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  - Terça-feira, Fevereiro 28, 2006

Pedro Roma

Numa altura em que se levantam muitas vozes contra o guardião academista, fica aqui um post de apoio a este GRANDE HOMEM, GUARDA-REDES E ACADÉMICO.
Pedro Miguel da Mota Roma nasceu a 13 de Agosto de 1970 na cidade de Pombal. Chegou à cerca de 16 anos atrás à Associação Académica de Coimbra pela mão de Vitor Oliveira, decorria a época de 90/91 estando a Briosa a competir o que era designado de II Divisão de Honra.
Ao longo destes 16 anos onde 13 épocas foram com as cores da Briosa, o Pedro foi titular em mais de trezentos jogos (cerca de 307). Não sendo por acaso que foi homenageado como atleta do ano pela Casa da Académica de Lisboa..Muitos académicos (eu incluído) defendem que a braçadeira de capitão deveria pertencer ao número 24 da Briosa, assim como a sua chamada à selecção nacional por parte de Filipe Scolari.
Além da presença e promoção em diversos eventos de solidariedade como os jogos da Instituição Luís Figo entre outros, o guarda-redes fundou uma escola de futebol na sua cidade natal.

Fica aqui este post de apoio ao que considero um dos símbolos da nossa BRIOSA!

Treino a alta velocidade no Bolão


Nelo Vingada pegou no treino de hoje e tornou-o num jogo de 3 equipas, onde primeiramente uma atacava em superioridade numérica e numa segunda fase do treino, a equipa que perdia a bola num determinado número de passes, saía de jogo. Esta fórmula não muito vista fez com que o treino ganhasse um dinamismo apreciável, estando os jogadores sujeitos a longos períodos de «altas rotações» cardíacas, sempre espicaçados pelo «acelerador Professor». Na fase final do mesmo, corrida,exercícios de preparo físico e alongamentos.

Regressos

Nuno Luís treinou já perfeitamente integrado com os companheiros, não se negando às exigências de esforço que o treino acabou por revelar. Zé Castro já esteve no relvado, treinou com bola, mas com uma só para si. Não que se revele uma qualquer faceta egoística do jogador, apenas o cumprimento das ordens do fisioterapeuta Miguel Rocha. Também Ito voltou ao treino em pleno com os seniores demonstrando apontamentos de qualidade.

Ausência

Não do treino, mas dos exercícios de conjunto esteve Sarmento afastado. O jovem internacional produto das camadas jovens da Briosa fez apenas corrida à volta do relvado, como medida preventiva e de recuperação de esforço.

Destaques

Em plano de destaque estiveram Zada e Andrade. Um pela qualidade de passe e pertinência dos seus movimentos atacantes que envolviam toda a equipa, o outro pela entrega ao jogo, capacidade de luta e de domínio de espaços defensivos. Capacidades de há muito reconhecidas ao jogador, capacidades quase que viscerais.

Novamente os «vândalos»

Não atacam apenas em via internáutica, ou em «missões camufladas» nos jogos da Briosa ante os grandes. Desta feita foi vítima de mais uns quantos actos de barbárie uma máquina (pesada) de construção que ficou sem vidros e sem estofos e as gigantes colunas que apoiam as redes de protecção do complexo, apareceram misteriosamente vergadas e no chão. Apesar do levantar do muro (que impede que viaturas circulem no asfalto, base dos futuros relvados sintéticos) mais uns quantos actos de vandalismo a registar, os quais, obviamente repudiamos.

  - Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006

Ir a Leiria jogar "EM CASA"


Com uma média (excepto jogos com Benfica e Porto) com valores inferiores a 1300 espectadores por jogo, é o clube com a média de assistências mais baixa da Liga Betandwin.com.



Acredito que bastariam cerca de 600 adeptos da Briosa para que os estudantes estivessem em maioria frente aos leiriense.
Mas mesmo assim deixo aqui o meu apelo aos adeptos academistas (este apelo inclui os camaleões do último fim-de-semana) que se desloquem em massa até ao Estádio dr.Magalhães Pessoa em Leiria, no domingo pelas 16h00, para empurrar os nossos jogadores para a vitória e a Briosa traga três preciosos pontos.

  - Domingo, Fevereiro 26, 2006

Glutões, à «garfada» na Fase Final


«Garfo» é alcunha que dá para estas coisas dos títulos às mil maravilhas, mas mais ainda para nome de jogador de futebol. O número 10 da Briosa foi um dos destaques da Académica hoje. Acabou o jogo entre suor, sangue (vitima de uma agressão na segunda parte) e…Glória. Foi uma bonita festa dos estudantes no «vale da Pedrulha» por entre eucaliptos e Alfas pendulares.

A Académica foi sempre superior aos jovens jogadores do Rio Ave que mostraram pouca consistência de equipa. Estava clara a forma de ganhar o jogo, mesmo na primeira parte, quando o 0-0 era o resultado do encontro. O perigo aparecia sempre que se imprimiu força de contra-ataque pelo flanco direito do ataque. Poucas vezes a consistência defensiva do 4-3-1-2 dos de Vila do Conde resultou e apenas o não aproveitamento dessa condição e dos sucessivos falhanços, quer ao nível do passe, quer no aspecto da finalização (remates de Galvão e Vinhas disso foram exemplo) tolheram a marcha do marcador, fazendo com que a vitória fosse «apenas» pela diferença de dois golos.

A menor eficácia é contudo desculpável pela importância do jogo. Pelo carácter emotivo, pela falsa tranquilidade com que o encontro (naturalmente) foi encarado pelos Negros. Com uma considerável falange de apoio – de destacar a presença de algumas dezenas de barulhentos «Manchas Negras» - que interagiu, e de que maneira, com os jovens Académicos, apenas a vitória era o resultado possível. Em momento algum esteve posta em causa a passagem dos Briosos à fase final do campeonato e o Rio Ave foi apenas perigoso, depois de estar a perder por 0-2 com um remata à barra, uma intervenção de luxo do guardião negro e um alívio na linha de golo de João Pedro. João Pedro que considero, com todo o risco que corra ao tecer tal afirmação, um futuro jogador de futebol na verdadeira acepção da palavra. Hoje adaptado a central e jogando ao lado de Makukula (marcador de um golo na sequencia de um canto, logo no reinicio da partida), no lugar do internacional Elias, foi um dos melhores em campo.

O futuro defensivo da Briosa esteve hoje em campo

É sempre uma afirmação «perigosa», mas adoro ver aqueles miúdos jogar futebol. Falo do sector defensivo, porque é ele pelo qual a equipa de Juvenis da Briosa é projectada. Ela existe como existe, porque «Os famosos Cinco» saltam das páginas dos livros de aventura, para brincar à bola. Sei os nomes de cor e não pestanejo ao escreve-los. Hernâni, Elias, Makukula, Rafa e João Pedro. Um quinteto de luxo. Um pela entrega ao jogo, outro pela serenidade que imprime, um pelo espírito de liderança, outro pela braçadeira de capitão e posicionamento em campo, e o ultimo pela inteligência cerebral do posicionamento. Todos eles apoiados na classe de um guarda-redes já feito Homem. Estas são as colunas, os pilares do edifício. Todos eles devem continuar, nos escalões de formação da Académica. Eles merecem fazer parte, um dia, daquele sonho que todos já aconchegámos no travesseiro.

O telhado

Não quero dizer pelo que acima refiro, que apenas estes sejam mais valias. Longe disso. Galvão é um tecnicista com poucos e já foi chamado aos trabalhos da selecção sub-17, Vinhas é um velocista das alas e parece que Dadi quer cavar o seu lugar na equipa.«Garfo» foi hoje um pulmão de centro de terreno, demonstrando capacidade de luta e inteligência de construção de jogo. Afirmo sem dúvida que esta equipa é feita de trás para a frente, construída de baixo, a partir do solo, com os méritos do Prof Rui Silva. Mas nenhum edifício subsiste de modo consolidado sem o telhado. A Académica é hoje uma Equipa pela versatilidade do seu conjunto. Embora nela brilhem estrelas em ascensão.

O Jogo

Com todas estas considerações subjectivas, está feito o filme do jogo. De um belíssimo jogo de colectivo que na segunda parte se materializou em golos. Ganhou a equipa mais madura, mais crescida técnico e tacticamente e porque não dize-lo, a melhor equipa!

Mas nada está ganho. Este foi o princípio do começo, não do fim. Porque a Fase Final está, apenas e agora, a começar.

Esta equipa deve contar com o apoio de todos.

A todo os jogadores os nossos parabéns. A toda a equipa técnica o reconhecimento pelo excelente trabalho.

Partida de Carnaval



Briosa perde por 0-3 no mais imerecido resultado da época

Tínhamos os pontos, reclamavam as exibições. Temos as exibições clamam pelos pontos. Será esta uma impossibilidade, uma insanavelmente dicotomia esta época? Pontos e exibições convincentes num único jogo de futebol onde os negros entrem em campo, onde eficácia e futebol espectáculo entrem em campo, cumprindo um mesmo objectivo. A Briosa Vitória.

A Académica entrou na partida a perder por 0-1 num lance precedido de fora-de-jogo na esquerda do ataque dos de Lisboa. Não houve que levantar a cabeça. Apenas começar a jogar, porque o resultado já vinha feito das cabines. Perdíamos por um golo de diferença ainda o jogo não tinha começado e houve apenas que por os pés ao caminho, porque este se faz andando (ou correndo…).

Como havíamos anunciado em primeiríssima mão, Vítor Vinha foi o defesa-esquerdo titular da Académica. Apesar de ter estado directamente envolvido no primeiro golo do jogo, não deixou, como «Homem grande» que tal facto o fizesse tremer. Durante o restante jogo travou as investidas de quem lhe apareceu pela frente, tendo ainda tempo, com o exorcizar dos fantasmas da titularidade de subir a preceito e rematar por um par de vezes com perigo à baliza do guarda-redes adversário. O centro da defesa esteve a cargo de Danilo e Hugo Alcântara e o lado direito da defesa entregue a Sarmento. Depois a célebre cortina de meio-terreno com Roberto Brum, N’Doye, Filipe Teixeira e Dionattan e as despesas de ataque entregues a Joeano e à revelação do jogo, Serjão.

É fácil escrever que toda a primeira parte foi de domínio académico. A estrutura defensiva foi aguentando estoicamente as ofensivas daquele que poucos, este ano conseguiram marcar a preceito, figurando como destaque Danilo e Hugo Alcântara. A dinamização do jogo de meio-campo era apreciável e baralhou por completo as marcações dos oponentes. Dionattan aparecia solto e em progressão bastas vezes, Filipe Teixeira teve nos pés duas oportunidades de repor a justiça no resultado, sendo que o «serviço» ao duo dinâmico de ponta-de-lanças não era o mais conseguido. Serjão tem a oportunidade de carimbar uma excelente exibição com um golo, mas a boa colocação do defesa contrário impediu o soltar do grito. O Intervalo chegava, com os Capas Negras trajados a preceito.

2ª parte e o golo «mal-entendido»

Depois de um breve período de estudo no início do segundo tempo, Nelo Vingada decide mexer na equipa, tornando-a mais perigosa nas alas. Faz a clássica substituição do lateral pelo médio-ofensivo (ou avançado) aos 55 minutos e aos 57 sofre o golo. Liedson aproveita o mau entendimento táctico da substituição e o não posicionamento de um jogador na ala direita da defesa.

O golo não é um passe de Hugo Alcântara, como uma visão linear pode erroneamente querer indicar. Há um corte de um passe longo, efectivamente, que cai na zona de ninguém da Académica. Liedson apenas tem de aproveitar a ausência de oposição para avançar e encher o pé. Um grande golo, mas cuja convicção fica que apenas acontece porque os jogadores da Briosa não perceberam os intentos do técnico.

As explicações são fúteis quando se perde por 0-2. A Académica mexeu na equipa tornou-se mais plástica, mais atacante e acabou com 3 (!) jogadores de área. Roberto Brum e Dionattan faziam um papel misto de defesa / médio e a táctica, curiosamente, surpreendia pela positiva. Eram mais uma vez os estudantes, catedráticos no jogo. Até à expulsão de Pedro Roma e ao 0-3 para o Sporting.

A lei de jogo é clara: Será punido com falta e advertência quem não permitir a reposição da bola em jogo. Sanção essa que pode conduzir à exibição de uma cartolina amarela. É necessariamente aquilo que Liedson faz antes da eventual(…) agressão do guardião académico. Se a agressão é sancionada, o jogo já deveria ter sido antes interrompido, para assinalar a falta pelo impedir do rápido reposicionamento da bola em jogo.

Tudo o resto, a partir desse momento, foi um Domingo de Carnaval. Domingo em que para minha vergonha, muitos pseudo-adeptos da Briosa se mascararam de lagartos camaleões. Eu por via das dúvidas, fui de preto dos pés à cabeça…


Análise Individual dos Jogadores


Pedro Roma – O eventual acto de agressão e a consequente expulsão poderão ditar o afastamento da equipa por dois ou mais jogos. Não teve culpa nos golos sofridos, apesar do primeiro cruzamento ser feito na sua área de rigor. Dani será o próximo dono da baliza académica e não estará certamente mal entregue.

Vítor Vinha – Boa estreia com dois ou três apontamentos de qualidade e acerto na hora de rematar. Cheirou a golo, mas apenas o infortúnio não permitiu a materialização dos intentos do mais recente defesa-esquerdo académico. À medida que o jogo o foi libertando, também a sua produção subiu na proporcional medida nas subidas no terreno.

Danilo – Esteve certo e pouco faltoso. Apesar dos golos sofridos pouca culpa se poderá objectivar no centro defensivo da Briosa e no brasileiro em particular. Pouco vistoso em acções ofensivas.

Hugo Alcântara – Boa exibição perante um adversário veloz e de calibre. Injustamente acusado da culpa exclusiva no segundo golo, o defesa central da Briosa limpou a preceito e por duas vezes cortou limpinho no um contra um. Um alívio infeliz e o desposicionamento defensivo da restante equipa…deu em golo.

Sarmento – Cumpriu enquanto esteve em campo e entregou-se de corpo e alma às funções defensivas. Melhor ofensivamente vai-se ganhando a cada jogo que passa um defesa direito de qualidade. Saiu e o reposicionamento defensivo não foi suficientemente colmatado, originando o golo.

Roberto Brum – Grande exibição do médio defensivo e recentemente promovido a capitão. Limpou lances, cortou bolas e saiu a jogar. Quando recuou para a posição mista de defesa / médio centro continuou com a mesma eficácia defensiva e ainda tendo pulmão para apoiar as acções ofensivas.

N’Doye – Poderia ter marcado por uma vez, com a bola colada ao seu melhor pé, o esquerdo. O remate de pronto não saiu e o senegalês permitiu a defesa do reposicionado guarda-redes contrário. Ganhou alguma capacidade física, mas ainda lhe falta precisão de passe.

Dionattan – Colocado mais no centro ou na direita, mais ou menos recuado no terreno a capacidade ofensiva do médio e a sua subida de rendimento merecem aplausos. Nos últimos 3 jogos tem três assistências para golo e isso é factor para sublinhar. Merecia algo mais neste jogo.

Filipe Teixeira – Bem no controle de bola e nas acções de transição. A bola chega e cola-se aos seus pés. Sente-se aconchegada. Falta-lhe capacidade de remate, não se equilibra nesse tipo de acções. Ou a bola sai muito forte e por alto ou demasiadamente fraca, sem perigo, mas posicionada.

Joeano – Um jogo esforçado mas cuja bola não lhe chegou. Não tem que transportar, mas sim finalizar, portanto o seu posicionamento em campo é correcto. Bem servido foi sempre um jogador perigoso.

Serjão – Talvez o melhor jogo que fez ao serviço dos estudantes. Lutador, veio buscar jogo, serviu de «pivot». Merecia o golo pelo que lutou. Acabou o jogo extenuado.

Luciano – Tentou entrar no jogo mas sem nunca o conseguir. Quis mostrar algo que não é, e isso fez com que não fosse o homem certo no lugar certo.

Nuno Piloto – Cada vez que entra tenta resolver o jogo sozinho. O emperrado processo de renovação está a prejudicar de forma clara as suas exibições.

Gelson – Entrou em campo e a sua maravilhosa disponibilidade e entrega ao jogo contagiou de alguma forma a equipa. Cortaram-lhe o fôlego e puseram-no a jogar à baliza…

Os Golos
(0-1) - João Moutinho (2'); Uma jogada de ataque rápido e de posição duvidosa, a bola acaba centrada para a área onde Vitor Vinha perde em luta com João Moutinho (nas repetições televisivas parece ser o defesa academista "em carrinho" que acaba por colocá-la dentro da baliza).
(0-2) - Liedson (57'); Depois de dominar a bola e liberto de marcação, conseguiu desferir um remate bem colocado à baliza de Pedro Roma não dando hipótese de defesa ao guardião academista.
(0-3) - Nani (90'); Na cobrança de uma grande penalidade, depois de uma paradinha, enviou a bola para o lado contrário do guarda-redes improvisado Gelson.

A Arbitragem
O trio de arbitragem teve um trabalho que se pode designar por manhoso, para isso basta contar os lances de contra-ataque rápidos da Briosa que acabaram travados em falta e os cartões amarelos mostrados aos defesas leoninos (aqui a lei é clara), e qualquer pessoa minimamente esclarecida em futebol sabe que um defesa amarelado joga mais condicionado.
Demorou a mostrar o primeiro cartão amarelo e deveria ter mostrado cartão vermelho directo a Abel ainda na primeira parte por carga sem bola sobre Filipe Teixeira quando este seguia isolado para a baliza.

O momento
O momento que marca este jogo é provavelmente o minuto 87, quando Pedro Roma depois de ser importunado toca com a luva no rosto de Liedson.
Na época passada, também no jogo Académica x Sporting, ao então defesa academista Vasco Faísca foi-lhe mostrado por João Ferreira o segundo cartão amarelo e o respectivo vermelho por ter tocado no braço de Ricardo quando este ia colocar a bola em jogo.
Eis que passado um ano, Liedson que por duas vezes perturba a acção de Pedro Roma é passado impune enquanto o toque de Pedro Roma quando tentava ganhar espaço para poder soltar a bola, já é considerado agressão e assinalada uma grande penalidade.

Pontos Positivos
1 - Excelente exibição do meio campo academista, principalmente Roberto Brum e Filipe Teixeira.
2 - Vitor Vinha, apesar de estar envolvido no golo inaugural, acabou por mostrar frieza e qualidade mais que suficiente para a partir deste jogo ser opção mais que viável para Nelo Vingada.
3 - A capacidade de luta e entrega dos jogadores, se a luta e entrega em Leiria for identica, os três pontos são clamente possíveis.


Pontos Negativos

1 - A falta de concretização, o resultado pecar por injusto deve-se sobretudo a uma ineficácia atacante.
2 - Faltou o mais importante: o resultado, apesar de a exibição ter sido excelente, a Briosa continua "com os pés molhados da linha de água".

As declarações
Nelo Vingada: "O golo logo no segundo minuto foi um handicap. Parece-me que houve irregularidades na sua construção. O resultado não condiz nada com o que se passou em campo. A Académica fez um jogo interessante e o nosso guarda-redes não fez uma única defesa difícil."


*Por Tiago Freitas e João Amaral

  - Sábado, Fevereiro 25, 2006

Ultima Hora

O Simplesmente Briosa adianta -O Defesa esquerdo titular hoje será Vitor Vinha.


Toda a sorte do mundo para o rapaz!

  - Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006

ACADÉMICA x Sporting (Antevisão)


Será na noite de sábado pelas 21h15 que no Estádio Cidade de Coimbra se realizará mais um jogo de importância crucial para as aspirações académicas. Desta vez a tarefa é mais dificil porque pela frente terá o actual segundo classificado da Liga Betandwin.com, o Sporting Clube de Portugal.

A Académica:
A Briosa deverá apostar num esquema táctico, muito parecido com o 4x5x1 apresentado em Alvalade, com as diferenças da ausência de Marcel (perfeitamente colmatada por Joeano), Zé Castro por lesão é substituido por Danilo, Luciano dá o lugar a N'Doye na ala esquerda e Dionattan e Sarmento também deverão alinhar de inicio.

A Académica deverá tentar colocar algum musculo e força no meio do terreno para anular a inspiração individual dos leões e com demonstrações de vontade, jogo de equipa e rápidos contra-ataques conseguir fazer a diferença no marcador.

O Sporting:
Os leões aparecem em Coimbra com quatro vitórias seguidas, uma equipa moralizada com o crescente de forma do "levezinho".
Os convocados do Sporting: Ricardo e Tiago; Abel, Polga, Hugo, Tonel, Caneira e Tello; Luís Loureiro, Custódio, Moutinho, João Alves, Romagnoli e Nani; Douala, Koke, Deivid e Liedson.
Possível Onze (4x3x3): Ricardo; Abel, Polga, Tonel e Caneira; Moutinho, Romagnoli, Custódio; Douala, Liedson, Deivid.

Paulo Bento deverá trazer a Coimbra um Sporting marcado pelas ausências do capitão Sá Pinto e Carlos Martins, mas mesmo assim, um Sporting apoiado e esperançado nas caracteristicas individuais de alguns jogadores.
O Sporting deverá apresentar-se com Polga e Tonel responsáveis por tentar anular o ataque academista enquanto Abel e Caneira deverão sempre que possível subir no terreno e apoiar o meio campo e ataque dos leões.
Custódio deverá ser o trinco do Sporting enquanto a construção de jogadas de ataque ficar a cargo de Moutinho e Romagnoli, enquanto o ataque e contra-ataque pelas alas deverá ser feito por Douala e Deivid (ou João Alves) onde tentarão sempre que possível ganhar aos laterais da Briosa através da velocidade ou bolas colocadas nas costas destes.
Quanto à finalização, todas as atenções do Sporting vão para o homem da área, Liedson, que deverá requerer uma marcação especial por parte de Danilo e Hugo Alcantara.

Não bastará conseguir anular os pontos fortes do Sporting (Liedson, Moutinho, Romagnoli, Douala e Caneira), mas também é necessário que a Briosa imponha e valorize os seus valores (Joeano, Brum, N'Doye e Teixeira).

E serão 90 minutos sob o olhar atento de Jorge Sousa que será auxiliado por Serafim Nogueira e João Silva.
E quem não puder ir ao Estádio Cidade de Coimbra, poderá sempre acompanhar todos os acontecimentos através da transmissão televisiva da TVI.

18:00h, "a Cabra" toca

Ser da Académica
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Tenho um cachecol. Nele está escrito: “O meu clube de sempre, ACADÉMICA”. E vou-me gabando aos meus amigos: “este cachecol festejou as últimas duas manutenções”. E porquê ser-se da Académica quando nunca se festejou um título, uma taça ou quando a vitória a um dos “grandes” foi festejada há tão poucos meses? Porquê ser-se da Académica quando nem se vive em Coimbra e os esforços são enormes para, por vezes, sairmos com a desilusão da derrota?
Acredito que perceber como um “clube de antigamente” é hoje a paixão de todos nós (jovens) não seja fácil. Mas para tudo há uma explicação racional, que não se limita ao gosto de ver a equipa de negro jogar. Por isso, decidi hoje escrever na “Hora da Cabra”

É constantemente dito entre o mundo academista, que a Briosa é um clube diferente de todos os outros. Diferente não por ser a única equipa a equipar completamente de preto em todas as partidas mas sim por toda a sua tradição. Os jogadores, eram estudantes. Os adeptos, também. Capa e Batina era a farda de Domingo para apoiar o clube. “Sofria-se de maneira diferente” como me diz o meu avô… Acredito que seja verdade, mas os tempos mudaram.
A “onda” de jogadores brasileiros que invadiu o futebol português não é vista com bons olhos por muitos críticos que mantêm o ideal brioso: uma equipa competitiva de portugueses/estudantes. Eu, discordo. E discordo porque uma das grandes razões para amar assim a Académica é ter um ídolo.

Andando um ano atrás no tempo, a Académica levava 9 jogos sem perder e a deslocação seguinte era Alvalade. O 88, Roberto Brum, tinha-se afirmado rapidamente como uma das mais importantes peças para a tão grandiosa recuperação da Académica. Visto como o melhor reforço de Inverno o jogador criou o seu próprio site, visitou e comentou os blogs ligados à Académica. E em vésperas de tão importante jogo enviei-lhe um e-mail. Foi uma manifestação de boa sorte e confiança que tentei transmitir nas curtas palavras. Estava consciente que era uma coisa que muito possivelmente não iria dar em nada. Provavelmente, o jogador nem iría ler. Mas não, no seu próprio site obtive a resposta: “Recebi um e-mail de um menino de 16 anos que nunca viu a Académica vencer um dos grandes. A única coisa que posso dizer a vocês e a esse menino é que tudo vamos fazer para que vejam a Académica a ganhar amanhã ao Sporting. Acreditem em nós e apoiem-nos.”
Em mim, fez-se “clique”. O jogador simpático viu crescer uma enorme admiração. Mais tarde pedi-lhe uma camisola, e promessa ficou feita.
A época acabou e Roberto Brum ganhou o prémio de melhor jogador da época para os leitores do Simplesmente Briosa. Como tal, foi feito um vídeo (que pode ser visto aqui) enaltecendo as características do jogador. Um vídeo que não chega para transmitir toda a minha admiração...
Hoje, Brum conhece-me e eu vejo nele um exemplo de se ser da Académica. Quando nos juvenis da minha equipa me perguntaram qual o número que queria para a minha camisola, a resposta foi imediata: “88! Tal como o Brum!”. Hoje, vão-me chamando Roberto e não é com vergonha que deixo escapar um sorriso.
Este ano, a surpresa foi outra. Quem criticou duramente Gélson certamente já se arrependeu. Fiquei fascinado com a única conversa que tive com o jogador. Quem visse aquilo diria que era um familiar ou um amigo de longa data. Mas não, nem o jogador sabia o meu nome... Um jogador com poucos meses a morar em Coimbra tinha os objectivos bem incutidos, “Todos nós queremos muito essa Taça (de Portugal)! Quem vier ao caminho da Académica não passa daí!”


São dois exemplos que me dão orgulho em ser da Académica. Que me fazem sofrer e gritar por ela no estádio ou mesmo em casa. São exemplos que podem até não dizer muito a muita gente, mas que a mim marcaram-me. No fundo, os jogadores da Académica são ídolos e, quer queira quer não, são os “culpados” das tristezas ou felicidades que tenho aos Domingos.
O meu gosto da Académica parte daqui. E permite-me dizer que sim, a Académica é um clube diferente. Permite-me dizer: “O meu clube de sempre, ACADÉMICA”.

  - Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006

Joeano - O Regresso do Rei!

Ainda bem que tu voltaste!

Joeano, avançado da Académica, que ficou na sombra de Marcel durante um ano, parece ter voltado aos seus melhores tempos de sempre!
"Amigos, voltei!". Bem que podia ser esta, a frase de Joeano ao deparar-se com a objectiva fotográfica, depois de mais um golo... golo... que bem que soa a palavra quando pronunciada com o do número 2 da Briosa, que tantas alegrias nos tem dado, desde que lhe deram o "seu" espaço, e outras tantas com as quais promete continuar a brindar o seu público! Sim, o seu, porque ninguém consegue, nem pode(!) ficar indiferente ao sempre alegre cântico do: “Joeano OH HO, Joeano voltou a marcar, e pôs a Mancha a cantar!”, um cântico especial para um jogador também ele especial que conquistou os adeptos desde a primeira vez que envergou a camisola negra da grande Académica. Jogava-se a uma sexta-feira, e Joeano depois de ter dado boas indicações nos últimos minutos contra o Vitória de Guimarães, foi aposta inicial de João Carlos Pereira, ocupando a faixa esquerda do "seu" 4x3x3 que tão bons resultados demonstrou.
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Foi um jogo de nervos, mas Paulo Sérgio deu os três pontos aos da casa... Joeano a poucos minutos do fim, teve um violento choque de cabeça, e recolheu ao balneário mais cedo, mas a surpresa aconteceu, passados alguns minutos, com uma ligadura que cobria toda a caixa encefálica, e foi aí, nesse momento que os adeptos ficaram conquistados, a equipa voltou a jogar com 11 e o Boavista não criou mais perigo até ao final do jogo.
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Foi preciso apenas uma semana, para que o nº2 proveniente do Salamanca se estreasse a marcar com a camisola da Briosa, frente ao Belenenses, naqueles 5-0 (pelos quais o Luciano Rodrigues ainda hoje é alvo de gozo), e que já agora podem ver por aqui. Gesto imediato foi correr, como podem ver, correr para a sua Mancha Negra, despindo a camisola e festejar como se fosse aquele um golo decisivo de um qualquer campeonato ou taça, mas era apenas e só, o primeiro de muitos...
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Não tenho dúvidas da entrega ao clube de Joeano, lembro até com algum carinho as suas palavras, quando a manutenção entrava na fase decisiva, e ao falar-se entre outros, do interesse do Marítimo no brasileiro ao que ele respondeu: "Quer a Académica fique ou desça, eu fico!". São estas, são estas as palavras certas para que qualquer adepto se sinta orgulhoso dos heróis que representam o seu clube, são estas as palavras que ficam, que rotulam qualquer um, e certamente as mais demonstrativas do carácter de alguém, e tanta falta de carácter existe por esse futebol fora...
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A época acabou com Joeano a prometer uma nova temporada em grande, e com a Briosa a prometer algo mais do que a simples manutenção - como tem sido aliás, apanágio dos últimos anos - mas Joeano, com o 9, número de Ponta de Lança, nas costas defraudou algumas expectativas até então criadas, e ao que se soube posteriormente, fruto de uma lesão mal tratada, que o impediu de jogar nas melhores condições físicas durante toda a época, e depois... depois... chegou Marcel, e bem que podia ter aqui acabado a história de Joeano, porque de facto, Joeano não rendia, e havia que arranjar alguém que marcasse golos, tal como Marcel veio a fazer nas jornadas até ao fim do campeonato.
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Marcel, tapou Joeano, é certo, mas só não aprende com todas as situações quem não quiser, e por certo Joeano aprendeu a esperar, a ver o que poderia melhorar, e de um momento para o outro, apareceu um Joeano mais maduro, mais "matador", mais evoluído, até mais completo, e o que à primeira vista poderia parecer apenas um fogacho, parece começar a notar-se que de facto houve evolução, e não foi de um dia para o outro, mas só foi possível de ver agora, agora que já não é a sombra de ninguém, mas numa analogia literal, podemos dizer que Joeano abrigou-se na sombra, e cresceu... para aquilo que hoje vemos e vamos por certo continuar a ver.
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Joeano vai continuar a marcar, e vai voltar a por a Mancha a cantar, e que disso, ninguém tenha dúvidas, porque ele está lá, mais "crescido" e dedicado, e com o apoio do seu público, golos é algo que certamente não escasseará nos próximos tempos... Força Joeano e força Briosa, de preferência, já no próximo Domingo!

Briosómilhões















Não, este jogo ainda não morreu!

Académica - Sporting
Tótó Bola:
Fura Redes:
Espaço Maya:

  - Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006

A dor de cabeça


A mais sonante dor de cabeça de Nelo Vingada é a de quem irá realizar as funções de lateral esquerdo, o que as expulsões de Ezequias e Pedro apenas vieram piorar a situação.

O Simplesmente Briosa vai assim mostrar quais as possibilidades para colmatar esta falha.



Opção 1: Sarmento.
Como Nuno Luís já se treina sem limitações, este, Nuno Piloto ou Andrade podem vir ocupar a lateral direita e Sarmento apresentar-se pela esquerda tal como terminou o passado apronto em Barcelos.

Opção 2: Vitor Vinha.
Para grandes males, grandes remédios. E nada melhor do que oferecer esta "oportunidade" de ouro a um jogador proveniente da cantera academista.
Esta jovem promessa pode ser a solução ideal, visto poder juntar o esforço de mostrar trabalho com a motivação de ser titular e defrontar um dos chamados grandes em pleno Cidade de Coimbra, para não falar de alguma irreverência natural da idade.

Opção 3: Fernando ou outro.
Tal como tem acontecido em alguns jogos, o professor Nelo Vingada pode mostrar mais uma vez os dotes de aproveitar características de jogadores e coloca-los a outras posições e funções. Assim, e com N'Doye a ocupar o ataque da ala esquerda, o médio Fernando poderá mostrar as suas capacidades defensivas e vir colmatar a lacuna do lado esquerdo.

Mas, qualquer que seja a opção escolhida pelo professor, NÓS apoiaremos da mesma maneira.

  - Segunda-feira, Fevereiro 20, 2006

Danilo: «Continuem a apoiar, vamos virar!»


Danilo falou hoje sobre a Briosa. Sobre o potencial da equipa, sobre o actual momento, sobre as suas esperanças futuras e sobre a cidade que o acolheu. Um discurso desassombrado que analisa o actual momento da equipa com objectividade, mas também com elevada dose de confiança. Nas capacidades individuas e colectivas da Académica.

«Os três pontos não aconteceram»

O jogo ante o Gil Vicente foi um daqueles que o central dos estudantes, Danilo, considerou de resultado injusto e que foi resolvido nos pormenores das bolas paradas. Um jogo para recordar e superar o mais rapidamente possível. «Foi um jogo muito disputado onde tivemos falhas nas bolas paradas». «Apesar da grande reacção, os três pontos não aconteceram porque nas bolas paradas deixámos a desejar e estamos a corrigir isso. As dificuldades do jogo em si, favoreceram a existência dos lances de bola parada». Danilo não considera esses lances obra do acaso. «Não são coincidência. Sofremos demasiados golos desses e já deixámos muitos pontos em campo por causa disso».

O chamar da responsabilidade

Até porque estes lances são daqueles em que toda a equipa é chamada a intervir, seria bastante mais fácil o central académico abordar o discurso pela perspectiva do todo. Pela perspectiva da equipa. O número 3 da Briosa prefere chamar a responsabilidade em primeira linha ao sector recuado. «A maior culpa deste tipo de lances é da defesa mas o meio-campo e atacantes também ajudam. Acho que não basta corrigir as falhas dos centrais ou dos alas».

«O Plantel é forte e merece estar mais acima na tabela»

O jovem defesa brasileiro acredita que a Académica merece muito mais do que o que conseguiu até ao momento. «O plantel da Académica é forte e merecia estar mais acima na tabela. Não basta falar, há que trabalhar». Assim lança um apelo aos adeptos «Vamos olhar para a frente e nos próximos desafios vamos procurar estar mais acima. Acredito muito que vamos ficar mais acima e quem não acreditar não merece estar aqui. Vamos trabalhar. O apoio dos adeptos é fundamental».

Adaptações são mérito do treinador

Há uma nova perspectiva de abordagem sobre as adaptações de Nelo Vingada. Danilo considera-as «positivas». « É uma situação favorável que nos ajuda. O Gelson , por exemplo, adaptou-se bem e nos ajudou. Também já joguei a trinco e me senti muito bem. Este é um mérito do técnico, uma forma positiva de actuação do treinador».

Fidelidade aos clubes por onde passou

Apenas 3 clubes na sua carreira. Marília, cidade do estado de S.Paulo onde nasceu para a vida e para o futebol. Depois 6 anos de Coritiba, onde conseguiu alguns feitos de destaque e 1 ano e meio na nossa Associação Académica. Não são necessários muito gráficos ou palavras para descrever a carreira deste central e o seu percurso pelo futebol. Fidelidade poderia bastar. «Estive 6 anos no Coritiba e 1 ano e meio na Académica e estou muito contente. Fui contratado por João Carlos Pereira, recebi a proposta e como era uma meta que tinha aceitei».

«Jogadores portugueses e directoria facilitam» a integração

A relação dentro do balneário da Briosa é, segundo o central, «muito boa. Os jogadores portugueses facilitam e a directoria também. Toda a gente respeita a cultura e o espaço de cada um». Para além do mais «gostei bastante do clube e da cidade. Temos um estádio espectacular e uma claque maravilhosa que nunca nos falta».

Renovação está acertada

Danilo refere já que «é uma satisfação continuar na Académica. «Está tudo pronto para aceitar mais dois anos» de renovação, apesar de faltarem ainda limar pormenores que não serão certamente impeditivo de continuar» ao serviço do emblema negro, como o Simplesmente Briosa em tempo oportuno anunciou. A não formalização imediata do acordo não prejudica em nada o desempenho do jogador; «Sei separar as coisas. A minha cabeça está preparada para ajudar a Académica. Quero mostrar mais serviço ainda». «A Académica é um desafio», conclui o Brioso jogador.



«Excelente Presidente e adeptos»

Não é por falta de apoio que os Capas Negras não conseguiram pontuar nos últimos dois jogos. Apoio da direcção e , em especial do Presidente e dos adeptos. « O Presidente é um excelente profissional que está para o que der e vier com os jogadores». O apoio dos adeptos é incondicional e o central pede «Continuem a apoiar. Os adeptos estão de parabéns pelo apoio. Agora vamos fazer tudo por tudo, para melhorar a situação».

Luciano sob alçada disciplinar

O extremo direito brasileiro Luciano, encontra-se sob processo disciplinar interno depois de ter tido atitudes que fugiram ao estipulado nas normas internas impostas pelo clube.
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Segundo a Agência Lusa o jogador, após o jogo com o boavista, envolveu-se numa acesa discussão num bar perto da Mealhada, da qual terá resultado uma queixa da parte de um pretenso agredido no posto da GNR local.
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Ao que diz a mesma fonte, o assunto será hoje analisado em reunião directiva, pelo que se esperam por novidades nos próximos dias.

Melhor jogador do Ano para os adeptos

Esta semana a votação:

Pedro Roma
Pedro Silva
Hugo Alcantara
Danilo
Ezequias
Sarmento
Roberto Brum
N'Doye
Filipe Teixeira
Gelson
Joeano

Nuno Piloto
Dionattan
Paulo Adriano

  - Domingo, Fevereiro 19, 2006

Chuva... até de golos!!

É costume dizer-se, que a sorte protege os audazes, ou que esta não existe e é apenas o prémio de muito trabalho, mas para quem viu o que se passou hoje em Barcelos, concerteza que ficou com a sensação que a sorte desta vez, foi algo ingrata para os estudantes...

A Académica começou o jogo com Pedro Roma na baliza, Pedro Silva, Danilo, Hugo Alcântara e Ezequias na defesa.
No meio campo estavam Roberto Brum, N’Doye, Sarmento e Filipe Teixeira. Joeano e Gelson ocupavam a frente academista.

A Briosa entrou bem no jogo, e logo aos 7 minutos, Joeano (quem mais?) inaugurou o marcador! Numa jogada rápida de Sarmento, este lança Filipe Teixeira que cruza para a cabeça de Joeano!
Estavam a decorrer os 18 minutos da partida, quando Ezequias derrubou Carlos Carneiro à entrada da área, e foi expulso.
Não tardou a sentir-se a falta do defesa. Na marcação dum livre directo, o Gil Vicente empatou o jogo.
Ainda a Briosa estava a recuperar do golo sofrido, quando a equipa da casa voltou a marcar, outra vez de livre.
Estava feita a reviravolta no marcador. Mas para quem pensou que o jogo tinha acabado por ali, enganou-se!
Bastaram apenas 10 minutos para a Académica voltar a ter esperanças! Joeano é chamado para converter um penalty, e não desilude! 2-2 era o resultado aos 34 minutos.
Mais 5 minutos, e a história voltou-se a repetir. O Gil Vicente volta a ficar em vantagem. Mais um golo de livre. Notória a dificuldade da equipa de Coimbra nos lances de bola parada.

Um minuto de compensação e o acabou a 1ª parte do jogo.

De volta à partida, a Académica entrou “meio adormecida”, mas não deu muito espaço de manobra aos atacantes gilistas. No entanto, Nelo Vingada fez substituições na equipa, fazendo sair Gelson e Sarmento para o lugar de Nuno Piloto e Dionattan, respectivamente.
Bastaram 8 minutos para que Dionattan desse nas vistas. Uma grande jogada do brasileiro que foi concluída com um GRANDE golo, mais um, de JOEANO! Era caso para dizer “JOEANO voltou a marcar! E pôs a mancha a cantar!”.
Mas como hoje a sorte não estava para o lado dos “estudantes”, o Gil Vicente marcou o 4º e ultimo golo da partida! Carlos Carneiro, antecipou-se a Hugo Alcantâra e cabeceou para o fundo das redes, deitando todas as ilusões academistas por terra.
Para piorar a situação da Académica, Pedro Silva foi expulso por acumulações de amarelos.

Um jogo impróprio para cardíacos, com muitos golos há mistura, acabou por dar numa derrota por 4-3.

Chuva... até de golos

A Briosa perdeu esta tarde no terreno do Gil Vicente por 4-3.

Joeano foi o autor dos 3 golos da Académica.

Resumo do jogo mais logo

  - Sábado, Fevereiro 18, 2006

Convocados para Barcelos


Para um jogo que se considera de uma importância fulcral, o professor Nelo Vingada convocou 18 jogadores para o dificil apronto de amanhã no Municipal de Barcelos frente ao Gil Vicente.
Nesta convocatória destaca-se a ausência de Zé Castro e Nuno Luís que ainda estão entregues ao departamento médico da Briosa.



Os convocados são os seguintes:
Guarda-Redes: Pedro Roma e Dani;

Defesas: Sarmento, Danilo, Ezequias, Hugo Alcântara, Andrade e Pedro Silva.

Médios: Dionattan, Filipe Teixeira, Paulo Adriano, Fernando, Nuno Piloto, N´Doye e Roberto Brum.

Avançados: Gelson, Joeano e Serjão.

Possível Onze (4x5x1): Pedro Roma; Sarmento, Danilo, Hugo Alcantara e Ezequias; Roberto Brum, Dionattan, Filipe Teixeira, N'Doye, Nuno Piloto; Joeano;

Zé Castro no Atlético de Madrid



Ao contrário do que tem sido especulado nos últimos dias, Zé Castro vai rumar a Espanha para representar o Atlético de Madrid, segundo assegura o jornal espanhol A MARCA.

Numa prova de gestão eficaz por parte de Miguel Gil Marín e Toni Muñoz, os colchoneros conseguiram antecipar-se a outros clubes europeus e assegurar a jovem promessa portuguesa no Vicente Calderón, sem que o clube da capital espanhola tenha que desembolsar qualquer dinheiro.

Nos clubes que pretendiam o atleta estavam clubes italianos, franceses, da Premier inglesa e mesmo o Sevilla, chegando mesmo a falar-se na imprensa em FCPorto e Deportivo da Coruna.

Por impossibilidade técnica a Cabra não tocou


Devido a uma impossibilidade técnica e apesar de termos já agendado o texto que iria esta semana entrar, tal não foi possível, por impossibilidades técnicas.

O texto desta semana saltará para a próxima sendo que todos os outros terão igual destino (há que acrescentar pois, uma semana, à data que foi enviada como confirmação).

Desde já as nossoas desculpas

Simplesmente Briosa

  - Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006

Uma pequena curiosidade


Roberto Brum em entrevista ao site de fans do Coritiba - Coxan@utas

http://www.coxanautas.com.br/noticias.php?id=7681

Contundência e Agressividade

Em declarações ao site oficial, o professor Nelo Vingada já adiantou o que pretende da Briosa para o embate frente ao Gil Vicente no Municipal de Barcelos:




"Vamos ter que ser mais contundentes e agressivos"!!!!




Só com vontade e garra se conseguirá trazer três preciosos pontos, afinal de contas ainda faltam catorze pontos para o objectivo proposto pelo técnico, e depois do desaire frente ao Boavista na passada jornada é fundamental a vitória em Barcelos para voltar a levantar a moral dos jogadores e adeptos.

Danilo e Sarmento renovam

Sarmento e Danilo renovam

O acordo com Danilo é total e o jovem central brasileiro vai continuar de negro, apesar de alguns convites tentadores, de outros dois clubes da Liga. A vontade das partes de estabelecer um célere acordo foi factor decisivo para que as negociações chegassem a bom porto. O acordo é por duas épocas com mais uma de opção para o clube e os valores, apesar de não terem sido divulgados, traduzir-se-ão numa pequena melhoria das condições salariais do jogador.

Quem também se apresta para renovar o vínculo que o liga à Briosa é Sarmento. O jovem internacional sub-20 que tinha contrato até ao terminus de 2007 estabeleceu já um princípio de acordo tendente à renovação da sua ligação ao emblema académico.

Zé Castro entre o Corunha e o Futebol Clube do Porto

Para os académicos é uma questão de menor importância esta de para onde o central português rumará, dado que não ficará, certamente, na nossa Associação Académica. De entre as notícias de acordo firmado com o Futebol Clube do Porto e as certezas do contrato com o Deportivo, sairá em certeza o destino do central. O central negou já hoje, contudo a notícia avançada pelo jornal «Record». «Várias vezes já disse que gostaria de jogar num grande e o FC Porto agrada a qualquer jogador. Mas tenho propostas provenientes não só de clubes portugueses e terei ainda de analisar o que será melhor», começou por explicar o jogador, negando ter já rubricado acordo com os «azuis-e-brancos». Zé Castro refere ainda «Há muita especulação e fala-se de muita coisa. Claro que sou uma pessoa com ambição e tenho os meus objectivos, mas neste momento, pelo que sei, não há nada com o FC Porto».

Pelos anos de Académica que tem, apenas lhe podemos agradecer a sua passagem por Coimbra.

  - Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006

O treino da Briosa

Reinou a boa disposição esta manhã no treino da Académica. No Bolão prepara-se a importante partida contra o Gil Vicente. Nelo Vingada apostou num treino técnico-táctico incidindo sobre a finalização para o ataque e cabeçeamento para a defesa.

Zé Castro, Nuno Luís e Gélson continuam lesionados. N'Doye não treinou por precaução e Sarmento está ao serviço da selecção.

O treino


Pouco faltava para as 10h e já o capitão Paulo Adriano fazia dupla com Eduardo para um jogo de "fute-volei" contra Luciano e Dionattan. A dupla portuguesa acabou por vencer esperando os próximos adversários que assistiam já ao jogo. Nelo Vingada estragou o momento e apitou para o treino começar.

Uma corrida ligeira deu seguimento à habitual sessão de alongamentos. Depois, o mister dividiu o grupo em dois mandando os defesas trabalhar com Arnaldo Carvalho enquanto dos "matadores" tratou Nelo Vingada.

A defesa, que contou com a presença de Paulo Adriano, começou por treinar cabeçeamentos e recepções de bola. Pouco depois uma mini pelada com balizas de hóquei. Andrade mostrou que pode vir a ser útil ao meio campo nesta segunda volta e Hugo Alcântara encantou...

Com o ataque, Nelo Vingada foi sempre bastante interventivo. A equipa treinou algumas jogadas com um apenas dois objectivos: golos e golos!
Desde tabelas com os médios a pedir ao avançado(Joeano ou Serjão) para vir buscar jogo, vários cruzamentos saíram. Alguns deram em golos... outros nem por isso, e lá se ia ouvindo Nelo Vingada: "Dionattan, uma jogada dessas tem que dar golo" ou "Vamos Serjão, sem medo"


Fausto treinou com a equipa sénior e impressionou. Grandes cruzamentos e mostrou saber utilizar bem os dois pés. É um jogador que está inscrito na Liga, por que não jogar já?




Para terminar o treino, todos os jogadores remataram à baliza. Pedro Roma, que tinha estado a treinar com o treinador de Guarda Redes Luís Matos, juntou-se ao grupo. Mostrando a boa disposição foi-se fazendo um "bota-fora" dos jogadores que falhavam o golo. Fernando e Vítor Vinha resistiram até final acabando por ser o jovem português a "ganhar" o jogo.

Notas:
1 -
Filipe Teixeira contínua com o joelho ligado.
2 - Quando Zada rematava, Nelo Vingada insistia com o jogador.
3 - Serjão está claramente a crescer de forma.
4 - Danilo não integrou a última parte do treino ficando a correr à volta do campo.
5 - Depois de choque no jogo contra o D.Aves, Gélson ainda não treinou apenas por indicação do departamento médico. O jogador afirmou estar com vontade de treinar e que possivelmente pode ser opção para o próximo jogo.
6 - Quem disse que Hugo Alcântara era fraco tecnicamente? Com o calcanhar, com rodriguinhos e toques bonitos o central brasileiro arrancou aplausos dos restantes colegas.

Briosómilhões
















Para não tornar isto aborrecido:


Acp - 47 Pontos


Ivo Correia - 37 Pontos


Sobral - 34 Pontos


Gil Vicente - Académica:
Tótó Bola:
Fura Redes:
Espaço Maya:

  - Terça-feira, Fevereiro 14, 2006

(O NOSSO) Esclarecimento


Este não é um post que pretenda agitar ou serenar as águas. É apenas um desabafo, uma pequena chamada de atenção ou uma tomada oficial de posição. Entendam-no, como quiserem, os académicos nos visitam.

Não vamos clamar por justiça ou bramir bem alto, com a bandeira da Académica nos braços. Ela merece bem mais do que isto. Não merece ser usada. Estamos convictos que tais comportamentos apenas serviriam para gáudio de quem tão bem tem feito essa encenação. Estas linhas não vão servir para isso.

Desengane-se, desde já, quem pense que falaremos dos «Pardalitos do Choupal» e do seu staff enquanto um todo. Os méritos e deméritos dos espaços académicos não estão nos seus conteúdos, mas nas suas intenções. Dar o que se tem, em verdade, é ser Académica. As opiniões sobre os blogs que mencionam devida ou indevidamente o nome da Briosa são tomadas dia a dia por quem os visita e não por qualquer um de nós em juízo de valor.

Não podemos deixar passar, o que hoje foi escrito por Mário José de Castro em post de nome «Esclarecimento». No nosso intimo todos sabemos que desde a primeira linha até ao seu final é uma completa mentira e, porque não dize-lo, um acto de traição para quem generosa e graciosamente fez com que aquele espaço fosse possível. Ele é um pouco do «Simplesmente» porque na sua génese está o contributo orgulhoso de alguns dos editores do nosso espaço, Gonçalo Cabral e Francisco Martinho.

Por outro lado, obviamente, nunca convidámos Mário Castro para o nosso espaço. Nem convidaríamos nunca, por razões que não serão em tão curtas linhas discutidas. Muitas delas, em verdade, são pessoais e intransmissíveis e mesmo cruéis de serem lembradas. Apenas afirmamos, que alguns de nós sentimos por esse sr., alguma admiração académica que muito rapidamente, como qualquer ténue cortina de fumo se desvaneceu.

Hoje não resta nada. Reprovamos e refutamos TODAS as acusações feitas por Mário Castro em plena consciência. Não há uma linha de verdade nas suas afirmações. Afirmamos, contudo, que isto não é uma luta de espaços Net ou de «blogs». Aos restantes membros dos «Pardalitos do Choupal» pedimos a compreensão por estas linhas. Mas fazemo-lo pela reposição da verdade, sem procurar ter a pretensão de julgar ninguém. Infelizmente o tempo disso se encarregará.

Staff Simplesmente Briosa

Noticia "Jornal de Noticias"

Presidente da Académica teria 200 mil euros no carro
Dinheiro encontrar-se-ia dividido por envelopes e parte do montante seria para entregar ao clube. Quantia foi apreendida pela PJ nas diligências feitas na semana passada


Por Paula Gonçalves

A Polícia Judiciária (PJ) apreendeu cerca de 200 mil euros, em dinheiro, que o presidente da Associação Académica de Coimbra/Organismo Autónomo de Futebol, José Eduardo Simões, teria guardado no interior do seu carro.

Este montante estaria distribuído por envelopes e foi encontrado na sequência das buscas realizadas pela Directoria de Coimbra da PJ, no início da passada semana, à residência do dirigente desportivo, ao gabinete que ocupou na Câmara de Coimbra (quando exerceu as funções de director do Departamento de Urbanismo) e ainda à sede do clube.

Segundo o "Jornal de Notícias" apurou, parte do dinheiro que estava na posse de José Eduardo Simões seria alegadamente proveniente de donativos para a Académica/OAF, havendo também montantes que seriam seus.

Recorde-se que as buscas efectuadas na passada semana, como na altura afirmou uma fonte do clube ao JN, "tanto podem estar relacionadas com interesses cruzados da política, com o mundo imobiliário e o futebol, como também podem ter a ver com transferências de jogadores".

Aliás, a investigação terá sido desencadeada na sequência de uma denúncia anónima que se referia a alegadas ligações perigosas entre o futebol e interesses imobiliários, visando em concreto a polémica urbanização Jardins do Mondego, empreendimento que acabou, entretanto, por ser embargado.

O proprietário deste empreendimento acabaria também por ser alvo das atenções da Policia Judiciária, tendo decorrido, no mesmo dia em que eram feitas buscas em Coimbra, uma outra diligência, na zona da Grande Lisboa, junto desse empresário.

Nas buscas feitas em Coimbra, além dos cerca de 200 mil euros, os investigadores terão ainda levado alguns documentos.

Contudo, José Eduardo Simões não foi constituído arguido.

Confrontado na altura com a notícia das buscas, José Eduardo Simões afirmava que "viver com a sombra de uma suspeição é o pior que pode acontecer a quem está inocente", ao sublinhar que a visita da PJ pecava "por tardia".

Melhor jogador do ano para os adeptos


A votação esta semana:

Pedro Roma
Sarmento
Danilo
Hugo Alcantara
Ezequias
Roberto Brum
N'Doye
Dionattan
Filipe Teixeira
Luciano
Joeano

Fernando
Serjão

  - Domingo, Fevereiro 12, 2006

"Se me vem tanta glória só de olhar-te"

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Se me vem tanta glória só de olhar-te
É pena desigual deixar de ver-te
Se presumo com obras merecer-te
Grão paga de um engano é desejar-te.
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Se aspiro por quem és a celebrar-te,
Sei certo por quem sou que hei-de ofender-te;
Se mal me quero a mim por bem querer-te,
Que prémio querer posso mais que amar-te

Sempre escrita estarás nesta memória
E esta alma viverá, pois por ti morre,
Porque ao fim da batalha é a vitória.



Luís de Camões, que a História relata como um dos fanáticos apoiantes da Briosa

O próximo passo é com o Sporting clube de Portugal, no Estádio Cidade de Coimbra.

  - Sábado, Fevereiro 11, 2006

Académica 0-2 Boavista

Não há duas com três...
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O Boavista saiu de Coimbra com a sensação de dever cumprido, ao invés que a a Académica com a sua incrível fobia aos três jogos de seguida a ganhar mostrou que não estudou tão bem a lição quanto a turma de Carlos Brito, e nem aquelas cábulas de última hora como as que Filipe Teixeira muitas vezes "inventa" livraram a Briosa de reprovar no importante teste que hoje teve.
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Foi com uma aparente superioridade, que a Académica entrou em jogo, com calma, serenidade e boa troca de bola, principal causador do dominio territorial exercido pela Briosa nos primeiros 15/20 minutos de jogo. A partir desde momento o jogo equilibrou-se e talvez até nem seja injusto dizer que o Boavista teve uma ligeira superioridade, culminando com um golo de João Pinto na melhor altura possível, mesmo antes de recolher aos balneários, fruto de uma falha de marcação da parte de Ezequias que deixou o capitão fugir e cabecear sem hipótesses para Pedro Roma.
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A segunda parte recomeçou novamente com um bom inicio dos estudantes mas já sem a calma e serenidade que tinha sido patente na primeira parte, mas antes com mais passes falhados e desde cedo a tentar um "chuveirinho" algo que foi também ainda mais incutido por Nelo Vingada ao fazer a primeira alteração de tirar Dionattan e introduzir Serjão no jogo. É certo que a equipa ficou com melhor jogo aéreo, melhor capacidade de cabeceamento, mas ao mesmo tempo, perdeu capacidade de transporte de bola, capacidade essa que só veio a ser possível quando saiu o esforçado mas inconsequente Joeano para dar lugar a Fernando, que permitiu que Filipe Teixeira se fixasse mais no centro, que Serjão tivesse a companhia de Hugo Alcantara e que o flanco esquerdo não perdesse nada, uma vez que Ezequias e o brasileiro acabado de entrar dariam conta do lugar.
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A partir daqui o tipo de jogo mudou alguma coisa, mas não o suficiente para que se criassem boas ocasiões para igualar, até que ao minuto 79', Paulo Jorge corre bem, enfrenta Danilo no um-para-um e N'Doye na vez de vir auxiliar o seu companheiro, fica como se nada se tratasse a observar a jogada, deixando que João Pinto entrasse a seu bel-prazere fizesse o que queria do desamparado Pedro Roma que hoje também não teve uma noite feliz, quando comparado com o que lhe temos visto fazer.
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Se o jogo estava mau até a esta altura, pior ficou, e já sem discernimento suficiente, pouco mais há a relatar até ao apito final do juiz da partida. Concluindo, podemos dizer que a Académica acusou em demasia o golo sofrido ao terminar a primeira parte e não mais conseguiu responder ao futebol, ainda durão, e é preciso realçar que a imagem do Boavista de Pacheco ainda não desapareceu por completo, mas um Boavista muito bem organizado a defender e letal na hora de atacar. Por seu lado a Briosa não conseguiu nunca abrir a muralha axadrezada, quer pelo lado esquerdo em que Ezequias foi visivelmente bem estudado e sempre que possível os adversários tapavam os caminhos da baliza quanto antes, e no lado direito onde Sarmento ainda não adquiriu o à vontade suficiente para subir apesar de alguns bons passes executados, e Luciano que ainda não mostrou a forma que fiz notar na temporada passada. Destaque ainda para o meio campo criativo apresentado por Nelo Vingada que não fosse o golo que claramente "abalou" toda a estrutura, e Filipe Teixeira, Dionattan e N'doye, três jogadores com qualidade que podem ainda vir a dar que falar durante a segunda parte da temporada...
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Sala de imprensa
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Nelo Vingada:
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Com o pragmatismo habitual, o treinador da Académica afirmou que "o Boavista acabou por ganhar bem porque o boavista foi sempre mais tranquilo e mais sereno" mas que comparando o trabalho dos dois Guarda Redes "o William teve mais trabalho que o Pedro Roma" ainda que "o 1º golo afectou a nossa estratégia e o nosso descernimento" em que "sem ter sido um dominio claro tivemos sempre mais perto da baliza deles". Falando sobre a situação classificativa disse que "esta jornada foi de marcar passo" mas que "no proximo domingo com uma equipa do nosso campeonato vamos tentar alcançar um bom resultado para nos livrarmos desta amargura de estar sempre com a corda ao pescoço". Por fim, e questionado sobre mais um golo marcado de bola parada respondeu da seguinte forma aos jornalistas presentes: "Sabe quantos golos o João Pinto ja marcou deste genero? Contra grandes jogadores e grandes equipas...". "Tivemos uns furos abaixos porque perdemos jogando contra uma equipa boa e num bom momento que marcaram num lance de bola parada e isso condicionou-nos".


Análise individual

Pedro Roma – Não fez desta vez a diferença porque não defendeu o impossível. Em tudo o resto cumpriu a preceito. Apenas um reparo. No lance do livre que origina o primeiro golo do Boavista permitiu que apenas um jogador ficasse na barreira. Danilo saiu da sua posição de segundo homem…e a bola passou…

Sarmento – Secou Zé Manel o que não muitos se podem gabar esta época. Defende melhor do que há umas semanas e é claramente um jogador em evolução. Sendo um médio / extremo direito pede-se que se liberte e ataque a preceito.

Hugo Alcântara – Cumpriu sempre que lhe foi pedido na posição de central e cortou bolas decisivas. Viu um amarelo numa falta inteligente que gizava um contra-ataque perigoso e safou-se ao segundo em lance similar. Depois subiu para ponta-de-lança onde lutou bravamente.

Danilo – Saiu da barreira no lance do golo o que permitiu que a bola pudesse chegar, em corte, mais próxima da baliza. No lance do segundo golo parece que um «carrinho» poderia ter resolvido a situação. No restante do jogo esteve operacional e lesto no corte.

Ezequias
– Confirmou a boa fase que atravessa e criou perigo pelo lado esquerdo. Cortou bolas importantes e enquanto Paulo Jorge esteve pela sua frente, o boavisteiro não se viu no jogo. Perdeu eficácia quando foi forçado a defender por dentro com o reposicionamento de Hugo Alcântara a avançado. Limitou-lhe, claramente, a movimentação ofensiva.

Roberto Brum – O guerreiro que já desde a época passada, afirmávamos, que iria guardar no seu ombro a preciosa braçadeira de capitão. O seu espírito de liderança e as suas qualidades enquanto dinamizador de grupo faz com que a mereça plenamente. Lutou, mas por vezes demais, perdendo o contacto com o jogo.

N’Doye – Talvez por não ter tido um posicionamento lateral esquerdo e se ter envolvido em demasiadas lutas de meio-terreno de que o adversário tanto gosta, perdeu esclarecimento e importância de jogo. Mas a sua presença nota-se em campo. Falhou de forma incrível o golo do empate, porque olhou primeiro para o fiscal-de-linha e apenas depois para a bola. Perdeu no lance do golo, namarcação para o Pinto.

Dionattan – Pouco pode fazer contra 3 unidades de combate de meio-campo. Mas lá tentar tentou! E isso, para este jogador e suas características, é uma novidade. Tecnicamente bem, mas sem fazer a diferença.

Filipe Teixeira – Ainda não dinamiza desequilíbrios como fazia antes da lesão. Mas crescendo de forma pode ser um elemento que se encaixe às mil-maravilhas com os restantes elementos de centro de terreno. Um remate perigoso que não deu golo por manifesto azar.

Luciano – O menos esclarecido na partida. Curiosamente cresceu com o final do jogo o que poderá evidenciar que dentro em breve o teremos a um melhor nível. Pede-se que remate à baliza em movimentos diagonais, Porra!

Joeano – Lutou enquanto esteve em campo, mas recuou em demasia no terreno para vir buscar jogo. Isto porque não sabe estar longe da bola e do jogo. O que neste jogo o prejudicou sobremaneira. Foi substituído e saiu descontente. Mas quem não saiu ontem?

Serjão – Mexeu-se melhor e teve uma oportunidade de ouro de fazer o golo em bom movimento de ataque, que apenas o bom posicionamento de William impediu que se transformasse em festa. Cá estaremos, para a próxima jornada festejar o golo!

Fernando – Entrou bem na partida e os toques de classe estão lá. Pede-se mais, inteligência de jogo e posicionamento directo. Tentou flectir para o centro para pegar na reviravolta. Com serenidade e perspicácia seria um grande, grande jogador.

Análise aos jogadores por Embriolado

  - Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006

Académica - Boavista

Já lá vão três jogos sem a Académica saborear o amargo sabor da derrota! Porém o cenário classificativo ainda é preocupante visto que a partir da 7ª posição nenhm clube se pode considerar em posição tranquila. Hoje em dia já não há jogos fáceis, e este é um bom exemplo disso, no entanto o factor casa pode ajudar.
O treinador não pode contar com os lesionados Zé Castro, Gelson e Nuno Luís, e com o castigado Pedro.
Os convocados são:

24 Pedro Roma
12 Dani
2 Joeano
3 Danilo
4 Ezequias
5 Hugo Alcântara
7 Luciano
11 Dionattan
14 Filipe Teixeira
18 Vítor Vinha
19 Paulo Adriano
20 Fernando
22 Sarmento
28 Nuno Piloto
30 Andrade
50 Serjão
78 N’Doye
88 Roberto Brum

18.00,certas. É hora «d'a Cabra» tocar



«A Hora da Cabra»

"Falta o Negro das Capas e Batinas"

Parece-me inquestionável que o fenómeno da Académica deve sempre ser entendido como um clube que abranja essencialmente a cultura dos estudantes, mas que seja também um espaço onde intervenham todos os denominados "futricas" como sempre aconteceu!

O que está de facto em questão é o cada vez mais evidente divórcio entre os "estudantes" e a Briosa!

Sente-se a falta das capas e batinas nos estádios, quem disser o contrário estará a mentir!

Mas se querem que vos diga, também se sente a falta das "capas e batinas"nas ruas da cidade, se bem que nesse aspecto entendo que existe alguma retoma desses hábitos, muito graças a alguns apaixonados que ressuscitaram algumas velhas tertúlias académicas, uma instituição coimbrã.


Ora, por tudo isto o que é cada vez mais necessário fazer é voltar a encontrar modo de trazer para o Estádio esses estudantes e não pensem em soluções românticas numa primeira abordagem, obviamente que isso terá de passar por lhes ser facultada a entrada a preços reduzidos.

Por outro lado, proponho que crie a partir das Faculdades e Institutos uma Claque de Apoio de Estudantes trajados, como sempre foi apanágio da Académica, com os, penso que extintos, Fans e Cowboys...devidamente apoiadas, por quem de direito!

Organizadamente é sempre mais fácil reunir essas massas e cimentar determinados valores.

É essa a minha ideia, se por este blog algum estudante actual em Coimbra que pegue nisto e avance! Pelo amor à nossa Académica parece-me que vale a pena!!



Com um abraço

Ricardo Nuno Africano


e outra...

Depois da muito «badalada», «Hora da Cabra» de há duas semanas há uma ideia que retiro de alguns – que agora não consigo, com exactidão precisar, mas penso tratar-se do comentador «MPS» e editor «João Amaral» - que referiam que «quando os estudantes voltarem ao estádio, a cidade voltará também». Esta é uma verdade insofismável, que por tão óbvia que pareça, dela ainda não me tinha dado conta!



Há uma relação de paixão – ódio intensa entre Coimbra e os seus estudantes. Apoiam de forma vincada todas as suas festas, eventos e manifestações que dêem vida à cidade. Por outro lado apontam o dedo à Universidade e à sua componente orgânica (com alguma razão) pelos males de que padece a «velha senhora». O que estes nossos amigos diziam com linearidade de sentido é que se deve aproveitar o que de bom a Universidade pode trazer.

Deixo algumas ideias, para que o texto não se torne fastidioso e para que a discussão possa ser mais objectiva:

1) Há que estruturar de forma clara a relação entre a AAC e a OAF. Apenas a partir desse momento poderemos criar plataformas de entendimento entre a «cidade-clube» e o «Clube-estudantes». A equipa «B» da Briosa poderia ser, sem ser muito alterado o molde que está neste momento proposto, um misto plenamente compatível entre jovens que estudantes / atletas com aspirações profissionais.
2) Promoção da capacidade de aproveitamento da marca e modelo académico. Se podemos ter tendas da Caixa Geral de Depósitos junto da Secretaria Geral para cativar os «caloiros» porque é que não poderemos ter tendas para recrutar novos recrutas académicos?
3) Estreitamento de relações com a Academia e tentar que esta dinamize um grupo de estudantes que aproveite as estruturas da Universidade de deslocação, para formar um «bando» de estudantes de capa e batina para apoiar a equipa de futebol.
4) Promover o acesso ao estádio a estudantes vestidos de capa e batina, como há anos atrás se fazia.
5) Promover parceria de «merchandising» entre a marca da AAC e OAF.


Lanço à discussão, dinamizem-se aí pelo vosso – excelente – espaço!

Um abraço académico

Marco CN

Nota - Esta semana excepcionalmente estão dois textos pela óbvia semelhaça de temas e pertinência global das questões que colocam.

Saudações Académicas para todos!

  - Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006

ACADÉMICA vs Boavista

O jogo do próximo sábado é apontado como sendo de uma importância crucial e dificuldade extrema para a Briosa.

O Boavista é neste momento a equipa que atravessa melhor forma de toda a Liga Betandwin, os axadrezados não provam o sabor da derrota desde a 17a jornada, quando perdeu por uma bola a zero no Estádio do Dragão no dia 8 de Janeiro.
Desde essa jornada, a turma orientada por Carlos Brito só provou o sabor da vitória, incluindo na Taça de Portugal.

Mas, nem tudo são maus "presságios". Na época passada desde a derrota frente ao SLBenfica, a Briosa bateu o recorde de 13 encontros sem provar o sabor da derrota. Este ano está muito semelhante visto que a última derrota foi no Estádio da Luz frente ao SLBenfica, há três jornadas atrás.

O ingrediente que pensamos ser essencial para travar os bons resultados axadrezados e continuar com a saga vitoriosa académica é um Cidade de Coimbra cheio de academistas a, tal como o professor pediu, empurrar a Briosa para a quarta vitória consecutiva.

Sarmento Internacional

É mais um jogador da cantera academista a vestir a camisola das quinas, e a dar o seu contributo aos sub-20 nacionais. Foi com naturalidade que o nome de Sarmento surgiu na convocatória de Rui Caçador para integrar a selecção de Sub20 no Torneio Internacional da Madeira a realizar nos dias 14 e 17 deste mês e conta com a Finlândia e a Republica Checa como adversários.
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Aos 20 anos, Sarmento começa a mostrar dotes na Académica, para um futuro que se adivinha risonho, mesmo depois de um inicio de época em que não pode dar o seu contributo devido a alegadas irregularidades na inscrição do atleta.
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Com a lesão de Nuno Luís, o jovem que já actuou quer pelos sub-21 quer pelos sub-19 da selecção das quinas, vem ganhando confiança a cada jogo que passa, e vem-se afirmando como um valor seguro para o futuro da nossa instituição.
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Assim, o SimplesmenteBriosa congratula e deseja as maiores felicidades ao Sarmento!

A lista de convocados é a seguinte:
Académica: Sarmento;
Benfica: Fernando, João Coimbra e Tiago Gomes;
Chelsea : Filipe Morais;
E. Amadora: Paulo Machado;
FC Maia: Nuno André;
FC Porto: André Leão, João Dias, Vieirinha e Vítor Alves;
Fulham: Ricardo Batista;
Gondomar: Tiago Valente;
Ol. Moscavide: Miguel Veloso;
Sp. Braga: Paulo Monteiro;
Sp. Espinho: Mário Felgueiras;
Torcatense: Vitinha;
Valência: João Moreira;
Vila Real: Ivo Bastos;
V. Guimarães: Targino.

  - Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006

Briosómilhões















Cá está ela, a tão aguardada classificação do BriosóMilhões! Depois de duas semanas a ganhar, houve claro alguma alterações...



Para Sábado,

Académica - Boavista
Tótó-bola:
Fura Redes:
Espaço Maya:

O prometido é devido

Rumo ao Jamor!

Desportivo das Aves 1 - 2 Académica
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A Académica deu hoje um importante passo rumo à nossa tão ansiada final do Jamor. Como escrevemos ontem, o NOSSO sonho permanece intacto, porque é possível, e hoje o acreditar dos jogadores foi mais forte que o possível cansaço, e tudo parece possível quando nos deparamos com o crescimento exibicional e pontual da nossa Briosa, que a cada jornada que passa parece estar mais coesa, mais forte e pronta para qual quer que seja o embate! Vamos Briosa, Vamos acreditar, Vamos lutar, Vamos ganhar!
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Falando agora do jogo em si, pode-se dizer que no cômputo geral, se o prolongamento acontecesse não seria de forma alguma uma completa injustiça dadas as oportunidades que cada equipa teve, mas a um vencedor existir, esse vencedor teria necessariamente de ser a Académica por tudo aquilo que fez durante os 90 minutos sob o terreno de jogo.

Uns vinte primeiros minutos de completa superioridade da Académica só podiam culminar, tal como aconteceu, num golo que teoricamente poderia dar outra estabilidade à equipa, mas ao contrário do que se previa, a equipa pareceu vacilar com o tento na própria baliza por parte de Vítor Manuel, e o Desportivo das Aves foi mesmo a melhor equipa em jogo até ao intervalo. A registar, durante este período de tempo, o golo do clube da casa ao minuto 40’ e duas oportunidades mesmo ao cair do pano em que Danilo à primeira e Vinha á segunda evitaram aquele que seria um golo que certamente em muito complicaria as contas da Académica.

À entrada do segundo tempo a Briosa fez entrar Serjão para o lugar do lesionado Gelson, que ao que Nelo Vingada disse em conferência de imprensa, perdeu os sentidos na sequência de um choque violento já na recta final da primeira parte. Mas foi nesta fase do encontro que as duas equipas melhor futebol apresentaram, com ataques e contra ataques, num jogo à boa maneira de uma segunda liga, com transições constantes, de parada e resposta em que num curto espaço de tempo muitas oportunidades apareceram para os dois lados, contudo e apesar de o marcador continaur a registar um empate, eis que o génio de Joeano resolve o jogo, numa altura em que este se complicava de sobremaneira. Num remate só visto que ainda hoje, ou o mais tardar amanhã prometemos apresentar aqui no blog!

E o jogo decorreu até final com boas oportunidades quer para a Académica ampliar a vantagem quer para o Aves empatar o jogo e levar para prolongamento. Podemos em jeito de rodapé dizer então, que a Académica foi a equipa mais feliz hoje, mas como diria António de Oliveira Salazar, “A sorte a mim, dá-me muito trabalho”.


Palavras do Treinador, Professor Nelo Vingada:

«Foi um jogo difícil. O Desp. Aves já tinha mostrado, não diria uma surpresa, mas já tinha eliminado duas equipas do escalão principal e nós estávamos precavidos. Entrámos relativamente bem no jogo e controlámos durante meia hora os pontos fortes do adversário, mas o Desp. Aves tinha onze jogadores atrás da linha da bola. A equipa desuniu-se após o golo. Na segunda parte, quem marcasse ganhava e foi isso que aconteceu. Passámos à eliminatória seguinte, era esse o nosso objectivo, e o nosso adversário mostrou porque fez uma boa carreira na Taça de Portugal».

Gelson perdeu os sentidos

Gelson, avançado da Académica, teve de ser substituído ao intervalo por ter perdido os sentidos por causa de um choque na recta final da primeira parte.
O jogador foi transportado para uma unidade hospitalar e o treinador Nelo Vingada explicou que «os colegas ficaram perturbados com a sua situação». Força Gelson!Rápidas melhoras!

Desp. Aves 1-2 Académica DIRECTO

Académica:

Dani
Pedro
Danilo
Hugo Alcantara
Vitor Vinha
Roberto Brum
Dionattan (Fernando 73')
Filipe Teixeira (Luciano 54')
N'Doye
Serjao
Gelson (Joeano 45')

Desportivo das Aves:

Mota
Edu
Sergio Carvalho
Vitor Manuel (Filipe Anunciaçao 60')
David Aires
Rui Figueiredo
Helder Neto (Xano 18')
Binho
Hernani
Nené
William

0' - Começa o jogo, sai o Desportivo das Aves!
4' - Rui Figueiredo na sequência de um livre, atira por cima da baliza de Dani.
10' - Bom trabalho de N'doye para Filipe Teixeira atirar ligeiramente por cima numa boa jogada da Briosa.
O Desportivo das Aves mostra trabalho de casa, a jogar com 3 centrais para os 2 avançados da Académica sendo que um dos centrais faz funções de libero.
16' - Dionattan de longe atira ao lado...
21' - É GOOOOOLOOOOOOOOO DA ACADÉMICA! Auto-golo de Vitor Manuel depois de um cruzamento de Filipe Teixeira, vamos lá BRIOSA!!!
29' - Grande remate de Roberto Brum a rasar a parte exterior do poste!
O Desportivo das Aves mostra-se intranquilo, e com aparente falta de capacidade para dar a volta aos acontecimentos.
33' -David Aires num bom remate de livre directo, passa pouco por cima da baliza da Académica...
36' - Num contra ataque da Académica que seria perigoso, Vitor Vinha faz um mau passe e é obrigado a fazer falta, perante uma forte contestação dos adeptos da casa.
38' - A Académica parece crescer no jogo.
40' - Golo do Desportivo das Aves. Roberto Brum "inventa" e perde a bola em zona proibida... 1-1.
45' - A golo esteve a caminhar sob a linha de golo, numa perdida inacreditável em que Danilo tira uma bola duvidosa, e na recarga Nené acerta em Vitor Vinha! Perigosissimo para o Desportivo das Aves!
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Intervalo. Empate a 1 no marcador, mas com um sufoco final pela equipa do Desportivo das Aves, que bem podia ter marcado mais do que uma vez!
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45' - Recomeça a segunda parte
46' - Grande jogada da Académica logo a abrir em que N'Doye atirar muito por cima..
47' - Desportivo das Aves perto do golo, Chano ficou muito perto!
Um jogo de transições, típico de segunda Liga, com ataque e contra ataque, num grande inicio de segunda parte, com boas oportunidades para os dois lados.
51' - Grande passe de Filipe Teixeira mas quando Joeano ia marcar o árbitro assinala Fora de jogo para o nº2 da Académica.
53' - Filipe Teixeira cai na área, com protestos dos jogadores da Académica.
54' - Sai Filipe Teixeira, entra Luciano.
61' - Entra Filipe Anunciação sai Vitor Manuel no Desportivo das Aves.
A Académica está bastante ofensiva no entanto sem os devidos efeitos prácticos.
65' - Luciano entrou bem no jogo e está a criar perigo para o lado esquerdo da defesa do Aves.
68' - Alcântara falha um golo quase feito na sequência de livre.
68' - Cartao Amarelo a Rui Figueiredo.
70' - Cartão amarelo a Dionattan por protestos.
71' - Joeano apanhado em fora-de-jogo num lance que poderia ser perigosissimo.
73' - Vai regressar Fernando depois de longa ausência na equipa da Académica. É Dionattan a sair na Briosa.
78'-GOOOOOOOOOOOOOOOOOOLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO! ACADÉMICA!!!! É Joeano o marcador!! Joeano OHOH, Joeano OHOHOH!!! Que golo fantástico!!!
81' - Livre perigoso para o Desportivo das Aves, valeu a falta de arte de Filipe Anunciação...
84' - Bom remate de N'Doye que esteve perto de marcar o 3º golo.
90' - 4 minutos de desconto
90+4' - FIM DO JOGO!!! Académica vence apesar do esperado sufoco final do Desportivo das Aves! RUMO AO JAMOR!!!

José Eduardo Simões

Ontem pela hora de almoço, a Polícia Judiciária esteve junto do Presidente José Eduardo Simões, no seguimento da fase de inquérito emanada pelo Ministério Publico que fundamenta a investigação deste órgão de polícia criminal, bem como o seu modo de actuação.

Este procedimento (inquérito) tem por base uma denúncia anónima enviada à Procuradoria-geral da Republica e à Inspecção-geral do Turismo em Abril do Ano passado. Uma «carta sem nome» onde estão inscritas, diversas alegadas irregularidades no domínio de aprovações de projectos imobiliários, bem como eventuais relações menos claras entre o Presidente da Briosa e alguns promotores do sector da construção civil.

José Eduardo Simões reagiu ainda ontem em nota de imprensa referindo: «Confirmo a vinda de responsáveis da Polícia Judiciária à sede da Académica. Face às notícias veiculadas aquando do período eleitoral autárquico, esta visita peca por tardia. Viver com sombra de uma suspeição é o pior que pode acontecer a alguém que está inocente. A Académica está bem, vai melhorar e eu continuarei, como até aqui, de cabeça erguida».

Recorde-se que não existe qualquer acusação formalizada. Meramente um dever de investigação que impende sobre o Ministério Publico (instrumentalizado pelos seus braços investigatórios) e cujo resultado pode terminar em acusação ou arquivamento.
Por Embriolado*

  - Terça-feira, Fevereiro 07, 2006

Este sonho que nos persegue...

Sou Académico de uma geração diferente da tradicional, tal como os meus colegas de Blog, que não vivemos os tempos áureos da nossa Briosa, que não pudemos encher o Jamor numa calorosa tarde de Domingo de Verão, que nessa altura ainda não podíamos gritar bem alto e a plenos pulmões um fortíssimo Briosa para que fosse ouvido no mais longínquo café desde que claro, lá houvesse uma alma penada que tal como os muitos milhares por este mundo espalhados pudessem sentir a sensação de ver os ”Capas Negras” a levantar uma taça!

Vivo desde que – enquanto Académico – me conheço, com esse sonho, porque como já dizia o poeta, “é o sonho que comanda a vida” e não há ano que passe em que não sonhe com a caminhada para a final da taça, porque estou certo que não haverá melhor sensação do que presenciar ao vivo cada momento de uma ocasião como esta! Desde a entrada dos “guerreiros” com a belíssima camisola negra que por habito ostentam, à emoção de cada segundo, ao vibrar dos golos, e por fim, ao levantar da taça com o completo êxtase da multidão… bem… tudo deve ser maravilhoso, e certamente, ao bom estilo de Gabriel Alves, só uma palavra poderá descrever esse momento, “Indescritível”.

É assim que vivo, para que daqui a alguns anos, também eu tenha o orgulho que meu avô teve em contar histórias da sua Académica, e que saudades eu tinha na altura das suas histórias e hoje tenho dele… e da sua Académica, aquela que me ensinou e da qual hoje tanto me orgulho! Mas não só eu, para que nós recordemos os jogadores de agora como hoje recordamos um Belo, um Rui Rodrigues ou um Maló!

É com este sonho que eu e muitos da nossa geração, uma larguíssima geração, dos 0 aos 40 que já não teve a oportunidade de viver o que tanto ainda hoje se orgulha apesar do já grande passar do tempo. Tudo isso, porque este sonho, acredito ser possível de realizar, é só preciso… acreditar! ACREDITAR que somos capazes, que não há ninguém superior a nós mas nunca perdendo a humildade que em tempos nos caracterizou, com a crença de que podemos chegar longe, e quando me refiro à pessoa plural, também vocês, homens que “carregam” o nosso orgulho domingo a domingo, têm de acreditar, porque nós acreditamos em vocês, vamos em frente Briosa, porque o meu sonho, é o nosso!

Desp. Aves - Académica

TOLERÂNCIA ZERO!

"É uma equipa com muito valor e merece todo o nosso respeito"
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“Só uma Académica ao seu melhor nível pode ambicionar passar à fase seguinte. É esse o nosso objectivo porque queremos fazer desta competição um espaço demonstrativo da nossa qualidade e do nosso potencial”.
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“Não há margem para erro porque é uma eliminatória e portanto há que ter tolerância zero”
Nelo Vingada
Convocados:
1 Eduardo
12 Dani
2 Joeano
3 Danilo
5 Hugo Alcântara
7 Luciano
9 Gelson
11 Dionattan
14 Filipe Teixeira
16 Pedro
18 Vitor Vinha
19 Paulo Adriano
20 Fernando
22 Sarmento
28 Nuno Piloto
30 Andrade
50 Serjão
78 N’Doye
87 Zada
88 Roberto Brum

Melhor jogador do ano para os adeptos

















Esta semana a votação:

Pedro Roma
Sarmento
Danilo
Zé Castro
Ezequias
Paulo Adriano
Dionattan

N'Doye
Zada
Joeano
Gelson

Luciano
Filipe Teixeira
Serjão

  - Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006

Gelson

Este nosso amigo...
Gelson, tem sido alvo de longas discussões, muitas delas com pouco ou nenhum sentido, uns criticam, outros defendem-no, mas é um facto, lá no seu íntimo, não há Académico que não aprecie – pelo menos - algumas das qualidades de Gelson.

Hoje e ao contrário do que faria há pouco tempo atrás não consigo que me falem de Gelson sem esboçar um leve sorriso na cara, tal é a admiração que nutro pelo agora Avançado da Briosa. Admiro-o! Gelson é daqueles que é capaz de pôr uma bancada a extase, com uma das suas correrias desenfreadas pelo campo, nunca se cansando de pressionar o adversário, ou numa simples bola que ao comum mortal pode parecer já perdida, para Gelson, aquela é a sua bola, e ele lá vai, sem medo, e enfrentando o cansaço de frente, dessa luta titânica da qual sai sempre vencedor! Seja defesa, médio ou avançado, o brasileiro não diz que não a uma posição que até nem é a sua, nem tão pouco amua se o treinador decidir que naquele dia terá de ficar no banco não podendo assim jogar…

Falo-vos de forma sincera, não entendo como se pode criticar alguém que dá tudo de si em prol do clube que representa, até à completa exaustão, que corre pelo campo como se aquele fosse o último jogo da sua vida, em que o cansaço parece não afectar, porque naquela hora, só a vitória o fará sentir-se feliz no dia seguinte! É isto, é Gelson, é o jogador que eu admiro, e que apesar das limitações técnicas que poderá ter, ao nível do passe principalmente, compensa tudo isso e muito mais, com vontade, com querer, com garra! É destes, é destes jogadores que quero na minha Briosa, que será a de nós todos, jogadores que RESPEITAM A CAMISOLA, que a suam até não mais poderem, que saem da sua posição se for necessário e para os quais o colectivo está sempre, mas mesmo sempre(!) acima de qualquer individualidade.

Sábado, e com o seu golo, Gelson bem que deve ter dado um grito de raiva, um grito que mostrou que não é o “típico jogador que nem na terceira divisão dá nas vistas”, e mostrou a sua qualidade, com uma boa arrancada, e um remate de longe mas bem colocado, foram suficientes para fazer calar muitos dos que tanto o criticavam.

No entanto, admito que não se podem fazer endeusamentos deste jogador, especialmente porque marcou um golo. Apenas vibrar com a sua capacidade de entrega, espírito de equipa e companheirismo, algo que constantemente tem sido vulgarizado por completo.

Tudo isto, porque Gelson é um jogador “Grande”, porque não será fácil ser todos os dias apelidade de ‘O tosco’ ou nomes piores, e continuar a mostrar-se de cabeça erguida e superando constantemente os obstáculos que se opuseram à sua imposição na equipa principal da Académica. Com o passar da segunda volta, é unânime dizer-se que o jogador pode vir a ser peça vital, numa caminhada que se espera … Briosa!

Últimas


Nelo Vingada deverá fazer múltiplas alterações no onze da Briosa que entrará em campo na próxima quarta-feira, ante o Desportivo das Aves em jogo a contar para a Taça de Portugal. Ezequias viu deliberadamente o último cartão amarelo da série de cinco e não será opção para o embate da competição organizada pela Federação Portuguesa de Futebol.

Assim, o treinador dos estudantes deverá dar minutos e ritmo de jogo a elementos menos utilizados como Vítor Vinha, Pedro Silva e Dani. Filipe Teixeira não constituirá, em princípio, opção para o «onze inicial», assim como Zé Castro, que deverá amanhã ser submetido a exames complementares sobre a gravidade da lesão contraída no último jogo da Liga.

FCP pergunta por Elias

Eduardo Joanico, ou Elias – nome de guerra da jovem esperança briosa – que foi homenageado pelo Presidente da Associação Académica, José Eduardo Simões antes do inicio do encontro contra o Paços de Ferreira (bem como o seu treinador o Prof. Rui Silva) teve no pretérito fim de semana, o Futebol Clube do Porto a questionar sobre as condições em que o central estava na Briosa e sobre a possibilidade da transferência do promissor central para os dragões. Esta é uma promessa que a direcção tudo deve fazer para manter nas suas fileiras…

Jogo da Taça no Simplesmente Briosa

Como o dia é de trabalho e as horas mais ainda – não se percebe, sinceramente, a promoção do espectáculo do futebol e da Taça de Portugal a uma «vulgar» Quarta-feira em horário de expediente – o Simplesmente Briosa trará todas as emoções do Desportivo das Aves – Associação Académica de Coimbra em cobertura directa, passo a passo.

Porque uma escapadela à net é bem mais fácil do que uma fuga a caminho da Vila das Aves.

  - Sábado, Fevereiro 04, 2006

Para esta festa,Gel só(n) é melhor que brilhantina!

Académica 3-0 Paços de Ferreira

Durante anos, a brilhantina foi pressuposto para que qualquer jovem, com medianas aspirações de não trocar uns passos de dança consigo mesmo, estivesse activo em qualquer caleidoscópia festa de um liceu da cidade. Contudo, essa «pasta capilar» deixava o dito couro sebento, sem capacidade de se transmutar ou de poder ser moldado consoante os discos tocassem. Hoje, felizmente, existe o Gel de todas as consistências, perfeitamente moldável e bastante mais resistente. Consoante a «dança» do jogo pede, assim Gelson se molda e transforma.Defende e ataca com capacidade. Cada vez mais consistente, o 9 da Briosa pode acalentar legítimas aspirações de firmemente se colar ao lugar de titular na frente de ataque dos estudantes, algo que seria pouco menos que impensável, no início deste campeonato.

A Académica começou o jogo com um 4-4-2 com dois homens moveis na frente – afinal o esquema de dois avançados é possível na Briosa, após a saída de Marcel – com Paulo Adriano jogando mais recuado no lugar habitual de Roberto Brum com N’Doye (na esquerda), Zada (no meio) e Dionattan (descaindo mais para direita). O jogo começou, como em Setúbal, a ser ganho de trás para a frente, pela consistência defensiva do quarteto mais recuado e de mais uma fantástica exibição de Pedro Roma. Os de Paços de Ferreira poderiam ter mesmo entrado no jogo a ganhar, quando aos vinte minutos, o guarda-redes académico fez uma intervenção miraculosa diante de um isolado avançado dos forasteiros. Voltaria a repetir a graça na segunda parte, com mais uma grande defesa. A partir desse momento, demonstraria segurança e aplicação, em todos os lances onde foi chamado a mostrar-se.

Aproveitando bem os espaços, os visitantes obrigaram os de Coimbra a camuflar a sua estratégia de jogo, primeiramente num 4-3-3 (onde se adiantou Dionattan) e posteriormente num 4-5-1 (com o recuo de Gelson para a luta do miolo), sem resultados práticos de monta. Os Briosos estudantes tiveram o controlo de jogo, mas nunca assumiram uma postura definitiva, de ataque incondicional. O advento do jogo de colectivo, voltado para a vitória chegaria no segundo tempo.

Segundo tempo de grande qualidade

De volta dos balneários, os Capas Negras surgiram com uma disponibilidade enorme de assumir as despesas do jogo, de lutar pela vitória incondicionalmente. A aposta de Nelo Vingada, Sarmento, mas especialmente Ezequias (que enorme jogo) abriram o jogo pelos flancos, alargando a frente de ataque e o povoamento de meio de terreno. Os desequilíbrios surgiam em espiral, e Gelson na passada faz um golo de excelente execução técnica. Tanto na desmarcação e na velocidade que imprimiu no lance, como no remate final, aprimorado pelo subtil desvio ao guarda-redes. Estava aberto o activo e o jogo prometia.

Foi hora então de Ezequias brilhar. Abriu a turbina jacto e a enciclopédia das fintas esquisitas e foi vê-lo passar pelos adversários cruzar e rematar. Esteve por duas vezes perto do golo, mas o pé direito, nunca esteve «para aí virado». A defesa demonstrava segurança ( e já lá vão 3 jogos sem sofrer golos) que permitia aos médios, menos talhados para missões defensivas, explanar o seu jogo pelo centro. Brilhou Dionattan e muito perto disso esteve Zada. N’Doye e Paulo Adriano estavam no choque e na recuperação, sendo que o senegalês, nunca enjeitou uma oportunidade para subir a preceito. O segundo golo chegou numa rápida jogada de contra-ataque aos 55 minutos. Exímia movimentação de todos os jogadores e uma óptima circulação de bola que culminou, após desvio de um defesa, no fundo das redes paçenses. As bancadas estavam justamente empolgadas e pediam o golo da confirmação. Esse chegaria por intermédio de Serjão já em período de descontos, após assistência do lesionado Zé Castro, de cabeça, que estoicamente continuava em campo, embora jogando mais adiantado no terreno. Paulo Adriano, cumpria ao lado de Danilo, no eixo da defensiva dos de Coimbra. Final do jogo, estavam conquistados os três pontos e uma importante vitória que vale, também, pela exibição colectiva.

Análise individual dos jogadores:

Pedro Roma – Uma fantástica defesa logo a abrir, outra de dificuldade acima da média um pouco mais tarde e depois espalhou segurança e classe sempre que foi chamado ao jogo. Por mim, e pela vontade de todos os académicos, já tinha carimbado o passaporte para o Mundial.

Sarmento – A cada jogo que passa, nota-se que está mais adaptado à posição e essencialmente à equipa. Ainda denota algumas dificuldades no posicionamento defensivo que são de pronto colmatáveis com a entrega aos lances e ao jogo. Apoiou de forma decisiva o ataque no segundo tempo.

Zé Castro
– Deu segurança ao sector defensivo, demonstrando toda a capacidade que tem. Os passes longos já lhe saem cristalinos, as bolas dos seus pés são plenamente jogáveis. Dois cortes de grande importância em antecipação e uma assistência para golo, quando jogava mais adiantado no terreno… e lesionado. Hoje o «menino» deu lição.

Danilo – Muito seguro e menos faltoso. Demonstra rapidez no processo defensivo e esteve sempre atento a qualquer movimentação atacante. Quando foi necessário, empregou a preceito o uso do «charuto». Prático e eficaz, uma belíssima exibição.

Ezequias – Já na jornada passada havíamos falado na subida de forma do lateral académico. Comprovou e ainda fez mais. Jogou de forma impressionante, especialmente no segundo tempo. A enciclopédia das fintas esquisitas é toda dele. Com um golo, seria o Homem do jogo.

Paulo Adriano – Começou com a bola a queimar nos pés, perdeu alguns lances infantilmente e quase que resvalava para uma má exibição depois dos primeiros assobios. Relançou-se, contudo, e foi um dos que melhor serviu os médios e atacantes em velocidade. Três ou quatro passes delirantes. Em missão de sacrifício jogou os últimos minutos a central cumprindo a preceito.

N’Doye – O gigante senegalês foi um médio todo-o-terreno, embora mais na esquerda, que permitiu a dinâmica do jogo de ataque dos estudantes. Na ânsia de arriscar no passe perdeu alguns lances, mas nunca desmoralizou. Correu, jogou e fez jogar. Permitiu que Dionattan e Zada se preocupassem em transportar jogo.

Zada – Está mais solto e essencialmente mais veloz, embora ainda não tenha sido um desequilibrador de centro de terreno. A bola nos seus pés fica, contudo, mais redonda. Pode com outros argumentos, ganhar o seu espaço na equipa.

Dionattan – É justo dizer que fez o seu melhor jogo pela Briosa esta época. Trata a bola com cuidado, gostando dela em demasia, para a libertar em velocidade. Prefere arrancar, driblar, fintar e depois, sim, decidir. Em forma o brasileiro pode ser importante no futuro. Teve papel fundamental no lance do segundo golo.

Joeano – Lutador, empreendedor, sempre com a baliza nos olhos. Poderia ter marcado a abrir, logo no inicio em lance de habilidade, mas a bola teimou em não entrar. Entende-se às mil maravilhas com Gelson.

Gelson – Por tudo o que dele foi dito e escrito, por ter aberto o caminho para a vitória com um excelente golo, por trabalhar todo o tempo em que esteve em campo merece ser o destaque do jogo, apesar de não gostar especialmente de destaques individuais. Ganhou em lance de insistência um penalty que o arbitro e o fiscal de linha não quiseram assinalar.

Luciano – Está em crescendo e muito do caudal de jogo pelo lado direito foi da sua autoria. O cruzamento para o lance do terceiro golo é seu.

Filipe Teixeira – Entrou (assim como Luciano) quando Nelo Vingada decidiu apostar num jogo rápido de ataque apostado no adiantamento da equipa do Paços de Ferreira. Ele, como é normal, desequilibrou e teve nos pés o 3-0 logo no primeiro toque que deu na bola. Rematou forte, mas por cima.

Serjão – Entrou com mobilidade apreciável e com sentido de baliza. Excelente na recepção de peito, onde desviou um defesa e depois, num remate com um quantum de sorte indispensável em qualquer jogo. Estreou-se a marcar no segundo jogo pela Briosa, o que é sempre um facto positivo,de assinalar.

*Por Embriolado

  - Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006

18.00,certas. É hora «d'a Cabra» tocar


Mancha Negra

Contacto-vos com agrado e passarei a daqui a nada, a explicitar a razão da minha participação, mas queria antes explicar a razão de fazer a minha participação, nas condições em que o faço - anonimamente. Faço-o, sujeito a crítica, bem sei, mas não pretendo ser destrutivo. O que quero é lançar um alerta para que no futuro não sejamos apanhados desprevenidos por acções que a alguns espantarão.

Pertenci durante alguns anos à claque da Académica, Mancha Negra e denoto, nestes últimos tempos, uma «benfiquização» - e quando utilizo a palavra é obviamente no mau sentido - das formas de acção da MN. Não sei se pelas lideranças anteriores terem deixado marcas profundas no espírito da claque que nunca conseguiram ser saradas, se pela falta de apoio aos novos elementos, o que é certo é que o espírito da Mancha, de há uns meses para cá, não é o mesmo. Basta fazer uma viagem e perceber que muitos dos elementos falam mais dos resultados de outros clubes, do que aquele da Académica. Parece que para alguns, perder ou ganhar é igual e que o que vale mesmo é o prazer pessoal da viagem, individualmente falando. Aquele espírito que nos caracterizava há uns anos atrás, está prestes a ser devassado se ninguém puser, e depressa mão nisto.


Começa-se já a falar de grupos organizados, que nem à bola vão, e que preferem o final da partida e o sair das equipas adversárias, para então começar a «sua festa privada». O espírito de irreverência, tragi-comédia e bebedeira saudável, parece estar perto do fim. Ainda estamos a tempo de agarrar o que realmente interessa de conservar, numa das mais míticas claques portuguesas, por agora, imune às críticas que usualmente se fazem às claques de apoio, na sua generalidade. Mas temo, sinceramente, que tal situação mude. Temo que daqui por uns meses estejamos a falar de assuntos acessórios ao espírito da Mancha e também da Académica. Ainda mais porque há muita gente que sofreu (e sofre), tanto animicamente, como no corpo! Ainda há tempo para salvaguardar o espírito ultra. Quanto às formas de isso acontecer…deixo a quem quiser debater.

Não sei se a descaracterização de um (o clube), poderá estar a levar à descaracterização da outra ( a claque). Mas que me preocupa muito, preocupa.

Um abraço Ultra.

Enviada por Anónimo*

* Decidimos pela publicação anónima desta carta, porque não é gratuitamente ofensiva, ou pretende de alguma forma promover o insulto encapotado pela força do anonimato. Pomove apenas, na nossa óptica, a discussão do tema em questão.

JÁ!

«Apelo aos adeptos, às claques, a toda a massa associativa para que façam sentir o peso do seu entusiasmo, como sempre o têm feito, mas em termos quantitativos ainda com maior expressividade, para que a equipa se sinta apoiada e empurrada para a vitória».

Prof Nelo Vingada, treinador da Briosa, dois dias antes do importante embate no Estádio Cidade de Coimbra, ante o Paços de Ferreira.




Pedido ao qual, ninguém pode negar. Até porque o olhar é ameaçador.

  - Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006

A Académica pode ser campeã!

Esta garantia é dada pelo presidente do Vitória de Guimarães que na apresentação do seu ultimo reforço, afirmou que o seu vitória ainda pode chegar à Taça UEFA.
Logo, o raciocínio é simples, dada a diferença pontual entre a Briosa e os minhotos da cidade berço podemos afirmar que: se eles podem chegar à Taça UEFA, a Briosa pode seguramente ser campeã ou num cenário menos favorável ir à Liga dos Campeões.

Há um ditado que diz: "O pior cego é aquele que não quer ver!!!"

E a olhar para a tabela classificativa, o plantel do V.Guimarães e as exibições que tem feito, o sr.Vitor Magalhães com todo o respeito que uma pessoa de bem merece, que me desculpe mas, eu não acredito.

Melhor jogador do Ano para os Adeptos

Filipe Teixeira ainda na liderança


Perderá, certamente, o primeiro lugar depois da votação ante o jogo conta o Vitória de Setúbal, no estádio do Bonfim, mas o português da Briosa é ainda o comandante por escassa margem desta votação, após quase dois milhares de votos contados, desde o início do passatempo!

Curiosa é a subida de Gelson, que amealhou pontos positivos nestes dois últimos jogos. Hugo Alcântara, Ezequias e Nuno Luís fizeram o mesmo trajecto ascendente, mas o mesmo não se pode dizer de Nuno Piloto, Paulo Adriano e Luciano. Que os próximos jogos lhes tragam notas que lhe permitam subir na classificação, é o que todos os académicos, certamente desejam.

Na tabela continuam ainda Marcel (nos lugares cimeiros) e Lira.


1º - Filipe Teixeira – 35.99 pontos de média
2º- Roberto Brum – 35.28
3º- Zé Castro – 34.39
4º- Luciano – 33.98
5º - Pedro Roma – 32.69
6º - Marcel – 32.17
7º - Nuno Piloto – 31.01
8º - Paulo Adriano – 29.09
9º- Hugo Alcântara – 28.93
10º - Nuno Luís – 28.45
11º – Joeano -26.03
12º - Ezequias – 25.87
13º - Danilo – 24.30
14º - Pedro Silva – 21.07
15º- Dionattan – 21.07
16º - Gelson- 18.01
17º- Fernando- 17.24
18º- Zada – 15.81
19º- Lira- 15.74
20º - Sarmento – 2.77


Jogadores da Académica ante o Vitória de Setúbal:

Pedro Roma
Ezequias
Danilo
Zé Castro
Sarmento
Brum
N’Doye
Nuno Piloto
Zada
Gelson
Joeano

Suplentes utilizados:

Luciano
Serjão
Hugo Alcântara

  - Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006

Vitor Vinha na selecção

Simplesmente Briosa
O Treinador Nacional, Rui Caçador, divulgou hoje a lista de convocados para o estágio de preparação que irá decorrer no centro de Estágios e Formação Desportiva de Rio Maior, nos dias 6 e 7 de Fevereiro de 2006. Vitor Vinha, internacional sub-17 e sub-19 vai pela sua primeira vez ser internacional sub-20, algo que segundo declarações ao Site Oficial do clube o deixa extremamente satisfeito.
O nº 18 da Briosa diz estar “ feliz pelo regresso à selecção. Depois da passagem pelos sub-17 e pelos sub-19 é com muito agrado que vejo reconhecido o meu valor e me é dada a oportunidade continuar o meu percurso na Selecção. Vou continuar a trabalhar para merecer mais convocatórias.” .
Num período de tempo que tem sido fértil em boas noticias quer pelas camadas mais jovens quer pelas mais experientes, temos a cada dia que passa mais uma razão – como se já não fossem poucas – para nos orgulharmos do emblema a que pertencemos, uma vez que também o médio centro estuda Ciências do Desporto em Coimbra.
Felicidade Vítor Vinha!

Briosómilhões

Académica - Paços de Ferreira
Tótó-bola:
Fura Redes:
Espaço Maya:

Eduardo é Internacional!


Lançou ontem o site oficial, um cumprimento especial ao atleta Eduardo Joanico, central juvenil da Briosa pela sua primeira internacionalização sub-17 ante a Itália. Quem acompanha, mesmo de forma moderada, os jogos dos juvenis, logo percebe que todo o jogo deste escalão de formação, está assente numa grande capacidade defensiva, na capacidade de entreajuda de todos os elementos que a constituem, e nos princípios de jogo que o Prof. Rui Silva sabiamente implantou. É uma equipa que vale pelo colectivo, que esteve, recorde-se, grande parte da temporada sem sofrer golos e que disputa os lugares cimeiros da classificação do campeonato nacional da sua categoria. Mas no conjunto destacam-se, obviamente, alguns dos seus elementos componentes. Os laterais são de grande qualidade, e a primeira linha de defesa de meio-terreno é de muita valia. Mas a fortaleza, que permite outras correrias lá mais para a frente, está nos dois jovens que compõe o centro da defesa. Se hoje estamos a dar os parabéns ao promissor Eduardo pela sua primeira internacionalização, será justo pensar que outros, desta equipa, se seguirão.

Rui Silva, um dos obreiros desta internacionalização, comentava no espaço oficial: «a internacionalização do Eduardo é merecida, é mais um sinal do bom trabalho que temos desenvolvido na formação, representa um incentivo para os colegas de equipa e é motivo de orgulho para a Instituição».

O central estreou-se aos 52 minutos, na equipa de António Violante, num jogo que acabou empatado a 2 golos.

Aos académicos, pede-se, apoio. Nem que seja por umas horas, ao principio da manhã de Domingo. À direcção pede-se que consiga, a todo custo, manter estes atletas da formação até à fase última da escalada enquanto jogadores de futebol. Queremos ver este e outros rapazes, com o emblema académico ao peito, no Estádio Cidade de Coimbra, jogando pelos seniores!