A mobilização avança a paços largos, e nada nem ninguém irá parar este tsunami Académico que aumenta a cada dia que passa. No entanto, há sempre aquelas pessoas que por esta ou aquela razão não poderão levar o carro, mas querem ajudar a Académica nesta etapa tão decisiva para a nossa classificação final. É por isso que pedimos que se disponibilizem, aqueles que têm carro, anunciem isso na caixa de comentários para os outros também poderem ir e tornar-mos o jogo numa autêntica festa onde se espera que apesar de ser na Amadora, sermos nós a jogar "em casa", passe a contradição.
.
Sabemos que há quem se disponibilize a dar boleia, como tal, a caixa de comentários está aberta! Claro que quem for à boleia terá a obrigação moral de assumir metade da despesa adjacente à deslocação... mas por certo compensará! Não se pense sou mais uma gota e não faço falta mas antes, sou a gota que se vai juntar a esta enorme onda de apoio à Briosa, não falte!
.
Nota: quem estiver disponível, é favor dizer quantos lugares terá disponiveis para que tudo seja combinado devidamente.
«Alguns adeptos sugeriram e os blogues difundiram: que tal uma viagem de apoio, em caravana, desde o hotel que albergará a equipa da Académica até ao estádio do Estrela da Amadora? A ideia terá entusiasmado a maior parte dos que sentem o clube de Coimbra e, como os bilhetes se vendem pelo sistema de pague um e leve dois, o número de participantes aumenta de dia para dia. Quem quiser aderir só precisa de comprar o ingresso (cartão jovem a 15 euros, bancada superior Norte a 20, lateral Norte a 25 e central a 30) nas bilheteiras do estádio do Estrela e anotar na agenda a hora, 14 em ponto, de saída do hotel Riviera, em Carcavelos.»
In Jornal o Jogo - Edição de hoje.
«O clube de Coimbra prepara uma iniciativa de apoio à equipa, prevendo-se que um grupo de adeptos acompanhe os jogadores desde o Hotel Rivera, em Carcavelos, até ao Estádio José Gomes.»
Data: Quarta-feira, 29 Marco de 2006 - 20:53
In Record online
Poís é, já está em marcha e parece agora consolidado, este «buzinão de apoio». É fundamental que o máximo de académicos participam neste acto simbólico de apoio à equipa. Será um acto de sublinhada consciência académica,uma demonstração clara (que se espera ruidosa) da presença dos adeptos.
É fundamental que todos estejamos, pelo menos presentes. A importância da iniciativa e o seu resultado prático servirão para que nos juntemos e reavivemos míticas formas de apoio que o ideal académico foi tendo ao longo dos tempos. Se formos poucos redobraremos o barulho. Se formos muitos faremos baulho redobrado!
Este é um sinal claro de que a Instituição vive e pulsa de forma intensa. Os adeptos que realmente se interessam positivamente pela vida académica participarão sem regatear nada em troca. Apenas a vontade de demonstração de paixão a uma causa. Este é sem sombra de dúvida, um acto de paixão. Vamos todos participar! Força Briosa!
Nota - Dentro em breve disponibilizaremos uma lista com os carros que podem ainda levar académicos desde Coimbra até Lisboa e os lugares vagos que cada um terá. Precisamos de saber, pois, quem não tem veículo e que deseja participar! Vamos lá acordar, pessoal!
Entretanto, um grupo de sócios da Académica está a promover uma onda de apoio à equipa na Reboleira. A informação circula via email e pretende a concentração de adeptos no hotel da Briosa antes do jogo, para iniciar uma caravana que acompanhará o autocarro estudantil até ao terreno do E. Amadora.
In «As Beiras» - Edição de Hoje
Começou com uma ideia de um grupo de amigos, que se junta ciberneticamente à mesa do computador para discutir a Académica, de forma positiva. O processo que começou com uma ou duas mensagens acaba agora por se alastrar e, parece-me necessário que não se extinga, pelo menos sem tentarmos algo para o concretizar. Temos de arranjar forma de actuação. Temos de nos organizar e se possível – e se essa for a sua vontade – juntarmo-nos ao grupo dos Académicos, e da Casa da Académica de Lisboa. Através de comentário tentaremos estabelecer as premissas, o modo de operar e quem está ou não disposto a entrar neste nova «nave dos loucos».
Porque isto é «fazer Académica»,repito, de forma louca e positiva. Vamos lá a organizarmo-nos!
Segundo a edição do Jornal de Noticias de hoje, o antigo treinador sadino Norton de Matos poderá ser o principal alvo da direcção da Briosa para substituir Nelo Vingada no final da presente temporada, numa lista da qual também José Peseiro faz parte.
.
Nem de uma parte nem da outra, ninguém confirma os contactos, no entanto o treinador diz: "a Académica é uma das equipas que qualquer treinador gostaria de orientar".
Paulo Adriano, que domingo substitui o defesa central Zé Castro frente ao FC Porto, contraiu uma rotura parcial do ligamento lateral interno do joelho esquerdo e deve parar durante duas ou três semanas. Segundo disse hoje o médico da Académica José Barros, o médio não terá de ser operado, enquanto a lesão de Zé Castro é de menor gravidade e o central deve ser recuperável para o jogo da 29ª jornada da Liga com o Estrela da Amadora, domingo na Reboleira. Zé Castro foi substituído por Paulo Adriano ainda na primeira parte do jogo em casa com o FC Porto e hoje falhou a presença no estágio da selecção de Sub-21, em Rio Maior, por ter contraído uma ligeira contractura na coxa direita. O médio brasileiro Dionattan, que falhou o jogo com os portistas após ter sofrido um estiramento do ligamento lateral externo em Guimarães, e submeteu-se ontem a uma ressonância magnética ao joelho esquerdo. O defesa central brasileiro Danilo continua em recuperação da rotura na face posterior da coxa esquerda e o médio Sarmento recupera de uma mialgia (dores musculares). Quanto Nuno Luís, a recuperação à intervenção cirúrgica ao menisco prevê-se prolongada, pelo que o defesa direito não regressa até ao final desta temporada.
Apesar da escassa margem para Filipe Teixeira, Roberto Brum continua na liderança da tabela do Melhor Jogador do Ano para os Adeptos. Pela segunda semana consecutiva, após ter destronado o anterior líder.
De realçar as subidas na classificação de Pedro Silva e Hugo Alcântara e as excelentes pontuações de Vítor Vinha.
Dani conseguiu obter uma confortável margem positiva, nos jogos em que foi titular.
1º - Roberto Brum 53.02 pontos de média 2º - F. Teixeira 52.53 3º - Pedro Roma 48.32 4º - Zé Castro 44.46 5º - H Alcântara 41.92 6º - Luciano 40.35 7º- Nuno Piloto 37.07 8º- Joeano 36.81 9º- Ezequias 35.07 10º- Danilo 34.17 11º - Dionattan 33.37 12º- Marcel 32.17 13º- P Adriano 32.09 14º - Gelson 29.29 15º - P Silva 28.67 16º- N Luís 28.45 17º - Fernando 19.24 18º - Zada 15.81 19º - Lira 15.74 20º - Sarmento 14.77 21º - Serjão 11.62 22º - Vítor Vinha 7.47 23º - Dani 3.20
Votação ACADÉMICA – FCP
Dani – Pedro Silva – Hugo Alcântara – Zé Castro – Vítor Vinha – Ezequias – Roberto Brum – Filipe Teixeira – Nuno Piloto – Joeano – Gelson –
Devido aos habituais problemas técnicos do site, não foi possível colocar a cábula em tempo real. Mas de qualquer maneira aqui fica ela actualizada e válida até ao inicio da ronda 29.
Com a derrota do Penafiel frente ao Sporting, deixou de ser matematicamente possível à equipa presidida por António Oliveira de se manter no escalão maior do futebol português. Enquanto que o Vit.Setubal já terá praticamente garantida a manutenção, visto já ultrapassar a barreira psicológica dos 40 pontos. Esta jornada apesar do resultado negativo da Briosa, é a primeira equipa a despedir-se de jogos perante os ditos "3 grandes", o que não significa que seja passeio até ao fim.
Enquanto descíamos as escadas do Cidade de Coimbra falando dos principais lances da partida de hoje, das incidências, da belíssima exibição de colectivo da AAC, da entrega e disponibilidade táctica dos jogadores académicos, ao mesmo tempo, ecoavam «Briosas» em espiral, nos acessos de caracol do Estádio. Não sendo, claramente, vozes da Mancha Negra – essas mais calejadas pela ingestão de malte de cevada – apenas poderiam ser da miudagem que se espalhava pela bancada do «topo das piscinas». Apressámo-nos até à saída e de facto eram eles. Miúdos de palmo e meio, de escolas, da Associação Acreditar, saindo do ECC gritando na plenitude das forças dos seus pequenotes pulmões, pelo nome da minha Associação. São muitos deles miúdos com histórias de vida de gente graúda, carregada de superação de sofrimento físico e psicológico causado pela doença. Hoje esqueceram todas as partidas que a vida lhes pregou, enganaram o destino por umas horas e gritaram bem alto, mesmo quando todo o estádio dormitava em silêncio, o nome da nossa Académica. Foi nesses momentos que vencemos! Há tempo para as vitórias da manutenção. Hoje foi outro tipo de vitória, desportivamente nula, é certo, mas muito importante do ponto de vista humano.
Independentemente do resultado, da exibição, das contingências do jogo, esta foi uma noite de vitória. Os putos já sabem quem é a Briosa. E mais que isso, merecem-na!
Quanto ao jogo é bom dize-lo, a Académica mostrou-se tacticamente perfeita. O desdobramento no ataque não foi bem conseguido, mas a manta foi hoje algo curta. A equipa acompanhou sempre a bola, quebrando as linhas de futebol de posse de bola que o Futebol Clube do Porto tanto aprecia, mas nunca conseguiu jogar suficientemente rápido (no capítulo do passe), nem com suficiente ponta de sorte (nas acções de um para um em ataque) para poder marcar um golo. Controlava os aspectos de jogo que eram necessários aos seus intentos, mas chegar mais à frente foi sempre um problema. As principais unidades de ataque dos do norte foram aniquiladas, com os laterais, (Pedro e Vinha) Hugo Alcântara e Zé Castro em óptimo plano. Roberto Bum colou mais aos da defesa, e Filipe Teixeira e Ezequias tentavam carrear jogo para a frente servindo, muitas vezes em jogo directo Joeano. O primeiro tempo foi feito, pois, de equilíbrios e compensações com a táctica a superar sempre o génio de qualquer jogador que pisou o terreno de jogo.
Lesão de Zé Castro impede parcialmente o empate
Zé Castro saiu lesionado depois de um lance mais duro com um avançado portista oriundo das Africas mais a Sul e o melhor sector dos Capas Negras viu-se condicionado. Não que Paulo Adriano tenha entrado mal para a posição de central, mas a dupla Hugo e Zé, estava muitíssimo forte no jogo. Demasiadamente forte para um ser a posição colmatada por um jogador com uma menor rotina de lugar.
Segunda parte, o golo e a chave do jogo
O Futebol Clube do Porto entrou decidido a empurrar os briosos para o seu último reduto, actuava bastas vezes com dois defesas e uma ala esquerda defensiva desprotegida. O lance do golo surge em fase crucial. A chave do jogo para os estudantes estava claramente em tentar obrigar os adversários a fechar com dois jogadores do lado esquerdo, ou a morrer com a entrada de Luciano e as investidas de Pedro. O golo surge no momento em que se preparava já a substituição que obrigaria ao reposicionamento portista. Chegou, infelizmente tarde, a troca do ala direito por Nuno Piloto. Até ao final os pretos tentaram encostar os seus oponentes ao último reduto, mas nada de produtivo (leia-se golos) acabou por resultar das finais investidas de ataque.
Análise Individual dos Jogadores:
Dani – Bastante seguro, foi batido no inevitável lance, por um pontapé indefensável. Seguro nas saídas a cruzamentos, falhou apenas por uma vez na segunda parte, mas emendou a mão, literalmente, para colmatar a própria falha.
Pedro Silva – Não é mágico, esse é o outro, mas ele ( e os seus companheiros, diga-se) fizeram desaparecer o ilusionista adversário. Sempre atento, rodando para a linha da bola, concedendo propositadamente espaços que depois, ou recuperava com relativa facilidade, ou se transformavam em pontos de contacto facilitados com os centrais. Mais uma exibição de belíssimo nível.
Zé Castro – A infelicidade da lesão levou a acertos que acabaram por ser decisivos. Enquanto em campo esteve bem, apenas um lance na dividida com avançado portista que perdeu, embora a bola saísse sem perigo.
Hugo Alcântara – Uma notável exibição do central académico, que apenas chegou tarde à dobra de marcação, na ajuda a Paulo Adriano no lance do golo. Um jogo limpíssimo contra uma panóplia vastíssima de adversários com diferentes argumentos. Limpou sempre os cruzamentos que saíam rasteiros do lado esquerdo e deu sempre jogável.
Vítor Vinha – Muitíssimo bem, mesmo quando apanhou o «diabrete» pela frente. É pendular e sabe exactamente qual a sua missão em campo. Um jogo inteligentíssimo do agora defesa esquerdo dos capas negras, que nunca virou a cara à luta. No final do jogo o cansaço reflectiu-se na sua forma de actuar.
Roberto Brum – Exibição mais discreta, mas de luta. Apareceu pela fogosidade atacante dos adversários muito colado aos centrais, impedido de jogar e transportar jogo para a frente. Não comprometeu nunca e foi um dos expoentes defensivos dos Briosos.
Ezequias – A actuar pela esquerda, faltou-lhe sempre a flexão para o centro de terreno que tão bem executa (com posterior remate). Poderia ter sido decisivo, mas a sua margem de actuação foi sempre demasiadamente curta, cingindo-se a missões defensivas.
Nuno Piloto – Discreto no jogo, preocupado a defender por dentro e a atacar pela direita. Foi dele o remate mais perigoso dos de negro, mas faltou-lhe um pouco de força para no remate de ressaca impelir velocidade suficiente à bola. Ainda se nota, contudo, alguma insegurança de jogo, certamente ultrapassável pelo «factor estabilidade».
Gelson – Tão depressa jogava a médio defensivo, como partia para as posições de ataque onde poderia, logo nos primeiros minutos ter marcado um golo em lance de antecipação. Um jogo de esforço e abnegação.
Joeano – Lutou bravamente, mas sozinho. Muito mérito para um avançado, que apesar de estar entregue a uma luta desigual, nunca voltou a face ao trabalho de desgaste.
Suplentes utilizados
Paulo Adriano – Sem rotina de lugar suficiente, apesar de já ter jogado quer na pré-época, quer no campeonato na posição de defesa central, rubricou ainda assim, uma exibição que se pode considerar positiva pelas condicionantes.
N’Doye – Procurou qualquer coisa, que vai certamente achar, num dos próximos jogos. Para já, ainda lhe falta ritmo.
Luciano – Entrou, poderia ter sido a chave do jogo, mas o tempo e as condicionantes do jogo estiveram contra o ala brasileiro. Apesar disso, não virou nunca a cara à luta.
Declarações:
Professor Nelo Vingada:
«Jogo empolgante, não muito bem jogado, porque as circunstâncias era difíceis. A Académica não deu muitas veleidades ao F.C. Porto, que tem outros argumentos, dominou o jogo mas não teve grandes oportunidades. Se este resultado terminasse zero a zero, tenho a certeza que a imprensa elogiaria a postura da Académica. Terá faltado um pouco de atrevimento nas transições defesa-ataque, para aproveitar os espaços que o F.C. Porto concedeu. Aceito o resultado, num jogo sem casos. Se a Académica mantiver este nível, vai somar os pontos necessários para sair daquela molhada».
«Não estou resignado, não há razão para isso. Estou sim orgulhoso pela forma como nos batemos, por termos mostrado futebol e organização. O F.C. Porto teve uma oportunidade na primeira parte e esta na segunda. Mereceu ganhar. Mas a jogar com esta organização vamos atingir os nossos objectivos.»
Pedro Silva:
«Os primeiros jogos foram difíceis para mim, mas estou a melhorar, a adaptar-me bem e quero ajudar a Académica a conseguir os seus objectivos. Tivemos uma falha que não podia acontecer no golo do F.C. Porto. A saída do Zé Castro acabou por nos prejudicar, porque o Paulo (ndr. Adriano) não é defesa. O F.C. Porto tem uma excelente equipa, é o líder do campeonato e acabou por vencer bem. O Ricardo Quaresma é um excelente jogador, já sabia, e tentei não lhe dar espaços, mas ele conseguiu soltar-se algumas vezes.»
Nuno Piloto:
«Cumpri com o que me foi pedido, mas faltou-nos sair com maior acutilância para o ataque e criar mais problemas ao F.C. Porto. Numa fase mais tardia do jogo, o F.C. Porto conseguiu finalmente marcar e organizar-se de forma a não permitir a nossa resposta. Em termos defensivos, penso que estivemos bem, fora o lance do golo. Tive uma boa oportunidade, mas faltou força no remate para bater o Hélton. Vai ser uma luta tremenda até ao fim, pela manutenção, mas esperamos somar os pontos necessários o mais rápido possível, para evitar a despromoção. O empate não ficava mal, mas acaba por se aceitar o resultado, porque o F.C. Porto acabou por controlar o jogo.»
Hoje acordei com uma pequena curiosidade: Será que a nossa BRIOSA é a unica equipa a actuar nos escalões principais da Europa que tem o equipamento principal todo preto?
Já andei a pesquisar em vários sites, perguntei a alguns conhecidos, e ninguém se lembra de outra equipa sem ser mesmo a nossa ACADÉMICA. Caso vocês saibam de alguma, digam!!!
O treinador da Académica, Nelo Vingada, afirmou hoje que só uma equipa guerreira poderá travar o FC Porto, líder da Liga portuguesa de futebol, e aspirar a vencer o jogo de domingo, em Coimbra, da 28ª jornada.
"Queremos ser guerreiros para contrariar o favoritismo do FC Porto. A nossa equipa vale pelo colectivo e os nossos jogadores terão que valer por dois para segurar Quaresma, McCarthy, Lucho, Adriano e companhia", salientou Nelo Vingada, salientando os pontos fortes do adversário.
O técnico começou por realçar o carácter crucial da partida para os dois lados: para os nortenhos, a afirmação da liderança no campeonato e, para a Académica, a importância de um bom resultado que permita contribuir para se afastar da mais da zona de despromoção.
Nelo Vingada afirmou que a derrota na primeira volta por 5-1, no Estádio do Dragão, "fica apenas para a história"e não reflecte o valor da equipa dos "estudantes", que no domingo terão de anular as "peças" essenciais do adversário e ser, a espaços, atrevidos na área contrária".
Reconheceu, no entanto, que o FC Porto de hoje, que lidera o campeonato, com 60 pontos, e acabou de garantir presença na final da Taça de Portugal, é mais difícil de contrariar, "devido aos bons resultados alcançados e à sua dinâmica de jogo".
"Estamos a viver um momento de pressão, porque precisamos de pontos para alcançar o mais depressa possível a manutenção. O empate contra o FC Porto já é um bom resultado, tal como na época passada, mas como em todos os jogos a nossa aspiração é a vitória", frisou o técnico.
Nelo Vingada confirmou, entretanto, que os defesas Zé Castro e Pedro Silva, bem como o médio senegalês N'Doye estarão aptos para defrontar o FC Porto no estádio Cidade de Coimbra (18:30). Os defesas, que sofriam de dores musculares, e o médio ofensivo, que se lesionara no joelho esquerdo durante o jogo contra a sua ex-equipa, o Penafiel, há duas semanas, são recuperáveis para domingo e podem constituir opção.
N'Doye, que marcou na época passada contra o FC Porto pelo Estoril, afirmou sentir-se bem e quer repetir a dose: "Quero marcar e ganhar", afirmou após o treino.
Ao invés, são quatro os lesionados que não poderão dar o seu contributo contra o FC Porto: o lateral direito Nuno Luís, a recuperar de uma operação ao menisco, o médio Dionattan, a recuperar de um estiramento do ligamento lateral externo, o médio Sarmento, com pubalgia, e o defesa central Danilo, a recuperar de uma rotura na face posterior da coxa esquerda.
Outro problema será a escolha de guarda-redes. Nelo Vingada poderá manter o espanhol Dani ou fazer regressar o "velho" titular da primeira volta, Pedro Roma, que já não é chamado desde o jogo contra o Sporting, em Fevereiro, na 24ª jornada, no qual foi expulso por agressão a Liedson.
"Já escolhi o guarda-redes para domingo. Só vos posso dizer que será um dos três", sentenciou Nelo Vingada.
E os 18 convocados são:
Guarda-Redes: 12 Dani 24 Pedro Roma
Defesas: 4 Ezequias 5 Hugo Alcântara 13 Zé Castro 16 Pedro 18 Vítor Vinha
Médios: 14 Filipe Teixeira 19 Paulo Adriano 28 Nuno Piloto 30 Andrade 78 N’Doye 88 Roberto Brum
Já passou meio século, estávamos na década de 50, quando a Académica era de facto uma senhora. Pelo respeito que impunha pelos campos onde passava, espalhando classe, com jogadores como Torres ou Bentes, aos de Coimbra encantavam multidões, cativando em massa dezenas ou centenas de pessoas que ainda hoje muitas delas não conseguirão ficar indiferentes ao que dizem também ser a sua Briosa.
.
É por isto que a Académica em colaboração com a TBZ está a tentar trazer de volta algumas das coisas que nos façam recordar tão briosos momentos. Uma camisola, tentando imitar ao máximo aquela que Mário Wilson e outros envergaram no principio da década de 50, quando recorde-se a Académica foi a uma final da Taça de Portugal.
.
A edição é limitada, e tem um preço de 30€ pelo que para os interessados basta dirigirem-se à loja da Académica no Pavilhão Jorge Anjinho ou em dias de jogos, à loja da TBZ no Estádio Cidade de Coimbra.
A eventual inscrição irregular do avançado Mateus do Gil Vicente na partida com a Académica, relativa à 23.ª jornada, foi alvo de protesto pela Briosa. A derrota no campo (4-3) pode agora… resultar em três pontos.
No passado dia 19 de Fevereiro, a Académica deslocou-se até Barcelos para defrontar o Gil Vicente, num encontro referente à 23.ª jornada da Liga Betandwin.com, tendo perdido por 4-3. Até aqui, nada de anormal. A questão é que na ficha do clube de Barcelos estava incluído o angolano Mateus, contratado semanas antes ao Lixa pelo clube minhoto e que, curiosamente, até marcou na partida em questão, mas que podia ter a sua situação por regularizar, uma vez que de acordo com os regulamentos desportivos o futebolista só podia estabelecer contrato de profissional no final desta temporada, o que não veio a acontecer.
. Inicialmente, a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga Portuguesa de Futebol Profissional impediram que o número 11 gilista jogasse, mas uma providência cautelar possibilitou ao técnico Ulisses Morais (agora no Marítimo) utilizar Mateus em quatro desafios (V. Setúbal, Paços de Ferreira, Académica e Boavista) do escalão maior do futebol português. No entanto, na véspera da visita ao Alvalade XXI, em virtude da providência cautelar ter sido levantada, os dois principais organismos do futebol português voltaram a impedir que o ex-Lixa actuasse, o que motivou, numa primeira fase, o protesto por parte do V. Setúbal (foi goleado por 5-0 com Mateus também a facturar) e, na pretérita sexta-feira, foi a vez da Briosa. De resto, o pedido estudantil já teve resposta por parte da Liga que abriu um processo de inquérito para «averiguar da eventual conformidade regulamentar e relevância disciplinar da utilização em competição e das condutas conducentes ao registo provisório, obtido através do recurso à via judicial, do contrato de trabalho desportivo celebrado entre o Gil Vicente Futebol Clube e o jogador Mateus Galiano da Costa», conforme se pode ler num comunicado.
Trinta dias respeitados
O responsável pelo departamento jurídico da Académica, Ricardo Guedes Costa, lembra que o emblema de Coimbra enviou a participação para a LPFP antes de findarem os necessários 30 dias para a homologação dos resultados, pelo que caso se verifique que houve irregularidade, o Gil Vicente será punido com uma derrota, revertendo os três pontos para a Briosa . Caso o referido prazo não tivesse sido respeitado, o Gil seria castigado, mas os três pontos já não vinham para a cidade do Mondego.
Esta é a novidade (a não homologação do resultado) trazida a debate, neste momento. A restante notícia havia sido já colocada pelo Simplesmente Briosa e jornal «O Jogo» há umas semanas atrás.
A Briosa é o terceiro clube que mais atletas inscreve na lista de presenças do estágio da Selecção Sub-21 portuguesa. A convocatória de Agostinho Oliveira saiu há poucas horas e se a presença de Zé Castro é já habitual, a do jovem médio (adaptado a defesa esquerdo por Nelo Vingada esta época) Vítor Vinha foi uma agradável surpresa para as hostes académicas.
O estágio realizar-se pelos dias 27 e 28 de Março no Complexo desportivo de Rio Maior, que regra geral alberga as concentrações das selecções de futuro.
Faltou Zada, que chegará hoje ao fim do dia ao Brasil, mas faltou igualmente mais de meia equipa da Briosa. A chuva marcou a segunda sessão da tarde de treino dos estudantes,composta essencialmente por exercícios físicos e de recuperação activa.
Descontracção, «futvolei» e algumas correrias fizeram com que o treino se aligeirasse e fosse apenas um complemento de recuperação do trabalho da manhã – esta foi uma sessão de treino físico bidiário.
A gestão do plantel está a ser feita com rigor, permitindo a recuperação plena de todos os jogadores. Trabalho sério, com bola, apenas para os guarda-redes que lutam saudavelmente por uma posição de destaque na briosa baliza. Dani, Pedro Roma e Eduardo foram os que mais intensamente estiveram sujeitos a intensidade de trabalho redobrada, sob o comando atento do treinador Luís Matos. Sob um clima de saudavel companheirismo, diga-se.
Joeano: «Não há equipas invencíveis» Porque equipa invencível é apenas a nossa, todas as outras são passíveis de serem derrotadas. Verdade de La Palisse, que Joeano com os seus golos, seus pares com o contributo no jogo e os adeptos da Briosa, com o seu apoio incondicional à equipa, terão apenas de confirmar.
«Não há equipas invencíveis, nem o Barcelona com um orçamento milionário, consegue vencer todos os seus jogos. Nessa perspectiva, e como a Académica manda na sua casa, a equipa está preparada para vencer o FC Porto». Joeano considera o seu regresso, quase como «inexplicável», mas acredita no potencial de luta da equipa. Afirma-se «feliz pelo meu reaparecimento depois de ter passado por momentos complicados».
O médio ofensivo Zada, contratado ao Santa Cruz -do Brasil - no início da temporada, está prestes a deixar Coimbra para voltar ao seu clube de origem, onde tantas saudades deixou desde que partiu. Zada estava referenciado como um polivalente do meio campo, onde poderia colmatar eventuais falhas tornando-se assim um jogador útil ao treinador Nelo Vingada. Acontece que a sua adaptação não foi das mais fáceis, e apesar de ainda ter feito alguns jogos a titular, encontra-se de momento de "malas feitas" para Santa Cruz, e ao que se sabe, ter-se-á desvinculado no passado Domingo da Briosa, e chega ao clube brasileiro na próxima quinta-feira. . Para onde quer que vás, e porque representaste as nossas cores, boa sorte Zada!
Acabou a época para Nuno Luís. Esta é uma informação que se confirmará, infelizmente, de jornada em jornada, até ao final do campeonato. Está ausência forçada do sub-capitão académico é devido a uma lesão do menisco que obrigou o jogador a uma intervenção cirúrgica há pouco menos de duas semanas.
O defesa lesionou-se no jogo com o Benfica da 18ª jornada no menisco do joelho esquerdo e foi, agora, por impossibilidade de recurso a qualquer outra forma de recuperação fisiatra, sujeito à tal intervenção cirúrgica.
N’Doye está apto
Quem veremos já no primeiro treino da semana a treinar com os companheiros será N’Doye. O médio senegalês que sofreu uma entorse no joelho (sem muita gravidade) no jogo com o Penafiel, é já opção para o importante embate da próxima jornada.
Dionattan reavaliado
Como havíamos dito, Dionattan será hoje reavaliado para se perceber da extensão da lesão do médio brasileiro. Depois das excelentes exibições das últimas jornadas, esta lesão complica a afirmação do jogador na equipa e na Liga portuguesa.
Vitória Guimarães VS Académica -Sempre um duelo diferente
.
Por mais anos que recuemos no tempo, não chegaremos com certeza a nenhum espaço temporal em que as rivalidades não existissem e que não fossem por vezes cometidos excessos na defesa de cada um. Se nos povos pré-históricos se lutava por animais que serviriam de alimento, e nos dias de hoje se luta intensamente por um outro "alimento", também no futebol a luta pela sobrevivência, e mais do que isso, por uma superioridade, que por vezes leva a que sejam cometidos excessos. E qual a melhor altura para dissertar acerca do assunto, senão depois de um sempre emotivo Guimarães-Académica?
.
É hoje um assunto em voga na sociedade este das claques, ao ponto de já se questionar o beneficio ou malefício que estas trazem ao futebol, os cânticos que embalam as equipas, ou simplesmente a dedicação e amor ao clube demonstrados por estas minuto a minuto, jogo a jogo, temporada a temporada, sempre atrás da sua religião. Não será novidade para ninguém, que existem milhares e milhares espalhados por este mundo fora - e quantos já perderam a vida em viagens atrás do seu clube - que põem acima de tudo e todos, mesmo os que lhe são mais próximos, e que são capazes de tirar de si próprios para - como se de um filho se tratasse - entregarem-se de corpo e alma a seus emblemas. Não será então por aqui que aparece o lado negro das claques, mas antes na questão da mentalidade, algo que nos dias de hoje não é exclusivo das claques mas antes da sociedade dos nosso tempos, a cada dia que passa com uma crescente falta de valores e princípios, e que se reflecte nos momentos de maior euforia, ou naqueles de fracasso e tristeza...
.
Os "ultras" por tudo o que foi dito atrás, manifestam talvez o lado mais visível de tudo o que a sociedade de hoje vive, com violência, a mesma violência que todas as noites acontece em vários locais bem distantes do 'palcos da bola' mas que a televisão e os jornais já não relatam, talvez por tão useiras e vezeiras que são.
.
Com o que se escreve aqui neste momento, não se quer no entanto tentar transparecer que somos indiferentes a todas e quaisquer atitudes que possam ser tomadas, porque é opinião geral que algumas claques fariam a mesma falta ao futebol que uma viola faz num enterro, mas como em tudo na vida, ao fazer-se uma análise geral, há sempre extremos que não são possíveis de atingir nessa análise por mais alargada que esta seja.
.
No último Domingo, na cidade berço de Portugal, defrontaram-se adeptos diferentes, de clubes diferentes e com uma mentalidade enormemente diferente. Se a nossa "Mancha Negra" ainda hoje - como sempre - entra em todos os jogos para ganhar, pela sua atitude única e exclusivamente a favor do espectáculo, quase sempre alheada de guerras e demais distúrbios, do outro lado estavam as várias claques organizadas do Vitória de Guimarães, que não ensaiam um único instante para uma provocação a um jogador ou adepto ou mesmo em guerrilhas internas que nada beneficiam o seu clube, para o qual repito, que não tenho duvidas de que seja muitas vezes o que na vida mais facilmente lhes traz emoções, quer de alegria ou de tristeza, de euforia ou profunda consternação.
.
O resultado final foi um empate, e até nos deu um certo regozijo, entrar nos fóruns do Vitória e encontrar no meio de tanta frustração, banners como esta que vêem à vossa direita, numa frase que seguramente não tem o carimbo vitoriano na sua génese. Mas mais do que o resultado e do que estes desabafos tão usuais em qualquer adepto, foram as atitudes das claques vimaranenses, pelo menos ao que rezam as crónicas que nos chegam, porque desportivismo e ser adepto, não é fácil, e a dedicação à causa não justifica atitudes como as que foram tomadas contra as gentes da Briosa, e contra a própria integridade física dos Académicos que marcaram presença no Estádio D. Afonso Henriques.
.
Agredir pela simples razão de agredir, ultrapassa todas e quaisquer barreiras, todos e quaisquer limites, mesmo aqueles que para as claques são amplamente alargados por tudo o que já foi dito em cima, e trata-se neste caso de situações de uma falta de civismo atroz, em que não tenho qualquer receio em afirmar que são verdadeiros burros, com talas viradas unicamente para a violência e para o seu clube, não olhando a meios nem a fins para atingir os seus objectivos, e adeptos como estes meus amigos, estragam tudo o que se pode dizer de bom acerca de um clube que leva 18.000 pessoas ao seu estádio e com a equipa em zona de despromoção. Não sou particularmente apreciador do Guimarães, mas digo-o, admiro imenso os seus adeptos que a todos os níveis nos dão todas as semanas verdadeiras lições, mas tenho um pavor às suas terríveis claques, tão más que até Pimenta Machado decidiu excomungar uma delas...
Apesar de ser difícil a participação do médio no jogo da próxima jornada em casa, Dionattan será amanhã reavaliado para se perceber a extensão da lesão que afecta o profícuo jogador académico. O médio, como o Professor Nelo Vingada afirmou «sentiu um toque no joelho esquerdo», após um belíssimo lance individual, que infelizmente culminou da forma que se sabe. O treinador da Briosa disse ainda que «entre hoje e amanhã o jogador deverá ser reavaliado».
Folga para começar a preparar o jogo de Domingo
O jogo da próxima jornada será Domingo às 18.30h, ante o líder do campeonato. A preparação do jogo que poderá ser um dos conclusivos passos para a manutenção ( em caso de vitória) começará apenas amanhã e por isso, apenas a partir dessa altura se poderão perceber quais as reais opções que Nelo Vingada tem à sua disposição para tão importante embate. Para já, Sarmento, Nuno Luís, N’Doye,Danilo e Dionattan estão na lista dos «entregues ao estaleiro».
Apesar da Briosa ter conseguido um importante ponto no D. Afonso Henriques caíu uma posição na tabela classificativa ocupando agora a décima posição com 33 pontos. Esta jornada foi bastante feliz para a Naval, Belenenses e Amadora que conseguiram amealhar três pontos e a conseguirem colocar numa situação menos desafogada. A situação de Gil Vicente, Paços de Ferreira e V.Guimarães por outro lado ficou um popuco mais complicada podendo em breve alguma destas se juntar ao Penafiel.
Em jogo de luta pela permanência no escalão mais alto do futebol português, Académica e Vitória de Guimarães protagonizaram um empate perante as cerca de 18.000 pessoas que marcaram presença neste duelo. O resultado final foi um empate a uma bola, com golo de Joeano para a Briosa e Saganowsky para os da casa, no entanto, o resultado acaba por ser mais favorável aos estudantes uma vez que ficam com vantagem no confronto directo e mantém a linha de água a uma distância ainda minimamente confortável...
.
.
Um minuto bastou para que todo o jogo fosse decidido. Foi aos 18 minutos que a Briosa abriu o activo por intermédio de Joeano batendo com um toque subtil o guardião Nilson na sequência de um livre apontado à entrada da área. Porém, pouco foi o tempo que os estudantes tiveram para festejar o tento do brasileiro, já que na jogada seguinte era o polaco Saganowski a fazer uma recarga vitoriosa depois de um primeiro remate defendido (mal) para a frente por Dani.
.
A segunda parte recomeçou com atitudes diferentes, um Vitória mais vocacionado para o ataque, a Briosa sempre à espreita no contra-golpe, arte em que parece estar cada vez mais cómoda, tal é a regularidade com que tenta estas situações. Vitor Pontes mexeu na equipa, tirou Neca ainda na primeira parte e ao inserir Paulo Sergio em jogo, tentou pelo menos alargar a linha atacante vitoriana, mas este raramente conseguiu cumprir os intentos do seu treinador. Até ao final um punhado de boas oportunidades para o Guimarães poderiam por certo ter desfeito a desvantagem numa altura em que a Académica vivia à espera de um momento individual ou de Joeano ou de Filipe Teixeira, mas foi Dani o herói ao fazer defesas absolutamente fantásticas, a redimir o seu erro que causou o golo de Saganowsky ainda no primeiro tempo. É certo que o Vitória esteve por cima - salvo seja - durante a maioria do segundo tempo, mas a consistência defensiva apresentada pelos pupilos de Nelo Vingada, justificou na plenitude o ponto alcançado em Guimarães.
.´
Análises Individuais
.
Dani – A bola era difícil porque bateu mesmo à frente do guarda-redes da Briosa, mas o que é certo é que este a largou. O avançado contrário foi lesto a atacar a bola e por isso marcou. Mais uma falha a acabar o jogo, com duas grandes intervenções no entretanto. Merecia, obviamente, a titularidade.
Vítor Vinha – Ora fechando mais no meio quando se colava aos centrais, fazendo a tripla de defesas, ora caindo mais na esquerda abrindo as subidas do seu companheiro de sector, o jovem académico mostrou mais uma vez a regularidade que sempre o patenteia. Sóbrio na ocupação de espaços e na percepção do jogo.
Zé Castro – Defendeu sempre a preceito e secou, com os companheiros de sector, aquele que é o mais forte argumento dos contrários, o ataque. Afinal a solidez defensiva é o dínamo que vence jogos.
Hugo Alcântara – Um corte soberbo que os adversários reclamaram de penalty. O ponta de lança contrário apenas ajoelhou e rezou, perante tal miraculoso corte. De resto sempre bem e claramente, bem acompanhado.
Pedro Silva – Apesar de por vezes ser excessivamente rezingão, é um jogador que sempre apreciámos pela sua consistência defensiva, capacidade de cruzar e bater livres. Hoje foi apenas mais uma tarde de confirmação. Excelente partida do defesa direito da Briosa.
Ezequias – Jogando a médio esquerdo, recuando mais até à posição de defesa do mesmo lado quando Vítor Vinha se colava aos centrais, fulminou os adversários com arrancadas de nível e algumas faltas cavadas.
Roberto Brum – Aparece nos momentos em que a equipa mais dele necessita, especialmente em missões defensivas. A partir dos 20 minutos da segunda parte, cresceu, cresceu até se tornar um dos pêndulos do jogo dos de negro.
Dionattan – Enquanto esteve em capo levou a equipa para a frente, fintou adversários vezes sem conta e arrancou faltas importantes. Saiu lesionado com queixas no joelho, depois de ter feito mais uma arrancada soberba e ter rematado à baliza.
Filipe Teixeira – Agora parte mais de trás, levando a bola e imagine-se, fez parte da cobertura a uma das mais importantes unidades do ataque contrário, um tal de argelino. Poderia ter marcado um golo, ainda na primeira parte do encontro.
Joeano – Mais um golo, para aquele que certamente no final das contas será o melhor marcador académico do campeonato. Um bom desvio de cabeça a uma óptima solicitação de Pedro Silva. Poderia ter marcado por mais uma vez, mas falhou o que anteriormente havia conseguido.
Gelson – Extremamente lutador e abnegado, teve dois lances em que poderia ter facturado, mas a sua principal missão foi a de servir de primeiro tampão às investidas contrárias.
Nuno Piloto – A ansiedade parece tê-lo abandonado por instantes e jogou mais, sem complicar ou querer resolver tudo sozinho. Foi muito mais produtivo em jogo colectivo de equipa.
Paulo Adriano – Entrou para pautar jogo de meio campo e esteve bem.
Serjão – Entrou na luta da «prisão» de pelo menos dois defesas contrários e no pouco tempo de jogo que teve disponível, cumpriu.
.
Sala de Imprensa
.
Nelo Vingada, treinador da Académica:
. «Esta jornada era uma oportunidade para agarrar. Precisávamos de pontuar, sabíamos da importância de manter o Vitória de Guimarães a uma distância confortável, embora não decisiva. O Vitória vinha de uma onda muito positiva, mas é justo dizer que o nosso guarda-redes não fez uma defesa difícl na segunda parte. Julgo que o resultado é correcto. Demos mais um pequeno passo. O F.C. Porto? Agora vamos recuperar e depois pensamos nisso, a minha vida não é só futebol!».
Pedro Silva considerou o «resultado injusto». Para aquele que foi um dos melhores da Briosa o «resultado merecido era a vitória». «A Académica teve várias oportunidades para marcar, mas é um ponto válido". Com o pensamento já no próximo encontro o lateral considerou que «No jogo ante o líder da competição, vamos fazer tudo para conseguir um grande resultado».
José Eduardo Simões: « Mancha Negra é espectacular em qualquer estádio»
O Presidenta da Briosa considerou este «um empate importante, que poderia ter sido uma vitória». Sobre o magnifico apoio da claque, o Presidente considerou-o «sempre fantástico, a Mancha Negra é espectacular em qualquer estádio».
.
As análises individuais são da responsabilidade do Embriolado
Até se garantir a tão desejada manutenção ainda há muita tinta para correr… Os jogos que se seguem são autênticas finais para a Briosa, e o jogo de amanhã com o Guimarães NÃO é excepção. Para trazer os 3 pontos para Coimbra foram convocados os seguintes 20 jogadores:
Guarda-Redes 12 Dani 24 Pedro Roma
Defesas 4 Ezequias 5 Hugo Alcântara 13 Zé Castro 16 Pedro Silva 18 Vitor Vinha 22 Sarmento
Médios 11 Dionattan 14 Filipe Teixeira 19 Paulo Adriano 23 Ito 28 Nuno Piloto 30 Andrade 87 Zada 88 Roberto Brum
Avançados 2 Joeano 9 Gelson 20 Fernando 50 Serjão
No lote dos escolhidos não se encontram os lesionados Danilo, Nuno Luís e N’Doye. Castigado está Luciano, depois de ter visto o 5º amarelo no jogo ante o Sporting. O jogo será amanhã ás 16h, no Estádio D. Afonso Henriques.
Nelo Vingada está confiante na vitória “Vamos jogar amanhã com esse pensamento, vamos aproveitar esta oportunidade para pontuar” Em relação à confiança do adversário depois de ter eliminado o Benfica da Taça de Portugal, Nelo Vingada desdramatiza afirmando que “está numa fase de grande motivação – motivação esta que por si só não chega para vencer o jogo”.
Não é noticia para ninguém que as contas até ao fim do campeonato se farão a diversas vozes, para auxiliar todos "os matemáticos" e não só que gostam de contar pelos dedos os jogos e os adversários que faltam aos aflitos, o Simplesmente Briosa coloca ao dispor uma pequena cábula que lhes poderá ser bastante útil. Conforme as jornadas forem passando esta "cábula" será actualizada. Que as contas corram de forma favorável à nossa Briosa! Boas contas!!!
Por motivos que são completamente alheios à nossa responsabilidade, o nosso servidor teve nestes últimos dias alguns problemas que nos afectaram de forma directa, uma vez que não tem sido possível aceder a este espaço.
. Contudo, e apesar do inconveniente que foi, também serviu como tempo de pausa, de reflexão, para que neste momento voltemos ainda mais fortes e lúcidos, continuando o trabalho que estávamos a fazer até a este pequeno contra tempo. .
Como em tudo na vida, existe sempre um lado bom das coisas, e este está descoberto, porque é com este optimismo que encaramos o dia-a-dia e que tentamos também transmitir a quem nos lê!
. Um pedido de desculpas, um abraço, e que Domingo os três pontos venham para Coimbra!
O melhor jogo do mundo com a classificação disponivel na 6ª feira. Lembramos que também se pode jogar através do e-mail simplesmentebriosa@hotmail.com visto que os problemas com o servidor têm sido constantes.
Depois do Simplesmente Briosa ter estado inactivo por motivos alheios às nossas responsabilidades, a Académica ficou também fora da Taça de Portugal.
"Essa Taça é nossa" disse Gelson há não muito tempo. Ontem, contra o Sporting, a Briosa disse adeus ao sonho...
Em relação ao jogo com o Penafiel, a equipa tinha que ser mexida. A lesão de N'Doye, o castigo de Filipe Teixeira e um adversário com um potêncial bastante maior obrigavam a isso. E Nelo Vingada mexeu. Hugo Alcântara, Danilo e Zé Castro formaram o trio defensivo, Ezequias, Pedro Silva, Roberto Brum e Paulo Adriano no meio campo e Fernando, Luciano e Serjão na frente. Um 3-4-3 claro que se justificava apenas por um motivo: o adversário ser o Sporting.
A Académica entrou melhor, ganhou o meio campo e teve até bons lançes de ataque. Ezequias rematou, Pedro silva também. Paulo Adriano demorou e assim se perderam as melhores oportunidades da Académica. Num jogo pobre, chegava-se ao intervalo com um resultado justo pelo que foi feito.
Tal como nos dois últimos jogos, houve golo logo após a 2ª parte. Desta vez, fruto de uma falha de marcação, Deivid fez o 0-1 aos 51 minutos. Depois, jogo com coração... Entrou Joeano, Gelson e toda a artilharia pesada. Sem arte nem engenho a Académica não conseguiu marcar. Aos 95' num contra ataque bem organizado o Sporting "matou" o jogo.
É então uma história simples. Num jogo que podia ter dado para os dois lados, o Sporting acabou por ser mais feliz. Marcou dois golos e segue em frente na Taça. A Académica fica por aqui depois de ter eliminado adversários de respeito como o Gil Vicente e o D.Aves. Culpados na Briosa? Todos, é um grupo.
Logo, às 20.30h o sonho regressa a Coimbra. Quartos de Final da Taça de Portugal. Académica - Sporting.
Os convocados estão escolhidos: 1 Eduardo 12 Dani 2 Joeano 3 Danilo 4 Ezequias 5 Hugo Alcântara 7 Luciano9 Gelson 13 Zé Castro 16 Pedro Silva 18 Vítor Vinha 19 Paulo Adriano 20 Fernando 28 Nuno Piloto 30 Andrade 50 Serjão 87 Zada 88 Roberto Brum
"É com este sonho que eu e muitos da nossa geração, uma larguíssima geração, dos 0 aos 40 que já não teve a oportunidade de viver o que tanto ainda hoje se orgulha apesar do já grande passar do tempo. Tudo isso, porque este sonho, acredito ser possível de realizar, é só preciso… acreditar! ACREDITAR que somos capazes, que não há ninguém superior a nós mas nunca perdendo a humildade que em tempos nos caracterizou, com a crença de que podemos chegar longe, e quando me refiro à pessoa plural, também vocês, homens que “carregam” o nosso orgulho domingo a domingo, têm de acreditar, porque nós acreditamos em vocês, vamos em frente Briosa, porque o meu sonho, é o nosso!"
Há algo que se poderá revelar um quebra-cabeças para os sócios da Briosa. Como já se sabe, o bilhete de época não pode ser utilizado neste encontro, mas não deverá servir, em princípio, como identificação para o jogo de hoje à noite. Fazer com que os sócios recorram ao velhinho cartão de associado (com a fotografia), que nos haviam já dito que se encontrava «extinto», poderá trazer graves dificuldades a quem seja apoiante dos Estudantes e não tenha já consigo, tal elemento de identificação.
A Direcção da Académica parece querer inverter este procedimento esquisito e no último momento, permitir a entrada dos associados no estádio com o cartão de época.
Mas ainda nada é definitivo. Pede-se apenas bom senso, tendo em linha de conta que frequentemente foi dito pelos responsáveis de secretaria do clube, que o velhinho cartão de associado, adquiria mero sentido «figurativo».
Talvez até já nem seja novidade que o presidente de Timor visitou Coimbra. Uma visita agradável e com direito a cerimonia. Pouco faltava para as 11h de Domingo e já o nosso presidente, José Eduardo Simões, esperava a comitiva que viajava de Timor. No centro comercial Dolce Vita o palco estava pronto. Num placard podia-se ler "Bem-Vindo a Coimbra", e foi bem-vindo que chegou o aguardado Xanana Gusmão com um cachecol da Académica aos ombros. . Simpático e afável, como desde sempre nos habituou, Xanana Gusmão mantém a humildade com que em tempos lutava em campos de batalha contra o regime Indonésio e a favor da independência do seu povo. Capa e batina a ombros, bem como um cachecol daquela que considerou ser também a "sua" Briosa, o presidente Timorense. “Emocionado e comovido por estar em Coimbra”, foi assim que se apresentou aos cidadãos que àquela hora se passeavam no Dolce Vita, e por entre algumas palmas e outras mensagens de apoio, Xanana sempre bem humorado, lá seguiu na companhia de José Eduardo Simões entre outros até ao Estádio Cidade de Coimbra. . Já à tarde, em pleno estádio, e antes do simbólico pontapé de saída dado por Roberto Brum e o presidente de Timor, este não pôde de deixar algumas palavras para o público presente no estádio, que a cada pausa, não resistia a uma salva de palmas, com as palavras simpáticas tal como quem as proferia. . Agradecendo o gesto da Académica, de entregar equipamentos para Timor, disse "A generosidade que sempre foi um acto de princípio do povo português configura-se na vontade e solidariedade da AAC no apoio que está a dar à juventude timorense", tendo concluído o seu discurso com o apelo: "Espero que um dia, neste magnifico estádio, possa vir a jogar um Timorense da Académica de Dili! Viv'à Académica!" foram as palavras que antecederam as palmas finais, quando muitas pessoas fizeram questão de o aplaudir de pé.
Sempre com o pronome "nossa" antes de dizer o nome Académica ou magnífico antes de Estádio, Xanana ganhou o respeito dos cerca de seis milhares de pessoas que o ouviram, e parece ter ficado um espírito. Adeptos como este... é um orgulho para qualquer clube do mundo! Obrigado pelo exemplo que nos deu, que nos dá, e que certamente continuará a dar, Presidente!
Como sempre a Mancha Negra, claque oficial da Briosa, vai efectuar a organização da deslocação para apoio a nossa magica Briosa neste IMPORTANTE encontro que opõe equipes com as mesmas aspirações, ou seja, a manutenção na Super Liga de Futebol Profissional.
Assim, a MNTOURS85, divulga assim a seguinte informação:
A Mancha Negra vai efectuar a respectiva viagem com o nome de código: "SEM MEDO...DE APOIAR!", com a respectiva viagem + bilhete por o valor de apenas 15euros para assim possamos contar com a presença em grande número da nossa massa associativa e de todos os seus simpatizantes neste encontro de carácter decisivo para a nossa Briosa.
As inscrições e informações podem ser efectuadas na sede da claque, sito Pavilhão Jorge Anjinho, até 5º feiras a noite ou através dos telefones 919485361 Miguel (vhs) e 936497246 Carlos (Viagra).A viagem está programada para Domingo dia 19 pelas 11:15horas, partida do pavilhão Jorge Anjinho.
P.S. -Informa-se inclusive a todos os sócios da Mancha Negra que podem comprar/levantar o bilhete para o jogo da taça de portugal quarta dia 15 contra o Sporting, pelo valor de 5€ na sede da claque, sito pavilhão Jorge Anjinho. Nota: bilhetes limitados a sócios com a apresentação do cartão de sócio da claque.
Está alcançada mais uma vitória e mais 3 pontos para a Académica.
Na defesa das vitórias
Na consistência defensiva parece estar o segredo de ser afortunado neste difícil campeonato. Mais do que as exibições, os pontos são demasiadamente preciosos para que possam ser desperdiçados por questões que são hoje consideradas, de pormenor. O futebol espectáculo foi morto à nascença, pelas características de equidade das equipas e igualmente pela condicionante da descida de quatro equipas ao escalão secundário do futebol português. Assim, a Briosa somou um precioso triunfo que a coloca na primeira das tabelas das tv´s da Liga e ultrapassou a estigmatizante barreira dos 30 pontos.
Nelo Vingada montou um habitual esquema de 4-4-2 (que tantas vezes na época passada foi utilizado para jogar fora de casa) com cautelas defensivas. Apesar de tudo, a maior força do adversário está ainda no ataque e o briosotreinador não desejou nunca ver-se em situação de desvantagem, preferindo gerir a «dose» de ataque. Assim se percebe a consolidação da aposta em Vítor Vinha – nem de perto nem de longe, com o fulgor atacante de Ezequias – e a colagem de Roberto Brum ao sector mais defensivo, deixando as despesas de construção a cargo de Dionattan e Filipe Teixeira. Gelson e Joeano foram a personificação da figura do desperdício, ora por falta de sorte (bola ao poste do número 2 dos estudantes ainda no primeiro tempo), ora por alguma falta de pontaria na hora de encostar a bola.
Pontapé de génio
Ainda o público tecia os comentários da praxe sobre o primeiro tempo e já Filipe Teixeira arrancava o grito das bancadas. Depois de um belo roubo de bola, pleno de oportunidade desfere um pontapé «daqueles» que faz levantar um estádio. O primeiro golo estava feito, no final das contas, sempre o mais difícil, e o Professor poderia continuar a gerir as doses atacantes, por todo o segundo tempo. Depois do golo, apenas se observou a defesa dos três pontos a todo o custo, com a equipa retraída. Nem a entrada de Luciano e Serjão, abalaram as fundações dos princípios do jogo a que assistíamos. O resultado poderia ter sido dilatado, mas a argúcia do fiscal de linha da bancada B e alguma inépcia dos homens da frente, selaram as contas do placard.
Análise individual dos Jogadores:
Dani – Dois jogos a titular, dois jogos sem sofrer qualquer golo. Excelente nas saídas dos postes e na segurança que patenteou no lance final da partida. Será que as contas se inverterão e Pedro Roma entrará no jogo da Taça de Portugal?
Pedro Silva – No lado direito da defesa encontrou o seu lugar e por lá pretende ficar até ao terminus do campeonato. Seguro a defender e a fechar por dentro, constitui uma mais valia, na medida em marca bem livres directos e cantos. Não fora a excelente exibição do guardião contrário e certamente teria festejado o golo. Zé Castro – Seguro e eficaz, desta feita uma exibição praticamente sem mácula. Leva a equipa a jogar o futebol directo pela eficácia do passe longo, ultrapassando por essa via o combate de meio de terreno.
Danilo – É daqueles que ninguém dá por ele, mas que corta dos lances de apuro. Muito menos faltoso do que no início do campeonato constitui-se como uma verdadeira opção, capaz de relegar Hugo Alcântara para o banco de suplentes.
Vítor Vinha – Novamente pendular, embora sem apoiar com a cadencia necessária a ala esquerda do ataque. Desta feita nem a velocidade dos atacantes contrários foi forma de lhe estragar a exibição. Um pedido… Há que deixar o rapaz marcar mais livres. O virtuosismo do seu pé esquerdo é uma alternativa de peso à força de execução de Pedro Silva.
Roberto Brum – Esteve preocupado em não deixar jogar e por isso, não jogou. Não jogou no apoio ao ataque, note-se, porque este brasileiro sabe bem os caminhos que ele e o jogo trilham. Tenta fazer da sua exibição a necessidade do jogo.
Dionattan – Cada fim-de-semana um pouco melhor. Desta feita, até com algumas recuperações e entrada ao choque, nada que faça montra da sua forma de jogar. No controle e progressão com bola é exímio. Faltou-lhe apenas o ultimo passe.
Filipe Teixeira – Mais um golo de meia distância, numa jogada que se pode considerar só sua. Roubou a bola a um médio contrário e rematou quase sem preparação para um grande golo. Na retina e como imagem de marca, ficam imediatamente o passe para a desmarcação de Joeano. O avançado isolado, rematou com estrondo à barra da baliza. Gelson – Lutador na frente de ataque perdeu a oportunidade de brilhar quando falhou a intervenção de cabeça, aquela que seria uma assistência para golo de Joeano. O passe saiu um pouco longe demais, o avançado saltou tarde demais. Joeano – Poderia mais uma vez ter marcado, mas o infortúnio da bola ao poste impediu tal intento. Esteve sempre mexido mas o golo hoje, não era do avançado dos estudantes.
Luciano – Entrou com fulgor e vontade de desequilibrar pela extrema direita. Não fora a infeliz tarde do fiscal de linha e estaríamos certamente, a comentar a belíssima entrada do «ponta» da Briosa.
Serjão – É muito bom na recepção, tabela em lances bombeados e na maneira como faz mexer a equipa nas movimentações ofensivas. Falta ser feliz a finalizar. Paulo Adriano – Entrou para segurar o meio campo. Ainda tempo para servir Luciano em salva de prata. Foi parte da solução, nunca do problema.
Desde já pedimos desculpa pela baixa do servidor e esperemos que tudo se resolva o mais rápido possível.
Depois do excelente resultado frente ao U.Leiria, os adeptos e jogadores estão ainda mais confiantes numa boa exibição no jogo de amanhã frente ao Penafiel. Mas principalmente na conquista de mais três preciosos pontos. As novidades da lista de convocados do prof.Nelo Vingada são o regresso do capitão Paulo Adriano e do médio brasileiro Zada.
Lista de convocados: Guarda-redes: Dani e Eduardo;
Defesas: Danilo, Hugo Alcântara, José Castro e Pedro Silva;
Médios: Roberto Brum, Dionattan, Fernando, Paulo Adriano, Vítor Vinha, Zada, NDoye, Gelson e Filipe Teixeira;
Avançados: Luciano, Joeano e Serjão;
Possível Onze:(4x5x1) Dani; Pedro Silva, Danilo, Zé Castro e Vitor Vinha; Roberto Brum, Dionattan, N'Doye, Filipe Teixeira e Gelson; Joeano.
Este tipo de iniciativa, já não é nada de novo, para aqueles que o ano passado presenciaram ao vivo a fantástica recuperação que a Briosa fez na segunda volta na longa série em que niguém parava a Briosa.
.
Este ano, e todos esperamos que se repita, o clube dá o primeiro passo, e tenta recuperar uma das principais armas dessa Briosa, o público, que tão boas assistência fez no Estádio Cidade de Coimbra, por sinal, bem maiores do que na presente temporada.
.
Assim, se for possuidor de 'Cartão de Época', levante um bilhete grátis na "Loja da Académica" e leve um amigo também, ou então, caso sejas estudante, leva a tua capa e "Quem tem capa, sempre escapa!".
.
Assim, vamos encher o Cidade de Coimbra, e quem sabe, recomeçar a saga do ano passado!
Aos 27 minutos do jogo União Desportiva de Leiria — Associação Académica de Coimbra (Organismo Autónomo de Futebol), realizado no Estádio dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, no domingo, 5 de Fevereiro, o jogador José Castro, da Académica, introduziu a bola na baliza do União de Leiria. Quando atletas e adeptos da Briosa comemoravam efusivamente o golo, que daria o 0-1 no marcador, reparou-se que um dos fiscais-de-linha, o sr. Pedro Garcia, tinha a bandeira levantada, o que levou o árbitro da partida a anular o tento.
. Inconformados com a decisão, uma vez que não se vislumbrou qualquer motivo justificativo da mesma, atletas e adeptos da Briosa protestaram veementemente, sem que, contudo, se tivesse verificado, por parte dos mesmos, alguma atitude que ultrapassasse as fronteiras do que é normal em circunstâncias como esta. Apesar de, como é sabido, o resultado do encontro ser de crucial importância para os objectivos da Académica no presente campeonato, de os adeptos desta se encontrarem em grande número no estádio — constituindo mesmo a esmagadora maioria da assistência — e de os mesmos adeptos já terem apresentado razões de queixa de anteriores deliberações da equipa de arbitragem.
. Foi, pois, com o maior espanto que os adeptos da Associação Académica de Coimbra assistiram à reacção do sr. Pedro Garcia aos seus protestos. A partir dos 27 minutos de jogo, e até ao final da primeira parte, pelo menos, o referido fiscal- de- linha multiplicou-se em gestos obscenos e provocatórios, claramente dirigidos aos simpatizantes da Briosa. Não fosse o bom senso e o sentido do desportivismo que estes, apesar de tudo, souberam manter, e o comportamento do sr. Pedro Garcia podia ter dado origens a incidentes que hoje todos estaríamos a lamentar. Entre os signatários, encontram-se pessoas com várias dezenas de anos de frequência de estádios de futebol. O que essa pessoas podem garantir é que nunca haviam assistido a comportamento tão indecoroso e tão revelador de falta de respeito por uma instituição com tão relevantes serviços prestados ao desporto português e pelos adeptos que pagam o seu bilhete, como o evidenciado pelo sr. Pedro Garcia. .
Mercê de uma brilhante exibição, a Académica venceu a partida por 2-0. Não somos, pois, daqueles que elevam a voz, apenas quando as coisas correm mal para as suas cores. Mas entendemos que atitudes como as do sr. Pedro Garcia, mais a mais num momento em que todos os agentes desportivos responsáveis se afirmam empenhados em combater a violência nos estádios de futebol e em fomentar o desportivismo, não podem passar sem um reparo. Sob pena de nos sentirmos cúmplices de actos que deviam envergonhar quem os pratica e que outra consequência não têm do que afastar o público dos recintos desportivos e semear a revolta entre os amantes do futebol. .
Por isso, entendemos que o Conselho de Arbitragem da Liga Portuguesa de Futebol deveria fazer uma séria advertência ao sr. Pedro Garcia. E este devia, pelo menos, apresentar publicamente desculpas à Associação Académica de Coimbra e aos adeptos desta, por tão inusitadas atitudes. A bem da credibilidade do futebol e do respeito pelo público e pelas colectividades que se dedicam à prática desportiva. . João Mesquita
José Eduardo Simões deu uma entrevista ao jornal «As Beiras» da qual é impossível escapar. Retiramos algumas questões do seu contexto essencial ( e por isso dever-se-á ler toda a entrevista no referido jornal) e tecemos alguns comentários críticos, meramente vinculativos da opinião de quem os escrevinhou. O Presidente deu nota da sua força e clarividência. Palavras que se transformadas em actos, são consubstancia do meu apoio incondicional, em tudo aquilo que foi explicitado. Afinal é o Presidente da Associação Académica de Coimbra.
Excertos:
Qual é a atitude que irá tomar quando forem conhecidas as conclusões da investigação?
Verei na altura. Muita coisa vai correr pelo meio, com toda a certeza. Confio na PJ e quero que a investigação vá até ao fundo. Não houve nenhuma ilegalidade nos Jardins do Mondego ou noutra qualquer, na obra do dr. Tavares de Almeida tem de ser encontrada outra “vítima”... Estou perfeitamente à vontade, podem ver tudo. Todos os meus actos administrativos e urbanísticos.
Como é que reagiu a sua família?
Estou muito bem ancorado por uma família de excepção. Agradeço o apoio, que foi, e é, fantástico. Não é fácil ter mulher e duas filhas e tentar explicar o que se passa ou não o poder fazer, porque quando a PJ saiu não disse se eu era testemunha, arguido ou suspeito. Os agentes foram profissionais, levaram o que quiseram e estou tranquilo. Mas não é fácil explicar este tipo de situações a uma filha que recebe um telefonema de um colega que lhe diz que o pai dela foi preso. Não é fácil, nem o desejo a ninguém. Se me permite, elas sabem o pai que têm. Estão tranquilas. Por outro lado, aproveitei este tempo mau para separar as águas. Os ratos são os primeiros a abandonar os navios em caso de potencial tempestade... o joio já está longe. Os amigos e as pessoas que me acompanharam permanecem. Não esqueço a força que tenho recebido, apesar de todos os boatos, da esmagadora maioria dos sócios da Académica, por todo o lado onde me encontram. Estou–lhes muito agradecido.
Vai passar ao ataque?
Não vou passar ao ataque, nem à defesa, nem ao contra–ataque. Farei o que for necessário para que a verdade seja conhecida. Solicitei ao meu advogado, o dr. Rodrigo Santiago, e porque já passaram quatro semanas sem saber mais nada, que requeresse ao Ministério Público que me constituísse como arguido neste processo. Ou seja: quero saber o que se passa e, ao solicitar ao Ministério Público que me constituísse como arguido, faço-o para me poder defender, se é que alguma coisa tem contra mim. Esta campanha vergonhosa de calúnias tem de parar. A investigação tem de ser feita até ao fim.
Apenas ontem, já largas horas da noite, conheci o teor das declarações do nosso Presidente José Eduardo Simões. Sensibilizam-me particularmente, por dois motivos: Gosto das leis e da maneira como elas se entrecruzam com o «meio» a que são expostas; tentar perceber as motivações, razões legais, as formas de permeabilidade ou impermeabilidade dos preceitos normativos às realidades da vida, alegra-me sobremaneira. Por outro lado sou um bicho «sociologicamente limitado». Confesso que é com alguma mágoa que percebo da necessidade de alguém se constituir arguido, para se libertar de uma condenação do meio social da norma, e não pela norma em si. Uma condenação à priori, socialmente decretada que apenas pode ser atenuada ( e não digo anulada, note-se!) por uma decisão de um tribunal de lei.
Primeiro ponto: Se José Eduardo Simões se constituir por acto de vontade, arguido, merece mais do que a minha solidariedade. Merece o meu respeito e consideração. Uma posição digníssima, que apenas um Presidente da Académica poderia tomar. Suspensão? Renuncia? Nunca, nestes termos. Linear e claro. Quantos de nós perante um arquivamento (e uma decisão factual de não culpabilidade), nos sujeitaríamos à barra de um tribunal penal? Enfraquecer-se deliberadamente, sujeitando-se às premissas de um julgamento e a todas as suas inerências, tentando única e exclusivamente, libertar-se do estigma, das cicatrizes que o marcam, é de Homem. É de Presidente.
Segundo ponto, não menos importante. Sou contra a denúncia anónima. Porque o tenho de ser, pela lógica das coisas, pelo senso comum. Num Estado de Direito onde o segredo de justiça não funciona, onde a fase de inquérito, investigatória, é pública e discutida no meio onde a condenação vai funcionar, só posso tomar em consciência esta posição.
Corremos o risco de julgar a vítima, em primeira linha, por denúncia do criminoso, por paradoxal que tal raciocínio pareça ser. O denunciante anónimo, perante a impossibilidade do Segredo de Justiça, sabe que em primeira ratio, o investigado vai ser julgado pela comunidade onde está inserido. Jogando com esta arma, inverte o processo natural do processo (passe o pleonasmo), obrigando a «vítima da denuncia» a ser o condenada sumariamente por televisões, jornais, rádios, blogues, em primeira linha e como consequência, por todo o meio social onde esta se insira.
As motivações jurídicas e a protecção do conceito de «denúncia anónima» da notícia de crime farão sentido, nestes termos? Jogamos com dados viciados. O resultado já saiu. Para virar a mesa, arrepio-me, que alguém se tenha de constituir arguido, para se ver livre de uma acusação ao jeito medieval, sumaria e sem conhecimento de causa; condenação essa afinal, assinada por todos nós, enquanto seres sociais. Mas existem algumas diferenças em relação ao valor que a PJ encontrou no seu carro. Pode falar disto?
Não sei se posso ou se não posso... A comunicação social escreveu e disse muita coisa. Sou presidente da Académica e sei das necessidades financeiras da Académica e, com o meu vice–presidente para o pelouro administrativo e financeiro, dr. Luís Godinho, tenho o dever de cumprir as obrigações, nomeadamente o pagamento dos salários aos funcionários. No dia 7 de Fevereiro, quando foi efectuada a busca em minha casa, na autarquia e na Académica, tínhamos ganho ao Setúbal e ao Paços de Ferreira e íamos jogar com o Aves. A Académica procura pagar os salários até ao dia 10 do mês seguinte ao que respeita, no caso dos nossos jogadores. Íamos pagar salários do mês de Janeiro. Sabíamos que não tínhamos ainda dinheiro suficiente no banco. É que, na sequência do negócio do Marcel com o Benfica, existem pagamentos diferidos, com possibilidade da Académica proceder ao desconto das letras. Essas letras foram depositadas no BCP no dia 21 de Janeiro. Do banco disseram–nos que a resposta seria muito rápida, mas os dias passaram e, de facto, parte do dinheiro só foi disponibilizada no dia 15 de Fevereiro. No final de Janeiro, início de Fevereiro, verificámos que não era possível cumprir com aquilo que estava prometido. Então, quer eu, quer o dr. Luís Guilherme fomos obrigados a procurar verbas para fazer um empréstimo pessoal à Académica, e era esse dinheiro que estava comigo, na terça–feira dia 7, para ser depositado na conta da Académica e permitir os pagamentos. É uma coisa perfeitamente normal, já que o dinheiro em causa não tem proveniência ilegal ou fraudulenta. É importante referir que a instituição não usa cartões de débito ou crédito para efectuar qualquer tipo de movimentos bancários. Aquilo que paga é em cheque ou numerário. Era dinheiro nosso, meu e do dr. Luís Guilherme, que recebeu um cheque da Académica como garantia. Desde que estamos na Académica existe uma coisa que é sagrada: honrar os compromissos. Obviamente que seríamos reembolsados logo que o desconto das letras fosse concretizado.Assim, neste momento não tenho o dinheiro, que é meu. Não cumpri o compromisso e a Académica não pagou no dia acordado, o que gerou intranquilidade na equipa, como é natural.
Que o Presidente José Eduardo Simões não é um douto ser social, um comunicador por excelência já todos o sabemos. Não é condição para ser Presidente da Académica, nem tem de necessariamente de o ser. Pode ganhar ou perder com isso, pela forma como a sua mensagem (ou ausência dela) possa ser, mais ou menos bem interpretada para os destinatários a que se dirige. Uma má vocalização da mensagem ou a ausência desta, fazem com que o ruído tome conta de todo o discurso. Para além de poder levar a múltiplas interpretações, mais ou menos legítimas. Neste caso o Presidente foi explícito. Claro. Inequívoco. Não há qualquer sombra de dúvida sobre os intentos, o paradeiro e as origens do dinheiro. Não o deveria ter feito, podem referir, segundo as regras do segredo de justiça e pressupostos da boa condução da fase de investigação.
Mas qual Segredo de Justiça, pergunto eu…
José Eduardo Simões foi claríssimo na explicação. Talvez como não o tenha sido nunca, até este ponto. De cada vez que se falar no dinheiro, basta remeter para esta resposta. Triste é perceber, que de alguma forma a Instituição pode ter sido prejudicada, sobre a sombra de um escrito anónimo.
Considera–se um alvo a abater?
Não perco tempo com os actos de gente menor e que não tem capacidade para criticar nos locais próprios. Há órgãos da comunicação social que se entretêm com a minha pessoa de uma forma negativa. Recordo várias notas: que não chegaria a Dezembro como dirigente, que logo que saísse da Câmara me demitiria de presidente da Académica, que a Académica não teria futuro se não continuasse como director municipal, enfim, li muita coisa, muito disparate. Porém, estamos em Março e continuamos a trabalhar bem. Conseguimos fazer o melhor negócio da história da Académica - o empréstimo com garantia de venda do Marcel ao Benfica - e vamos reduzir o passivo, colocando-o em valores que nos confortam e permitem afirmar o seguinte: a Académica de hoje não tem nada a ver com a Académica de há três anos, a Académica das dívidas, dos cheques devolvidos por pagar, sem credibilidade e em que ninguém confiava. Hoje, a Académica tem um conjunto de atletas de grande valor. Neste momento, recuso propostas para venda de jogadores. A Académica precisa de tranquilidade, de valorizar os seus activos e cumprir os seus objectivos a tempo e horas. Ou seja: não é vender ao desbarato ou pela pressão das notícias da comunicação social, é vender na altura própria. Qualquer negócio tem de ser muito benéfico para a Académica, permitindo ao mesmo tempo o reforço da equipa.
Sobre a equipa, tempo há para fazer e tecer comentários. Neste momento apenas a registar o forte apoio de todos os académicos à malta negra. Aos 11 que nos simbolizam. Há tempo e possibilidade de post’s para discutir mais amplamente essa questão, na certeza que assentarão na confiança transmitida pelas palavras presidenciais.
João Bartolomeu aproveitou o jogo de ontem frente à Académica de Coimbra para apresentar o seu mais recente reforço. É português, chama-se Pedro Alexandre Garcia, nasceu a 03-06-1974, nas horas vagas é construtor civil e é natural de Lisboa.
No jogo de ontem, na primeira parte jogou a lateral esquerdo passando na segunda parte a jogar a ala direito, mostrando assim os seus dotes de polivalência.
Esteve excelente principalmente no capítulo defensivo, onde "tirou" um golo limpo aos estudantes, e conseguiu arranjar ao longo de todo o encontro faltas a favorecer a sua equipa. Na segunda parte, já a jogar na posição de ala arrancou a ferros um livre directo que o seu companheiro não conseguiu concretizar.
Foi uma má estreia para o reforço de Março apresentado por João Bartolomeu, mas esperamos que nos jogos seguintes venha a conseguir mostrar os seus dotes de goleador. Tem uma bota de ouro à espera dele, ou será um apito dourado?
O cenário de fundo de mais uma jornada da Liga Betandwin não poderia ser mais apropriado. Um castelo à mercê de conquista, que ano após ano, cerco após cerco parece ser cada vez mais, um reduto do bastião académico. A Briosa conquistou 3 importantes pontos na guerra da manutenção, subiu provisoriamente (ou de facto, consoante o desfecho final do último jogo da jornada) ao 10º lugar da tabela classificativa. Numa jornada em que na melhor das hipóteses o atingir do primeiro lugar de dois dígitos era o que de mais positivo poderia acontecer e o pior das conjunturas apontava para um enlameado 17º lugar, podemos dizer que a Académica cumpriu plenamente todos os seus objectivos.
Pedíamos uma exibição de qualidade, aliada a pontos, muitos pontos. Três por jogo de preferência. Como leitores assíduos do espaço, treinador e jogadores levaram à séria o repto indicado e até Filipe Teixeira arrancou um pontapé fenomenal a mais de 20 metros da baliza, depois de lhe ter sido apontado esse «defeito de pormenor» por amigos comentadores e editores. Se por um lado a nota a ser dada tem de ser forçosamente um «Excelente» ou um «Satisfaz Plenamente» a estes estudantes (por quem nos visita e quem escrevinha), ao ritmo que a crítica resulta, avizinha-se uma semana plena de apoio (como sempre!), mas igualmente uma semana onde todas as «menores virtudes», dos briosos atletas encherão as caixas de comentários e os espaços dedicados aos textos. Tudo, logicamente, a bem da Briosa.
Nelo Vingada iniciou o jogo de forma sagaz. Jogou em 4-4-2 com dois homens móveis na frente (Joeano e Gelson) que se movimentavam por entre os espaços menos bem povoados da fortaleza leiriense. A menor capacidade desta equipa encontra-se na zona central da defesa e na parca rapidez de João Paulo, quando envolto em missões de meio de terreno. No tapar dos flancos esteve o aríete que permitiu o impulsionar da equipa para a vitória. As duas pedradas do médio ofensivo português Filipe Teixeira e do avançado brasileiro Joeano, apenas culminaram o trabalho de equipa que culminou no derrubar do castelo do Liz.
Se Pedro Silva agarrou a titularidade de forma tão surpreendente como convincente (!), a maior surpresa do jogo foi a inclusão de Vítor Vinha como defesa esquerdo, especialmente depois de visionados os treinos da semana. Ezequias está num grande momento de forma, e apenas um jogador que imprima um preciosismo de joalheiro a cada lance que disputa, poderia roubar o lugar ao brasileiro. Quem diria que – especialmente após o empréstimo de Lira – os lugares extremos da defesa de Coimbra, seriam os mais disputados da equipa…
Assente neste princípio foi construída a vitória incontestável, em jeito de antítese do azeite. Tudo o resto foram meras casualidades de um jogo que, afinal, foi dos que mais descansadamente se viu nas bancadas. Nem a única ocasião de golo, fruto de um deslize de atenção com culpas repartidas a Dani e Zé Castro (e que bem jogou), do Leiria fez com que a vitória alguma vez estivesse em causa, ou mera dúvida. Nem sequer a expulsão de um avançado dos da casa foi condição da vitória. Antes mera consequência.
Análise Individual dos Jogadores
Dani – Se Pedro Roma esteve ausente, Dani quase que poderia ter tirado férias. Foi necessário pela presença de espírito, a boa capacidade de sair da baliza a cruzamentos e confiança que transmitiu à equipa. Um deslize com culpas repartidas com Zé Castro, que felizmente, passou incólume.
Pedro Silva – Quem é este jogador? Já não é de hoje que somos confessos admiradores das suas capacidades no lado direito da defesa. Soberbo. Não cometeu uma falta digna de registo (apanhando alas, dos mais valorosos da Liga – Maciel e Touré) e saiu a jogar com mestria. Apetece dizer que todos os quilos que tem a mais, são gordura de picanha, tal o «fillett» de jogo que ontem apresentou!
Zé Castro – É sem sombra de dúvida um dos melhores. Genericamente falando. Apesar de dois deslizes no jogo que poderiam ter sido comprometedores – um salvo por Pedro Silva (que se apressou a saudar o companheiro) outro salvo por avançado Leiriense – voltou a mostrar uma capacidade defensiva muito acima da média e algo que há muito já não aparecia no jogador, em bom estilo: a capacidade dos lançamentos em profundidade.
Danilo – Esteve discreto mas eficaz. Enquanto sobrou um, depois da expulsão de um «marcando» directo, esteve nas sobras. Depois da entrada de Lourenço readaptou-se ao centro e cumpriu exemplarmente.
Vítor Vinha – Não sei se é do sigo Virgem, mas é um perfeccionista. Em cada lance a precisão e o empenho cirúrgico de um mestre joalheiro. Cada posicionamento é pensado, cada lance é mentalmente estudado. Cada subida no terreno tem uma razão, cada apoio ao centro, outra explicação terá. Começa a convencer seriamente…
Roberto Brum – Uma parede. Mas das grandes. Um dos manobradores do aríete que permitiu a Filipe Teixeira de se posicionar a «bel prazer» nos terrenos de meio campo que mais achava conveniente. Destruiu, essencialmente, para que a vitória fosse consumada.
N’Doye – Alguns passes falhados, mas muita combatividade. Nos minutos finais, foi importantíssimo na retenção da bola junto à linha esquerda, mas poderá fazer muito, mas muito melhor. Foi dele a primeira oportunidade de golo.
Filipe Teixeira – O melhor em campo. Pelo golo e pelo que jogou. Pela capacidade ofensiva, retenção de bola, passes, entrega ao jogo e até (pasme-se…!) interceptou uma bola de perigo na formação de barreira, após um livre perigoso. De encher o campo!
Dionattan- Atraso o comentário à sua prestação no jogo. Nada que sirva mais de antítese à apreciação da sua prestação e dos seus desempenhos recentes. Esteve como a equipa, globalmente bem e foi substituido pelo amarelo que tinha.
Gelson – Caso sério de entrega ao jogo e de disponibilidade. Revela-se cada vez mais como cabeceador. Um fora de jogo muito duvidoso e uma oportunidade para marcar que saiu ao lado. Mas que surpreende, surpreende…
Joeano – Mais um golo no alforge, desta feita a 30 metros da baliza depois de tirar um adversário do caminho. Mais uma partida de esforço e mobilidade, plenamente conseguida. Mais uma dedicatória da Mancha Negra ao seu empenho. Saiu esgotado depois de cumprido o seu papel no «acto».
Luciano – Entrou bem, para correr em velocidade e tapar as investidas da ala esquerda do ataque adversário, na ajuda a um muito desgastado Pedro Silva. Cumpriu o que lhe foi pedido, que é diferente daquilo que pode dar à equipa.
Serjão – Fez o que sabe melhor executar. Prender bolas e soltar rápido, desmarcando-se em movimentações de ataque. Queimou tempo ao jogo Leiriense.
Andrade – Pensava que o iria ver distribuir fruta exótica pelo campo mas, infelizmente, entrou contido. Tapou espaços de defesa e meio campo no segurar daquele que segundo Gabriel Alves, é o resultado mais perigoso do futebol. Quem somos para duvidar…
Destaque positivo
A vitória. O querer e a raça da equipa. Os três pontos. Gelson, Roberto Brum e Pedro Silva deram as camisolas aos adeptos em sinal do agradecimento.
Destaque negativo
Dois. A única imagem que tenho do arbitro auxiliar do lado da bancada deserta dos sócios de Leiria é aquela que vi antes e depois do jogo, do rio Liz. Pequena dimensão, sujo e cheio de trampa.
Outro destaque negativo para o «Chico do Blog». Então não é que no final do jogo, o Roberto Brum andava à procura dele para lhe dar a camisola e o gajo está a discutir, por debaixo das «arquibancadas», pormenores de vida social com uma menina incautamente apanhada na sua teia maléfica!?
Nelo Vingada:
"jogamos bem e ganhamos bem"
«Confesso q esperaria q pudéssemos ter mais dificuldades mas mesmo no inicio do jogo 11-11 o único lance com possibilidade para o Leiria foi de um desentendimento com o nosso guarda redes. mas há q reconhecer o jogo também foi assim pela grande exibição da Académica. meio campo produziu um bom jogo mas para este produzir e preciso defender bem e dar continuidade aos lances produzidos. o mais importante foi a grande dimensão colectiva q estivemos hoje e uma grande organização táctica. Já não é a primeira vez q o Alcântara não jogou portanto, foi uma questão de opção...»
Vamos embora, que até está sol e tudo (apesar da foto, que já tem uns dias)!
Quem tiver disponibilidade para ir e decidir ficar a ver o «Portugal no Coração» na RTP Africa, ou é emigrante ou é de Leiria - sim que estes nunca vão ao estádio.
Não é muito comum apareceram notícias que não tenham necessariamente uma ligação imediata aos destinos da Académica, no Simplesmente Briosa. Este, mesmo que mediatamente ligado à Associação Académica, não pode deixar de ser noticiado pela sua pertinência, pela inerente importância que poderá vir a ter nas contas finais da classificação.
No «jogo de azar» que foi o de Barcelos ante o Gil Vicente, brilhou no clube do norte um recém-inscrito, Mateus. Esteve em três dos quatro golos da turma dos galos, desempenhando assim um importante papel na construção das contas finais do jogo.
O problema é que esse recém-inscrito é também um mal inscrito. Passamos a explicar. O jogador tinha um vínculo de profissional por duas temporadas com o Felgueiras, abandonou o clube e juntou-se ao Lixa, com um contrato não de profissional, mas amador. Para protecção dos clubes (e dos vínculos laborais inerentes) qualquer jogador que detenha um contrato de amador tem de permanecer pelo menos um ano nessa condição. Pouco menos de um mês de assinado o vínculo com o Lixa, foi transferido para o Gil Vicente onde alinhou duas partidas. Uma contra o Vitória de Setúbal, outra contra a Académica.
O Setúbal já havia remetido esta situação para os órgãos da Liga e FPF, sendo que o dossier acabou por trilhar os caminhos do Tribunal da Comarca de Braga, que já decidiu contra a legalidade da inscrição do atleta, sem que qualquer recurso tenha sido interposto pela FPF.
A Liga vai pronunciar-se, anulando nos próximos dias a inscrição do atleta. Muito provavelmente os pontos (segundo rezam os imperativos legais) serão perdidos pelo Gil Vicente…em favor dos seus adversários.
Amândio de Carvalho, vice-presidente da FPF, em declarações ao jornal «O Jogo» afirmou que "o tribunal que tinha obrigado a Federação e a Liga a receberem a inscrição provisória do atleta voltou com a decisão atrás" e anunciou que a inscrição do atleta foi automaticamente cancelada na Federação, "pelo que, em princípio, não poderá jogar mais".
O Simplesmente Briosa lança o alerta, para um caso que poderá ser de suma importância na conjectura das contas da manutenção num campeonato tão disputado. À atenção de todos os leitores e amigos, mas também especialmente endereçada à nossa Direcção.
Este é mais um autocarro que amanhã se irá deslocar a Leiria. Mas é especial.... Nele irão viajar os escolhidos por Nelo Vingada para derrotar a equipa da cidade do Lis.
São eles:
Guarda-Redes Eduardo, 1 Dani, 12
Defesas Danilo, 3 Ezequias, 4 Hugo Alcântara, 5 Zé Castro, 13 Pedro Silva, 16
Não nasci em Coimbra. Não cresci em Coimbra. Não pus os pés num jogo da Académica antes da adolescência. Não vivi em Coimbra até aos 14 anos! Não tenho ninguém na família que seja sócio(a) da AAC (tirando umas temporadas nos tempos em que eu nem era nascido!). Na minha família ninguém tem como primeiro clube a AAC! Não cresci a torcer pela AAC! Então porque raio é que enquanto vivi, estudei e cresci em Coimbra, me tornei, primeiro adepto, depois sócio e por fim fanático da AAC!? Antes de mais, como tudo começou. O primeiro jogo a que assisti em Coimbra foi um jogo de taça AAC-Sporting. Casa cheia, no velhinho Calhabé. Perdemos 1-0 e nem sequer vi o golo já que o meu irmão não é das pessoas mais pontuais! Na época seguinte a direcção, então presidida por Campos Coroa, resolveu abrir as portas a estudantes, Universitários e não Universitários (onde eu me incluía). Na minha turma de secundário havia 2-3 jogadores do União (um deles chegou a jogar na AAC uns anos mais tarde) e havia também um grupo de pessoas que iam regularmente ver os jogos. Eu ouvia falar da grande festa que era ver os jogos e lá consegui convencer os pais a virmos mais cedo aos fins-de-semana para eu assistir aos jogos! E assim, comecei a ir regularmente aos jogos. Foi também por esta altura que o grupinho da bola se começou a formar! Ainda saltitava de grupo para grupo, mas com o tempo os grupos acabaram por se juntar e até há bem pouco tempo lá se conseguia juntar o útil ao agradável! Após esta brilhante época, em que o Calhabé estava cheio de malta nova, como eu, e onde se viam muitas capas e batinas nas bancadas, resolvi fazer-me sócio! Afinal, tínhamos subido de divisão e as grandes equipas nacionais vinham jogar a Coimbra e eu queria lá estar! Lá convenci o meu pai a pagar-me as quotas, que também eram baratinhas (200$00/mês na moeda antiga!). Nas duas épocas seguintes praticamente não falhei um jogo no Calhabé. Fizesse chuva, fizesse sol, muitas vezes os estudos ficando para trás. Mas naqueles Domingos em que não ia à bola, parecia que estava a falhar um compromisso!
Só em 2000 é que dei o passo final! Primeiro jogo fora! Depois de uma fantástica noite de latada, magnífico concerto de «Suede» no Universitário, dormi umas horitas e meti-me no comboio rumo a Espinho para me encontrar com outros Briosos adeptos que tinham apanhado um comboio anterior. Foi uma tarde fantástica, muita alegria, uma vitória por 4-1 e uma falange de apoio considerável que não se cansou de puxar pelo clube! Depois deste jogo muitos mais se seguiram. Houve 3 que me marcaram, pelos mais diversos motivos: Estrela-AAC vitória por 3-0, Campomaiorense-AAC empate a 2 e Chaves-AAC derrota por 7 ou 8 zero! O jogo na Amadora foi a primeira vez que percebi qual a potencialidade deste clube! 3500 Pessoas no estádio, 3000 da AAC! 10-12 Autocarros cheios saíram de Coimbra! O resto foi de carro e chegou-nos de Lisboa e arredores! A viagem com a Mancha a Campomaior foi inesquecível. Desde sairmos com mais de uma hora de atraso, pois um dos míticos da Mancha tinha adormecido no carro em frente ao Pavilhão e ninguém o conseguiu acordar, ao dono de um restaurante, ali depois de Penela, nos apontar uma caçadeira porque uns "putos" tinham atirado um petardo para a casa de banho, ao dia passado em Campo Maior em que acabámos o almoço a comer chouriço e a beber tinto Alentejano patrocinado por um velhote sócio do Campomaiorense, ao golo do empate que surgiu quando já ninguém cantava e que levou todos, miúdos e graúdos a saltarem e a correrem para a vedação do estádio! Na mesma época a deslocação a Chaves, uma pesada derrota, mas o apoio dado à equipa foi aumentando à medida que o resultado se avolumando! Nessa época subimos de divisão, fomos 3ºs na 2a liga, quando andámos na frente mais de 2/3 do campeonato, tendo derrotado a Naval no derradeiro jogo por 2-1, no dia da minha garraiada, o que me levou a estar presente apenas na 2ª parte do desafio, o suficiente para festejar o golo da vitória e realizar a última invasão de campo no Calhabé! Durante estes anos, houve sempre algo mais que me puxava para o estádio: os estudantes. Quando subimos de divisão após o interregno de 10 anos na 2a, tínhamos 15-16 jogadores-estudantes ou já licenciados na equipa. Este número baixou sensivelmente para os 10 com o passar das épocas. Tive também um velho amigo a jogar na AAC o que me levava a torcer ainda mais pelo clube. Com João Alves e a equipa B, começaram a jogar na equipa principal os nossos miúdos, aqueles cujo nome se ouvia/lia de vez em quando, mas que o comum dos adeptos não conhecia! Foi nesta altura que o apoio à nossa equipa atingiu o apogeu. Estávamos ainda na 2ª, com médias de espectadores entre os 5000-10000 dependendo do tempo, do adversário e da altura do ano! As quotas e o preço dos bilhetes eram acessíveis. Os estudantes tinham o privilégio de assistir aos jogos de capa e batina no topo sul. Se fossem sócios podiam ir para a central! A equipa para além dos portugueses era multicultural: Brasileiros, Marroquino, Albanês, Moçambicano, Angolanos, Congolês, enfim, jogadores das mais variadas nacionalidades! Mas então subimos de divisão e aquilo que se adivinhava há algum tempo aconteceu. Tínhamos um plantel vastíssimo, jogadores dispensados jogavam na Equipa B. E quando a torneira secou de vez, deu-se a queda da direcção. Com a nova direcção, mudou o rumo do clube. Tentou-se profissionalizar ao máximo o clube, de tal modo que se descaracterizou! Os investimentos milionários (nunca antes vistos) em jogadores que pouco ou nada renderam passaram a ser o pão-nosso de cada dia. O espaço para os nossos miudos no plantel principal passou a ser cada vez menor. A equipa B foi extinta, muito embora eu tenha feito tudo o que um mero associado pode fazer para o impedir. O espaço para aquela geração de jogadores que ajudou e de que maneira à ambicionada subida de divisão se desenvolverem acabou e muitos foram emprestados e passado pouco tempo penduraram as botas! Outros desistiram do sonho de jogarem futebol profissional e continuaram a jogar em clubes mais pequenos, apenas como complemento aos estudos (ainda há bem pouco tempo tive o prazer de conhecer o pai de um desses miudos que se estrearam com João Alves na equipa principal que me revelou o desânimo que se apoderou do filho quando tal aconteceu!). Pior que isto foi o que já referido grupo da bola começou a desaparecer! Mas porquê? Porque, tal como eu, muitos dos sócios da AAC não cresceram a amar só um clube! A AAC era especial, era diferente e de um momento para o outro passou a ser igual aos outros! O amor começou a desaparecer, tal qual numa relação em que um dos sujeitos muda radicalmente o seu comportamento. Infelizmente, não foram os meus colegas da bola os únicos que começaram a abandonar o estádio. Aliado ao aumento das quotas e do preço dos bilhetes, aos maus espectáculos, aos jogadores que não sabiam o que representava aquela camisola negra que envergavam, muitos mais deixaram de ir aos jogos.
Esta também não é a AAC que idealizo. Sou realista ao ponto de saber que é impossível ter uma equipa profissional constituída somente por estudantes, mas revolta-me o pouco que tem sido feito para manter os poucos que ainda existem ou aqueles jogadores com muitos anos de casa que saíram do clube para ganhar menos que as supostas vedetas contratadas ganham no clube! Acho que se dá muito pouco valor à chamada prata da casa!
Para terminar, vou-me referir aos adeptos "camaleões", nos quais, segundo a definição daqueles que se dizem verdadeiros académicos, onde eu me incluo. O que diz a definição? Um camaleão é aquele que muda de cor conforme o ambiente em que está, ou seja, curto e grosso, que tem mais que um clube! Eu, como a maioria dos sócios e adeptos da AAC (só não vê quem não quer) tenho outro clube, por todo o historial que referi anteriormente. Na altura em que ainda andava a maturar o meu academismo ainda torci pelo outro clube nos confrontos entre ambos, mas jamais na bancada dos sócios! Hoje em dia, não torço por nenhum quando os dois se encontram! Acho que é a melhor forma de resolver o conflito interno por que passo! Nem todos tiveram o privilégio de nascer Académicos, e aqueles que se apregoam verdadeiros Académicos não compreendem isso. Mas a maioria desses também nunca fizeram nada pelo clube, passam a vida a dizer mal dos jogadores e inclusive a assobiá-los. Só aparecem quando as câmaras ou os jornalistas lá estão. No fundo o quero dizer é que compreendo perfeitamente aqueles que nos jogos contra os chamados três grandes não puxam pela AAC, mas que raio, se nos outros 32 jogos eles lá estiverem a puxar pela equipa, se tiverem uma intervenção Académica consentânea com os valores da instituição, porque raio é que hão-de ser insultados, humilhados enfim, escorraçados por aqueles que no fundo, são da mesma família, apenas de um ramo diferente!? Muitos adeptos pensam como eu, outros nem tanto, fruto da necessidade de resultados que ambicionam. Eu não consigo puxar por esta equipa da mesma forma que puxava pela do Febras, do Mickey, do Dário, do To Sá, do Lucas, - porra até do João Campos (nada contra o homem, apenas não gostava do jogador!) e de muitos outros. Uns desistem à espera que novos dias mudem a coisa, outros como eu, talvez porque a distância (no meu caso) impossibilita o confronto com a nova situação, vão resistindo. Entretanto, as bancadas vão ficando mais vazias, nem com as novas promoções lançadas em Janeiro isto melhorou!
Desalentado, mas esperançado que melhores dias virão.
Todo o plantel, sem excepção, trabalhou ontem no Bolão tendo em vista a preparação do jogo ante a União de Leiria, no próximo Domingo. Treino essencialmente com bola, com o regresso de Zé Castro em pleno ao trabalho de conjunto. O jovem central não se coibiu de encarar o treino sem qualquer temor pela recente lesão, disputando cada bola como se de um verdadeiro jogo se tratasse. Esse foi, sem sombra de dúvida, uma marca indelével do apronto. A equipa está moralizada, com vontade de enfrentar e superar o obstáculo que constituirá o adversário de Domingo.
Destaques
Gelson finalizou como nunca, Luciano marcou um grande golo de livre, Joeano esteve particularmente activo, mas o destaque principal deverá ser dado a Ezequias, que estamos certos confirmará o bom momento de forma no jogo da próxima jornada. Correu quilómetros, jogou e deu a jogar, rematou e percebe-se que falava sério quando ao jornal «O Jogo» referia que queria jogar em Leiria para ganhar.
Dúvidas
Quem jogará do lado direito da defesa? É uma questão sobre a qual o Prof. Nelo Vingada se debruçará nas próximas horas. Nuno Luís integrou em pleno os treinos desta semana e demonstrou capacidade. Por outro lado, Sarmento esteve sempre em plano de destaque nos jogos efectuados na Liga. Voará Sarmento para a asa direita do ataque, deixando ao sub-capitão o comando das tarefas defensivas? Jogará Nuno Luís mais na frente, como fez na Figueira? Duvidas para dissipar até Domingo.
Um bolo maior! Hoje é dia de aniversário dos dois capitães de equipa
Paulo Adriano .
Como alguém diria “Capitão é capitão” e seria difícil para alguém que acompanha a carreira de Paulo Adriano, deixar passar este dia sem a devida vénia que todos lhe devíamos fazer. Por cada dia dedicado à nossa instituição, por todos os momentos já passados com ele, ou simplesmente pela “faixa” branca que ostenta no braço, que por si só lhe confere um estatuto diferente, de reconhecimento, de capitão.
Desde 1998 na Académica, Paulo Adriano é nos dias que correm, um dos símbolos da nossa Briosa, por tudo o que já nos deu, e por tudo o que certamente continuará a dar, e num futebol como o actual, são pormenores que fazem a diferença, e neste caso, mais do que um clubismo exacerbado, trata-se pura e simplesmente de factos, porque contam-se pelos dedos os jogadores que passam tão larga fase da sua carreira num único clube, 8 anos… tanto tempo, desde o dia que chegou do Anadia, com 21 anos e com os sonhos naturais de tal idade. Hoje, dia em que completa 29 anos, o SimplesmenteBriosa não pode deixar de lhe endereçar as maiores felicidades e de formular um desejo, que continue muitos anos de Briosa ao peito!
Também a Mancha Negra está de parabéns neste 3º dia do mês de Março. A mais representativa claque da Académica faz hoje 21 anos. Nesta data festiva, não nos podemos esquecer das grandes coreografias que já nos apresentou e dos inúmeros "Briosa" cantados a plenos pulmões quer o jogo esteja numa toada mais ou menos positiva para a nossa Briosa. Por ser diferente, pela forma como apoio incondicionalmente a equipa em todos os momentos, à 'nossa' Mancha endereçamos os parabéns e que continuem pelo menos mais 21 anos "No estádio a cantar só para te ver ganhar, Briosa!".
Filipe Teixeira foi ultrapassado por Roberto Brum e Pedro Roma – ainda que por margem mínima – fazendo com que o ranking da tabela se alterasse por completo. O jogo e as exibições particulares de cada jogador em Leiria poderão ajudar a definir quem terá reais hipóteses de lutar pela primeira posição. De destacar a «ultrapassagem» de Joeano ao seu «fantasma de posição» Marcel e as subidas de Ezequias e Dionattan nas pretéritas semanas.
1º - Roberto Brum 49.02 pontos de média 2º - Pedro Roma 48.32 3º - F. Teixeira 48.18 4º - Zé Castro 40.39 5º - Luciano 38.02 6º - H Alcântara 37.67 7º- Nuno Piloto 34.07 8º- Joeano 33.17 9º- Marcel 32.17 10º- Ezequias 31.47 11º- Danilo 30.47 12º - Dionattan 29.87 13º- P Adriano 29.09 14º- N Luís 28.45 15º - Gelson 26.01 16º - P Silva 24.67 17º - Fernando 19.24 18º - Zada 15.81 19º - Lira 15.74 20º - Sarmento 14.77 21º - Serjão 9.12 22º - Vítor Vinha 3.83
Votação para dos Briosos ante o Sporting:
Pedro Roma Sarmento Danilo Hugo Alcântara Vítor Vinha Roberto Brum N’Doye Dionattan Filipe Teixeira Joeano Serjão
Que os fanáticos apoiantes da nossa Associação Académica mais uma vez se erguerão e responderão «Presente!», não é novidade. Fá-lo-ão em consciência. Dirigir-se-ão para onde forem os caminhos que Ela trilhe. Segui-la-ão acerrimamente, nem que fora de olhos vendados. Apenas uma exigência. «A venda dos olhos. A venda tem de ser negra!».
Contudo, o caminho de hoje, é um novo trilho. Não somos nós que a seguimos, somos nós que a amparamos. Como na história. Olhando para trás, dois amantes de uma eternidade, revêem o percurso de uma vida, marcado em pegadas na areia. Na praia de não interessa onde. As pegadas de um acompanham necessariamente as marcas do outro. A par. E durante grande parte do caminho (esse da Vida, que se faz andando), assim o é. Uma parte há em que apenas um rasto de pés, cicatriza na areia. «Abandonaste-me, aqui? Estive sozinha durante este tempo?». Replico num olhar complacente: «Estavas cansada. Peguei-te ao colo e fiz o nosso caminho».
Domingo é dia de por os pés à terra. A par, pegando-a ao colo, como saber? São coisas tolas de momento, partidas de Entrudo do Destino. Apenas no momento se saberá. Mas é necessário que lá estejamos. Para caminhar a par ou para carregar, sabendo que no final o objectivo é uno e indivisível. O nosso e o dela. Afinal é a nossa Associação Académica!
E se o primeiro título for já Domingo?
«Tenho sonhos para realizar com a Académica. Um deles é ganhar um título, como a Taça de Portugal. Espero que haja mais sonhadores e que, todos juntos, possamos ganhar algo para a Académica» - Roberto Brum fala da vontade de conquistar o primeiro título. Que seja já Domingo, que se repita no outro e no outro a seguir. Mas para já queremos ganhar, essa será a nossa primeira Taça. Outras tantas se seguirão.O agora capitão da Briosa fala no orgulho que sente ao envergar a pele académica: "Vestir a camisola da Académica, uma paixão nacional, já é um orgulho, como é um privilégio ser capitão".
Roberto Brum ainda não marcou ao serviço da Briosa esta época. Mas a vontade é muita e o médio sublinha a sua vontade, que já vem do jogo ante o Sporting: «Se espero marcar? Se tiver oportunidade, então com certeza vou botar para dentro», exclama.
Digo eu, «Botas tu e botamos nós!».
Ezequias e a vontade de vencer em Leiria
Quem de perto tem a oportunidade de ver um pouco dos treinos da Briosa no Complexo Desportivo do Bolão percebe que se respira bom ambiente e que o grupo está mais unido do que nunca para dar a volta à situação. Ezequias é um dos responsáveis directos pela boa disposição, um «piadista» dos quais os colegas parecem já não dispensar. Para mais, contagia todos aqueles que estão à sua volta – técnicos, jogadores e staff de campo. Quando chega, contudo, a hora de falar sobre o jogo de Leiria o defesa esquerdo apenas se revela um lado da sua faceta. O sério. "Estou sempre pronto para jogar. Se for escolhido para entrar de início, darei tudo para ajudar a equipa a obter um resultado positivo, pois isso é que interessa. O Leiria é um adversário difícil, tem um grupo de jogadores com bom toque de bola, mas vamos preparados para as dificuldades e dispostos a lutar pela vitória". Ezequias entrou bem na temporada, fez um jogo de sonho ante o Benfica, mas depois lesionou-se, após uma visita inesperada ao Brasil para assistir ao nascimento da filha. O brasileiro, comenta ao jornal «O Jogo» : "Comecei bem a temporada, mas depois tive uma fase ruim, por causa de uma lesão. Agora sinto-me bem, quase no pico de forma, e estou preparado para ajudar a equipa a alcançar os seus objectivos".
Nelo Vingada deixou hoje as lides do treino ao Preparador Físico da Briosa. Correrias, obstáculos piques de velocidade sempre com bola e muito boa disposição de todos os jogadores. Andrade e Ezequias animavam os colegas moralizando o contexto de cada exercício efectuado. No início e final da sessão, uma pequena conversa com o Professor. A moral está em alta nas hostes Briosas!
Destaques
Num treino físico, os destaques são por um lado menos intimamente ligados ao fenómeno «futebol», mas numa outra vertente reflectem muito do estado de espírito dos jogadores e da sua capacidade de entrega,da disponibilidade dos mesmos face aos verdadeiros obstáculos que domingo após Domingo, a cada jornada da Liga Betandwin se colocam no caminho académico, para serem transpostos. Assim os destaques de hoje foram Andrade, Ezequias, Gelson e Nuno Piloto. O último, um verdadeiro «phanzer» da componente aeróbia do treino.
Muitas ausências
Joeano, Fernando, Zé Castro e Sarmento não compareceram ao apronto físico da tarde, por medida preventiva. Muitas ausências, que tornaram o relvado um pouco menos povoado. Nuno Luís e Ito integraram a sessão em pleno.
Pedro Roma castigado com dois jogos
À margem do apronto físico, uma notícia de última hora. Os castigos da Liga saíram hoje e o guarda-redes da Briosa Pedro Roma foi castigado com 2 jogos de suspensão, pela agressão a Liedson que derivou directamente da vontade do avançado querer ver o quinto amarelo de uma série de cinco…
No início do ano, o futebol português foi abalado pelo fim do histórico Clube Académico de Futebol (Académico de Viseu) por motivos de dívidas, acabando por se juntar ao Forminhão, alterar o nome (Académico de Viseu Futebol Clube) e ficar a disputar o campeonato distrital de Viseu. Antes do Académico das terras de Viriato foi o Campomaiorense, o Salgueiros, o Farense. Já esta época foi falado no Vitória de Setubal, Estoril Praia e Marco.
Mas, o motivo deste post é o União de Coimbra, que está automaticamente ligado à nossa Coimbra e à nossa Académica. Foi hoje noticia que os jogadores desta edilidade estão a ponderar colocar uma acção judicial para que lhes seja pago os salários em atraso (cerca de 4 meses). A situação do União é bastante delicada que, a juntar à má situação financeira, junta-se ainda a fiscal o que já levou à penhora de diversos bens.
O capitão de equipa (Maná) salientou que cinco atletas já deixaram o clube e outros não o fizeram por acreditarem na promessa da comissão administrativa que garantiu regularizar a situação até ao final do mês de Janeiro. Para concluir o capitão unionista dirigiu-se à cidade de aos adeptos, pedindo desculpa pela atitude extrema, e garantindo que a sua vontade e os seus colegas é continuar a jogar pelo União e que este se mantenha na II Divisão.
O União de Coimbra perdeu o ultimo jogo frente ao líder Tourizense por 2-0 e ocupa a 13ªposição da II Divisão Série C com catorze pontos.
Como academista lamento imenso esta situação não pela história que este clube tem, mas também por ser o "outro" clube da nossa cidade...