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  - Sábado, Dezembro 30, 2006

Uma questão de Brio(sa)

Só um esclarecimento, Presidente...









Desde cedo, os mesmos que incutiram na minha personalidade a Académica como um valor, foram os mesmos que à altura ensinavam que mais importante do que aquilo que dizem os outros, é aquilo que a nossa mesma consciência nos diz, e se ela nos disser que estamos a fazer o que é certo, então de nada vale tudo o que à nossa volta nos mova contra isso mesmo, haja convicção do que se faz, convicção de que o que está a ser feito é o caminho certo, que é o que deve e tem de ser feito, convicção que em alturas complicadas nos obrigue a abrir caminho e seguir o rumo, o rumo correcto.
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Por certo, perguntar-se-ão alguns, o que tem isto a ver com o actual momento - delicado - por que passa o Organismo Autónomo de Futebol da Académica, onde novas vozes se levantam a cada dia que passa, uns contra, outros a favor da demissão do presidente José Eduardo Simões.
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Tenho para mim, que neste momento trata-se muito mais de uma questão de prestigio e bom nome, quer para o presidente quer para o clube, que tem de ser o mais rapidamente esclarecido, para que nem um nem o outro sejam afectados, o que tem vindo a acontecer nos últimos dias.
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Porque não a convocação de uma assembleia geral? Não terão os sócios e o presidente algo importante a discutir nesta altura? Não terá cada uma das partes esclarecimentos a fazer à outra? Não terão a maioria dos sócios a convicção de que o clube está nas mãos certas como se mostrou na última votação do Relatório e Contas, e apenas querem ouvir uma palavra de "brio" do presidente, garantindo que é este o rumo certo, e que se responsabiliza inteiramente pelo caminho escolhido, tendo a tal "consciência" de que é este o rumo certo? Não precisará este de demonstrar isso mesmo aos associados?
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Para quando esse esclarecimento, presidente?

  - Sexta-feira, Dezembro 29, 2006

O MELHOR DE 2006
Recordar o que merece ser recordado III

FUTRICAS, ESTUDANTES E ALGUNS EXMºS SRS DOUTORES!
por António Ferrão a 29 Agosto 2006

Caros Companheiros,

Abri uma pequena “brecha” nas minhas férias para desabafar um pouco convosco.
Com os pés quase dentro de água e a testa cada vez mais tostada e luzidia, vou, ao fim de 50 anos de militância na Associação Académica de Coimbra, falar pela primeira vez, publicamente , desta fracturante, divisionista e claramente reaccionária distinção entre Estudantes e Não Estudantes ( as maiúsculas são propositadas em ambas as palavras para que haja paridade).

Começo por vos dizer que tenho um respeito incomensurável por quem, com mérito, trabalho e muito sacrifício, tirou os seus cursos superiores. Honra ao mérito!
E tenho rigorosamente o mesmo respeito por todos aqueles que, por opção ou devido às dificuldades, privações e vicissitudes da vida os não quiseram ou conseguiram tirar.

Quero tratar este assunto com sensibilidade e ponderação, mas, obviamente, não deixará de ser a minha posição e, como tal, discutível e sujeita a qualquer crítica, desde que séria e feita de boa fé.
Vou procurar ser claro e objectivo, para que TODOS pelo menos me entendam.

O meu Pai ( e é uma pequena homenagem pública que lhe presto ) acabou a sua longa carreira de Funcionário Público, como Técnico Superior Principal na área da Saúde.
Era um homem de uma cultura invulgar, memória prodigiosa e humor finíssimo.
Fez, durante muitos anos, da “velha” livraria Atlântida, na Rua Ferreira Borges, a sua segunda casa.
Amigo de Torga, Namora e tantos outros que passaram por aquela “tertúlia” de cultura, devorava livros a um ritmo infernal.
Por razões familiares, não acabou o seu curso superior. Tinha uma paixão sublime pela Académica. A Câmara Municipal de Coimbra, atribuiu recentemente o seu nome a uma rua da nossa cidade, o que a toda a família encheu de orgulho.
O meu Pai ajudou a fundar, dinamizar e estimular, aquele que foi um dos maiores movimentos de apoio à Académica. Estou a falar-vos da conhecida “NAVE DOS LOUCOS” que durante anos a fio, percorreu o País de Norte a Sul atrás da sua Amada.
Todos cabiam naquela Nave. Médicos, Alfaiates, Engenheiros, Funcionários Públicos, Bancários, etc, etc. NUNCA, nos anos que os acompanhei, alguma vez ouvi o termo futrica! Era um grupo irreverente, lúdico, e de uma solidariedade “à prova de bala”.
A Académica unia-os a todos.

Passando em revista (mas muito na diagonal, confesso) o que a blogosfera académica tinha escrito nas últimas semanas, deparei-me com um texto, nos “pardalitos do choupal”, assinado pelo Dr. Miguel Madeira, (que não conheço pessoalmente, nem faço a mínima ideia quem seja), que, indignado, entre a exaltação e o sentido de “posse”, me chamava futrica com todas as letras (daí a minha dedução imediata de o autor ser dr ou engº).
Nada tenho contra o referido autor do texto, mas não lhe dou “ponta” de legitimidade, nem o direito de “cercear” os limites da minha visão e paixão pela Académica. Falta-me claramente um elemento fundamental. Saber a sua idade.
Se for um velho “passadista”, um saudosista ressabiado, daqueles que só falam de Coimbra actual para a apoucar, ou alguém que desistiu de “agarrar” o futuro e que vive eternamente do passado, ainda tolero. Agora se se trata de um jovem “arejado”, no início da sua vida profissional, é que me preocupa mais.
Mas há terapêutica para tudo e o remédio está dentro da própria “casa”. Sugiro-lhe que se sente entre os meus amigos Luís Santarino e José Romão e os ouça falar da relação entre Estudantes e não Estudantes, no período e na época em que isso fazia algum sentido. E, se não for muita maçada, leia o texto de apresentação do meu querido amigo Zé Romão quando se iniciou nas lides blogueiras nos “pardalitos do choupal”.
Este termo futrica, quando utilizado hoje (e perfeitamente desajustado da actual realidade coimbrã) é por norma “assassino”, divisionista, elitista e, como atrás disse, fracturante.
E ajuda a explicar, em parte, a actual realidade da Académica.
Nos últimos 22 anos “vegetámos”, sem honra nem mérito, pelas “catacumbas” da 2ª divisão, alternando como umas fugazes passagens pela 1ª liga.
Alguns dos “clubezecos”, a que o Dr. (ou Engº) Miguel Madeira com sobranceria e desdém se refere, deram-nos autênticas lições de vida associativa. Mobilizaram-se em torno dos seus emblemas, das suas regiões, com grande esforço, empenho e muito trabalho. Criaram as suas próprias estruturas desportivas, parques desportivos modernos e funcionais, com infra-estruturas que nos levam 10 ou 15 anos de avanço.
Geraram riqueza para as suas regiões, fortaleceram o comércio local, a hotelaria, a restauração e são “residentes” com lugar cativo na 1ª divisão há bastantes anos.
E mais. Nunca precisaram de “benesses” do Estado Novo, nem dos favores da política para nada.

Nós andamos AINDA, em 2006, atavicamente, a discutir de quem é a responsabilidade da não construção dos campos do bolão, infra-estrutura fundamental para o futuro desportivo da nossa Instituição.
Mas se, com seriedade e salutar visão crítica, alguém quer analisar a actual situação da nossa Académica, vem logo um Exmº Srº Drº (ou Engº) “rapar” dos seus galões e arvorar-se em dono da “quinta”.
Caro Dr. (ou Engº) Miguel Madeira, eu lido anualmente com centenas de licenciados, que, acabados os seus cursos, são despejados no “mercado” do desemprego. Ajudo-os a desenvolver competências que os possam tornar mais aptos, mais fortes e competitivos para enfrentar este flagelo do desemprego. É uma geração de que eu gosto particularmente e para a qual tenho grande sensibilidade, porque sei o que os espera. Ou um lugar como “caixa” de Hipermercado (o que não é desonra nenhuma), um contrato a “termo certo” ou os famigerados “recibos verdes”. Isto, claro, se não estiver “encostado” à generosidade de um partido político.

Faça uma viagem com a “Mancha Negra”(se é que já não a fez). Entre em qualquer dos autocarros e veja o convívio salutar, militante e irreverente entre todos eles. E encontra lá de tudo (e neste tudo, cabe tudo!), licenciados, estudantes, operários, desempregados, eu sei lá…
Vá lá perguntar-lhes o que é um futrica?
Olhe, meu caro Dr (ou Engº), e para acabar este desabafo, os futricas que o Sr refere com tanto desdém e pedantismo, foram uma das grandes “alavancas” dos movimentos culturais e associativos de Coimbra. Do teatro ao cinema, passando pela música e pelas artes plásticas. Os grandes núcleos de referência cultural da nossa cidade tiveram (e têm) todos a sua marca. Na “tasca” do Romão, no Manel da Mercearia, ou no Zé Bruto, com tinto ou com branco, discutia-se apaixonadamente a Académica sem qualquer tipo de complexos.
Nessa altura, o termo futrica era amizade, solidariedade, companheirismo e grande cumplicidade entre todos. Era um termo mobilizador.
Utilizá-lo, hoje, é não só abusivo, como desajustado da realidade. Imagino o seu incómodo de ter que se sentar no mesmo Estádio, onde hoje coabitam consigo maioritariamente futricas.
Pode ser que o Engº José Eduardo Simões lhe reserve um local exclusivo no Estádio, para ver o futebol, “imune” a esta praga!

O João Ruas ( eu cito-o, meu caro, nunca mais quero ser deselegante consigo) escreve um texto à sua maneira. A saudade, a nostalgia, “arrastaram-no”, realmente, para uma (se não a maior) época de grande consenso académico.
E refere, com saudade, as equipas do fim da década de 60 que, maioritariamente constituídas por jogadores universitários, se batiam com as equipas profissionais.
Meu caro João Ruas, aprendi nos bancos da faculdade e da vida profissional, que só se compara o que é comparável.
Como quer o meu amigo reeditar, em 2006, o modelo de 1966/69?
Independentemente do orgulho que tínhamos em ver jogadores universitários a baterem-se com profissionais, não se esqueça que os nossos também o eram.
E o João Ruas “enfatizou” a componente estudantil, quando sabe que o que mais gozo nos dava e nos mobilizava era ver a nossa Briosa ganhar em qualquer campo, com grande qualidade e competência.
E tem aí a razão objectiva para termos o velho “calhabé”, sempre a abarrotar pelas costuras. Tínhamos uma equipa ganhadora que, domingo a domingo, nos enchia a alma e aumentava a auto-estima.
Como é possível voltar a esses tempos, se hoje qualquer jovem futebolista mediano, com 15/16 anos, já traz “à trela” um empresário, e a maior parte das vezes o pai com um cofre debaixo do braço para não deixar fugir o dinheiro?
Acha o meu caro amigo que era hoje possível reeditar essas épocas de ouro, com o mesmo espírito?
Acredita que é possível mobilizar uma cidade, com a baixíssima qualidade deste produto que andamos a tentar “vender” há 22 anos?
Jogadores estudantes? Claro que também gostaria de os ter. Mas, primeiro, que sejam profissionais, competentes e disponíveis. Pago religiosamente o meu bilhete de época para ver futebol de qualidade jogado por profissionais a tempo inteiro.
Jorge Anjinho, Mendes Silva, Paulo Cardoso, Campos Coroa, João Moreno e Eduardo Simões, todos sem excepção (uns mais do que outros), aumentaram sempre o passivo da Briosa, e pensa que foi para pagar as propinas aos jogadores estudantes? Ou para fazer residências escolares atractivas e funcionais para os atletas estudantes?
Desiluda-se, meu caro. Todos eles, rigorosamente sem excepção, se preocuparam prioritariamente (e bem) em constituir plantéis profissionais que pudessem dar-nos sucessos desportivos.
Até há bem pouco tempo, o nosso único património era o Pavilhão Jorge Anjinho e, mesmo esse, salvo, no limite, de uma “hasta pública”.
Sabe o que aconteceu a todos os grandes jogadores das épocas de sucesso que refere?
Na primeira oportunidade, cederam todos (com algumas excepções) aos convites dos grandes. Rui Rodrigues, Artur Jorge, Manuel António, Oliveira Duarte, Toni, Lourenço são claramente exemplos disso. Podia continuar a engrossar esta lista, mas o meu amigo conhece-a tão bem quanto eu.

A Académica é património de todos!
É da Pedrulha, do Tovim, da Solum. É dos bairros socialmente mais desprotegidos.
É da Universidade, do Politécnico, e dos Estudantes do secundário.

A Académica é tanto (ou mais) do Sr. Fernando, motorista da Briosa, como é do Magnífico Reitor.
Só os “cabotinos”, os “pedantes” e os “vaidosos” é que não percebem isto.
VIVA A BRIOSA!

  - Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

Uma comparação "objectosubjectiva" (II): PIOR RENDIMENTO, MELHORES PERSPECTIVAS


Vimos, no "post" anterior, que o rendimento da equipa, através dos critérios que definimos, é inferior ao da época anterior. Com efeito, face aos mesmos adversários, temos menos 6 pontos (a pior performance da Liga). Significa isso que a nossa situação é dramática? Não necessariamente, como veremos a seguir.
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Na verdade, se considerarmos a classificação virtual do ano anterior, os dois despromovidos (Rio Ave e V. Guimarães) teriam feito apenas 25 e 24 pontos, respectivamente. Logo, 26 ou 27 seriam suficientes para garantir a permanência.
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Há, ainda, um dado importante: na época passada, o facto de descerem quatro clubes levou a maioria a procurar apetrechar-se melhor, de forma a manter-se na Liga principal. Esta época, como a despromoção atingirá apenas dois emblemas, passou-se o contrário.
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Comparando a classificação actual com a da temporada transacta, verificamos que os três "grandes" estão mais fortes, o que se traduz na perda de menos pontos. Logo, as equipas mais fracas tenderão a obter uma menor pontuação. Isso é visível no facto de os dois últimos (curiosamente, os dois promovidos Beira Mar e Aves) terem menos três pontos que os dois despromovidos da época passada face aos mesmos adversários.
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Daí que, se aveirenses e avenses obtivessem, a partir daqui, os mesmos resultados que vimaranenses e vilacondenses, não ultrapassariam, respectivamente, 21 e 22 pontos. Nesse caso, mesmo que a Briosa apenas fizesse mais nove pontos, asseguraria a manutenção.
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Sabemos que, na 2ª volta, as equipas que lutam para fugir à despromoção, procuram reforçar-se e acabam por conseguir melhores resultados. Por isso, e porque não convem facilitar, julgo que 25-26 pontos será a meta que a Académica terá de alcançar para se livrar de quaisquer apuros. Daí entender que os 6 pontos de défice em relação à temporada anterior (que podem passar a 7, se perdermos com o Benfica, com quem empatámos a zero no ano passado) não são tão dramáticos como pode parecer à primeira vista.
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Vejamos, agora, as perspectivas para os jogos da 2ª volta, comparando-os com a época passada, cujo resultado colocarei entre parêntesis.
  • Académica - V. Setúbal (0-1). Uma boa oportunidade de recuperar três pontos e diminuir o diferencial face à última temporada. Obrigatório ganhar.
  • Naval - Académica (0-1). Uma vitória difícil de defender, face a uma Naval muito melhor que no ano passado. Apesar de tudo, dadas as características de derby regional, é um jogo de tripla.
  • Belenenses - Académica (0-0). Não será fácil mas parece perfeitamente possível, no mínimo, repetir a igualdade.
  • Académica - Boavista (0-2). Uma boa hipótese de recuperar pontos, embora os "axadrezados" pareçam estar em subida de "forma".
  • Nacional - Académica (2-2). As mesmas considerações que fizémos para o jogo do Restelo. Na Choupana, voltar a empatar não seria mau.
  • Académica - Paços de Ferreira (3-0). Um encontro onde é fundamental repetir o triunfo do ano passado.
  • Aves - Académica (1-4 no Rio Ave - Académica). Uma oportunidade de consolidarmos a nossa posição, se repetirmos na Vila das Aves a vitória de Vila do Conde. Mas não será fácil, ao contrário do que possa parecer.
  • Académica - U. Leiria (1-3). Poderá ser uma boa oportunidade de recuperar os três pontos que perdemos na cidade do Liz, invertendo a realidade dos últimos anos de ganhar "fora" e perder em "casa" nos derbies com os leirienses.
  • Estrela da Amadora - Académica (3-2). Uma boa hipótese de vingar a dramática e amarga derrota da época passada, apesar das dificuldades que sempre sentimos na Reboleira.
  • Académica - F.C.Porto (0-1). Não será nada fácil recuperar pontos aqui. Mas tudo dependerá muito da situação dos "dragões" nas competições nacionais e internacionais.
  • Beira Mar - Académica (1-1 no V.Guimarães - Académica). Mais um derby regional, neste caso com fortes tradições. À partida, parece possível repetir, pelo menos, o empate de Guimarães.
  • Académica - Braga (0-3). Não será fácil, mas talvez se possa fazer melhor que o ano anterior perante um conjunto bracarense cheio de ambição mas algo irregular.
  • Marítimo - Académica (2-2). O mesmo que dissémos acerca do jogo com o Nacional: a igualdade seria um bom resultado.
  • Académica - Sporting (0-3). Esperemos não chegar aqui obrigados a fazer melhor que na época transacta. As nossas hipóteses poderão, contudo, aumentar se a situação classificativa dos "leões" já estiver definida.
  • Benfica - Académica (3-0). Aplicam-se as mesmas considerações que fizémos para o jogo com o rival lisboeta, com a agravante de jogarmos no terreno das "águias".

Como referi anteriormente, este exercício vale o que vale. Não apenas porque desconhecemos as circunstâncias em que decorrerão os jogos, mas também porque os reforços de Inverno poderão modificar alguns dados da equação. Mas permite também que todos possamos perspectivar o futuro da equipa à luz do seu passado recente e da comparação com o seu desempenho em 2005/2006.

Em conclusão: até agora, o rendimento da Briosa tem sido inferior ao da época passada (o que se compreende, dada a necessidade que Manuel Machado teve de entrosar, num curto espaço de tempo, um grupo onde entraram 16 novos elementos) mas as perspectivas são melhores (pois a Liga aparenta ser menos exigente que em anos anteriores).

Uma comparação "objectosubjectiva" (I): PIOR RENDIMENTO, MELHORES PERSPECTIVAS


Um exercício que costumo realizar, todos os anos, a partir do meio da época, é a comparação entre os resultados da época em curso e os da anterior, tendo em conta os encontros disputados frente aos mesmos adversários.

A maioria dos analistas prefere comparar os pontos somados à passagem da jornada x da Liga na época y com os conseguidos na mesma ronda da época z. Sem dúvida que é mais fácil e mais imediato. Contudo, se pensarmos um pouco, veremos que esse dado, só por si, é relativamente pouco significativo. Concretizando: uma determinada pontuação no final da 1ª volta, após se ter defrontado, em "casa", o Porto, o Benfica e o Sporting, terá o mesmo significado se for obtida com um calendário teoricamente mais acessível? Por outro lado, há que ter também em conta o desempenho das outras equipas na competição: se houver duas ou três mais fracas, x pontos podem ser suficientes para assegurar a manutenção; caso contrário, podem não o ser.

Claro que o exercício a que me entregarei de seguida, embora baseado em dados objectivos, tem também um certo grau de subjectividade e falibilidade, como se pode ver a seguir. Por isso, o denomino de "objectosubjectivo". Com efeito, para além de o valor e/ou a forma de algumas equipas poder variar de ano para ano ou de os jogos serem disputados em circunstâncias diferentes, uma questão, desde logo, se coloca: qual o critério de correspondência entre os despromovidos da época anterior e os que, entretanto, tomaram o seu lugar? No caso particular desta temporada, há ainda um problema mais espinhoso: é que a Liga foi reduzida de 18 para 16 clubes, o que torna a comparação ainda mais aleatória. Logo, vale o que vale. Mas penso que permite, apesar de tudo, uma comparação interessante da evolução do desempenho das equipas de época para época.

Comecei, então, por ter de eliminar dois emblemas. O mais lógico seria escolher, para o efeito, o 17º e o 18º de 2005/2006, respectivamente, V. Guimarães e Penafiel. Porém, dada a despromoção administrativa do Gil Vicente, a minha opção recaiu, além dos penafidelenses (últimos classificados), na turma de Barcelos. Logo, os encontros onde foi interveniente uma destas duas equipas estão fora das contas.

Depois, havia que fazer a correspondência entre os promovidos Beira Mar e Aves e os dois despromovidos. Normalmente, o meu critério baseia-se na proximidade geográfica. Mas, dado o facto de terem saído duas turmas nortenhas e terem entrado uma do Norte e outra do Centro, decidi, de forma subjectiva, fazer corresponder os aveirenses ao Vitória minhoto: ambos possuem um estádio do Euro 2004 e com qualquer deles temos uma grande rivalidade (embora por razões diferentes). Logo, por exclusão de partes, os avenses são os substitutos do Rio Ave.

Vejamos, agora, qual teria sido a classificação de 2005/2006 se retirássemos todos os jogos em que participaram o Gil Vicente e o Penafiel. Entre parêntesis, a pontuação verdadeira.

  • F.C. Porto................. 67 (79)
  • Sporting.................... 62 (72)
  • Benfica..................... 58 (67)
  • Braga........................ 53 (58)
  • Marítimo.................... 42 (44)
  • Nacional.................... 40 (52)
  • Boavista.................... 40 (50)
  • U. Leiria.................... 39 (47)
  • V. Setúbal................. 37 (46)
  • Paços Ferrª.............. 37 (42)
  • Estª. Amadora......... 35 (45)
  • Naval......................... 33 (39)
  • ACADÉMICA.......... 33 (39)
  • Belenenses.............. 33 (39)
  • Rio Ave..................... 25 (34)
  • V. Guimarães........... 24 (34)

É esta classificação virtual que servirá de termo de comparação com a época anterior. Logo, para igualar a performance da temporada passada, a Académica terá de fazer 33 pontos. Estará em condições de atingir esse desiderato? Mas será essa meta necessária para garantir a permanência ou chegam apenas 26 pontos? É o que vamos ver a seguir, comparando os resultados de 2006/2007 com os de 2005/2006.

Comparemos, então, a classificação actual com a que existiria se os resultados dos jogos efectuados nas 14 jornadas já disputadas tivessem sido iguais aos da época anterior (ou, no caso de Beira Mar e Aves, idênticos aos de V. Guimarães e Rio Ave, respectivamente). Entre parêntesis a diferença pontual entre a presente temporada e a anterior.

  • F.C.Porto.................37 (+3)
  • Sporting...................32 (+1)
  • Benfica....................29 (+7)
  • Braga.......................24 (-2)
  • Marítimo...................22 (+3)
  • U. Leiria...................21 (+1)
  • Nacional...................20 (-2)
  • Naval........................20 (+5)
  • Belenenses.............20 (-1)
  • Paços Ferrª.............18 (-4)
  • Boavista...................16 (-5)
  • Estª Amadora..........15 (+3)
  • ACADÉMICA..........13 (- 6)
  • V. Setúbal................ 9 (+2)
  • D. Aves.................... 8 (-3 que o Rio Ave)
  • Beira Mar................ 8 (-3 que o V. Guimarães)

Como se pode verificar, a Briosa é a equipa que apresenta uma maior quebra de rendimento, segundo este critério. Na verdade, se tivéssemos repetido os desfechos do ano passado, teríamos agora 19 pontos. Porém, há que ter em conta que havia alguns resultados difíceis de defender, em especial a vitória em Alvalade (algo que dificilmente acontece em dois anos seguidos), bem como os triunfos (que não repetimos) em Leiria e em Setúbal.

Recordemos os jogos já disputados e os respectivos resultados (entre parêntesis, os da época anterior):

  • V. Setúbal - Académica .................1-1 (0-1)
  • Académica - Naval .........................1-2 (2-2)
  • Académica - Belenenses...............1-1 (0-1)
  • Boavista - Académica.................... 2-2 (2-1)
  • Académica - Nacional ....................1-3 (0-0)
  • Paços Ferrª - Académica ...............1-1 (2-1)
  • Académica - D. Aves ..................... 2-0 (2-2 com o Rio Ave)
  • U. Leiria - Académica .................... 2-0 (0-2)
  • Académica - Estª Amadora ........... 2-0 (1-0)
  • F.C. Porto - Académica ................. 2-1 (5-1)
  • Académica - Beira Mar .................. 3-1 (1-0 com o V. Guimarães)
  • Braga - Académica ......................... 4-2 (2-0)
  • Académica - Marítimo ..................... 1-2 (2-2)
  • Sporting - Académica ..................... 1-0 (0-1)

Assim, em "casa", com estes adversários ou seus equivalentes, temos os mesmos 10 pontos: substituímos os empates com a Naval e as duas equipas madeirenses por três derrotas mas recuperámos os três pontos ao empatar com o Belenenses (com quem tínhamos perdido) e ao vencer o Aves (em lugar da igualdade com o Rio Ave).

O problema está no menor rendimento nos jogos "fora", em que perdemos os 6 pontos que fazem a diferença. Com os adversários que referimos acima, as três vitórias transformaram-se em um empate e duas derrotas. Uma safra negativa que apenas foi compensada pelas igualdades conseguidas no Bessa e em Paços de Ferreira, dois campos onde tínhamos perdido o ano passado.

Interessa, agora, saber quais as perspectivas desta perda de rendimento para o resto do Campeonato. É isso que faremos na continuação deste "post".


  - Quarta-feira, Dezembro 27, 2006

O MELHOR DE 2006
Recordar o que merece ser recordado II

Adeptos

Não nasci em Coimbra. Não cresci em Coimbra. Não pus os pés num jogo da Académica antes da adolescência. Não vivi em Coimbra até aos 14 anos! Não tenho ninguém na família que seja sócio(a) da AAC (tirando umas temporadas nos tempos em que eu nem era nascido!). Na minha família ninguém tem como primeiro clube a AAC! Não cresci a torcer pela AAC! Então porque raio é que enquanto vivi, estudei e cresci em Coimbra, me tornei, primeiro adepto, depois sócio e por fim fanático da AAC!?

Antes de mais, como tudo começou. O primeiro jogo a que assisti em Coimbra foi um jogo de taça AAC-Sporting. Casa cheia, no velhinho Calhabé. Perdemos 1-0 e nem sequer vi o golo já que o meu irmão não é das pessoas mais pontuais! Na época seguinte a direcção, então presidida por Campos Coroa, resolveu abrir as portas a estudantes, Universitários e não Universitários (onde eu me incluía). Na minha turma de secundário havia 2-3 jogadores do União (um deles chegou a jogar na AAC uns anos mais tarde) e havia também um grupo de pessoas que iam regularmente ver os jogos. Eu ouvia falar da grande festa que era ver os jogos e lá consegui convencer os pais a virmos mais cedo aos fins-de-semana para eu assistir aos jogos! E assim, comecei a ir regularmente aos jogos. Foi também por esta altura que o grupinho da bola se começou a formar! Ainda saltitava de grupo para grupo, mas com o tempo os grupos acabaram por se juntar e até há bem pouco tempo lá se conseguia juntar o útil ao agradável!
Após esta brilhante época, em que o Calhabé estava cheio de malta nova, como eu, e onde se viam muitas capas e batinas nas bancadas, resolvi fazer-me sócio! Afinal, tínhamos subido de divisão e as grandes equipas nacionais vinham jogar a Coimbra e eu queria lá estar! Lá convenci o meu pai a pagar-me as quotas, que também eram baratinhas (200$00/mês na moeda antiga!). Nas duas épocas seguintes praticamente não falhei um jogo no Calhabé. Fizesse chuva, fizesse sol, muitas vezes os estudos ficando para trás. Mas naqueles Domingos em que não ia à bola, parecia que estava a falhar um compromisso!

Só em 2000 é que dei o passo final! Primeiro jogo fora! Depois de uma fantástica noite de latada, magnífico concerto de «Suede» no Universitário, dormi umas horitas e meti-me no comboio rumo a Espinho para me encontrar com outros Briosos adeptos que tinham apanhado um comboio anterior. Foi uma tarde fantástica, muita alegria, uma vitória por 4-1 e uma falange de apoio considerável que não se cansou de puxar pelo clube! Depois deste jogo muitos mais se seguiram. Houve 3 que me marcaram, pelos mais diversos motivos: Estrela-AAC vitória por 3-0, Campomaiorense-AAC empate a 2 e Chaves-AAC derrota por 7 ou 8 zero! O jogo na Amadora foi a primeira vez que percebi qual a potencialidade deste clube! 3500 Pessoas no estádio, 3000 da AAC! 10-12 Autocarros cheios saíram de Coimbra! O resto foi de carro e chegou-nos de Lisboa e arredores! A viagem com a Mancha a Campomaior foi inesquecível. Desde sairmos com mais de uma hora de atraso, pois um dos míticos da Mancha tinha adormecido no carro em frente ao Pavilhão e ninguém o conseguiu acordar, ao dono de um restaurante, ali depois de Penela, nos apontar uma caçadeira porque uns "putos" tinham atirado um petardo para a casa de banho, ao dia passado em Campo Maior em que acabámos o almoço a comer chouriço e a beber tinto Alentejano patrocinado por um velhote sócio do Campomaiorense, ao golo do empate que surgiu quando já ninguém cantava e que levou todos, miúdos e graúdos a saltarem e a correrem para a vedação do estádio! Na mesma época a deslocação a Chaves, uma pesada derrota, mas o apoio dado à equipa foi aumentando à medida que o resultado se avolumando! Nessa época subimos de divisão, fomos 3ºs na 2a liga, quando andámos na frente mais de 2/3 do campeonato, tendo derrotado a Naval no derradeiro jogo por 2-1, no dia da minha garraiada, o que me levou a estar presente apenas na 2ª parte do desafio, o suficiente para festejar o golo da vitória e realizar a última invasão de campo no Calhabé!

Durante estes anos, houve sempre algo mais que me puxava para o estádio: os estudantes. Quando subimos de divisão após o interregno de 10 anos na 2a, tínhamos 15-16 jogadores-estudantes ou já licenciados na equipa. Este número baixou sensivelmente para os 10 com o passar das épocas. Tive também um velho amigo a jogar na AAC o que me levava a torcer ainda mais pelo clube. Com João Alves e a equipa B, começaram a jogar na equipa principal os nossos miúdos, aqueles cujo nome se ouvia/lia de vez em quando, mas que o comum dos adeptos não conhecia! Foi nesta altura que o apoio à nossa equipa atingiu o apogeu. Estávamos ainda na 2ª, com médias de espectadores entre os 5000-10000 dependendo do tempo, do adversário e da altura do ano! As quotas e o preço dos bilhetes eram acessíveis. Os estudantes tinham o privilégio de assistir aos jogos de capa e batina no topo sul. Se fossem sócios podiam ir para a central! A equipa para além dos portugueses era multicultural: Brasileiros, Marroquino, Albanês, Moçambicano, Angolanos, Congolês, enfim, jogadores das mais variadas nacionalidades!

Mas então subimos de divisão e aquilo que se adivinhava há algum tempo aconteceu. Tínhamos um plantel vastíssimo, jogadores dispensados jogavam na Equipa B. E quando a torneira secou de vez, deu-se a queda da direcção. Com a nova direcção, mudou o rumo do clube. Tentou-se profissionalizar ao máximo o clube, de tal modo que se descaracterizou! Os investimentos milionários (nunca antes vistos) em jogadores que pouco ou nada renderam passaram a ser o pão-nosso de cada dia. O espaço para os nossos miudos no plantel principal passou a ser cada vez menor. A equipa B foi extinta, muito embora eu tenha feito tudo o que um mero associado pode fazer para o impedir. O espaço para aquela geração de jogadores que ajudou e de que maneira à ambicionada subida de divisão se desenvolverem acabou e muitos foram emprestados e passado pouco tempo penduraram as botas! Outros desistiram do sonho de jogarem futebol profissional e continuaram a jogar em clubes mais pequenos, apenas como complemento aos estudos (ainda há bem pouco tempo tive o prazer de conhecer o pai de um desses miudos que se estrearam com João Alves na equipa principal que me revelou o desânimo que se apoderou do filho quando tal aconteceu!). Pior que isto foi o que já referido grupo da bola começou a desaparecer! Mas porquê? Porque, tal como eu, muitos dos sócios da AAC não cresceram a amar só um clube! A AAC era especial, era diferente e de um momento para o outro passou a ser igual aos outros! O amor começou a desaparecer, tal qual numa relação em que um dos sujeitos muda radicalmente o seu comportamento. Infelizmente, não foram os meus colegas da bola os únicos que começaram a abandonar o estádio. Aliado ao aumento das quotas e do preço dos bilhetes, aos maus espectáculos, aos jogadores que não sabiam o que representava aquela camisola negra que envergavam, muitos mais deixaram de ir aos jogos.

Esta também não é a AAC que idealizo. Sou realista ao ponto de saber que é impossível ter uma equipa profissional constituída somente por estudantes, mas revolta-me o pouco que tem sido feito para manter os poucos que ainda existem ou aqueles jogadores com muitos anos de casa que saíram do clube para ganhar menos que as supostas vedetas contratadas ganham no clube! Acho que se dá muito pouco valor à chamada prata da casa!

Para terminar, vou-me referir aos adeptos "camaleões", nos quais, segundo a definição daqueles que se dizem verdadeiros académicos, onde eu me incluo. O que diz a definição? Um camaleão é aquele que muda de cor conforme o ambiente em que está, ou seja, curto e grosso, que tem mais que um clube! Eu, como a maioria dos sócios e adeptos da AAC (só não vê quem não quer) tenho outro clube, por todo o historial que referi anteriormente. Na altura em que ainda andava a maturar o meu academismo ainda torci pelo outro clube nos confrontos entre ambos, mas jamais na bancada dos sócios! Hoje em dia, não torço por nenhum quando os dois se encontram! Acho que é a melhor forma de resolver o conflito interno por que passo! Nem todos tiveram o privilégio de nascer Académicos, e aqueles que se apregoam verdadeiros Académicos não compreendem isso. Mas a maioria desses também nunca fizeram nada pelo clube, passam a vida a dizer mal dos jogadores e inclusive a assobiá-los. Só aparecem quando as câmaras ou os jornalistas lá estão. No fundo o quero dizer é que compreendo perfeitamente aqueles que nos jogos contra os chamados três grandes não puxam pela AAC, mas que raio, se nos outros 32 jogos eles lá estiverem a puxar pela equipa, se tiverem uma intervenção Académica consentânea com os valores da instituição, porque raio é que hão-de ser insultados, humilhados enfim, escorraçados por aqueles que no fundo, são da mesma família, apenas de um ramo diferente!?

Muitos adeptos pensam como eu, outros nem tanto, fruto da necessidade de resultados que ambicionam. Eu não consigo puxar por esta equipa da mesma forma que puxava pela do Febras, do Mickey, do Dário, do To Sá, do Lucas, - porra até do João Campos (nada contra o homem, apenas não gostava do jogador!) e de muitos outros. Uns desistem à espera que novos dias mudem a coisa, outros como eu, talvez porque a distância (no meu caso) impossibilita o confronto com a nova situação, vão resistindo. Entretanto, as bancadas vão ficando mais vazias, nem com as novas promoções lançadas em Janeiro isto melhorou!

Desalentado, mas esperançado que melhores dias virão.

Abraço Académico para todos,

Ricardo Carvalho, a 03 de Março de 2006
(Estocolmo, Suécia)

  - Terça-feira, Dezembro 26, 2006

O MELHOR DE 2006
Recordar o que merece ser recordado

Ser da Académica
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Tenho um cachecol. Nele está escrito: “O meu clube de sempre, ACADÉMICA”. E vou-me gabando aos meus amigos: “este cachecol festejou as últimas duas manutenções”. E porquê ser-se da Académica quando nunca se festejou um título, uma taça ou quando a vitória a um dos “grandes” foi festejada há tão poucos meses? Porquê ser-se da Académica quando nem se vive em Coimbra e os esforços são enormes para, por vezes, sairmos com a desilusão da derrota?
Acredito que perceber como um “clube de antigamente” é hoje a paixão de todos nós (jovens) não seja fácil. Mas para tudo há uma explicação racional, que não se limita ao gosto de ver a equipa de negro jogar. Por isso, decidi hoje escrever na “Hora da Cabra”…

É constantemente dito entre o mundo academista, que a Briosa é um clube diferente de todos os outros. Diferente não por ser a única equipa a equipar completamente de preto em todas as partidas mas sim por toda a sua tradição. Os jogadores, eram estudantes. Os adeptos, também. Capa e Batina era a farda de Domingo para apoiar o clube. “Sofria-se de maneira diferente” como me diz o meu avô… Acredito que seja verdade, mas os tempos mudaram.
A “onda” de jogadores brasileiros que invadiu o futebol português não é vista com bons olhos por muitos críticos que mantêm o ideal brioso: uma equipa competitiva de portugueses/estudantes. Eu, discordo. E discordo porque uma das grandes razões para amar assim a Académica é ter um ídolo.

Andando um ano atrás no tempo, a Académica levava 9 jogos sem perder e a deslocação seguinte era Alvalade. O 88, Roberto Brum, tinha-se afirmado rapidamente como uma das mais importantes peças para a tão grandiosa recuperação da Académica. Visto como o melhor reforço de Inverno o jogador criou o seu próprio site, visitou e comentou os blogs ligados à Académica. E em vésperas de tão importante jogo enviei-lhe um e-mail. Foi uma manifestação de boa sorte e confiança que tentei transmitir nas curtas palavras. Estava consciente que era uma coisa que muito possivelmente não iria dar em nada. Provavelmente, o jogador nem iría ler. Mas não, no seu próprio site obtive a resposta: “Recebi um e-mail de um menino de 16 anos que nunca viu a Académica vencer um dos grandes. A única coisa que posso dizer a vocês e a esse menino é que tudo vamos fazer para que vejam a Académica a ganhar amanhã ao Sporting. Acreditem em nós e apoiem-nos.”
Em mim, fez-se “clique”. O jogador simpático viu crescer uma enorme admiração. Mais tarde pedi-lhe uma camisola, e promessa ficou feita.
A época acabou e Roberto Brum ganhou o prémio de melhor jogador da época para os leitores do Simplesmente Briosa. Como tal, foi feito um vídeo enaltecendo as características do jogador. Um vídeo que não chega para transmitir toda a minha admiração...
Hoje, Brum conhece-me e eu vejo nele um exemplo de se ser da Académica. Quando nos juvenis da minha equipa me perguntaram qual o número que queria para a minha camisola, a resposta foi imediata: “88! Tal como o Brum!”. Hoje, vão-me chamando Roberto e não é com vergonha que deixo escapar um sorriso.
Este ano, a surpresa foi outra. Quem criticou duramente Gélson certamente já se arrependeu. Fiquei fascinado com a única conversa que tive com o jogador. Quem visse aquilo diria que era um familiar ou um amigo de longa data. Mas não, nem o jogador sabia o meu nome... Um jogador com poucos meses a morar em Coimbra tinha os objectivos bem incutidos, “Todos nós queremos muito essa Taça (de Portugal)! Quem vier ao caminho da Académica não passa daí!”


São dois exemplos que me dão orgulho em ser da Académica. Que me fazem sofrer e gritar por ela no estádio ou mesmo em casa. São exemplos que podem até não dizer muito a muita gente, mas que a mim marcaram-me. No fundo, os jogadores da Académica são ídolos e, quer queira quer não, são os “culpados” das tristezas ou felicidades que tenho aos Domingos.
O meu gosto da Académica parte daqui. E permite-me dizer que sim, a Académica é um clube diferente. Permite-me dizer: “O meu clube de sempre, ACADÉMICA”.

Por:Francisco Martinho, 24 de Fevereiro de 2006

  - Domingo, Dezembro 24, 2006

"UMA DENÚNCIA E UMA OPINIÃO"
Diz que é uma espécie de História de Natal

Uma denúncia e uma opiniãoEm primeiro lugar, e antes de tudo mais que vem a seguir e que promete mudar mentalidades por esse mundo fora, e finalmente acabar com o mito de que o Pai Natal passa o seu ano na Lapónia, junto das renas, e tudo aquilo que se costuma dizer às crianças nesta altura do ano, depois destas linhas, nada mais fará sentido. Mas ía a dizer, a denuncia e a opinião, são pequeninas,porque isto não estamos aqui para estragar o negócio a ninguém, muito menos nesta altura do ano em que imperam a paz e a solidariedade entre todos nós. Para além disso, nunca saberíamos quando é que um feitiço como "MORRA O SimplesmenteBriosa, MORRA! Mão.jpg (2277 bytes)PIM!" nos atingiria, e isso era uma chatice para todos os que nos lêem, onde o nosso amigo também está incluído claro.
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É então por todos os que nos lêem diariamente, que trabalhamos passo a passo com o intuito das mais frescas novidades. Foi com esse intuito que um dia, quando no meio de uma discussão “messengeriana” percebemos que há muito não se fazia um texto mais ousado, em que se dessem asas à imaginação, e o sonho começasse em forma de palavras. Pensamos primeiro em dizer que o Sérgio Conceição viria para a Académica, mas como ninguém ía acreditar nisso, uma alma de bom senso que por aqui existe fez-se ouvir e disse para termos juízo, deixarmos de ser crianças, e criarmos qualquer coisa em que fosse minimamente possível de acreditar! E foi o que fizemos.

Uma ideia que há muito havia sido interiorizada por nós era a de que o Pai Natal vivia em Coimbra e sofria pelo seu Benfica, embora no resto do ano fosse sócio da grande Briosa, o que explica desde logo porque é que só no Natal é que chegam presentes a Coimbra. E como ele tem enviado presentes tão saborosos como Carlos Martins, Manuel José, Roberto Brum, Marcel, Hugo Leal e N’Doye, sendo estes os casos mais recentes. Mas essa explicação não se fica por aqui, porque toda a gente sabe que benfiquista que é benfiquista, tem uma zona lombar devidamente desenvolvida, bem acompanhada de um bom bigode com vários dias de evolução ou mesmo em casos maiores de uma barba vulgarmente denominada de “barba à Pai Natal”, ou não fosse o famosíssimo “Barbas” dono de um restaurante e representante máximo dessa mesma cultura.

Posto isto, outra pergunta, e a mais importante aparece. O que é que caracteriza o Pai Natal? É vestir-se de vermelho uma vez por ano, e no resto do ano ninguém dar por ele, ou não? Precisamente… E quem é que só se veste de vermelho uma vez por ano, e o resto do tempo ninguém dá por ele? É o vulgar adepto de Benfica em Coimbra pois claro!

Para mim, parece-me que está claramente provado que o Pai Natal vive em Coimbra e tambem é da Académica, mas é claro, a qualquer nova teoria, aparece sempre a sua contestação. Neste caso a pergunta que vem é, então e as renas e todo esse ritual que caracteriza as aparições do Pai Natal? É muito simples… Não vai ser preciso ter renas em casa para quando chegar lá ter um par “deles” à sua espera, e nem preciso de dizer quem são eles… mas desde que o Benfica ganhe, também não há problema, festejam os três!
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Já acabou? - pergunta uma das três pessoas que conseguiu ficar a ler até ao fim.

Infelizmente já… Nem sequer foi dita a piada de que a diferença entre uma personagem da blogosfera académica e o Pai Natal é que ainda há quem acredite no Pai Natal… E como diria Octávio Machado: “Vocês sabem de quem é que eu estou a falar…”.

Agora sim para terminar, e porque hoje é dia de Natal, o SimplesmenteBriosa deseja a todos os seus visitantes um Feliz Natal e um ano novo cheio de sucessos para si e para a nossa grande BRIOSA!

  - Sexta-feira, Dezembro 22, 2006

Tempo de balanço: avaliação do desempenho dos nossos jogadores


Num momento em que estamos praticamente no final da 1ª volta da Liga (falta apenas uma jornada) e em que esta conhece uma longa e inusitada paragem, é altura de fazermos um balanço do desempenho da equipa e dos atletas da Briosa até ao momento.
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Muito oportunamente, e numa análise que subscrevo quase na íntegra, o Gonçalo Cabral referiu os principais pontos fortes e fracos da equipa. Por isso, vou apenas recordar as ideias-chave por ele expressas:
- globalmente, a equipa possui qualidade para obter melhores resultados;
- sectorialmente, o meio-campo é o sector mais forte da equipa e a defesa o mais fraco, mas falta, igualmente, uma boa referência atacante.
- individualmente, se algumas aquisições corresponderam às expectativas, outras tardam em mostrar as credenciais e têm constituído verdadeiras desiluções.
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É esta componente individual que pretendo esmiuçar um pouco mais, com recurso a alguns dados estatísticos simples, que retirei de uma consulta ao sítio da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. Claro que, para além destes elementos objectivos, existe uma apreciação subjectiva que se traduzirá na classificação que atribuirei.
O critério de avaliação baseia-se, não nas potencialidades dos atletas, mas, antes, no seu rendimento em campo até ao momento. Para evitar injustiças, apenas avaliarei quantitativamente os jogadores que tenham efectuado três jogos completos ou, em alternativa, actuado durante 270 minutos em cinco partidas. Eis, então, a minha análise:
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PEDRO ROMA
Posição: Guarda-redes
Jogos efectuados: 14 (todos completos)
Tempo de utilização: 1260 minutos
Golos sofridos: 22
Disciplina: 1 cartão amarelo
Avaliação: É o único totalista, em sentido estrito. À excepção do jogo em Braga, onde teve uma prestação menos conseguida, não tem comprometido. Porém, não se tem revelado tão decisivo como em anos anteriores. No entanto, como à sua frente está a defesa mais fraca dos últimos anos, os adversários criam, com mais frequência, ocasiões fáceis de concretização. E, quando assim é, nem "São Pedro" faz milagres.
Classificação: 4
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NUNO LUÍS
Posição: Defesa direito
Jogos efectuados: 7 (6 completos e 1 em que foi substituído)
Tempo de utilização: 585 minutos
Disciplina: 2 cartões amarelos
Avaliação: Veio de uma longa lesão e não foi feliz no regresso. Denota falta de velocidade, o que o leva a ter dificuldades na recuperação defensiva. Talvez por isso, sobe menos que no passado e mostra-se, por vezes, pouco clarividente.
Classificação:
2
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SONKAYA
Posição: Defesa direito
Jogos efectuados: 4 (todos completos)
Tempo de utilização: 360 minutos
Avaliação: Emprestado pelo FCP, depois de não ter vingado no Dragão, o turco voltou a falhar em Coimbra. Lento, incapaz de subir no terreno, pouco acrescentou à equipa.
Classificação: 2-
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LITOS
Posição: Defesa central
Jogos efectuados: 9 (6 completos, 2 em que foi expulso e 1 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 710 minutos
Golos: 2 (frente ao Beira Mar e ao Braga)
Disciplina: 2 cartões vermelhos (1 directo e 1 por acumulação) e 2 cartões amarelos
Avaliação: Uma desilução. Como referiu o Gonçalo, esperava-se que fosse o "patrão" da defesa, dado o seu passado (campeão pelo Boavista e três anos a actuar na Liga espanhola), mas a verdade é que esteve longe de o conseguir. A velocidade nunca foi o seu forte, mas o certo é que se tem mostrado demasiado lento e sem tempo de desarme. Esse facto leva-o a recorrer, frequentemente, à falta, o que se reflecte na sua folha disciplinar. O seu bom jogo de cabeça pouco tem funcionado nas acções defensivas. Ao invés, mostrou a sua utilidade nas acções ofensivas (como provam os dois golos que marcou), o que atenua um pouco o tom negativo da prestação.
Classificação: 2+
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KÁKÁ
Posição: Defesa central
Jogos efectuados: 9 (todos completos)
Tempo de utilização: 810 minutos
Disciplina: 2 cartões amarelos
Avaliação: Uma boa aquisição. Entrou na equipa em Paços de Ferreira e nunca mais saiu de lá. É rápido, sóbrio e tem a vantagem de não inventar. Porém, apresenta algumas limitações técnicas que, por vezes, vêm ao de cima e originam situações de apuro para as nossas redes. Com um colega mais consistente ao seu lado, a sua prestação poderá ainda melhorar.
Classificação: 3+
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DANILO
Posição: Defesa central
Jogos efectuados: 6 (todos completos)
Tempo de utilização: 540 minutos
Golos: 1 (frente ao Aves)
Disciplina: 1 cartão amarelo
Avaliação: Tem sido utilizado de forma irregular. Vai procurando cumprir a sua missão, mas não inspira grande confiança. Dificilmente será o comandante da defesa mas, se esta tiver um verdadeiro "patrão", poderá ainda ser útil.
Classificação: 3-
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MEDEIROS
Posição: Defesa central
Jogos efectuados: 6 (4 completos, 1 em que foi expulso e 1 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 463 minutos
Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação)
Avaliação: Não convence. O ex-vimaranense tem revelado pouca velocidade e deficiente sentido posicional. Formou com Litos a dupla de centrais mais insegura dos últimos anos na Briosa.
Classificação: 2
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LINO
Posição: Defesa esquerdo
Jogos efectuados: 13 (12 completos e 1 em que foi substituído)
Tempo de utilização: 1157 minutos
Golos: 3 (frente à Naval, ao Boavista e ao Braga)
Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação, no final do jogo em Paços de Ferreira) e 1 cartão amarelo
Avaliação: Uma das mais interessantes aquisições desta época. Manuel Machado aprecia as suas qualidades, o que se comprova por ter falhado apenas um jogo, devido a castigo. É o típico lateral brasileiro, muito ofensivo (ao jeito de Roberto Carlos), óptimo para jogar num sistema de 3-5-2. O reverso é que se mostra menos consistente nas tarefas defensivas, obrigando os médios a frequentes compensações. Apesar de tudo, tem vindo a melhorar nesse aspecto. Possui um pontapé forte e colocado, o que constitui uma mais-valia na marcação de "livres". Daí surgir como um dos melhores marcadores da equipa.
Classificação: 4-
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VÍTOR VINHA
Posição: Defesa esquerdo
Jogos efectuados: 2 (1 completo e 1 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 126 minutos
Disciplina: 1 cartão amarelo
Avaliação: Está "tapado" por Lino, o que é pena, pois já provou que tem qualidade. A sua pouca utilização impossibilita uma avaliação do seu desempenho.
Classificação: ---
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PAULO SÉRGIO
Posição: Médio defensivo
Jogos efectuados: 9 (3 completos, 1 em que foi substituído e 5 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 469 minutos
Disciplina: 1 cartão amarelo
Avaliação: Uma boa surpresa, este brasileiro proveniente do Moreirense. Tardou a impor-se na equipa mas foi titular nos últimos três jogos. Possuidor de bom sentido posicional, mostra-se eficiente nas tarefas defensivas. No entanto, necessita melhorar no capítulo do passe, pois nem sempre entrega a bola em boas condições. Actuou a lateral direito em Alvalade (bem como na 2ª parte do encontro com o Marítimo) e não comprometeu.
Classificação: 4-
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ALEXANDRE
Posição: Médio defensivo
Jogos efectuados: 8 (4 completos, 3 em que foi substituído e 1 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 573 minutos
Disciplina: 1 cartão amarelo
Avaliação: Tem-se mostrado um pouco irregular, alternando exibições de bom nível com outras mais discretas. Parecia ter agarrado o lugar, mas lesionou-se após o jogo em Leiria (onde, ironicamente, foi dos poucos a salvar-se do "naufrágio" colectivo). A partir daí, tem sido pouco utilizado.
Classificação: 3
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PAVLOVIC
Posição: Médio defensivo
Jogos efectuados: 9 (4 completos, 3 em que foi substituído, 1 em que foi expulso e 1 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 533 minutos
Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação) e 4 cartões amarelos
Avaliação: O sérvio tem constituído uma relativa desilusão. Mostra ser razoável a destruir jogo, com o senão de alguma impetuosidade que o torna muito faltoso e lhe tem valido alguns "amarelos". Em contrapartida, revela, grandes dificuldades na construção ofensiva.
Classificação: 3-
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ROBERTO BRUM
Posição: Médio defensivo
Jogos efectuados: 14 ( 7 completos e 7 em que foi substituído)
Tempo de utilização: 1109 minutos
Disciplina: 2 cartões amarelos
Avaliação: Não tem repetido as excelentes actuações das duas temporadas anteriores, em que a sua "garra" e entrega ao jogo contagiavam os colegas. Agora, vai cumprindo, sem comprometer mas também sem fazer a diferença. Inadaptação aos sistemas tácticos de Manuel Machado (em especial, ao losango, onde é deslocado para a direita), reflexos da transferência falhada para a Turquia ou ambas as razões?
Classificação: 3
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NUNO PILOTO
Posição: Médio
Jogos efectuados: 5 (2 completos, 1 em que foi substituído e 2 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 264 minutos
Disciplina: 1 cartão amarelo
Avaliação: Tarda em afirmar-se e arrisca tornar-se (mais) uma esperança eternamente adiada. Manuel Machado procurou adaptá-lo a defesa direito e colocou-o a titular nos dois primeiros encontros, mas os resultados não foram felizes. A partir daí, raramente tem sido utilizado, pelo que lhe falta tempo para ser classificado, segundo os critérios acima definidos.
Classificação: ---
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SARMENTO
Posição: Médio-ala direito
Jogos efectuados: 3 (todos como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 48 minutos
Avaliação: Quase não tem sido utilizado.
Classificação: ---
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MIGUEL PEDRO
Posição: Médio-ala direito
Jogos efectuados: 14 (5 completos, 8 em que foi substituído e 1 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 948 minutos
Golos: 2 (frente ao Paços de Ferreira e ao Aves)
Disciplina: 4 cartões amarelos
Avaliação: Estamos em presença de um jovem com grandes potencialidades, que se revelou uma boa aquisição. É rápido, dotado de boa técnica e sentido de desmarcação. Infelizmente, falta-lhe alguma consistência, o que se traduz numa certa irregularidade exibicional, não só de jogo para jogo, mas também durante os encontros. Após um período de fulgor, as últimas exibições não foram tão conseguidas. Talvez a experiência lhe traga a confiança de que necessita.
Classificação: 4-
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DAME
Posição: Médio ofensivo
Jogos efectuados: 11 (6 completos, 4 em que foi substituído e 1 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 760 minutos
Golos: 3 (frente ao Nacional, ao Estrela da Amadora e ao Beira Mar)
Disciplina: 3 cartões amarelos
Avaliação: Um achado, trazido pelo seu irmão, o nosso ex-atleta Ousmane N'Doye. Veio só para treinar, agradou a Manuel Machado e é já o jogador mais influente da equipa. Dotado de boa técnica individual, ficam na retina os seus excelentes passes a desmarcar os avançados. Além disso, denota grande espírito de luta e de entrega ao jogo, o que o torna igualmente útil em tarefas defensivas. A sua potente meia-distância já lhe valeu três golos, todos eles de belo efeito.
Classificação: 4+
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FILIPE TEIXEIRA
Posição: Médio ofensivo
Jogos efectuados: 14 (4 completos, 5 em que foi substituído e 5 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 768 minutos
Disciplina: 1 cartão amarelo
Avaliação: A grave lesão que sofreu perto do final da temporada anterior condicionou muito as suas prestações nos primeiros jogos, onde mostrou uma natural falta de ritmo competitivo e um certo medo de "meter o pé". Gradualmente, foi melhorando as suas actuações e, nos últimos encontros (onde, devido à lesão de Hélder Barbosa, jogou mais descaído sobre a esquerda) já se mostrou quase ao seu melhor nível. Julgo que ainda tem margem para melhorar, até porque parece estar com mais "pulmão" que o ano passado.
Classificação: 4-
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DIONATTAN
Posição: Médio ofensivo
Jogos efectuados: 4 (1 em que foi substituído e 3 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 111 minutos
Avaliação: Vindo de demorada lesão, actuou frente ao Aves e ressentiu-se. Recuperou e entrou na parte final das últimas três partidas, onde não esteve mal mas também nada resolveu. Utilização insuficiente para ser classificado.
Classificação: ---
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HÉLDER BARBOSA
Posição: Médio-ala esquerdo
Jogos efectuados: 7 (4 completos, 1 em que foi substituído e 2 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 505 minutos
Golos: 2 (frente ao Vitória de Setúbal e ao Estrela da Amadora)
Disciplina: 2 cartões amarelos
Avaliação: Emprestado pelo FCP, mostrou ser uma das grandes promessas do futebol português. Veloz, dotado de boa técnica individual, forte no 1x1 e procurando sempre a linha, é um jogador que não engana. Foi, nos primeiros jogos, a grande referência da equipa, numa altura em que o seu talento individual conseguiu disfarçar algumas fragilidades colectivas. Porém, a infelicidade "bateu-lhe à porta": primeiro, sofreu uma arreliadora lesão ao serviço da selecção de sub-21, que o afastou durante alguns jogos; depois, quando tudo parecia correr pelo melhor, foi vítima de uma ruptura de ligamentos no joelho num jogo-treino com o Pampilhosa. Para ele, a época, praticamente, terminou ali.
Classificação: 4+
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ESTEVEZ
Posição: Avançado
Jogos efectuados: 3 (1 completo, 1 em que foi substituído e 1 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 206 minutos
Avaliação: Um autêntico "flop". O argentino actuou (muito mal) nos três primeiros jogos e não mais foi utilizado. Não se adaptou ao futebol europeu e já regressou ao seu país.
Classificação: ---
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GELSON
Posição: Avançado
Jogos efectuados: 9 (2 completos, 1 em que foi substituído, 1 em que foi expulso e 5 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 505 minutos
Golos: 1 (frente ao Belenenses)
Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação) e 1 cartão amarelo
Avaliação: As mesmas virtudes e defeitos da época passada. Grande entrega, "garra" e espírito de sacrifício mas enormes limitações técnicas. Se as primeiras fossem complementares de outras qualidades, seria um grande jogador. Quando elas são quase as únicas, a apreciação terá de ser, forçosamente, negativa.
Classificação: 2
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NESTOR ALVAREZ
Posição: Avançado
Jogos efectuados: 7 (2 completos, 1 em que foi substituído e 4 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 351 minutos
Golos: 1 (frente ao Porto)
Disciplina: 3 cartões amarelos
Avaliação: O colombiano não tem correspondido às expectativas. Terá vindo ligeiramente lesionado, o que condicionou as suas prestações iniciais: quase não corria. Esteve seis jogos sem actuar e reapareceu em grande no Dragão, onde marcou. Denota bom sentido de desmarcação, procura tabelar com os companheiros mas tem-se mostrado muito tosco na finalização. Estará ainda pouco adaptado ao futebol da Europa ou não dá mais?
Classificação: 2+
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GYANO
Posição: Avançado
Jogos efectuados: 9 (2 completos, 2 em que foi substituído e 5 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 520 minutos
Golos: 3 (frente ao Boavista, ao Beira Mar e ao Marítimo)
Avaliação: Está muito longe da qualidade do Linz do Boavista mas pertence à mesma escola centro-europeia. É pouco dotado tecnicamente (o que o leva a falhar algumas boas oportunidades), mas possui um razoável sentido posicional e de oportunidade. Além disso, é também bom cabeceador. Como frisou o Gonçalo, é o avançado que tem melhor relação entre o tempo utilizado e os golos marcados.
Classificação: 3
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Não foram utilizados os guarda-redes DOUGLAS e EDUARDO.
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Esta análise vem provar aquilo que todos vêm dizendo há algum tempo: a equipa necessita, urgentemente, de um bom "lateral" direito, um "central" rápido e consistente e um ponta-de-lança goleador. Talvez fosse também importante assegurar um ala esquerdo (Vieirinha?) para colmatar a perda do Hélder Barbosa.

  - Quinta-feira, Dezembro 21, 2006

CADERNETA DE CROMOS

Está à venda nas lojas Briosa/ Tbz a Caderneta de Cromos da Académica, a qual tem fotos de todos os atletas que fazem parte do clube, desde as camadas mais jovens até aos ídolos de todos nós.
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A Caderneta em si tem o preço de 5€, e cada pacote de cromos custa 50 centimos. São ao todo 422 os cromos, cada um correspondente a um atleta da Briosa, que com toda a certeza vale a pena colecionar.

BRIOSA EMPATA A UMA BOLA EM TOURIZ
Zada marcou o tento estudantil

A Académica empatou a um golo com o Tourizense, num jogo-treino em Touriz, com o golo da Briosa a ser apontado por Zada, um jogador que apesar de pertencer aos quadros da equipa mas procura convencer Manuel Machado das suas capacidades.
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Para dar tempo a todos os jogadores do plantel, Manuel Machado fez alinhar duas equipas diferentes,sendo que na primeira parte jogou um equipa mais próxima da habitual titular com Pedro Roma, Paulo Sérgio, Danilo, Kaká, Lira, Pavlovic, Dionattan, Filipe Teixeira, Lino, Nestor e Gyano, ao contrário do segundo tempo em que jogaram atletas menos rodados como Douglas, Sonkaya, Litos, Medeiros, Vítor Vinha, Alexandre, Miguel Pedro, Nuno Piloto, Zada, Sarmento e Gelson.
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De referir que o golo do Tourizense foi apontado pelo jovem lateral esquerdo Ito, pertencente aos quadros da Académica mas a quem a época em Touriz não tem corrido de feição.

  - Quarta-feira, Dezembro 20, 2006

Em entrevista à RUC

Os principais Prognósticos da noite de segunda-feira

Na entrevista que já há algum tempo – e apesar deste ter sido, como invariavelmente, costuma ser, curto - se impunha, o Presidente da Académica traçou uma linha diagonal que atravessou todos os problemas do presente e futuro da Briosa. Em pouco menos de uma hora atravessaram-se sinteticamente, quase quatro anos de gestão desportiva e financeira da nossa Associação.



«Nem nos, nem ninguém sabia bem o que era a Académica nessa altura» - Foi a frase mote que abre a entrevista do Eng. José Eduardo Simões, apontando claramente o trilho para o que se seguiria. O actual Presidente da Associação Académica de Coimbra – OAF afirma que os primeiros passos da comissão de gestão liderada pelo saudoso Dr. João Moreno poderiam ser mitologicamente apelidados.«Problemas imensos, quase como os 10 trabalhos de Hércules». A única solução passava pelo confronto com a realidade, «Lançar de cabeça e trabalhar pela Académica». Ao final de «4 anos continuamos com a académica na Superliga», o que para o Presidente é pelo menos sinal, de parte da batalha ganha.

O principal problema da Briosa, para o actual líder das lides académicas está bem diagnosticado e claramente delimitado. Segundo as suas palavras o «principal obstáculo é a incerteza». Incerteza desportiva e incerteza infraestrutural pelos mais de «17 anos na segunda divisão» o que para o Presidente
«foi dramático».



Promessas. Boa estratégia?


Algumas das promessas eleitorais, de campanha, não estão concretizadas, outras encontram-se esquecidas nos panfletos de campanha. Para o Eng. José Eduardo Simões as promessas são um aspecto «essencial para se conseguir um estado de espírito mais animoso, mais capaz. Quando definimos objectivos se conseguirmos chegar aos 100% são excelentes, mas o facto de conseguirmos os 70%, 80% poderemo-nos sentir satisfeitos». Os objectivos gerais seriam assim «a manutenção da Briosa na primeira divisão» e a fundamental «remodelação competitiva na formação. Neste momento a Académica tem 12 atletas no 12º ano, 4 no Ensino Universitário», o que se revela importante para a continuidade do projecto mais amplo da AAC-OAF. A «profissionalização dos sectores», bem como a entrega da «gestão de estádio sem os problemas que Beira-Mar e União Desportiva de Leiria tem, através da captação de parceiros» foram outros dos objectivos que se consideram plenamente realizados.


Mais uma vez, Marcel


Sobre Marcel, José Eduardo Simões, mais uma vez sublinhou aquilo que já muitas vezes havia repetido. O jogador constitui, fazendo fé nas palavras do Presidente, o mais rentável dos negócios de transferência de jogares da Briosa. O Benfica para resgatar o avançado internacional sub-23 brasileiro teve efectivamente de «atingir na totalidade a cláusula de rescisão. A Académica tem um conjunto de letras mensais que desconta ou não antecipado, fazendo um ratio bancário», algo que o Simplesmente Briosa em primeira-mão havia já há muito anunciado.

ROC

Abordou-se igualmente o tumulto causado pelas palavras do ROC da Académica no relatório que este apresentou relativamente às contas apresentadas na última Assembleia Geral de associados. O Presidente estranhou tanto alarido pois segundo ele, estas mesmas palavras foram repetidas vezes sem conta, em relatórios de anos anteriores, sem que, contudo, as palavras tomassem a proporção gigantesca que desta feita lhes foram dadas.
«Os relatórios do ROC, em tudo idêntico aos dos outros anos, foi utilziado de forma abusiva por alguma comunicação social. Utilizadas um, dois, três anos e só agora são assim utilizadas».

Apesar de«hoje o Presidente é outro e queremos falar do futuro», o argumento formulado na última reunião de associados de que o passivo acumulado pela gestão anterior é substancialmente maior do que aquele inicialmente referido. Citando dois exemplos o Presidente referiu que «todas as receitas tinham sido antecipadas, de todos os contratos, alguns dos finais de 2003. As receitas da Olivedesportos foram recebidas com IVA que tivemos de pagar depois», bem como «os prémios dos funcionários do Bingo, Divida da Unicer» que se revelaram perante a vigência desta direcção.


Acusação do MP


Sobre a acusação que sobre o Presidente impende, apenas foram referidos aspectos pessoais que um procedimento e posterior processo deste tipo necessariamente repercutem na vida privada. Quanto à matéria processual, essa, infelizmente -segundo o Eng. José Eduardo Simões – está sujeita «ao segredo de justiça, infelizmente e que não posso desdizer, coisas que aparecem na comunicação social. Em termos pessoais apenas posso referir que a nível pessoal, com brio, tranquilidade, serenidade. O que fiz não foi censurável nem negligente e as outras pessoas só podem confiar em mim. Estou mais sereno hoje do que em qualquer outra altura».

Lançou ainda uma palavra aos associados «solidários, de imenso companheirismo, do mais que tenho visto. Os sócios estão a dar uma lição de fantástica solidariedade. Sempre fui abordado de todas as formas, sempre com palavras de incentivo». Relativamente à suspensão ou demissão referiu que «não tenho um projecto de poder, apenas um serviço público que é o bem da Académica. Quando a minha presença estiver a prejudicar a académica pedirei a suspensão do mandato ou a demissão». Contudo salientou que «o trabalho que estamos a fazer está por concluir. Por isso se fosse amanhã candidatava-me», sem medo do confronto.

Janeiro e Manuel Machado

O treinador da Briosa, para que o maior problema diagnosticado pelo Presidente (a incerteza) seja de alguma forma atenuado, é para continuar. Assim é fundamental a «continuidade de Manuel Machado. Estamos a trabalhar já para a segunda época. No mínimo dois, três anos, para colocar a Académica em outro patamar». Concluindo atirou que as contratações de Janeiro serão «pontualmente necessárias» e o que os Negros necessitam é «de às boas exibições aliar pontos».

JES defende eleições apenas daqui por um ano


Em declarações proferidas, ontém, aos microfones da RUC, o Presidente José Eduardo Simões revelou que as eleições para escolha dos novos corpos gerentes da Académica/OAF apenas deverão ocorrer em Dezembro de 2007.
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Esta posição, que afirmou ser sustentada em opiniões de juristas com que, entretanto, contactou, não é pacífica no seio da instituição, onde há quem defenda que o acto eleitoral se deverá realizar já em Abril.
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Em causa, estão os artigos 41º e 46º dos Estatutos da colectividade. Assim, o primeiro reza que "os corpos sociais são eleitos e exercem o seu mandato por três anos, que cessa com a posse dos novos órgãos sociais eleitos"; já o segundo dispõe que "as eleições para os órgãos sociais decorrem no período de 1 a 15 de Abril do ano em que devam ter lugar".
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Acontece que, devido ao falecimento do anterior Presidente, João Moreno, os actuais corpos dirigentes foram eleitos em Dezembro de 2004. Logo, parece haver uma contradição entre os dois artigos supracitados. Não havendo, na "lei fundamental" da Briosa, nenhuma disposição específica aplicável a este caso, gerar-se-á sempre uma situação antiestatutária: se as eleições ocorrerem em Abril, aqueles cumprem unicamente dois anos e quatro meses de mandato, não completando o triénio aí previsto. Mas, se se realizarem apenas em Dezembro, não respeitam a data expressamente estatuída para a sua efectivação.
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Claro que haveria uma solução para que tudo se processasse correctamente do ponto de vista formal: eleições em Abril e tomada de posse dos novos dirigentes apenas no final de 2007. Uma situação que seria, obviamente, surrealista.
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Como a convocação das eleições compete ao Presidente da Assembleia Geral, é a este que cabe "desatar o nó". Ora, dado o alinhamento de A