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  - Quinta-feira, Agosto 31, 2006

Fernando no Belenenses

Jorge Jesus conta finalmente com o esquerdino
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Já há muito se falava do interesse dos homens do restelo pelo nº20 da Briosa, mas só agora foi possível que as duas direcções chegassem a acordo relativamente ao antigo atleta de Jorge Jesus aquando da sua passagem pelo Moreirense. Ao que se sabe, Académica e Belenenses chegaram a acordo ao longo do dia de ontem, e esta tarde Fernando já treinará sob as ordens do seu novo 'mister', devendo-se tratar de um empréstimo com a duração de uma temporada.
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A ele o SimplesmenteBriosa deseja as maiores felicidades nesta nova etapa da sua carreira desportiva.
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Dame N'Doye assinou
Por um ano com mais dois de opção, foi o vínculo contratual que o senegalês e a Briosa decidiram remeter ao papel. O polivalente médio que agradou sobremaneira a Manuel Machado (como atempadamente haviamos notíciado) terá assim uma época desportiva para demonstrar toda a sua capacidade futebolística, sendo que a cláusula de opção pertence em exclusivo à Associação Académica.

  - Terça-feira, Agosto 29, 2006

FUTRICAS, ESTUDANTES E ALGUNS EXMºS SRS DOUTORES!

Caros Companheiros,

Abri uma pequena “brecha” nas minhas férias para desabafar um pouco convosco.
Com os pés quase dentro de água e a testa cada vez mais tostada e luzidia, vou, ao fim de 50 anos de militância na Associação Académica de Coimbra, falar pela primeira vez, publicamente , desta fracturante, divisionista e claramente reaccionária distinção entre Estudantes e Não Estudantes ( as maiúsculas são propositadas em ambas as palavras para que haja paridade).

Começo por vos dizer que tenho um respeito incomensurável por quem, com mérito, trabalho e muito sacrifício, tirou os seus cursos superiores. Honra ao mérito!
E tenho rigorosamente o mesmo respeito por todos aqueles que, por opção ou devido às dificuldades, privações e vicissitudes da vida os não quiseram ou conseguiram tirar.

Quero tratar este assunto com sensibilidade e ponderação, mas, obviamente, não deixará de ser a minha posição e, como tal, discutível e sujeita a qualquer crítica, desde que séria e feita de boa fé.
Vou procurar ser claro e objectivo, para que TODOS pelo menos me entendam.

O meu Pai ( e é uma pequena homenagem pública que lhe presto ) acabou a sua longa carreira de Funcionário Público, como Técnico Superior Principal na área da Saúde.
Era um homem de uma cultura invulgar, memória prodigiosa e humor finíssimo.
Fez, durante muitos anos, da “velha” livraria Atlântida, na Rua Ferreira Borges, a sua segunda casa.
Amigo de Torga, Namora e tantos outros que passaram por aquela “tertúlia” de cultura, devorava livros a um ritmo infernal.
Por razões familiares, não acabou o seu curso superior. Tinha uma paixão sublime pela Académica. A Câmara Municipal de Coimbra, atribuiu recentemente o seu nome a uma rua da nossa cidade, o que a toda a família encheu de orgulho.
O meu Pai ajudou a fundar, dinamizar e estimular, aquele que foi um dos maiores movimentos de apoio à Académica. Estou a falar-vos da conhecida “NAVE DOS LOUCOS” que durante anos a fio, percorreu o País de Norte a Sul atrás da sua Amada.
Todos cabiam naquela Nave. Médicos, Alfaiates, Engenheiros, Funcionários Públicos, Bancários, etc, etc. NUNCA, nos anos que os acompanhei, alguma vez ouvi o termo futrica! Era um grupo irreverente, lúdico, e de uma solidariedade “à prova de bala”.
A Académica unia-os a todos.

Passando em revista (mas muito na diagonal, confesso) o que a blogosfera académica tinha escrito nas últimas semanas, deparei-me com um texto, nos “pardalitos do choupal”, assinado pelo Dr. Miguel Madeira, (que não conheço pessoalmente, nem faço a mínima ideia quem seja), que, indignado, entre a exaltação e o sentido de “posse”, me chamava futrica com todas as letras (daí a minha dedução imediata de o autor ser dr ou engº).
Nada tenho contra o referido autor do texto, mas não lhe dou “ponta” de legitimidade, nem o direito de “cercear” os limites da minha visão e paixão pela Académica. Falta-me claramente um elemento fundamental. Saber a sua idade.
Se for um velho “passadista”, um saudosista ressabiado, daqueles que só falam de Coimbra actual para a apoucar, ou alguém que desistiu de “agarrar” o futuro e que vive eternamente do passado, ainda tolero. Agora se se trata de um jovem “arejado”, no início da sua vida profissional, é que me preocupa mais.
Mas há terapêutica para tudo e o remédio está dentro da própria “casa”. Sugiro-lhe que se sente entre os meus amigos Luís Santarino e José Romão e os ouça falar da relação entre Estudantes e não Estudantes, no período e na época em que isso fazia algum sentido. E, se não for muita maçada, leia o texto de apresentação do meu querido amigo Zé Romão quando se iniciou nas lides blogueiras nos “pardalitos do choupal”.
Este termo futrica, quando utilizado hoje (e perfeitamente desajustado da actual realidade coimbrã) é por norma “assassino”, divisionista, elitista e, como atrás disse, fracturante.
E ajuda a explicar, em parte, a actual realidade da Académica.
Nos últimos 22 anos “vegetámos”, sem honra nem mérito, pelas “catacumbas” da 2ª divisão, alternando como umas fugazes passagens pela 1ª liga.
Alguns dos “clubezecos”, a que o Dr. (ou Engº) Miguel Madeira com sobranceria e desdém se refere, deram-nos autênticas lições de vida associativa. Mobilizaram-se em torno dos seus emblemas, das suas regiões, com grande esforço, empenho e muito trabalho. Criaram as suas próprias estruturas desportivas, parques desportivos modernos e funcionais, com infra-estruturas que nos levam 10 ou 15 anos de avanço.
Geraram riqueza para as suas regiões, fortaleceram o comércio local, a hotelaria, a restauração e são “residentes” com lugar cativo na 1ª divisão há bastantes anos.
E mais. Nunca precisaram de “benesses” do Estado Novo, nem dos favores da política para nada.

Nós andamos AINDA, em 2006, atavicamente, a discutir de quem é a responsabilidade da não construção dos campos do bolão, infra-estrutura fundamental para o futuro desportivo da nossa Instituição.
Mas se, com seriedade e salutar visão crítica, alguém quer analisar a actual situação da nossa Académica, vem logo um Exmº Srº Drº (ou Engº) “rapar” dos seus galões e arvorar-se em dono da “quinta”.
Caro Dr. (ou Engº) Miguel Madeira, eu lido anualmente com centenas de licenciados, que, acabados os seus cursos, são despejados no “mercado” do desemprego. Ajudo-os a desenvolver competências que os possam tornar mais aptos, mais fortes e competitivos para enfrentar este flagelo do desemprego. É uma geração de que eu gosto particularmente e para a qual tenho grande sensibilidade, porque sei o que os espera. Ou um lugar como “caixa” de Hipermercado (o que não é desonra nenhuma), um contrato a “termo certo” ou os famigerados “recibos verdes”. Isto, claro, se não estiver “encostado” à generosidade de um partido político.

Faça uma viagem com a “Mancha Negra”(se é que já não a fez). Entre em qualquer dos autocarros e veja o convívio salutar, militante e irreverente entre todos eles. E encontra lá de tudo (e neste tudo, cabe tudo!), licenciados, estudantes, operários, desempregados, eu sei lá…
Vá lá perguntar-lhes o que é um futrica?
Olhe, meu caro Dr (ou Engº), e para acabar este desabafo, os futricas que o Sr refere com tanto desdém e pedantismo, foram uma das grandes “alavancas” dos movimentos culturais e associativos de Coimbra. Do teatro ao cinema, passando pela música e pelas artes plásticas. Os grandes núcleos de referência cultural da nossa cidade tiveram (e têm) todos a sua marca. Na “tasca” do Romão, no Manel da Mercearia, ou no Zé Bruto, com tinto ou com branco, discutia-se apaixonadamente a Académica sem qualquer tipo de complexos.
Nessa altura, o termo futrica era amizade, solidariedade, companheirismo e grande cumplicidade entre todos. Era um termo mobilizador.
Utilizá-lo, hoje, é não só abusivo, como desajustado da realidade. Imagino o seu incómodo de ter que se sentar no mesmo Estádio, onde hoje coabitam consigo maioritariamente futricas.
Pode ser que o Engº José Eduardo Simões lhe reserve um local exclusivo no Estádio, para ver o futebol, “imune” a esta praga!

O João Ruas ( eu cito-o, meu caro, nunca mais quero ser deselegante consigo) escreve um texto à sua maneira. A saudade, a nostalgia, “arrastaram-no”, realmente, para uma (se não a maior) época de grande consenso académico.
E refere, com saudade, as equipas do fim da década de 60 que, maioritariamente constituídas por jogadores universitários, se batiam com as equipas profissionais.
Meu caro João Ruas, aprendi nos bancos da faculdade e da vida profissional, que só se compara o que é comparável.
Como quer o meu amigo reeditar, em 2006, o modelo de 1966/69?
Independentemente do orgulho que tínhamos em ver jogadores universitários a baterem-se com profissionais, não se esqueça que os nossos também o eram.
E o João Ruas “enfatizou” a componente estudantil, quando sabe que o que mais gozo nos dava e nos mobilizava era ver a nossa Briosa ganhar em qualquer campo, com grande qualidade e competência.
E tem aí a razão objectiva para termos o velho “calhabé”, sempre a abarrotar pelas costuras. Tínhamos uma equipa ganhadora que, domingo a domingo, nos enchia a alma e aumentava a auto-estima.
Como é possível voltar a esses tempos, se hoje qualquer jovem futebolista mediano, com 15/16 anos, já traz “à trela” um empresário, e a maior parte das vezes o pai com um cofre debaixo do braço para não deixar fugir o dinheiro?
Acha o meu caro amigo que era hoje possível reeditar essas épocas de ouro, com o mesmo espírito?
Acredita que é possível mobilizar uma cidade, com a baixíssima qualidade deste produto que andamos a tentar “vender” há 22 anos?
Jogadores estudantes? Claro que também gostaria de os ter. Mas, primeiro, que sejam profissionais, competentes e disponíveis. Pago religiosamente o meu bilhete de época para ver futebol de qualidade jogado por profissionais a tempo inteiro.
Jorge Anjinho, Mendes Silva, Paulo Cardoso, Campos Coroa, João Moreno e Eduardo Simões, todos sem excepção (uns mais do que outros), aumentaram sempre o passivo da Briosa, e pensa que foi para pagar as propinas aos jogadores estudantes? Ou para fazer residências escolares atractivas e funcionais para os atletas estudantes?
Desiluda-se, meu caro. Todos eles, rigorosamente sem excepção, se preocuparam prioritariamente (e bem) em constituir plantéis profissionais que pudessem dar-nos sucessos desportivos.
Até há bem pouco tempo, o nosso único património era o Pavilhão Jorge Anjinho e, mesmo esse, salvo, no limite, de uma “hasta pública”.
Sabe o que aconteceu a todos os grandes jogadores das épocas de sucesso que refere?
Na primeira oportunidade, cederam todos (com algumas excepções) aos convites dos grandes. Rui Rodrigues, Artur Jorge, Manuel António, Oliveira Duarte, Toni, Lourenço são claramente exemplos disso. Podia continuar a engrossar esta lista, mas o meu amigo conhece-a tão bem quanto eu.

A Académica é património de todos!
É da Pedrulha, do Tovim, da Solum. É dos bairros socialmente mais desprotegidos.
É da Universidade, do Politécnico, e dos Estudantes do secundário.

A Académica é tanto (ou mais) do Sr. Fernando, motorista da Briosa, como é do Magnífico Reitor.
Só os “cabotinos”, os “pedantes” e os “vaidosos” é que não percebem isto.
VIVA A BRIOSA!

  - Segunda-feira, Agosto 28, 2006

M&M´s entre o fel e o mel

Começou a Liga, começou a Briosa a amealhar os pontos que lhe podem permitir um campeonato mais desafogado num jogo em que foi largamente prejudicada por um trio de arbitragem lesto a puxar de cartões para os atletas de preto, mesmo que estes não cometessem falta, intimidando e tendo influência decisiva no resultado.

Tendo ambas as equipas de evoluir num terreno impróprio para consumo, entrou a Académica armada num 4-3-3 com todas as unidades do miolo de cariz defensivo (Roberto Brum, Alexandre e Pavlovic) numa clara intenção de bloquear as ideias ao meio campo ofensivo do Vitória. Não foi feliz nesse intento, muito por culpa da mais que evidente falta de rotina de Pavlovic que não só tinha imensas dificuldades em construir (perdeu bolas atrás de bolas em zonas proibídas) como destruia muitas vezes com recurso à falta. Com o meio-campo preso de movimentos e sem unidades de transição defesa-ataque, o Setúbal foi sempre mais perigoso e anulou facilmente as unidades mais adiantadas da Briosa (Miguel Pedro, Helder Barbosa e Raul Estevez).

Guardou Manuel Machado a audácia para o segundo tempo, não que sem antes tivesse a Académica sofrido um golo aos 2 minutos da 2ª parte, num livre à entrada da área a punir uma falta que não existiu de Litos (que rendeu ao jogador o 1º amarelo na partida). Manuel Machado modificou então o esquema, colocou Gelson e Nestor em campo, passou a Briosa a um 4-4-2 que facilmente se desdobrava num 4-2-4 sendo que a movimentação de Gelson, sempre muito activo no apoio ao ataque, baralhou completamente os sadinos que passaram a defender como podiam a sua baliza face a um caudal atacante da Briosa que se acentuava.

Foi como corolário lógico deste ascendente que surgiu o golo da Briosa, Roberto Brum bateu livre na esquerda rasteiro para a entrada da área onde Helder Barbosa disparou uma folha seca que concerteza acordou a coruja ...

A partir daqui entrou-se numa toada de parada e resposta mas sempre dando a ideia que a Académica poderia chegar à vitória, perdendo oportunidades por Hélder Barbosa e Gelson de dar a volta ao resultado. Viu-se neste período futebol de alto quilate por parte de Estevez, Gelson, Brum e Helder Barbosa com este ultimo a abrir autenticamente o livro, ninguém lhe tira a bola, é dono de uma técnica individual extraordinária.

A 5 minutos do final, aquela fraca desculpa para árbitro de futebol, decide de novo inventar uma falta de Litos e um cartão vermelho absolutamente ridículo que forçou a Académica a jogar com Gelson a defesa central (!!!!). Mesmo assim, procurou a Briosa ainda ganhar a partida tendo perdido uma boa chance por Helder Barbosa. Demonstração clara de uma personalidade vincada que poderá dar muitas alegrias a todos nós esta época!

Os rapazes de preto 1 a 1

Pedro Roma (3) - Uma saída em falso na primeira parte. No golo foi traído por um toque na barreira. Uma grande defesa na segunda parte. Bom mas não excelente.

Nuno Piloto (3) - Até ao cartão amarelo viu-se em palpos de aranha para segurar os extremos sadinos. Com o avançar do jogo foi melhorando e apareceu mesmo em apoio ao ataque na segunda parte com bastante "a-propósito".

Litos (4) - Bom a comandar a defesa (na transmissão televisa isso foi bem visível). Acaba por ser traído pelo árbitro por duas faltas que não existiram.

Medeiros (3) - Mais nervoso que Litos. Comprometeu um par de vezes com perdas de bola escusadas e faltas em zonas proibídas.

Lino (3) - Esteve discreto mas sempre certinho. Nota-se que já perdeu a ânsia de atacar demasiado desprotegendo as costas. Temos lateral?

Pavlovic (1) - O que terá levado Manuel Machado a colocá-lo em campo permanecerá uma incógnita. Esteve muitas vezes em jogo e quase sempre pelos piores motivos. Perdas de bola em zonas proibidas, muito trapalhão e sem capacidade de levar a equipa para o ataque.

Brum (5) - Correu, fez correr, recuperou bolas, apareceu sempre a ganhar a 2ª bola aos sadinos, fez uma assistência perfeita para golo. SOBERBO!

Alexandre (4) - Posicionamento táctico irreprensível. Recuperou muitas bolas que soltou sempre fácil.

Hélder Barbosa (5) - Ainda devem estar jogadores do Setubal em campo à procura dos rins. Assumiu sempre o jogo, nunca se escondeu. Revelou notável maturidade para a sua idade. Marcou um golaço e podia ainda ter feito outro. NOTÁVEL!

Miguel Pedro (2) - Em boa verdade nunca lhe chegou jogo para se mostrar. Um jogador a rever.

Raul Estevez (3) - Protege bem a bola mas revelou alguma inconsequência nas suas movimentações. Um fácis cansado pode indiciar ainda alguma fadiga e a explicação para a falta de velocidade.

Gelson (5) - Baralhou todo o esquema sadino. Ninguém sabe se o homem é médio, avançado ou defesa central. Jogou bem, mostrou disponibilidade física, movimentações inteligentes (um grande progresso) e o habitual espírito de sacrifício. Um jogador que joga assim só pode ser elogiado. FANTÁSTICO!

Nestor Alvarez (2) - Entrou para o eixo do ataque mas não conseguiu mostrar a veia goleadora com que vem rotulado. Um livre mal batido e alguma luta que deu aos centrais foi o que ficou de uma exibição algo apagada.

Filipe Teixeira (3) - Jogou poucos minutos mas o perfume do seu futebol ficou no ar. A sua vontade de mostrar serviço podia mesmo ter dado a vitória à Briosa.

Declarações de Manuel Machado

Manuel Machado destacou o facto de a Briosa ter sofrido o golo numa fase em que se preparava para alterar o esquema. O treinador da Briosa admitiu que a estratégia passava por uma maior contenção no primeiro tempo, para procurar a vitória na segunda parte, tendo-se mostrado satisfeito com a resposta da equipa neste primeiro jogo da temporada.

Ligas...

Á semelhança de anos anteriores, já foram criadas as ligas privadas nas diversas competições de ligas.

LIGA RECORD - Código de acesso: 277B8 (dois, sete, sete, B, oito)

LIGA INGLESA - Código de acesso: 844084-120525 (oito, quatro, quatro, zero, oito, quatro, traço, um, dois, zero, cinco, dois, cinco).

Para as competições da UEFA, a liga será realizada mais tarde.

Boas apostas e que ganhe o melhor.

Até os comemos !

Um acordar inquieto de um sonho mal dormido
O relógio que não anda, no caminho para a ermida
O bilhete que se compra, na fila bem comprimido
Coração que bate forte, refeição mal digerida.

Gente vestida de negro, alma de um preto retinto
O tapete verde que olho, um golo sonho acordado
Os artistas aparecem, o fado exprime o que sinto.

O passe mal medido, o golo falhado
Pede-se em coro magia
Golo sofrido, pesadelo acordado

Imploro, olhos postos em Álvaro
Ameaço o nervoso cantando com bravura
O passe que se acerta, o cruzamento bem medido
É GOOOOLO da Briosa, esta é a doce loucura!

Entramos em campo contigo,
A ganhar ou perder
Se um dia jogares no céu, avisa
Lá estaremos todos só para te ver!

BRIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSA !!!

Nota: O golo que se segue foi apontado por Vargas na época de 97/98 no Estádio do Bonfim, já em tempo de descontos, e deu a vitória aos pretos por 0-1.

  - Domingo, Agosto 27, 2006

Os primeiros 18 de Manuel Machado

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Já está divulgada a lista dos 18 convocados por Manuel Machado para o jogo de amanhã frente ao V.Setubal. Sem surpresas, o destaque vai para a chamada dos mais recentes reforços Miguel Pedro e Milos Pavlovic. De salientar também a exclusão de um dos melhores na pré-época: Fernando.

Eis os jogadores escolhidos:

Guarda-Redes:
1 Douglas
24 Pedro Roma

Defesas:
4 Káká
14 Medeiros
16 Lino
18 Vítor Vinha
21 Litos
25 Sonkaya

Médios:
5 Alexandre
6 Roberto Brum
10 Filipe Teixeira
28 Nuno Piloto
32 Milos Pavlovic

Avançados:
7 H. Barbosa
9 Gelson
19 Miguel Pedro
30 Estevez
99 Nestor Alvarez

Manuel Machado confiante

Na habitual conferência de imprensa, Manuel Machado mostrou-se confiante quanto ao desempenho da equipa da Académica no seu compromisso de Segunda-Feira com o Vitória de Setúbal. Embora ressalvando que "Temos 15 novos jogadores, perdemos um conjunto de elementos nucleares que vinham da época passada, o que obrigou a um grande reajustamento do grupo de trabalho", Manuel Machado encara o jogo "com confiança. Quando se joga, é com o pressuposto da vitória e esta partida não foge à regra".

Para além de confiante, Manuel Machado manifestou alguma indignação para com certos jornalistas que fazem "sabotagem" ao divulgarem a equipa provável à Quarta-Feira. Estas declarações surgem na sequência do fecho dos treinos da Briosa à Comunicação Social após os primeiros 15 minutos de aquecimento.

Ndoye a caminho do Al-Shabab

O senegalês Ndoye será cedido a título de empréstimo por uma verba a rondar os 500 mil euros ao clube treinado por Humberto Coelho. De referir também que esse mesmo clube garantiu a opção de compra no final do empréstimo por uma verba bastante interessante para os cofres da Briosa.

Ao jogador o Simplesmente Briosa endereça os votos das maiores felicidades no novo clube.

  - Sábado, Agosto 26, 2006

Gyano de fora

O ponta de lança que a Académica contractou ao Vasas de Budapeste para esta época vai ter que ficar de fora para cumprir castigo devido à expulsão no último jogo da liga Hungara. 2 jogos foi a pena aplicada ao jogador o que significa que o treinador Manuel Machado não poderá contar com Gyano para o jogo de Segunda-Feira com o V.Setubal e para o jogo em casa com a Naval. É assim uma baixa importante para a equipa da Briosa que via o jogador como um dos possíveis titulares. Gelson e Nestor Alvarez são agora os candidatos à titularidade e a eles se pedem golos... Muitos golos.

  - Sexta-feira, Agosto 25, 2006

Recordando... Um ano depois

Foi há um ano. Passado este tempo, podemos tirar conclusões entre o que foi dito e que foi feito? Talvez já se possa ver, dizem uns, ainda é pouco tempo defenderão outros, no entanto, na leitura atenta da entrevista pode levantar questões para um debate bastante interessantes. Aconselha-se vivamente a quem nunca leu que leia, e quem teve essa oportunidade no ano passado, que a releia. A caixa de comentários estará aberta para as observações finais!


O PRESIDENTE DA ACADÉMICA, JOSÉ EDUARDO SIMÕES, ACEITOU O DESAFIO DE DOIS JOVENS ESTUDANTES, O FRANCISCO E O GONÇALO, SÓCIOS DA ACADÉMICA E, NUMA ENTREVISTA DE FUNDO FALOU DO PASSADO, DO PRESENTE E DO FUTURO DA ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DE COIMBRA/ ORGANISMO AUTÓNOMO DE FUTEBOL.
O FUTEBOL PROFISSIONAL, A FORMAÇÃO, O PATRIMÓNIO SÃO ALGUNS DOS TEMAS ABORDADOS.

AS IDEIAS, OS PROJECTOS E AS AMBIÇÕES DO HOMEM QUE LIDERA OS DESTINOS DA BRIOSA....


Nas últimas épocas, na última particularmente, tem sido latente o objectivo de garantir um lugar tranquilo na tabela classificativa. No entanto, “o triste fado conimbricense” tem ditado que a manutenção se assegure, apenas, na última jornada.
O que é que tem falhado nos últimos anos?

José Eduardo Simões - Em primeiro lugar, uma correcção: na última época garantimos a manutenção a três jornadas do fim do campeonato e com muito mérito!

Para percebermos o que tem não diria falhado, mas talvez corrido menos bem, nas últimas épocas, temos que atender ao facto de a Académica ter estado demasiados anos na Liga de Honra e, por isso mesmo, perderam-se os hábitos de vitória, a capacidade de ganhar jogos com maior grau de dificuldade e, sobretudo, a capacidade de perceber que a Académica pode ser cada vez mais forte e deve ter outra ambição. Isso não se consegue de um ano para outro.

Sabíamos que este – o terceiro ano consecutivo na SuperLiga - ia ser um ano difícil. Sendo um ano de transição, foi aquele em que conseguimos acabar com o “sofrimento” mais cedo, e lançámos as bases para o futuro com outra confiança nas nossas capacidades.

Pensamos que o facto da Académica estar há três épocas consecutivas na SuperLiga é a base, o sustentáculo fundamental, para ultrapassar essa carência de jogar a alto nível e de conquistar a ambição necessária para alcançar outros voos.


Os objectivos para a nova época já foram traçados, a qualificação para as provas europeias. Um dos objectivos base era a manutenção de alguns jogadores considerados fulcrais, nomes como: Hugo Leal, José António, Dário e Vasco Faisca, que foram importantíssimos na manutenção, não permaneceram.
Mesmo assim, terá o plantel a qualidade necessária para atingir as metas traçadas?


JES - Em primeiro lugar devemos cumprimentar todos os atletas que estiveram connosco a época passada. Esses quatro que citaram foram atletas que tiveram um bom desempenho e trabalharam bem.
Alguns, ninguém se lembrava deles quando vieram, e nós, como Instituição que somos, com os nossos treinadores e funcionários, com a ajuda de todos os colegas no grupo de trabalho, proporcionámos a oportunidade que eles mostrarem as suas qualidades ou voltarem a revelar. A todos eles quero desejar as maiores felicidades, onde quer que eles estejam, na continuação das suas carreiras, bem como aos restantes que saíram.

Todavia, o que é mais importante aqui é salientar a manutenção da estrutura base da equipa e essa está cá na Académica.
O grupo mantém-se, o espírito está intacto, a ambição também – vontade de vencer.
Existe muita força interior, existe uma união que, arrisco-me a dizer, é ainda mais forte do que o ano passado.

Actualmente, falar em quem saiu não faz sentido. O que é significativo é falar de quem está e de quem veio para ajudar (o Hugo Alcântara, o Ezequias, o Filipe Teixeira, o Zada, o Gelson e o Fernando), sendo certo que se verifica, quer nos treinos e jogos, quer nas indicações que nos chegam diariamente sobre os atletas por parte do nosso grupo, que hoje a equipa está mais equilibrada e que, talvez seja mais forte, já nesta fase, do que era no ano passado em fase mais adiantada de preparação.



Fala-se uma crescente corrente brasileira no plantel da Académica, o fugir a uma mística, ao conjunto de valores que fizeram da Académica ao longo da sua história, um clube simpático, carismático mas, sobretudo, um clube diferente.
Não teme que essa corrente possa quebrar muitos princípios da Instituição?
Não deveria existir uma maior aposta nos escalões inferiores?
Lembro, por exemplo, que duas grandes revelações da SuperLiga deste ano, não foram brasileiros, nem de outros países, mas sim portugueses oriundos do Desportivo de Chaves.

JES – Se me falam nas “revelações” da última época, as “revelações” consagradas na Gala da LPFP foram o João Moutinho, o João Alves (que estava no Chaves e foi para Braga) e o Manuel Fernandes.
Neste domínio das revelações, aproveito a oportunidade para expressar que acho muito injusto que uma das grandes revelações do ano passado, não tenha sido distinguido também. Refiro-me objectivamente ao Zé Castro, o nosso atleta, que foi muito mais consistente, nomeadamente do que o atleta do Braga (independentemente do seu valor).
Tenho que salientar que foi com algum sentimento de injustiça que não o vi ser referenciado entre as três revelações nacionais.

A questão da “corrente brasileira” é uma falsa questão!
A Académica é uma equipa, uma Instituição que tem uma mística própria e mais do que adaptar-se a quem vem, é que vem que se adapta à Académica. Foi sempre assim e assim continuará a ser.
Quando tivemos muitos atletas angolanos, moçambicanos, cabo-verdianos, até de Macau, todos se adaptaram à Académica e a Coimbra porque, no fundo, a Académica é de Coimbra e a integração é fácil quando existe atitude, capacidade de sacrifício e profissionalismo, como aquela que existe nos nossos atletas; sejam eles portugueses, espanhóis ou brasileiros.

Podemos afirmar que todos eles, e cada um deles, representam muito bem a Académica. São atletas com qualidades humanas, que se integram bem na nossa mística e, devo dizer, que são capazes de transmitir um querer, uma vontade exemplares.
Todos, sejam eles brasileiros, seja o nosso guarda-redes espanhol Dani, que é um excelente profissional e um excelente companheiro; sejam portugueses.
Os nossos atletas são todos de nível elevado, quanto a qualidades humanas e desempenho social, o que é para nós o mais importante. Estou certo que, independentemente da nacionalidade sabem o que é ser da Académica!
Quem vem para Coimbra, se tiver qualidade e capacidade, integra-se no nosso espírito e nossa mística. E torna-se uma mais-valia. Com carisma e “classe”, é o que pretendemos sempre.

Para além disto, é importante reconhecer que os jogadores que vêm de fora conseguem ajudar a levar o nome da Académica e de Coimbra cada vez mais longe: ao Brasil, a Espanha, a Angola, a Moçambique; sem esquecer que vamos fazer uma missão em Timor, onde vamos mostrar que a Académica não é apenas um clube onde se pratica futebol, mas que tem uma perspectiva social sempre presente.



Relativamente a atletas emprestados, que no final da época saem sem nenhuma contrapartida para o clube, vai continuar a contar com eles?

JES - O meu princípio foi sempre o de não ter atletas emprestados.
Esta época foi possível construir, pela primeira vez em muitos anos, uma equipa em que todos os jogadores são, efectivamente, da Académica.

A nossa preocupação foi, é e será sempre a de criar uma espinha dorsal com atletas nossos, de qualidade, que possam integrar atletas da formação.
Porque, essa mistura da qualidade, da experiência, com uma formação de jovens que precisam dessa experiência para evoluir e para atingir outros patamares é, para nós, o ideal em termos de continuidade deste clube e do seu desenvolvimento para o futuro.
Se identificarmos, hoje, alguns atletas mais novos que eram da formação: o Eduardo, o Zé Castro, o Nuno Piloto, o Vinha, o Sarmento, o Ito (que ainda é júnior), o Rui Miguel, (para além do Barroca, do Gonçalo e do Portulez) são atletas saídos da formação nos últimos anos, que conjuntamente com outros que estão colocados em outros clubes de forma a poderem evoluir, vão poder criar um grupo de muita qualidade, muito coeso e forte. Com a mística da Académica.


Que plataforma de entendimento se pode atingir entre o Organismo Autónomo de Futebol e a casa-mãe da AAC, no sentido de ter todo o espólio futebolístico num único museu?

JES – Estamos a desenvolver todos os esforços nesse sentido, até porque, o espólio não existe apenas na casa-mãe, existe espólio no Museu Académico da Reitoria da Universidade de Coimbra, existe algum aqui no OAF, existe espólio espalhado por diferentes pessoas (atletas, ex-dirigentes, etc.) e em muitos locais.
Gostaríamos muito de contribuir para que existisse em Coimbra o “Museu do Desporto”, que envolvesse toda a Académica, nas suas diferentes modalidades. Já falámos com a Reitoria, com a Direcção Geral também queremos falar deste assunto.
Sendo certo que é um trabalho de Hércules este de erguer um museu que, volto a sublinhar, gostaríamos que fosse um verdadeiro “Museu do desporto”, pensamos que seria uma grande mais-valia para a cidade de Coimbra.
Mas, o que neste momento é fundamental é conseguir fazer o levantamento de todo o espólio que anda espalhado.
O nosso objectivo, esse, está traçado! Assim haja vontade de todas as entidades.

A Académica tem uma parceria com a Tbz. Alguns associados reclamam mais informação sobre os pormenores deste negócio.
Qual é a estratégia para aumentar o número de adeptos no Estádio Cidade de Coimbra?

JES – É uma estratégia assente naquilo que, verdadeiramente, atrai mais sócios e simpatizantes.
Essa estratégia passa pela a realização de jogos em horários adequados para se ver futebol, ter um estádio com boas condições e ter uma boa equipa: que seja competitiva, capaz de disputar jogo a jogo com vontade de ganhar. É isso que nós temos e vamos conseguir.

Portanto, a estratégia para aumentar o número de adeptos passa, por um lado pela da qualidade do futebol e por outro, por uma operação de captação novos associados, de captação de franjas de pessoas que andam um pouco afastadas, como por exemplo os estudantes, e os antigos estudantes não só universitários mas, também, os do ensino básico e secundário, espalhados por Portugal inteiro e, neste último caso, residentes na região de influência de Coimbra.



Precisamente sobre os estudantes, que nos tempo áureos académicos se podiam vislumbrar no calhabé de capa e batina. Como é que pensa que os vai conseguir atrair, de novo, para o Estádio?

JES – Fui professor na Universidade durante muitos anos e vejo a diferença que existe entre o estudante universitário desse tempo (há dez anos atrás) e o de hoje.
Actualmente, o estudante universitário está muito mais alheado das questões desportivas, do que aqui há dez, quinze ou vinte anos. Há diferenças substanciais.
Trazê-los de volta ao desporto não é tarefa fácil.
No entanto, volto a reiterar que, com uma boa equipa, a jogar um futebol competitivo, com uma maior capacidade de sedução através de contactos com os nossos atletas universitários, vamos dar a volta ao assunto.
Nós temos atletas/estudantes, como é disso exemplo o Nuno Piloto, que está a terminar o curso de Bioquímica, entre outros que frequentam a Universidade ou para lá caminham.

Quanto ao espectáculo da capa e batina, gostaria de o voltar a ver mas isso é algo que depende muito das pessoas, tal como já havia referido. Hoje em dia vêem-se muito menos capas e batinas na Universidade, já não é hábito envergar o traje regularmente. Penso mesmo que a maioria dos estudantes só o veste mesmo na Semana Académica da Queima das Fitas.



É do conhecimento público que as camadas jovens treinam em campos pelados, muitas vezes sem as condições necessárias para um clube primo divisionário. Mas, o que é certo é que recentemente a Académica tem revelado talentos como Lucas, Zé Castro, Nuno Piloto e mais recentemente Sarmento ou Vitor Vinha.
Não acha necessário apostar fortemente na formação de jovens valores, a nível financeiro e de condições, de forma a tirar maior proveito com eventuais vendas de jogadores formados na Briosa?

JES – Sobre este assunto gostava de dizer que a Académica esteve muitos anos adormecida no que diz respeito a formação.
Uma formação que podemos dizer era deficiente, não tinha regras claras, capacidade formativa, não tinha objectivos e nem sequer atingia resultados minimamente aceitáveis, nem para o nome nem para a tradição que a Académica tinha nas camadas jovens (há 20, 30, 40 ou 50 anos atrás).

O que estamos a fazer, desde há dois/três anos, é uma inversão completa de atitude.
Agora, todo o trabalho vai no sentido de criar uma pirâmide: desde as escolas até aos juniores, uma pirâmide muito alargada na captação e promoção do ensino nas escolinhas.
Partindo de uma base de 500 atletas nas escolinhas, vamos progressivamente escolher cada vez melhores atletas e estudantes.
Por outro lado vamos observar e captar, em clubes da Área Metropolitana de Coimbra e em todas as zonas em que possamos ter pessoas ligadas ao gabinete de prospecção (“olheiros” como hoje se diz), atletas que sejam talentos desportivos.

Estamos a conseguir, com esse triângulo de base muito forte, muito alargado e com boa formação, criar os alicerces para que boas equipas de iniciados, de infantis, de juvenis e de juniores apareçam.

Gostava ainda de salientar que os melhores resultados dos últimos anos, aconteceram esta época de 2004/2005 quer nos iniciados, quer nos infantis, quer nos juvenis e nos juniores.
Isto significa que o trabalho que está a ser desenvolvido já está a dar bons frutos. Porém, esses frutos só se irão ver a médio, longo prazo.
Há ainda muito caminho para percorrer. Os atletas estão a ser bem formados e todos os anos mais atletas vão dar apoio à equipa principal.

Tudo isto significa, portanto, que fizemos uma aposta muita clara na formação.

Essa aposta passa, também, por infra-estruturas.
É óbvio que não nos agrada que alguns jovens treinem em campos pelados.
Infelizmente o concelho de Coimbra não tem capacidade para dar resposta à procura de campos relvados, por isso, só os juniores é que treinam em campos relvados. É pouco e temos de ultrapassar essa carência.
Desde há três anos que não podemos utilizar o campo de Santa Cruz, nem sabemos quando é que ele poderá estar disponível, este que seria um excelente recinto desportivo para os escalões jovens.
Por tudo isto, estamos a investir fortemente na componente de infra-estruturas e, ainda este ano, vamos ter capacidade para colocar jovens da formação para treinar na nossa “Academia Briosa XXI”.

Quanto à questão dos benefícios financeiros que podemos tirar dos nossos atletas da formação, é óbvio que quando existe uma boa formação se tira proveito. Embora tal não seja uma regra, senão vejamos os casos dos últimos anos. Podia aqui lembrar atletas que estiveram na formação da Académica e que deixaram expirar o contrato para irem para outros clubes, sem qualquer benefício financeiro para a Académica.

No entanto, o mais importante para nós é conseguirmos formar atletas e estudantes, o que não acontece nos outros clubes.
Não posso deixar de salientar que a equipa de juniores da Académica teve este ano seis estudantes universitários e todos os restantes frequentam o ensino secundário.
Estes atletas/estudantes competiram com equipas nas quais praticamente ninguém estudava, salvo uma ou outra excepção.
Esta é a grande diferença da nossa visão e do nosso projecto de formação: formar talentos, desportivos e humanos.

Quando estará finalizada a Academia Briosa XXI?
Quais a suas actuais condições e o que é que falta ser feito?

JES – Neste momento, estamos a completar a estrutura de base dos dois relvados sintéticos destinados à formação, o que significa que durante o mês de Setembro poderemos ter os relvados sintéticos a funcionar a tempo do início dos trabalhos desportivos.
Para além disso, estamos a fazer obras de adaptação nos balneários de forma a torná-los mais funcionais, incluindo alguns equipamentos médicos de apoio e espaço de hidroterapia. Hoje em dia todas as equipas profissionais têm de ter estes recursos para melhorar os seus desempenhos em termos clínicos e de fisioterapia.
O que neste momento está parado é o novo edifício. Está nos chamados “toscos” mas, até Setembro vai arrancar mais uma fase e, portanto, poderemos dizer que talvez uma boa expectativa é a Academia Briosa XXI, daqui a um ano, em 2006, poder estar concluída.


Anunciou, recentemente, a criação de uma Fundação da Académica.
Quais as contrapartidas que esta terá para o clube?

JES – Em primeiro lugar, a criação da Fundação é um processo que está agora a nascer.
A Fundação significa, em nosso entender, algo que não se substituindo, é um pouco mais do que o clube. Será o instrumento capaz de assumir o espírito daquilo que é a Académica e daquilo que é Coimbra. Um âmbito internacional, um espírito de cultura, de solidariedade, de companheirismo, um espírito com uma mística muito própria de ajudar quem precisa e quem tem valor; de ser capaz de ver um bocadinho mais longe e para além do futebol.

Essa Fundação pretende, por isso, ser algo que a Académica não pode ser mas que, de alguma forma, já foi em tempos passados. Mas, estamos apenas a dar os primeiros passos.

A Fundação terá também como objectivo dar alguma protecção ao regime de gestão que a Académica tem actualmente, que é o regime denominado “regime especial de gestão”, onde a Direcção é responsável financeiramente por tudo o que se passa.

Vou dar um exemplo, para que entendam melhor: este pavilhão, o pavilhão Jorge Anjinho, está penhorado às Finanças por causa de hipotéticas dívidas, relativas a IRC, anteriores a 1996, que estão impugnadas pela Académica.
Se um dia, o Tribunal se pronunciasse a favor da administração fiscal e a Académica tivesse que pagar essas dívidas, ou as pagaríamos nós, elementos da Direcção (o que não é justo nem correcto) ou teríamos que permitir que este pavilhão fosse alienado para o pagamento dessas mesmas dívidas.
Pensamos que não é correcta nem uma opção, nem a outra.
Não é correcto que se deixe alienar o património, a nossa função é aumentá-lo para que a Académica seja cada vez mais forte. Por outro lado, também não é justo que a responsabilidade recaia sobre as pessoas que aqui estão a dar o melhor de si e do seu tempo e às vezes das suas economias para que a Académica possa ser um clube que paga a horas e possa ser hoje uma Instituição com credibilidade.
Portanto, mais do que falar em contrapartidas que a Fundação possa trazer, primeiro é necessário pensar como é que essa Fundação deve ser criada, quais os seus objectivos, estes já citados e outros que possam ser meritórios, porque esta não é uma Fundação que se pretende substituir ao clube.
É uma Fundação para além do clube, para atingir aquilo que a Académica, enquanto Organismo Autónomo de Futebol, está limitada mas em que não pode deixar de pensar, em termos sociais, educativos, culturais, internacionais, de nome e imagem, de qualidade, de diferença em relação aos outros clubes de futebol.


Para finalizar, qual o seu objectivo para a Académica, a médio ou longo prazo?

JES – São vários e distintos.

O objectivo desportivo:

Consolidar a Académica como equipa da SuperLiga.
Não queremos estar lá quatro ou cinco anos apenas, queremos um clube estável na primeira divisão da liga de futebol profissional, como é o caso do Braga, do Guimarães, do Marítimo ou do Belenenses, esses sim são clubes estáveis de SuperLiga.
Para atingir este objectivo, temos que ter uma equipa de qualidade que seja capaz de competir com todas as outras.
Por outro lado, essa equipa não pode esquecer que é da Académica, que é de Coimbra, e isto significa que vamos continuar a apostar fortemente na formação, que vamos dar condições aos nossos jovens que tenham capacidades desportivas diferentes das que são habituais, para que tanto possam estudar, como evoluir e competir desportivamente ao mais alto nível.


Objectivo relativamente ao património:

O nosso objectivo em termos patrimoniais é aumentar o nosso património.
Estamos em vias de o concretizar porque, já somos accionistas maioritários da PROCAC, entidade que é detentora do edifício nos Arcos do Jardim (sede do CAC). Estamos, assim, a um pequeno passo de nos tornarmos detentores reais desse património.
Depois, ainda em termos patrimoniais, pretendemos levar a cabo uma intervenção profunda aqui no pavilhão, mantendo um espaço desportivo de qualidade para o futsal, para as escolinhas e para outras actividades para os nossos associados e, por outro lado, criar valências de apoio à terceira idade, aos jovens e não só, através de serviços de medicina desportiva e medicina de recuperação e serviços de assistência (em particular para sócios idosos).

Se conseguirmos isto neste pavilhão, mantendo a sua nave principal para o desporto, melhorando a sua qualidade em termos acústicos e de comportamento térmico e concretizarmos uma boa cobertura (porque a que existe não é uma cobertura sequer saudável para instalações desportivas), então conseguiremos realizar aqui um projecto muito interessante.
Tornar este pavilhão num “Centro Académico Jorge Anjinho” que seja motivo de orgulho de todos os associados.


Objectivos no campo social:

Integrar a Académica e torná-la num porta-estandarte da região de Coimbra cada vez mais forte, que não desmereça em nada os seus pergaminhos, em termos estudantis e em termos culturais e sociais, daquilo que já foi capaz de fazer.
Que sejamos capazes de continuar a formar atletas/estudantes, como foi o caso do Miguel Rocha, do Pedro Roma e, mais recentemente, do Nuno Piloto; que estes exemplos sejam exemplos a seguir, que exista sempre uma grande vontade e disponibilidade de alguns atletas em querer avançar e formarem-se. O Estatuto do atleta de alta competição deve ser ajustado à nova realidade do futebol profissional dos tempos de hoje.


O objectivo financeiro:

Conseguir que a Académica seja um clube saudável financeiramente, um clube cumpridor, que dê menos dores de cabeça às pessoas que no futuro vierem dirigir o clube.
Não desejo a ninguém um trigésimo daquilo que encontrei e daquilo por que temos sido condicionados nos últimos anos.

O meu objectivo último é, deixar a Académica noutra situação. Permitindo a quem vier, encontrar um clube mais saudável, onde dê orgulho trabalhar, onde dê orgulho ser dirigente e que seja um bocadinho mais fácil do que tem sido, e está a ser, para nós!


Entrevista:

Francisco Martinho (sócio n.º 12 363).*
Gonçalo Cabral (sócio n.º 13 344).*

*Alunos da Escola Secundária de Seia, têm ambos 16 anos.


A eles o nosso muito obrigado!

  - Quarta-feira, Agosto 23, 2006

Briosómilhões - Ele está de volta

O passatempo que vai fazer alguém voltar a ser milionário


Atenção treinadores de bancada, Alexandrinos, Mayas e Professor Bamboo. Este é o jogo onde se podem lançar as cartas, os búzios ou até ver na bola de cristal. Tudo com um objectivo: acertar no que vai dar os jogos da Briosa!
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1- Condições de inscrição
Toda a legião de fans do Briosómilhões que queira jogar nesta época 2006/2007 só precisa de se deslocar à Loja do Cidadão mais próxima e deixar uma fotocópia do Bilhete de Identidade, cartão de sócio da Académica e pagar uma caução de 50€ para o seguro de vida. Ok, estou a brincar...
Basta deixar o prognóstico para o jogo entre a 1ª e a 30ª jornada via comentário ou mail (simplesmentebriosa@hotmail.com) com um único nick.
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2- O jogo em si
Consiste no mesmo que o ano passado.
Tótó Bola - 1 x 2, tal como no jogo da Santa Casa. 1 para a equipa que jogue em casa ganhar, x para o empate e 2 para a equipa visitante levar os três pontos.
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Fura Redes - nome do(s) jogador(es) da Académica que vão marcar golos.
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Espaço Maya - acertar em cheio no resultado do jogo.

M&M'space (Man of the Match/Manuel Machado space) - Acertar no melhor jogador em campo da Académica. A decisão deste jogador será feita por votação entre os blog's da Académica.
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3- Os pontos
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Tótó Bola: 1 ponto (em caso de resultado acertado);
Fura Redes: 2 pontos por cada marcador correcto;
Espaço Maya: 5 pontos (se resultado totalmente certo);
M&M'space: 3 pontos.
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4- O prémio final
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Só joga no Briosómilhões quem tem amor à camisola! Assim,
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1º classificado - Uma camisola oficial da Académica época 2006/2007 sem os números a dourado.
2º classificado - Uma bicicleta oficial Simplesmente Briosa capaz de andar em estrada, montanha e até na Lua. Para garantir a satisfação do premiado e para não quebrar os estatutos a bicicleta também não tem ponta de dourado.
3º classificado - Será dado a escolher entre um mês de acesso ao site Simplesmente Briosa completamente grátis ou um tijolo autografado pela equipa SB.
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A classificação geral será dada todas as Quartas-Feiras da semana seguinte à do jogo. Boa sorte a todos!


V.Setúbal - Académica

Tótó Bola:
Fura Redes:
Espaço Maya:
M&M'space:

Crónica Paulista

Nota Editorial: Na sequência das contribuições que temos recebido dos nossos leitores. Fica aqui o sentir de um Português no Brasil pela pena do João Laranjeiro.


São Paulo, uma das maiores cidades do mundo, a maior do Brasil; quase 20 milhões de habitantes, e cidade irmâ de Coimbra. Uma cidade com uma vida única, com uma oferta cultural, gastronómica e financeira apenas comparáveis a Nova York. Uma cidade multiracial com grandes comunidades como a Portuguesa, Italiana, Espanhola, Japonesa, Síria, Libanesa, Polonesa (falando em Brasileiro), Alemã, e tantas outras; todas tentando sempre preservar as suas origens, suas tradições, seus costumes. Esse “cocktail” de origens faz com que todos os brasileiros tenham sempre um elo a um desses países. É raro encontrar alguém cuja origem é 100% brasileira: “meu pai é português e minha mãe italiana” é um dos maiores exemplos que me acostumei a ouvir.

Foi nesta cidade que cheguei em Janeiro de 2002 para ficar por um ano. Hoje já “contabilizo” 3 anos e 8 meses, muito tempo longe da família, dos amigos, e claro da minha Briosa. Custa muito fim de semana atrás de fim de semana ficar acompanhando os jogos pela net (obrigado RUC), pelos blogs, pela mailing list, pelos sms. Custa mais do que estar no estádio em Portugal, posso-vos garantir isso.

Falando de futebol, a cidade têm 4 times (vou sempre dar um toque brasileiro em algumas expressões), o São Paulo (clube da elite social), o Corinthians (clube do povo), o Palmeiras (dos italianos) e claro a Portuguesa, a velha Lusa.

Quando me perguntam aqui para que time eu torço respondo sempre o mesmo, Académica de Coimbra. A resposta que normalmente ouço é: “ahhh, ok”. Explico sempre a história, que é um dos clubes mais antigos e mais famosos de Portugal, com uma tradição única, tentando angariar adeptos. (quem entra em minha casa depara sempre com 2 cachecois da Briosa rodeando a bandeira portuguesa. O meu carro têm o nosso símbolo no vidro)

Tive a sorte de conhecer o Marcos, primo do Paulo Adriano que sempre me convidou para ir ao Canindé assistir a um jogo da Portuguesa dos Desportos. O Marcos tem dois clubes no coração, a Portuguesa e a nossa Briosa, estando sempre a par do que se passa nos dois.

Em Agosto de 2005 acedi a ir ver pela primeira vez ver um jogo aqui no Brasil. (Gosto de futebol mas ir a um estádio para ver um jogo que não seja da minha Briosa nunca me atraiu).

Mas lá fui com o Marcos ver a Portuguesa jogar contra o Grêmio de Porto Alegre (onde despertava Anderson, hj no Porto). O Marcos recebeu-me com a camisola da Briosa vestida, oferecida pelo seu primo.

Chegado ao estádio tive uma grande surpresa; via famílias inteiras vestidas com as mais variadas camisolas (em brasileiro camisetas), de Portugal, dos supostos 3 grandes, do Boavista, Guimarães, Espinho, Leiria, Infesta, Académico Viseu, Campomaiorense, de tantos outros que não me recordo agora. Mas era Portugal que estava ali, todos queriam mostrar as suas origens, a sua paixão clubistica. O meu cachecol estava agora ao pescoço de um amigo lagarto que nos acompanhou junto com um amigo Benfiquista (mais dois convertidos à nossa Briosa).

Dentro do estádio predominava a culinária portuguesa, os bolinhos de bacalhau, os tremoços, até Super Bock para quem quisesse.

As famílias faziam a festa, o jogo era um motivo para se encontrarem. O ambiente ao redor do estádio era fabuloso, tendo-me sentido pela primeira vez aqui no Brasil como se estivesse em Portugal, apesar dos 8000 kms que nos separam.

Mas as saudades de ver a minha Briosa ao vivo são grandes, grandes demais. As lembranças de vários jogos que vivi ficarão para outro texto.

Um abraço do tamanho do Oceano.

BRIOOOSSAAAAAAAAAAAAAAAA !!!

Por curiosidade a Portuguesa perdeu o jogo com uma grande exibição do puto hoje no Porto, que como se diz em bom português partiu a loiça toda...

Ass: João Laranjeiro

  - Terça-feira, Agosto 22, 2006

BRAVO! BRAVO! BRAVO!

Miguel Pedro confirmado na Académica
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Depois de confirmado o nome de Milos Pavlovic, internacional sub-21 e que marcou presença no Campeonato sub-21 realizado em Portugal no último verão, confirmou-se agora o nome do português Miguel Pedro, atleta do Desportivo das Aves e que foi na última época a grande figura da equipa e uma das principais referências da Liga de Honra.
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Se em relação a jogadores como Sonkaya ou a Douglas me pergunto constantemente qual a utilidade destes e sobretudo se não haveria em Portugal jogadores de qualidade semelhante ou mesmo melhor com os mesmos custos e com menores riscos de adaptação, no caso deste jovem, é provavelmente uma das aquisições mais bem conseguidas dos últimos tempos, pelo menos no que diz respeito ao plano desportivo, já que em termos financeiros não foram avançados mais pormenores.

De igual para igual

A Briosa perdeu, pela margem mínima, o jogo efectuado na noite de ontem na cidade basca de Vitória. Apesar da boa réplica dada ao Alavés durante o encontro, a Académica acabou por perder o jogo graças a um pontapé indefensável na cobrança de livre de directo por Ruben Navarro. O empate acabou por estar nas botas de Gelson e Fernando que, no entanto, não conseguiram desfeitear o guardião basco.

A pré-época da Briosa fica assim concluída no que a jogos diz respeito, com os pretos em crescendo, nesta última semana, a descansarem os corações Académicos mais inquietos e a prometer uma entrada condigna na Liga que se avizinha. Que assim seja e que na próxima Segunda-Feira possamos festejar muitas bolas na rede e os primeiros 3 pontinhos da época!

Manuel Machado em entrevista ao Diario de Coimbra

“Não vejo grande margem de manobra para ficar no primeiro terço da tabela”
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A próxima temporada pode ser chamada de “ano zero” da Académica. Revolução no plantel com a introdução de jogadores provenientes de mercados alernativos e um novo treinador. Em entrevista ao Diário de Coimbra, Manuel Machado, técnico da Briosa, analisa a pré-temporada estudantil e perspectiva o futuro do clube. Arrefece os ânimos de quem pensa na Académica para o primeiro terço da tabela, confessando que com trabalho e rigor o segundo terço é uma possibilidade. Sobre a revolução no plantel, Manuel Machado afirma que foi vontade da direcção, mas considera-a pertinente. Todavia, assegura que os resultados não vão aparecer no imediato
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Diário de Coimbra (DC) - Que balanço faz do primeiro mês de trabalho?
Manuel Machado (MM) - Tem sido um princípio de temporada difícil por três ou quatro razões que já referi. Em primeiro lugar existe um grande número de jogadores introduzidos e o faseamento da sua chegada. Depois as lesões, imponderáveis que são normais nesta fase da época e, finalmente, algumas coisas que não são tão normais, como jogadores que chegaram com problemas, caso do Nestor, do Estevez e do Sonkaya, e que não são propriamente fruto do início da temporada, porque são mazelas que vinham de trás. Difícil é a palavra que mais se coaduna para este primeiro mês e 10 dias de trabalho.
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DC - Mas esperava outro tipo de resposta dos jogadores?
MM - Não tem nada a ver uma coisa com outra. A resposta dos jogadores tem sido muito positiva. Estas condicionantes fogem da minha mão, da mão do departamento clínico e dos próprios jogadores. O problema das lesões acontece a qualquer momento, por isso, não se podem controlar esse tipo de factores. Os jogadores têm revelado uma boa e grande disponibilidade para trabalhar, agora as condicionantes estão presentes. Não é uma situação desesperante, mas é uma realidade.
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DC - A ambição da grande revolução efectuada no plantel foi introduzida pelo “professor”... (interrompe)
MM - Não. Nem pouco mais ao menos. A solução da alteração do quadro de profissionais que a Académica levou a cabo, e está a levar a cabo, é da responsabilidade de quem de direito, ou seja, da sua direcção. A questão da alteração não tem nada a haver comigo. Porém, o trabalho de encontrar perfis que se quer para um grupo de trabalho com cor e de preencher esses determinados perfis é que tem sido bipartido entre a direcção e o quadro técnico. São coisas diferentes.
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DC - Na altura em que foi direccionado o convite e apresentado o projecto foi-lhe transmitido logo, por parte da direcção, a vontade de realizar essa profunda alteração?
MM - Praticamente. À partida previa-se a manutenção de cerca de 60 por cento dos jogadores do grupo e 40 por cento de novas entradas. Mas fruto da venda do Ezequias, do Joeano e da saída do Hugo Alcântara, as coisas inverteram-se um pouco, mas eu sabia que existia a vontade da direcção em fazer esta transformação no grupo de trabalho.
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DC - De alguma forma esse desafio incentivou-o a aceitar o convite para treinar a Académica?
MM - Não. O convite foi aceite antes disso e com o pressuposto Académica instituição, independente das nuances que o grupo de trabalho viesse a ter. A partir do momento que apareceu o convite e foi aceite, debruçámo-
-nos sobre o plantel e foram aparecendo certas condicionantes.
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DC - Quando afirmou que a chegada faseada dos jogadores condicionava a construção da equipa, queria fazer alguma crítica ao trabalho da direcção?
MM - Não. As pessoas fizeram uma leitura na diagonal daquilo que eu disse. O que queria dizer, e o porquê de o ter dito, foi a constante leitura que a imprensa vinha a fazer da sucessão de resultados. Depois expliquei que essa sucessão menos positiva tinha a ver com algo menos normal, ligado às razões que já mencionei atrás. Não tem nada de crítico, foi uma explicação do porquê de os resultados não terem aparecido tão rapidamente quanto se queria. Essa leitura foi feita talvez porque o meu português não é bom ou porque as pessoas têm sempre como predominante o lado menos positivo do que se diz, buscando sempre o lado negativo. E isso apareceu na imprensa a induzir na crítica quando assim não é.
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DC - Tem consciência que o facto de ter chegado às competições europeias nos últimos dois clubes por onde passou pode elevar a confiança dos adeptos da Académica?
MM - Não há nada no futebol que garanta resultados, mas também não é previsível que uma equipa após uma transformação desta dimensão os obtenha no imediato. Nesse quadro e tendo em conta os resultados obtidos nos últimos clubes que liderei não é garantia absolutamente nenhuma. Evidente que o que foi dito na apresentação, quer por mim quer pelo presidente da direcção, e depois de nas últimas épocas a Académica ter tido dificuldades em se manter, é que o objectivo é efectuar uma época tranquila. Isto é, que a manutenção na Liga se alcance de forma tranquila para não repetirmos uma ponta final de prova com o coração apertado como tem acontecido ultimamente. Não podemos fazer projecções de objectivos maiores enquanto este não tiver realizado.
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DC - Afirmou no final do jogo com o Boavista que não acreditava que a Académica fosse um “outsider” na Liga. Isso serviu para acalmar alguns ânimos mais excessivos?
MM - Isso é realismo, e não levar as pessoas a pensar em outros voos que depois ao não serem alcançados levam à frustração. Quem anda neste mundo e conhece os pressuposto do que são as pedras basilares de um bom desempenho, sabe que dificilmente eles se encontram neste momento na Académica. E uma das regras principais é que não se façam grandes alterações num plantel, normalmente, quando esse dá garantias, o não tem sido o caso. Por isso, acho pertinente aquilo que a direcção acabou por fazer. Depois destes quatro anos onde a equipa teve dificuldades em obter a manutenção, partir para uma limpeza e introdução de novos jogadores no sentido de criar um grupo diferente. Parece-me importante e de alguma maneira correcto. Veja-se por exemplo o Sporting de Braga que nas últimas três épocas tem conseguido obter resultados, antes passou pelo mesmo que a Académica, mas nestes últimos anos as alterações que foram feitas no plantel nunca excederam os 20 por cento. Quando se efectua uma mudança deste calibre dificilmente se conseguem obter resultados no imediato. Pode-se sim, lançar os alicerces para que nas temporadas vindoiras se atinja com naturalidade objectivos maiores e ambições maiores.
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DC - Acredita que a Briosa tem condições para no futuro cimentar a sua posição na Liga e lutar por outros objectivos?
MM - Acredito. Aliás, quando me perguntou o porquê de ter aceite o convite tem a haver com esta questão. Coimbra é uma cidade grande deste país e que gosta de futebol. Tem na Académica uma instituição com grande tradição e relevo na modalidade. Para mim era sempre uma interrogação em saber porque a Académica não conseguia fazer campanhas mais condizentes com estas grandezas que acabei de enumerar. O grande factor motivacional que me faz estar aqui agora é tentar perceber o porquê de as coisas não acontecerem de forma diferente, e ser um catalizador para conseguir torneá-las. Penso que encontrados os caminhos certos e corrigidos os problemas no plano desportivo a Académica tem condições para cimentar a sua posição na Liga. Tem um belo estádio, uma massa associativa grande e um centro de treinos que garante uma logística razoável. Do ponto de vista financeiro tem cumprido com os seus encargos e compromissos e isso são factores positivos que, de alguma maneira, me levam a acreditar que depois do trabalho de base, a Académica possa lutar por patamares classificativos mais elevados.
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DC - Já identificou algum desses problemas que não permitiam que o sucesso aparecesse em anos anteriores?
MM - Não conheço o passado desportivo do clube, conheço apenas o passado pelas suas classificações. Por isso não posso, de maneira nenhuma, neste momento, dizer o que falhou. É uma questão que com franqueza não poderei responder. Não entro num discurso de conveniência quando não tenha dados para o fazer.
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DC - Será uma temporada difícil pelas razões conhecidas, já o disse, mas ao mesmo tempo quer garantir a manutenção com tranquilidade. Não é um pouco contraditório?
MM - Vai ser difícil no sentido dos objectivos que algumas pessoas querem ver espelhados, que é falar no primeiro terço da tabela. Isso digo-lhe já que teremos 10 por cento de possibilidade de o conseguir. Relativamente à questão de fazer uma época tranquila, ou seja ficar no segundo terço (entre o sétimo e o 12.º lugar) diria que será menos difícil. São duas dificuldades de grandezas diferentes, embora no futebol não existam impossíveis. Para o primeiro terço não vejo grande margem de manobra para lá chegarmos, para a segunda acredito que com trabalho, organização, com ponta de sorte, rigor e com nível de exigência grande, possamos conseguir a tranquilidade um pouquinho melhor do que em anos anteriores.
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DC - Que análise faz ao início da Liga da Académica , uma vez que defronta equipas do mesmo “campeonato”?
MM - No “timing” que essas equipas nos aparecerem não nos é nada benéfico. Sendo que temos um mês de atraso relativamente à preparação, jogar com adversários que, no plano teórico, são da nossa grandeza e do nosso campeonato e recebermos a Naval e o Belenenses ou o Gil Vicente, consoante venha a ser determinado a resolução do caso, não é tão positivo assim. Se tivéssemos já mais construídos, com certeza que poderiam ser dois bons resultados, uma vez que Setúbal também não é impossível de lá irmos pontuar, e podíamos ganhar aí índices de confiança que nos possibilitasse um bom arranque para a temporada. Agora com o atraso que temos, esses jogos são de grande risco e poderemos estar a desperdiçar pontos que, no plano teórico, seriam de quase obrigatória obtenção.
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DC - A uma semana do começo da prova ainda está para chegar um jogador. Esse atleta fecha o plantel?
MM - Já na última conferência de imprensa me colocaram essa questão embora de uma forma transversal, tentando saber se a entrada de mais jogador quereria dizer a saída de outros, e eu respondi de uma forma irónica que era segredo. Todavia, neste momento é líquido, salvo se houver algum percalço, que o Milos Pavlovic é um jogador em trânsito, só não está cá ainda, sendo que está tudo tratado com o jogador e o clube que representava, por uma questão burocrática de obtenção de visto e que julgo estará pronto muito brevemente. É evidente que isso faz com que o número de jogadores acresça para 26, sendo que eu disse no passado que gostaria de ter um grupo entre os 23 e os 25 atletas, prossupostamente, isso obrigará a arrumação em termos numéricos do grupo que cá está. Mas também direi, tal como no passado, que as questões do foro contratual, que dizem respeito à realização de vínculos ou à quebra dos mesmos, é da competência, não do técnico, que é mais um contratado, mas sim da entidade patronal, que aqui é corporizada pela direcção e seu presidente. Se eventualmente acontecer alguma entrada mais ou sair daqui alguém será sempre a direcção a decidi-lo. Eu assessorio tecnicamente essa direcção, normalmente é me colocada a questão, e se isso vier a acontecer, logicamente me pronunciarei.
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DC - Mas será sempre o treinador a ter essa decisão?
MM - Posso é fazer ver às pessoas que aquele sector está sobrelotado ou sobredimensionado e nesse contexto deixar a porta aberta para a lacuna ser suprimida. Mas isso é uma questão que agora não se coloca porque os clubes podem inscrever 27 jogadores, e se a direcção achar que em vez de 25, deveremos ter 27, não vejo que a casa caia.
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DC - Os reforços confirmaram as expectativas?
MM - Sim. Fizemos um trabalho de pesquisa longo para encontrarmos as individualidades para dar cor e qualidade ao grupo e penso que as encontrámos. Existem questões que nos fogem da mão, porque são jogadores de mercados alternativos e que vêm de realidades diferentes. Por isso há sempre o período chamado adaptação e há uns que conseguem fazê-lo rapidamente e outros não. Tivemos cuidado nas pesquisa que fizemos para encontrar os tais requisitos e esperamos que todos, ou a maioria deles, tenham a capacidade de se adaptar a um futebol diferente, a um meio social diferente, a um clima que é diferente, a uma alimentação e cultura diferente, enfim, a toda uma nova realidade que não perturbam de alguma maneira o que eles expressaram nos “futebóis”, se assim se pode dizer, de que são originários.
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DC – Foram as suas primeiras escolhas?
MM – Não existiram primeiras e segundas escolhas. Foi feito um trabalho entre equipa técnica, director desportivo e presidente da direcção, no sentido de identificar perfis que se adequassem aos nossos propósitos. Nessa escolha entram o factor do perfil, mas também a questão financeira. E nesse campo existiram jogadores equacionados mas que foram descartados pelo que a Académica pode pagar a A ou B.
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DC - Qual o sistema táctico que quer para a Académica?
MM – Eu não sou treinador de sistemas. Só para ilustrar eu não sou como o técnico Co Adriaanse fez no Porto, que apenas se fixou no sistema de três defesas, jogou com ele e teve sucesso. Até porque os clubes que tenho treinado são de média e pequena dimensão e gosto que as minhas equipas tenham flexibilidade. Ou seja, que consigam dar resposta às várias situações , adequando-se às diversas fases competitivas que formos tendo. Não vale a pena tentar encontrar um sistema para a Académica, vamos conseguir dar resposta em 4x2x3x1, 4x4x2 em losângulo e em 3x5x2. Estes são os sistemas referenciados, porque procuramos flexibilidade e cultura táctica.
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DC - O facto de existirem várias nacionalidades dentro do balneário não impede essa rápida adaptação?
MM - Não me parece. Hoje em dia estamos constantemente a falar de coisas e quando elas caem na nossa casa vemos sempre problemas. Muito se fala de aldeia global, de globalização, da livre circulação de mercadoria e trabalhadores, bem como da abolição de fronteiras e do inglês como língua universal. Por isso tudo, não me parece um problema a variedade de culturas, nacionalidades e línguas que temos dentro do balneário. Agora, é evidente que seria mais fácil e mais aconselhável ter um plantel de 23 ou 25 portugueses, mas julgo que hoje essa é uma situação sem exemplo no nosso país, porque qualquer grupo tem uma diversidade de nacionalidades como a que a Académica tem. Uns mais outro menos, mas teremos de encarar o futuro com essa realidade. Não me parece que venha a existir retrocesso nessa tendência e julgo que a tendência de contratar jogadores de vários locais será cada vez maior.
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DC - Como analisa o recente protocolo elaborado com o Tourizense?
MM - Julgo que é interessante. O protocolo com o Tourizense traz a possibilidade de manter um canal aberto entre os clubes e existindo quatro ou cinco jogadores - na casa dos 19/20 anos - no Tourizense que estão em fase de complemento formativo. E por isso, existe sempre a possibilidade de a qualquer momento, por leitura do bom trabalho efectuado por eles, de fazer com que ingressem na Académica. Por outro lado, há outros que também têm a possibilidade, por um abaixamento de forma ou recuperação de lesão, de jogar a um nível mais baixo para readquirirem a forma. Por isso penso que é um protocolo inteligente e que beneficia as duas colectividades.
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Ricardo Busano
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http://www.diariocoimbra.pt/13274.htm

  - Segunda-feira, Agosto 21, 2006

Desmentido ao "Pardalitos do Choupal"

"Uma mentira repetida cem vezes, passa a ser uma verdade"
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"Brum (0)- Hoje tive a sorte de ter por companhia três pessoas que não pertencem ao staff dos Pardalitos. Foram pois, testemunhas de uma situação verdadeiramente inacreditável por parte de alguém que ostenta a braçadeira de capitão da GRANDE BRIOSA.Passo a descrever.Por duas vezes, MM saltou do banco irritado com Brum. Ou por não deixar Lino bater um livre, ou porque se agarrou à bola em demasia deixando o ala direito Dame, à espera de se isolar.Pois bem, a azia de Brum (Capitão ocasional, mas capitão) notou-se numa atitude verdadeiramente miserável. Um adversário, que por acaso foi colega dele na pré-época, caiu. Brum, covarde e propositadamente, pisou-o descaradamente com os pitons deixando-o em sofrimento.Se esta atitude manchou o jogo, que dizer da inoquocidadeda sua exibição?Não jogou NADA."

PATÉTICO! O que levará alguém a fazer acusações sem ponta de verdade, as quais a única consequência que eventualmente poderão ter, é única e exclusivamente o manchar do bom nome que o jogador tem em todos aqueles que sofrem pela Briosa, e que vêem em Roberto Brum um exemplo de entrega e dedicação ao emblema, que já por diversas vezes teve propostas vantajosas a nível pessoal para sair do clube e que NUNCA! se lhe ouviu uma única palavra a pedir para sair? Por mais voltas que dê não encontrarei explicação possível para que quem se diz da Académica faça insinuações deste teor, e sobretudo para que estas insinuações tenham sempre definido o mesmo alvo. Sinceramente... não sei.

Possivelmente não precisaria de fazer a defesa do jogador, mas todos sabemos que como está em sub-titulo, "uma mentira repetida cem vezes, passa a ser uma verdade", e jamais ficarei calado quando for para defender algo em que acredito, e a verdade, essa, vem sempre ao de cima. Passo então a descrever o que se passou em Touriz aquando da entrada de Roberto Brum sobre Steven, ex-jogador do Porto B e que nunca na vida se treinou com o trinco da Académica.

Numa disputa de bola a meio campo, onde foi disputado grande parte do jogo, numa bola dividida, Steven entra a pés juntos à bola, e quando esta não estava sob controle de nenhum dos dois, o 6 da briosa tenta rodar sobre a bola e proteger a sua posição sob a mesma. Foi essa a ideia com que fiquei logo na altura, e a ser falta, era primeira do jogador que entra a pés juntos, e só uma enorme capacidade utópica pode descrever esta jogada como "Um adversário, que por acaso foi colega dele na pré-época, caiu. Brum, covarde e propositadamente, pisou-o descaradamente com os pitons ".

Mas mais do que palavras, tive a sorte de ter captado esse lance. A qualidade não é a melhor, mas dá para perceber em linhas gerais o que se passou. Quem desejar o video com uma qualidade ligeiramente melhor, é favor mandar mail para simplesmentebriosa@hotmail.com .


  - Domingo, Agosto 20, 2006

Dame agradou

Dame N'Doye parece ter surpreendido a equipa técnica da Académica pela sua força, entrega dedicação ao treino e polivalência. O irmão do já jogador brioso Osmane N'Doye que para mais joga pela direita do ataque - a posição que o Prof. Manuel Machado considera ser aquela que eventualmente necessita de ser preenchida - deu boas indicações nas sessões de apronto que participou, marcando inclusivamente um golo no jogo de treino, em Touriz ante o clube local, o Tourizense.

Agora é necessário o entendimento entre as partes, direcção e jogador, para que o eventual contrato possa ser assinado. Haverá, provavelmente, ainda mais um teste para o polivalente jogador, na apresentação do Alavés, em Espanha.



Xano foi preso por furto, depois de não ter cumprido pena de trabalho a favor da comunidade

Xano, talentoso jogador ex-Académica, que cumpriu a sua formação desportiva ao serviço da Briosa viu a sua pena principal ser transformada em prisão subsidiária depois de não ter cumprido 3 meses de trabalho comunitário (na corporação de Bombeiros Voluntários de Coimbra). Assim o juiz que zela pelo cumprimento da sentença decidiu impor ao ex-atleta brioso uma pena de 5 meses de prisão efectiva, pelo não cumprimento da pena principal em que havia sido condenado.

O atleta encontra-se assim detido no Estabelecimento Prisonal de Coimbra. Nulo Rolo ex-empresário do atleta referiu alguma apreensão pela condição de Xano em declarações ao Correio da Manhã: “Foi avisado muitas vezes, mas as companhias e a rebeldia dele eram muito difíceis de controlar.” Quem também falou ao mesmo jornal sobre o triste momento do atleta foi José Viterbo ex-treinador do jovem. “Ele não matou ninguém. Tratou-se de um roubo que deu em cadeia, porque o Xano não teve juízo para cumprir o trabalho cívico que lhe foi destinado”, realçou o treinador. Viterbo acredita que o jovem vai “agarrar-se à vida quando sair da prisão”, pois é “um homem de grande carácter e coração enorme”.

Afirmou ainda que iria "continuar a dar-lhe o meu apoio e acredito que vai ultrapassar esta situação com a ajuda dos amigos. Tem de aprender com os erros, mas não é nenhum delinquente.”

  - Sábado, Agosto 19, 2006

Tourizense 0 - 3 Académica em directo


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Joga-se hoje em Touriz o 11º encontro de preparação da Académica para a época 2006/2007. Depois da moralizante vitória com o Boavista, pede-se à Académica a segunda vitória diante de um adversário que joga numa divisão inferior.

A turma da Briosa irá alinhar com:

1 Douglas
22 Sarmento
18 Vinha
4 Káká
3 Danilo
78 N'Doye
8 Paulo Sérgio
30 Estevez
20 Fernando
10 F. Teixeira
99 Alvarez
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23 minutos - Golo da Académica! Fernando isolado perante o Guarda-Redes faz o 0-1.
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25 minutos - Alvarez faz o 0-2! Um chapeu a 30 metros da baliza amplia a vantagem na melhor fase da Académica no jogo.
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45 minuntos - Intervalo. Num jogo equilibrado a Académica mostrou-se mais eficaz levando para os balnearios 2 golos de vantagem.
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Na 2ª parte, a Académica entra com:
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15 Eduardo
16 Lino
14 Medeiros
21 litos
28 Nuno Piloto
5 Alexande
6 Brum
9 Gelson
29 Gyano
7 Helder Barbosa
"30" Dane
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87 minutos - Dane, o irmão de N'Doye faz o 0-3.

90 minutos - Académica parece ter entrado nos eixos, desta vez ganhou por 3-0 e soma a 2ª vitória consecutiva na pré-época. O próximo e último jogo de preparação é na Segunda-Feira, contra o Alavés em Espanha.

Académica a 100% ?

Numa altura em que algumas das grandes questões do quotidiano academista estão a ser levantadas, lembrei-me de lançar mais um tema polémico que todos os anos faz correr alguma "tinta" nos blogs academistas. Trata-se dos adeptos "monoclubistas" e "biclubistas".

Os adeptos monoclubistas, penso que posso chamar assim, são os adeptos que apenas têm um clube, que quer ganhe ou perca, defronte que equipa defrontar, é por ele que sofrem. Enquanto que os adeptos biclubistas, são aqueles que possuem o estranho amor a duas partes, gostam de um e simpatizam-se com outro, podendo mesmo ser sócios dos dois.

A Académica é um dos clubes que mais sente isso na pele, em quase todos os jogos com os chamados três grandes, vê as suas bancadas, principalmente as reservadas aos sócios salpicadas com a cor da equipa adversária, como se de uma varicela, sarampo, acne ou outra doença se tratasse.

Quem são os adeptos biclubistas?
Segundo tenho reparado, existem dois tipos de adeptos biclubistas, o primeiro é natural de outros pontos do país que não Coimbra e arredores e ao ser estudante em Coimbra, ganhou amor á Briosa e gosta de vê-la jogar, não deixando o clube que tinha antes. O segundo é natural de Coimbra e devido aos anos menos inglórios da nossa instituição, agradou-se dos clubes que apesar de serem de outras cidades vão amealhando mais títulos e vitórias. Gostando da Briosa da primeira divisão quanto mais não seja para poder ver o seu clube do coração sem se deslocar muito.

Mas, acima de tudo penso que as grandes questões que se colocam são se estes adeptos têm direito de ver os jogos da bancada de sócios e torcer por querem?
Se, um adepto monoclubista vai ver o jogo e tem que presenciar e ouvir e ver estes adeptos a festejar e dizer da nossa equipa?

  - Quinta-feira, Agosto 17, 2006

À reflexão de todos...

Esta fase dos blogs (um lado diz “choveu? a culpa é do JES”, o outro responde “e o que choveu no tempo do Coroa?”, o primeiro replica “vai….”, o segundo riposta “vai tu, ó…”, etc.) acontece porque, de facto, não há uma definição dos campos, ou, pelo menos, essa definição aparece apenas pela negativa, ou seja:
Indiscutivelmente, existe um grupo de pessoas (grande? Pequeno? Não interessa agora) que entende que a gestão da actual Direcção é má. Ok. So what?
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Caberia a esse grupo:
i) uma definição CLARA do que pretendem e entendem melhor para a Académica,
ii) uma clara demarcação do que a actual gestão vem implementando, à revelia do que entendem ser melhor (ver i)
iii) apresentar alternativas. (ou, caso fosse caso disso, aplaudir, se as medidas implementadas fossem, no seu modo de ver, correctas)
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Do outro lado, deveria haver o simétrico:
i) também uma definição clara do que se pretende para a Académica,
ii) mostrar, a par e passo, porque as suas medidas cabem nessas ideias
iii) rebater as críticas e as alternativas apresentadas (ou, eventualmente, aceitar e adoptar como suas as alternativas apresentadas).
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Não tem havido, caros amigos, nem uma coisa, nem a outra.
O radicalismo é, por definição, uma afirmação pela negação. As vitórias são as derrotas do “outro”. E um radical, por mais firme que queira parecer, não deixa de ser um inseguro, pois vive na sombra do opositor, vive apenas porque “o outro vive”.
Lamentavelmente, na “blogosfera académica”, um lado anseia pelos desaires da equipa, deseja reveses administrativos, financeiros e desportivos, porque isso lhe fornece munições para o ataque. São a sua droga.
Mas, do outro lado, receio que as nossas vitórias não sejam comemoradas virados para o campo, de braços erguidos, mas virados para trás, a fazer manguitos para “o outro lado”.
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Porque, meus caros, já repararam que a defesa da actual Direcção apenas se baseia na comparação com um passado algo recente? Alguém sabe qual é a estratégia?
Eu até tenho a mente aberta para aceitar que a contratação do Alvarez, ou do Sonkaya, ou do N’Doye, serve essa eventual estratégia. Mas digam-me, por favor, qual é!?
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Em resumo, e com um apelo: cada lado que se defina. Que diga o que quer para a Académica. E chega. Chega de insultos. OK?
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Luís Veloso 08.17.06 - 2:30 pm

De dourado... só mesmo o resultado

Académica alcançou primeira vitória da pré-época

Foram precisos nada mais nada menos que 11 jogos para que a Académica alcançasse a sua primeira vitória no que à pré-temporada 2006/2007 diz respeito. Uma exibição convincente, com bons momentos de futebol, mesmo que condicionados pela forte chuva que se fez sentir ontem à noite no Estádio Cidade de Coimbra, numa noite que serviu também para a apresentação dos novos equipamentos da Briosa para a nova época.
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Ao que parece, a mensagem que Manuel Machado passou aos seus pupilos, surtiu efeitos quer sobre os jogadores, que apresentaram uma postura diferente daquela que ultimamente se tinha visto, quer também sobre os adeptos que ficaram menos apreensivos, dado este bom resultado contra uma equipa que, claramente, tem como principal objectivo a presença nas competições europeias na próxima temporada, mesmo que desfalcada de treinador depois dos recentes acontecimentos.

Há propostas tentadoras por um médio

Mesmo que não se adivinhem mais entradas no plantel, sabe-se que há pelo menos duas propostas tentadoras pelo passe de um médio da Briosa, e aguardam-se desenvolvimentos que podem acontecer nos próximos dias.
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O resumo do jogo
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Desta vez, o SimplesmenteBriosa não teve possibilidade de fazer o video do jogo pelo que deixamos aqui o resumo que a Sic Noticias transmitiu ontem à noite no programa Jornal de Desporto.

  - Quarta-feira, Agosto 16, 2006

O primeiro milho para os pardais ...

O Prof. Manuel Machado terá ficado hoje satisfeito com a resposta dos rapazes de negro ao alerta lançado no final do Torneio de Alcobaça. A Briosa venceu esta noite o Boavista no Estádio Cidade de Coimbra por duas bolas a zero com golos de Gelson aos 25 minutos da primeira parte e Raul Estevez a 10 minutos do final.

Tratando-se de um adversário ambicioso e não podendo o Prof. contar com 5 peças (algumas delas nucleares) para formar o 11 que evoluiu em campo, tratou-se de um belíssimo resultado que virá concerteza trazer novo ânimo a todos jogadores, equipa técnica, Direcção e dedicados adeptos.

Rumo à vitória rapazes !!! BRIOOOOOOOOOOOOSAAAAAA !!

  - Segunda-feira, Agosto 14, 2006

Mancha Negra prestes a relançar site


Aquela que um dia alguém disse ser "a melhor claque do mundo" já está pronta para atacar a nova época. Mas não é só a cantar e a sofrer Domingo a Domingo pela nossa Briosa que a claque se faz notabilizar, tentanto inovar a cada passo dado "tudo por para e só para ti" como se canta no seu Cd.
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Segundo membros da direcção da claque, o renovadíssimo site estará disponivel já a partir de amanhã, dia 15 de Agosto, e o Simplesmente Briosa já teve acesso a uma visualização do mesmo, sendo que deixa um pequeno pormenor do que será na imagem que está por cima deste texto. O remodelado site terá também todas as informações necessárias relativamente à renovação do cartão de sócio da Mancha Negra assim como no futuro nos dará conta de tudo aquilo que tiver a ver com a nossa claque.
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A eles, boa sorte com o novo design, e que continuem a encher o nosso estádio e todos os outros deste país com os seus cânticos repletos de amor à nossa Briosa!

  - Domingo, Agosto 13, 2006

Humilhante

A equipa de futebol da Associação Académica de Coimbra / OAF deslocou-se na noite de ontem a Alcobaça para a realização de um torneio triangular com a equipa local e o Olivais e Moscavide. Ambas as partidas, de 45 minutos, terminaram com um nulo, sendo que o empate com uma equipa da 3ª Divisão, a juntar aos resultados que vêm sendo efectuados nesta pré-época, começam a raiar a humilhação para os sócios da Briosa. Não há memória de uma pré-época tão fraca, tanto em termos de resultados como de produção futebolística, o que levou já o Prof. Manuel Machado a fazer soar o alarme com uma mensagem de preocupação que destinou não só ao balneário, como também à própria Direcção, que acusou de fornecer jogadores "a conta gotas".

Veremos como serão as cenas dos próximos capítulos, na esperança que a entrada na Liga possa trazer os sucessos que este início de época teimam em não surgir.

  - Sexta-feira, Agosto 11, 2006

Vítor Vinha nos sub-21


Depois da saída de Zé Castro, o mais internacional de sempre da história da Académica, é a vez de Vítor Vinha ser um dos 26 escolhidos pelo novo técnico José Couceiro para o estágio de preparação para a fase de qualificação do Europeu de 2008.

Desde 01/03/2003, o defesa da Briosa tem vindo a ser uma escolha dos seleccionadores das camadas jovens da selecção nacional e esta convocatória é mais um salto de um talento que se vai afirmando cada vez mais no futebol profissional. Depois do prestigiado Torneio de Toloun, os Sub-21 marca o ponto mais alto de uma carreira que ainda tem muito para dar com as cores de Portugal. Vítor Vinha entra assim no lote de escolhas da "geração de esperanças" logo na primeira oportunidade que tem para mostrar o seu valor.

Para seu bem e da Académica, muito boa sorte.

Ricardo Castanheira na Liga


A Académica tem finalmente um representante na Liga de Clubes profissional, com as funções de membro permanente da comissão executiva, integrando a lista única encabeçada por Hermínio Loureiro.

As eleições estão marcadas para hoje, o sucessor de Valentim Loureiro apresenta Andreia Couto para directora executiva (ocupará o lugar até agora de Cunha Leal), o ex-árbitro Vítor Pereira para presidente da Comissão de Arbitragem (substitui Luís Guilherme), o advogado Ricardo Costa e o economista João Augusto para as presidências da Comissão Disciplinar e Fiscal, respectivamente.

A Comissão Executiva da Liga, presidida por Hermínio Loureiro, tem como directores António Carlos Dias Ramos, Orlando Carvalho e Ricardo Castanheira.

Recorde-se que o Presidente José Eduardo Simões havia já reiterado o seu apoio ao candidato Hermínio Loureiro, frisando em palavras ao site oficial que «na liderança da Liga se espera que o futebol não seja apenas um fenómeno de convergência de massas, mas uma actividade desportiva e financeira saudável, com regras claras cuja aplicação e justiça envolva todos os intervenientes da mesma forma».

  - Quinta-feira, Agosto 10, 2006

Miloš Pavlović é o mais recente reforço

Chegou o médio pretendido por Manuel Machado

E aí vão 14! O actual treinador da Briosa pedira mais um médio para juntar aos que já tem e a direcção fez-lhe a vontade. Proveniente do FK Vozdovac, o jogador servo que marcou presença no último Europeu sub-21 realizado em Portugal.

Assim, e confirmando-se esta contratação, fica apenas a faltar talvez um extremo direito, para fechar o plantel que este ano irá atacar a maior competição portuguesa de futebol.

Referência por aqui

Primeira (meia) vitória


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A Académica venceu esta noite, em Gouveia, a Naval 1º de Maio no seu 8º jogo de preparação para a época 2006/2007.
Embora o resultado tenha sido 0-0 no tempo regulamentar, na marcação de grandes penalidades a Briosa levou a melhor ganhando por 4-2.
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Um dia depois do jogo de apresentação aos sócios, jogar com um clube do mesmo escalão não podia ser tarefa fácil. Assim foi, a equipa da Figueira dominou o jogo nunca tendo conseguido chegar ao golo. Viu-se uma Académica lenta e com ideias ainda muito confusas. A verdade é que a Académica acabou como vencedora depois de ter ganho nas grandes penalidades e a "Taça Estrela" veio para Coimbra.

  - Quarta-feira, Agosto 09, 2006

PROF. MANUEL MACHADO, VAMOS A “ISTO”!

Caro Prof. Manuel Machado,

Hoje abro uma excepção, e não me vou dirigir aos “meus companheiros”.
Como medida “cautelar”, digo-lhe desde já que “isto” não é nenhum “Manual de Acolhimento”.
Quero falar consigo, na presunção de que o Sr. me leia. Não lhe vou dizer nada de transcendente, mas sinto-me com “autoridade moral”, para fazer uma espécie de “ponto de ordem” em relação ao “rebuliço” ( não encontro outro nome mais próprio) que anda a ser feito relativamente ao desvirtuamento dos valores académicos e, o que é mais grave (na opinião de alguns), aos sucessivos atropelos dos nossos Estatutos.

E o que temos ouvido?
Que a Académica caminha para o abismo. Que se perderam os valores e referências da nossa secular ( este é um termo que está na moda e que é utilizado por alguns, de acordo com as suas (deles) conveniências) Instituição.

Deixe-me falar-lhe um pouco de Coimbra, da Academia e da Académica. A “empreitada” não vai ser fácil, mas procurarei dar-lhe uma visão coerente e imparcial, de quem nasceu, cresceu e “militará” eternamente nesta cidade.
Quero desde já dizer-lhe que não somos diferentes dos outros.
Coimbra é uma cidade bonita, acolhedora, pacata, hospitaleira , “banhada” por um Mondego, que por força da “mão do homem”, se “aburguesou” no caudal, deixando de ser o “basófias” que só tinha “garganta” no Inverno, e mesmo assim era preciso que este fosse bem “regado”.
Como sabe, a nossa “velhinha” e prestigiada Universidade alberga no seu seio, qualquer “coisa” como 25.000 estudantes distribuídos por 8 Faculdades, dispersas pela nossa Cidade.
É a maior Associação de Estudantes do País e uma das maiores da Europa.
Anualmente elege uma Direcção Geral que “tutela” 40 secções amadores ( 15 culturais e 25 desportivas).
Núcleos são 22 ( da Antropologia à Sociologia, respeitando a ordem alfabética).
É, de longe, a Associação de Estudantes mais eclética do País.
Das suas Secções desportivas, destaco-lhe 2 (duas), que num passado recente, mandando às “malvas” o seu estatuto de amadoras, quiseram “emancipar-se” desportivamente e recuperar o estatuto que já tinham tido no panorama competitivo Nacional.

Refiro-me ao Basquetebol ( foi de todas as secções desportivas a que mais títulos nacionais nos deu), e ao Andebol (modalidade que lhe é sobejamente conhecida) .

Voltando à questão dos estatutos, alguns notáveis (como o Prof, aliás e de certeza, tem vindo a acompanhar) vieram publicamente manifestar a sua profunda preocupação pelo rumo que a Académica/OAF está a tomar.
Se reparar, curiosamente, nenhum apresenta ou suporta de maneira objectiva, onde e quando os estatutos e os valores (gostam mais do termo tradição) estão a ser violados ou adulterados.
Utilizam velhos “chavões”, lugares comuns, falam na mística e pouco mais.
Voltemos às secções amadoras da Padre Vieira ( morada da Associação Académica) e das 2 (duas) Secções desportivas atrás referidas.
E porque escolhi o Basquetebol e o Andebol?
Exactamente para que haja coerência e consistência na minha conversa consigo. Os exemplos que abaixo vai ler, passaram-se com um ex- Presidente da Direcção da Académica/OAF durante 7 anos e um putativo (neste caso, reputado) ex-candidato derrotada nas últimas eleições para a Direcção da AAC/OAF, e antigo Presidente da Direcção Geral da AAC.
Comecemos por este último que decidiu recentemente, num espaço que o Diário de Coimbra lhe faculta regularmente, manifestar-se também com grande preocupação, quanto ao “abastardamento” de que a Briosa estava a ser alvo.
O Dr. Maló ( é dele que se trata) foi, num passado relativamente recente, Presidente da Secção de Basquetebol da Associação Académica. Empreendedor como é, e com o espírito de iniciativa que lhe é publicamente reconhecido, mobilizou à sua volta um conjunto de pessoas e vontades e resolveu “ressuscitar” a secção de Basquetebol devolvendo-lhe o protagonismo que ela durante anos teve no panorama desportivo Nacional.
Recrutou jogadores estrangeiros, portugueses de qualidade, e não teve outro remédio se não “profissionalizar” praticamente a equipa para a colocar na 1ª Divisão (na altura não se chamava liga profissional). E fê-lo! Mobilizou a cidade, angariou “fundos”, organizou espectáculos, mas cumpriu o seu objectivo. Reconciliou a cidade com o Basquetebol, o pavilhão encheu-se para ver jogar a Académica e subimos à 1ª Divisão.
Ninguém ( e bem) cuidou de se lembrar, de que era uma secção amadora, tutelada pela Direcção Geral.
Em resumo, o que o Dr. Maló, a sua equipa e a cidade quiseram, foi a “bola no cesto” e o somar de vitórias, para voltar a ver grandes espectáculos de basquetebol em Coimbra.
O fim da história não foi brilhante ( acabámos na 2ª Divisão, sem honra nem glória e “cheios” de dívidas).
A “história” do Andebol ( e para encurtar razões) o Prof. conhece bem. Importaram-se Treinadores Profissionais, contrataram-se os melhores jogadores nacionais e estrangeiros, tivemos praticamente a selecção nacional de Andebol na Académica, mobilizamos a cidade, o Pavilhão abarrotava de público, e por uma “unha negra” não fomos campeões nacionais.
Em resumo, o que o Dr. José Coroa, a sua equipa e a cidade quiseram foi a “bola na rede”.
O fim da história foi mais trágica. Cheques sem cobertura, processos em catadupa nos Tribunais, jogadores a “mendigarem” refeições pelos restaurantes da cidade, para não passarem fome, dirigentes com as suas carreiras profissionais e familiares “arrasadas”, e a Académica caiu no “abismo” dos Distritais durante largos anos.
Nota à margem: Onde estavam os Estudantes atletas que tanto apregoam para o futebol?

Que fique bem claro, que nada me move (antes pelo contrário) contra estas duas incontornáveis figuras da vida da nossa Académica.
Mas que raio de moral é esta! Veja lá o que fizeram a duas prestigiadíssimas SECÇÕES AMADORAS. É importante referir, que o fizeram com a conivência irresponsável da Direcção Geral.

Em 1984 ( mais propriamente em Julho da época desportiva 84/85) a Direcção Geral na pessoa do seu Presidente, Ricardo Roque e o saudoso Engº Jorge Anjinho como Presidente do CAC, assinaram um protocolo, com a finalidade de regressarmos à “CASA MÃE”, com o estatuto de Organismo Autónomo de Futebol.
Retenho, dos 15 ou 16 artigos que suportaram o referido protocolo, aquele que concede à ACADÉMICA OAF a prática e o enquadramento no DESPORTO DE COMPETIÇÃO e que assegura a preocupação da FORMAÇÃO dos seus atletas, no plano cívico e escolar .

Caro Prof, falemos agora um pouco da nossa BRIOSA e, num breve resumo, daquilo que foi o nosso “espólio”desportivo, acumulado desde 1984, como OAF.
Mais de 60% das épocas andámos “hibernados” pela 2ª Divisão Nacional, posteriormente chamada Divisão de Honra.
A melhor classificação que conseguimos na 1ª Divisão ( se não me falha a memória) foi um 7º lugar com o Vítor Manuel (aliás deixe-me aproveitar para lhe dizer que é um autêntico “crime” este sabedor Treinador e exemplar cidadão, não “caber” no Futebol Nacional).

Nos últimos 5 anos, ( quantos levamos seguidos - um “luxo” bem sofrido!- de Superliga) “safámo-nos “ sempre milagrosamente em cima da “meta”.
O ano passado, a 8m do fim, o milagre deu-se!
2 anos, fomos mais “folgados”. Foi na penúltima jornada!
3 anos, foi uma “benesse” dos deuses. No último jogo, não nos bastava ganhar. Dependíamos de terceiros e, mesmo assim, fugimos à descida.
Como vê Prof. , estamos “calejados” e claramente já merecedores de um certificado de verdadeiros e genuínos sofredores.
Não são precisos grandes estudos sociológicos, para perceber o “divórcio” da cidade com a sua BRIOSA. O produto tem sido claramente de má qualidade, o que explica a média de cerca de 6.000 espectadores por jogo. Eu percebo perfeitamente a rapaziada. Entre um jogo sofrido e sofrível em que a derrota é o mais provável, e 3 ou 4 “shot´s” para aquecer o “corpo” para uma noite garantidamente de sucesso, as “economias” vão direitinhas para a noite.

Temos todos presente, o excelente trabalho que o Prof. desenvolveu nos clubes por onde passou. Sem menosprezo pelo trabalho de “sapa” que deixou em Moreira de Cónegos, prefiro destacar a sua “performance” no Guimarães (até dói escrever o nome!) e mais recentemente no Nacional.
Na maior parte da minha vida profissional, habituei-me a trabalhar por objectivos. E gosto. E de preferência “altos”, para nos diferenciarmos da concorrência.
Mas obviamente, têm que ser mensuráveis, fazíveis e temporais!
Gosto da maneira pragmática como quer “atacar” o campeonato. Primeiro, e rapidamente, “amealhar” os pontos necessários para nos tirar do “sufoco” dos últimos anos ( se isso acontecer, garanto-lhe que devolvo imediatamente o meu certificado de genuíno sofredor . Repare no termo “genuíno”. É que nem todos o são!).
Depois sim. “Olhar” mais para cima e o que vier é ganho.
Quem nunca geriu “budgets” ou trabalhou por objectivos é que pensa, pacoviamente, que o valor do Investimento feito tem que ter “obrigatoriamente” a tradução correspondente em termos de resultados (isso seria realmente o ideal!).
O recrutamento no futebol é, rigorosamente, como o das Empresas.
Define-se previamente as funções a preencher, as características e o “perfil” do profissional a contratar e, depois, de maneira rigorosa procura-se no mercado quem preencha os requisitos pretendidos.

Os erros de “casting”, por mais cuidado que se tenha, são inevitáveis. Todos os que têm essa responsabilidade os cometem, e o Prof. não foge à regra.
Mas não hesite Prof. Manuel Machado. Pagam-lhe para decidir. Não adie a resolução de um problema. Na primeira oportunidade, resolva-o que todos ficamos a ganhar com isso.

Queria por último fazer-lhe alguns (poucos) pedidos:

1- “BLINDE” O BALNEÁRIO. Se for preciso, ponha-o a falar a uma só voz. Discipline a equipa. Não permita a existência de “jogadores problema” e muito menos, permita “fugas de informação”.Faça uma equipa coesa, forte e disciplinada. Se tiver que fazer treinos à porta fechada até ao fim da época, faça-o. A Académica é uma equipa profissional e se por aí passar a estabilidade emocional e psicológica do grupo de trabalho, nós entendemo-lo.
2- FORMAÇÃO. Tenho a certeza que o Prof. é sensível a esta área fundamental para a vida da nossa Instituição até porque “militou” nela durante alguns anos. Acompanhe os escalões de Formação e, se possível, procure regularmente ver como estão a trabalhar. Nos Juvenis e nos Juniores, estão 2 novos e jovens Treinadores que muito agradecerão a sua experiência e saber. Não se esqueça que “herdou” 7 jovens jogadores provenientes dos referidos escalões de Formação. Tenho a certeza que o Prof. poderá e saberá aumentar este “pecúlio”.
3- MANCHA NEGRA. É o melhor e mais saudável grupo de apoio a um clube que eu conheço. Disponíveis, solidários, sofredores, irreverentes, estão SEMPRE com a Briosa nos bons e nos maus momentos. Ao frio e à chuva, à boleia ou organizados, “percorrem” o país de Norte a Sul, atrás da sua AMADA. Prof. Manuel Machado, sempre que possível, deixe-lhes um “mimo” que eles bem merecem. Um simples gesto, chega-lhes.
4- TRADIÇÕES ACADÉMICAS. Pese o facto de não passarem directamente por si, não deixe de as preservar e estimular. Mas não deixe que as adulterem. Um dia, e para memória futura de TODOS os académicos, mas fundamentalmente dos mais novos, conto-lhe em pormenor ( e em versão verdadeira) o maior “enxovalho” e “humilhação” pública que a nossa Instituição sofreu na sua centenária existência. Eu não tenho vergonha em dizer-lhe publicamente que chorei. A nossa “BRIOSA”, que foi sempre independente, irreverente, autónoma e liderante ao longo da sua existência, viu-se “obrigada” (num acto gratuito de pura leviandade) a entrar no estádio de Alvalade de CAPA pelos ombros, para servilmente se associar a uma jornada de luto nacional contra a arbitragem promovida pelo Sporting .

Caro Prof. Manuel Machado, acredito em si e no seu trabalho. Assumo que não sou “flor que se cheire”. Assumo que não sei perder, mas aprendi a saber esperar.
Estou (como todos estamos) “frustrado” com os resultados da pré época.
Mas não faço disso um drama, e muito menos motivo de gozo.
Para mim, basta que aplique a “receita” e os ingredientes que utilizou nos outros clubes por onde passou.
Eu estou preparado para “saborear” com prazer esta época desportiva.
É a minha convicção.
Sinta-se bem entre nós e nesta grande Instituição.
VIVA A BRIOSA!

Esforçado.

Apesar de ter visto o jogo num "selo de correio", deixo aqui a minha visão sobre o jogo de ontem à noite e respectivas imagens. Desta vez fizémos uma montagem ligeiramente diferente que esperamos seja do vosso agrado.

A Briosa entrou no jogo praticamente a perder, uma bomba do meio da rua colocava o 0-1 no placard, num lance que parece precedido de mão de um jogador de Real Sociedad, mas onde se começou a evidenciar o que foi a primeira parte dos pretos. Falta de agressividade defensiva (bem patente nas imagens), desposicionamento dos laterais e mesmo dos médios defensivos (não foi raro ver um central sem linhas de passe numa equipa que jogou com 6!!! médios) e com Ndoye a ser o elemento mais esforçado em campo, ora ajudando Lino na esquerda, ora aparecendo na área para cabecear, mas nunca dando a sensação de a Académica poder estar perto do empate. Por sua vez, a Real Sociedad ia fazendo de uma pressão alta e dos lances de bola parada as suas armas para gizar a baliza à guarda de Pedro Roma que viu mesmo uma bola embater com estrondo no ferro pouco antes do intervalo.

A segunda parte foi bastante diferente para melhor. As entradas de Raul Estevez e sobretudo de Hélder Barbosa deram outra vivacidade ao jogo ofensivo e a Académica passou a carrilar o seu jogo pelos flancos de forma muito mais acutilante fruto da mudança táctica para um 4-3-3. O resultado prático desta mudança, aliada também à entrada de Roberto Brum que esteve excelente na recuperação de bolas a meio-campo, foi um desperdiçar de um conjunto de grandes oportunidades que dariam, quiçá, para ganhar este e outro jogo.

Como nota final, ficou também marcada a estreia do Húngaro Gyano (cuja Mancha Negra se encarregou, de forma tímida, de o comparar por via dos cânticos com Joeano) que mostrou alguns apontamentos interessantes, sendo o mais vistoso dos quais o remate à meia volta, de fora da área, parado pelo "guarda-metas" Donostiarra que encerra o resumo videográfico do jogo.


  - Terça-feira, Agosto 08, 2006

"Dolce Vita Cup" para a Real Sociedade

A Académica voltou a perder hoje, contra a Real Sociedade, no jogo de apresentação aos sócios.
Académica 0, Real Sociedade 2 foi o resultado final o que singnifica que já é o 7º jogo de pré-época e a Briosa ainda não tem qualquer vitória.

Resumo do jogo mais logo

  - Segunda-feira, Agosto 07, 2006

UMA MULHER NA BLOGOESFERA DA ACADÉMICA

NOTA INTRODUTÓRIA – O “Simplesmente Briosa”, dentro da linha “editorial” que o caracteriza, vai convidar com a regularidade possível, académicos que p ela sua linha de pensamento e lucidez com que escrevem, possam dar o seu contributo para a discussão desta nobre causa, que é a “BRIOSA”.
Nada melhor do que dar a primazia a uma escrita no feminino. Assim, é com muito gosto que publicamos um texto da Maria Rosmaninho, com a sua imagem de “marca”.
Qualidade e elegância no que escreve.

“Menina e moça me levaram de casa de meu pai para muito longe daqui...”, Assim como Bernardim Ribeiro começou a sua célebre novela, também poderia ter começado o relato da minha vida de paixão pela Briosa.

Corria o ano de 1974 e eu, jovem adolescente com a cabeça fervilhante de sonhos, parti de mala feita para a cidade que me iria acolher, nos anos mais marcantes da minha vida.

Coimbra era, então, um espaço de descoberta onde se vivia fervorosamente a Revolução ainda escaldante, num borbulhar de comícios, RGAs, manifestações várias, etc.

Facilmente integrada num grupo de estudantes mais antigos, comecei a descobrir e a saborear cada novo elemento que me era dado a conhecer: o Moçambique, o Piolho, o Pigale, a Clepsidra, a Diligência, a Leitaria Raul, entre tantos outros pontos de encontro e de partilha de ideias.

O meu gosto pelas danças regionais, quiçá coisa de provinciana, levou-me ao GEFAC e, por entre a aprendizagem do “bico bico chão”, o estalar dos dedos dos braços erguidos e troca de beijos nos corredores da AAC, comecei a privar mais de perto com a Briosa.

A imagem, que trazia da infância, era a de um clube onde os jogadores vestiam traje académico e onde jogava o Toni, ex-colega de colégio do meu irmão e bairradino como eu. Essa imagem foi-se tornando bem mais clara e madura à medida que ía conhecendo essa Instituição e a sua função importante na formação de desportistas dos mais diversos quadrantes e nacionalidades.

Nessa altura, o fervor desportivo estava um pouco desvanecido pelo fervor político, mas recordo a forma como vivi de forma acalorada (como se vivia tudo nessa época) a cisão que ocorreu na Associação de Estudantes e que punha em perigo a continuação da nossa Briosa. Felizmente que alguém lutou por ela, mesmo que, temporariamente, tivesse mudado para Clube Académico de Coimbra porque o importante era o espírito académico.

O adeus à Universidade chegou um dia e com ele novos sonhos e projectos para concretizar, mas na bagagem trouxe comigo essa paixão que me habituei a viver. Por entre as horas dedicadas à carreira, aos filhos e à casa, continuei a viver de forma mais calma e, também, saudosa essa paixão feita de negro.

Pouco a pouco, esse “bichinho álacre e sedento de focinho pontiagudo” voltou a tomar conta de mim e a fazer-me reviver esse amor não esquecido, mas apenas adormecido. A partilha de ideias com académicos dos “quatro costados” permitiu-me observar a Académica de um prisma um pouco diferente, mas igualmente apaixonante.

A Académica que vim reencontrar é uma nova Instituição perfeitamente adaptada ao momento presente e que soube cortar as “peias” que a mantinham ligada aos Velhos do Restelo que nada vêem para além do Mondego. É uma menina frágil porque vive sempre protegida nos nossos corações, mas que de cesto na mão e capuchinho sempre negro na cabeça (independentemente das tonalidades que o realcem), conseguirá enfrentar qualquer lobo mau que se lhe atravesse no caminho.
O que me dói é ver a nossa Briosa, como uma qualquer filha de pai incógnito, disputada em trocas de palavras grosseiras daqueles que, julgando-se seus progenitores, utilizam argumentos ocos e desajustados para, falsamente, defenderem a sua honra.

E assim, à manta de retalhos da vida que trouxe de casa de meu pai, fui acrescentando estes e outros retalhos de um tecido bem mais resistente e com uma trama melhor urdida, mas com o mesmo brilho dos retalhos de chita de outrora. São retalhos sólidos e coloridos de negro que vão continuar a urdir a trama de uma paixão que quero legar aos meus netos e que, aliada à de tantos outros, enriquecerá o galardão Brioso que encimará a nossa hoste invencível em busca de novos rumos.

Pela Briosa...

Maria Rosmaninho

Não é como começa, mas como acaba


O experiente defesa central Litos dirigiu uma mensagem aos adeptos. A pré-época é um período, afinal, de adaptações a esquemas, métodos de trabalho, novas caras e formas de encarar o fenómeno da bola e por isso, quem como a Académica, faz 14 contratações necessita de tempo para encontrar e explanar um estilo de jogo. Recorde-se, por exemplo, que o Porto de Mourinho não venceu na pré-época em que levantou a Taça de Campeão Europeu e que a Briosa, há largos anos, fez uma das suas melhores épocas depois de estar sem vencer…um único jogo de pré-temporada. «Está-se a trabalhar quase há duas semanas. Esta é uma equipa nova, que pouco a pouco, está a trabalhar forte para vencer», atirou o internacional português. Recuperou, de seguida, uma frase-chavão, que afinal constitui mais um dos paradoxos da sabedoria popular «Isto não é como começa é como acaba».

A carreira da equipa, nestes primeiros jogos, é pois, «nada fácil de ser feito, não é de um dia para o outro que se tem fio de jogo, que se está a jogar com determinadas características». É preciso tempo e serenidade, para efectivar o trabalho.

Objectivos

Para o defesa ex-Málaga, o objectivo passará sempre por assegurar com a maior rapidez a permanência no escalão primeiro do futebol nacional. Para o jogador «o grande objectivo é conseguir a permanência o mais rápido possível. Não andamos a vender sonhos. A luta pela permanência é o objectivo, para atingir o mais rapidamente possível».

  - Domingo, Agosto 06, 2006

Novo reforço já está em Coimbra


A equipa da Briosa para esta nova época não está ainda fechada, cabendo no grupo pelo menos mais 2 jogadores. Desses dois, um já se encontra em Coimbra para realização dos testes médicos e posterior apresentação, que poderá bem acontecer no jogo de Terça-Feira frente à Real Sociedad.

O novo reforço dá pelo nome de Szabolcs Gyano, é húngaro e tem 26 anos, vindo reforçar o sector atacante. Gyano tem 1,86m de altura e pesa 80kg tendo sido contratado ao Vasas de Budapest.

A este novo reforço o Simplesmente Briosa deseja os maiores feitas com a camisola preta.

  - Sábado, Agosto 05, 2006

Pressupostos da Evolução


O processo de crescimento, desenvolvimento ou de mudança é a definição de evolução. Com a revolução Francesa e o advento do iluminismo a palavra e o conceito mutaram-se para se aproximarem da noção de melhoria. E há, de facto, algo de novo nesta Académica -apesar do adversário desta tarde não ser da igualha dos que anteriormente nos haviam confrontado. As entradas de Filipe Teixeira (ainda longe da forma ideal) e de Hélder Barbosa transfiguraram a transição de bola negra, a rapidez na chegada a terrenos mais distantes e, sobretudo, o serviço aos ponta-de-lanças de serviço, Alvarez e posteriormente Gelson.

A Briosa começou num surpreendente 3-5-2, não tanto pelo esquema, mas pela escolha e desdobramento dos interpretes com Pedro Roma na baliza, Medeiros, Litos e Danilo no três defensivo, com Sonkaya (direita), Alexandre, Filipe Teixeira, N’Doye e Lino (esquerda) e com Hélder Barbosa no apoio mais solto à surpresa Nestor Alvarez. Se este era o esquema que definia o conceito de equipa, tradicionalmente considerado é essencial que se percebam algumas «nuances» do sistema cuja composição é de alguma complexidade. Quando a equipa tem de defender é imediata a preocupação de Medeiros colar à esquerda, Sonkaya recuar e formar um quatro defensivo, para na retaguarda programar as acções de ataque continuado adversário. Assim a articulação dos quatro defesas e a movimentação do defesa direito emprestado pelo campeão nacional (e a sua projecção no jogo) é fundamental para a articulação do jogo dos capas negras e daquilo que a equipa pode ou não render.

De notar que em todo o jogo, apenas por uma vez a equipa académica foi apanhada em posição de contrapé. Apenas por uma vez o Feirense conseguiu ligar o motor do contra-ataque, que foi prontamente asfixiado pela dinâmica defensiva da Briosa. Apesar de algum domínio consentido, nunca o domínio do jogo esteve em causa, para as hostes negras.


Segunda parte de entrosamento atacante


Curiosidade primeira na segunda parte, foi ver que Filipe Teixeira e Alvarez continuaram em campo e terminaram mesmo o jogo, fazendo noventa minutos completos. Embora mostrando alguma debilidade no final da partida, natural pela necessidade de integração nos princípios básicos da equipa e pela menoridade da condição física dos dois atletas. Alvarez marcou um golo de soberba exibição, depois de uma recuperação de bola sobre o defesa contrário e de fora da área com um remata ao ângulo superior direito rematou uma bola completamente indefensável…Uns quantos minutos depois de ter enviado uma bola à barra, na execução de um livre directo. Pormenores de grande qualidade que movimentaram toda a equipa, num jogador em claro crescendo de forma. Quase no final da partida o Feirense empatou o jogo em lance precedido de falta - sobre Paulo Sérgio – que bateu inapelavelmente Douglas, que havia já feito duas magníficas intervenções.


Reforços à lupa:


Pedro Roma – Sempre soberano, comandando a defesa e o jogo aéreo. Nunca os lances do Feirense constituíram real perigo para o defesa primeiro das redes académicas.

Danilo – Melhor que nos últimos jogos (fez o jogo completo) limpou sempre sem inventar recorrendo a bolas fortes chutadas para o alto. Acabou com o jogo de Gaúcho e Nuno Silva.

Litos – Foi o comandante da defesa na primeira parte, investindo com certeza sobre todos os lances, subindo a preceito para o ataque. Falhou, apesar de tudo, nos passes longos.

Medeiros – O melhor jogo da mais recente contratação Briosa. Adaptou-se bem ao esquema que o obrigava a descair para a esquerda da defesa em situações mais exigentes (defensivamente) e a cobrir o meio quando se os capas negras se explanavam para o ataque.

Alexandre – Outro belo jogo, tanto no capítulo da destruição como na construção de jogo. É o cabeça de área que promove o primeiro passe de transição. Um jogador que acaba por não complicar, mas que prefere sempre sair a jogar.

N’Doye – Grandes pormenores, bom posicionamento, jogando num esquema que lhe permite uma maior liberdade de criação, mas também estatuto e altura ao meio de terreno. Criador e destruidor, entregando a bola para que esta fosse jogada, rubricou uma exibição de nota positiva.

Filipe Teixeira – Apesar do receio com que disputa as bolas e do visível afastamento do jogo de contacto, o médio acabou por ser uma das mais importantes peças da engrenagem ofensiva da Briosa. Nota-se já, contudo, que a equipa tem outras soluções no meio de terreno e que não passará exclusivamente por ele o jogo de ataque dos capas negras da próxima época, dando espaço ao português para poder aparecer no espaço.

Lino – Sobre a meia-esquerda, sem algum gás (jogou os dois últimos encontros quase de forma completa), mas com excelente toque de bola e apetência para aparecer para assistir, cruzando em altura, ou tenso, para o desvio final. Defendeu de forma muito mais consciente que no jogo de Penafiel há sensivelmente uma semana.

Hélder Barbosa – Ora mais no centro, descaindo para a esquerda ou direita no apoio ao ponta de lança (primeira parte), ora colado à lateral esquerda (segunda parte) demonstrou sempre toda a sua qualidade. Raça, vontade de ganhar, técnica e habilidade são uma mistura explosiva, que detonará muitas defesas no próximo campeonato.

Nestor Alvarez – Aparece para dar toques de magia ao jogo. Tem um pé direito fantástico e um remate que é fulminante. Marcou um golo de belíssimo efeito e poderia ter feito mais um, de livre. Lembramo-nos Mais uma oportunidade desperdiçada, quando chegou atrasado a um cruzamento de Hélder Barbosa. Um jogador a rever, mas que demonstra sinais de…evolução.

Roberto Brum – Entrou para o lugar de Alexandre e desempenhou exemplarmente a missão que lhe foi confiada, tentando levar a equipa para a frente, com garra, determinação e empenho.

Gelson – Pela primeira vez, o Prof. Manuel Machado utilizou dois avançados centro em cunha. Já se sabe, Gelson é esforçado, combativo, ganha todas as primeiras bolas de cabeça, mas falta-lhe uma finalização consistente.

Vítor Vinha – Entrou para a posição de terceiro defesa, no lugar de Medeiros. Muito complicativo, esteve embrulhado no lance do golo adversário. Pouco jogo do jovem académico.

Nuno Piloto – Pressionante ao seu estilo, mas um pouco perdido na meia direita, raramente pode dar o apoio que tanto gosta, ao meio campo. Assim perde-se grande parte da sua eficácia.

Fernando – Apesar da lesão que o apoquenta já desde alguns dias, entrou bem na partida, desta vez colado à meia esquerda, tendo tempo ainda para «fazer miséria» da defesa contrária. Por duas vezes poderia ter assistido para golo.

Douglas – Muito colado à linha de baliza, claramente por falta de confiança, fez ainda duas intervenções de grande nível, na mesma jogada. Pela pouca desenvoltura, tem de ter ainda, nota negativa.

Káká – Um dos melhores dos que entraram com o decorrer do jogo, Rápido, astuto e duro, este é um defesa com uma margem de evolução fantástica, que muitas alegrias poderá dar às hostes académicas. O tempo encarregar-se-á de fazer dele um exímio jogador.

Vitórias precisam-se


É certo que ainda estamos na pré-época, certo é que ainda é tudo "a feijões". No entanto a preocupação começa a invadir os sentimentos de todos os adeptos que aguardam pela primeira vitória desta nova Académica na era de Manuel Machado. 5 jogos, 2 empates, 3 derrotas, 10 golos sofridos e apenas 2 marcados não deixam que este Agosto seja um mês de férias completamente descansadas.

Não é preciso ser-se treinador ou preparador físico para tentar explicar o facto de a Académica ser a última classificada do campeonato da pré-época (apenas com os clubes da Liga Bwin). Esta equipa tem feito jogos de 3 em 3 dias e é a segunda equipa com mais jogos feitos. Jogos esses que têm sido todos com equipas dos dois principais campeonatos nacionais. Naturalmente, dado a este esforço físico, não esquecendo os treinos que são feitos nesta altura, jogadores como Litos, Alexandre, Lino, Gelson (os mais regulares) não podem mostrar toda a sua classe durante 90 minutos.
Para além da condição física, 13 jogadores são novos. Na Académica há ainda uma clara falta de entrosamento, falta de um modelo de jogo e ainda falta de união. Coisas que só se conseguem com tempo.
A Briosa desloca-se hoje a Santa Maria da Feira para visitar o clube local - Feirense FC. O atractivo da noite será a estreia de Helder Barbosa com a camisola dos estudantes num jogo que poderá servir para a Académica conquistar a sua primeira vitória que tão importante poderá ser.

Agradecimento


Todas as oportunidades são boas para mostrar que a família Académica é unida e solidária nos bons e maus momentos. Os problemas técnicos por que passamos e para os quais não encontrámos ainda solução, tiveram o mérito de vir provar à saciedade a qualidade de Académicos que promovem o Universo blogosférico da Briosa. Sentimo-nos acarinhados, e deixamos aqui um agradecimento do tamanho do mundo e um grande abraço Académico aos blogs que tão preciosa ajuda nos deram, permitindo-nos nós aconselhar a sua leitura aos nossos visitantes. São eles:

- O piolho da Solum - http://opiolhodasolum.blogspot.com
- Briosa - http://briosa.blogspot.com
- Nas margens do Mondego - http://www.nasmargensdomondego.blogspot.com
- Académica Sempre - http://www.academicasempre.blogspot.com
- Sempre Briosa - http://www.sempre-briosa.blogspot.com
- Pardalitos do Choupal - http://pardalitosdochoupal.blogspot.com
- Capas Negras - http://capasnegras1.blogspot.com

BRIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSA !!!

  - Quarta-feira, Agosto 02, 2006

Mau, mas não tão mau

A Académica voltou a perder ontem 0-1 frente ao Nacional da Madeira. Desta vez com uma equipa da Liga, os “estudantes” voltaram a não conseguir ganhar e marcar golos.

1ª Parte
Depois dos dois desaires nos últimos dois jogos onde se sofreram 8 golos, pedia-se à Académica uma maior consistência defensiva e que não sofresse golos. Diante da sua ex-equipa, Manuel Machado optou por mudar o esquema táctico. A Briosa jogou assim num 3-5-2 com Pedro Roma na baliza, Danilo a servir de libero e Litos e Medeiros no centro da defesa. A fazer o corredor esquerdo esteve Lino enquanto que na direita Nuno Piloto se encarregou da mesma função. Brum, Alexandre e N’Doye jogaram no centro do terreno ficando o senegalês encarregue da transposição defesa-ataque. A apoiar Gelson perdido na área contrária esteve Raul Estevez.
Fruto desta modificação, a Académica entrou confusa, nervosa e com medo de falhar. Os médios alas recuaram muito o que permitiu ao Nacional tomar conta do jogo. A tentar jogar pela primeira vez em fora de jogo, notou-se uma grande falta de comunicação e entrosamento naquele que tem que ser o sector que mais funciona em bloco – a defesa. O golo de Chilikov surge assim numa falha de Danilo.
No ataque pouco se viu e a Académica apenas conseguiu um remate feito por Raul Estevez.

2ª Parte
Depois do fracasso da primeira metade, o habitual 4-2-3-1 foi retomado. Vinha entrou para defesa esquerdo, Sonkaya mais tarde no lado direito e Litos e Medeiros no centro. Jogaram também Douglas, Paulo Sérgio, Káká, Sarmento e Filipe Teixeira.
Nestes segundos 45 minutos, a equipa mostrou mais do que pode vir a ser daqui a umas semanas. Claramente mais sólida e compacta, faltando ainda o meio campo ofensivo estar trabalhado. Deverá ser este o esquema que se irá apresentar nos próximos jogos. A Académica mostrou ontem no Luso que tem valor e que pode dar boas alegrias aos adeptos. Para isso, tempo e paciência são fundamentais para que a máquina comece a funcionar.



Nota- O video do resumo do jogo e as estatisticas dos reforços serão publicadas mais tarde

Hélder Barbosa chega hoje

Depois de um curto período de férias, após ter representado a selecção de sub-19 portuguesa, Hélder Barbosa chega hoje a Coimbra, devendo integrar os trabalhos com o restant plantel até ao final da semana.

Há quem lhe chame o menino prodígio, aquele que aos 18 anos encantou Co Adrianse quando este o chamou para substituir Diego após a saída do FCPorto.
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Um simples comentário do treinador portista colocou as luzes da ribalta sobre Hélder Barbosa, que no entanto já tinha chamado a atenção antes: quando foi campeão europeu sub-17 com 15 anos e quando jogou na inauguração do estádio do Dragão com 16, depois de alguns treinos com a hoje mítica equipa de José Mourinho. Algumas fans criaram um interessante grupo MSN, com entrevistas e fotografias.
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É certo que ainda só conta 18 anos, mas é hoje uma das grandes promessas do futebol português. Rápido, habilidoso, virtuosista, mas ao que se diz, terá uma qualidade que nos dias de hoje será tão importante quanto a técnica ou a força, tem humildade, e isso percebe-se a cada palavra da ainda poucas entrevistas que já deu. Objectivos bem definidos, ambição q.b. , mas com pés bem assentes na terra, e só assim se explica o facto de vir para Coimbra quando poderia ficar confortavelmente instalado no Dragão. Será o camisola 7 da Briosa, uma camisola por defeito destinada aos habilidosos, geralmente extremos, que decidem um jogo com um pormenor que ao ver, até nos parece ser simples.

Emprestado por duas temporadas, esperemos todos que Helder Barbosa possa mostrar em Coimbra, o que não teve ainda oportunidade no FCPorto, e que nos dê grandes assistências e grandes golos, tal como fazem os grandes números 7.

  - Terça-feira, Agosto 01, 2006

“XENOFOBIA SALOIA OU REVANCHISMO ATÁVICO”!

Caros Companheiros,

Por razões de saúde, “asilei” praticamente no último mês e meio, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC). É como se sabe, um Hospital Universitário, “umbilicalmente” ligado à Faculdade de Medicina, uma das mais prestigiadas e conservadoras (na perspectiva hierárquica) Escolas da Europa.
Durante a minha “via sacra” passei pelas mãos de vários profissionais (todos excelentes por sinal) que me trataram como tratam todos os doentes. Exemplarmente. Na “ressaca” do meu Internamento fui acompanhado por uma médica Espanhola, de uma competência, disponibilidade e afectividade irrepreensíveis.
Se, há 15 anos atrás, me dissessem que os HUC iriam ter ao seu Serviço médicos Espanhóis (já para não referir outras nacionalidades), eu não acreditaria.
Nota à margem: O actual Presidente do Conselho de Administração dos HUC, é um dos mais brilhantes e reputados Catedráticos da Faculdade de Medicina.
Independentemente da falta de “mão-de-obra” nacional, racionalizar e rentabilizar custos, sem hipotecar a qualidade dos Serviços prestados, está claramente subjacente a esta medida de gestão, que abriu as portas a outras gentes.

Entramos, irreversivelmente, na era da Biotecnologia e da Engenharia Genética. As fronteiras do mundo abriram-se. Há, hoje, uma “ponte universal” que atravessa os Continentes e que aproxima os Povos, no saber, no trabalho e na produtividade.
O Futebol não podia fugir à regra.

A Académica está, claramente, num novo ciclo da sua vida desportiva.
Está a modernizar-se. Está a apetrechar-se com as ferramentas, que lhe permitam ser tão ou mais forte, tão ou mais apta, tão ou mais competente do que os outros. Está inserida numa Liga Profissional difícil, viscosa, promíscua, onde a verdade desportiva é permanentemente adulterada, por força de uma “cáfila” que se perpetua no poder, com a complacência letárgica da esmagadora maioria dos Clubes Profissionais, que nada fazem ou fizeram, para “varrer” de cena, este subproduto que vive por norma à margem da(s) lei(s).

Têm vindo alguns (ditos) notáveis a manifestar publicamente a sua preocupação pela “descaracterização” de que a Académica tem vindo a ser alvo.
Sou tudo menos ingénuo. Sou tudo menos desonesto.

Lendo e “espremendo” as ditas preocupações, vão todas “desaguar” no mesmo.
Os estatutos da nossa secular Instituição estão a ser violados.
Pergunto objectivamente:
Quando e aonde?
Só porque numa “tertúlia” de fim de tarde, um jovem e inexperiente Director, resolveu desabafar que eventualmente as futuras camisolas iriam ter os números a dourado?
Bem fez o “veterano”, e grande referência académica, Vasco Gervásio vir dizer com a serenidade que lhe é peculiar, que os equipamentos da Académica são e serão SEMPRE pretos.

Caros Companheiros, nunca escondi as minhas reservas em relação ao “perfil” do actual Presidente da Académica. Mas isso não invalida que não tenha que lhe reconhecer um conjunto de decisões que só vieram reforçar (e noutros casos repor) a imagem e o bom nome da nossa Instituição.
A saber:
a)- Regularizou institucionalmente e através de protocolo as relações com a “CASA MÃE”, situação NUNCA resolvida, desde a “benesse” da atribuição do Bingo à AAC/OAF.
b)- Somos, desde há quase 3 anos, uma Instituição publicamente reconhecida como exemplar no pagamento dos seus compromissos. Os agentes desportivos oficiais e a própria Liga dos Clubes, são disso testemunha.
c)- Cumprimos mensalmente as nossas obrigações com funcionários, atletas e contribuições para o Estado.
d)- Temos vindo a estreitar e a reforçar as nossas relações com os núcleos Académicos espalhados pelo País e pelo Mundo, cujo último exemplo é a iniciativa levada a cabo, pela recente eleita Direcção ( parabéns “velho” amigo Daniel Sanches) da casa dos antigos estudantes de Lisboa.
e)- Recebemos e homenageámos na nossa cidade e no nosso Estádio, com grande dignidade e afectividade, o Presidente Xanana Gusmão.
f)- Apoiamos e acarinhamos, com a presença física dos nossos jogadores, Instituições de Solidariedade Social e exemplares Instituições de Reabilitação Física e Mental.

Caros Companheiros, a Académica está “endogenamente” protegida. Nenhum Presidente que passe por esta Instituição, terá condições para desvirtuar ou violar os seus Estatutos. Nós, e todos os que estão espalhados pelo Mundo, NUNCA o permitiríamos.
Mais grave e mais difícil é (foi) evitar erros ou decisões grosseiras de gestão que possam, não só hipotecar a nossa imagem, mas traduzir-se em graves prejuízos desportivos ou financeiros para a nossa Instituição.
Um dia destes, vou “cooptar-vos” (espero que se lembrem deste termo e da decisão que lhe esteve subjacente) para saberem (é sempre bom termos a memória activa!) quando é que na verdade a nossa Instituição e o cumprimento dos nossos estatutos estiveram mais do que uma vez em perigo.

O Presidente do Núcleo de Veteranos, resolveu também (e com toda a legitimidade, saliente-se) tomar parte activa nesta discussão. E foi mais longe. Agarrando-se “saudosisticamente” às equipas de 69 e década de 70,(como se fosse possível comparar as épocas!) resolveu dizer que a Académica se estava a “estrangeirar” perigosamente.
É uma voz autorizada de um cidadão e ex-jogador exemplar.
Mas com a transparência que ponho em tudo o que escrevo e faço na vida, quero dizer-vos que, apesar do muito respeito que tenho pelo Núcleo de Veteranos, não lhes reconheço legitimidade para falarem nos tempos de “crise” da Académica.
E pela simples razão de que sempre foram um grupo elitista, conservador e com uma espécie de “auréola” de imunidade à sua volta.
Com excepção do Vasco Gervásio, Mário Campos, Vítor Campos e poucos mais, quantos “veteranos” deram o “corpo às balas”, arregaçaram as mangas e ajudaram a debelar problemas e crises da Académica. Digam-me que iniciativas, mobilizações, actividades ou influências exerceu este vasto grupo de ex-atletas que, por mérito próprio, se realizaram profissional e socialmente e ocupam hoje muitos deles lugares de relevo na vida pública e privada Nacional, em prol da Académica?

Razão tinham os saudosos Presidentes Jorge Anjinho, Mendes Silva e Paulo Cardoso, quando se manifestavam, cepticamente, em relação à disponibilidade deste núcleo para ajudar a resolver problemas da Académica.
As grandes e públicas manifestações académicas que lhes conheço, são digressões futebolísticas a países longínquos, exóticos e bem apetecíveis debaixo do emblema da nossa Instituição.

E como não sou ingrato, nem tenho a memória “curta”, sei bem o boicote activo e permanente que praticaram sobre o NOSSO, na altura Presidente, José Coroa. A eleições nunca se atreveram a ir, mas para serem publicamente implacáveis e deselegantes em relação ao ex-Presidente, estiveram sempre disponíveis.
Querem um exemplo? Um só exemplo dos muitos que poderia dar?
O Dr. Carlos Encarnação quis homenagear em cerimónia pública nos Paços do Concelho o “Núcleo de Veteranos” para o que convidou institucional e protocolarmente o então Presidente José Coroa.
Pois, numa cerimónia em que eram convidados/homenageados e em casa alheia, não se coibiram de, num discurso previamente preparado, “arrasar” de maneira acintosa e vexatória o Presidente de TODOS os académicos, presente na cerimónia e legitimamente sufragado pelos sócios.
Um dos distintos oradores faz parte do grupo de notáveis que os “pardalitos” afanosa e diligentemente dão à estampa. Os mesmos “pardalitos” que estão sempre (e bem) a defender “religiosamente” o SEU PRESIDENTE COROA.
Que pena que eu tenho que os “pardalitos”, que são grandes e genuínos académicos (digo-o com a maior sinceridade), tenham este péssimo hábito de não fazer o “trabalho de casa”.

Posto isto, deixem-me falar da “estrangeirada”!
É indecoroso, malévolo e doentio, referirem-se à Académica, não pelo seu nome, mas “pela equipa de 10 estrangeiros e um luso-francês que levou 3 a 0 de uma equipa da 2ª liga” (sic). Palavras para quê. Nem o nosso maior inimigo faria melhor.
Vamos a DADOS objectivos:

1- A Académica tem como capitão de equipa, o “eterno” Pedro Roma. Como 1º substituto tem o Nuno Luís. Duas referências da Briosa, que “encarnam” o verdadeiro espírito da nossa equipa. Neste grupo está incluído o Litos, jogador experiente e português e o Roberto Brum, atleta exemplar dentro e fora do campo, jogador que para mim, melhor faz a “ponte” com a massa associativa. A escolha dos capitães só não é perfeita porque “desastradamente” se esqueceram do Nuno Piloto.

2- No actual plantel, estão, vindos dos escalões de Formação, o Nuno Piloto, o Vítor Vinha o Sarmento e o Gonçalo. Se considerarmos a reserva “activa” que é o clube satélite Tourizense, acrescentamos o Fausto, o Ito e o Ricardo Tavares.
São 7 (sete) os jogadores dos escalões de formação! Digam-me, quantos clubes há na 1ª Liga, com excepção do Benfica ( e quanto a este tenho dúvidas) Sporting e Porto, que têm mais jogadores do que nós provenientes da Formação?

3- 40% dos jogadores do plantel são portugueses!
Se formos intelectualmente honestos, reconheceremos que houve um esforço em preencher alguns lugares com jogadores portugueses. Só os elevados preços, a concorrência e as contingências do próprio mercado, o impediram. Mesmo o Paulo Sérgio e o Alexandre são jogadores com “vivência” do futebol português.

4- Onde estão os pontas de lança portugueses de alguma qualidade, disponíveis e a preços competitivos?

5- Jogadores estudantes. Obviamente que TODOS os queremos. Infelizmente não se “criam” por Decreto. Mas terão que ser profissionais e de qualidade. A “obra social”, como alguns pejorativamente se referiam aos nossos jogadores que brilhantemente conciliavam a actividade profissional com as suas carreiras académicas, não tem hoje as facilidades que tinha.
O tempo hoje é para os mais fortes, mais aptos e competitivos. Como é que podemos “fabricar” novos talentos, que simultaneamente estudem, se os escalões de formação andam, há mais de 30 anos, a treinar e a jogar em terrenos “lavrados” e outros emprestados generosamente por autarquias e a distâncias consideráveis de Coimbra.
Incompetentemente, NINGUÉM até hoje deu prioridade à FORMAÇÃO da Académica. Os campos do bolão ( e não vale a pena serem arma de arremesso SÓ contra esta Direcção) foram atirados para as “calendas”. É, claramente, uma visão tacanha e redutora, não dar prioridade à conclusão dos referidos campos. Bastava saírem 1, 2 jogadores por época, dos escalões de Formação para a equipa principal, para haver retorno imediato no Investimento.

Aqui está uma iniciativa meritória que o “Núcleo de Veteranos” e particularmente o seu Presidente, bem poderia liderar. Exercer a sua fortíssima influência, mobilizar a sociedade civil e política dentro e fora do país, na captação de fundos, que ajudassem a pagar os relvados. Era uma boa maneira que tinham de aliviar o sofrimento e o desespero em que vivem por ver a Académica a “estrangeirar-se” desta maneira.
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Não me “cheira” que me ouçam. Devem estar de férias.

Até para a semana.

VIVA A BRIOSA!

O meu refúgio és tu, Briosa

É o inicio de mais uma semana, a maioria das vezes marcada por um minúsculo aparelho sempre posicionado sobre a mesinha de cabeceira, vulgo despertador, e que tantas e tantas vezes nos deixa uma terrível vontade de o esmagar contra a parede mais próxima, tal a raiva que nos é causada, sempre que este nos faz questão de lembrar que mais uma semana de estudo (neste caso) se ergue perante nós sem que nada possamos fazer para o impedir.
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Mais bocejo menos bocejo, mais ou menos hora dormida, há uma coisa que não escapa, uma retrospectiva momentânea ao dia anterior. E qual a melhor parte do Domingo habitual? Claro, aquela das 4 às 6, em que tudo pode acontecer lá fora, mas nós, todos juntos, no nosso templo sagrado, onde problemas e mal entendidos são como que ateus, recusando-se a entrarem ali, deixando de existir pelo menos durante aquelas duas horas. Com os nossos apóstolos trajados a rigor dentro de campo, lutando até às suas últimas forças pela religião em que tanto cremos, nós, fiéis incondicionais, vamos sofrendo de fora, assistindo apreensivamente, como se fosse aquela a última ceia de uma história com inicio há já muito tempo.

O resultado varia de domingo para domingo, e com maior ou menor dificuldade, lá teremos mesmo de nos levantar, mas o resultado do dia anterior terá por certo substancial importância no estado de espírito com que se vai iniciar o dia. Quem é que não acordou bem disposto depois daquela vitória em Alvalade? “Aquela lagartagem… hoje estão tramados comigo!”, foi o pensamento que me ocorreu nesse dia. “Perdeste o cachecol que trazias aí há duas semanas? E tu? Também?!”. Do outro lado a resposta habitual do “não deves ter visto aquele penalty” ou “só assim é que ganham” e coisas do género, eram prato do dia servido por aqueles lados a cada pergunta entoada, mas nada me podia tirar a boa disposição daquele momento. Um olhar confiante apimentado com uma certa dose de gozo, e o virar de costas imediato era o suficiente para que mais resposta não fosse ouvida do outro lado. Claro, há sempre o outro lado, “Mas quem é que os atura hoje?” Pensou cada um de nós depois da derrota por 3-0 no Estádio da Luz. Não me importei, estava orgulhoso da exibição, e levei na mesma aquele cachecol preto, mas essa história ficará para outra altura.

Mas a segunda passa rápido, e nem sempre os outros dias correm de feição. Problemas, discussões, caramba, há cada chato! Bem, pode ser que domingo tudo se componha, diz cada um de si para si, quando as coisas correm menos bem e tudo de mau nos parece cair em cima. Aquele último dia de trabalho já não se passa sem pensar no fim-de-semana, e com o fim-de-semana vem o quê? Pois claro…

Começa tudo outra vez…

E assim vive um adepto, debaixo de um tecto que lhe dá algumas tristezas mas que tantas vezes lhe serve de abrigo para situações mais delicadas, e talvez por isso, sofremos tanto, mas também lhe devemos muito… Hoje sou obrigado a dizer, Obrigado Académica!