Desde cedo, os mesmos que incutiram na minha personalidade a Académica como um valor, foram os mesmos que à altura ensinavam que mais importante do que aquilo que dizem os outros, é aquilo que a nossa mesma consciência nos diz, e se ela nos disser que estamos a fazer o que é certo, então de nada vale tudo o que à nossa volta nos mova contra isso mesmo, haja convicção do que se faz, convicção de que o que está a ser feito é o caminho certo, que é o que deve e tem de ser feito, convicção que em alturas complicadas nos obrigue a abrir caminho e seguir o rumo, o rumo correcto.
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Por certo, perguntar-se-ão alguns, o que tem isto a ver com o actual momento - delicado - por que passa o Organismo Autónomo de Futebol da Académica, onde novas vozes se levantam a cada dia que passa, uns contra, outros a favor da demissão do presidente José Eduardo Simões.
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Tenho para mim, que neste momento trata-se muito mais de uma questão de prestigio e bom nome, quer para o presidente quer para o clube, que tem de ser o mais rapidamente esclarecido, para que nem um nem o outro sejam afectados, o que tem vindo a acontecer nos últimos dias.
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Porque não a convocação de uma assembleia geral? Não terão os sócios e o presidente algo importante a discutir nesta altura? Não terá cada uma das partes esclarecimentos a fazer à outra? Não terão a maioria dos sócios a convicção de que o clube está nas mãos certas como se mostrou na última votação do Relatório e Contas, e apenas querem ouvir uma palavra de "brio" do presidente, garantindo que é este o rumo certo, e que se responsabiliza inteiramente pelo caminho escolhido, tendo a tal "consciência" de que é este o rumo certo? Não precisará este de demonstrar isso mesmo aos associados?
O MELHOR DE 2006 Recordar o que merece ser recordado III
FUTRICAS, ESTUDANTES E ALGUNS EXMºS SRS DOUTORES! por António Ferrão a 29 Agosto 2006
Caros Companheiros,
Abri uma pequena “brecha” nas minhas férias para desabafar um pouco convosco. Com os pés quase dentro de água e a testa cada vez mais tostada e luzidia, vou, ao fim de 50 anos de militância na Associação Académica de Coimbra, falar pela primeira vez, publicamente , desta fracturante, divisionista e claramente reaccionária distinção entre Estudantes e Não Estudantes ( as maiúsculas são propositadas em ambas as palavras para que haja paridade).
Começo por vos dizer que tenho um respeito incomensurável por quem, com mérito, trabalho e muito sacrifício, tirou os seus cursos superiores. Honra ao mérito! E tenho rigorosamente o mesmo respeito por todos aqueles que, por opção ou devido às dificuldades, privações e vicissitudes da vida os não quiseram ou conseguiram tirar.
Quero tratar este assunto com sensibilidade e ponderação, mas, obviamente, não deixará de ser a minha posição e, como tal, discutível e sujeita a qualquer crítica, desde que séria e feita de boa fé. Vou procurar ser claro e objectivo, para que TODOS pelo menos me entendam.
O meu Pai ( e é uma pequena homenagem pública que lhe presto ) acabou a sua longa carreira de Funcionário Público, como Técnico Superior Principal na área da Saúde. Era um homem de uma cultura invulgar, memória prodigiosa e humor finíssimo. Fez, durante muitos anos, da “velha” livraria Atlântida, na Rua Ferreira Borges, a sua segunda casa. Amigo de Torga, Namora e tantos outros que passaram por aquela “tertúlia” de cultura, devorava livros a um ritmo infernal. Por razões familiares, não acabou o seu curso superior. Tinha uma paixão sublime pela Académica. A Câmara Municipal de Coimbra, atribuiu recentemente o seu nome a uma rua da nossa cidade, o que a toda a família encheu de orgulho. O meu Pai ajudou a fundar, dinamizar e estimular, aquele que foi um dos maiores movimentos de apoio à Académica. Estou a falar-vos da conhecida “NAVE DOS LOUCOS” que durante anos a fio, percorreu o País de Norte a Sul atrás da sua Amada. Todos cabiam naquela Nave. Médicos, Alfaiates, Engenheiros, Funcionários Públicos, Bancários, etc, etc. NUNCA, nos anos que os acompanhei, alguma vez ouvi o termo futrica! Era um grupo irreverente, lúdico, e de uma solidariedade “à prova de bala”. A Académica unia-os a todos.
Passando em revista (mas muito na diagonal, confesso) o que a blogosfera académica tinha escrito nas últimas semanas, deparei-me com um texto, nos “pardalitos do choupal”, assinado pelo Dr. Miguel Madeira, (que não conheço pessoalmente, nem faço a mínima ideia quem seja), que, indignado, entre a exaltação e o sentido de “posse”, me chamava futrica com todas as letras (daí a minha dedução imediata de o autor ser dr ou engº). Nada tenho contra o referido autor do texto, mas não lhe dou “ponta” de legitimidade, nem o direito de “cercear” os limites da minha visão e paixão pela Académica. Falta-me claramente um elemento fundamental. Saber a sua idade. Se for um velho “passadista”, um saudosista ressabiado, daqueles que só falam de Coimbraactual para a apoucar, ou alguém que desistiu de “agarrar” o futuro e que vive eternamente do passado, ainda tolero. Agora se se trata de um jovem “arejado”, no início da sua vida profissional, é que me preocupa mais. Mas há terapêutica para tudo e o remédio está dentro da própria “casa”. Sugiro-lhe que se sente entre os meus amigos Luís Santarino e José Romão e os ouça falar da relação entre Estudantes e não Estudantes, no período e na época em que isso fazia algum sentido. E, se não for muita maçada, leia o texto de apresentação do meu querido amigo Zé Romão quando se iniciou nas lides blogueiras nos “pardalitos do choupal”. Este termo futrica, quando utilizado hoje (e perfeitamente desajustado da actual realidade coimbrã) é por norma “assassino”, divisionista, elitista e, como atrás disse, fracturante. E ajuda a explicar, em parte, a actual realidade da Académica. Nos últimos 22 anos “vegetámos”, sem honra nem mérito, pelas “catacumbas” da 2ª divisão, alternando como umas fugazes passagens pela 1ª liga. Alguns dos “clubezecos”, a que o Dr. (ou Engº) Miguel Madeira com sobranceria e desdém se refere, deram-nos autênticas lições de vida associativa. Mobilizaram-se em torno dos seus emblemas, das suas regiões, com grande esforço, empenho e muito trabalho. Criaram as suas próprias estruturas desportivas, parques desportivos modernos e funcionais, com infra-estruturas que nos levam 10 ou 15 anos de avanço. Geraram riqueza para as suas regiões, fortaleceram o comércio local, a hotelaria, a restauração e são “residentes” com lugar cativo na 1ª divisão há bastantes anos. E mais. Nunca precisaram de “benesses” do Estado Novo, nem dos favores da política para nada.
Nós andamos AINDA, em 2006, atavicamente, a discutir de quem é a responsabilidade da não construção dos campos do bolão, infra-estrutura fundamental para o futuro desportivo da nossa Instituição. Mas se, com seriedade e salutar visão crítica, alguém quer analisar a actual situação da nossa Académica, vem logo um Exmº Srº Drº (ou Engº) “rapar” dos seus galões e arvorar-se em dono da “quinta”. Caro Dr. (ou Engº) Miguel Madeira, eu lido anualmente com centenas de licenciados, que, acabados os seus cursos, são despejados no “mercado” do desemprego. Ajudo-os a desenvolver competências que os possam tornar mais aptos, mais fortes e competitivos para enfrentar este flagelo do desemprego. É uma geração de que eu gosto particularmente e para a qual tenho grande sensibilidade, porque sei o que os espera. Ou um lugar como “caixa” de Hipermercado (o que não é desonra nenhuma), um contrato a “termo certo” ou os famigerados “recibos verdes”. Isto, claro, se não estiver “encostado” à generosidade de um partido político. Faça uma viagem com a “Mancha Negra”(se é que já não a fez). Entre em qualquer dos autocarros e veja o convívio salutar, militante e irreverente entre todos eles. E encontra lá de tudo (e neste tudo, cabe tudo!), licenciados, estudantes, operários, desempregados, eu sei lá… Vá lá perguntar-lhes o que é um futrica? Olhe, meu caro Dr (ou Engº), e para acabar este desabafo, os futricas que o Sr refere com tanto desdém e pedantismo, foram uma das grandes “alavancas” dos movimentos culturais e associativos de Coimbra. Do teatro ao cinema, passando pela música e pelas artes plásticas. Os grandes núcleos de referência cultural da nossa cidade tiveram (e têm) todos a sua marca. Na “tasca” do Romão, no Manel da Mercearia, ou no Zé Bruto, com tinto ou com branco, discutia-se apaixonadamente a Académica sem qualquer tipo de complexos. Nessa altura, o termo futrica era amizade, solidariedade, companheirismo e grande cumplicidade entre todos. Era um termo mobilizador. Utilizá-lo, hoje, é não só abusivo, como desajustado da realidade. Imagino o seu incómodo de ter que se sentar no mesmo Estádio, onde hoje coabitam consigo maioritariamente futricas. Pode ser que o Engº José Eduardo Simões lhe reserve um local exclusivo no Estádio, para ver o futebol, “imune” a esta praga!
O João Ruas ( eu cito-o, meu caro, nunca mais quero ser deselegante consigo) escreve um texto à sua maneira. A saudade, a nostalgia, “arrastaram-no”, realmente, para uma (se não a maior) época de grande consenso académico. E refere, com saudade, as equipas do fim da década de 60 que, maioritariamente constituídas por jogadores universitários, se batiam com as equipas profissionais. Meu caro João Ruas, aprendi nos bancos da faculdade e da vida profissional, que só se compara o que é comparável. Como quer o meu amigo reeditar, em 2006, o modelo de 1966/69? Independentemente do orgulho que tínhamos em ver jogadores universitários a baterem-se com profissionais, não se esqueça que os nossos também o eram. E o João Ruas “enfatizou” a componente estudantil, quando sabe que o que mais gozo nos dava e nos mobilizava era ver a nossa Briosa ganhar em qualquer campo, com grande qualidade e competência. E tem aí a razão objectiva para termos o velho “calhabé”, sempre a abarrotar pelas costuras. Tínhamos uma equipa ganhadora que, domingo a domingo, nos enchia a alma e aumentava a auto-estima. Como é possível voltar a esses tempos, se hoje qualquer jovem futebolista mediano, com 15/16 anos, já traz “à trela” um empresário, e a maior parte das vezes o pai com um cofre debaixo do braço para não deixar fugir o dinheiro? Acha o meu caro amigo que era hoje possível reeditar essas épocas de ouro, com o mesmo espírito? Acredita que é possível mobilizar uma cidade, com a baixíssima qualidade deste produto que andamos a tentar “vender” há 22 anos? Jogadores estudantes? Claro que também gostaria de os ter. Mas, primeiro, que sejam profissionais, competentes e disponíveis. Pago religiosamente o meu bilhete de época para ver futebol de qualidade jogado por profissionais a tempo inteiro. Jorge Anjinho, Mendes Silva, Paulo Cardoso, Campos Coroa, João Moreno e Eduardo Simões, todos sem excepção (uns mais do que outros), aumentaram sempre o passivo da Briosa, e pensa que foi para pagar as propinas aos jogadores estudantes? Ou para fazer residências escolares atractivas e funcionais para os atletas estudantes? Desiluda-se, meu caro. Todos eles, rigorosamente sem excepção, se preocuparam prioritariamente (e bem) em constituir plantéis profissionais que pudessem dar-nos sucessos desportivos. Até há bem pouco tempo, o nosso único património era o Pavilhão Jorge Anjinho e, mesmo esse, salvo, no limite, de uma “hasta pública”. Sabe o que aconteceu a todos os grandes jogadores das épocas de sucesso que refere? Na primeira oportunidade, cederam todos (com algumas excepções) aos convites dos grandes. Rui Rodrigues, Artur Jorge, Manuel António, Oliveira Duarte, Toni, Lourenço são claramente exemplos disso. Podia continuar a engrossar esta lista, mas o meu amigo conhece-a tão bem quanto eu.
A Académica é património de todos! É da Pedrulha, do Tovim, da Solum. É dos bairros socialmente mais desprotegidos. É da Universidade, do Politécnico, e dos Estudantes do secundário.
A Académica é tanto (ou mais) do Sr. Fernando, motorista da Briosa, como é do Magnífico Reitor. Só os “cabotinos”, os “pedantes” e os “vaidosos” é que não percebem isto. VIVA A BRIOSA!
Uma comparação "objectosubjectiva" (II): PIOR RENDIMENTO, MELHORES PERSPECTIVAS
Vimos, no "post" anterior, que o rendimento da equipa, através dos critérios que definimos, é inferior ao da época anterior. Com efeito, face aos mesmos adversários, temos menos 6 pontos (a pior performance da Liga). Significa isso que a nossa situação é dramática? Não necessariamente, como veremos a seguir.
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Na verdade, se considerarmos a classificação virtual do ano anterior, os dois despromovidos (Rio Ave e V. Guimarães) teriam feito apenas 25 e 24 pontos, respectivamente. Logo, 26 ou 27 seriam suficientes para garantir a permanência.
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Há, ainda, um dado importante: na época passada, o facto de descerem quatro clubes levou a maioria a procurar apetrechar-se melhor, de forma a manter-se na Liga principal. Esta época, como a despromoção atingirá apenas dois emblemas, passou-se o contrário.
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Comparando a classificação actual com a da temporada transacta, verificamos que os três "grandes" estão mais fortes, o que se traduz na perda de menos pontos. Logo, as equipas mais fracas tenderão a obter uma menor pontuação. Isso é visível no facto de os dois últimos (curiosamente, os dois promovidos Beira Mar e Aves) terem menos três pontos que os dois despromovidos da época passada face aos mesmos adversários.
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Daí que, se aveirenses e avenses obtivessem, a partir daqui, os mesmos resultados que vimaranenses e vilacondenses, não ultrapassariam, respectivamente, 21 e 22 pontos. Nesse caso, mesmo que a Briosa apenas fizesse mais nove pontos, asseguraria a manutenção.
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Sabemos que, na 2ª volta, as equipas que lutam para fugir à despromoção, procuram reforçar-se e acabam por conseguir melhores resultados. Por isso, e porque não convem facilitar, julgo que 25-26 pontos será a meta que a Académica terá de alcançar para se livrar de quaisquer apuros. Daí entender que os 6 pontos de défice em relação à temporada anterior (que podem passar a 7, se perdermos com o Benfica, com quem empatámos a zero no ano passado) não são tão dramáticos como pode parecer à primeira vista.
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Vejamos, agora, as perspectivas para os jogos da 2ª volta, comparando-os com a época passada, cujo resultado colocarei entre parêntesis.
Académica - V. Setúbal (0-1). Uma boa oportunidade de recuperar três pontos e diminuir o diferencial face à última temporada. Obrigatório ganhar.
Naval - Académica (0-1). Uma vitória difícil de defender, face a uma Naval muito melhor que no ano passado. Apesar de tudo, dadas as características de derby regional, é um jogo de tripla.
Belenenses - Académica (0-0). Não será fácil mas parece perfeitamente possível, no mínimo, repetir a igualdade.
Académica - Boavista (0-2). Uma boa hipótese de recuperar pontos, embora os "axadrezados" pareçam estar em subida de "forma".
Nacional - Académica (2-2). As mesmas considerações que fizémos para o jogo do Restelo. Na Choupana, voltar a empatar não seria mau.
Académica - Paços de Ferreira (3-0). Um encontro onde é fundamental repetir o triunfo do ano passado.
Aves - Académica (1-4 no Rio Ave - Académica). Uma oportunidade de consolidarmos a nossa posição, se repetirmos na Vila das Aves a vitória de Vila do Conde. Mas não será fácil, ao contrário do que possa parecer.
Académica - U. Leiria (1-3). Poderá ser uma boa oportunidade de recuperar os três pontos que perdemos na cidade do Liz, invertendo a realidade dos últimos anos de ganhar "fora" e perder em "casa" nos derbies com os leirienses.
Estrela da Amadora - Académica (3-2). Uma boa hipótese de vingar a dramática e amarga derrota da época passada, apesar das dificuldades que sempre sentimos na Reboleira.
Académica - F.C.Porto (0-1). Não será nada fácil recuperar pontos aqui. Mas tudo dependerá muito da situação dos "dragões" nas competições nacionais e internacionais.
Beira Mar - Académica (1-1 no V.Guimarães - Académica). Mais um derby regional, neste caso com fortes tradições. À partida, parece possível repetir, pelo menos, o empate de Guimarães.
Académica - Braga (0-3). Não será fácil, mas talvez se possa fazer melhor que o ano anterior perante um conjunto bracarense cheio de ambição mas algo irregular.
Marítimo - Académica (2-2). O mesmo que dissémos acerca do jogo com o Nacional: a igualdade seria um bom resultado.
Académica - Sporting (0-3). Esperemos não chegar aqui obrigados a fazer melhor que na época transacta. As nossas hipóteses poderão, contudo, aumentar se a situação classificativa dos "leões" já estiver definida.
Benfica - Académica (3-0). Aplicam-se as mesmas considerações que fizémos para o jogo com o rival lisboeta, com a agravante de jogarmos no terreno das "águias".
Como referi anteriormente, este exercício vale o que vale. Não apenas porque desconhecemos as circunstâncias em que decorrerão os jogos, mas também porque os reforços de Inverno poderão modificar alguns dados da equação. Mas permite também que todos possamos perspectivar o futuro da equipa à luz do seu passado recente e da comparação com o seu desempenho em 2005/2006.
Em conclusão: até agora, o rendimento da Briosa tem sido inferior ao da época passada (o que se compreende, dada a necessidade que Manuel Machado teve de entrosar, num curto espaço de tempo, um grupo onde entraram 16 novos elementos) mas as perspectivas são melhores (pois a Liga aparenta ser menos exigente que em anos anteriores).
Uma comparação "objectosubjectiva" (I): PIOR RENDIMENTO, MELHORES PERSPECTIVAS
Um exercício que costumo realizar, todos os anos, a partir do meio da época, é a comparação entre os resultados da época em curso e os da anterior, tendo em conta os encontros disputados frente aos mesmos adversários.
A maioria dos analistas prefere comparar os pontos somados à passagem da jornada x da Liga na época y com os conseguidos na mesma ronda da época z. Sem dúvida que é mais fácil e mais imediato. Contudo, se pensarmos um pouco, veremos que esse dado, só por si, é relativamente pouco significativo. Concretizando: uma determinada pontuação no final da 1ª volta, após se ter defrontado, em "casa", o Porto, o Benfica e o Sporting, terá o mesmo significado se for obtida com um calendário teoricamente mais acessível? Por outro lado, há que ter também em conta o desempenho das outras equipas na competição: se houver duas ou três mais fracas, x pontos podem ser suficientes para assegurar a manutenção; caso contrário, podem não o ser.
Claro que o exercício a que me entregarei de seguida, embora baseado em dados objectivos, tem também um certo grau de subjectividade e falibilidade, como se pode ver a seguir. Por isso, o denomino de "objectosubjectivo". Com efeito, para além de o valor e/ou a forma de algumas equipas poder variar de ano para ano ou de os jogos serem disputados em circunstâncias diferentes, uma questão, desde logo, se coloca: qual o critério de correspondência entre os despromovidos da época anterior e os que, entretanto, tomaram o seu lugar? No caso particular desta temporada, há ainda um problema mais espinhoso: é que a Liga foi reduzida de 18 para 16 clubes, o que torna a comparação ainda mais aleatória. Logo, vale o que vale. Mas penso que permite, apesar de tudo, uma comparação interessante da evolução do desempenho das equipas de época para época.
Comecei, então, por ter de eliminar dois emblemas. O mais lógico seria escolher, para o efeito, o 17º e o 18º de 2005/2006, respectivamente, V. Guimarães e Penafiel. Porém, dada a despromoção administrativa do Gil Vicente, a minha opção recaiu, além dos penafidelenses (últimos classificados), na turma de Barcelos. Logo, os encontros onde foi interveniente uma destas duas equipas estão fora das contas.
Depois, havia que fazer a correspondência entre os promovidos Beira Mar e Aves e os dois despromovidos. Normalmente, o meu critério baseia-se na proximidade geográfica. Mas, dado o facto de terem saído duas turmas nortenhas e terem entrado uma do Norte e outra do Centro, decidi, de forma subjectiva, fazer corresponder os aveirenses ao Vitória minhoto: ambos possuem um estádio do Euro 2004 e com qualquer deles temos uma grande rivalidade (embora por razões diferentes). Logo, por exclusão de partes, os avenses são os substitutos do Rio Ave.
Vejamos, agora, qual teria sido a classificação de 2005/2006 se retirássemos todos os jogos em que participaram o Gil Vicente e o Penafiel. Entre parêntesis, a pontuação verdadeira.
F.C. Porto................. 67 (79)
Sporting.................... 62 (72)
Benfica..................... 58 (67)
Braga........................ 53 (58)
Marítimo.................... 42 (44)
Nacional.................... 40 (52)
Boavista.................... 40 (50)
U. Leiria.................... 39 (47)
V. Setúbal................. 37 (46)
Paços Ferrª.............. 37 (42)
Estª. Amadora......... 35 (45)
Naval......................... 33 (39)
ACADÉMICA.......... 33 (39)
Belenenses.............. 33 (39)
Rio Ave..................... 25 (34)
V. Guimarães........... 24 (34)
É esta classificação virtual que servirá de termo de comparação com a época anterior. Logo, para igualar a performance da temporada passada, a Académica terá de fazer 33 pontos. Estará em condições de atingir esse desiderato? Mas será essa meta necessária para garantir a permanência ou chegam apenas 26 pontos? É o que vamos ver a seguir, comparando os resultados de 2006/2007 com os de 2005/2006.
Comparemos, então, a classificação actual com a que existiria se os resultados dos jogos efectuados nas 14 jornadas já disputadas tivessem sido iguais aos da época anterior (ou, no caso de Beira Mar e Aves, idênticos aos de V. Guimarães e Rio Ave, respectivamente). Entre parêntesis a diferença pontual entre a presente temporada e a anterior.
F.C.Porto.................37 (+3)
Sporting...................32 (+1)
Benfica....................29 (+7)
Braga.......................24 (-2)
Marítimo...................22 (+3)
U. Leiria...................21 (+1)
Nacional...................20 (-2)
Naval........................20 (+5)
Belenenses.............20 (-1)
Paços Ferrª.............18 (-4)
Boavista...................16 (-5)
Estª Amadora..........15 (+3)
ACADÉMICA..........13 (- 6)
V. Setúbal................ 9 (+2)
D. Aves.................... 8 (-3 que o Rio Ave)
Beira Mar................ 8 (-3 que o V. Guimarães)
Como se pode verificar, a Briosa é a equipa que apresenta uma maior quebra de rendimento, segundo este critério. Na verdade, se tivéssemos repetido os desfechos do ano passado, teríamos agora 19 pontos. Porém, há que ter em conta que havia alguns resultados difíceis de defender, em especial a vitória em Alvalade (algo que dificilmente acontece em dois anos seguidos), bem como os triunfos (que não repetimos) em Leiria e em Setúbal.
Recordemos os jogos já disputados e os respectivos resultados (entre parêntesis, os da época anterior):
Assim, em "casa", com estes adversários ou seus equivalentes, temos os mesmos 10 pontos: substituímos os empates com a Naval e as duas equipas madeirenses por três derrotas mas recuperámos os três pontos ao empatar com o Belenenses (com quem tínhamos perdido) e ao vencer o Aves (em lugar da igualdade com o Rio Ave).
O problema está no menor rendimento nos jogos "fora", em que perdemos os 6 pontos que fazem a diferença. Com os adversários que referimos acima, as três vitórias transformaram-se em um empate e duas derrotas. Uma safra negativa que apenas foi compensada pelas igualdades conseguidas no Bessa e em Paços de Ferreira, dois campos onde tínhamos perdido o ano passado.
Interessa, agora, saber quais as perspectivas desta perda de rendimento para o resto do Campeonato. É isso que faremos na continuação deste "post".
O MELHOR DE 2006 Recordar o que merece ser recordado II
Adeptos
Não nasci em Coimbra. Não cresci em Coimbra. Não pus os pés num jogo da Académica antes da adolescência. Não vivi em Coimbra até aos 14 anos! Não tenho ninguém na família que seja sócio(a) da AAC (tirando umas temporadas nos tempos em que eu nem era nascido!). Na minha família ninguém tem como primeiro clube a AAC! Não cresci a torcer pela AAC! Então porque raio é que enquanto vivi, estudei e cresci em Coimbra, me tornei, primeiro adepto, depois sócio e por fim fanático da AAC!?
Antes de mais, como tudo começou. O primeiro jogo a que assisti em Coimbra foi um jogo de taça AAC-Sporting. Casa cheia, no velhinho Calhabé. Perdemos 1-0 e nem sequer vi o golo já que o meu irmão não é das pessoas mais pontuais! Na época seguinte a direcção, então presidida por Campos Coroa, resolveu abrir as portas a estudantes, Universitários e não Universitários (onde eu me incluía). Na minha turma de secundário havia 2-3 jogadores do União (um deles chegou a jogar na AAC uns anos mais tarde) e havia também um grupo de pessoas que iam regularmente ver os jogos. Eu ouvia falar da grande festa que era ver os jogos e lá consegui convencer os pais a virmos mais cedo aos fins-de-semana para eu assistir aos jogos! E assim, comecei a ir regularmente aos jogos. Foi também por esta altura que o grupinho da bola se começou a formar! Ainda saltitava de grupo para grupo, mas com o tempo os grupos acabaram por se juntar e até há bem pouco tempo lá se conseguia juntar o útil ao agradável! Após esta brilhante época, em que o Calhabé estava cheio de malta nova, como eu, e onde se viam muitas capas e batinas nas bancadas, resolvi fazer-me sócio! Afinal, tínhamos subido de divisão e as grandes equipas nacionais vinham jogar a Coimbra e eu queria lá estar! Lá convenci o meu pai a pagar-me as quotas, que também eram baratinhas (200$00/mês na moeda antiga!). Nas duas épocas seguintes praticamente não falhei um jogo no Calhabé. Fizesse chuva, fizesse sol, muitas vezes os estudos ficando para trás. Mas naqueles Domingos em que não ia à bola, parecia que estava a falhar um compromisso!
Só em 2000 é que dei o passo final! Primeiro jogo fora! Depois de uma fantástica noite de latada, magnífico concerto de «Suede» no Universitário, dormi umas horitas e meti-me no comboio rumo a Espinho para me encontrar com outros Briosos adeptos que tinham apanhado um comboio anterior. Foi uma tarde fantástica, muita alegria, uma vitória por 4-1 e uma falange de apoio considerável que não se cansou de puxar pelo clube! Depois deste jogo muitos mais se seguiram. Houve 3 que me marcaram, pelos mais diversos motivos: Estrela-AAC vitória por 3-0, Campomaiorense-AAC empate a 2 e Chaves-AAC derrota por 7 ou 8 zero! O jogo na Amadora foi a primeira vez que percebi qual a potencialidade deste clube! 3500 Pessoas no estádio, 3000 da AAC! 10-12 Autocarros cheios saíram de Coimbra! O resto foi de carro e chegou-nos de Lisboa e arredores! A viagem com a Mancha a Campomaior foi inesquecível. Desde sairmos com mais de uma hora de atraso, pois um dos míticos da Mancha tinha adormecido no carro em frente ao Pavilhão e ninguém o conseguiu acordar, ao dono de um restaurante, ali depois de Penela, nos apontar uma caçadeira porque uns "putos" tinham atirado um petardo para a casa de banho, ao dia passado em Campo Maior em que acabámos o almoço a comer chouriço e a beber tinto Alentejano patrocinado por um velhote sócio do Campomaiorense, ao golo do empate que surgiu quando já ninguém cantava e que levou todos, miúdos e graúdos a saltarem e a correrem para a vedação do estádio! Na mesma época a deslocação a Chaves, uma pesada derrota, mas o apoio dado à equipa foi aumentando à medida que o resultado se avolumando! Nessa época subimos de divisão, fomos 3ºs na 2a liga, quando andámos na frente mais de 2/3 do campeonato, tendo derrotado a Naval no derradeiro jogo por 2-1, no dia da minha garraiada, o que me levou a estar presente apenas na 2ª parte do desafio, o suficiente para festejar o golo da vitória e realizar a última invasão de campo no Calhabé!
Durante estes anos, houve sempre algo mais que me puxava para o estádio: os estudantes. Quando subimos de divisão após o interregno de 10 anos na 2a, tínhamos 15-16 jogadores-estudantes ou já licenciados na equipa. Este número baixou sensivelmente para os 10 com o passar das épocas. Tive também um velho amigo a jogar na AAC o que me levava a torcer ainda mais pelo clube. Com João Alves e a equipa B, começaram a jogar na equipa principal os nossos miúdos, aqueles cujo nome se ouvia/lia de vez em quando, mas que o comum dos adeptos não conhecia! Foi nesta altura que o apoio à nossa equipa atingiu o apogeu. Estávamos ainda na 2ª, com médias de espectadores entre os 5000-10000 dependendo do tempo, do adversário e da altura do ano! As quotas e o preço dos bilhetes eram acessíveis. Os estudantes tinham o privilégio de assistir aos jogos de capa e batina no topo sul. Se fossem sócios podiam ir para a central! A equipa para além dos portugueses era multicultural: Brasileiros, Marroquino, Albanês, Moçambicano, Angolanos, Congolês, enfim, jogadores das mais variadas nacionalidades!
Mas então subimos de divisão e aquilo que se adivinhava há algum tempo aconteceu. Tínhamos um plantel vastíssimo, jogadores dispensados jogavam na Equipa B. E quando a torneira secou de vez, deu-se a queda da direcção. Com a nova direcção, mudou o rumo do clube. Tentou-se profissionalizar ao máximo o clube, de tal modo que se descaracterizou! Os investimentos milionários (nunca antes vistos) em jogadores que pouco ou nada renderam passaram a ser o pão-nosso de cada dia. O espaço para os nossos miudos no plantel principal passou a ser cada vez menor. A equipa B foi extinta, muito embora eu tenha feito tudo o que um mero associado pode fazer para o impedir. O espaço para aquela geração de jogadores que ajudou e de que maneira à ambicionada subida de divisão se desenvolverem acabou e muitos foram emprestados e passado pouco tempo penduraram as botas! Outros desistiram do sonho de jogarem futebol profissional e continuaram a jogar em clubes mais pequenos, apenas como complemento aos estudos (ainda há bem pouco tempo tive o prazer de conhecer o pai de um desses miudos que se estrearam com João Alves na equipa principal que me revelou o desânimo que se apoderou do filho quando tal aconteceu!). Pior que isto foi o que já referido grupo da bola começou a desaparecer! Mas porquê? Porque, tal como eu, muitos dos sócios da AAC não cresceram a amar só um clube! A AAC era especial, era diferente e de um momento para o outro passou a ser igual aos outros! O amor começou a desaparecer, tal qual numa relação em que um dos sujeitos muda radicalmente o seu comportamento. Infelizmente, não foram os meus colegas da bola os únicos que começaram a abandonar o estádio. Aliado ao aumento das quotas e do preço dos bilhetes, aos maus espectáculos, aos jogadores que não sabiam o que representava aquela camisola negra que envergavam, muitos mais deixaram de ir aos jogos.
Esta também não é a AAC que idealizo. Sou realista ao ponto de saber que é impossível ter uma equipa profissional constituída somente por estudantes, mas revolta-me o pouco que tem sido feito para manter os poucos que ainda existem ou aqueles jogadores com muitos anos de casa que saíram do clube para ganhar menos que as supostas vedetas contratadas ganham no clube! Acho que se dá muito pouco valor à chamada prata da casa!
Para terminar, vou-me referir aos adeptos "camaleões", nos quais, segundo a definição daqueles que se dizem verdadeiros académicos, onde eu me incluo. O que diz a definição? Um camaleão é aquele que muda de cor conforme o ambiente em que está, ou seja, curto e grosso, que tem mais que um clube! Eu, como a maioria dos sócios e adeptos da AAC (só não vê quem não quer) tenho outro clube, por todo o historial que referi anteriormente. Na altura em que ainda andava a maturar o meu academismo ainda torci pelo outro clube nos confrontos entre ambos, mas jamais na bancada dos sócios! Hoje em dia, não torço por nenhum quando os dois se encontram! Acho que é a melhor forma de resolver o conflito interno por que passo! Nem todos tiveram o privilégio de nascer Académicos, e aqueles que se apregoam verdadeiros Académicos não compreendem isso. Mas a maioria desses também nunca fizeram nada pelo clube, passam a vida a dizer mal dos jogadores e inclusive a assobiá-los. Só aparecem quando as câmaras ou os jornalistas lá estão. No fundo o quero dizer é que compreendo perfeitamente aqueles que nos jogos contra os chamados três grandes não puxam pela AAC, mas que raio, se nos outros 32 jogos eles lá estiverem a puxar pela equipa, se tiverem uma intervenção Académica consentânea com os valores da instituição, porque raio é que hão-de ser insultados, humilhados enfim, escorraçados por aqueles que no fundo, são da mesma família, apenas de um ramo diferente!?
Muitos adeptos pensam como eu, outros nem tanto, fruto da necessidade de resultados que ambicionam. Eu não consigo puxar por esta equipa da mesma forma que puxava pela do Febras, do Mickey, do Dário, do To Sá, do Lucas, - porra até do João Campos (nada contra o homem, apenas não gostava do jogador!) e de muitos outros. Uns desistem à espera que novos dias mudem a coisa, outros como eu, talvez porque a distância (no meu caso) impossibilita o confronto com a nova situação, vão resistindo. Entretanto, as bancadas vão ficando mais vazias, nem com as novas promoções lançadas em Janeiro isto melhorou!
Desalentado, mas esperançado que melhores dias virão.
Abraço Académico para todos,
Ricardo Carvalho, a 03 de Março de 2006 (Estocolmo, Suécia)
O MELHOR DE 2006 Recordar o que merece ser recordado
Ser da Académica
. Tenho um cachecol. Nele está escrito: “O meu clube de sempre, ACADÉMICA”. E vou-me gabando aos meus amigos: “este cachecol festejou as últimas duas manutenções”. E porquê ser-se da Académica quando nunca se festejou um título, uma taça ou quando a vitória a um dos “grandes” foi festejada há tão poucos meses? Porquê ser-se da Académica quando nem se vive em Coimbra e os esforços são enormes para, por vezes, sairmos com a desilusão da derrota? Acredito que perceber como um “clube de antigamente” é hoje a paixão de todos nós (jovens) não seja fácil. Mas para tudo há uma explicação racional, que não se limita ao gosto de ver a equipa de negro jogar. Por isso, decidi hoje escrever na “Hora da Cabra”…
É constantemente dito entre o mundo academista, que a Briosa é um clube diferente de todos os outros. Diferente não por ser a única equipa a equipar completamente de preto em todas as partidas mas sim por toda a sua tradição. Os jogadores, eram estudantes. Os adeptos, também. Capa e Batina era a farda de Domingo para apoiar o clube. “Sofria-se de maneira diferente” como me diz o meu avô… Acredito que seja verdade, mas os tempos mudaram. A “onda” de jogadores brasileiros que invadiu o futebol português não é vista com bons olhos por muitos críticos que mantêm o ideal brioso: uma equipa competitiva de portugueses/estudantes. Eu, discordo. E discordo porque uma das grandes razões para amar assim a Académica é ter um ídolo.
Andando um ano atrás no tempo, a Académica levava 9 jogos sem perder e a deslocação seguinte era Alvalade. O 88, Roberto Brum, tinha-se afirmado rapidamente como uma das mais importantes peças para a tão grandiosa recuperação da Académica. Visto como o melhor reforço de Inverno o jogador criou o seu próprio site, visitou e comentou os blogs ligados à Académica. E em vésperas de tão importante jogo enviei-lhe um e-mail. Foi uma manifestação de boa sorte e confiança que tentei transmitir nas curtas palavras. Estava consciente que era uma coisa que muito possivelmente não iria dar em nada. Provavelmente, o jogador nem iría ler. Mas não, no seu próprio site obtive a resposta: “Recebi um e-mail de um menino de 16 anos que nunca viu a Académica vencer um dos grandes. A única coisa que posso dizer a vocês e a esse menino é que tudo vamos fazer para que vejam a Académica a ganhar amanhã ao Sporting. Acreditem em nós e apoiem-nos.” Em mim, fez-se “clique”. O jogador simpático viu crescer uma enorme admiração. Mais tarde pedi-lhe uma camisola, e promessa ficou feita. A época acabou e Roberto Brum ganhou o prémio de melhor jogador da época para os leitores do Simplesmente Briosa. Como tal, foi feito um vídeo enaltecendo as características do jogador. Um vídeo que não chega para transmitir toda a minha admiração... Hoje, Brum conhece-me e eu vejo nele um exemplo de se ser da Académica. Quando nos juvenis da minha equipa me perguntaram qual o número que queria para a minha camisola, a resposta foi imediata: “88! Tal como o Brum!”. Hoje, vão-me chamando Roberto e não é com vergonha que deixo escapar um sorriso. Este ano, a surpresa foi outra. Quem criticou duramente Gélson certamente já se arrependeu. Fiquei fascinado com a única conversa que tive com o jogador. Quem visse aquilo diria que era um familiar ou um amigo de longa data. Mas não, nem o jogador sabia o meu nome... Um jogador com poucos meses a morar em Coimbra tinha os objectivos bem incutidos, “Todos nós queremos muito essa Taça (de Portugal)! Quem vier ao caminho da Académica não passa daí!”
São dois exemplos que me dão orgulho em ser da Académica. Que me fazem sofrer e gritar por ela no estádio ou mesmo em casa. São exemplos que podem até não dizer muito a muita gente, mas que a mim marcaram-me. No fundo, os jogadores da Académica são ídolos e, quer queira quer não, são os “culpados” das tristezas ou felicidades que tenho aos Domingos. O meu gosto da Académica parte daqui. E permite-me dizer que sim, a Académica é um clube diferente. Permite-me dizer: “O meu clube de sempre, ACADÉMICA”.
"UMA DENÚNCIA E UMA OPINIÃO" Diz que é uma espécie de História de Natal
Em primeiro lugar, e antes de tudo mais que vem a seguir e que promete mudar mentalidades por esse mundo fora, e finalmente acabar com o mito de que o Pai Natal passa o seu ano na Lapónia, junto das renas, e tudo aquilo que se costuma dizer às crianças nesta altura do ano, depois destas linhas, nada mais fará sentido. Mas ía a dizer, a denuncia e a opinião, são pequeninas,porque isto não estamos aqui para estragar o negócio a ninguém, muito menos nesta altura do ano em que imperam a paz e a solidariedade entre todos nós. Para além disso, nunca saberíamos quando é que um feitiço como "MORRA O SimplesmenteBriosa, MORRA! PIM!"nos atingiria, e isso era uma chatice para todos os que nos lêem, onde o nosso amigo também está incluído claro. . É então por todos os que nos lêem diariamente, que trabalhamos passo a passo com o intuito das mais frescas novidades. Foi com esse intuito que um dia, quando no meio de uma discussão “messengeriana” percebemos que há muito não se fazia um texto mais ousado, em que se dessem asas à imaginação, e o sonho começasse em forma de palavras. Pensamos primeiro em dizer que o Sérgio Conceição viria para a Académica, mas como ninguém ía acreditar nisso, uma alma de bom senso que por aqui existe fez-se ouvir e disse para termos juízo, deixarmos de ser crianças, e criarmos qualquer coisa em que fosse minimamente possível de acreditar! E foi o que fizemos.
Uma ideia que há muito havia sido interiorizada por nós era a de que o Pai Natal vivia em Coimbra e sofria pelo seu Benfica, embora no resto do ano fosse sócio da grande Briosa, o que explica desde logo porque é que só no Natal é que chegam presentes a Coimbra. E como ele tem enviado presentes tão saborosos como Carlos Martins, Manuel José, Roberto Brum, Marcel, Hugo Leal e N’Doye, sendo estes os casos mais recentes. Mas essa explicação não se fica por aqui, porque toda a gente sabe que benfiquista que é benfiquista, tem uma zona lombar devidamente desenvolvida, bem acompanhada de um bom bigode com vários dias de evolução ou mesmo em casos maiores de uma barba vulgarmente denominada de “barba à Pai Natal”, ou não fosse o famosíssimo “Barbas” dono de um restaurante e representante máximo dessa mesma cultura.
Posto isto, outra pergunta, e a mais importante aparece. O que é que caracteriza o Pai Natal? É vestir-se de vermelho uma vez por ano, e no resto do ano ninguém dar por ele, ou não? Precisamente… E quem é que só se veste de vermelho uma vez por ano, e o resto do tempo ninguém dá por ele? É o vulgar adepto de Benfica em Coimbra pois claro!
Para mim, parece-me que está claramente provado que o Pai Natal vive em Coimbra e tambem é da Académica, mas é claro, a qualquer nova teoria, aparece sempre a sua contestação. Neste caso a pergunta que vem é, então e as renas e todo esse ritual que caracteriza as aparições do Pai Natal? É muito simples… Não vai ser preciso ter renas em casa para quando chegar lá ter um par “deles” à sua espera, e nem preciso de dizer quem são eles… mas desde que o Benfica ganhe, também não há problema, festejam os três!
. Já acabou? - pergunta uma das três pessoas que conseguiu ficar a ler até ao fim.
Infelizmente já… Nem sequer foi dita a piada de que a diferença entre uma personagem da blogosfera académica e o Pai Natal é que ainda há quem acredite no Pai Natal… E como diria Octávio Machado: “Vocês sabem de quem é que eu estou a falar…”.
Agora sim para terminar, e porque hoje é dia de Natal, o SimplesmenteBriosa deseja a todos os seus visitantes um Feliz Natal e um ano novo cheio de sucessos para si e para a nossa grande BRIOSA!
Tempo de balanço: avaliação do desempenho dos nossos jogadores
Num momento em que estamos praticamente no final da 1ª volta da Liga (falta apenas uma jornada) e em que esta conhece uma longa e inusitada paragem, é altura de fazermos um balanço do desempenho da equipa e dos atletas da Briosa até ao momento.
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Muito oportunamente, e numa análise que subscrevo quase na íntegra, o Gonçalo Cabral referiu os principais pontos fortes e fracos da equipa. Por isso, vou apenas recordar as ideias-chave por ele expressas:
- globalmente, a equipa possui qualidade para obter melhores resultados;
- sectorialmente, o meio-campo é o sector mais forte da equipa e a defesa o mais fraco, mas falta, igualmente, uma boa referência atacante.
- individualmente, se algumas aquisições corresponderam às expectativas, outras tardam em mostrar as credenciais e têm constituído verdadeiras desiluções.
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É esta componente individual que pretendo esmiuçar um pouco mais, com recurso a alguns dados estatísticos simples, que retirei de uma consulta ao sítio da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. Claro que, para além destes elementos objectivos, existe uma apreciação subjectiva que se traduzirá na classificação que atribuirei.
O critério de avaliação baseia-se, não nas potencialidades dos atletas, mas, antes, no seu rendimento em campo até ao momento. Para evitar injustiças, apenas avaliarei quantitativamente os jogadores que tenham efectuado três jogos completos ou, em alternativa, actuado durante 270 minutos em cinco partidas. Eis, então, a minha análise:
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PEDRO ROMA
Posição:Guarda-redes
Jogos efectuados:14 (todos completos)
Tempo de utilização:1260 minutos
Golos sofridos:22
Disciplina: 1 cartão amarelo
Avaliação: É o único totalista, em sentido estrito.À excepção do jogo em Braga, onde teve uma prestação menos conseguida, não tem comprometido. Porém, não se tem revelado tão decisivo como em anos anteriores. No entanto, como à sua frente está a defesa mais fraca dos últimos anos, os adversários criam, com mais frequência, ocasiões fáceis de concretização. E, quando assim é, nem "São Pedro" faz milagres.
Classificação: 4
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NUNO LUÍS
Posição: Defesa direito Jogos efectuados: 7 (6 completos e 1 em que foi substituído) Tempo de utilização: 585 minutos Disciplina: 2 cartões amarelos
Avaliação:Veio de uma longa lesão e não foi feliz no regresso. Denota falta de velocidade, o que o leva a ter dificuldades na recuperação defensiva. Talvez por isso, sobe menos que no passado e mostra-se, por vezes, pouco clarividente. Classificação:2
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SONKAYA
Posição: Defesa direito Jogos efectuados: 4 (todos completos) Tempo de utilização: 360 minutos Avaliação: Emprestado pelo FCP, depois de não ter vingado no Dragão, o turco voltou a falhar em Coimbra. Lento, incapaz de subir no terreno, pouco acrescentou à equipa. Classificação: 2-
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LITOS
Posição: Defesa central Jogos efectuados: 9 (6 completos, 2 em que foi expulso e 1 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 710 minutos Golos: 2 (frente ao Beira Mar e ao Braga) Disciplina: 2 cartões vermelhos (1 directo e 1 por acumulação) e 2 cartões amarelos Avaliação: Uma desilução. Como referiu o Gonçalo, esperava-se que fosse o "patrão" da defesa, dado o seu passado (campeão pelo Boavista e três anos a actuar na Liga espanhola), mas a verdade é que esteve longe de o conseguir. A velocidade nunca foi o seu forte, mas o certo é que se tem mostrado demasiado lento e sem tempo de desarme. Esse facto leva-o a recorrer, frequentemente, à falta, o que se reflecte na sua folha disciplinar. O seu bom jogo de cabeça pouco tem funcionado nas acções defensivas. Ao invés, mostrou a sua utilidade nas acções ofensivas (como provam os dois golos que marcou), o que atenua um pouco o tom negativo da prestação. Classificação: 2+
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KÁKÁ
Posição: Defesa central Jogos efectuados: 9 (todos completos) Tempo de utilização: 810 minutos Disciplina: 2 cartões amarelos Avaliação: Uma boa aquisição. Entrou na equipa em Paços de Ferreira e nunca mais saiu de lá. É rápido, sóbrio e tem a vantagem de não inventar. Porém, apresenta algumas limitações técnicas que, por vezes, vêm ao de cima e originam situações de apuro para as nossas redes. Com um colega mais consistente ao seu lado, a sua prestação poderá ainda melhorar. Classificação: 3+
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DANILO
Posição: Defesa central Jogos efectuados: 6 (todos completos) Tempo de utilização: 540 minutos Golos: 1 (frente ao Aves) Disciplina: 1 cartão amarelo Avaliação: Tem sido utilizado de forma irregular. Vai procurando cumprir a sua missão, mas não inspira grande confiança. Dificilmente será o comandante da defesa mas, se esta tiver um verdadeiro "patrão", poderá ainda ser útil. Classificação: 3-
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MEDEIROS
Posição: Defesa central Jogos efectuados: 6 (4 completos, 1 em que foi expulso e 1 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 463 minutos Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação) Avaliação: Não convence. O ex-vimaranense tem revelado pouca velocidade e deficiente sentido posicional. Formou com Litos a dupla de centrais mais insegura dos últimos anos na Briosa. Classificação: 2
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LINO
Posição: Defesa esquerdo Jogos efectuados: 13 (12 completos e 1 em que foi substituído) Tempo de utilização: 1157 minutos Golos: 3 (frente à Naval, ao Boavista e ao Braga) Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação, no final do jogo em Paços de Ferreira) e 1 cartão amarelo Avaliação: Uma das mais interessantes aquisições desta época. Manuel Machado aprecia as suas qualidades, o que se comprova por ter falhado apenas um jogo, devido a castigo. É o típico lateral brasileiro, muito ofensivo (ao jeito de Roberto Carlos), óptimo para jogar num sistema de 3-5-2. O reverso é que se mostra menos consistente nas tarefas defensivas, obrigando os médios a frequentes compensações. Apesar de tudo, tem vindo a melhorar nesse aspecto. Possui um pontapé forte e colocado, o que constitui uma mais-valia na marcação de "livres". Daí surgir como um dos melhores marcadores da equipa.
Classificação: 4-
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VÍTOR VINHA
Posição: Defesa esquerdo Jogos efectuados: 2 (1 completo e 1 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 126 minutos Disciplina: 1 cartão amarelo Avaliação: Está "tapado" por Lino, o que é pena, pois já provou que tem qualidade. A sua pouca utilização impossibilita uma avaliação do seu desempenho. Classificação: ---
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PAULO SÉRGIO
Posição: Médio defensivo Jogos efectuados: 9 (3 completos, 1 em que foi substituído e 5 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 469 minutos Disciplina: 1 cartão amarelo Avaliação: Uma boa surpresa, este brasileiro proveniente do Moreirense. Tardou a impor-se na equipa mas foi titular nos últimos três jogos. Possuidor de bom sentido posicional, mostra-se eficiente nas tarefas defensivas. No entanto, necessita melhorar no capítulo do passe, pois nem sempre entrega a bola em boas condições. Actuou a lateral direito em Alvalade (bem como na 2ª parte do encontro com o Marítimo) e não comprometeu. Classificação: 4-
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ALEXANDRE
Posição: Médio defensivo Jogos efectuados: 8 (4 completos, 3 em que foi substituído e 1 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 573 minutos Disciplina: 1 cartão amarelo Avaliação: Tem-se mostrado um pouco irregular, alternando exibições de bom nível com outras mais discretas. Parecia ter agarrado o lugar, mas lesionou-se após o jogo em Leiria (onde, ironicamente, foi dos poucos a salvar-se do "naufrágio" colectivo). A partir daí, tem sido pouco utilizado. Classificação: 3
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PAVLOVIC
Posição: Médio defensivo Jogos efectuados: 9 (4 completos, 3 em que foi substituído, 1 em que foi expulso e 1 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 533 minutos Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação) e 4 cartões amarelos Avaliação: O sérvio tem constituído uma relativa desilusão. Mostra ser razoável a destruir jogo, com o senão de alguma impetuosidade que o torna muito faltoso e lhe tem valido alguns "amarelos". Em contrapartida, revela, grandes dificuldades na construção ofensiva.
Classificação: 3-
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ROBERTO BRUM
Posição: Médio defensivo Jogos efectuados: 14 ( 7 completos e 7 em que foi substituído)
Tempo de utilização: 1109 minutos
Disciplina: 2 cartões amarelos Avaliação: Não tem repetido as excelentes actuações das duas temporadas anteriores, em que a sua "garra" e entrega ao jogo contagiavam os colegas. Agora, vai cumprindo, sem comprometer mas também sem fazer a diferença. Inadaptação aos sistemas tácticos de Manuel Machado (em especial, ao losango, onde é deslocado para a direita), reflexos da transferência falhada para a Turquia ou ambas as razões? Classificação: 3
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NUNO PILOTO
Posição: Médio Jogos efectuados: 5 (2 completos, 1 em que foi substituído e 2 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 264 minutos Disciplina: 1 cartão amarelo Avaliação: Tarda em afirmar-se e arrisca tornar-se (mais) uma esperança eternamente adiada. Manuel Machado procurou adaptá-lo a defesa direito e colocou-o a titular nos dois primeiros encontros, mas os resultados não foram felizes. A partir daí, raramente tem sido utilizado, pelo que lhe falta tempo para ser classificado, segundo os critérios acima definidos. Classificação: ---
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SARMENTO
Posição: Médio-ala direito Jogos efectuados: 3 (todos como suplente utilizado) Tempo de utilização: 48 minutos Avaliação: Quase não tem sido utilizado. Classificação: ---
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MIGUEL PEDRO
Posição: Médio-ala direito Jogos efectuados: 14 (5 completos, 8 em que foi substituído e 1 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 948 minutos Golos: 2 (frente ao Paços de Ferreira e ao Aves) Disciplina: 4 cartões amarelos Avaliação: Estamos em presença de um jovem com grandes potencialidades, que se revelou uma boa aquisição. É rápido, dotado de boa técnica e sentido de desmarcação. Infelizmente, falta-lhe alguma consistência, o que se traduz numa certa irregularidade exibicional, não só de jogo para jogo, mas também durante os encontros. Após um período de fulgor, as últimas exibições não foram tão conseguidas. Talvez a experiência lhe traga a confiança de que necessita. Classificação: 4-
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DAME
Posição: Médio ofensivo Jogos efectuados: 11 (6 completos, 4 em que foi substituído e 1 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 760 minutos Golos: 3 (frente ao Nacional, ao Estrela da Amadora e ao Beira Mar) Disciplina: 3 cartões amarelos Avaliação: Um achado, trazido pelo seu irmão, o nosso ex-atleta Ousmane N'Doye. Veio só para treinar, agradou a Manuel Machado e é já o jogador mais influente da equipa. Dotado de boa técnica individual, ficam na retina os seus excelentes passes a desmarcar os avançados. Além disso, denota grande espírito de luta e de entrega ao jogo, o que o torna igualmente útil em tarefas defensivas. A sua potente meia-distância já lhe valeu três golos, todos eles de belo efeito. Classificação: 4+
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FILIPE TEIXEIRA
Posição: Médio ofensivo Jogos efectuados: 14 (4 completos, 5 em que foi substituído e 5 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 768 minutos Disciplina: 1 cartão amarelo Avaliação: A grave lesão que sofreu perto do final da temporada anterior condicionou muito as suas prestações nos primeiros jogos, onde mostrou uma natural falta de ritmo competitivo e um certo medo de "meter o pé". Gradualmente, foi melhorando as suas actuações e, nos últimos encontros (onde, devido à lesão de Hélder Barbosa, jogou mais descaído sobre a esquerda) já se mostrou quase ao seu melhor nível. Julgo que ainda tem margem para melhorar, até porque parece estar com mais "pulmão" que o ano passado.
Classificação: 4-
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DIONATTAN
Posição: Médio ofensivo Jogos efectuados: 4 (1 em que foi substituído e 3 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 111 minutos Avaliação: Vindo de demorada lesão, actuou frente ao Aves e ressentiu-se. Recuperou e entrou na parte final das últimas três partidas, onde não esteve mal mas também nada resolveu. Utilização insuficiente para ser classificado. Classificação: ---
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HÉLDER BARBOSA
Posição: Médio-ala esquerdo Jogos efectuados: 7 (4 completos, 1 em que foi substituído e 2 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 505 minutos Golos: 2 (frente ao Vitória de Setúbal e ao Estrela da Amadora) Disciplina: 2 cartões amarelos Avaliação: Emprestado pelo FCP, mostrou ser uma das grandes promessas do futebol português. Veloz, dotado de boa técnica individual, forte no 1x1 e procurando sempre a linha, é um jogador que não engana. Foi, nos primeiros jogos, a grande referência da equipa, numa altura em que o seu talento individual conseguiu disfarçar algumas fragilidades colectivas. Porém, a infelicidade "bateu-lhe à porta": primeiro, sofreu uma arreliadora lesão ao serviço da selecção de sub-21, que o afastou durante alguns jogos; depois, quando tudo parecia correr pelo melhor, foi vítima de uma ruptura de ligamentos no joelho num jogo-treino com o Pampilhosa. Para ele, a época, praticamente, terminou ali. Classificação: 4+
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ESTEVEZ
Posição: Avançado Jogos efectuados: 3 (1 completo, 1 em que foi substituído e 1 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 206 minutos Avaliação: Um autêntico "flop". O argentino actuou (muito mal) nos três primeiros jogos e não mais foi utilizado. Não se adaptou ao futebol europeu e já regressou ao seu país. Classificação: ---
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GELSON
Posição: Avançado Jogos efectuados: 9 (2 completos, 1 em que foi substituído, 1 em que foi expulso e 5 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 505 minutos Golos: 1 (frente ao Belenenses) Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação) e 1 cartão amarelo Avaliação: As mesmas virtudes e defeitos da época passada. Grande entrega, "garra" e espírito de sacrifício mas enormes limitações técnicas. Se as primeiras fossem complementares de outras qualidades, seria um grande jogador. Quando elas são quase as únicas, a apreciação terá de ser, forçosamente, negativa. Classificação: 2
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NESTOR ALVAREZ
Posição: Avançado Jogos efectuados: 7 (2 completos, 1 em que foi substituído e 4 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 351 minutos Golos: 1 (frente ao Porto) Disciplina: 3 cartões amarelos Avaliação: O colombiano não tem correspondido às expectativas. Terá vindo ligeiramente lesionado, o que condicionou as suas prestações iniciais: quase não corria. Esteve seis jogos sem actuar e reapareceu em grande no Dragão, onde marcou. Denota bom sentido de desmarcação, procura tabelar com os companheiros mas tem-se mostrado muito tosco na finalização. Estará ainda pouco adaptado ao futebol da Europa ou não dá mais? Classificação: 2+
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GYANO
Posição: Avançado Jogos efectuados: 9 (2 completos, 2 em que foi substituído e 5 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 520 minutos Golos: 3 (frente ao Boavista, ao Beira Mar e ao Marítimo) Avaliação: Está muito longe da qualidade do Linz do Boavista mas pertence à mesma escola centro-europeia. É pouco dotado tecnicamente (o que o leva a falhar algumas boas oportunidades), mas possui um razoável sentido posicional e de oportunidade. Além disso, é também bom cabeceador. Como frisou o Gonçalo, é o avançado que tem melhor relação entre o tempo utilizado e os golos marcados. Classificação: 3
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Não foram utilizados os guarda-redes DOUGLAS e EDUARDO.
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Esta análise vem provar aquilo que todos vêm dizendo há algum tempo: a equipa necessita, urgentemente, de um bom "lateral" direito, um "central" rápido e consistente e um ponta-de-lança goleador. Talvez fosse também importante assegurar um ala esquerdo (Vieirinha?) para colmatar a perda do Hélder Barbosa.
Está à venda nas lojas Briosa/ Tbz a Caderneta de Cromos da Académica, a qual tem fotos de todos os atletas que fazem parte do clube, desde as camadas mais jovens até aos ídolos de todos nós. .
A Caderneta em si tem o preço de 5€, e cada pacote de cromos custa 50 centimos. São ao todo 422 os cromos, cada um correspondente a um atleta da Briosa, que com toda a certeza vale a pena colecionar.
BRIOSA EMPATA A UMA BOLA EM TOURIZ Zada marcou o tento estudantil
A Académica empatou a um golo com o Tourizense, num jogo-treino em Touriz, com o golo da Briosa a ser apontado por Zada, um jogador que apesar de pertencer aos quadros da equipa mas procura convencer Manuel Machado das suas capacidades.
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Para dar tempo a todos os jogadores do plantel, Manuel Machado fez alinhar duas equipas diferentes,sendo que na primeira parte jogou um equipa mais próxima da habitual titular com Pedro Roma, Paulo Sérgio, Danilo, Kaká, Lira, Pavlovic, Dionattan, Filipe Teixeira, Lino, Nestor e Gyano, ao contrário do segundo tempo em que jogaram atletas menos rodados como Douglas, Sonkaya, Litos, Medeiros, Vítor Vinha, Alexandre, Miguel Pedro, Nuno Piloto, Zada, Sarmento e Gelson.
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De referir que o golo do Tourizense foi apontado pelo jovem lateral esquerdo Ito, pertencente aos quadros da Académica mas a quem a época em Touriz não tem corrido de feição.
Os principais Prognósticos da noite de segunda-feira
Na entrevista que já há algum tempo – e apesar deste ter sido, como invariavelmente, costuma ser, curto - se impunha, o Presidente da Académica traçou uma linha diagonal que atravessou todos os problemas do presente e futuro da Briosa. Em pouco menos de uma hora atravessaram-se sinteticamente, quase quatro anos de gestão desportiva e financeira da nossa Associação.
«Nem nos, nem ninguém sabia bem o que era a Académica nessa altura» - Foi a frase mote que abre a entrevista do Eng. José Eduardo Simões, apontando claramente o trilho para o que se seguiria. O actual Presidente da Associação Académica de Coimbra – OAF afirma que os primeiros passos da comissão de gestão liderada pelo saudoso Dr. João Moreno poderiam ser mitologicamente apelidados.«Problemas imensos, quase como os 10 trabalhos de Hércules». A única solução passava pelo confronto com a realidade, «Lançar de cabeça e trabalhar pela Académica». Ao final de «4 anos continuamos com a académica na Superliga», o que para o Presidente é pelo menos sinal, de parte da batalha ganha.
O principal problema da Briosa, para o actual líder das lides académicas está bem diagnosticado e claramente delimitado. Segundo as suas palavras o «principal obstáculo é a incerteza». Incerteza desportiva e incerteza infraestrutural pelos mais de «17 anos na segunda divisão» o que para o Presidente«foi dramático».
Promessas. Boa estratégia?
Algumas das promessas eleitorais, de campanha, não estão concretizadas, outras encontram-se esquecidas nos panfletos de campanha. Para o Eng. José Eduardo Simões as promessas são um aspecto «essencial para se conseguir um estado de espírito mais animoso, mais capaz. Quando definimos objectivos se conseguirmos chegar aos 100% são excelentes, mas o facto de conseguirmos os 70%, 80% poderemo-nos sentir satisfeitos». Os objectivos gerais seriam assim «a manutenção da Briosa na primeira divisão» e a fundamental «remodelação competitiva na formação. Neste momento a Académica tem 12 atletas no 12º ano, 4 no Ensino Universitário», o que se revela importante para a continuidade do projecto mais amplo da AAC-OAF. A «profissionalização dos sectores», bem como a entrega da «gestão de estádio sem os problemas que Beira-Mar e União Desportiva de Leiria tem, através da captação de parceiros» foram outros dos objectivos que se consideram plenamente realizados.
Mais uma vez, Marcel
Sobre Marcel, José Eduardo Simões, mais uma vez sublinhou aquilo que já muitas vezes havia repetido. O jogador constitui, fazendo fé nas palavras do Presidente, o mais rentável dos negócios de transferência de jogares da Briosa. O Benfica para resgatar o avançado internacional sub-23 brasileiro teve efectivamente de «atingir na totalidade a cláusula de rescisão. A Académica tem um conjunto de letras mensais que desconta ou não antecipado, fazendo um ratio bancário», algo que o Simplesmente Briosa em primeira-mão havia já há muito anunciado.
ROC
Abordou-se igualmente o tumulto causado pelas palavras do ROC da Académica no relatório que este apresentou relativamente às contas apresentadas na última Assembleia Geral de associados. O Presidente estranhou tanto alarido pois segundo ele, estas mesmas palavras foram repetidas vezes sem conta, em relatórios de anos anteriores, sem que, contudo, as palavras tomassem a proporção gigantesca que desta feita lhes foram dadas. «Os relatórios do ROC, em tudo idêntico aos dos outros anos, foi utilziado de forma abusiva por alguma comunicação social. Utilizadas um, dois, três anos e só agora são assim utilizadas».
Apesar de«hoje o Presidente é outro e queremos falar do futuro», o argumento formulado na última reunião de associados de que o passivo acumulado pela gestão anterior é substancialmente maior do que aquele inicialmente referido. Citando dois exemplos o Presidente referiu que «todas as receitas tinham sido antecipadas, de todos os contratos, alguns dos finais de 2003. As receitas da Olivedesportos foram recebidas com IVA que tivemos de pagar depois», bem como «os prémios dos funcionários do Bingo, Divida da Unicer» que se revelaram perante a vigência desta direcção.
Acusação do MP
Sobre a acusação que sobre o Presidente impende, apenas foram referidos aspectos pessoais que um procedimento e posterior processo deste tipo necessariamente repercutem na vida privada. Quanto à matéria processual, essa, infelizmente -segundo o Eng. José Eduardo Simões – está sujeita «ao segredo de justiça, infelizmente e que não posso desdizer, coisas que aparecem na comunicação social. Em termos pessoais apenas posso referir que a nível pessoal, com brio, tranquilidade, serenidade. O que fiz não foi censurável nem negligente e as outras pessoas só podem confiar em mim. Estou mais sereno hoje do que em qualquer outra altura».
Lançou ainda uma palavra aos associados «solidários, de imenso companheirismo, do mais que tenho visto. Os sócios estão a dar uma lição de fantástica solidariedade. Sempre fui abordado de todas as formas, sempre com palavras de incentivo». Relativamente à suspensão ou demissão referiu que «não tenho um projecto de poder, apenas um serviço público que é o bem da Académica. Quando a minha presença estiver a prejudicar a académica pedirei a suspensão do mandato ou a demissão». Contudo salientou que «o trabalho que estamos a fazer está por concluir. Por isso se fosse amanhã candidatava-me», sem medo do confronto.
Janeiro e Manuel Machado
O treinador da Briosa, para que o maior problema diagnosticado pelo Presidente (a incerteza) seja de alguma forma atenuado, é para continuar. Assim é fundamental a «continuidade de Manuel Machado. Estamos a trabalhar já para a segunda época. No mínimo dois, três anos, para colocar a Académica em outro patamar». Concluindo atirou que as contratações de Janeiro serão «pontualmente necessárias» e o que os Negros necessitam é «de às boas exibições aliar pontos».
Em declarações proferidas, ontém, aos microfones da RUC, o Presidente José Eduardo Simões revelou que as eleições para escolha dos novos corpos gerentes da Académica/OAF apenas deverão ocorrer em Dezembro de 2007.
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Esta posição, que afirmou ser sustentada em opiniões de juristas com que, entretanto, contactou, não é pacífica no seio da instituição, onde há quem defenda que o acto eleitoral se deverá realizar já em Abril.
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Em causa, estão os artigos 41º e 46º dos Estatutos da colectividade. Assim, o primeiro reza que "os corpos sociais são eleitos e exercem o seu mandato por três anos, que cessa com a posse dos novos órgãos sociais eleitos"; já o segundo dispõe que "as eleições para os órgãos sociais decorrem no período de 1 a 15 de Abril do ano em que devam ter lugar".
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Acontece que, devido ao falecimento do anterior Presidente, João Moreno, os actuais corpos dirigentes foram eleitos em Dezembro de 2004. Logo, parece haver uma contradição entre os dois artigos supracitados. Não havendo, na "lei fundamental" da Briosa, nenhuma disposição específica aplicável a este caso, gerar-se-á sempre uma situação antiestatutária: se as eleições ocorrerem em Abril, aqueles cumprem unicamente dois anos e quatro meses de mandato, não completando o triénio aí previsto. Mas, se se realizarem apenas em Dezembro, não respeitam a data expressamente estatuída para a sua efectivação.
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Claro que haveria uma solução para que tudo se processasse correctamente do ponto de vista formal: eleições em Abril e tomada de posse dos novos dirigentes apenas no final de 2007. Uma situação que seria, obviamente, surrealista.
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Como a convocação das eleições compete ao Presidente da Assembleia Geral, é a este que cabe "desatar o nó". Ora, dado o alinhamento de Almeida Santos com as posições de José Eduardo Simões, o mais provável é o sufrágio só ter lugar daqui por um ano.
Surpreendente a forma como a RUC conseguiu, em momento tão delicado, a entrevista com o Presidente da Associação Académica de Coimbra - OAF na segunda hora do Prognósticos da 107.90 FM. Um programa a não perder, no início desta noite de segunda-feira.
Na primeira hora os ouvintes poderão escutar uma entrevista com Miguel Pedro, médio ofensivo da Briosa.
Quem viu o encontro de ontem, e quem ao longo dos últimos jogos tem acompanhado a Académica, fica claramente com a sensação de que no plantel há qualidade para muito mais do que tem vindo a ser feito até ao momento.
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No entanto, tal como é fácil verificar, existem jogadores de grande qualidade no plantel - Káká, Dame ou Filipe Teixeira são casos flagrantes - mas é de igual facilidade atentar na falta de equilibrio para algumas posições cruciais no terreno de jogo. É facilmente visivel que faltam dois defesas, um direito e um central, e um avançado de créditos firmados que seja capaz de transformar em golos todas as oportunidades que o meio campo da Briosa tem criado nos últimos jogos.
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Mas começemos por zonas. Se no meio campo há qualidade e quantidade, e a prová-lo estão Pavlovic, Dionattan, Nuno Piloto, Brum ou Alexandre numa zona mais recuada do sector, ou ainda Filipe Teixeira, Dame e Miguel Pedro que mesmo com as ausências forçadas de Estevez e Helder Barbosa por razões distintas, têm dado conta do lugar, sendo os três primeiros, aparentemente, as três unidades mais produtivas da Académica.
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Se o problema existe não será pelo meio campo portanto, mas antes pela defesa mas principalmente falta de eficácia da finalização da equipa.
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A defesa está necessitada de um a dois elementos para a direita e para o centro do sector. Nuno Luís é claramente uma opção menos má, e Sonkaya nesta altura já nem opção é para a lateral direita do terreno. Já no meio Káká foi claramente a maior descoberta da prospeção da Briosa. Rápido, alto, bom poder de impulsão, bom poder de desarme, a fazer lembrar o seu ídolo Lúcio, titular da selecção canarinha.
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No entanto, se Káká foi uma aposta feliz, Litos e Medeiros estão longe de render o que deles se esperava. Litos era o previsivel "comandante" da defensiva negra mas ainda não mostrou as qualidades que todos lhe reconhecíamos há uns anos atrás quando ao serviço do então campeão nacional Boavista. É certo que a idade já vai pesando, mas 32 anos num central, apesar de justificar alguma falta de velocidade, não justifica de maneira alguma os cartões vermelhos que já lhe foram mostrados ao longo das 14 jornadas já disputadas.
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Medeiros é por seu lado um jogador que não tem sido feliz apesar de ter merecido toda a confiança inicial do técnico Manuel Machado fruto da passagem que os dois tiveram por Guimarães. Pouco veloz, com erros graves de concentração, saiu da equipa quando viu um cartão vermelho e não mais voltou ao lote de titulares.
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Danilo tem exercido a função que ocupou desde que chegou à Briosa. Sempre que falha um central, entra Danilo, que sem dar nas vistas cumpre o que se lhe pede. Ontem em Alvalade fez uma exibição extremamente positiva, mas não é um jogador capaz de dar a estabilidade que a defesa necessita.
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Se na zona recuada é fácil de ver que há algo a melhorar, e como prova está a segunda equipa com mais golos sofridos na prova, no ataque, e apesar dos muitos golos marcados, falta claramente um avançado que empreste a sua veia goleadora a uma equipa capaz, que consegue criar ocasiões mas nem sempre finalizar essas mesmas oportunidades da melhor forma. Os avançados da equipa, Gelson tem um golo contra o Belenenses, Gyano três, um contra o Boavista, outro ao Beira-Mar e mais um ao Marítimo, e Nestor conta com um golo ao Porto na sua conta pessoal, muito pouco em 14 jornadas e 28 golos da equipa, sendo que Gyano é o que tem melhor relação tempo/golos.
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A falta de insinto ofensivo é por vezes colmatada com jogadores de outras posições que têm superado essa escassez dos avançados. Note-se os três golos de Lino, e os três de Dame que só por uma vez jogou como homem mais avançado da equipa, ou ainda os dois tentos de Miguel Pedro e Helder Barbosa cada um, que realçam ainda mais a fragilidade da equipa na zona de finalização.
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Posto isto, fica claro que falta um jogador de área, mais do que nas outras posições, que faça a complementariedade com Dame e Filipe Teixeira, e só assim podemos ter uma Académica forte o suficiente para ainda poder pensar em voos mais altos nesta temporada. O motor que é a parte mais dificil está cá, só falta o resto...
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Para terminar, uma pergunta. Seria impossível trazer Adriano do FCPorto, mesmo que por empréstimo até ao final da época?
A missão de pontuar em Alvalade sabia-se que não era fácil, mas a Briosa fez juz a esse nome quando hoje entrou no estádio com a vontade exclusiva de ganhar, de ir para cima do adversário não o temendo em momento algum do desafio. Porém, mais uma vez alguma falta de eficácia deitou a perder um resultado que permitisse pontuar, como tinha acontecido nos últimos dois anos nas visitas àquele local.
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A Académica entrou no jogo a jogar num esquema diferente do habitual, onde não se podia dizer com toda a certeza se eram três centrais ou quatro defesas, uma vez que Paulo Sérgio fazia uma basculação constante entre a direita e o centro da defesa, e Alexandre auxiliava sempre que preciso. Roberto Brum e Alexandre eram os médios encarregues de missões defensivas, Dame, Miguel Pedro e Filipe Teixeira tinham a tarefa de fazer chegar jogo até ao colombiano Nestor Alvarez.
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Apesar de um fio de jogo bastante razoável, as oportunidades flagrantes para o lado da Académica não apareceram durante a primeira parte, e aos 25 minutos da primeira parte, depois de um pormenor absolutamente fantástico de Nani que tirou Dame e Brum do caminho e Liedson à frente de Pedro Roma rematou bem com Danilo a tirar mesmo sobre a linha de golo. No entanto, na sequência do canto - mais uma vez de bola parada - Liedson fica sozinho e só teve de encostar para bater o guardião da Académica pela primeira vez.
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Estava inaugurado o marcador, e restava aos estudantes ir atrás do resultado, uma vez que o obectivo traçado era de pelo menos conseguir pontuar em Alvalade, e bem que a turma de Manuel Machado tentou entrar na discussão do jogo e assumir o risco para o que desse e viesse daí para a frente.
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Chegou o intervalo e a Académica apresentou-se na segunda parte num esquema bem mais arrojado. Saiu Miguel Pedro e entrou Gyano para formar dupla de avançados com Nestor Alvarez. Paulo Sérgio ficou definitivamente na lateral direita, Alexandre a frente da defesa, Brum a interior direito, e Filipe Teixeira e Dame dividiam entre si as tarefas de organizar e pensar o jogo dos rapazes de negro.
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Um jogo bem equilibrado a meio campo, foi o que se passou na grande maioria do tempo, sem que as oportunidades no entanto aparecessem com tanta facilidade quanto isso. No entanto, e após algumas boas iniciativas aos 75 minutos Filipe Teixeira - que jogo brilhante - faz uma arrancada da esquerda e cruza atrasado para Nestor falhar a bola e perder aquela que foi provavelmente a melhor oportunidade da Académica, mesmo que não tenha existido o remate.
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E o jogo caminho para o fim, com mais um par de boas oportunidades para a Académica que só a falta de e ficácia na finalização deixou que o placard continuasse a marcar o nulo para os estudantes.
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A Académica um a um:
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Pedro Roma(4): Mal no lançe capital do jogo, mas ainda assim fez duas a três grandes intervenções, que corrigiram esse pormenor menos bom, e ainda deixaram um impressão positiva do seu trabalho.
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Paulo Sérgio (4): Não se pode pedir a um jogador que veio da segunda divisão, que se adapta de médio defensivo a lateral direito num jogo desta importância, que na primeira parte foi ala e na segunda foi lateral... deu tudo e não se saiu mal.
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Danilo (4): GRANDE exibição na primeira parte, vários cortes fantásticos, excelente sentido posicional, muito bom mesmo! Na segunda esteve mais apagado, mas mesmo assim muito bom jogo.
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Káká (4): Uma exibição à sua imagem, com muita entrega e grande capacidade de desarme e recuperação de bolas.
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Alexandre (2): Pouco em jogo, não pôde mostrar muito, mesmo que se veja que tem alguma técnica que o deixa sair a jogar quando é preciso.
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Roberto Brum (3): Também pouco em jogo, embora ligeiramente melhor que Alexandre. Na segunda parte ainda fez alguns minutos a interior direito quando a equipa jogava em 4-4-2 tendo-se saído relativamente bem.
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Dame (4): Podia ter rematado em algumas ocasiões, embora o espaço não fosse o mais adequado. Mesmo assim tentou pautar o jogo a meio campo,e foi na primeira parte o mais interventivo elemento da Académica.
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Filipe Teixeira (5): Que enorme exibição do número 10 da Briosa. Do principio ao fim, sempre a desequilibrar e a assumir o rumo do jogo da Académica. Está a melhorar a cada jogo que passa.
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Miguel Pedro (1): 45 minutos em campo e quase não se dava por ele... muito apagado hoje, embora o seu valor não se ponha em questão. Apenas uma noite menos feliz.
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Nestor Alvarez (2): Merece nota negativa, pelo pouco que mostrou e ainda pelo remate falhado que podia ter dado o empate, numa situação previlegiada.
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Gyano (2): Corre, corre, corre, mas os resultado práticos são muito poucos. Fica na retina o remate efectuado na segunda parte que embora fosse com força, não levava a melhor direcção, quando este tinha melhores opções. Ganhou algumas bolas de cabeça.
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Gelson (2): Percebe-se a intenção de Manuel Machado de tendo um lateral esquerdo como Lino deixar um jogador de área para se juntar aos avançados em situações de finalização. No entanto não houve grandes oportunidades para o nº9, exepção feita a um remate aos 92 minutos de jogo, que passou a alguma distancia da baliza de Ricardo.
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Dionattan (3): Entrou para dar qualidade de passe ao meio campo já perto do final do jogo. É claramente um jogador que sabe como tratar a bola mas que ainda não tem o ritmo adequado. Pode ser uma mais valia na segunda volta, se as lesões assim o permitirem.
O defesa central que já havia falhado o jogo em casa com o Marítimo, Litos voltou hoje a ficar de fora dos convocados por Manuel Machado. O jogador tinha vindo a fazer treino condicionado ao longo da semana e o departamento médico deu como inaptos os serviços do internacional português para o jogo em Alvalade. Também Nuno Luís não irá marcar presença amanhã às 21:15h.
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Com Sonkaya, Sarmento e Nuno Piloto de fora por opção, a Académica fica assim sem um lateral direito de raiz para ocupar a posição no onze inicial. O recurso à utilização dos 3 centrais poderá ser uma solução viável mas de qualquer modo, Manuel Machado irá apresentar surpresas na equipa que subir ao relvado para defrontar o Sporting.
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Guarda-Redes 24 Pedro Roma
1 Douglas
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Defesas
3 Danilo 4 Káká
14 Medeiros 16 Lino 18 Vítor Vinha
Médios
5 Alexandre 6 Roberto Brum 8 Paulo Sérgio 10 Filipe Teixeira 11 Dionattan 32 Milos Pavlovic
Poucas horas após ter sido oficialmente acusado pelo Ministério Público de vários crimes de corrupção passiva e tráfico de influências, o Presidente José Eduardo Simões manifestou a sua intenção de permanecer no cargo.
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Embora tenha defendido a suspensão do mandato, de forma a salvaguardar a credibilidade da instituição, respeito a sua decisão. Aliás, embora o "post" em que expressei a minha opinião não fosse muito explícito, deixei claro, em comentário posterior, que a sua decisão deveria ser tomada com inteira liberdade, de acordo com a sua consciência e em concertação com os restantes membros da Direcção e dos outros órgãos sociais do clube. Aqueles que tenham uma opinião contrária e pretendam forçar a saída do Presidente, podem, nos termos estatutários, solicitar a convocação de uma Assembleia Geral extraordinária com essa finalidade.
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Infelizmente, nesta hora difícil, a Briosa continua irremediavelmente dividida, num quadro que se assemelha, cada vez mais, a uma "guerra civil" no seio da colectividade. Na realidade, apoiantes e opositores, apenas preocupados em manter ou conquistar posições, esgrimem os mais espantosos argumentos com um desses objectivos.
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Assim, no campo dos que apoiam o líder academista, procura-se passar a ideia de que, mesmo que JES seja culpado, o fez apenas para financiar a Académica e não em proveito próprio. O que, segundo eles, desvalorizaria a gravidade dos actos que, eventualmente, tenha praticado.
É nesta linha que se insere a entrevista do Presidente da AG ao jornal "A Bola". Julgo que Almeida Santos, um político acima de qualquer suspeita, foi bastante infeliz ao emitir essa opinião. Percebe-se a intenção de tranquilizar os sócios, mostrando que o clube não foi lesado e que, nesse aspecto, o dirigente máximo da instituição merece toda a confiança. Mas não se pode aceitar que a AAC/OAF tenha sido financiada, de modo ilícito, com dinheiros públicos.
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Por outro lado, nas hostes da oposição, é já um dado adquirido que José Eduardo Simões é culpado dos actos de que é acusado, parecendo que as fases seguintes do processo e um eventual julgamento serão uma mera formalidade até à inevitável condenação. O seu regozijo pelo que está a acontecer é notório, mesmo que temperado por algumas "lágrimas de crocodilo", expressas na expressão "desejo, sinceramente, que o Presidente esteja inocente" (vindo de onde vem, alguém acredita nesse desejo?).
Como exemplo desta posição, alguns textos dados à estampa na blogosfera oposicionista, onde se afirma, expressamente, que se deve valorizar mais a acusação do MP do que o princípio da presunção da inocência. Como se aquela magistratura não representasse apenas uma das partes processuais e aquele não fosse a pedra angular do Estado de Direito democrático!
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No meio de toda esta tempestade, é necessário que ambas as partes procurem evitar comportamentos que ponham (ainda mais) em causa o bom nome da instituição. Como modesto escriba e associado sem quaisquer ambições ao desempenho de cargos directivos no clube, dirijo, daqui, em nome da Briosa, um apelo à serenidade e ao bom senso.
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Do lado dos órgãos sociais, que haja maior trasparência e uma maior informação aos sócios; da parte da oposição, que as suas críticas sejam mais construtivas e feitas mais no seio da instituição e menos na comunicação social.
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O que peço é que pensem menos nos vossos interesses pessoais ou de grupo e mais nos da colectividade. É que, às vezes, parece que nos esquecemos que somos todos da Académica. Sei que é um apelo ingénuo, mas não ficaria bem com a minha consciência se não o fizesse. A nossa Briosa merece-o!
O Presidente da Assembleia Geral da Briosa manifestou hoje, em entrevista ao jornal "A Bola", o seu apoio pessoal e institucional ao Presidente da Direcção, José EduardoSimões, acusado pelo Ministério Público de vários crimes de corrupção passiva e tráfico de influências.
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Aquele dirigente, após declarar não conhecer todos os pormenores da acusação, manifestou a sua confiança em JES, que considerou "um homem impecavelmente sério".
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Instado a comentar os crimes de que é acusado o líder da instituição, Almeida Santos afirmou que o Presidente "foi acusado por ter solicitado apoios financeiros para a Académica, um clube financeiramente débil. É preciso perceber se o fez na qualidade de funcionário da Câmara ou como presidente da Académica". Lembrou ainda que "a acusação dá como provado que o dinheiro entrou no clube, não foi para o bolso de José Eduardo Simões. Logo aí, a parte mais negativa da corrupção passiva não se coloca". Mais à frente, interroga-se: "será que aquilo que ele recebeu terá tido como preço a violação das regras enquanto funcionário da Câmara? Poderá ter alguma culpa aí, mas se é apenas porque pediu apoios financeiros para a Académica, qual é a gravidade da culpa dele no que diz respeito aos sócios?"
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Depois de reafirmar que, para si, o Presidente academista "é um homem impecavelmente honesto", manifestou a esperança de que "o julgamento, se o houver, prove isso".
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Revelou, ainda, que José Eduardo Simões o colocou à vontade para decidir. A posição de Almeida Santos foi clara: "não via razões para que se demitisse".
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Interrogado sobre a hipótese de marcar uma Assembleia Geral para que os sócios decidam, respondeu que só tomaria uma decisão depois de "falar com os restantes órgãos da direcção e com o próprio presidente".
O brasileiro Lira, "lateral" esquerdo que representou a Académica no início da época passada, de onde saíu, por empréstimo, para o Botafogo, vai regressar à Briosa, noticiou hoje o jornal "A Bola".
O jogador, que possui contrato até 2009 e tem vindo a treinar com o plantel academista após o termo do empréstimo ao clube "carioca", será inscrito em Janeiro, na reabertura do mercado.
Será na próxima Quarta-Feira que o ex-atleta da Associação Académica de Coimbra /Organismo Autónomo de Futebol estará em Directo na TVI no popular programa de Manuel Luis Goucha "Você na TV". Xano, que alinhou de preto durante mais de uma década, fazendo toda a sua formação na Académica, ao que tudo indica prosseguirá a sua carreira no Grupo Desportivo Sourense sob orientação do treinador José Viterbo (que já o orientara nos escalões jovens da Briosa).
Recorde-se que Xano viveu, recentemente, tempos bastante difíceis, estando a ser ajudado pelos seus amigos na reintegração e recuperação física e psicológica. Nesse contexto o Simplesmente Briosa faz votos para que essa recuperação tenha sucesso e que ele volte a encher os campo por esse país fora com o perfume do seu futebol. Como incentivo para ele, fica, de novo, um dos melhores momentos que viveu de negro vestido.
Está aí o Briosómilhões para o jogo em Alvalade de Sábado às 21.15h, muitos pontos e uma vitória da Briosa se espera fundamentalmente com tranquilidade.
Direcção solidária com o Presidente . A direcção da Académica emitiu um comunicado de imprensa há poucos minutos em que manifestava total solidariedade com a situação de José Eduardo Simões. O Presidente, recorde-se, decidiu não se demitir das suas funções de liderança da AAC-OAF. António Preto foi quem se dirigiu aos presentes referindo que «O despacho com que acusou o Ministério Público é um mero culminar do investigatório sem qualquer intervenção do juiz». Acrescentou ainda que «finalmente (José Eduardo Simões) terá a possibilidade séria de se poder defender» momento pelo qual há muito este ansiava.
. Didé não deve ficar
À margem de todos estes problemas a equipa de futebol profissional da Briosa continua a preparação para o jogo da próxima jornada - que se quer ver traduzida em 3 pontos na conta pessoal da Académica - e contou hoje com a presença de um jovem ex-Juventude de Caxias que requereu para se treinar com o plantel. Pelas indicações e referências que o jogador trazia o desejo foi concedido, mas muito dificilmente terá a possibilidade de permancer na equipa negra.
Hoje, é um dia triste para todos os que amam verdadeiramente a Académica, independentemente de apoiarem ou não o Presidente. Só algumas mentes mesquinhas, que colocam os seus interesses pessoais ou de grupo acima dos da instituição, podem sentir alegria pela situação que estamos a viver. Na verdade, apenas tinha sentido semelhante tristeza há cerca de quatro anos atrás, no dia em que soube que os cheques de Campos Coroa tinham "batido na trave". Mais uma vez, e tal como então, o nome daBriosa é referido, pelas piores razões, em todos os órgãos de comunicação social.
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No entanto, e apesar do estado de espírito depressivo que a todos nos invade, é necessário manter alguma racionalidade e serenidade. Desde logo, há que esclarecer que, até ao momento, José Eduardo Simões foi apenas acusado pelo Ministério Público e não condenado por qualquer Tribunal, pelo que se presume inocente até prova em contrário. Vivemos, porém, numa época em que os "linchamentos mediáticos" se tendem a substituir ao poder judicial, manchando inapelavelmente reputações e destruindo defnitivamente carreiras. Por isso, interessa substituir a demagogia pela pedagogia cívica. Norteado por esse objectivo, apesar de não ter formação na área do Direito (a minha área é a Geografia), vou tentar dar conta dos vários passos processuais que foram e poderão, eventualmente, ser percorridos. Se disser algo de menos exacto, algum douto jurista haverá de me corrigir.
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Após uma determinada suspeição sobre os actos praticados por alguém, a PJ, em colaboração com o MP, abre uma investigação. Caso se confirmem as suspeitas de ilicitude, este último constitui o cidadão em causa como arguido.
Em seguida, passa-se à fase de inquérito, em que o MP, para além de continuar a recolher provas do crime, ouve o arguido e algumas testemunhas. Por fim, ou decide arquivar os autos ou, se entende que há matéria criminal, elabora um despacho de acusação. O arguido passa, então, a acusado. É aqui que se encontra o processo de JES.
De seguida, este pode solicitar a abertura da instrução. Aqui, o acusado vai, junto de um juíz de instrução, tentar contraditar a versão da acusação. Após ter efectuado as diligências necessárias, o magistrado tem duas alternativas: ou arquiva o processo (por considerar os indícios infundamentados ou pouco consistentes) ou confirma, no todo ou em parte, o libelo acusatório e emite um despacho de pronúncia, o que implica que o arguido seja sujeito a julgamento.
Este realizar-se-á no Tribunal da respectiva comarca e face à prova que (não) for produzida, o acusado será absolvido ou condenado. Para fundamentar uma condenação, têm que ficar provados todos ou alguns dos factos de que vem acusado, para além de qualquer dúvida razoável. Se esta existir, o juíz (ou o colectivo de juízes) terá de optar pela absolvição, dentro da velha máxima latina "in dubio, pro reu".
Se alguma das partes não concordar com a sentença, poderá recorrer para instâncias superiores: o Tribunal da Relação e, por fim, o Supremo Tribunal de Justiça. É ainda admissível o recurso para o Tribunal Constitucional se, em alguma fase do processo, for levantada a questão da (in)constitucionalidade de alguma norma ou procedimento.
Só então a sentença transita em julgado, ou seja, torna-se definitiva.
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Como se pode verificar, o processo encontra-se muito longe de estar terminado, com todas as consequências nefastas que o arrastamento desta situação implicará para a Briosa. Logo, a primeira questão que se coloca é esta: que poderá fazer José Eduardo Simões?
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Para lhe responder, há três alternativas possíveis:
1ª) Continuar em funções. O Presidente pensa que, apesar da acusação de que é alvo, tem condições para continuar à frente da instituição, até porque não é acusado de lesar o clube em proveito próprio mas, antes, de ter utilizado meios ilegais para o seu financiamento. Poderá, mesmo, ignorar olimpicamente tudo o que se está a passar (a pior opção)ou, então, explicar aos sócios (em comunicado ou numa AG extraordinária) as razões da sua decisão. Caso o não faça, poderá ver-se confrontado com um pedido nesse sentido feito por um grupo de associados.
2ª) Demitir-se. O actual dirigente máximo entende que, face à sua situação processual, não tem condições para se manter à frente dos destinos do clube e pede a demissão, o que levará, muito provavelmente, a eleições antecipadas.
3ª) Suspender o mandato. O líder academista compreende que a sua credibilidade está abalada, arrastando a da instituição, mas recusa afastar-se em definitivo. Então, deixará temporariamente o cargo, até conseguir "limpar o nome" nos Tribunais. Nessa eventualidade, seria interinamente substituído pelo vice-presidente adjunto Vasco Gervásio.
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A segunda, decorrente da anterior, é: o que deverá fazer?
Na minha opinião, e no lugar do Presidente, optaria pela terceira opção. Com efeito, não tendo sido condenado judicialmente (e podendo nunca o vir a ser), não faz sentido exigir a sua demissão.
Mas também me parece que José Eduardo Simões se encontra, actualmente, ferido na sua credibilidade. Ora, sendo o dirigente máximo da Académica/OAF, a sua imagem arrastará consigo a da colectividade, com tudo o que isso acarreta (por exemplo, junto das instituições bancárias). Logo, a suspensão do mandato até à decisão definitiva do processo parece-me a melhor solução.
Presidente da Briosa acusado de uma dezena de crimes de corrupção, noticia o "Diário de Coimbra"
José Eduardo Simões, actual Presidente da nossa instituição, terá sido acusado pelo Ministério Público de cerca de dez crimes de corrupção passiva (uns para acto lícito, outros para acto ilícito), após o final das investigações levadas a efeito pelo DIAP, segundo noticia hoje o "Diário de Coimbra". Serão ainda acusados no processo dois empresários ligados à construção civil, um de Pombal e outro do Sul.
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Segundo a mesma fonte, a acusação deduzida pelo MP considera que "o presidente da Académica contactaria os promotores dos empreendimentos imobiliários a quem pediria donativos para o clube. Posteriormente, ofereceria os seus serviços como Director Municipal da Câmara de Coimbra, facilitando o andamento dos processos relativos às respectivas urbanizações. Alegadamente influenciaria os fiscais, chamaria a si alguns processos e, por vezes, decidiria sem dar conhecimento aos respectivos serviços. Tudo, acredita o MP, em troca do dinheiro entregue à AAC/OAF".
Apesar de ter protagonizado uma exibição agradável, a Académica foi hoje derrotada em "casa" pelo Marítimo, numa partida decidida pela eficácia ofensiva: enorme a dos madeirenses, muito reduzida a da Briosa.
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Relativamente ao encontro da semana passada, em Braga, o "onze" inicial registou apenas uma alteração: a saída de Litos (que se terá lesionado no último treino) e a entrada de Danilo.
A equipa iniciou o jogo em 4-3-3, com Paulo Sérgio e Roberto Brum à frente dos defesas e Dame mais adiantado. Nas alas, Miguel Pedro e Filipe Teixeira e, no centro do ataque, Nestor Alvarez.
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A Briosa começou em bom plano, trocando bem a bola e procurando acercar-se rapidamente da baliza adversária. Como corolário dessa atitude, surgiu, aos 12 minutos, a primeira grande oportunidade: Dame lançou Nestor Alvarez em profundidade, mas o colombiano, só com Marcos pela frente, atirou fraco e ao lado da baliza madeirense. Uma perdida escandalosa que viria a revelar-se paradigmática.
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O Marítimo, bem organizado defensivamente e sempre a espreitar o contra-ataque, reagiu logo no lance seguinte, onde Nuno Luís foi obrigado a ceder "canto" para evitar a entrada de Lipatin. Na sequência deste, Gregory, sem marcação, cabeceou ligeiramente por cima da barra.
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A partida decorria em ritmo de parada e resposta, mas era a Académica que criava as melhores oportunidades. Nestor Alvarez (mais uma vez) e Miguel Pedro poderiam ter marcado, mas os seus remates saíram junto ao poste direito da baliza "verde-rubra".
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Até que, aos 33 minutos, o Marítimo inaugurou o marcador. Nuno Luís, no meio-campo academista, perdeu a bola para Mbesuma. O zambiano arrancou pelo corredor esquerdo, venceu a oposição de Danilo e, com um remate cruzado, bateu Pedro Roma, que saíra para diminuir o ângulo.
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A Briosa não pareceu abalada e, até ao intervalo, dispôs de mais duas boas ocasiões para empatar: um remate acrobático de Miguel Pedro ao lado e uma recarga de Nestor, após a marcação de um "livre", que o guardião maritimista defendeu.
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Ao intervalo, Manuel Machado arriscou, retirando um defesa (Nuno Luís) e colocando mais um avançado (Gyano). Paulo Sérgio recuou para "lateral" direito e a equipa passou a actuar, a partir de então, em 4-4-2.
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A Académica instalou-se no meio-campo adversário, remetendo o Marítimo à sua defesa. O domínio dos "pretos" acentuou-se e, aos 66 minutos, Dame é derrubado por Wénio, num lance que deixou muitas dúvidas: a falta foi cometida dentro ou fora da "área"? O árbitro optou pela segunda alternativa e, na sequência do "livre", marcado pelo senegalês, gerou-se grande confusão junto às redes insulares, terminada com espectacular defesa de Marcos a remate de Nestor.
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Pressentia-se o empate mas foi a turma da Madeira a marcar de novo, naquele que foi o seu único ataque digno desse nome em toda a 2ª parte. Jogada individual de Mbesuma pela meia esquerda do seu ataque, hesitação de Danilo e o africano a finalizar à entrada da "área" com um remate forte e cruzado, a fazer a bola anichar-se no ângulo superior esquerdo das redes de Pedro Roma.
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O encontro parecia sentenciado, mas a Briosa ainda encontrou forças para reagir. Assim, quatro minutos depois, após uma "bomba" de Dame que Marcos não segurou, Gyano recargou com êxito, reduzindo a desvantagem.
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Até final, os academistas "sufocaram" os madeirenses, embora o discernimento começasse a faltar. Gelson, já nas compensações, atirou forte, mas o esférico passou a poucos centímetros do poste.
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A Académica acabou, assim, por perder um jogo em que tudo fez para obter outro resultado. Infelizmente, acabou por triunfar a equipa mais eficaz: o Marítimo, em quatro remates à baliza, obteve dois golos; a Briosa, em dezenas, apenas marcou um. E, por muito que nos doa, isso é que conta.
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Arbitragem habilidosa do portuense Rui Costa. Para além de alguma dualidade de critério (tanto do ponto de vista técnico como disciplinar) em prejuízo das nossas cores, foi demasiado complacente com o antijogo dos madeirenses, em especial na etapa complementar. O "amarelo" a Paulo Sérgio é bem mostrado, mas Neca deveria ter sido alvo de punição idêntica. No lance mais polémico, ficaram muitas dúvidas em relação ao local da falta, que só a TV poderá dissipar.
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Sob a arbitragem de Rui Costa, do Porto, as equipas alinharam:
Académica - Pedro Roma; Nuno Luís (Gyano, 46), Danilo, Káká e Lino; Paulo Sérgio, Roberto Brum (Dionattan, 72) e Dame; Miguel Pedro (Gelson, 62), Nestor Alvarez e Filipe Teixeira.
Marítimo - Marcos; Zé Gomes (Milton do Ó, 45), Gregory, Alex e Evaldo; Wénio, Olberdam e Neca (André Barreto,74); Lipatin (Moukouri, 63), Mbesuma e Filipe Oliveira.
Marcadores: Gyano (80), pela Briosa; Mbesuma (33 e 76), pelo Marítimo.
Disciplina: Cartões amarelos a Paulo Sérgio (43); Alex (50), Olberdam (60), Wénio (66) e Marcos (86).
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Os "pretos", um a um
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Pedro Roma (3) - Uma tarde ingrata. Teve muito pouco trabalho e acabou por sofrer dois golos sem qualquer culpa.
Nuno Luís (1) - Atravessa um mau momento. A sua falta de velocidade é gritante. Foi displicente no lance do primeiro golo. Bem substituído ao intervalo.
Danilo (2) - Está claramente ligado ao resultado. Em ambos os golos foi batido por Mbesuma.
Káká (3) - Esteve bem nelhor que o seu companheiro do centro da defesa. Não prima pelo tecnicismo mas, pelo menos, não inventa.
Lino (3) - Um lateral "à brasileira", extremamente ofensivo. Hoje, não foi tão produtivo como em Braga. Nota-se uma melhoria nas tarefas defensivas.
Paulo Sérgio (3) - Uma exibição razoável. Bem a destruir mas com algumas falhas no capítulo do passe. Na 2ª parte, recuou para "lateral" direito e não se saiu mal.
Roberto Brum (3) - Exibição regular. Lutou muito e cumpriu a sua missão, embora sem grande brilhantismo. Acabou rendido por Dionattan.
Dame (4) - O melhor da Briosa. Correu quilómetros, num vai-vem constante ao longo de toda a partida. Apesar de muito marcado, tentou sempre fazer uso do seu forte remate de meia-distância. Foi uma "bomba" sua que possibilitou a recarga vitoriosa de Gyano.
Miguel Pedro (3) - Enquanto jogou, teve bons apontamentos. Criou duas boas oportunidades de golo no 1º tempo. Depois, "apagou-se", acabando por sair esgotado.
Filipe Teixeira (3) - Uma exibição esforçada no apoio ao ataque mas nem sempre clarividente.
Nestor Alvarez (2) - É certo que batalhou imenso e que protagonizou várias ocasiões para marcar. Porém, esteve demasiado perdulário, o que me leva a atibuir-lhe nota negativa. Aquela perdida aos 12 minutos foi o paradigma da ineficácia da equipa.
Gyano (3) - É o típico "ponta-de-lança" oportuno. Esteve menos em jogo que Nestor mas, quando dispôs de uma oportunidade, não falhou.
Gelson (2) - Manuel Machado colocou-o na ponta direita, em troca directa com Miguel Pedro. O mesmo empenho e as mesmas limitações técnicas de sempre.
Dionattan (3) - A sua entrada deu outra consistência ao meio-campo e, consequentemente, outra vivacidade ao jogo atacante da equipa.
A Académica foi hoje derrotada pelo Marítimo em jogo disputado no ECC. Ao intervalo, os madeirenses já venciam por 1-0, graças a um tento do zambiano Mbesuma aos 33 minutos. O mesmo jogador aumentou a vantagem da sua equipa ao minuto 76. Aos 80, Gyano reduziu a diferença, mas o golo foi insuficiente para evitar a derrota da Briosa.
A postagem da crónica e da apreciação aos jogadores será feita mais tarde.
Os convocados para o embate contra os insulares já são conhecidos e Litos não entra nele por lesão. Esta é a denúncia do dia a ser feita. O defesa-central acabou por sair lesionado no treino desta manhã e não pode dar o contributo à equipa neste importante encontro. Mas os que entrarem em campo, certamente levarão de vencida este dificil embate. Força Briosa!!
Os 18 jogadores convocados são:
24 Pedro Roma 15 Eduardo 3 Danilo 4 Káká 5 Alexandre 6 Roberto Brum 8 Paulo Sérgio 9 Gelson 10 Filipe Teixeira 11 Dionattan 16 Lino 18 Vítor Vinha 19 Miguel Pedro 27 Nuno Luís 29 Gyano 32 Milos Pavlovic 77 Dame 99 Nestor
Lesionados: Medeiros, Hélder Barbosa,Sonkaya e Litos.
O momento da Briosa: a Assembleia e a ofensiva da oposição
Faz hoje uma semana que se realizou a Assembleia Geral da AAC/OAF. Tanto os antecedentes como o seu decurso e os acontecimentos subsequentes vêm mostrando um clube acentuadamente dividido, onde, à maneira da Venezuela de Chavez, o confronto entre dirigentes e opositores é constante e o diálogo praticamente inexistente. Vou, agora, tentar reflectir sobre o que se passou e vem passando, procurando mostrar as responsabilidades que, na minha perspectiva, cabem a cada uma das partes.
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1 - A Direcção procurou marcar a Assembleia para um momento que lhe fosse mais favorável, ou seja, em que os resultados desportivos fossem mais positivos e não despertassem a ira dos associados (para sorte sua, a vitória e a exibição frente ao Beira Mar caíram como "sopa no mel"). Mas, com isso, ultrapassou os prazos estatutários. E as explicações do Presidente para esse facto ("doença de Almeida Santos" e "saída de Ricardo Castanheira para a Liga") soaram a desculpas esfarrapadas. Por outro lado, também as Contas e os Relatórios do Conselho Fiscal e do ROC só muito tardiamente foram disponibilizados aos sócios.
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2 - De posse do relatório do ROC, a oposição não tardou em "soprar" para a Comunicação Social uma versão alarmista do referido documento. Nas notícias então veiculadas, dizia-se que "a Académica está à beira da extinção", quando aí apenas se referia que "a existência de um capital próprio negativo pode pôr em causa a continuidade da instituição". É o mesmo que afirmar que alguém está moribundo quando o veridito médico fala em existência de risco de vida se o doente não tratar a doença. Este episódio marcou o início da ofensiva oposicionista e foi arrasador para a imagem da instituição.
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3 - A organização da Assembleia ficou marcada pela não existência, à entrada, de qualquer controlo, permitindo, teoricamente, a entrada a qualquer um, fosse ou não sócio da Briosa e tivesse ou não as quotas em dia. Valha a verdade que o problema não é, como alguns querem fazer crer, de agora. E, muito sinceramente, penso que a esmagora maioria dos presentes (se não a totalidade) eram associados do clube, mas é provável que houvesse quem não tivesse as quotas todas pagas. Embora não me pareça que esse facto tenha influenciado as decisões da Assembleia, foi cometida uma ilegalidade, o que torna possível uma eventual impugnação.
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4 - Alguns elementos da oposição assumiram, no decorrer do conclave, uma postura lamentável. As "bocas" da plateia, os constantes apartes e interrupções, as gargalhadas durante as intervenções do Presidente e de outros membros dos órgãos sociais deram uma má imagem das hostes oposicionistas. Ex-dirigentes com responsabilidades na instituição não podem comportar-se como membros de uma qualquer claque em dia de jogo. Salvaram-se as intervenções de Luís Santarino (desassombrado, directo e frontal, como é seu timbre) e de Lucílio Carvalheiro (embora a sua linguagem mais circular e a insistência em pormenores técnico-jurídicos torne menos eficaz a sua mensagem). Campos Coroa defendeu-se com dignidade das acusações de José Eduardo Simões, mas nada acrescentou que tenha contribuído para limpar a imagem da sua gestão. Também a explicação de que estava em casa a tratar do neto e que só tinha aparecido para defender a sua honra cheirou demasiado a encenação.
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5 - O Presidente defendeu a sua causa praticamente sozinho, uma vez que Gonçalo Capitão, recém-alcandorado à liderança do Conselho Fiscal pareceu sempre um pouco "fora de jogo". Com a frieza habitual, manteve a serenidade face às provocações oposicionistas. Apenas durante o tumulto que provocou a suspensão da reunião se perturbou um pouco, o que explica aquela de dizer que "a Carmo sabe quem é sócio e tem as quotas em dia". Com a ajuda do ROC, tranquilizou os associados acerca do sentido das suas afirmações no Relatório. Porém, sobre as questões levantadas pela oposição, foi suficiente ambíguo para permitir todas as interpretações, algo que procurei ilustrar com a metáfora do copo a encher ou a esvaziar, conforme a perspectiva. "Driblou" bem a questão dos campos do Bolão, "chutando" a responsabilidade para a empresa francesa responsável pela instalação da relva. No fundo, conseguiu o seu principal objectivo:a aprovação do Relatório e Contas e do orçamento. Obteve uma larga maioria mas, em nossa opinião, não pode "embandeirar em arco" nem subestimar a oposição. Julgo que os sócios lhe deram mais o benefício da dúvida que um voto de confiança inequívoco. Na eventualidade de a situação financeira não melhorar significativamente no próximo exercício, a sua reeleição poderá ficar comprometida, especialmente se os resultados desportivos não ajudarem.
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6 - Foi visível na Assembleia que o sector opositor tinha como base os órgãos sociais de Campos Coroa. Será que esta polarização entre apoiantes da actual e da anterior Direcção reflecte a realidade da instituição? Não haverá espaço para uma "terceira via"? No plenário de há uma semana, apenas António Ferrão apontou nesse sentido. Foi, aliás, o único a tocar, de forma clara, na questão da excessiva rotação de jogadores nos últimos três anos. Mas daí a liderar um projecto ainda vai alguma distância. Por alguns comentários que ouvi na plateia, poderá haver espaço para a construção de uma alternativa, tanto à Direcção como à oposição. Resta saber se alguém estará disposto a corporizá-la.
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7 - Após o conclave, a oposição pró-Coroa intensificou a sua ofensiva, tendo como principal cenário a Comunicação Social, no que parece, claramente, uma campanha orquestrada. Sucederam-se as entrevistas do ex-presidente e de alguns apaniguados, as declarações do líder do Núcleo de Veteranos, José Belo (apontado pelo primeiro como possível candidato), as notícias diárias com origem nesse sector (a postura de "A Bola" assume foros de escândalo!...). No fundo, de uma guerrilha activa mas de baixa intensidade, limitada às tertúlias e à blogosfera, os oposicionistas passaram para uma ofensiva em terreno aberto, procurando aproveitar a oportunidade que a revelação do elevado passivo lhes conferiu. É, porém, uma estratégia que, se pode render dividendos a curto prazo, não parece sustentável durante muito tempo. Provavelmente, durará até se extinguirem os ecos da Assembleia Geral e regressará quando as eleições se aproximarem.
Após a recepção ao Marítimo, a Briosa desloca-se ao Estádio José de Alvalade para defrontar o Sporting, em partida correspondente à 14ª jornada da Liga. A partida disputar-se-á no sábado, dia 16, pelas 21horas e 15 minutos, e terá transmissão televisiva assegurada pela SportTV.
O médio centro e o lateral esquerdo estão de volta a Coimbra, depois de terem sido emprestados a clubes brasileiros (Santa Cruz e Botafogo). No entanto, a incerteza em relação ao futuro de ambos os jogadores mantem-se. Apesar de, tanto um como outro, poderem dar jeito à Briosa e terem contrato por mais uns anos (Zada até 2008 e Lira até 2009), Luis Agostinho terá proposto a rescisão dos contratos dos dois brasileiros. Aparentemente, haverá sectores da equipa cujo reforço será mais prioritário, pelo que o regresso destes jogadores poderá não se concretizar. Aguardemos por mais noticias nos próximos tempos...
Depois da derrota em Braga, poucos foram os pontos no Briosómilhões. Assim, esperemos que o jogo com o Marítimo seja sinónimo de vitória. Gato Preto segurou o primeiro lugar e assim espera permanecer até final da época.
Quanto ao M&M da semana, Lino foi o jogado escolhido. Para além do golo, o lateral subiu e desceu sempre que necessário sendo o melhor da Briosa.
A Assembleia Geral da passada quinta-feira continua a motivar interesse entre os academistas. Nesse contexto, para além de recordar alguns dos intervenientes dessa AG, o programa de desporto dos 107.9 irá contar, esta segunda-feira, dia 4, com a presença de Campos Coroa, ex-presidente da AAC/OAF.
João Francisco Campo, habitual comentador, marcará também presença, não só para aprofundar a discussão em torno da AG, como também para fazer o balanço da derrota da Briosa em Braga, em mais um jogo da Liga.
Estes e outros assuntos, entre as 21h e as 23h, em 107.9 ou em www.ruc.pt.
A Académica foi hoje derrotada em Braga por quatro bolas a duas, numa partida em que a eficácia ofensiva dos bracarenses contrastou com a ineficácia defensiva da Briosa. (.) Relativamente ao jogo com o Beira Mar, Manuel Machado efectuou duas alterações: as saídas de Pavlovic e de Gyano, rendidos por Paulo Sérgio e Nestor Alvarez, respectivamente. A equipa dispôs-se num sistema de 4-2-3-1, com Paulo Sérgio e Brum à frente dos defesas, Miguel Pedro à direita, Filipe Teixeira à esquerda (embora, por vezes, os dois trocassem de posição) e Dame mais adiantado, no apoio a Nestor Alvarez, único "ponta-de-lança". (.) A Académica não podia ter começado melhor o jogo. Logo aos três minutos, uma tabela entre Filipe Teixeira e Lino, no flanco esquerdo do ataque, isola o brasileiro. Este, com um remate cruzado, bateu Paulo Santos. (.) A vantagem não durou muito. O Braga reagiu e rapidamente deu a volta ao resultado. O descalabro da nossa defesa começou aos nove minutos: "canto" na direita, apontado por João Pinto, e Cesinha, entre Litos e Dame, saltou mais alto e cabeceou vitoriosamente. (.) Aos dezasseis, um "livre" marcado directamente por João Pinto na meia esquerda leva a bola a embater na barra e a ressaltar para a frente da baliza. Paulo Jorge, mais rápido que Litos e Pedro Roma (ainda a refazer-se da estirada) recargou com êxito. (.) A equipa não se desuniu e procurou alterar o rumo dos acontecimentos. O encontro decorria numa toada viva, com ambas as equipas à procura do golo, embora sem oportunidades muito flagrantes. A partir da meia hora, a Briosa, a trocar muito bem a bola, começou a acercar-se mais das redes "arsenalistas". (.) A merecida igualdade chegou aos quarenta minutos, também após um lance de bola parada. "Canto" da esquerda, apontado por Filipe Teixeira, toque de cabeça de Litos para Dame, que cruzou rasteiro para a pequena área. Aí, fabuloso toque de calcanhar de Nestor Alvarez, com Litos, solto ao segundo poste, a desviar para a baliza. (.) Ao intervalo, os adeptos da Briosa tinham razões para estar,simultaneamente, satisfeitos e preocupados: por um lado, a equipa jogava de forma agradável e tinha mais posse de bola que o adversário; por outro, dava mostras de pouca consistência defensiva. (.) O início do 2º tempo trouxe um "balde de água fria" para as nossas hostes. Cinco minutos após o recomeço, depois de uma perda de bola a meio-campo, Carlos Fernandes subiu rapidamente pelo corredor esquerdo (onde estava Nuno Luís?). O "lateral" bracarense cruzou para a área, onde João Pinto, antecipando-se a Káká, enganou Pedro Roma com um toque subtil. A equipa sentiu o golo e não mais foi a mesma. (.) Aos 58 minutos, Manuel Machado fez a primeira alteração: saiu Nestor Alvarez e entrou Gyano. Porém, antes que os seus efeitos se fizessem sentir, o Braga elevou a contagem: mais um "canto" na direita, mais uma vez João Pinto a bater e Frechaut, entre os "centrais", a cabecear de cima para baixo, com Pedro Roma a lançar-se algo tardiamente e a não conseguir evitar o golo. (.) A partir daqui, a partida ficou praticamente sentenciada. No intuito de dar maior cunho ofensivo ao conjunto, o técnico academista lançou Dionatan para o lugar de Roberto Brum. Quase de seguida, trocou Miguel Pedro por Sarmento. A Académica não se rendeu, continuou a tentar encurtar a diferença e Gyano falhou duas boas ocasiões para o conseguir. Mas também é justo dizer que, face ao adiantamento da nossa equipa, os "arsenalistas" poderiam, igualmente, ter aumentado a vantagem, algo que, a ter acontecido, constituiria uma penalização demasiado pesada para as nossas cores. (.) Em conclusão, uma exibição muito desigual da Briosa: boa do meio-campo para a frente (onde chegou a ter períodos de algum brilhantismo) e um desastre nas acções defensivas. Uma equipa que sofre três golos de bola parada não pode aspirar a altos voos. E o Braga até não teve, do ponto de vista quantitativo, uma elevada produção atacante. Aliás, a posse de bola ficou em 50% para ambas as equipas. Porém, os bracarenses foram terrivelmente eficazes. E, no futebol moderno, essa é a chave das grandes vitórias. (.) Num terreno pesado e propenso a choques, Artur Soares Dias fez uma boa arbitragem. Apesar de tudo, o cartão amarelo a Káká pareceu fruto de um preciosismo. Mas também poupou Dame, já nas compensações, após uma entrada violenta (e escusada) sobre Frechaut. (.) Sob a arbitragem de Artur Soares Dias, do Porto, as equipas alinharam: Braga - Paulo Santos; Luís Filipe, Paulo Jorge (Irineu, 82), Nem e Carlos Fernandes; Frechaut, Vandinho e João Pinto; Bruno Gama (Castanheira, 53), Zé Carlos e Cesinha (Wender, 46). Académica - Pedro Roma; Nuno Luís, Litos, Káká e Lino; Paulo Sérgio e Roberto Brum (Dionatan, 65); Miguel Pedro (Sarmento, 71), Dame e Filipe Teixeira; Nestor Alvarez (Gyano, 58). Marcadores: Cesinha (9), Paulo Jorge (16), João Pinto (50) e Frechaut (60), pelo Braga; Lino (3) e Litos (40), pela Briosa. Disciplina: Cartões amarelos a Káká (11) e Litos (62); Paulo Jorge (45) e Castanheira (78).
Os "pretos", um a um Pedro Roma (2) – Sofrer quatro golos nunca é bom para um guarda-redes. No primeiro, não houve nada que pudesse fazer; no segundo, ainda fez uma boa defesa. Na segunda parte, viu a bola entrar por mais duas vezes, ficando mal visto, especialmente no último tento. (.) Nuno Luís (2) – Sem pernas para acompanhar o ataque rápido do Braga, teve mais uma noite infeliz. É um defesa lateral que não ultrapassa o meio-campo e tenta não complicar. Decerto, melhores dias virão. (.) Káká (2) – É difícil dizer mal de um jogador que se gosta. Viu um cartão amarelo aos 11 minutos, o que comprometeu grande parte do seu jogo defensivo. Sempre atento a fechar o lado esquerdo, esteve constantemente obrigado a não fazer falta sob risco de ser expulso. Hoje, não teve o melhor rendimento naquilo que já mostrou ser a sua especialidade – a eficácia. (.) Litos (2) – Marcar ou não marcar, eis a questão. Falhou na marcação a Cesinha no canto do primeiro golo e, embora fosse difícil, foi lento a reagir no 2-1. No entanto, esteve no golo do empate em grande – primeiro no cabeceamento e depois a aparecer ao segundo poste para encostar. (.) Lino (4) – Dos melhores da Briosa. Entrou com o pé direito e foi com ele que marcou o primeiro golo logo aos três minutos. Não se pode dizer que joga a defesa esquerdo mas hoje veio atrás quando foi preciso. (.) Roberto Brum (3) - A Académica conseguiu segurar o meio campo e, por várias vezes, sair rápido para o ataque. O nº 6 voltou a fazer a exibição regular que nos habituou ao longo de 12 jornadas. Na segunda parte, caiu após o terceiro golo e acabou por ser substituído por Manuel Machado. (.) Paulo Sérgio (4) – Foi a surpresa que se justificava para este jogo em Braga. À Académica, exigia-se um meio campo batalhador e com poder de choque. Paulo Sérgio possui essas características e teve hoje a oportunidade de mostrar o seu futebol durante 90 minutos. Esteve sempre bem e a luta por um lugar no onze promete. (.) Filipe Teixeira (4) – Uma grande primeira parte do nº 10, que foi à esquerda, direita e ao meio. Está a aparecer a magia que espalhou na época passada e a bola agradece. Na segunda parte, esteve pior, tendo dificuldades em levar o jogo para os avançados. (.) Miguel Pedro (3) - Apareceu, por vezes, a extremo esquerdo, numa tentativa de aproveitar o pé direito ao flectir para o centro do terreno. Uma boa primeira parte, em que o nº 19, a todo o gás, tentou sempre incomodar a defesa bracarense. Na segunda parte, raramente se viu e acabou por ser substituído. (.) Dame (3) – Depois de um grande jogo, encontrou-se sempre bem marcado pela defesa do Braga. Com pouco espaço esteve no cruzamento do golo de Litos e ainda mandou as “bombas” que já o caracterizam. Para o jogo com o Marítimo, Dame mais! (.) Nestor Alvarez (2) – Há falta de uma referência no ataque da Briosa. Ora joga Dame ou Gyano e, agora, foi a vez de Alvarez. Esteve sempre muito desapoiado e raramente teve a bola nos pés. Tem uma oportunidade para fazer o 2-1, mas Paulo Santos defendeu. No segundo golo, esteve excelente no toque que acabou por ser emendado com êxito por Litos. (.) Dionattan (3) – Era preciso alguém que fosse objectivo e levasse o jogo para a frente. Era preciso um “box-to-box”. Era preciso um Dionattan em grande nível. Já vimos muito melhor do jogador mas, dado o facto de regressar após lesão, esteve bem e conseguiu fazer o que se lhe pedia. (.) Gyano (2) – Pouco ou nada acrescentou ao jogo. Entrou para o lugar de Nestor e, tal como o colombiano, esteve sempre desapoiado. (.) Sarmento (2) – Pouco tempo em campo não deu para mudar o rumo do jogo. De qualquer modo, avivou o lado direito do ataque da Briosa.
*Crónica do jogo de Jorge Martins e análise aos jogadores por Francisco Martinho
Este deveria ser o meu primeiro "post" no Simplesmente Briosa. Contudo, a necessidade de fazer a cobertura da Assembleia Geral levou a que tivesse entrado ao serviço sem me apresentar aos visitantes do blogue.(.)
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Tendo abandonado as lides jornalísticas há quase duas décadas, aceitei de bom grado o convite que me foi feito para emprestar a minha colaboração ao SB.(.)
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Para além do gosto pela escrita e da paixão pela Briosa (que nunca feneceu, mesmo quando fui dirigente de outros clubes da cidade), o que me levou a embarcar nesta aventura foi o apreço que sinto por um projecto que representa um pequeno milagre. Com efeito, tendo como editores um conjunto de jovens estudantes (alguns ainda do Ensino Secundário) residentes em diferentes cidades da região Centro (Aveiro, Leiria, Seia e Caldas da Raínha, entre outras), com todas as limitações daí decorrentes, o SB cedo se tornou num dos espaços mais visitados e respeitados da blogosfera académica.(.)
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Penso que o segredo do êxito está na independência de que dá mostras em relação às grandes questões da vida da instituição (ninguém de boa fá pode catalogá-lo como sendo apoiante da Direcção ou da oposição), fruto da total liberdade de que gozam, quer os seus editores quer os seus visitantes, que nunca viram os comentários censurados. Para mim, que tenho como valores fundamentais a liberdade, a democracia, a tolerância, a justiça e a solidariedade e me considero um espírito independente e aberto, é natural a identificação com o projecto que agora abraço.(.)
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É claro que, aos 48 anos, já não possuo nem a energia nem a disponibilidade de há duas décadas. Apesar de viver em Coimbra, trabalho fora da cidade, o que, a somar aos constrangimentos da minha vida pessoal, constitui um handicape. Assim, fazer uso da minha experiência de vida (em especial, ao nível jornalístico) será a mais-valia que a minha modesta colaboração poderá constituir para o SB. Nesse aspecto, procurarei incentivar a reflexão sobre as principais questões que afectam a instituição, na perspectiva de que, se o presente não é brilhante, a solução não passa pelo regresso ao passado mas por respostas que garantam a sustentabilidade do clube no futuro. Não serei, pois, o "ponta-de-lança" de há 20 anos, que ia a todas, mas antes um "médio-centro" veterano, já sem velocidade mas ainda com capacidade para pensar o jogo da equipa.(.)
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Espero, assim, corresponder às expectativas dos que me convidaram e de todos os que nos lêem.
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E, agora que estamos a uma hora do início do jogo em Braga, FORÇA BRIOSA.
Já lá vai quase um ano desde a polémica em torno do “caso Marcel”. Depois de por várias vezes ter demonstrado vontade de sair da Académica na entrada em 2006 o jogador brasileiro recusou-se a treinar em Coimbra. Na altura, Marcel era o melhor marcador da Briosa (9 golos) sendo o responsável por 60% dos golos da equipa. Muitos clubes estavam interessados nos serviços do brasileiro mas a verdade é que a falta de profissionalismo levou-o a ver vedados vários caminhos. “Jogadores que se recusam a treinar não têm lugar nesta equipa” declarou Pinto da Costa quando questionado sobre a eventual transferência para o Porto.
O caso não foi esquecido e o jogador é hoje visto em Coimbra como um traidor que não soube respeitar a camisola que o lançou na Europa. Na chegada a Lisboa Marcel afirmou “Agora vou jogar pensando em títulos. Eu tinha mercado, mas o Benfica é um bom clube onde posso ter visibilidade e até as pessoas da selecção do Brasil podem observar-me.”
Um ano depois, mostrou já que não tem valor no Benfica e o empréstimo em Braga poderá cessar. O jogador esteve suspenso pela direcção após declarações idênticas às que teve em Coimbra e o Brasil é o futuro mais certo para uma pessoa que demonstrou não ter o atributo mais importante para ser jogador de futebol – carácter.
Foi em 509 a.C., que se instituiu uma Republica em Roma. A partir daí, tornou-se na grande nação conquistadora. Primeiro por necessidades (de defesa) e depois por sede de glória e riqueza. Foi uma expansão lenta, mas sistemática. Foi, portanto, uma cidade que se fez império!
A caminho do fim da primeira volta da Liga Bwin, joga-se amanhã em Braga mais uma dura batalha na luta pelo aguardado campeonato tranquilo. Ainda à procura da estabilidade, e depois do treinador Manuel Machado ter afirmado as suas prioridades ("20 pontos até à 15ª jornada"), a Académica procurará trazer para Coimbra os 3 pontos tão desejados. Os guerreiros estão escolhidos e contam com o regressado Dionattan que assinou hoje a sua segunda convocatória da época 2006/2007, enquanto Gelson voltou a ficar de fora.
A Assembleia Geral ontem realizada para aprovação do Relatório e Contas de 2005/2006 e do Orçamento para 2006/2007 ficou marcada por um duro confronto verbal entre a Direcção e alguns dos rostos mais importantes da oposição.
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Confrontados com a difícil situação financeira da Briosa, as visões de ambos os campos são diametralmente opostas: para a primeira, o copo está a começar a encher; para a segunda, está a esvaziar-se cada vez mais.
Na sua primeira intervenção, o presidente José Eduardo Simões refutou as notícias saídas na comunicação social na véspera da AG, em especial as alegadas dívidas ao Fisco e à Segurança Social, que apelidou de falsidades.
Historiou, depois, a evolução financeira da instituição, afirmando que, "de 1995 a 2002, o passivo real aumentou de um para 12 milhões de Euros" (os 6,4 mihões contabilizados após a demissão de Campos Coroa acrescidos de 4,3 milhões de dívidas a terceiros e ainda as resultantes da falta de pagamento de IRC em 1995 e 1996).
Antecipando-se à apresentação técnica do documento (feita posteriormente pelo dirigente Luís Guilherme), considerou que, actualmente, "se o passivo técnico é, efectivamente, de 12 milhões de Euros, o real é de cerca de 8 milhões". Isto porque os proveitos do negócio de Marcel, das vendas de Joeano e Ezequias e do empréstimo de N'Doye apenas serão contabilizados no exercício de 2006/2007. O mesmo sucedeu com o pagamento das transmissões televisivas por parte da SportTV, efectuado em Julho, e que servirá para pagar dívidas fiscais.
Segundo o presidente, "se retirarmos as amortizações, fica-se pelos 4/4,5 milhões de Euros, consoante o resultado do recurso ao STAF sobre o pagamento do IRC de 95 e 96". Concluiu, então, que "a Académica é perfeitamente viável mas ainda não atingiu porto seguro".
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Apresentadas as contas por Luís Guilherme, seguiram-se as intervenções dos associados.
Lucílio Carvalheiro, antigo presidente do Conselho Fiscal, foi bastante crítico, apelidando o relatório apresentado de "mistificação". Falou da "incapacidade da Direcção em trasferir o passivo de curto prazo para o médio e longo prazo" e levantou dúvidas relativamente a várias rubricas dos documentos apresentados, em especial no que se refere à contabilização do passe de Marcel e à quase inexistência de donativos à instituição, ao contrário do que o presidente teria afirmado para justificar os dinheiros encontrados na sua viatura.
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Mas a intervenção mais contundente do sector oposicionista coube a Luís Santarino. Depois de acusar JES de falta de solidariedade, por ter atacado a gestão de Campos Coroa, denunciou "o desaparecimento de 3,5 milhões de Euros", que, segundo o orador, correspondem "ao empréstimo do Presidente à AAC". Questionou, igualmente, os termos do negócio de Marcel, com base em movimentos bancários, para concluir que "dos 3,5 milhões de Euros que ia render passou para apenas 2 milhões". Por fim, apontou o dedo à "falta de transparência do acordo entre a AAC e a TBZ", acusando a Direcção de sonegar os relatórios mensais da TBZ ao Revisor Oficial de Contas (ROC). E rematou perguntando "quais os jogadores que são efectivamente da Académica?" Na sua opinião, "nenhum".
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Seguiu-se o ROC, José Luís Leal, que rebateu algumas considerações de Luís Santarino. Assim, os relatórios em falta não são os da TBZ, mas sim os que deviam ser elaborados pela comissão de acompanhamento do contrato. Por outro lado, considera que a afirmação que finaliza o seu relatório de que "os prejuízos acumulados podem colocar em causa a continuidade da instituição" não é nova relativamente à situação financeira do clube.
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Outro momento marcante foi a intervenção do ex-presidente Campos Coroa, que rebateu as acusações de José Eduardo Simões. Afirmou que as suas contas da foram apresentadas pela Comissão Administrativa que lhe sucedeu "após o golpe dado que me afastou da Direcção". Justificou os cheques que passou sem cobertura com "garantias da instituição bancária, negadas dois dias depois". Negou ter deixado 12 milhões de Euros de passivo e afirmou ter pago as dívidas do jornal. Por fim, declarou ter sido "o presidente que uniu a AAC e a Academia".
Estas afirmações motivaram a resposta do actual líder directivo, que, para além de reafirmar o essencial da sua intervenção anterior, revelou ter tido de "assumir os cheques que estavam sem cobertura". Declarou, ainda, que "os passes dos jogadores são todos da Académica."
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Seguiu-se António Ferrão, que, se por um lado elogiou o actual elenco directivo ("a AAC está mais profissional, mais organizada, mais blindada à devassa"), teceu igualmente críticas à sua gestão desportiva e financeira, em especial à passagem de 60 jogadores por Coimbra nos últimos três anos.
Depois de várias réplicas de alguns dos intervenientes citados, bem como do presidente do Conselho Fiscal, Gonçalo Capitão, os documentos foram postos à votação.
Nesse momento, Mário José Castro (que já havia levantado a questão no início da AG) questionou o facto de não se saber se todos os presentes eram sócios com as quotas em dia. Os ânimos exaltaram-se, tendo-se gerado um tumulto que levou à suspensão da Assembleia até à resolução do impasse. Finalmente, Luís Santarino apresentou uma proposta para que a votação se realizasse assim mesmo, de braço no ar, que foi aprovada por maioria.
Na votação das Contas, registaram-se 21 votos contrae uma larga maioria (não contabilizada) de votos favoráveis. No Relatório , a maioria ainda foi maior, tendo ocorrido apenas 12 abstenções .
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Passou-se, então, à votação do orçamento para 2006/2007, no qual a Direcção prevê quase 7 milhões de Euros de receita e uma despesa semelhante à do ano corrente, o que se traduzirá num superávite de 1,75 milhões de Euros. Aqui, quase não houve discussão e a proposta foi aprovada por grande maioria, só com 13 abstenções.
De seguida, o Presidente (questionado por António Ferrão) referiu que não pode garantir uma data certa para a inauguração dos novos campos do Bolão. Mas declarou ter a promessa da empresa francesa de que os camiões com a relva deverão chegar na 2ª semana de Dezembro. Nesse caso, os relvados poderão ficar prontos no final de Janeiro, se a meteorologia ajudar. Caso chova muito, a sua colocação terá de ficar para mais tarde.
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Antes de terminar, Luís Santarino voltou à carga, perguntando a José Eduardo Simões o que faria se o Tribunal "chumbasse" o acordo com a TBZ. A resposta foi dada pelo jurista Guedes Costa, que apenas disse já ter a AAC contestado a acção do Ministério Público e confiar na decisão da justiça. "O resto é futurologia", rematou.
APROVADO Relatório e Contas e Orçamento passam na Assembleia Geral
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Acabou há pouco a Assembleia Geral de Associados da Associação Académica de Coimbra – Organismo Autónomo de Futebol. No Auditório do Estádio cidade de Coimbra cerca de 200 pessoas marcaram presença no âmbito da apreciação e votação do Relatório e Contas, Conselho Fiscal e Orçamento relativamente à época 2006/2007.
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Apelando ao bom senso e com a maioria dos presentes aceite foi decidido que não seria necessária a verificação do cartão de sócio da Associação Académica de Coimbra para as votações que se decorreram. . Fez-se ouvir pela voz do Presidente José Eduardo Simões que o Relatório de Contas não revela a situação dramática que se falou nos últimos dias e que este ainda não conta com os encaixes financeiros das vendas de activos, nomeadamente dos atletas Marcel, Joeano, Ezequias e o empréstimo de N'Doye.
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Aprovado
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- Apenas com 21 votos contra, foi aprovado o Relatório e Contas
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- Conselho Fiscal aprovado com 12 abstenções. .
- Orçamento aprovado com 13 abstenções.
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Bolão
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Sobre os tão falados campos sintéticos do Bolão, o presidente da Académica afirmou já estar acertado o acordo com uma empresa francesa estando prevista a chegada dos relvados na segunda quinzena de Dezembro. Embora pendente das condições atmosférias, Janeiro de 2007 é a próxima data lançada pela direcção para a conclusão dos campos.