Confirmaram-se hoje as notícias ontém avançadas que davam conta do regresso quase certo de Joeano a Coimbra, bem como da vinda do avançado Cláudio (também conhecido por "Pitbull"). Ambos os jogadores vêm por empréstimo dos clubes a que se encontram ligados contratualmente (o Beitar de Jerusalém, no primeiro caso; o F.C.Porto, no segundo) até ao final da época. Falta ainda saber se, nessa altura, a Académica fica com direito de opção sobre o passe dos atletas.
A confirmação oficial foi feita pelo vice-presidente António Preto, que comunicou, ainda, a realização de uma conferência de imprensa, aberta a todos os sócios e simpatizantes, para amanhã às 12 horas, no auditório do ECC.
Aí se prevê que sejam apresentadas as novas aquisições. Para além das duas mais mediáticas, é provável que entre elas também se encontre Pedro Ribeiro, da nossa equipa de juniores, formado nas escolas de Alvalade, que, como o SB referiu ontém, treinou com o plantel sénior e agradou bastante ao técnico Manuel Machado.
Em contrapartida, aquele dirigente revelou que está descartada a possibilidade de contratar um "lateral" direito e que nem o jovem Pedro Silva, actualmente no Tourizense, será inscrito. Por seu turno, Zada deverá ser emprestado.
Porém, nem tudo são boas notícias para os adeptos da Briosa no dia de hoje. Miguel Pedro, que saíra "tocado" no encontro com o V. Setúbal, deverá parar durante um período que se situará, aproximadamente, entre um mês e meio e dois meses. Segundo fonte do Departamento Médico, o jogador sofreu uma entorse no joelho esquerdo, que lhe afectou o ligamento lateral externo. Nesta hora de infortúnio, a equipa do SB deseja ao jogador uma rápida recuperação.
Os adeptos da Briosa poderão estar à beira de receber a mais desejada das "prendas": o regresso do goleador Joeano.
Segundo o site "Maisfutebol", a Direcção está a envidar todos os esforços para conseguir, até ao fecho das inscrições (ou seja, o final da tarde de hoje) que o brasileiro volte a representar a Académica.
O principal trunfo da Briosa será a vontade do jogador (que tem sido pouco utilizado no Beitar de Jerusalém) em regressar a Coimbra.
De acordo com a mesma fonte, o atleta seria cedido por empréstimo até ao final da época, ficando a Académica com opção de compra do seu passe no final da temporada.
É certo que Joeano não é Sebastião mas, a confirmar-se a notícia, talvez volte a pôr a Mancha a cantar. É que bem precisamos!
Claudio Pitbull, polivalente avançado ligado aos quadros desportivos do FCP poderá estar mesmo a caminho da Briosa, apesar do seu futuro desportivo não estar ainda totalmente decidido. Apesar da vontade do jogador de rumar a Coimbra, a direcção do clube azul pretende que a Briosa pague uma percentagem significativa do salário do jogador, algo que foge às pretensões académicas. O desencontro de verbas poderá ainda no dia de hoje ser ultrapassado, sendo que se tal acontecer o jogador poderá amanhã estar finalmente em Coimbra para se integrar no seu novo plantel. As boas relações entre clubes não devem, pois, impedir a realização total do negócio.
Junior Pedro Ribeiro deu cartas em treino
O junior da Académica que esta semana, como atempadamente noticiado pelo Simplesmente Briosa, treinou com o plantel sénior tem agradado sobremaneira ao treinador Manuel Machado. Depois de no primeiro treino ter marcado quatro golos em treino de conjunto, o aguerrido jogador espera agora uma primeira chamada ao convivio com os maiores para poder, finalmente, demonstrar os seus dotes goleadores em competição a doer.Recorde-se que ainda no final da época passada o avançado foi contactado pelos dirigentes leoninos para regressar a Alvalade, algo que este atempadamente recusou.
Após a derrota de ontém frente ao V. Setúbal, um adversário directo que ainda se encontra atrás de nós na classificação, podemos dizer que a situação se apresenta agora mais desfavorável para o futuro da Briosa na Liga principal do futebol português.
Valeu-nos o empate entre os dois últimos classificados (Aves e Beira Mar) para evitar que os estragos ainda fossem maiores.
Assim, com o desaire de ontém, os "pretos" continuam no 13º lugar, agora apenas com quatro pontos à melhor sobre a "linha de água". . Eis os resultados da jornada: Académica - V. Setúbal....... 0-1 D.Aves - B.Mar....................... 0-0
Boavista - Sporting................ 1-1 Nacional - .Marítimo............... 3-2 Paços Ferrª - Braga............... 3-2 Est. Amadora - Naval............. 0-0 . A classificação actual está assim ordenada:
AAC, 0 - V. Setúbal, 1: "Laranja do Sado provoca azia a estudantes"
A Académica deu hoje um enorme passo atrás na procura da tranquilidade classificativa, ao perder em "casa" frente ao Vitória de Setúbal, seu adversário directo na luta pela permanência.
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Apesar de não poder contar com Dame e Káká (ambos castigados), Manuel Machado utilizou o sistema táctico que tão bons resultados havia dado na partida que ambas as equipas disputaram três semanas antes, a contar para a Taça de Portugal: três "centrais" (Litos, Danilo e Medeiros), um losango no meio-campo (com Paulo Sérgio mais recuado; no meio, Brum à direita e Alexandre à esquerda; mais adiantado, Filipe Teixeira); no ataque, dois alas (Miguel Pedro e Lino) e, lá na frente, Gyano.
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A 1ª parte foi bastante disputada a meio-campo, em toada quase sempre morna. A Briosa dominou mais na meia hora inicial mas quase nunca criou perigo. O único lance de golo ocorreu ao minuto 13, e apenas devido a um erro do guardião setubalense que, após segurar um cabeceamento de Gyano, recuou para dentro da baliza, ficando dúvidas se a bola não terá igualmente ultrapassado o risco fatal.
No último quarto de hora, os homens do Sado soltaram-se mais e começaram a jogar mais no meio-campo academista. A cinco minutos do intervalo, André Barreto disparou uma "bomba" de fora da área, que proporcionou a Pedro Roma a defesa da tarde.
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No 2º tempo, o Vitória surgiu mais perigoso e, logo após o recomeço, Varela, na marcação de um "livre", rematou em arco, levando o esférico a embater no poste esquerdo da baliza conimbricense, com o guarda-redes dos "pretos" batido.
Até que, aos 52 minutos, os sadinos marcaram mesmo. Jogada de Varela pela esquerda, centro a meia altura, toda a defesa da Briosa "a filmar" e Binho, sem marcação, a aparecer do lado contrário a cabecear em "salto de peixe" para as redes academistas.
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Manuel Machado foi rápido a reagir. Quase de uma assentada, retirou Roberto Brum e Medeiros e colocou em campo Nestor Alvarez e Sarmento. A equipa passou a jogar em 3-3-4, com Lino a recuar para defesa esquerdo, Sarmento a ir para o lugar antes ocupado pelo brasileiro, na ala canhota, e Nestor para junto de Gyano, como segundo ponta-de-lança.
Logo a seguir, André Barreto, na zona frontal, voltou a rematar forte, levando a bola a embater com estrondo na trave da baliza de Pedro Roma.
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A partir daí, a Académica voltou a instalar-se no meio-campo adeversário, mas o certo é que a desinspiração continuou a ser a nota dominante e a equipa nunca se conseguiu libertar da "teia" vitoriana. Assim, a única grande oportunidade da Briosa ocorreu à entrada do último quarto de hora, quando Nestor Alvarez, isolado frente a Milojevic, atirou para as nuvens.
Até ao final, foram os setubalenses que, aproveitando o adiantamento dos "pretos", criaram duas boas oportunidades para aumentar a vantagem, ambas desperdiçadas por M'Bamba.
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Em conclusão, uma derrota merecida da nossa equipa, que realizou uma exibição muito pálida e mostrou uma ineficácia ofensiva gritante.
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Arbitragem irregular de Vasco Santos. Para além de ter sido algo complacente com algum jogo faltoso dos sadinos (Filipe Teixeira foi massacrado desde o início), ficaram as dúvidas do lance acima referido (a bola terá estado dentro da baliza?) e de outro, já nos instantes finais, em que se reclama uma eventual mão de um defesa do Vitória na sua grande-área.
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Sob a arbitragem de Vasco Santos, do Porto, as equipas alinharam:
Académica - Pedro Roma; Litos, Danilo e Medeiros (Sarmento, 57); Paulo Sérgio; Roberto Brum (Nestor Alvarez, 55) e Alexandre; Miguel Pedro (Gelson, 65), Filipe Teixeira e Lino; Gyano.
V. Setúbal - Milojevic; Janício, Hugo, Auri e Veríssimo; Binho; Sandro, André Barreto e Bruno Ribeiro (N'Diaye, 88); Varela (M'Bamba, 81) e Amuneke (Rui Dolores, 71).
Marcador: Binho (52).
Disciplina: Cartões amarelos a Miguel Pedro (39) e Paulo Sérgio (88); Janício (28), Veríssimo (60) e N'Diaye (89).
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Os jogadores da Académica um-a-um
Pedro Roma (4) - Não podia ter feito mais no lance do golo e ainda teve um punhado de intervenções de bom calibre. Não se poderia pedir mais ao capitão da Briosa.
Litos (3+) - Mesmo não sendo habitual esta avaliação, este '3' tinha de ter um destaque especial pelo que Litos fez hoje. Mostrou-se como o patrão da defesa que há muito se vinha a reclamar. Mesmo não sendo a velocidade o seu ponto forte não se encolheu quando encostado ao lado direito da defesa quase como lateral. Só não se lhe podia pedir para subir no terreno e centrar...
Danilo (3) - Poucos serão os que podem dizer que algum dia viram o Danilo quer a jogar bem ou a jogar mal. Danilo joga sempre assim, cumpre.
Medeiros (3) - Saiu numa altura em que a equipa precisava de mais poder ofensivo. Até lá esteve bem, com destaque para alguns cortes cruciais que podiam ter valido calafrios. Para além disso, o mais rápido dos três defensores.
Roberto Brum (2) - Encostado à direita o Brum que todos conhecemos de há umas épocas é pouco que mais que uma sombra desse mesmo jogador. Muito, muito apagado, foi a primeira opção para sair.
Paulo Sérgio (3) - Acabou o jogo visivelmente esgotado. Correu muito, mas faltou-lhe alguma dose de esclarecimento no momento do passe e sair a jogar onde comprometeu algumas vezes.
Alexandre (2) - Foi o que mais se aproximou de Medeiros para o auxiliar em tarefas defensivas, uma vez que Lino estava a jogar mais como extremo do que como lateral. Também algo apagado.
Filipe Teixeira (4) - Não sabe jogar mal. Leva a equipa para a frente em cada momento do jogo. O único capaz de desequilibrar. É maravilhoso vê-lo passear-se com a bola à nossa frente.
Miguel Pedro (2) - É certo que é um jogador esforçado, mas nem assim hoje esteve nos seus melhores dias, à imagem do que vem acontecendo de há algumas jornadas para cá.
Lino (3) - Algumas boas arrancadas na primeira parte. Perdeu-se com a equipa no resto do tempo.
Gyano (2) - Mesmo ganhando uma ou outra bola nas alturas não é nem de perto nem de longe o avançado que a equipa necessita.
Nestor Alvarez (1) - É nervoso, mas para os adeptos que o vêem jogar. Uma perdida incrível, podia ter dado um ponto para a Briosa, falhou escandalosamente.
Sarmento (2) - Entrou cheio de vontade, alguns detalhes interessantes, bons centros. De alguma maneira, ajudou a uma ligeira melhoria de produçao dos extremos.
Gelson (2) - O costume. Muita entrega, muita luta, mas pouco de jogador de futebol. Vale pela entrega que mostra a cada lance mas...
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*Crónica do jogo de Jorge Martins e análise aos jogadores de Gonçalo Cabral
A Briosa foi hoje derrotada pelo Vitória de Setúbal por 1-0, em partida disputada no ECC. O golo que ditou a derrota da nossa equipa foi apontado por Binho, aos 52 minutos.
Novidades na convocatória: Gelson e Sonkaya regressam e Lira estreia-se
Face aos castigos de Dame e Káká, o treinador Manuel Machado fez regressar Gelson e Sonkaya ao lote dos convocados para o encontro de amanhã, frente ao Vitória de Setúbal. Também Lira, que esteve emprestado ao Botafogo, surge, pela primeira vez na convocatória.
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São os seguintes os 18 eleitos pelo técnico da Briosa:
Guarda-redes - Pedro Roma e Douglas
Defesas - Sonkaya, Litos, Danilo, Medeiros, Lira e Lino
Médios - Paulo Sérgio, Alexandre, Roberto Brum, Miguel Pedro, Nuno Piloto, Sarmento e Filipe Teixeira
Pedro Ribeiro, profícuo avançado dos Juniores da Académica treina desde hoje com os seniores com vista à possível integração do internacional sub-19 no plantel do Professor Manuel Machado. . As belíssimas exibições do ainda júnior, os golos marcados e a nota positiva dada de cada vez que o jogador foi observado, motivaram a sua integração junto do principal plantel da Académica. Pedro, proveniente dos escalões de formação do Sporting, está na recta final da sua formação futebolística, completando o segundo – e último – ano enquanto júnior.
A Académica venceu hoje o Dínamo de Bucareste por 1-0 em encontro particular disputado no ECC.
O golo que permitiu o triunfo da Briosa sobre o líder do Campeonato romeno foi apontado por Filipe Teixeira, aos 75 minutos, num remate de fora da área. Actuaram todos os jogadores do plantel, à excepção de Pedro Roma (Douglas jogou na 1ª parte e Eduardo na 2ª) , Gelson e dos lesionados Nuno Luís e Hélder Barbosa.
Apesar de a entrada ser livre, pouca gente assistiu à partida (cerca de 500 pessoas).
Em época de transferências a Académica tenta fugir à tendência dos últimos anos e a política de contenção de despesas parece ser o caminho a seguir na presente temporada. Depois de Lira ter regressado após o empréstimo do último ano, é a vez de outra cara conhecida regressar a Coimbra. Internacional sub-21 pela Sérvia, Milos Pavlovic foi frequentemente utilizado por Manuel Machado sem que no entanto tenha conseguido mostrar valor para ganhar o estatuto de titular. Depois das difíceis negociações na chegada a Dezembro, o jogador regressou ao seu país dado como não jogador da Académica. Porém, está de volta e até 2009 e todos esperamos que consiga mostrar mais e ajudar este grupo a subir na tabela.
Sílvio é aposta e Dionattan carta fora do baralho
Embora seja conhecido por não apostar nos jogadores jovens, Manuel Machado chamou à equipa sénior da Académica o ponta-de-lança emprestado ao Tourizense, Sílvio. Um jogador que também pode jogar a nº10 ou extremo direito e que é dotado de um forte remate.
Já o brasileiro Dionattan rescindiu com a Briosa e regressa agora ao país que o fez saltar para a Europa. Depois de ter mostrado qualidades acima da média tornou-se uma referência na Académica mas, infelizmente as longas lesões que atravessou vedaram-lhe o caminho aos relvados. Esta época foi utilizado por Manuel Machado sempre que esteve apto mas a falta de ritmo levaram-no a exibições menos conseguidas. É com algum desgosto que vemos sair um jogador que a Académica sempre apoiou e sai sem dar qualquer contrapartida financeira.
Tem sido uma cavalgada onde só encontrámos históricos. Depois de Vitória de Setúbal e Leixões, eis que, para nova batalha, novo histórico se atravessa no caminho rumo ao Jamor. Desta feita é o Atlético na Tapadinha que tentará tirar-nos "o pão da boca". Avisados que estamos, não poderemos desperdiçar uma oportunidade de ouro para "assentar arraiais" nos Quartos de Final da Taça.
Depois da passagem aos oitavos de final da Taça de Portugal, ao vencer o Leixões por 2-1, a Briosa pensa já na 2ª volta da Liga Bwin.
Sarmento, jovem atleta dos Estudantes, que não tem conseguido assegurar um lugar no onze de Manuel Machado, é o convidado do programa de hoje de PROGNÓSTICOS, que contará com os habituais comentários de João Francisco Campos e com as crónicas “4-4-2” e “Pancada na Bancada”.
Fernando Gonçalves delega esta quarta-feira o comando da Direcção Geral da AAC para Paulo Fernandes, o novo presidente. Dois anos depois de assumir o cargo, Fernando Gonçalves lamenta não ter concluído o Campo de Santa Cruz, o estatuto do atleta-estudante e a renovação de um patrocinador global, no entanto, garante que o desporto da AAC “está assegurado”. Para ouvir hoje, na 2ª hora do programa.
A não perder, em 107.9 fm ou em www.ruc.pt, hoje a partir das 21h
O texto que se segue não é para ferir ninguém, serve apenas para expressar o que sinto, é apenas um texto apaixonado por um apaixonado da nossa BRIOSA.
Ao longo dos ultimos anos, logo após a época negra da presença na Liga de Honra e aos quatro anos em que a Briosa tirava o bilhete na Liga de Honra, mas o bilhete de ida e volta. Houve alturas em que a nossa Briosa me fez chorar, gritar, rir, dar murros na parede, insultar pessoas, esperar os arbitros à saída do balneário, dar parabéns aos jogadores, enfim, fez-me vibrar, viver e sentir.
Mas sobretudo, fiquei habituado a conhecer a Briosa e a forma como joga e como lhe correm os campeonatos: No fim da primeira volta o estado era o seguinte: * exibições fracas e uma posição comprometedora * meia duzia de jogadores crucificados pelos adeptos * profetas da desgraça a dizer que já não se safava * voo de alguns "abutres" sobre a equipa técnica e direcção
Na segunda volta, a Briosa acabava por fazer o seguinte: * exibições boas e seguras a terminar com alguma tranquilidade * todos os jogadores tratados como heróis no ultimo jogo com direito a ovação por todo o Cidade de Coimbra * os ditos profetas juntos a todos os outros na dita ovação * os "abutres" desaparecem por uns tempos
Como as exibições que vi nos ultimos dois jogos, dá-me ainda mais esperança de ver a Briosa a terminar a Liga Bwin em lugares seguros e honrosos, até porque, já existem alguns anos que não vai tão longe na Taça de Portugal, eu acredito ainda mais nesta Briosa, e que este ano é até ao JAMOR.
Acredito que no final da época, todos teremos (ainda mais) orgulho, em ser adeptos da Briosa.
Nos meus 29 anos de vida apenas houve duas alturas em que me envergonhei de ser adepto da nossa Briosa, a primeira quando em Alvalade entrou com uma capa negra aos ombros, a apoiar o luto contra a arbitragem instalado pelo Sporting, e o segundo momento quando foi manchete em todos os jornais por os seus atletas estarem sem salários e estes serem pagos ou ajudados a pagar por outro clube da mesma competição.
É um sonho que permanece ano após ano, ver a Académica jogar a final da Taça persegue-nos a cada eliminatória. Hoje em Matosinhos, foi dado mais um passo.
Frente ao líder da segunda melhor divisão nacional Manuel Machado fez entrar o seu "onze" mais forte e que garantisse a maior estabilidade enquanto equipa. Pedro Roma na baliza e os já habituais três centrais à sua frente: Litos, Danilo e Káká. Para a direita Paulo Sérgio enquanto que do outro lado Lino fez o lugar. Alexandre e Roberto Brum fecharam o meio campo com Filipe Teixeira a levar a equipa para o ataque. Depois da boa exibição frente ao Benfica, Miguel Pedro voltou a ter a oportunidade de jogar de início. Na frente, Dame N'Doye era o ponta de lança móvel.
No círculo formado pelos jogadores antes do início da partida por certo que Pedro Roma pediu a máxima concentração e respeito pelo adversário. A jogar num estádio difícil como é o do Mar e num ambiente quente a Académica entrou cautelosa deixando que fosse o Leixões o primeiro a criar perigo. Bem cedo, Pedro Roma teve que se aplicar numa saída a punhos que podia ter levado algum perigo. O golo da Académica nasce de uma grande jogada de Filipe Teixeira que dá para Dame N'Doye que apareceu a rematar. O senegalês agiu mal ao responder às provocações do público Leixonense e o árbitro da partida mostrou o cartão amarelo. Logo de seguida, manchou aquela que podia ser mais uma boa exibição do jogador - uma entrada justa de amarelo levou-o a ser expulso e pior que não jogar com o Setúbal, deixou a Académica com apenas 10 jogadores durante quase todo o jogo. Visto por um adepto da Académica, tudo o que é contra nós, está mal. Desta vez devemos tentar isentos e dizer que Dame foi bem expulso e terá aprendido a lição.
O jogo previa-se difícil e o Leixões ameaçava o empate mas em contra-ataque a Académica soube aproveitar a falha de Beto, guarda-redes do Leixões. Lino cruzou e apareceu Miguel Pedro sozinho para fazer o golo. Com 0-2 no marcador era necessário saber gerir o resultado e tentar diminuir o ritmo de jogo. Excelente esteve a defesa Academista a evitar todos os lances que podiam ter originado perigo.
Na segunda parte a emoção foi o prato forte. Numa competição em que é tudo ou nada, assistiu-se a um Leixões dominante mas nunca eficaz. Mais uma vez de bola parada, a Académica voltou a sofrer um golo desta vez com Elvis a marcar. Previam-se 30 minutos de sofrimento e um jogo extremamente complicado. Duarte Gomes decidiu inclinar o campo de modo a que o Leixões chegasse mais facilmente à baliza onde morava Pedro Roma mas sempre sem sucesso. Já perto do final, a Académica "ganhou" mais uma baixa para o embate com o V.Setúbal, o defesa central Káká viu o segundo cartão amarelo e consequente vermelho. O jogo chegava ao fim e Miguel Pedro podia até ter feito o 1-3, infelizmente rematou ao lado.
Análise individual:
Pedro Roma (4) - Segurou a vantagem e deu total confiança à sua defesa. Excelente nas bolas altas nada podia fazer no golo sofrido.
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Danilo (4) - Sempre eficaz, é um jogador extremamente útil para jogar numa defesa a três. Tem merecido a titularidade e assim deverá continuar.
Litos (4) - Patrão na defesa da Académica limpou tudo o que estava ao seu alcance.
Káká (3) - Não leva nota 4 pela expulsão por protestos. Quando a equipa já estava a jogar com menos uma unidade teve um comportamento precipitado.
Paulo Sérgio (4) - É já uma certeza na equipa da Académica. Embora tenha dificuldades no domínio e controlo da bola é um jogador que faz todo o meio campo. Começou mais uma vez adaptado à direita acabando o jogo na sua posição natural.
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Lino (4) - Mais uma vez na acção ofensiva da equipa esteve na assistência do segundo golo. Hoje convenceu naquele que é o seu ponto mais fraco - defender.
Roberto Brum (3) - Acima da média que nos habitou em 2006 mas sempre ao seu estilo habitual. Destruiu imenso jogo no meio campo e tentou lançar no ataque.
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Alexandre (4) - É um grande jogador e hoje voltou a prova-lo.
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Filipe Teixeira (5) - Foi-me dito durante toda a semana que não é um jogador que jogue sempre como contra o Benfica. Hoje não teve a noite mágica que na passada segunda-feira mas mostrou toda a sua classe e qualidade com a bola nos pés. Depois da expulsão de Dame, jogou como homem mais avançado.
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Miguel Pedro (4) - Voltou aos golos e às correrias que mostrou no início da época. Depois de ter afirmado que estava a recuperar a sua forma, os resultados estão à vista.
Dame N'Doye (1) - Dia para (não) esquecer do senegalês. Expulsão escusada e fica a Académica sem um substituto para o jogo com o Setúbal.
Gyano (1) - Pouco tempo em campo e sem trazer nada de novo à equipa.
Nuno Piloto (2) - Voltou a ser uma aposta de Manuel Machado para o meio campo da Académica. Cerca de 10 minutos de esforço para segurar o resultado.
Sarmento (-) - Entrou numa substituição para ganhar tempo.
Destaques positivos
Mancha Negra - Depois de "Luisão a queima é em Maio. Aparece!" desta vez a faixa de jogo serviu para elogiar os adeptos adversários. "Adeptos de primeira, que para o ano estejam à nossa beira".
O sorteio dos oitavos de final realiza-se na próxima terça-feira e o papel do adversário poderia ser já: JAMOR!
Joga-se hoje no Estádio do Mar uma importante partida para a V eliminatória Taça de Portugal. O líder da divisão de Honra, Leixões, recebe a Académica numa competição em que as duas equipas têm já tradição.
De início alinham, Pedro Roma Danilo Litos Káká Lino Paulo Sérgio Roberto Brum Alexandre Filipe Teixeira Miguel Pedro Dame N'Doye
O primeiro golo da partida foi marcado aos 13 minutos pelo senegalês Dame N'Doye que viu o cartão amarelo na sequência dos festejos. Logo de seguida, recebeu ordem de expulsão após uma falta cometida que gerou o segundo cartão.
Quando a Académica podia tremer, eis o segundo golo. Desta vez Miguel Pedro foi o autor concluíndo um contra-ataque rápido e aproveitando a falha do guarda-redes do Leixões.
O jogo prosseguiu e 0-2 era o resultado ao intervalo.
A segunda parte começou com o Leixões a procurar o golo e a pressionar forte. Do outro lado, uma Académica que mesmo a jogar com 10 se mostrava sólida e concentrada.
Manuel Machado alterou a equipa fazendo entrar o ponta de lança Gyano pelo lugar de Roberto Brum.
O golo do Leixões surge mais uma vez na sequência de uma bola parada em que Elvis aparece a cabecear para a baliza.
Com um jogo aberto e sem resultado definido joga-se uma passagem à próxima fase da Taça de Portugal.
O Leixões carrega e a Académica defende. É o tudo por tudo quando faltam 15 minutos para jogar.
Segunda expulsão na Briosa. Káká por palavras vê o segundo cartão amarelo e passam a 9 os guerreiros no Estádio do Mar.
Gyano é sacrificado e é substituido por Manuel Machado. Com Nuno Piloto em campo tenta-se reforçar o meio campo. Por pouco que a Académica não mata o jogo. Miguel Pedro atirou ao lado quando apareceu na cara do guarda-redes do Leixões. Sarmento entra para o seu lugar.
Uma análise "objectosubjectiva": Pior rendimento, melhores perspectivas (actualização no final da 1ª volta)
Agora que terminou a 1ª volta da Liga principal do futebol português, não resisto a actualizar o exercício que fiz antes do Natal, onde comparava o rendimento das equipas na presente época com o da anterior, tendo em conta os jogos relizados frente aos mesmos adversários.
Como esclareci então, o referido exercício, embora baseado em dados objectivos, tem também um certo grau de subjectividade e falibilidade, pelo que o denominei de "objectosubjectivo". Logo, vale o que vale.
No caso particular desta temporada, a comparação é ainda mais difícil, pois a Liga foi reduzida de 18 para 16 clubes. Recordarão que, por esse motivo, tive de eliminar da análise duas equipas. A minha escolha (obviamente, subjectiva) recaiu nos encontros em que foram intervenientes o Gil Vicente (despromovido administrativamente) e o Penafiel (último classificado).
Depois, havia que fazer a correspondência entre os promovidos Beira Mar e Aves e os dois despromovidos. Por razões que, na altura, expliquei, o meu critério (mais uma vez subjectivo) fez corresponder os aveirenses ao Vitória minhoto e os avenses ao Rio Ave.
Comparemos, então, a classificação actual com a que existiria se os resultados dos jogos efectuados nas 15 jornadas já disputadas tivessem sido iguais aos da época anterior (ou, no caso de Beira Mar e Aves, idênticos aos de V. Guimarães e Rio Ave, respectivamente). Entre parêntesis a diferença pontual entre a presente temporada e a anterior. F.C.Porto.................40 (+5) Sporting...................33 (-1) Benfica....................32 (+9) Braga.......................25 (-1)
Naval........................23 (+8) Marítimo...................23 (+3) U. Leiria...................22 (+1) Nacional...................21 (-4) Belenenses..............21 (0) Paços Ferrª..............21 (-2) Boavista...................17 (-5) Estª Amadora..........16 (+3) ACADÉMICA...........13 (-7) V. Setúbal................. 9 (-1) Desp. Aves.............. 8 (-4 que o Rio Ave) Beira Mar................. 8 (-4 que o V. Guimarães) Como se pode verificar, a Briosa é a equipa que apresenta uma maior quebra de rendimento, segundo este critério. Na verdade, se tivéssemos repetido os desfechos do ano passado, teríamos agora 20 pontos. Porém, há que ter em conta que havia alguns resultados difíceis de defender, em especial a vitória em Alvalade (algo que dificilmente acontece em dois anos seguidos) e o empate caseiro com o Benfica, bem como os triunfos (que não repetimos) em Leiria e em Setúbal.
Os resultados da 15ª jornada pouco alteraram os dados da equação quanto às perspectivas para a 2ª volta relativamente aos meus posts de 28 de Dezembro de 2006, que podem ser consultados no arquivo do blogue. O problema é que o Desp. Aves e o Beira Mar se têm vindo a reforçar e nós...
Hoje, em Ilhavo, realizou-se mais um jogo para a Taça de Portugal de Basket. A Briosa foi derrotada pelo Iliabum, ficando assim fora do torneio. O jogo, embora renhido, teve sempre os da "casa" como prováveis vencedores, pois os resultados ao fim de cada parte foram mais favoraveis aos aveirenses: 1ª parte: - 1º tempo: 24 - 19 - 2º tempo: 43 - 34
2ª parte: - 1º tempo: 60 - 49 - 2º tempo: 81 - 71
Foi a diferença de 10 pontos que ditou o resultado final, acabando, assim, com esperanças academistas.
É já um problema velho que parece não ter emenda. A Académica sofre inúmeros golos de bola parada ou de cabeça devidos a falhas de atenção contínuas que deixam qualquer um irritado. O estudo que foi hoje feito é uma sequência do que já tinha sido apresentado na época transacta (aqui) e leva-nos a uma reflexão preocupante sobre a maneira que nos são "tirados" pontos da classificação. Finda a primeira volta do campeonato e a Académica é a terceira equipa da prova com mais golos sofridos e é orientada por um treinador conhecido pelas sólidas defesas que faz subir ao relvado. Por 23 vezes viu Pedro Roma a bola entrar na sua baliza em apenas 15 jogos, uma média de 1,53 golos por jogo - preocupante. .
O problema dos golos de cabeça
. Contabilizando os golos sofridos de cabeça e analisando o resultado que se teria obtido caso esses golos não tivessem acontecido, obtemos um total de 10 pontos. É um dado que obviamente não passa de especulação mas a somar aos 13 pontos já conquistados, a Académica somaria 23 - ocupando assim um lugar europeu.
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As bolas paradas
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Do mesmo modo, analisando os golos de bola parada o resultado é ainda mais alarmante. 11 golos sofridos deste modo que originariam 26 pontos na tabela classificativa. São dados a ter em conta quando se joga no nível mais alto do futebol português e exige-se aos profissionais a máxima concentração. No início da época Manuel Machado afirmou que para pôr uma máquina a render o desejado é necessário esperar para a ir afinando. O único que conseguiu pegar de estaca no onze titular da Briosa desde início é, curiosamente, um dos jogadores que mais criticado é no que toca a defender. Lino apenas não jogou depois de ter sido expulso no jogo em Paços de Ferreira. No sector que é por tantas vezes chamado de núcleo, Litos e Medeiros - que nunca tinham jogado juntos - foram as apostas das primeiras jornadas. Depois da expulsão de ambos com o Nacional da Madeira, Káká teve a oportunidade que não mais largou desde então. Apontado como o quarto central, Danilo vindo a ser utilizado num esquema de três defensores na tentativa de garantir mais consistência. O ponto fraco da gata preta de nome Briosa, é a retaguarda direita. Fatih Sonkaya não convenceu e já nem é opção nos convocados enquanto que Nuno Luís está afastado por lesão. Sarmento, Nuno Piloto, Paulo Sérgio e no último jogo Roberto Brum foram os jogadores já testados para a posição mas a "cinderela" defesa direito ainda não apareceu. Estando a 15 dias do fim do mercado de Inverno esta é a posição prioritária a contratar por parte da direcção. . Dados para reflectir, corrigir e não voltar a cometer em 2007. Depois da melhor exibição da época com o Benfica o optimismo e a auto estima elevaram-se e leva-nos a acreditar que é possível chegar mais longe.
Como há muito afirmam os magos da bola, o que hoje é verdade, amanhã é mentira. Mas existe - pelo menos hoje - uma real possibilidade dos Pretos continuarem a contar com um dos seus mais cintilantes valores. O portador da 10 da Académica está mais perto de continuar a encantar quem se desloca para assistir ao futebol do Calhabé. Assim dite o dia de amanhã...
A especulação em torno da saída do jogador é mais que muita, neste momento, ainda mais atiçada pela excelente exibição que o médio arrancou na passada segunda-feira. Contudo, recorde-se, a única tentativa de colocar o número 10 da Briosa na rota do clube da Luz foi feita pelo empresário do jogador, sem que na reunião com a direcção benfiquista estivesse presente qualquer membro da direcção académica.
O jogador é assim, na medida do possível, considerado inegociavel. Uma hipotética transferência depende essencialmente de dois factores: a existência de um clube que cubra a cláusula de rescisão explanada no contrato e a vontade do jogador em rumar a outras paragens. Filipe Teixeira considera-se feliz em Coimbra recordando que é «jogador da Académica. Sinto-me bem aqui». No rescaldo do jogo afirmou ainda que «fizemos um bom jogo, foi um bom espectáculo. Sofremos um golo muito cedo e depois foi complicado. Tivemos algumas oportunidades, mas não conseguimos marcar», classificando o clássico como «um bom espectáculo».
Era uma vez uma gata preta, chamada Briosa. De idade avançada, revelava a aparente decadência de um animal que vira o seu habitat natural sofrer transformações que lhe dificultavam a adaptação ao meio. Contudo, mantinha a altivez de outrora.
No sítio onde vivia, a concorrência era feroz e as lutas pelo território e pelo acesso à alimentação eram constantes. Aplicava-se, pois, a velha máxima darwinista que postula a sobrevivência dos mais aptos.
Nos tempos que corriam, a velha felina possuia algumas armas que lhe permitiam fazer frente aos que a ameaçavam: uma excelente visão, expressa no seu olhar bem penetrante, e uma razoável musculatura e agilidade. As patas dianteiras também não se moviam mal e as unhas mostravam-se relativamente afiadas. Por isso, nas disputas constantes que se travavam, conseguia, frequentemente, confundir os seus oponentes e criar-lhes enormes dificuldades.
Porém, a gata manifestava, igualmente, gritantes vulnerabilidades. Desde logo, porque as suas presas se encontravam bastante desgastadas. Assim, era frequente ter a presa à sua mercê mas ser incapaz de lhe dar o golpe final.
Mas o seu grande problema estava nas patas traseiras, em especial na direita. Com efeito, a esquerda, embora mostrasse umas unhas pouco afiadas, apresentava uma boa musculatura na coxa, que a impulsionava para o ataque e lhe permitia formar alguns saltos. Porém, devido a uma estranha enfermidade, a direita não funcionava e a pobre bichana andava com ela frequentemente ao pendurão. Então, os seus adversários, pressentindo essa inferioridade, acabavam por lançar-se sobre ela, impedindo-a de caçar as presas tão necessárias ao seu sustento. A gata começava a definhar e, caso não resolvesse os seus problemas de saúde, poderia mesmo vir a perecer de inanição.
Para evitar que a Briosa corra risco de vida, é essencial que os seus "donos" a levem ao veterinário, procurando, prioritariamente, tratar-lhe da pata doente. Claro que é preciso pensar na forma de custear a operação, de forma a que, para cuidar de uma mazela, a felina não perca outras qualidades fundamentais para a sua sobrevivência. E, se ainda sobrasse dinheiro, também seria de considerar a hipótese de implantar uma nova presa na sua dentição.
Quando ela não quer, não entra Académica 0 - 2 Benfica
Em vésperas de um jogo como este há sempre um sentimento estranho que nos invade, um desejo de sermos tudo de todas as maneiras e uma ânsia de mostrar que a Briosa afinal é mesmo aquilo que contamos durante largas semanas em que o mundo não assiste. A equipa fantástica que A Académica (e não O Académica como tantas vezes é dito e que nos deixa tão enraivecidos) tem, a magia que é espalhada pelo Cidade de Coimbra e o sentir as sensações oferecidas pelo futebol. Escreveu Fernando Pessoa através de Ricardo Reis "Para ser grande, sê inteiro" e a Académica hoje foi grande, provou que não joga com equipas de outro campeonato e fez tremer o Benfica. O dia podia ter sido memorável mas estou certo que, com esta atitude, memoráveis dias virão.
Esquematizou Manuel Machado uma equipa adaptada ao adversário desta noite. Com Pedro Roma na baliza, Danilo, Litos e Káká formaram uma defesa a três ficando como foi regra nos dois últimos jogos Danilo como libero e Litos e Káká a marcar homem-a-homem os avançados benfiquistas. De modo a garantir uma consistência defensiva, Lino pela esquerda e Roberto Brum pela direita fechavam os espaços que surgiam pelas alas. Com Alexandre e Paulo Sérgio no centro, tentou o técnico da Briosa garantir um meio campo batalhador e essencialmente destrutivo deixando para Filipe Teixeira, Dame e Gyano a missão de fazer desequilibrar o ataque. Assim pensou Manuel Machado e uma machadada levou logo aos 2 minutos. Depois de um passe errado de Paulo Sérgio, viu-se obrigado Alexandre a cometer falta à entrada da área da Académica. De um lance estudado nasce o golo de Ricardo Rocha que, embora em posição de fora de jogo, não tira culpas a toda a defesa que ficou a ver jogar. Luisão cabeceia à vontade e depois de uma grande defesa de Pedro Roma ficou o central do Benfica com caminho para o golo. "Põe quanto és/ No mínimo que fazes" pedia-se à Académica, e assim aconteceu. Exibição de luxo ou simples vontade de ganhar, certamente não andarão longe estes dois pontos de vista. Com a entrada de Miguel Pedro por troca com Danilo, a equipa ganhou ainda mais força e caudal ofensivo. As oportunidades foram surgindo mas quando a bola não quer, não entra. Chegou-se assim ao fim da primeira parte com uma extrema sensação de injustiça, muito embora tenham sido dois golos anulados ao Benfica e uma bola tenha embatido na trave.
Para a segunda parte era difícil pedir mais, a Académica remou e tentou mas o Benfica, sentindo que o resultado podia mudar, abrandou o ritmo de jogo e passou a jogar com mais tranquilidade. Assistimos a uma segunda parte menos espetacular mas com a mesma vontade de vencer por parte dos de preto. Filipe Teixeira, numa noite em que nem Gabriel Alves teria adjectivos para o descrever, encantou os 19481 espectadores à procura do empate. Nestor Alvarez, que havia marcado ao Porto, entrou no jogo para tentar repetir a proeza mas sem sucesso. Ainda Sarmento tentou dar mais velocidade e evitar os contra-ataques mas o dia não era propício a golos. Foi pois numa troca de bola rápida que Leo sentenciou a partida fazendo o 2-0. Perder por um, perder por mil. A Académica perdeu porque não foi eficaz. Fez uma exibição brilhante mas faltou brilho na hora do golo. " A jogar assim é campeã" disse o Sr. Carlos do café, por certo melhores resultados virão.
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Os "pretos", um a um:
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Pedro Roma (4) - Não teve muito trabalho, mas esteve sempre bem quando foi chamado a intervir. No 1º golo, ainda defendeu a cabeçada de Luisão; no segundo, nada podia fazer.
Litos (2) - Muito inseguro. Em alguns lances, ainda fez valer a sua experiência, mas foi quase sempre visível a sua lentidão, em especial quando a equipa actuou com três "centrais".
Danilo (1) - Tem responsabilidades no 1º tento do Benfica. Foi sacrificado por Manuel Machado, que o substituiu por Miguel Pedro quando abdicou do sistema de três defesas-centrais, a meio do 1º tempo.
Káká (4) - Uma boa actuação do "central" brasileiro. A sua rapidez compensou algumas pequenas falhas. De longe, o mais seguro no centro da defesa.
Lino (5) - Rubricou uma excelente exibição, em especial durante a etapa inicial, quando conseguiu criar numerosos desequilíbrios pelo flanco esquerdo. Na 2ª parte, após a entrada de Manu, teve de olhar mais para as suas costas e mostrou-se menos dinâmico. Mas nunca descurou as oportunidades que teve de subir no terreno.
Paulo Sérgio (3) - Cumpriu nas tarefas defensivas mas falhou imenso nos capítulos da recepção da bola e do passe.
Roberto Brum (3) - Coube-lhe vigiar Simão e não se deu bem com a tarefa, tendo entrado muito nervoso. Curiosamente, melhorou quando passou a actuar a "lateral" direito, a meio do 1º tempo, após a alteração táctica de Manuel Machado. Na parte final, regressou ao meio-campo mas já lhe faltava "pulmão".
Alexandre (4) - Uma boa actuação, sóbria mas eficaz, tanto a recuperar a bola como no apoio ao ataque.
Dame (3) - Uma exibição algo distante do habitual. Começou no flanco direito, passando depois para o meio. Revelou bons pormenores técnicos, mas mostrou-se algo complicativo. Agarrou-se demasiado à bola e revelou pouca espontaneidade no remate.
Filipe Teixeira (5) - O melhor da Briosa. Uma magnífica actuação do médio ofensivo. Esteve sempre em jogo, tanto na esquerda como na direita e ainda no meio. Inventou várias jogadas de grande recorte técnico. Dos seus pés nasceram os lances mais perigosos da equipa.
Gyano (2) - Esforçado mas pouco eficaz. Nunca conseguiu libertar-se da marcação que lhe foi movida. Cabeceou ao poste, na recarga a remate de Lino, com Quim batido.
Miguel Pedro (4) - Entrou muito bem no jogo, quando substituiu Danilo a meio da 1ª parte. Deu maior vivacidade ao lado direito do ataque, criando dificuldades à defensiva "encarnada". Na etapa complementar, não foi tão clarividente mas manteve-se em bom plano.
Nestor Alvarez (1) - Uma aposta falhada. Foi totalmente inofensivo.
Sarmento (1) - Está sem ritmo e demonstrou-o quando foi ocupar o lugar de "lateral" direito no último quarto de hora. Teve várias falhas comprometedoras e o 2º golo do Benfica surgiu pelo seu corredor.
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*Análise ao jogo de Francisco Martinho; apreciação aos jogadores de Jorge Martins.
Após o nosso jogo frente ao Benfica, podemos dizer que os resultados dos restantes encontros da 15ª jornada da Liga principal do futebol português foram favoráveis às pretensões da Briosa.
Com efeito, as três equipas que se encontram classificadas atrás da Académica foram todas derrotadas nas partidas que disputaram nesta ronda: o Beira Mar em Paços de Ferreira, o Aves na recepção ao líder F.C.Porto e o V. Setúbal também em "casa", frente à Naval.
Assim, mesmo com a derrota de ontém à noite, os "pretos" terminaram a 1ª volta no 13º lugar, com cinco pontos à melhor sobre a "linha de água".
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Eis os resultados da jornada:
Académica - Benfica........ 0-2
D.Aves - F.C.Porto............ 0-2
Belenenses - Sporting....... 0-0
Nacional - Braga................ 0-0
Boavista - Marítimo............ 1-1
U.Leiria - Estª Amadora.... 0-0
Paços Ferrª - B.Mar........... 1-0
V.Setúbal - Naval................ 0-3
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A classificação actual está assim ordenada: F.C.Porto.................40 Sporting...................33 Benfica................... 32 Braga.......................25
Embora Manuel Machado se mostre cauteloso nas palavras que escolheu para antever a partida da próxima Segunda-Feira frente ao Benfica, todos acreditamos que é possível acabar a primeira volta do campeonato com uma vitória no jogo que marca também o início de 2007 em jogos da Liga. O treinador da Briosa afirma que "é preciso que a Académica se apresente ao seu melhor nível. A equipa vem de uma série de jogos de muito bom nível, mais ou menos desde o jogo de Leiria, mas sem ter conjugado isso com um bom rendimento". Boas exibições não basta até porque vitórias morais nunca deram pontos. Assim, "temos de ser mais eficazes, defensiva e ofensivamente, para aliar rendimento ao espectáculo". Quanto às falhas defensivas que têm dado tantos pontos a perder, "é preciso ter concentração contínua".
Em relação à equipa a apresentar, "é provável que a Académica surja com três defensores" tal como aconteceu nas últimas duas partidas oficiais frente ao Sporting e Vitória de Setúbal. Danilo, Litos e Káká são os candidatos ao lugar. Já "identificado com a cidade e com o clube" Gyano deverá ser o jogador da Académica a alinhar mais perto da baliza benfiquista de modo a que consiga fazer aquilo que é já o melhor: golos. Depois de bisar para a Taça, o húngaro é já o melhor marcador da equipa com 5 golos.
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Eis os 18 escolhidos por Manuel Machado para o jogo de amanhã às 20:45h:
A equipa de juniores da Académica venceu hoje o União por 2-0, em partida disputada esta tarde no Complexo Desportivo do Vigor, em Fala, a contar para a 16ª jornada da 1ª fase do "Nacional" da 1ª Divisão da categoria (Zona Norte).Com este triunfo no derby conimbricense, os rapazes de Rui Silva somam agora 28 pontos e mantém-se na 4ª posição. . Por seu turno, também no futsal, a AAC registou uma vitória, ao bater a sua homónima de Leça por 5-3, em jogo da 14ª ronda do respectivo "Nacional" da 2ª Divisão (Série A). Com este triunfo sobre o penúltimo classificado, a nossa equipa atingiu os 15 pontos e deverá continuar no 9º lugar da tabela classificativa. Este encontro, disputado no Pavilhão Jorge Anjinho, marcou a estreia de Luís Vieira no comando técnico dos "pretos".
O antigo jogador da Académica Joeano fez em meia época aquilo que Liedson, que joga numa das melhores equipas portuguesas, fez num ano. Em 2006 o avançado que jogava com número de defesa apontou 12 golos ascendendo ao primeiro lugar na lista de melhores marcadores. Depois da grande época realizada despertou interesse de vários clubes sendo que foi o Beitar de Jerusalem que ficou com os direitos do jogador. Joeano não tem sido utilizado na sua equipa e depois de ontem ter sido mencionado possibilidade nos Pardalitos do Choupal, admitiu ao jornal desportivo A Bola voltar a jogar em Coimbra já em Janeiro. «Estive em Coimbra a passar uns dias no Natal, revi amigos e colegas e falei com o presidente. Há essa possibilidade, está a ser conversada, vamos ver o que acontece» Inesquecível continua o jogo com o Boavista que marcou a estreia a titular do brasileiro pela Académica. A Briosa, então orientada por João Carlos Pereira, ganhava por 2-0 quando Joeano sofreu um duro golpe. Passados alguns minutos estava de volta ao campo com toda a garra para segurar o resultado não se importando com a ligadura que lhe cobria toda a cabeça. Ganhou desde logo um carinho especial dos adeptos que fez com que ainda hoje se diga "ai, se cá estivesse o Joeano...".
Em fase de transferências, inúmeros jogadores são mencionados e a verdade é que apenas uma pequena percentagem se realiza. Este era um jogador que penso que todos estariam de acordo caso o seu regresso se confirme. Assim, volta Joeano, o nº2 está à tua espera.
Académica-Benfica: recordações adolescentes da última vitória
A poucos dias da recepção ao Benfica, é de recordar o nosso último triunfo sobre os "lampiões", fez há pouco 33 anos.
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Após uma década prodigiosa, em que lutou quase sempre pelos primeiros lugares, um choque abateu-se sobre a Briosa e os seus adeptos: a descida de divisão, pela segunda vez na sua história, na época de 1971/72.
A passagem pela 2ª Divisão durou apenas um ano e constituiu um verdadeiro passeio: não só o regresso ao Campeonato principal ficou assegurado a seis jornadas do fim como ainda nos sagrámos campões nacionais do escalão secundário, batendo o Olhanense por 1-0, em partida disputada no Bonfim.
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A despromocão de há 35 anos representou o início de um calvário que ainda hoje perdura. Na altura, porém, pareceu-nos um simples acidente. Por isso, eram muitas as nossas esperanças no regresso da Académica ao escalão maior do futebol nacional, na temporada de 1973/74.
Contudo, um pouco à imagem do que tem sucedido na presente época, nem os resultados nem as exibições eram de molde a dar tranquilidade aos adeptos. Numa prova com 16 clubes, estávamos classificados pouco acima dos lugares da despromoção (os dois últimos) e da "liguilla" (os 13º e 14º, que jogariam a permanência num torneio com os segundos das duas zonas em que se dividia a 2ª Divisão).
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Coube-nos, então, receber o Benfica à 12ª jornada, em Dezembro de 1973. Apesar de o optimismo da nossa parte não ser muito, o "Municipal" encontrava-se praticamente lotado, com os campos bem delimitados: as duas bancadas centrais de preto, os topos (laterais, superior e peão) de vermelho.
Então com 15 anos, era sócio da central B (a bancada descoberta), para onde me dirigi. Os meus irmãos (três e cinco anos mais novos) ficaram no "Sector Juventude" (um sector situado ao lado daquela, reservado aos jovens até aos 12 anos).Felizmente, estava um belo dia de sol.
Habitualmente, gosto de assistir aos jogos num plano mais elevado. Porém, nesse dia, a bancada já estava completamente lotada nas filas de cima. Numa fila inferior, encontrava-se a Dª. Lisete, mãe do Luís Santarino (então pupilo do meu pai), que abriu um espaço para eu me sentar a seu lado.
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O primeiro minuto do encontro ficou marcado por aquela que terá sido a maior perdida da carreira de Eusébio: centro rasteiro da direita que a nossa defesa (guardião Melo incluído) não consegue interceptar, a apanhar o moçambicano completamente à vontade do outro lado. Com a baliza aberta, bastava encostar para fazer o golo, mas o "pantera negra", ao querer rematar em força, faz o esférico subir e sair por cima da barra. Um grande susto seguido de um enorme suspiro de alívio para nós, a par com o desespero dos benfiquistas que já se preparavam para festejar o golo.
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Apesar de tudo, os primeiros 20 minutos foram de verdadeiro "sufoco" para as nossas cores. A equipa, muito inibida, não conseguia subir no terreno e a nossa sorte era eles não estarem felizes na concretização. Na bancada, alguém grita: "Vamos embora, malta. Não tenham medo deles!".
O certo é que a Académica começou a aparecer mais no jogo e, por volta da meia hora, a primeira grande sensação: contra-ataque da Briosa, a defesa do Benfica foi lenta a tentar colocar os nossos jogadores em fora-de-jogo e Gervásio, isolado frente a José Henrique (conhecido por "Zé Gato"), faz o 1-0. À surpresa sucedeu a explosão de alegria nas nossas hostes. Contudo, continuávamos apreensivos e a maior parte de nós temia que, mais tarde ou mais cedo, eles virassem o resultado. Todavia, quando chegámos ao intervalo em vantagem, começámos a pensar que talvez a derrota não fosse inevitável e, inclusive, que a vitória poderia ser mais que uma miragem.
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Na 2ª parte, a nossa equipa surgiu mais confiante, fruto do "dedo" de Fernando Vaz, então um dos mais conceituados técnicos nacionais.
Assim, embora o Benfica mantivesse maior domínio territorial, a verdade é que se mostrava cada vez mais intranquilo. Ao invés, a Briosa, mais confiante, ia sacudindo a pressão e acercava-se com mais perigo das redes "encarnadas". Até que, cerca dos 25 minutos, cruzamento largo da nossa meia-direita e Vítor Campos, do lado oposto, a rematar na passada para o fundo da baliza. Delírio entre a nossa massa associativa. A Dª Lisete festeja efusivamente e abraça-me. Agora sim, tínhamos inteira confiança na vitória.
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Na verdade, a partida fica sentenciada. A descrença instala-se entre os benfiquistas, enquanto que os "pretos" sentem que o triunfo já não lhes foge. No final, grandes aplausos aos nossos jogadores, que vão agradecer demoradamente aos sócios presentes em ambas as bancadas.
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Este resultado viria a revelar-se decisivo para o desfecho da prova: a nossa vitória (e os dois pontos que então conferia) foi fundamental para a nossa permanência entre os "grandes" (apenas assegurada na última jornada após um diplomático empate a zero em Olhão, naquele que viria a ser o último jogo da antiga secção de futebol da AAC nos "Nacionais"); para as "águias", a derrota implicou a perda do título para os "leões".
Mas, no fim desse Campeonato, isso pouco interessava: cerca de três semanas antes, ocorrera o "25 de Abril". A liberdade recém-conquistada relegara o futebol para segundo plano. Em breve, a Académica teria de "mudar de sexo" para sobreviver!
Parecido com uma função exponencial tem sido o mundo da blogosfera Académica. A nossa instituição conta já com 9 blogues sendo que 4 deles foram criados já nesta época desportiva 2006/2007. O último a juntar-se ao grupo dá pelo nome de "Rapazes de Preto" e falando ao Simplesmente Briosa, Libelinha traçou objectivos e deu razões para que seja mais um blog em que "promovemos um convívio saudável e de informação entre os adeptos.".
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"Ser um espaço essencialmente de troca de opiniões e de debate entre os adeptos, associados e simpatizantes da Briosa" é o principal objectivo destes rapazes que pretendem "fazer uma ponte entre a instituição e os adeptos ao trazer informação". "Vamos ter atenção especial ao futebol sénior e todas as questões a ele circundantes e que marcam a actualidade do clube. Vamos ainda ter em atenção as camadas jovens e o futsal. Como temos um protocolo com o Jornal Santa Cruz vamos ter ainda semanalmente destaques às secções e modalidades amadoras da Casa-Mãe".
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"O que nos torna diferentes é o plano estrutural (ligações à RUC, A Cabra e Santa Cruz) e o tipo de pessoas que fazem parte do blog: elementos dos relatos Ruc, jornalistas de vários órgãos e ainda o contributo de pessoas da mailinglist Briosagolo que foi das pioneiras a trazer a Académica para o espaço cibernauta."
É o primeiro de 2007 e é também o único jogo que ainda não foi apostado em mais de um ano de Briosómilhões. Quanto à classificação, Gato Preto é o campeão de Inverno e assim espera continuar durante mais 15 jornadas. 2007 promete e os prémios andam aí.
No âmbito da preparação do jogo de segunda-feira ante o Benfica, para mais uma jornada da Liga Bwin, a Académica realizará mais um jogo de preparação, desta feita contra a sua filial de Touriz, hoje pelas 15h30m, na referida localidade. Este, recorde-se, é o terceiro jogo (um oficial e dois de carácter amigável) que a Briosa realiza após a longa paragem de Natal, na tentativa de igualar o ritmo competitivo que o clube de Lisboa adquiriu no Torneio do Dubai.
Realizou-se esta manhã o sorteio 5ª eliminatória da Taça de Portugal que conta com a presença da Académica. Calhou em sorte o Leixões no Estádio do Mar. Um reencontro entre históricos no dia 21 de Janeiro.
Foi no último Sábado que o Simplesmente Briosa voltou a sair na imprensa nacional. "A voz dos adeptos" levou os seus leitores a conhecer o mundo da blogosfera desportiva escolhendo três dos principais blogs nacionais. Um prémio justo para os editores deste blog que em mais de 2 anos tiveram sempre em conta a sua missão: fazer chegar a actualidade da Académica a todos. Coisa que começou como um passatempo é hoje encarada de forma séria, os "jovens comunicadores" como nos é chamado, continuarão a brincar aos jornalistas num projecto que já não pode terminar de um dia para o outro pois ganhou uma dimensão nunca imaginada no Verão de 2004.
Hoje foi um dia diferente, a fama do artigo gerou rasgados elogios pelos professores e amigos de turma e de jantares de CT4. Convencido? Talvez... Mas a verdade é que a Académica é vista por eles de outra forma, é agora mais respeitada.
Aqui fica o excerto que se refere ao Simplesmente Briosa:
"O Simplesmente Briosa, blog dedicado à Académica de Coimbra, foi criado praticamente um ano depois, em Agosto. “A época tinha começado e a Académica era dos poucos clubes da Superliga sem site oficial. Para quem morava longe, as informações sobre o clube eram escassas”, explica Francisco Martinho, um dos criadores do blog. “A informação ainda não era tão sofisticada como hoje e foi com este espírito de se levar a informação aos adeptos que o Gonçalo Cabral, na altura de 15 anos e residente em Seia, criou a página”, acrescenta. Já com algumas mudanças de endereço durante os mais de dois anos de existência, o www.academicacoimbra.com conta hoje com sete membros. Francisco, de 17 anos, explica o que abordam no site: “Além da actualidade académica, notícias dos jogos e treinos. Já demos algumas notícias de contratações em primeira mão e, na altura das eleições, acompanhámos de perto as campanhas dos concorrentes e os projectos de cada um para a instituição”. O Simplesmente Briosa é, segundo Francisco, visitado diariamente por vários adeptos residentes no estrangeiro. “Querem principalmente ter informações sobre a equipa sénior de futebol e saber como está a ser gerido o clube. Tentamos focar isso mesmo, acrescentando também algumas informações sobre as camadas jovens”. O blog académico surge frequentemente na lista dos 100 blogs mais visitados em Portugal e apresenta valores mensais acima das dez mil visitas desde Maio."
AAC, 2 - V.Setúbal, 1: Briosa "encheu a Taça com prendas dos Reis sadinos"
A Académica apurou-se hoje para a eliminatória seguinte da Taça de Portugal, ao vencer o Vitória de Setúbal, finalista vencido da época passada, por 2-1, em partida disputada no ECC.
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Perante fraquíssima assistência (1735 espectadores pagantes é mau demais), a Briosa apresentou algumas alterações face à formação que actuou em Alvalade: no ataque, Gyano ocupou o lugar de Nestor Alvarez, enquanto que Litos regressava à equipa inicial, da qual não constava Miguel Pedro. Manuel Machado começou com três "centrais" (Litos, Danilo e Káká), um losango no meio-campo (com Paulo Sérgio mais recuado; no meio, Brum à direita e Alexandre à esquerda; mais adiantado, Dame), dois alas (Filipe Teixeira e Lino) e, lá na frente, Gyano.
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As duas turmas iniciaram o jogo procurando, desde logo, a baliza adversária.
Foram, porém, os sadinos que começaram melhor. Assim, depois de, logo no terceiro minuto, M'Bamba, a centro de Varela, ter cabeceado ao lado, os setubalenses dispuseram, por volta do quarto de hora, de duas boas oportunidades, em dois lances onde a nossa defesa revelou alguma passividade: primeiro, foi Amuneke que rematou à entrada da área para defesa difícil de Pedro Roma; na sequência do "canto", Varela disparou de primeira, valendo mais uma vez o guardião academista, que defendeu contra o poste.
A partir daí, a Briosa reagiu e passou a acercar-se mais das redes contrárias. Alexandre deixou o primeiro aviso aos 18 minutos, obrigando Nelson a desviar por cima da barra um seu remate de meia-distância. Perto da meia hora, Filipe Teixeira, isolado por Dame, atira contra o guarda-redes sadino.
A partida decorria em tom de parada e resposta, mas foram os dois últimos jogadores referidos que dispuseram de duas boas oportunidades de marcar para os "pretos". Contudo, o intervalo chegaria sem golos.
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No recomeço, o cariz do jogo manteve-se, até que, aos 55 minutos, a Académica inaugurou o marcador num lance caricato, digno dos "apanhados". Nelson saltou para agarrar uma bola fácil mas foi atropelado por Veríssimo, acabando ambos estatelados na relva. O esférico ficou à mercê de Gyano que, refeito da surpresa, o colocou nas redes contrárias.
Dez minutos depois, e após uma excelente jogada de Dame que só não deu golo devido à saída do guardião sadino, nova "prenda" da defensiva visitante. Veríssimo (muito infeliz no seu regresso a Coimbra) e Bruno Ribeiro desentenderam-se, a bola sobrou para Gyano, que, após contornar Nelson, atirou a contar.
A um quarto de hora do fim, o húngaro protagonizou a última ocasião dos academistas, rematando cruzado, mas o pontapé saiu ao lado.
A partir daí, a Briosa passou a gerir o resultado, o que permitiu ao Vitória subir mais no terreno. Contudo, a partida parecia sentenciada e apenas de bola parada a equipa do Sado conseguia criar perigo. E foi exactamente na sequência de um "canto" que sofremos o golo: após a substituição de Dame (grande ovação) por Vítor Vinha, a defesa pareceu algo desconcentrada e, depois de um primeiro cabeceamento, Amuneke, também de cabeça, desviou para as redes de Pedro Roma.
Apesar do "forcing" sadino, a partida terminou com uma vitória algo feliz mas inteiramente justa da nossa equipa, que soube aproveitar, de forma eficaz, os erros do adversário.
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Num jogo correcto, arbitragem sem problemas de Jorge Sousa. Apesar disso, os cinco minutos de compensação pareceram excessivos. Dúvidas também num "fora-de-jogo" assinalado a Filipe Teixeira, já próximo do final, quando este se isolava.
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Sob a arbitragem de Jorge Sousa, do Porto, as equipas alinharam:
Académica - Pedro Roma; Litos, Danilo e Káká; Paulo Sérgio; Brum (Miguel Pedro, 78) e Alexandre; Filipe Teixeira, Dame (Vítor Vinha, 89) e Lino; Gyano.
V. Setúbal - Nelson; Janício, Veríssimo, Auri e Nandinho (Mário Carlos, 70); Binho (Julien, 70), Sandro, Bruno Ribeiro e Amuneke; Varela e M'Bamba.
Marcadores: Gyano (55 e 65), pela Briosa; Amuneke (90), pelo V. Setúbal.
Disciplina: Cartões amarelos a Dame (73) e Litos (90+1); Amuneke (35).
A Académica venceu hoje o Macedense no Pavilhão Jorge Anginho em jogo a contar para o campeonato Nacional II divisão. 7-2 foi o resultado final num jogo em que o resultado esteve em disputa até bem perto do final e onde o Guarda-Redes André Sousa marcou o golo que deu a tranqualidade da vitória. Depois disso os golos seguiram-se e o resultado avolumou-se acabando por ser justa esta vitória na estreia de Luís Vieira no comando técnico.
FUTSAL Luís Vieira é o novo treinador da Académica
Está encontrado o sucessor de Francisco Batista no comando técnico da Académica. Trata-se de Luis Vieira, jovem treinador de 36 anos e que conta com passagens por UTAD, Gafanha e Beira-Mar.
O novo técnico não pensa para já em reforços, dizendo que com "pouco de sorte" é perfeitamente possível uma melhoria classificativa da Académica. Luis Vieira,que esteve ontem com os directores e com os capitães de equipa, começa a treinar já na segunda feira com vista à preparação do próximo jogo.
Académica-V.Setúbal: recordações infantis de uma final perdida
Na véspera da recepção aos sadinos, na primeira eliminatória da Taça de Portugal que conta com a presença de equipas da Liga principal, vêm-me à memória as recordações da final de 1967, em que fomos derrotados precisamente pelo Vitória de Setúbal.
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Se, um ano antes, já ouvia na rádio os relatos da Académica, na companhia da minha mãe e da minha avó paterna, foi nessa temporada, aos oito anos, que comecei a assistir aos jogos em "casa", acompanhado pelo meu pai.
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Sem o saber, descobria a Briosa naquela que foi a sua época dourada. No Campeonato, lutámos pelo título quase até ao fim, acabando por ficar no 2º lugar, a três pontos do Benfica. Recordo o jogo da Luz, em que perdemos por 2-1 já muito perto do fim, depois de Maló ter defendido um penalti do Eusébio (o único guarda-redes do Mundo que o conseguiu nesse ano).
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Chegámos ao fim da 1ª volta empatados com os lisboetas e assim nos mantivémos até à deslocação a S. João da Madeira, na jornada anterior à recepção aos "encarnados". Aí, fomos vítimas de um verdadeiro "roubo de Igreja" (golo limpo anulado a Artur Jorge, golo da Sanjoanense em nítido "fora-de-jogo" e expulsão de Ernesto por protestar) e perdemos por 1-0. Nesse dia, pela primeira vez, chorei de raiva e tristeza pela Académica.
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No jogo com o Benfica, o velho estádio do Calhabé estava "a rebentar pelas costuras", tendo, inclusive, sido montadas cadeiras na pista de cinza. Relatos da época falam numa assistência de 45 mil pessoas (recordo que não havia cadeiras nas bancadas e que havia o "peão" do lado da Maratona, onde toda a gente ficava de pé). Temendo a confusão, o meu pai não me quis levar, pelo que fiquei a sofrer pela rádio. Tudo nos correu mal: o defesa Curado lesionou-se a meio da 1ª parte e, como ainda só era permitida a substituição do guarda-redes, jogámos com 10 o resto do jogo. Pouco depois do intervalo, o avançado benfiquista Nelson, de ângulo incrível, falha o remate e engana Maló, fazendo o resultado. Foi a nossa única derrota em Coimbra nessa época. Até ao final da prova, ainda recuperámos dois pontos e só a uma jornada do fim os "lampiões" puderam fazer a festa.
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A Taça, então disputada a duas "mãos" até à final, permitiu-nos uma pequena vingança. Nos quartos-de-final, defrontámos o Benfica (que apresentou alguns reservistas) no Municipal e ganhámos por 2-0. Na Luz, a derrota por 2-1 foi suficiente para seguirmos em frente.
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Nas meias-finais, dois triunfos sobre o Braga (1-0 na urbe bracarense e 4-1 em Coimbra, depois de estarmos em desvantagem ao intervalo) colocaram-nos no Jamor. No outro confronto, o V. Setúbal afastou o F.C. Porto (salvo erro, com 3-1 no Bonfim e 4-4 nas Antas).
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O encontro decisivo opunha, assim, dois clubes que se vinham afirmando ao longo da década de 60 e que haviam constituído as duas grandes sensações do Campeonato: a Briosa de Mário Wilson (vice-campeã) e o Vitória de Fernando Vaz (4º classificado).
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A partida disputou-se no início de Julho, estava eu já de férias na Praia de Mira. Ciente das dificuldades do jogo, tive um pressentimento de que as coisas não iam correr bem (algo que ainda hoje por vezes me sucede) e não quis ouvir o relato. Fui, por isso, brincar e jogar à bola com alguns amigos, todos eles a torcer pela Briosa.
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A partida tem início às cinco da tarde e, pouco depois, um clamor atravessa a praia. A Académica havia inaugurado o marcador. Entusiasmado, dirijo-me à barraca e fico a saber que, logo aos três minutos, um "livre" directo do "lateral" direito Celestino nos coloca em vantagem. Recordo-me das palavras da minha avó: "estás a ver, não quiseste ouvir!".
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Mas o certo é que não estava nessa. Voltei para a brincadeira e, de tempos a tempos, ia perguntando a um senhor que tinha consigo um rádio a marcha do resultado. Tudo continuava a correr bem, até que, após mais uma das minhas interrogações, o homem, ao longe, ergue um dedo de cada mão. Acontecera o que temia: a um minuto do intervalo, o "ponta-de-lança" setubalense José Maria empatara o jogo.
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Desolados, continuámos a brincadeira. Provavelmente, teremos ido ao banho (não me recordo desse pormenor). Mas, no Jamor, tudo continuava na mesma. Como disse a minha avó: "tudo como dantes, quartel em Abrantes". Chegam ao fim os 90 minutos e o 1-1 mantem-se. Seguem-se 30 minutos de prolongamento.
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Vamos dar uns toques na bola para descomprimir. Está quase tudo perto das barracas onde existem rádios. Sabemos que o resultado continua sem sofrer alteração e que vai haver mudança de campo. Mas, três minutos depois desta, Guerreiro dá vantagem aos sadinos, em lance que gerou dúvidas quanto à sua legalidade. Entretidos a jogar, não nos apercebemos que os setubalenses passam para a frente no marcador. Só o saberemos seis minutos mais tarde, quando uma grande agitação volta a sacudir o areal. Ernesto, numa oportuna emenda à boca da baliza, restabelece a igualdade. Pensamos que estamos em vantagem mas a ilusão é breve: alguém se encarrega de nos desenganar. Lembro-me da empregada dizer para a minha avó: "Ainda bem que a senhora não soube do golo do Setúbal há bocado. Aí é que teria ficado desolada".
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No final dos 120 minutos, 2-2. Segundo o regulamento de então, jogar-se-iam sucessivos prolongamentos de 10 minutos até uma das equipas marcar o "golo de ouro" (na altura, não se chamava assim).
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Passa das sete e meia. Vamos para casa. No caminho, estamos atentos aos relatos que se ouvem e aos cafés onde as televisões estão ligadas. Se o jogo continua, é porque ninguém marcou. São quase oito horas. Chegamos a casa, onde se ouve nitidamente o rádio da tasca do rés-do-chão. Até que se ouve o golo...do Vitória. Ainda hoje me lembro das palavras do locutor: "Jacinto João, à boca da baliza, faz o golo do triunfo". Ao fim de 144 minutos (leram bem: cento e quarenta e quatro) terminara a mais longa partida oficial de futebol disputada em território nacional. Por muito pouco, a Académica perdia a oportunidade de repetir a conquista de 1939. Lembro-me de ter ido para o quarto, a chorar, e de a minha mãe me ter ido confortar. Mais tarde, o meu pai, que assistira ao jogo na televisão, chega igualmente desolado e abraça-me. Mal imaginava o quanto haveria de sofrer nos 40 anos seguintes!
"No princípio, era a voz. Um grupo de adeptos juntava-se em redor de um rádio, ansioso por saber as últimas novidades do seu clube. Com a televisão, o telespectador ganhou independência em relação ao locutor. Finalmente, a Internet permitiu ao adepto assumir uma posição mais activa: criar blogs em que os seus clubes são personagens principais. Escolhemos três dos mais populares."
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. É pelas mãos de Rui Silva que sai hoje na revista Dez do jornal Record um artigo que tenta mostrar a importância que os blogues desportivos têm no futebol português. "A voz dos adeptos" foi conhecer melhor oSimplesmente Briosa, Belenenses e Bancada Nortee falou com os seus editores. Francisco Martinho deu a cara pelo SB e falando pelo colectivo realçou a importância que o blog tem no seio Académico.
O ano que passou não deixou grandes recordações aos adeptos da Académica, tanto dentro do campo como fora dele.
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Assim, no plano desportivo, a época de 2005/2006 (marcada pela descida de quatro equipas, devido à redução do número de clubes na Liga) foi de enorme sofrimento. E só um penalti salvador, apontado por Joeano a dez minutos do final do último jogo do campeonato (um dramático AAC-Marítimo), garantiu a nossa manutenção na principal competição do futebol português.
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No final da temporada, operou-se uma verdadeira "revolução" no plantel, que levou à saída de vários jogadores e à entrada de 16 novas aquisições. Infelizmente, a maioria não correspondeu às expectativas anunciadas e, apesar da contratação de Manuel Machado (um técnico com provas dadas), o desempenho da equipa não tem sido de molde a deixar tranquilos os sócios e simpatizantes da Briosa.
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No plano institucional, foi constante a guerra entre a Direcção e os sectores oposicionistas (em especial, os apoiantes da gestão de Campos Coroa). A situação exacerbou-se em vésperas da Assembleia Geral para aprovação do Relatório e Contas, quando se ficou a saber que o passivo do clube ascendia a 12 milhões de euros.
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A "cereja no bolo" surgiu já no final de 2006, quando o Presidente José Eduardo Simões foi formalmente acusado pelo Ministério Público de oito crimes de corrupção passiva. Recorde-se que, em Junho, fora constituído arguido por, alegadamente, se ter aproveitado do seu cargo de director do urbanismo da CMC para obter donativos para a AAC/OAF em troca de favores a empresários da construção civil.
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Serão as perspectivas para 2007 mais animadoras? Pelo que tenho visto após o meu regresso da passagem de ano, não me parece haver razões para grandes optimismos. Oxalá me engane.
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Não acham que já basta?
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A acusação contra JES foi confirmada no dia 12 de Dezembro. Nesse mesmo dia, manifestei a minha opinião nos seguintes termos: "...não tendo sido condenado judicialmente (e podendo nunca o vir a ser), não faz sentido exigir a sua demissão. Mas também me parece que José Eduardo Simões se encontra, actualmente, ferido na sua credibilidade. Ora, sendo o dirigente máximo da Académica/OAF, a sua imagem arrastará consigo a da colectividade, com tudo o que isso acarreta (por exemplo, junto das instituições bancárias). Logo, a suspensão do mandato até à decisão definitiva do processo parece-me a melhor solução".
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Na mesma noite, a Direcção e os restantes órgãos sociais manifestaram a sua solidariedade ao Presidente. Perante esta tomada de posição, escrevi, três dias depois que, "embora tenha defendido a suspensão do mandato, de forma a salvaguardar a credibilidade da instituição, respeito a sua decisão". Mais adiante, referi o meu entendimento de que ela "deveria ser tomada com inteira liberdade, de acordo com a sua consciência e em concertação com os restantes membros da Direcção e dos outros órgãos sociais do clube. Aqueles que tenham uma opinião contrária e pretendam forçar a saída do Presidente, podem, nos termos estatutários, solicitar a convocação de uma Assembleia Geral extraordinária com essa finalidade".
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Constatei, então, que "a Briosa continua irremediavelmente dividida, num quadro que se assemelha, cada vez mais, a uma "guerra civil" no seio da colectividade. Na realidade, apoiantes e opositores, apenas preocupados em manter ou conquistar posições, esgrimem os mais espantosos argumentos com um desses objectivos". Aconselhei, depois, ambas as partes a "evitar comportamentos que ponham (ainda mais) em causa o bom nome da instituição". Dirigi, por fim, "um apelo à serenidade e ao bom senso", pedindo a todos que pensassem "menos nos seus interesses pessoais ou de grupo e mais nos da colectividade".
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Claro que não tive grandes ilusões quanto ao destino da minha prosa. Aliás, terminei o "post" afirmando "sei que é um apelo ingénuo mas não ficaria bem com a minha consciência se não o fizesse".
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Ora, os acontecimentos dos últimos dias confirmam e mantém a actualidade das minhas palavras. Após um período de alguma acalmia, numa espécie de trégua de Natal, eis que, no dia 26 de Dezembro, sem que nada de substancialmente novo tenha acontecido, a agência Lusa volta a veicular a notícia da acusação a José Eduardo Simões. Num dia onde a agenda informativa é, naturalmente, reduzida, a referida notícia teve ampla difusão em toda a comunicação social.
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A partir daí, surgiram, quase diariamente, num jornal desportivo, declarações de diferentes personalidades academistas e/ou políticas, todas elas defendendo a demissão do Presidente. Ou seja, em lugar de procurar resolver os problemas no seio da instituição, alguns meios e personalidades oposicionistas procuram forçar a saída do líder da AAC/OAF através da pressão mediática.
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Tenho para mim que essa seria a pior das soluções. A Académica é de todos e não apenas de alguns que se julgam membros de uma casta privilegiada. Com o devido respeito, a sua opinião vale o que vale. Como afirmei no texto acima transcrito, uma eventual saída de JES antes do termo do mandato só poderá depender de uma de três condições: a sua consciência, a quebra de solidariedade da maior parte dos seus pares ou a vontade da maioria dos associados, democraticamente expressa em Assembleia Geral.
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O certo, porém, é que, no seio da colectividade, o ar começa a ficar irrespirável. Por esse motivo, e na linha do que aqui foi escrito pelo Gonçalo Cabral, a solução para o impasse passa pela convocação de uma AG extraordinária. Ou pedida pela Direcção, caso em que os órgãos sociais colocarão à aprovação um voto de confiança, ou solicitada por um mínimo de 25 opositores, com o intuito de deliberar a sua destituição.
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Qualquer que seja o resultado, a situação ficará clarificada: se o Presidente voltar a triunfar no conclave, verá a sua legitimidade reforçada e a oposição ficará sem argumentos para exigir o seu afastamento; se perder, haverá eleições antecipadas e abrir-se-á um novo ciclo.
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Claro que essa solução suscita receios nos dois campos. De certa forma, ambos têm medo de perder. Mas o certo é que a situação actual é demasiado pantanosa e causadora de gravíssimos prejuízos para a instituição. Meus senhores, já basta de ver o nome da Académica "nas bocas do Mundo" pelas piores razões. Se defendem princípios e valores académicos, toca a ir a jogo. Mais uma vez, em nome da Briosa, quem dá o primeiro passo?
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Reforços e dispensas: "muito fumo, pouco fogo"
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Voltando, agora, ao futebol propriamente dito, muito se tem falado, neste "defeso" de Inverno, de alterações no plantel da equipa. Face ao fraco rendimento de algumas aquisições, defendi, após o jogo de Alvalade, que necessitamos, urgentemente, de um bom "lateral" direito, um "central" rápido e consistente e um ponta-de-lança goleador. Ao mesmo tempo, referi que talvez fosse também importante assegurar um ala esquerdo para colmatar a perda do Hélder Barbosa.
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Desde então, vários nomes foram sendo referidos como possíveis reforços. Um dos mais falados foi o "ponta-de-lança" portista Adriano, que poderia vir a título de empréstimo. Seria um excelente reforço, mas as ilusões cedo se esfumaram: o jogador foi dado como certo no Braga e, agora, tudo indica que poderá ir até à Grécia, reforçando o Panathinaikos. Ainda do F. C. Porto, Vieirinha (por mim sugerido para a vaga de Hélder Barbosa) renovou com os "dragões" até 2010 e não deverá ser emprestado, apesar do interesse manifestado tanto pela Briosa como pelo Beira Mar. Mais sorte tiveram os aveirenses com Ezequias, cujo concurso garantiram, gorando-se o seu regresso a Coimbra.
Por sua vez, o "ponta-de-lança" Anderson Costa (brasileiro naturalizado croata e "internacional" pelo seu novo país) foi também hipótese mas o seu preço parece ser demasiado elevado para os cofres da Briosa.
Nos últimos dias, tem sido ventilado o nome do "internacional" português Alex, um "lateral" direito que actua nos alemães do Wolfsburg e já trabalhou com Manuel Machado no Moreirense e no V. Guimarães. Mas, nas últimas horas, a transferência complicou-se e o mais provável é o jogador manter-se na Alemanha.
Assim, até agora, a única certeza é o regresso deLira, que terminou o empréstimo ao Botafogo e possui contrato até 2009. Por seu turno, Zada (emprestado ao Santa Cruz e vinculado à AAC até 2008), que não fazia, à partida, parte dos planos do técnico academista, ainda poderá ficar em Coimbra.
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Quanto a saídas, dois nomes têm estado na berlinda: Roberto Brum e Filipe Teixeira.
O brasileiro foi o primeiro a ser referido, falando-se de várias possibilidades de regressar ao seu país de origem. Mas o certo é que, para já, não passaram de rumores.
Relativamente ao segundo, as hipóteses de saída são maiores. Foi referido o interesse do Braga e dos dois principais clubes galegos (Dep. Coruña e Celta de Vigo), mas F.C. Porto (inicialmente) e Benfica (nos últimos tempos) surgiram como probabilidades mais consistentes. Para já, os "encarnados" (que viram Nuno Assis suspenso até ao fim da época) poderão ser o destino do jogador. Mas os 750 mil euros da cláusula de rescisão podem complicar o negócio.
Outro atleta com mercado é Dame, cujas boas exibições terão suscitado o interesse dos "dragões". Mas tudo indica que uma eventual transferência apenas ocorrerá no final da temporada.
Quem está de saída éPavlovic. O seu contrato terminava no final de 2006, ficando a Académica com opção para a sua renovação através do pagamento de 200 mil euros ao clube sérvio detentor do seu passe. Dado o fraco rendimento do jogador, entendeu a Direcção que o investimento não se justificava. Por outro lado, surgiram algumas especulações em torno de Nestor Alvarez, que, embora devidamente autorizado, ainda não regressou aos treinos. Também Sonkaya, que deixou de ser opção para o técnico, poderá regressar ao Dragão para ser emprestado a outro clube.
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Pelo exposto, há poucas certezas e muitas dúvidas. Mas o certo é que as hipóteses de conseguir reforços que constituam verdadeiras "mais-valias" se vão esfumando. E, ao que sabemos, a Direcção parece já ter decidido não ir buscar nenhum "ponta-de-lança", antes considerando prioritário o reforço do sector defensivo, onde as lacunas mais se têm feito sentir.
Tudo dependerá de eventuais saídas de jogadores com mercado (Brum, Teixeira ou Dame). Mas penso que estas só deverão acontecer se algum clube estiver disposto a pagar as respectivas cláusulas de rescisão. E, nesse caso, há que ir buscar outros de valor (no mínimo) equivalente. Caso contrário, arriscamo-nos a mais uma época de sofrimento. Até quando?
O futebol moderno é hoje algo completamente diferente do que se jogava aos Domingos às quatro da tarde, onde não havia transmissões televisivas, não havia publicidade megalómana e os adeptos iam ao futebol com gosto de ver a sua equipa jogar. Hoje, a jornada dura quatro a cinco dias e 5 dos 8 jogos são transmitidos pelas televisões. Benéfico, sem dúvida, permite-nos seguir o futebol através do comando e é sempre um bom remédio para acabar com o tédio.
A Académica, que este ano ainda não tinha jogado à Segunda-Feira, irá entrar em 2007 como a última equipa a jogar para o campeonato. Para 15 de Janeiro às 20.45h está marcado o jogo com o Benfica e complica a vida a quem mora longe de Coimbra e não pode fugir às obrigações no dia seguinte. Tal como o Jorge Martins questionou no seu post: Até quando o futebol moderno?
Instruções: Clicar no link, e ao visualizar a imagem, pode escolher se apenas a quer guardar ou se pretende definir como "Papel de Parede" do seu ambiente de trabalho.
É no livro Fortaleza Digital que Dan Brown escreve sobre a criação de um código indecifrável que poderá acabar com a segurança nacional no que diz respeito a ataques terroristas e corrupção.
Joga-se no próximo Domingo um jogo de taça nacional, onde a derrota é sinónimo de afastamento da competição e não há margem para erros. A Académica recebe o V.Setubal esperando entrar em 2007 com o pé direito rumo ao sonho da final no Jamor. Um jogo que coloca frente a frente duas equipas com tradição, ambas com o troféu já conquistado, e que já em 1967 disputaram a final acabando por levar a melhor a equipa Sadina por 3-2.
A rotatividade do plantel é uma questão que se levanta em todos os jogos de Taça. É comum ver-se os treinadores darem oportunidade aos segundos guarda-redes para provarem o seu valor. Na Académica, Pedro Roma é o único totalista da equipa enquanto que Douglas e Eduardo têm alternado entre si o seu lugar na convocatória. Se por um lado o capitão da Briosa deu já créditos mais que suficientes para merecer a titularidade num jogo em que o adversário é um clube da mesma divisão, Douglas pretende mostrar que tem condições de disputar a baliza academista e mostrar porque foi uma das contratações no arranque da temporada. A não esquecer o nº15 Eduardo que, embora servindo de 3º guarda-redes quererá jogar o máximo tempo possível.
"Chegando o momento da verdade, «quem guardará os guardas»?"
Nestor e Gyano, os avançados contratados no último defeso futebolístico são as duas mais fortes apostas para atacar a segunda metade na época, no que a marcar golos diz respeito. Os dois pontas de lança terão assim espaço de manobra no plantel académico, para demonstrarem até ao final do campeonato as credenciais com que se apresentaram em Coimbra em Julho passado. Assim, em 6 meses, os jogadores terão a oportunidade de se tentarem afirmar definitivamente pela missão para a qual foram contratados…marcar golos.
Assim nenhum avançado centro deverá chegar à Cidade do Mondego em Janeiro, a menos que algum negócio de ocasião se proporcione, sendo que prioritárias são as aquisições de um médio-ofensivo e de um defesa direito.
Alex prioritário
Alex é o jogador desejado pelo treinador da Briosa para fechar o lado direito do plantel académico. A sua versatilidade no flanco direito (onde faz as posições de defesa e médio) e a inegável qualidade (que lhe valeram já a chamada à selecção nacional de Scolari) são as características que mais agradam ao treinador Brioso. O jogador poderá chegar por empréstimo com opção, sendo que a sua vontade é mesmo rumar a Portugal, relançando a sua carreira com um staff técnico que conhece sobejamente. O único entrave à conclusão do negócio é a divisão das verbas salariais entre o clube alemão e os Capas Negras.
Quando, durante as férias de Natal, ligamos a Sporttv e vemos um Manchester Utd ou um Chelsea jogar é normal perguntar-se: "então mas estes homens nunca páram?". Na Premier League, realizaram-se 4 jornadas nos últimos 11 dias, contrastando com Portugal em que já não há campeonato desde dia 16 de Dezembro. É de facto o único país onde isto acontece e já Manuel Machado o tinha criticado, afirmando ser um campeonato de treinos e não de jogos. Portanto, depois dumas longas férias, quase 1 mês de paragem, os jogadores da Académica voltaram ao trabalho. Os unicos que não se apresentaram ao trabalho foram Nestor Alvarez, Pavlovic, Alexandre e Lino. Apenas os primeiros dois foram devidamente autorizados pela Académica.
Jogadores passam a pagar IRS na totalidade
Apertar o cinto, crise, inflação… Todos estes termos se vão ouvindo nos meios de comunicação. A partir de Janeiro, os jogadores profissionais passam a pagar IRS segundo o regime geral, depois do período transitório que havia sido implantado em 2003. Nesse ano, 60% de IRS foi aplicado passando para 70% em 2004, 80% em 2005 e 90 por cento em 2006. O sindicato de jogadores já ameaçou greve e o presidente Joaquim Evangelista propõe falar com o governo para a incidência do IRS para os futebolistas variar consoante o seu nível de rendimentos. Deste modo, tendo em conta que é uma actividade de desgaste rápido, sabendo que um profissional de futebol termina a carreira na casa dos 30 anos, seria uma solução mais viável.
FILIPE TEIXEIRA PRETENDIDO Novamente o interesse do Benfica
Depois do Futebol Clube do Porto ter demonstrado interesse na contratação do médio académico é agora a vez do Benfica. Há muito que o seu empresário confessara o interesse dos grandes portugueses e mesmo de alguns clubes estrangeiros na contratação do jogador, e ao que se sabe é agora o Benfica a tentar a compra do passe do número 10 da Briosa. A vender, José Eduardo Simões só aceita pelo preço da clausula de rescisão (750.000€ - 25% na posse do passe pertença ao jogador), e nunca menos do que esse valor, que mesmo sendo de lamentar a saída de um grande profissional poderá proporcionar que a Académica consiga contratar os tão desejados defesa direito e ponta de lança. Também hoje na imprensa desportiva, estes lugares surgem como hipotesses para os ocupar o ex-benfiquista Alex, actualmente no Wolfsburgo e Anderson Costa, no Croacia Zagreb. Recorde-se ainda que Filipe Teixeira renovou recentemente contrato, que se estende até Julho de 2009.
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Esperam-se desenvolvimentos nos próximos dias, os quais o SimplesmenteBriosa acompanhará.