica a perder.


1.4 – Poder-se-ão inscrever adeptos, dos 6 meses de idade aos cento e treze anos e trinta e dois dias de vida. Através dos comments no Blog, ou via mail (simplesmentebriosa@hotmail.com). Por cada jogador apenas um palpite. Nada de fazer batota, e inventar mais do que um nome, porque serão localizados os IP’s. Aos prevaricadores poderão ser aplicadas medidas de coacção que poderão passar, por exemplo, por umas férias forçadas na fábrica de conservas de sardinha da Cova-Gala, a escamar o dito peixe, para posterior acondicionamento da Sardine Pilchardus (para algum leitor menos atento, o nome científico do bicho…)

2 – Serão aceites apostas até ao dia do jogo através de comments. No dia do jogo só através de mail (simplesmentebriosa@hotmail.com).

3 – O Prémio Final:

Afinal o que toda a gente quer saber. O Primeiro classificado do passatempo «BriosóMilhões», será contemplado com um equipamento oficial da grande Briosa (possivelmente autografado por toda a equipa – ainda decorrem negociações nesse sentido ).

O segundo classificado, receberá um tijolo e 2.5 kg de cimento, gentilmente cedidos por um grupo de construtores civis de Coimbra adeptos dos Capas Negras.

O terceiro classificado, terá direito a um ano de acesso grátis ao Blog Simplesmente Briosa.

4 – Os resultados e classificações serão apresentados em post, na quarta-feira subsequente a cada jogo da AAC.


Boa Sorte para todos, e que ganhe…Eu!

  - Terça-feira, Agosto 23, 2005

Foi mesmo...

Dário, o jogador mítico da Académica será hoje apresentado como novo reforço do... Vitória de Guimarães.
















No inicio da pré-época o jogador foi sempre muito falado mas acabou por rumar ao Al-Jazira clube que o tinha emprestado á Académica. A frase do ex-85(número do ano de fundação da Mancha Negra) ficou célebre: "Em Portugal jogo na Académica ou num grande..."

É com muita pena que vejo este jogador que tanto gostava, ir para um clube onde a rivalidade com a Académica é grande. Já não há "sabor a Verão, sabor a Verão na ponta dos pés..."

Possivel de confirmar em: Site Vitória de Guimarães

Briosa Solidária



Coimbra está unida em torno de uma tragédia de proporções históricas. Mais de 80% da Mata Nacional de Vale de Canas está desfeita em cinzas, as chamas avançaram pela cidade, sem tréguas na noite de ontem, e zonas como a Quinta da Romeira, Avenida Elísio de Moura e Tovim – imanentemente urbanas – sentiram de perto o terror «do lume».

O panorama na noite de ontem foi completamente Dantesco. A Avenida acima referida cortada ao trânsito, carros amontoados, em fuga das zonas afectadas, pessoas vagueando pelas ruas, sentadas em passeios a chorar. Uma autêntica Zona de Guerra. Zona de Guerra essa que era o espelho de muitas outras localidades, vilas, aldeias e lugares do Concelho de Coimbra.

A Briosa, como instituição da Cidade, como referência decidiu, na medida do possível, dar o seu contributo, para uma causa que é de todos. Assim realizar-se-á um jogo amigável na próxima paragem do campeonato, cujas receitas reverterão em favor daqueles a quem o fogo consumiu parte dos bens, e porque não dize-lo, das próprias vidas.
São atitudes destas que nos fazem com orgulho, apreciar o emblema negro. São atitudes destas que nos fazem pensar que deveremos apoiar «os nossos», num tempo que se fala tanto de bi-clubismos…

Agora é necessário que façamos a nossa parte. Todos ao estádio!

  - Segunda-feira, Agosto 22, 2005

Recordar...

I Liga 1997/1998
Académica 1-2 Benfica
Estádio Municipal de Coimbra
Janeiro de 1998


12 – Pedro Roma (GR)
2 – Tó-Sá (DD)
8 – Zé Nando (DE)
30 – Sérgio Cruz (DC)
5 – Abazay (DC)
3 – Mito (DC)
17 – Rocha (MD)
22 – Mickey (MO)
25 – Gaúcho (AD)
18 – Pedro Lavoura (AE)
27 – João Tomás (AC)

Onze heróis... não porque tenham ganho, não porque tenham conquistado algo mas foram verdadeiros heróis! O conjunto escolhido por Gregório Freixo para em Janeiro do já distante ano de 1998 defrontar o mais sério candidato ao título era este. O Benfica apresentava-se em Coimbra vindo de uma série de bons resultados, com Karel Poborsky e Michael Preud’home a mostrarem-se como as principais pedras de um conjunto com bons valores mas... pouco mais.
A Académica classificava-se na altura numa 15ª e muito instável posição, e com treinador a prazo. Gregório Freixo orientava uma equipa já com treinador escolhido, mas nem por isso a motivação de todo o contingente deixou de ser elevadíssimo. José Romão já era anunciado como novo técnico e assistia a partir de um camarote na “velhinha” Central A, a tudo o que se passava dentro de campo.

Começava o jogo e logo nos primeiros minutos de jogo o Benfica abria o marcador. Ainda agora começara o jogo e a Briosa já perdia pela margem mínima... Quando a goleada frente a uma equipa de fundo de tabela parecia entrar em algumas contas eis senão, a turma de Coimbra “pega na trouxa e abanca” junto à Baliza do topo Sul do na altura Estádio Municipal de Coimbra. O Calhabé, como era tratado pelo comum académico estava totalmente lotado, e eram os nossos que o lotavam! Das bancadas centrais um jamais ouvido BRIOSA soava alto e bom som, chegando ao ponto de “sufocar” os microfones da RTP que não eram ouvidos tal era o ruído dos adeptos. A Briosa entusiasmou-se e criou duas grandes ocasiões de golo, porém João Tomás não conseguiu dar a melhor conclusão aos lances. Apesar do ascendente Academista, o resultado continuava a fixar-se no 0-1 a favor dos visitantes, porém, a faltarem apenas 3 minutos para o intervalo, João Tomás conclui da melhor forma e quase deitou o Calhabé abaixo! Era o empate! Um ponto que poderia ser crucial na luta pela manutenção.
Chegou-se o intervalo com o empate a uma bola e na segunda parte a Académica mesmo dentro das suas limitações continuava a ser a melhor equipa em campo e a desperdiçar oportunidades. Parecia bastante crível que conseguiria acabar o jogo com o desejado ponto que tão importante poderia ser nas contas finais.

Entrava o jogo no último quarto de hora, e a Briosa parecia começar a acomodar-se ao empate. Souness olhava para o banco e conversava com o seu adjunto Nelo Vingada sobre o que alterar no jogo. As cautelas começaram e o jogo era disputado quase na totalidade do tempo sobre o meio campo, quando um “balde de água fria” congela o calhabé... O possante Brian Deane ganha nas alturas ao defesa Sérgio Cruz e atira de cabeça sem hipóteses de defesa para Pedro Roma. Faltavam 8 minutos para os 90’ e mesmo lançando Vargas e João Pires, a Académica não mais conseguiria chegar com o perigo desejado até à baliza de Preud’home, excepção feita a um canto em que a bola andou na pequena área... mas o resultado estava feito! Cheirava a injustiça, tudo se decidiu na eficácia e não na qualidade do jogo. Um resultado negativo atirou a nossa Briosa para a zona de despromoção, mas ficava a esperança num futuro bem melhor.

Naquela noite, e apesar do resultado, estiveram em campo 11 verdadeiros heróis e passados 7 anos muitas coisas mudaram, Nelo Vingada é agora treinador da Académica e dentro da nossa Briosa há nomes que dificilmente esqueceremos quer por gestos, por momentos ou por um enorme carisma. Quem não se lembra do malogrado Pedro Lavoura e do seu pé esquerdo aveludado? Do “baixinho” Zé Nando com as suas arrancadas pela esquerda que empolgavam todo o calhabé? Dos golos e do empenho em campo de João Tomás? De Tó-Sá pelos anos que representou a nossa cor? De toda uma carreira de Miguel Rocha ao serviço da Académica? Já agora, das grandes defesas mas também dos grandes frangos do Pedro Roma com 27 anos? Mas de toda a equipa, houve um que para sempre deixará Saudades em Coimbra e em todos os adeptos, era o Mickey... A “voltinha”, o seu sinal de marca... Era uma delicia ver o Mickey com a bola nos pés! À direita ou ao meio, onde ele estivesse estava também o perfume e a classe do nosso futebol.

Lembro-me de ir ao Calhabé e ver os meus “antecessores” académicos a reclamar com o fiscal, e da alegria em cada vez que um dos que equipavam de negro fazia balançar a rede. Para sempre recordarei Mickey, Dário ou Pedro Roma, jogadores que marcaram um período Académico, onde nem sempre as coisas corriam bem, mas se fazia o possível e o impossível para alcançar os objectivos.

Foi um despertar de recordações graças ao canal RTP memória, que passou esse jogo de há 7 anos atrás, e do qual muito me orgulho de ver uma Académica totalmente solta, que não temeu um grande, e de um jogo que ficará na nossa memória.
Guardo dentro de mim uma mistura de pena e ao mesmo tempo raiva de nunca ter presenciado um grande momento da Académica. Sonho ver 11 jogadores voltarem a entrar no Jamor trajados de capa e batina para fazer história novamente. Acredito que não sou o único, que nasce uma geração pronta a entrar em acção que quer fazer renascer esta Académica e para isto basta-me falar com cada um dos elementos do SimplesmenteBriosa, ou atentar na média de idades dos elementos da Mancha Negra, e essa esperança cresce em cada “Briosa” gritada a plenos pulmões por ambas as bancadas do estádio.

Espero um dia recordar este ano de uma forma saudosa e então lembrar nomes como Roberto Brum, Zé Castro, Pedro Roma ou Paulo Adriano entre outros, que comandados pelo Prof. Nelo Vingada conquistaram algo e fizeram renascer esta Académica para um patamar alcançado no passado e que nos pertencerá no futuro.

Vamos acreditar que a Briosa está muito longe de estar morta e que esta longa “convalescença” não diminuiu em nada o seu passado e o orgulho dos seus adeptos em pertencer a este clube. Vamos apoiar e voltar a jogar de igual para igual com todos os clubes como aconteceu no Sábado passado ou há 7 anos.

Força BRIOSA!!!!!!

  - Domingo, Agosto 21, 2005

Apagou-se o campeão!




O Bastião

Não fora o decepcionante resultado ante o Moreirense em casa na pretérita edição da Superliga, e a estatística dos resultados em casa da Briosa, seria certamente um caso sério no futebol português. Esse resultado serve de alerta, um apego a zonas terrenas, de uma época que pode vir a ser, com os pés bem assentes na terra, de sonho.

O primeiro embate da Liga ante o campeão nacional, nada de bom augurava. «Dois ou três secos», foi o que se ouviu durante a semana…A equipa comandada por Nelo Vingada, não se atemorizou, demonstrou personalidade forte, bem explana tacticamente , com garra, vontade e querer bem acima da média.


Dez minutos de incertezas


A Académica entrou mal na partida. Deu o comando do jogo aos encarnados e parecia não querer recompor-se. Nelo Vingada alterou o esquema, recuou Paulo Adriano no terreno e deu liberdade ao vagabundo Fernando. A equipa alicerçou os seus princípios de jogo na solidez de meio terreno, e era de lá que gizava perigosos contra ataques, que amarelaram o sector recuado das águias. Filipe Teixeira, Paulo Adriano e Ezequias eram , na altura, os mais perigosos, aqueles que conferiam velocidade e esclarecimento às acções ofensivas dos Capas Negras.


Repartido


O jogo tornou-se então, repartido. Ocasiões de golo para as duas equipas, com os guarda-redes a corresponderem sempre com eficácia. Pedro Roma fez aos 45 minutos uma intervenção de grande nível, aos pés de Karyaka, num lance onde o fiscal de linha deixou (mal) jogar. O russo estava em clara posição de fora de jogo.


Segunda Parte na mesma toada… Ezequias faz Faísca!


A Académica demonstrou sempre ter mais equipa, mais colectivo, mais espírito de entreajuda do que os seus adversários. Os nomes podem não ser sonantes, mas o suor está todo lá. E chavão do futebol, «as camisolas não ganham jogos». De realçar a exibição de Ezequias. A sua foto estava num panfleto promocional do jogo… Mas o jogador sabe auto-promover-se! Que exibição!

O empate subsistiu até ao final, sendo que o jogo foi sempre pincelado de belas ocasiões de golo, e emotividade. O empate acaba por se ajustar, no final das contas.


EQUIPA DA ACADÉMICA


PEDRO ROMA – Sempre que chamado a intervir respondeu com acerto. Não fez defesas do outro mundo, mas as que fez foi sempre com grande acerto. Não sofrer golos é sempre nota positiva.


NUNO LUÍS – Parece querer confirmar as exibições da passada edição da Superliga. Simão percorreu os seus terrenos defensivos, e nem por isso se fez notar no jogo. Peca por em situações de contra ataque (defensivo) se esconder no miolo, dando a marcação do extremo ao central ou ao médio, fazendo as costas deste.


ZÈ CASTRO - Os passes longos não saíram a preceito na noite de Coimbra. Também é verdade que ninguém se importou… Com tal qualidade de posicionamento, técnica e solidez na saída de situações defensivas para ataque, tudo lhe é perdoado.


HUGO ALCÂNTARA – Alguém terá de o avisar que estava a jogar contra o campeão nacional. Uma fonte inesgotável de despeito, força e imperialismo. Compensa as limitações do seu companheiro de defesa no choque. Um caso sério, esta dupla!


EZEQUIAS - O melhor em campo. Adapta-se a central, gosta de missões defensivas e ataca daquela maneira? Um perigo à solta, um manual inesgotável de fintas e malabarismos, um acerto quase que impossível, na hora de flectir para dentro e rematar. Na noite de Coimbra, Ezequias fez Faísca!


BRUM – Não sabe jogar mal. Cresceu no jogo quando a equipa decaía e acabou em pleno. Destrói e sai a jogar com a mesma qualidade. A confirmação de que uma parede se levantou no meio campo académico.


PAULO ADRIANO – Não começou bem pela falta de rotina no lugar que começou por ocupar. Recuou no terreno, e a sua produção subiu na mesma proporção da exibição da equipa. Fatigado na hora da substituição.


FILIPE TEIXEIRA – Vai ser um dos casos sérios do futebol dos capas negras. Entrega, técnica, disponibilidade e versatilidade, fizeram dele um dos melhores em campo. Jogou condicionado e acabou por sair por precaução. Imagine-se a 100%...

DIONATTAN – Forrest Gump é o seu filme. Quem não se lembra das correrias do americano, quando jogava o «futebol deles», e da necessidade de ter um cartaz «Stop» para saber quando parar? Dionattan corre, corre com a bola, não faz o passe, embrenha-se com os adversários e invariavelmente perde a bola. Fica sempre a sensação de que poderia fazer mais.


FERNANDO – O vagabundo do ataque. Bons pés, olhos na baliza, mas falta de disciplina táctica defensiva. Poderá , ainda, melhorar muito o seu jogo.


MARCEL – Bom, mau, óptimo, péssimo. Nunca um jogador dividiu tanto as hostes académicas. Lutou mas esteve de alguma forma desapoiado nessa luta. Quando os reforços (Gelson e Joeano) chegaram, não tinha já, fôlego. Missão ingrata.


NUNO PILOTO – Deu solidez ao meio de terreno, mas poderia e deveria, ter feito, mais e melhor.


GELSON – Um atacante que entrou para dar solidez ao meio campo. Ainda ajudou no ataque e lutou a preceito. Estreia positiva, pela entrega.


JOEANO – Entrou pleno de garra e afinco. Teve tempo para ganhar um livre perigoso e elaborar uma ou outra jogada de perigo. Ajudou a fechar o flanco direito defensivo em missão de sacrifício.


NELO VINGADA

NELO VINGADA não era um treinador totalmente satisfeito no final do encontro. O resultado pode não ter sido tão mau quanto isso, mas a exibição da sua equipa, a espaços, mereceu alguns reparos. «Não fiquei muito satisfeito do ponto de vista exibicional, sobretudo no primeiro quarto de hora, onde demonstrámos muita ansiedade e intranquilidade. Depois disso conseguimos diminuir o ascendente que o Benfica vinha demonstrando e conseguimos mesmo equilibrar o jogo. O nosso contra-ataque só não resultou na primeira parte porque o Benfica recorreu muitas vezes à falta. Neste capítulo na segunda parte estivemos melhor», admite o treinador para quem o resultado registado «premeia o empenho e entrega ao jogo».


Académica 0
Treinador: Nelo Vingada
4- Pedro Roma
4- Ezequias
5- Hugo Alcântara
10- Marcel
11- Dionattan
13- Zé Castro
14- Filipe Teixeira (67m)
19- P. Adriano (cap.) (78)
20- Fernando (81m)
27- Nuno Luís
88- Roberto Brum
SUPLENTES
12- Dani
2- Joeano (81m)
3- Danilo
9- Gelson (67m)
18- Vítor Vinha
22- Sarmento
28- Nuno Piloto (78)


Benfica 0
Treinador: Ronald Koeman
1- Moreira
3- Anderson
4- Luisão
6- Petit
11- Geovanni (81m)
16- Beto (55m)
17- Karyaka (55m)
20- Simão (cap.)
21- Nuno Gomes
27- João Pereira
33- Ricardo Rocha
suplentes
12- Quim
7- Carlitos
9- Mantorras (81m)
13- Alcides
14- M. Fernandes (55m)
15- Nuno Assis (55m)
18- Dos Santos

Estádio Cidade de Coimbra.
Assistência: 25.084 espectadores.
Árbitro: Bruno Paixão (Setúbal).
Auxiliares: Sérgio Lacroix e Pedro Ramos.
Acção disciplinar: cartão amarelo para Luisão (10m), Karyaka (28m), Beto (33m), Nuno Luís (45m), Geovanni (48m), Petit (65m), João Pereira (70m e 89m), Paulo Adriano (75m), Dionattan (79m) e Gelson (83m); cartão vermelho para João Pereira (89m).

  - Sábado, Agosto 20, 2005

Convocados para o jogo de hoje

Está já disponível a lista de convocados para o jogo de estreia na Liga Portuguesa. As confirmações de Filipe Teixeira, Hugo Alcântara e Roberto Brum, que treinaram de alguma forma condicionados durante a pretérita semana são as notas fortes desta convocatória.

Hoje todos ao Estádio, esperando por um forte surto da já famosa «gripe das aves», que deite por terra as galinholas lisboetas.

São estes os 18 jogadores que vão estar preparados para entrar em campo:

-Joeano, 2
-Danilo, 3
-Ezequias, 4
-Hugo Alcântara, 5
-Gelson, 9
-Marcel, 10
-Dionattan, 11
-Dani, 12
-Zé Castro, 13
-Filipe Teixeira, 14
-Vitor Vinha, 18
-Paulo Adriano, 19
-Fernando, 20
-Sarmento, 22
-Pedro Roma, 24
-Nuno Luís, 27
-Nuno Piloto, 28
-Roberto Brum , 88

  - Quarta-feira, Agosto 17, 2005

AS IDEIAS, OS PROJECTOS E AS AMBIÇÕES DO HOMEM QUE LIDERA OS DESTINOS DA BRIOSA....




O PRESIDENTE DA ACADÉMICA, JOSÉ EDUARDO SIMÕES, ACEITOU O DESAFIO DE DOIS JOVENS ESTUDANTES, O FRANCISCO E O GONÇALO, SÓCIOS DA ACADÉMICA E, NUMA ENTREVISTA DE FUNDO FALOU DO PASSADO, DO PRESENTE E DO FUTURO DA ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DE COIMBRA/ ORGANISMO AUTÓNOMO DE FUTEBOL.
O FUTEBOL PROFISSIONAL, A FORMAÇÃO, O PATRIMÓNIO SÃO ALGUNS DOS TEMAS ABORDADOS.
AS IDEIAS, OS PROJECTOS E AS AMBIÇÕES DO HOMEM QUE LIDERA OS DESTINOS DA BRIOSA....

Nas últimas épocas, na última particularmente, tem sido latente o objectivo de garantir um lugar tranquilo na tabela classificativa.
No entanto, “o triste fado conimbricense” tem ditado que a manutenção se assegure, apenas, na última jornada.
O que é que tem falhado nos últimos anos?

José Eduardo Simões - Em primeiro lugar, uma correcção: na última época garantimos a manutenção a três jornadas do fim do campeonato e com muito mérito!
Para percebermos o que tem não diria falhado, mas talvez corrido menos bem, nas últimas épocas, temos que atender ao facto de a Académica ter estado demasiados anos na Liga de Honra e, por isso mesmo, perderam-se os hábitos de vitória, a capacidade de ganhar jogos com maior grau de dificuldade e, sobretudo, a capacidade de perceber que a Académica pode ser cada vez mais forte e deve ter outra ambição. Isso não se consegue de um ano para outro.
Sabíamos que este – o terceiro ano consecutivo na SuperLiga - ia ser um ano difícil. Sendo um ano de transição, foi aquele em que conseguimos acabar com o “sofrimento” mais cedo, e lançámos as bases para o futuro com outra confiança nas nossas capacidades.
Pensamos que o facto da Académica estar há três épocas consecutivas na SuperLiga é a base, o sustentáculo fundamental, para ultrapassar essa carência de jogar a alto nível e de conquistar a ambição necessária para alcançar outros voos.
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Os objectivos para a nova época já foram traçados, a qualificação para as provas europeias. Um dos objectivos base era a manutenção de alguns jogadores considerados fulcrais, nomes como: Hugo Leal, José António, Dário e Vasco Faisca, que foram importantíssimos na manutenção, não permaneceram.
Mesmo assim, terá o plantel a qualidade necessária para atingir as metas traçadas?
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JES - Em primeiro lugar devemos cumprimentar todos os atletas que estiveram connosco a época passada. Esses quatro que citaram foram atletas que tiveram um bom desempenho e trabalharam bem.
Alguns, ninguém se lembrava deles quando vieram, e nós, como Instituição que somos, com os nossos treinadores e funcionários, com a ajuda de todos os colegas no grupo de trabalho, proporcionámos a oportunidade que eles mostrarem as suas qualidades ou voltarem a revelar. A todos eles quero desejar as maiores felicidades, onde quer que eles estejam, na continuação das suas carreiras, bem como aos restantes que saíram.
Todavia, o que é mais importante aqui é salientar a manutenção da estrutura base da equipa e essa está cá na Académica.
O grupo mantém-se, o espírito está intacto, a ambição também – vontade de vencer.
Existe muita força interior, existe uma união que, arrisco-me a dizer, é ainda mais forte do que o ano passado.
Actualmente, falar em quem saiu não faz sentido. O que é significativo é falar de quem está e de quem veio para ajudar (o Hugo Alcântara, o Ezequias, o Filipe Teixeira, o Zada, o Gelson e o Fernando), sendo certo que se verifica, quer nos treinos e jogos, quer nas indicações que nos chegam diariamente sobre os atletas por parte do nosso grupo, que hoje a equipa está mais equilibrada e que, talvez seja mais forte, já nesta fase, do que era no ano passado em fase mais adiantada de preparação.
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Fala-se uma crescente corrente brasileira no plantel da Académica, o fugir a uma mística, ao conjunto de valores que fizeram da Académica ao longo da sua história, um clube simpático, carismático mas, sobretudo, um clube diferente.
Não teme que essa corrente possa quebrar muitos princípios da Instituição?
Não deveria existir uma maior aposta nos escalões inferiores?
Lembro, por exemplo, que duas grandes revelações da SuperLiga deste ano, não foram brasileiros, nem de outros países, mas sim portugueses oriundos do Desportivo de Chaves.
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JES – Se me falam nas “revelações” da última época, as “revelações” consagradas na Gala da LPFP foram o João Moutinho, o João Alves (que estava no Chaves e foi para Braga) e o Manuel Fernandes.
Neste domínio das revelações, aproveito a oportunidade para expressar que acho muito injusto que uma das grandes revelações do ano passado, não tenha sido distinguido também. Refiro-me objectivamente ao Zé Castro, o nosso atleta, que foi muito mais consistente, nomeadamente do que o atleta do Braga (independentemente do seu valor).
Tenho que salientar que foi com algum sentimento de injustiça que não o vi ser referenciado entre as três revelações nacionais.
A questão da “corrente brasileira” é uma falsa questão!
A Académica é uma equipa, uma Instituição que tem uma mística própria e mais do que adaptar-se a quem vem, é que vem que se adapta à Académica. Foi sempre assim e assim continuará a ser.
Quando tivemos muitos atletas angolanos, moçambicanos, cabo-verdianos, até de Macau, todos se adaptaram à Académica e a Coimbra porque, no fundo, a Académica é de Coimbra e a integração é fácil quando existe atitude, capacidade de sacrifício e profissionalismo, como aquela que existe nos nossos atletas; sejam eles portugueses, espanhóis ou brasileiros.
Podemos afirmar que todos eles, e cada um deles, representam muito bem a Académica. São atletas com qualidades humanas, que se integram bem na nossa mística e, devo dizer, que são capazes de transmitir um querer, uma vontade exemplares.
Todos, sejam eles brasileiros, seja o nosso guarda-redes espanhol Dani, que é um excelente profissional e um excelente companheiro; sejam portugueses.
Os nossos atletas são todos de nível elevado, quanto a qualidades humanas e desempenho social, o que é para nós o mais importante. Estou certo que, independentemente da nacionalidade sabem o que é ser da Académica!
Quem vem para Coimbra, se tiver qualidade e capacidade, integra-se no nosso espírito e nossa mística. E torna-se uma mais-valia. Com carisma e “classe”, é o que pretendemos sempre.
Para além disto, é importante reconhecer que os jogadores que vêm de fora conseguem ajudar a levar o nome da Académica e de Coimbra cada vez mais longe: ao Brasil, a Espanha, a Angola, a Moçambique; sem esquecer que vamos fazer uma missão em Timor, onde vamos mostrar que a Académica não é apenas um clube onde se pratica futebol, mas que tem uma perspectiva social sempre presente.
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Relativamente a atletas emprestados, que no final da época saem sem nenhuma contrapartida para o clube, vai continuar a contar com eles?
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JES - O meu princípio foi sempre o de não ter atletas emprestados.
Esta época foi possível construir, pela primeira vez em muitos anos, uma equipa em que todos os jogadores são, efectivamente, da Académica.
A nossa preocupação foi, é e será sempre a de criar uma espinha dorsal com atletas nossos, de qualidade, que possam integrar atletas da formação.
Porque, essa mistura da qualidade, da experiência, com uma formação de jovens que precisam dessa experiência para evoluir e para atingir outros patamares é, para nós, o ideal em termos de continuidade deste clube e do seu desenvolvimento para o futuro.
Se identificarmos, hoje, alguns atletas mais novos que eram da formação: o Eduardo, o Zé Castro, o Nuno Piloto, o Vinha, o Sarmento, o Ito (que ainda é júnior), o Rui Miguel, (para além do Barroca, do Gonçalo e do Portulez) são atletas saídos da formação nos últimos anos, que conjuntamente com outros que estão colocados em outros clubes de forma a poderem evoluir, vão poder criar um grupo de muita qualidade, muito coeso e forte. Com a mística da Académica.
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Que plataforma de entendimento se pode atingir entre o Organismo Autónomo de Futebol e a casa-mãe da AAC, no sentido de ter todo o espólio futebolístico num único museu?
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JES – Estamos a desenvolver todos os esforços nesse sentido, até porque, o espólio não existe apenas na casa-mãe, existe espólio no Museu Académico da Reitoria da Universidade de Coimbra, existe algum aqui no OAF, existe espólio espalhado por diferentes pessoas (atletas, ex-dirigentes, etc.) e em muitos locais.
Gostaríamos muito de contribuir para que existisse em Coimbra o “Museu do Desporto”, que envolvesse toda a Académica, nas suas diferentes modalidades. Já falámos com a Reitoria, com a Direcção Geral também queremos falar deste assunto.
Sendo certo que é um trabalho de Hércules este de erguer um museu que, volto a sublinhar, gostaríamos que fosse um verdadeiro “Museu do desporto”, pensamos que seria uma grande mais-valia para a cidade de Coimbra.
Mas, o que neste momento é fundamental é conseguir fazer o levantamento de todo o espólio que anda espalhado.
O nosso objectivo, esse, está traçado! Assim haja vontade de todas as entidades.
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A Académica tem uma parceria com a Tbz. Alguns associados reclamam mais informação sobre os pormenores deste negócio.
Qual é a estratégia para aumentar o número de adeptos no Estádio Cidade de Coimbra?
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JES – É uma estratégia assente naquilo que, verdadeiramente, atrai mais sócios e simpatizantes.
Essa estratégia passa pela a realização de jogos em horários adequados para se ver futebol, ter um estádio com boas condições e ter uma boa equipa: que seja competitiva, capaz de disputar jogo a jogo com vontade de ganhar. É isso que nós temos e vamos conseguir.
Portanto, a estratégia para aumentar o número de adeptos passa, por um lado pela da qualidade do futebol e por outro, por uma operação de captação novos associados, de captação de franjas de pessoas que andam um pouco afastadas, como por exemplo os estudantes, e os antigos estudantes não só universitários mas, também, os do ensino básico e secundário, espalhados por Portugal inteiro e, neste último caso, residentes na região de influência de Coimbra.
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Precisamente sobre os estudantes, que nos tempo áureos académicos se podiam vislumbrar no calhabé de capa e batina. Como é que pensa que os vai conseguir atrair, de novo, para o Estádio?
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JES – Fui professor na Universidade durante muitos anos e vejo a diferença que existe entre o estudante universitário desse tempo (há dez anos atrás) e o de hoje.
Actualmente, o estudante universitário está muito mais alheado das questões desportivas, do que aqui há dez, quinze ou vinte anos. Há diferenças substanciais.
Trazê-los de volta ao desporto não é tarefa fácil.
No entanto, volto a reiterar que, com uma boa equipa, a jogar um futebol competitivo, com uma maior capacidade de sedução através de contactos com os nossos atletas universitários, vamos dar a volta ao assunto.
Nós temos atletas/estudantes, como é disso exemplo o Nuno Piloto, que está a terminar o curso de Bioquímica, entre outros que frequentam a Universidade ou para lá caminham.
Quanto ao espectáculo da capa e batina, gostaria de o voltar a ver mas isso é algo que depende muito das pessoas, tal como já havia referido. Hoje em dia vêem-se muito menos capas e batinas na Universidade, já não é hábito envergar o traje regularmente. Penso mesmo que a maioria dos estudantes só o veste mesmo na Semana Académica da Queima das Fitas.
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É do conhecimento público que as camadas jovens treinam em campos pelados, muitas vezes sem as condições necessárias para um clube primo divisionário. Mas, o que é certo é que recentemente a Académica tem revelado talentos como Lucas, Zé Castro, Nuno Piloto e mais recentemente Sarmento ou Vitor Vinha.
Não acha necessário apostar fortemente na formação de jovens valores, a nível financeiro e de condições, de forma a tirar maior proveito com eventuais vendas de jogadores formados na Briosa?
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JES – Sobre este assunto gostava de dizer que a Académica esteve muitos anos adormecida no que diz respeito a formação.
Uma formação que podemos dizer era deficiente, não tinha regras claras, capacidade formativa, não tinha objectivos e nem sequer atingia resultados minimamente aceitáveis, nem para o nome nem para a tradição que a Académica tinha nas camadas jovens (há 20, 30, 40 ou 50 anos atrás).
O que estamos a fazer, desde há dois/três anos, é uma inversão completa de atitude.
Agora, todo o trabalho vai no sentido de criar uma pirâmide: desde as escolas até aos juniores, uma pirâmide muito alargada na captação e promoção do ensino nas escolinhas.
Partindo de uma base de 500 atletas nas escolinhas, vamos progressivamente escolher cada vez melhores atletas e estudantes.
Por outro lado vamos observar e captar, em clubes da Área Metropolitana de Coimbra e em todas as zonas em que possamos ter pessoas ligadas ao gabinete de prospecção (“olheiros” como hoje se diz), atletas que sejam talentos desportivos.
Estamos a conseguir, com esse triângulo de base muito forte, muito alargado e com boa formação, criar os alicerces para que boas equipas de iniciados, de infantis, de juvenis e de juniores apareçam.
Gostava ainda de salientar que os melhores resultados dos últimos anos, aconteceram esta época de 2004/2005 quer nos iniciados, quer nos infantis, quer nos juvenis e nos juniores.
Isto significa que o trabalho que está a ser desenvolvido já está a dar bons frutos. Porém, esses frutos só se irão ver a médio, longo prazo.
Há ainda muito caminho para percorrer. Os atletas estão a ser bem formados e todos os anos mais atletas vão dar apoio à equipa principal.
Tudo isto significa, portanto, que fizemos uma aposta muita clara na formação.
Essa aposta passa, também, por infra-estruturas.
É óbvio que não nos agrada que alguns jovens treinem em campos pelados.
Infelizmente o concelho de Coimbra não tem capacidade para dar resposta à procura de campos relvados, por isso, só os juniores é que treinam em campos relvados. É pouco e temos de ultrapassar essa carência.
Desde há três anos que não podemos utilizar o campo de Santa Cruz, nem sabemos quando é que ele poderá estar disponível, este que seria um excelente recinto desportivo para os escalões jovens.
Por tudo isto, estamos a investir fortemente na componente de infra-estruturas e, ainda este ano, vamos ter capacidade para colocar jovens da formação para treinar na nossa “Academia Briosa XXI”.
Quanto à questão dos benefícios financeiros que podemos tirar dos nossos atletas da formação, é óbvio que quando existe uma boa formação se tira proveito. Embora tal não seja uma regra, senão vejamos os casos dos últimos anos. Podia aqui lembrar atletas que estiveram na formação da Académica e que deixaram expirar o contrato para irem para outros clubes, sem qualquer benefício financeiro para a Académica.
No entanto, o mais importante para nós é conseguirmos formar atletas e estudantes, o que não acontece nos outros clubes.
Não posso deixar de salientar que a equipa de juniores da Académica teve este ano seis estudantes universitários e todos os restantes frequentam o ensino secundário.
Estes atletas/estudantes competiram com equipas nas quais praticamente ninguém estudava, salvo uma ou outra excepção.
Esta é a grande diferença da nossa visão e do nosso projecto de formação: formar talentos, desportivos e humanos.
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Quando estará finalizada a Academia Briosa XXI?
Quais a suas actuais condições e o que é que falta ser feito?
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JES – Neste momento, estamos a completar a estrutura de base dos dois relvados sintéticos destinados à formação, o que significa que durante o mês de Setembro poderemos ter os relvados sintéticos a funcionar a tempo do início dos trabalhos desportivos.
Para além disso, estamos a fazer obras de adaptação nos balneários de forma a torná-los mais funcionais, incluindo alguns equipamentos médicos de apoio e espaço de hidroterapia. Hoje em dia todas as equipas profissionais têm de ter estes recursos para melhorar os seus desempenhos em termos clínicos e de fisioterapia.
O que neste momento está parado é o novo edifício. Está nos chamados “toscos” mas, até Setembro vai arrancar mais uma fase e, portanto, poderemos dizer que talvez uma boa expectativa é a Academia Briosa XXI, daqui a um ano, em 2006, poder estar concluída.

Anunciou, recentemente, a criação de uma Fundação da Académica.
Quais as contrapartidas que esta terá para o clube?

JES – Em primeiro lugar, a criação da Fundação é um processo que está agora a nascer.
A Fundação significa, em nosso entender, algo que não se substituindo, é um pouco mais do que o clube. Será o instrumento capaz de assumir o espírito daquilo que é a Académica e daquilo que é Coimbra. Um âmbito internacional, um espírito de cultura, de solidariedade, de companheirismo, um espírito com uma mística muito própria de ajudar quem precisa e quem tem valor; de ser capaz de ver um bocadinho mais longe e para além do futebol.
Essa Fundação pretende, por isso, ser algo que a Académica não pode ser mas que, de alguma forma, já foi em tempos passados. Mas, estamos apenas a dar os primeiros passos.
A Fundação terá também como objectivo dar alguma protecção ao regime de gestão que a Académica tem actualmente, que é o regime denominado “regime especial de gestão”, onde a Direcção é responsável financeiramente por tudo o que se passa.
Vou dar um exemplo, para que entendam melhor: este pavilhão, o pavilhão Jorge Anjinho, está penhorado às Finanças por causa de hipotéticas dívidas, relativas a IRC, anteriores a 1996, que estão impugnadas pela Académica.
Se um dia, o Tribunal se pronunciasse a favor da administração fiscal e a Académica tivesse que pagar essas dívidas, ou as pagaríamos nós, elementos da Direcção (o que não é justo nem correcto) ou teríamos que permitir que este pavilhão fosse alienado para o pagamento dessas mesmas dívidas.
Pensamos que não é correcta nem uma opção, nem a outra.
Não é correcto que se deixe alienar o património, a nossa função é aumentá-lo para que a Académica seja cada vez mais forte. Por outro lado, também não é justo que a responsabilidade recaia sobre as pessoas que aqui estão a dar o melhor de si e do seu tempo e às vezes das suas economias para que a Académica possa ser um clube que paga a horas e possa ser hoje uma Instituição com credibilidade.
Portanto, mais do que falar em contrapartidas que a Fundação possa trazer, primeiro é necessário pensar como é que essa Fundação deve ser criada, quais os seus objectivos, estes já citados e outros que possam ser meritórios, porque esta não é uma Fundação que se pretende substituir ao clube.
É uma Fundação para além do clube, para atingir aquilo que a Académica, enquanto Organismo Autónomo de Futebol, está limitada mas em que não pode deixar de pensar, em termos sociais, educativos, culturais, internacionais, de nome e imagem, de qualidade, de diferença em relação aos outros clubes de futebol.
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Para finalizar, qual o seu objectivo para a Académica, a médio ou longo prazo?

JES – São vários e distintos.
O objectivo desportivo:

Consolidar a Académica como equipa da SuperLiga.
Não queremos estar lá quatro ou cinco anos apenas, queremos um clube estável na primeira divisão da liga de futebol profissional, como é o caso do Braga, do Guimarães, do Marítimo ou do Belenenses, esses sim são clubes estáveis de SuperLiga.
Para atingir este objectivo, temos que ter uma equipa de qualidade que seja capaz de competir com todas as outras.
Por outro lado, essa equipa não pode esquecer que é da Académica, que é de Coimbra, e isto significa que vamos continuar a apostar fortemente na formação, que vamos dar condições aos nossos jovens que tenham capacidades desportivas diferentes das que são habituais, para que tanto possam estudar, como evoluir e competir desportivamente ao mais alto nível.
Objectivo relativamente ao património:

O nosso objectivo em termos patrimoniais é aumentar o nosso património.
Estamos em vias de o concretizar porque, já somos accionistas maioritários da PROCAC, entidade que é detentora do edifício nos Arcos do Jardim (sede do CAC). Estamos, assim, a um pequeno passo de nos tornarmos detentores reais desse património.
Depois, ainda em termos patrimoniais, pretendemos levar a cabo uma intervenção profunda aqui no pavilhão, mantendo um espaço desportivo de qualidade para o futsal, para as escolinhas e para outras actividades para os nossos associados e, por outro lado, criar valências de apoio à terceira idade, aos jovens e não só, através de serviços de medicina desportiva e medicina de recuperação e serviços de assistência (em particular para sócios idosos).
Se conseguirmos isto neste pavilhão, mantendo a sua nave principal para o desporto, melhorando a sua qualidade em termos acústicos e de comportamento térmico e concretizarmos uma boa cobertura (porque a que existe não é uma cobertura sequer saudável para instalações desportivas), então conseguiremos realizar aqui um projecto muito interessante.
Tornar este pavilhão num “Centro Académico Jorge Anjinho” que seja motivo de orgulho de todos os associados.

Objectivos no campo social:
Integrar a Académica e torná-la num porta-estandarte da região de Coimbra cada vez mais forte, que não desmereça em nada os seus pergaminhos, em termos estudantis e em termos culturais e sociais, daquilo que já foi capaz de fazer.
Que sejamos capazes de continuar a formar atletas/estudantes, como foi o caso do Miguel Rocha, do Pedro Roma e, mais recentemente, do Nuno Piloto; que estes exemplos sejam exemplos a seguir, que exista sempre uma grande vontade e disponibilidade de alguns atletas em querer avançar e formarem-se. O Estatuto do atleta de alta competição deve ser ajustado à nova realidade do futebol profissional dos tempos de hoje.

O objectivo financeiro:
Conseguir que a Académica seja um clube saudável financeiramente, um clube cumpridor, que dê menos dores de cabeça às pessoas que no futuro vierem dirigir o clube.
Não desejo a ninguém um trigésimo daquilo que encontrei e daquilo por que temos sido condicionados nos últimos anos.
O meu objectivo último é, deixar a Académica noutra situação. Permitindo a quem vier, encontrar um clube mais saudável, onde dê orgulho trabalhar, onde dê orgulho ser dirigente e que seja um bocadinho mais fácil do que tem sido, e está a ser, para nós!
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Entrevista:
Francisco Martinho (sócio n.º 12 636).*
Gonçalo Cabral (sócio n.º 13 344).*
*Alunos da Escola Secundária de Seia, têm ambos 16 anos.

  - Segunda-feira, Agosto 15, 2005

Último teste... empate

A Académica fez ontem o último teste antes do ínicio da Superliga. O adversário... O Tourizense, uma equipa da II divisão.


Na Académica jogaram de ínicio:
Eduardo, Sarmento, Danilo, Ezequias, Lira, Ito, Dionattan , Vitor Vinha, Nuno Piloto(capitão), Luciano e Joeano.
Jogaram também:
Dani, Hugo Alcântara, Francisco Gomes, Gelson, Paulo Adriano, Fernando e Tó Zé

Quanto ao Tourizense, jogaram:
Filipe , Sandro,Ricardo Costa, Silvestre, Pedro Fontes (capitão), Luís Afonso, Gonçalo, André Costa, Pedro Silva, Penela e Chano.
Jogaram também: Alemão, Machado, Antunes, Portulez, Carlos Almeida, Ricardo Sanches.

A "equipa satélite" da Académica deu uma boa réplica à equipa dos estudantes. A Académica soma o terceiro empate consecutivo sem marcar qualquer golo. Preocupante? Ou talvez não, esta foi a última oportunidade que os jogadores tiveram para mostrar a Nelo Vingado o seu valor em jogos amigaveis. A partir de Sábado, é a sério e o treinador já deverá certamente ter a equipa definida.

Juvenis começam pré-época com vitória

A equipa de Juvenis da Académica de Coimbra iniciou no Sábado a sua pré-época a nível de jogos. 1-0 foi o resultado obtido perante o Caldas da Rainha Spor Clube. Num jogo equilibrado, os jovens estudantes puderam ter o primeiro contacto com uma equipa que também disputa o campeonato nacional mas de diferente zona. Os aspectos positivos já são evidentes, esta equipa troca bem a bola, faz um jogo pensado embora a condição física seja claramente o ponto fraco.

  - Sábado, Agosto 13, 2005

Um nulo com sumo




Primeira parte de nível

A Briosa continua com o processo ofensivo emperrado – no que à vertente da finalização diz respeito – mas deu indicações positivas na vertente da circulação de bola e da solidez defensiva. Não é novidade que essa é a base de trabalho do Professor. As equipas constroem-se «de trás para a frente» com um futebol rápido e na medida do possível «rápido de processos».A Académica caminha efectivamente nesse sentido. Mostrou contra o Marítimo, como já o havia feito contra Penafiel, Moreirense e Málaga uma forte entreajuda entre sectores e uma invulgar capacidade de defender. Independentemente dos nomes que componham esses mesmos sectores. Ontem Dani esteve – e bem – na baliza, Nuno Piloto foi o defesa direito, Zé Castro e Hugo Alcântara preencheram o centro da defesa e Ezequias foi o patrão do lado esquerdo. E curiosamente o sector, em toda a primeira parte, carburou aceitavelmente bem. Fecharam-se os espaços aos maritimistas e os Capas Negras dominaram. O futebol apoiado, sustentado por um 4-1-3-2, teve sempre a sua força no trio dinâmico de meio campo, que servia que embolo para o ataque, servindo quase sempre bem quem quisesse finalizar (Joeano foi a figura de proa).

Segunda Parte de menor nível

Se Dionattan, Fernando, Paulo Adriano e Joeano foram os dínamos da primeira metade do encontro, no segundo tempo, com as substituições da praxe deste tipo de encontros, os Estudantes tiveram mais dificuldade em se interligar. As invenções que já tinham sido «algumas», passaram então a ser adjectivadas de «muitas». No segundo tempo, com as alterações introduzidas (Luciano e Danilo renderam Gelson e Zé Castro) a Briosa passou a jogar em 4x3x3, mas foi esse sistema que, curiosamente, menos resultados deram. O Marítimo ganhou a luta de meio-campo e rapidamente partia para o ataque, pondo em sentido a baliza de Eduardo.

O abanão no «finalzinho»

Os verde-rubros mostravam algum ascendente nos minutos finais da segunda parte e pensar-se-ia que o jogo estava destinado a acabar assim. Independentemente de qualquer golo que pudesse surgir. Mas a entrada do jovem Ito para o lugar de Dionattan, alterou por completo esta equação. O jovem defendeu a propósito no flanco esquerdo, fechou bem os espaços a meio campo e teve tempo, ainda, para atacar a propósito. Uma agradável surpresa no princípio de noite no Estádio Cidade de Coimbra. O número 23 foi, pois, o contrapeso, da balança do jogo que até então se mostrava desequilibrada.


Destaques Positivos

Hugo Alcântara – Bela exibição do central académico. Em nítido crescendo de forma, foi imperial na abordagem ao jogo e soberano no controle das acções defensivas. Jogou todo a partida com invulgar fulgor.

Zé Castro – O entendimento com o brasileiro, companheiro no miolo defensivo foi quase perfeito. Se um destrói sem piedade, «o outro» compensa pelo recorte técnico na abordagem aos processos defensivos. Até parece que os avançados param para o ver jogar…

Ezequias – A surpresa da pré-época. Forte na marcação, na ajuda que dá aos centrais, na técnica que mostra, e na intencionalidade das subidas pelo flanco.

Dionattan – Esqueçam o brasileiro das decepcionantes exibições. Este é outro, quer na abordagem aos lances em que é necessário «meter o pé», quer na maneira como parte (literalmente) para cima dos defesas contrários. Um desequilibrador.

Paulo Adriano – O capitão está em campo para dar o exemplo, e este foi daqueles que não virou nunca a cara à luta.

Fernando - Esquerda, direita, centro. Ataque, muito ataque, transpiração e inspiração. Pega na equipa e transporta-a com velocidade para as acções ofensivas. Exibição cinco estrelas.

Joeano – Sempre móvel, sempre espontâneo na forma como abordou a hora do remate, teve tempo para recuperar algumas bolas no centro do terreno e lançar perigosos contra-ataques. Aos quais chegava ainda, a tempo de finalizar…

ACADÉMICA 0
Treinador: Nelo Vingada.
Dani; Nuno Piloto, Zé Castro, Hugo Alcântara e Ezequias; Gelson; Dionattan, Filipe Teixeira e Paulo Adriano (cap.); Joeano e Fernando.
Jogaram ainda: Vítor Vinha, Danilo, Luciano, Eduardo, Lira, Sarmento e Ito
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MARÍTIMO 0
Treinador: Rui Rodrigues (Juca).
Marcos; Briguel, Van Der Gaag (cap.), Nuno Morais e Evaldo; Komac e Fahel; Walter Júnior; Júnior Bahia, Nilson e Manduca.
Jogaram ainda: Filipe Oliveira, Rincon e Kanu.
Suplentes não utilizados: Nelson, Ferreira, Fernando, Valnei, Luís Olim e Marcinho.

Estádio Cidade de Coimbra.
Assistência: cerca de 1000 espectadores.
Árbitro: António Resende (Aveiro).
Auxiliares: José Carlos Santos e António Gonçalves


Rafael Gaúcho e Delmer dispensados


Se a dispensa de mais um avançado surpreendeu, a eventualidade da dispensa de Rafael Gaúcho, já há muito tinha sido aventada pelo Simplesmente Briosa. O médio não correspondeu nunca aos apelos de Nelo Vingada e mostrou uma falta de querer e de empenho nas situações de jogo que não cabem nas equipas de Nelo Vingada. A surpresa da dispensa de três jogadores, pode querer dizer que mais um entrará…

  - Quinta-feira, Agosto 11, 2005

Quero a minha Briosa de volta...



Esclarecimento

Nos primeiros dias do mês de Junho, o Blog SimplesmenteBriosa deu os seus primeiros passos com o intuito de entrevistar o excelentissimo presidente da Associação Académica de Coimbra/OAF, o que era no nosso prisma de visão algo de enorme honra para uma equipa jovem como toda a que compõe este espaço, e que nenhuma segunda intenção teria mais, como por algumas pessoas quiseram fazer crer. "Enorme honra" foram as primeiras palavras que me ocorreram quando finalmente recebemos a noticia que José Eduardo Simões estaria disponivel para uma pequena entrevista ao nosso blog, e se em alguns momentos me ocorreu que talvez a sua disponibilidade não o permitisse, depois desta confirmação nunca houvera eu suposto que só no dia da entrevista nos fosse comunicado que não iriamos ter esse previlégio pela seguinte razão:

1º - Por ser um blog. "Um blog é um espaço onde qualquer pessoa pode comentar sem poder ser identificado, e consequentemente julgado pelas palavras proferidas". Curiosamente em onze meses de blog aberto a todos e quaisquer comentários, afirmo-o sem qualquer receio que nunca em momento algum houve comentarios com linguagem demasiadamente grosseira e sem qualquer objectividade como foi o caso de um comentario "aparecido" NA PRECISA HORA DA ENTREVISTA a denegrir sem quaisquer fundamentos a imagem do presidente. Coincidências? Há quem diga que elas nao existem, mas aconteceu... e nesse momento nada pudemos fazer. Se essas palavras tivessem sido escritas cerca de meia hora antes, o nosso sistema de comentarios tinha imediatamente apagado, mas não, quando só as pessoas mais bem informadas sabiam da hora, o comentário apareceu...

O Blog foi analisado e depois de muitos entraves, as perguntas que tinhamos preparadas no papel, foram entregues ao Eng. Jose Eduardo Simões em mão com a promessa de serem respondidas "mais ou menos" até ao final da semana. Já passaram mais de 20 dias e até hoje ainda nao nos chegou nada. Po indisponibilidade técnica hoje não serão aqui colocadas as perguntas entregues mas amanha estarão aqui. Perguntas que não colocavam ninguém em "xeque" e faziam questões normais tais como: que expectativas para a época, o que correu mal e o que vai ser modificado, nem sequer se tocando em "assuntos menos claros" como foi sugestão de alguns leitores do blog. Outros promenores como a "abulição de comentários" também nesse dia já foram aqui esclarecidas e como tal não vemos necessidade de as "recalcar".

Ao contrário do que é passado para fora, a instituição não é mal comandada, sinceramente acredito que temos um presidente realista e que dentro de algum tempo poderá dar alegrias aos académicos. Pode não ser um exemplo de academismo como seria João Moreno, mas certamente terá uma melhor noção de como ir e para onde ir.

Por vezes, mais importante do que nós, são as pessoas que nos rodeiam e nos influenciam, porque do presidente, repito, fiquei com a melhor das impressões, esperemos só que se este texto chegar até ele, que chegue inteiro e sem "cortes".
Simplesmente Briosa

  - Segunda-feira, Agosto 08, 2005

Apresentação de bom nível



Realizou-se ontem à noite o jogo de apresentação da equipa para a época 2005/06.
O resultado foi um nulo que espelha a falta de ritmo de as duas equipas ainda evidenciam.
Apesar de tudo, a Académica foi quem mais perto esteve de marcar em duas ou três ocasiões.
A equipa titular foi constituída por Pedro Roma, substituído mais tarde por Dani,Nuno Luís, Zé Castro, Hugo Alcântara, Ezequias, Dionattan, Paulo Adriano, que deu lugar ao brasileiro Gelson, Luciano, Filipe Teixeira, Fernando e Marcel, os dois últimos substituídos por Vítor Vinha e Joeano respectivamente.

Antes do inicio do jogo fez-se a habitual apresentação dos jogadores da actual temporada. Com o numero:
1 – Eduardo
2 – Joeano
3- Danilo
4 – Ezequias
5 – Hugo Alcântara
6 – Lira
7 – Luciano
8 – Rafael Gaúcho
9 – Gelson
10 – Marcel
11 – Dionattan
12 – Dani
13 – Zé Castro
14 – Filipe Teixeira
18 – Vinha
19 – Paulo Adriano
20 – Fernando
22 – Sarmento
23 – Ito
24 – Pedro Roma
25 – Delmer
27 – Nuno Luís
28 – Nuno Piloto
30 – Andrade
88 – Roberto Brum

Relativamente ao jogo, a 1º parte Marcel não conseguiu fazer o golo depois de ter passado pelo guarda-redes, tendo sido desarmado por um defesa adversário.
No 2º tempo, Marcel voltou a ter o golo nos pés mas o guarda-redes do Málaga fez uma grande defesa.
Na fase final, Joeano substituiu Marcel e deu um ar da sua graça mas não conseguiu alterar o marcador.

Aspectos positivos

- A defesa - Os dois centrais estiveram em bom plano e denotam bom entrosamento.
O Ezequias parece ser um bom reforço para o lado esquerdo da defesa, fazendo esquecer Vasco Faísca.

- Filipe Teixeira – Fez passes de grande nível, no entanto ainda falta algum tempo para conseguir o entrosamento necessário com os seus companheiros.

- Luciano As férias fizeram-lhe bem, parece estar ao seu melhor nível neste inicio de época.

  - Sábado, Agosto 06, 2005

Torneio de Abrantes

Abertura do Torneio de Abrantes cancelado










Devido ao fumo intenso que se fez sentir no dia de ontem devido aos incêndios, o início do Torneio de Abrantes foi adiado para o dia de hoje.


O programa dos jogos é o seguinte:
10h – Académica / U. Leiria
11h – Abrantes / E. Amadora

18h - Apuramento do 3º e 4º lugar
19h – Final


Os jogos serão de 50 minutos sendo 25 minutos para cada parte


Académica perde com a União de Leiria

A Académica conheceu hoje a segunda derrota nesta pré-época falhando assim o acesso à final do Torneio de Abrantes. O resultado ficou marcado em 1-2 num dia em que os "F's" se destacaram. Fernando foi o marcador da equipa dos estudantes e Ferreira e Fábio Felicio os marcadores da União de Leiria.

Académica termina em 4º lugar no Torneio de Abrantes

Último lugar no Torneio de Abrantes. A Académica teve hoje um dia mau na sua pré-época. Duas derrotas num só dia. Depois de sair derrotada do encontro com o Leiria, a Briosa teve outra desilusão perante o clube organizador do torneio. 1-0 foi o resultado final. A grande sobrecarga de jogos realizados nesta semana e o facto de faltarem jogadores fundamentais na equipa podem ter estado na origem desta má fase da Académica.

A não esquecer o jogo de amanhã, na apresentação aos sócios diante do Málaga pelas 20.30h. Será que a Académica irá conseguir mostrar que os maus resultados não afectam esta equipa e que o balneário se mantém unido? Resta-nos esperar por amanhã...



  - Sexta-feira, Agosto 05, 2005

Filipe Teixeira plenamente integrado





Ritmo adquire-se com jogos

Chegou a Coimbra vindo do Paris Saint-Germain, estreou-se frente à Naval como titular depois de apenas um dia de trabalho efectivo com a restante equipa e já deu nas vistas. Irrequieto, lutador procurando afincadamente espaços livres jogaveis, e a bola...muita bola. Contudo o jogador que demonstrou invulgar fulgor no jogo de Quiaios frente aos figueirenses, diz-se, não ainda a 100%. « Há mais de duas ou três semanas que não treinava». A condição física só se adquire através de rotina de jogo. «São necessários mais dois ou três jogos para que me sinta plenamente preparado». Quanto à integração, «tem sido fácil, pelo excelente grupo de trabalho».


Nelo Vingada «A identidade da equipa é que tem de absorver o jogador»



Para o treinador da Académica, nem de outra forma poderia ser. A equipa está construida, tem um modelo, sendo que os jogadores que entram, pelas suas características, são facilmente absorvidos pelas exigências do colectivo.«A identidade da equipa, tem de fazer um esforço, para absorve-lo. O que certamente acontecerá. Temos um grupo muito forte». Se Filipe Teixeira é uma mais-valia? O Professor parece não ter grandes dúvidas sobre tal matéria. «É um jogador rápido, de alta rotatividade, de entrega total ao jogo, que nos pode ser muito útil». Quando estiver na sua melhor condição física será certamente uma das peças-chave da equipa. «É um jogador que começou a treinar mais cedo do que nós. A sua preparação estava adiantada duas ou três semanas» (o campeonato francês, recorde-se começou já, na pretérita semana). A recuperação da paragem ao nível do treino - tal como acontecerá com Zada - será gradual e implementada nas condicionantes de jogo.

  - Quinta-feira, Agosto 04, 2005

E o dispensado foi..... Rui Miguel
















O Avançado Rui Miguel não fará parte das contas de Nelo Vingada e consequentemente deixará de integrar o plantel academista 2005/2006. Já era esperado este desfecho e foi hoje que o site oficial confirmou a noticia. Jogador das camadas jovens da Briosa.Depois de um ano emprestado ao Sporting de Pombal, Rui Miguel deverá novamente rodar num clube de menor dimensão.

Primeira derrota da pré-época



Cansaço explica algo...mas não tudo!

Se há jogos que se deveriam realizar à porta fechada, este seria certamente um deles. Um jogo muito fraco da Académica, que misturou o cansaço com a falta de clarividência nas acções ofensivas. O curto espaço de tempo de recuperação entre jogos explicam muita coisa. Mas não podem explicar tudo.


Falta de Brum é evidente


Roberto Brum não treinou ontem e hoje não jogou. O meio-campo defensivo académico foi sempre demasiadamente macio, demasiadamente purista. De fino recorte técnico, com passes, voltas e reviravoltas bem engendradas, mas sem força bruta para destruir. Não soube, a equipa, impor o caos. Destruir para voltar a construir. E a Naval ganhou, de facto o jogo na batalha que decorreu no centro do terreno. Dionattan, Paulo Adriano e Filipe Teixeira (se bem que este último se revelou sempre o mais esclarecido) não conseguiram manietar o rápido jogo da turma figueirense, que ardilosamente construía jogadas de perigo sem oposição de respeito. Uma, duas, três oportunidades, até ao golo. Um bom golpe de cabeça de Fogaça, que bate no poste, ressalta em Dani e entra nas redes negras. 13 minutos aziagos, estavam até ai decorridos.


Naval explorou as alas, depois do meio campo ganho


A partir dai a Naval pôde mais calmamente explorar o seu jogo, aproveitar a (sua) velocidade, tornando-se forte na fraqueza do adversário. A Académica foi sempre lenta de processos, extenuada, sem nunca conseguir impor futebol. Filipe Teixeira, Ezequias e Nuno Luís eram curiosamente as mais-valias, os elementos em destaque da equipa. Sempre certos na marcação, mas impossibilitados de acorrer a todos os incêndios que os pirómanos figueirenses espalhavam pelo campo de jogo.


Segunda parte com novo fôlego


Joeano deu uma nova alma ao ataque dos capas negras. Correu, tentou fazer jogar, ganhou livres perigosos, e tentou acompanhar primeiramente Marcel e depois Gelson. Ao minuto 52, e na sequência da mesma jogada, o recém–entrado Wilson Júnior rubricou duas defesas que levavam selo de golo. A partir daí o jogo silenciou-se. Nada mais haveria para contar, que não um desentendimento entre Dani, Nuno Luís e Saulo. Entrou toda a gente em campo e o jogo teve finalmente um momento mais animado.


Destaques positivos

Ezequias – Mais uma boa exibição. Forte a defender, ponderado a atacar, tentou sempre integrar-se nos movimentos colectivos.


Filipe Teixeira – Ficou sempre a ideia de que se tivesse jogado numa posição mais avançada do terreno teria feito graves estragos. Confinado a espaços mais recuados, não conseguiu, naturalmente estender a manta.


Destaques negativos


Arbitro – Nunca conseguiu impor a ordem. Não percebeu a essência de um jogo treino. Apitava quando não devia, cortava jogadas de perigo em benefício dos prevaricadores…Miséria!


Sururu – Num western, sabe sempre bem ver uma garrafa partida e uns quantos murros na cara distorcida do vilão. Contudo no futebol, são cenas que calham sempre mal e independentemente da agressão os jogadores da Briosa deveriam ter conseguido manter a calma.


Naval 1
Treinador: Manuel Cajuda
Sopalski; Bessa, Fernando (cap.), João Paulo, China, Glauber, Gilmar; Lito, Fajardo, Éder Richartz e Bruno Fogaça.
Jogaram ainda: Wilson, Carlitos, Nélson Veiga, Saulo (intervalo), Paulo Andrade (65m), Rui Miguel e Miguel (73m).

Académica 0
Treinador: Nelo Vingada
Dani; Nuno Luís, Hugo Alcântara, Sandro (Tourizense), Ezequias, Paulo Adriano (cap.), Dionattan; Luciano, Filipe Teixeira, Fernando e Marcel.
Jogaram ainda: Sarmento (intervalo), Rafael Gaúcho (58m), Joeano (65m), Gelson, Vítor Vinha (71m) e Rui Miguel (84m).


Centro Estágios Rosa Náutica,
em Quiaios.

Assistência: cerca de 300 espectadores.
Árbitro: José Pereira.
Auxiliares: António Lima e Góis Cardoso.
Ao intervalo: 1-0.
Marcador: Bruno Fogaça (13m).
Acção disciplinar: cartão amarelo para Gilmar (7m), Hugo Alcântara (19m), Carlitos (50m), Paulo Adriano (52m) e Ezequias (73m).