Jogou-se hoje num autêntico "palco dos sonhos" a partida que permitia à Académica passar às meias finais da Taça de Portugal. Aquela que ano após ano suspiramos e tanta é a ambição. "Talvez para o ano" dizemos de novo...
O jogo tem obrigatoriamente de começar a ser analisado pela opção de Manuel Machado recorrer a um sistema de defesa a três. Como havia dito na entrevista à RUC, "para mim a equipa perfeita é como a água. Consegue-se moldar a vários tipos de sistemas tácticos e garantir consistência em cada um deles." sendo com esta postura que encarou o jogo e tendo em conta o adversário. À posteriori foi uma opção falhada mas que no entanto acaba por ter a sua lógica, o Sporting é uma equipa que joga sem médios-alas e Liedson é o jogador chave desta equipa. Era preciso alguém que o marcasse de perto sempre com a garantia que se falhasse tivesse sempre cobertura. Quanto ao ataque, jogadores que soubessem rematar à baliza e com porte físico para conseguir aguentar a bola enquanto que a equipa subia foi previsto pelo técnico da Briosa. Assim, com Pedro Roma na baliza, Danilo, Litos e Kaká foram defesas centrais sendo que o último foi o responsável na marcação a Liedson. Paulo Sérgio e Lino nas alas enquanto que pela primeira vez esta época (salvo erro) Roberto Brum funcionou como único trinco. Dame N’Doye ora pelo meio, ora pela direita e Filipe Teixeira encarregaram-se de transportar o jogo onde na frente se encontravam Cláudio Pitbull e Nestor Alvarez, regressando assim aos titulares. O esquema podia ter resultado mas infelizmente assim não aconteceu. A Académica está fora da Taça.
A partida começou e o Sporting cedo ligou o turbo que levou ao 1-0. Mau alívio de Kaká dentro de área proporcionou que Liedson após cruzamento atrasado abrisse o marcador. Toda uma semana de trabalho em preparação para o jogo caía por terra e a equipa ficou desconcentrada, sem conseguir chegar ao ataque e praticamente a ver jogar. O lado esquerdo defensivo não funcionou e mais uma vez, aquele que José Mourinho chamou de “Enganador”, voltava a marcar desta feita de cabeça. Estavam decorridos 10 minutos e era justo o resultado que o marcador acusava.
A lesão muscular de Litos obrigou à alteração da disposição dos jogadores entrando Vítor Vinha para defesa esquerdo e fazendo subir Lino para extremo. A partir daqui a Académica ganhou solidez e foi ganhando confiança até chegar à baliza contrária. Embora sem arte na hora H, chegava o intervalo com a Briosa a deixar o aviso que a eliminatória não estava ainda resolvida.
Na segunda parte mais uma exibição de fazer invejar, tal como esta equipa já nos tem habituado em jogos deste cariz. Manuel Machado esgotou as substituições e Alexandre e Gyano renderam Pitbull e Nestor Alvarez. Uma mudança radical que deu resultados visíveis e que podia ter dado bem cedo um golo. Primeiro Dame com um pontapé de bicicleta e depois Vinha num grande remate fizeram gritar golo mas a bola foi sempre fora da baliza. Se já era difícil virar o jogo, mais complicado se tornou após a injusta expulsão de Vítor Vinha. Num lance merecedor de cartão, o jogador chegou tarde ao corte e acabou por pisar o jogador do Sporting. Quando se apercebeu do sucedido pediu imediatamente desculpas a João Moutinho mas não havia nada a fazer porque Jorge Sousa já tinha o cartão vermelho na mão enquanto que minutos antes o ex-Académica Tonel tinha visto apenas amarelo quando Gyano partia isolado para a baliza, critérios. Roberto Brum ainda atirou ao poste e o sinal da falta de sorte era evidente.
A partir daqui a Académica lutou, lutou mas nunca conseguiu chegar ao golo. Apenas a dois minutos do final num livre batido por Lino, o senegalês Dame cabeceou e fez o 1-2 – resultado final.
Um resultado enganador que podia originar um marco muito importante para a Académica. Agora o campeonato é a única prova que os estudantes se têm de concentrar para conseguir subir o mais rápido possível na tabela.
Pretos um a um:
Pedro Roma (3) – Nada podia fazer nos golos que sofreu, fez boas defesas que impediram perigos maiores.
Paulo Sérgio (3) – Entrou mal e desorientado. Melhorou com a equipa na segunda parte evitando um golo em cima da linha. Deu toda a sua raça e mostrou ser um dos mais inconformados com a derrota.
Litos (1) – A lesão muscular e o desnorteio com que entrou em campo não permitiram que fosse o patrão da defesa da Académica. Esperemos que a lesão não seja grave que o estaleiro por este ano está cheio.
Danilo (3) – É um jogador que não transmite confiança para ser titular mas que no entanto cumpriu sempre com eficácia.
Kaká (3) – Muito rápido e cada vez melhor posicionamento táctico do central brasileiro. Tinha talvez a missão mais difícil do jogo e não foi feliz.
Lino (3) – Foi dos melhores nos últimos 45 minutos mas um jogo avalia-se pelo seu todo. Incompreensível a falta de disciplina no posicionamento e não consegui perceber que quando Litos se lesionou a defesa ficou descompensada. No entanto, está na assistência para o golo e depois da expulsão de Vinha teve pulmão para fazer todo o corredor.
Brum (4) – Dos melhores da Académica fez um jogo de encher o olho. Foi ultrapassado no primeiro golo mas nenhum jogador é intransponível. Se o seu remate tivesse sido golo tudo podia ter mudado.
Filipe Teixeira (4) – Um senhor com a bola nos pés tentou remar até ao fim do jogo para chegar à baliza do Sporting.
Dame N’Doye (4) – Mais um golo marcado e acima de tudo teve força para arrancar pelo campo. Rende mais a jogar pelo meio mas as lesões no plantel obrigam-no muitas vezes a ir tapar buracos nas alas.
Cláudio Pitbull (2) – Jogou na primeira parte e mesmo assim foi dos melhores. Por não aguentar o jogo todo foi opção de Manuel Machado para sair fazendo assim com que a equipa da segunda parte não sofresse com o desgaste do jogador.
Nestor Alvarez (1) – Sem oportunidades para marcar tentou segurar a bola quando esta ia lá para a frente. Muito desinspirado.
Vítor Vinha (2) – A equipa mostrou muito mais solidez com a sua entrada e foi vítima de uma expulsão que nos parece injusta.
Alexandre (3) – Bom jogo do trinco, com a sua entrada a Académica passou a recuperar mais perto do ataque e isso gerou mais oportunidades. Com a expulsão de Vinha ficou-se mais por terrenos defensivos.
Gyano (2) – Não acrescentou nada em relação a Alvarez. Leva no entanto melhor nota pela subida de qualidade da equipa.
É já daqui a poucas horas que Sporting e Académica se encontram para mais um jogo dos Quartos de Final da Taça de Portugal. A competição que a Briosa venceu em 1939 na primeira vez que a competição se disputou. A viagem até ao Jamor aconteceu por mais três vezes, em 1951, 67 e 69.
E mais que um lugar na Taça UEFA, a final da Taça de Portugal é um sonho que todos queremos ver realizado. Pelo prestígio, pela prova que a Académica é diferente, por uma prova que estamos vivos e temos uma equipa capaz de jogar em qualquer lado sem medo. Por isso escolhi o "Mar Português" que mostra o esforço e sofrimento que Vasco da Gama precisou para levar a cabo a sua missão. Porque "tudo vale a pena se a alma não é pequena".
Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu.
«Não abdicamos da ambição de continuar na Taça»Manuel Machado
Dificil mas não impossível! Parece ser esta a mensagem de Manuel Machado para os seus jogadores que enfrentam amanhã o único grande ainda em prova em Alvalade pelas 21 horas.
Dando o exemplo da forma como Benfica e Porto foram eliminados da competição, o treinador da Briosa incentiva assim as suas tropas para o combate que se avizinha.
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«Vamos jogar na casa de um dos três grandes, que é, por força da eliminação dos outros dois, o principal candidato a vencer a competição. Será, por isso, uma tarefa difícil, por esses dois factores: a grandeza do Sporting e pelo facto de ser em Alvalade. Mas no futebol não há impossíveis e a Taça tem montes de exemplos em que o previsível acaba por ser contrariado. Esta época já houve vários, como aconteceu em relação às proezas do Atlético e do Bragança», lembrou Manuel Machado, sem receio de expressar as suas aspirações: «Temos possibilidades de seguir em frente e é cientes disso que vamos a Alvalade. Não abdicamos da ambição de continuar na Taça.» .
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Para este encontro, o técnico da Académica deixou de fora o jovem Sarmento e chamou Fatih Sonkaya de volta aos eleitos, e Miguel Pedro no lugar de Milos Pavlovic, para além da habitual alteração entre os guarda redes suplentes, tendo dado desta vez a oportunidade a Douglas.
Inêxitos adversários amenizam efeitos de nova derrota caseira
O desaire de sábado frente ao Boavista (o sexto em "casa" na presente época) acabou por não ter consequências imediatas na classificação da Briosa, pois os nossos adversários directos na fuga à despromoção também não conseguiram vencer os encontros que disputaram este fim-de-semana futebolístico prolongado. Assim, o Beira Mar foi goleado na recepção ao líder FC Porto, enquanto que o V. Setúbal, apesar de jogar em "casa", não conseguiu melhor que um empate frente ao Nacional. Mesmo o empate do Aves em Alvalade, que constituiu a surpresa da jornada, não terá feito grande mossa nas nossas hostes, pois os avenses continuam a segurar a "lanterna vermelha". Olhando um pouco para cima, a derrota do Estrela da Amadora em Braga (nos instantes do finais da partida) também foi favorável aos nossos interesses. Com estes desfechos, a Académica mantém a "almofada" de seis pontos de distância para os lugares de descida, continuando no 13º lugar da Liga principal do futebol português. Uma posição que, estando longe de ser dramática, não é, ainda, tranquilizadora.
Porque é necessário escolher, porque algumas perguntas acabam por ser inevitavelmente repetidas, porque é necessário promover a resposta sem as normais e evasivas ou as constantes repetições de respostas predefinidas tentámos que as perguntas escolhidas fossem aquelas que melhor reflectissem o estado espírito cá da malta, bem como a necessidade de uma resposta sem rodeios. .
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Assim, a primeira pergunta:
- O Porquê da irregularidade exibicional da equipa (especialmente nos jogos em casa)e qual a razão porque não aposta mais nos jovens vindos da formação, mesclando a experiencia de uns com a juventude de outros.
Gato Preto
A segunda pergunta:
- Disse Manuel Machado no primeiro dia de trabalho à frente da Briosa que "era impossível parir um filho em 2 meses" e o mesmo se passava numa equipa nova como a deste ano. É verdade que a Académica joga agora melhor e o entrosamento entre os jogadores é já notável mas o 13º lugar não convence nenhum adepto. Sendo conhecido como um treinador que exige apenas um ano de contrato, e depois da recente polémica com as eleições nos rivais do V.Guimarães quais as suas intenções a nível de continuidade na Académica? Mantendo a espinha dorsal desta equipa para a próxima época não pensa que os resultados seriam melhores?
Chico Martinho
e abusando, porque esta é uma questão que a todos nós, participantes de blogs, espaços de net, dos relatos da RUC, afinal, de formas de vida académica, lançamos mais esta:
- A blogosfera da Académica tem um papel cada vez mais importante na opinião dos adeptos. Costuma acompanhar de perto as notícias, preocupações e discussões de quem por aqui desabafa diariamente ?
Uma feliz iniciativa da Rádio Universidade de Coimbra coloca os seus ouvintes, adeptos e simpatizantes da Briosa, mais perto da realidade académica, em possibilidade de comunicação directa com o Professor Manuel Machado. Ou através dos já habituais números de telefone disponibilizados para o contacto com os entrevistados (239 41 04 27) e com o programa ou desta vez, através desta feliz iniciativa..Iniciativa que consiste na possibilidade de duas perguntas serem escolhidas, neste espaço, para serem colocadas ao treinador dos pretos e que serão, naturalmente, respondidas em directo pelo professor Manuel Machado..
Acaixa de comentários será o espaço para colocar essas mesmas questões, sendo que pelas 20.30h faremos uma nova postagem com as perguntas escolhidas. . Tem a palavra, a malta da Briosa!
Em vésperas de um jogo que pode ser histórico para a Briosa, o técnico Manuel Machado é o convidado central do programa PROGNÓSTICOS que se realiza hoje às 21h na Rádio Universidade de Coimbra. Uma entrevista de 2 horas, onde o treinador da Briosa será questionado acerca do presente e do futuro da Académica, da sua continuidade ou não à frente do comando da equipa e muito mais… A não perder, em 107.9 FM ou emwww.ruc.pt
A lesão de Pavlovic: Não acredito em bruxas, mas...
Tenho uma formação racionalista e não acredito em bruxas, espíritos e quejandos. Mas o pequeno episódio que vou contar, mais a mais num mundo muito dado à superstição, como é o futebol, até pode fazer crer que os maus agoiros existem.
Como muitos outros académicos, também eu me dediquei a coleccionar os 422 cromos da colecção em boa hora lançada pela Direcção. E, tal como muitos outros, tenho passado algum tempo na Secretaria do clube, à procura de parceiros para as trocas. Uma actividade que se tem revelado profícua, pois só me faltam 16 para concluir a caderneta.
Da equipa sénior, há três jogadores cujos cromos são muito difíceis de conseguir: Hélder Barbosa, Miguel Pedro e Pavlovic (ainda não tenho os dois primeiros e o último só recentemente o consegui). Ora, face aquela arreliadora realidade, relacionei-a com as lesões que afectam os dois primeiros e que os têm obrigado a paragens prolongadas. Daí que, na segunda vez que fui à secretaria com aquela finalidade, disse para a Anita e o Tó, funcionários presentes: "Agora, só faltava que o Pavlovic se lesionasse e ficasse uma data de tempo no estaleiro. Longe vá o agoiro".
Pois acontece que o agoiro parece ter pegado. Ontém, já nas compensações da 1ª parte do jogo com o Boavista, o jogador sérvio lesionou-se com gravidade. Mais tarde, o diagnóstico: fractura do maléolo interno do tornozelo direito. O atleta foi de imediato engessado e vai parar por tempo indeterminado.
Quando soube a notícia, pensei cá para mim: mais valia ter ficado calado. É que, como diria o espanhol, "no credo en brujas, pero las hay"...
Os escalões jovens da Briosa tiveram desempenhos diferentes este fim-de-semana.
Os juniores, que na última terça-feira haviam obtido um brilhante triunfo no terreno do Candal, adversário directo na luta pelo 2º lugar (que dá acesso ao "final four"), baquearam em "casa" frente ao Braga. A nossa equipa foi derrotada por 2-1, depois de ter estado em vantagem até à entrada do último quarto de hora.
Com este resultado, os "pretos" desperdiçaram uma oportunidade de ouro de chegar à posição de apuramento, pois os candalenses (actuais segundos classificados) jogaram e perderam no terreno do FC Porto, actual líder da Zona Norte, por 3-1. Ao mesmo tempo, os nossos perseguidores (Boavista, V. Guimarães) venceram, respectivamente, Feirense e U. Leiria nos seus redutos e aproximaram-se da nossa rapaziada. Assim, com os "dragões" praticamente apurados, existem cinco candidatos para a vaga sobrante.
Com 22 das 30 jornadas disputadas, a classificação actual da Zona Norte do "Nacional" de juniores da 1ª Divisão, no que se refere aos lugares de topo, é a seguinte: 1º FC Porto, 56 pontos; 2º Candal, 44; 3º Académica, 43; 4º Boavista, 42 (menos um jogo); 5º V. Guimarães, 41; 6º Braga, 39.
Entretanto, os juvenis deslocaram-se à Arregaça para defrontar o União, em mais um derbi conimbricense. Se, para os academistas, com a sua situação classificativa já definida (um lugar a meio da tabela da sua série), o jogo destinava-se apenas a cumprir calendário, para os locais era decisivo para a fuga à despromoção. Contudo, a Briosa superou as dificuldades e venceu por um concludente 3-0.
Por seu turno, estão de parabéns os iniciados. Ao golearem hoje, na Pedrulha, um frágil SL Marinha por 5-0, os nossos miúdos asseguraram virtualmente o 1º lugar da série D do respectivo "Nacional" e, consequentemente, o apuramento da Académica para a fase seguinte.
A Académica desperdiçou hoje a possibilidade de "quebrar o enguiço" da terceira vitória consecutiva no Campeonato e de colocar-se numa posição tranquila na tabela classificativa ao perder com o Boavista, em partida disputada no ECC.
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Relativamente ao jogo do Restelo, registou-se o regresso de Pavlovic (então castigado) à equipa inicial e o retorno de Vítor Vinha ao "banco" de suplentes. Manuel Machado manteve o 4-3-3 dos últimos encontros. Assim, a defesa apresentou-se com Paulo Sérgio na direita, Litos e Káká no centro e Lino na esquerda; no meio-campo, Pavlovic era o elemento mais recuado, à frente do qual se encontravam Brum na direita e Alexandre na esquerda; na frente, Dame e Filipe Teixeira ocupavam as alas, ficando Gyano como unidade mais avançada.
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A Briosa entrou mal no jogo e, logo aos dois minutos, só uma grande intervenção de Pedro Roma impediu que Hugo Monteiro, após boa combinação entre Grzelak e Linz, inaugurasse o marcador.
Os "axadrezados" dominavam os acontecimentos, enquanto que a nossa equipa se mostrava algo apática e sem ideias. Só à passagem do 20º minuto, a Académica criou perigo, na sequência de um "canto", com Gyano a rematar contra William, que defendeu por instinto.
Mas, três minutos depois, os visitantes inauguraram o marcador, em lance que deixou dúvidas quanto à sua legalidade. Paulo Sérgio perdeu a bola em disputa com Grzelak e ficou a reclamar falta (no Estádio, pareceu-nos que com razão). O polaco ficou com o esférico, contornou Káká e, na meia esquerda da grande-área, rematou cruzado, batendo Pedro Roma.
Apesar do golo, o cariz da partida pouco se alterou. Os academistas passaram a jogar um pouco mais no meio-campo adversário mas o certo é que não conseguiam criar perigo. Manuel Machado mexeu, então, na equipa, procurando conferir-lhe maior acutilância atacante: saiu Brum e entrou Cláudio "Pitbull". O brasileiro foi colocar-se na ponta esquerda, passando Filipe Teixeira para o "miolo" do terreno.
Contudo, a dois minutos do intervalo, o Boavista aumentou a vantagem, num golo quase "a papel químico" do anterior. Alexandre, em zona proibida, perdeu a bola para Essame, que deu rápido para Kazimierczak. Este, na meia esquerda, entrou na área e, tal como antes fizera o seu compatriota, rematou cruzado para o fundo das redes dos "pretos".
Ainda antes do descanso, Pavlovic lesionou-se com gravidade e já não regressou dos balneários, sendo substituído por Vítor Vinha.
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Assim, para a 2ª parte, Alexandre ficou como "trinco", passando a ter à sua frente Dame e Filipe Teixeira. Cláudio "Pitbull" derivou para a ala direita, enquanto Lino avançava para a esquerda, mantendo-se Gyano na frente do ataque.
A equipa veio com outra disposição e, logo aos três minutos, "Pitbull" fugiu pelo corredor direito, entrou na área e rematou em jeito, mas a bola embateu na trave. A Briosa, a fazer uma pressão alta, continuou a carregar e, ao quarto de hora, num lance idêntico ao anterior, o mesmo jogador "picou" o esférico sobre William, mas Hélder Rosário salvou sobre a linha.
Logo a seguir, o técnico academista arriscou tudo: tirou Alexandre e colocou Nestor junto de Gyano, passando a jogar em 4-2-4.
Aos 66 minutos, grande remate de Dame e grande defesa do guardião boavisteiro. Na sequência do "canto", o golo voltou a estar iminente mas Nestor e Gyano remataram sucessivamente contra o corpo do guarda-redes camaronês, caído sobre o risco fatal.
A partir daqui, a Académica perdeu discernimento e o jogo ficou partido. O Boavista sacudiu a pressão e ensaiou alguns contra-ataques, embora sem criar grande perigo. A dez minutos do final, Filipe Teixeira, na meia direita, rematou ao poste da baliza de William, naquele que foi o último grande lance de perigo da partida.
Daí até ao termo, os "pretos" continuaram a lutar mas a descrença já se instalara e os visitantes perceberam que o triunfo não lhes escapava.
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Em conclusão, uma exibição desigual da nossa equipa, que ofereceu 45 minutos e dois "golaks" ao adversário. Na etapa complementar, acordou, mas faltou eficácia ofensiva, discernimento e (porque não dizê-lo?) alguma sorte.
Arbitragem para esquecer de João Ferreira. Para além de ter deixado passar uma eventual falta na jogada que originou o primeiro tento, há também um lance na etapa inicial, em que um jogador "axadrezado" atrasa a bola para William, mas que o juíz setubalense não considerou intencional. Pior que tudo, foi demasiado complacente, quer com o jogo faltoso, quer com as perdas de tempo dos forasteiros.
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Sob a arbitragem de João Ferreira, de Setúbal, as equipas alinharam:
Académica - Pedro Roma; Paulo Sérgio, Litos, Káká e Lino; Pavlovic (Vítor Vinha, 46); Roberto Brum (Cláudio "Pitbull", 38) e Alexandre (Nestor, 61); Dame, Gyano e Filipe Teixeira.
Boavista - William; Hélder Rosário, Ricardo Silva, Cissé e Marquinho; Tiago; Essame e Kazimierczak; Hugo Monteiro (Paulo Sousa, 77), Linz (Fary, 73) e Grzelak (José Manuel, 62).
Marcadores: Grzelak (23) e Kazimierczak (43).
Disciplina: Cartões amarelos a Roberto Brum (23) e Paulo Sérgio (68); Ricardo Silva (19) e Cissé (53).
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Os "pretos", um a um:
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Pedro Roma (4) - Mais uma vez, teve pouco trabalho, mas voltou a estar em bom nível. Rubricou intervenções de elevada qualidade, em especial a primeira, logo no segundo minuto.
Paulo Sérgio (2) - Uma tarde-noite pouco feliz. Nunca se entendeu com as mudanças de velocidade de Grzelak e está directamente ligado ao primeiro golo. Mesmo que tenha sofrido falta (e, na TV, pareceu-nos que foi tocado pelas costas) no lance do tento inicial, não pode desistir e ficar a reclamar com o árbitro. Também o segundo golo teve origem no seu flanco.
Litos (3) - A sua experiência permite-lhe disfarçar algumas insuficiências. Acabou por não comprometer mas não foi o "patrão" de que a defesa necessitava.
Káká (2) - Globalmente, não esteve muito pior que o seu colega do centro da defesa. Contudo, no lance do primeiro golo, foi lento a ir à dobra, acabando por ser "comido" por Grzelak.
Lino (3) - Na 1ª parte, como "lateral" esquerdo, abriu alguns espaços nas suas costas, que o adversário não aproveitou. Melhorou no 2º tempo, quando passou para a frente, mas nunca conseguiu criar desequilíbrios pelo seu corredor.
Pavlovic (2) - Uma exibição pouco conseguida do sérvio, que quase nunca foi eficaz nas dobras nem clarividente no capítulo do passe. Lesionou-se com gravidade perto do intervalo e arrisca uma paragem prolongada.
Roberto Brum (3) - Esta nota será, porventura, controversa, já que actuou apenas durante 38 minutos. Mas a verdade é que nos pareceu, então, o mais esclarecido do meio-campo. A sua substituição ter-se-á devido a questões tácticas e, muito provavelmente, ao facto de já ter visto um cartão amarelo, por protestos, após o golo inaugural.
Alexandre (2) - Um 1º tempo desastroso, em que raramente acertou um passe. A "cereja no bolo" foi o segundo golo, quando perdeu a bola em zona proibida. Melhorou ligeiramente após o descanso, mas acabou substituído quando Manuel Machado decidiu arriscar tudo por tudo.
Dame (4) - Descaído sobre a direita, não começou muito bem, embora, desde o início, tivesse dado a ideia de ser um dos mais inconformados. Quando passou a actuar mais na zona central, esteve melhor. Apesar da extrema atenção dos boavisteiros à sua meia-distância, teve um bom remate a meio da 2ª parte, que só não deu golo devido à excelente intervenção de William.
Gyano (1) - É certo que poucas vezes é servido em condições, mas a verdade é que não consegue fugir às marcações. Ao mesmo tempo, vai perdendo confiança e acaba por ser uma unidade a menos.
Filipe Teixeira (4) - Novidade será o jogo em que não for considerado o melhor da Briosa. Nota-se, claramente, que possui uma classe extra. Após o recomeço, foi ele que procurou levar a equipa para a frente e alguns lances de perigo tiveram origem nos seus pés. Aquele remate em jeito, com o pé esquerdo, aos 80 minutos, que levou a bola a embater no poste da baliza de William, merecia melhor sorte.
Cláudio "Pitbull" (3) - Entrou bem no jogo e deu outra movimentação ao ataque. Logo no início da etapa complementar, atirou uma bola ao ferro; pouco depois, esteve outra vez perto de reduzir a desvantagem, mas Hélder Rosário não o permitiu. Com o passar dos minutos, foi perdendo clarividência.
Vítor Vinha (3) - Entrou no 2º tempo. Com os boavisteiros mais preocupados em segurar a vantagem, não enfrentou grandes problemas. Apesar de pouco ter acrescentado ao conjunto, cumpriu, pelo que merece nota positiva.
Nestor (2) - Actuou na última meia hora. A sua melhor intervenção foi a primeira, quando rematou de forma acrobática, à meia volta, ligeiramente ao lado. Depois, falhou a emenda na sequência de um "canto", atirando contra o corpo de William. Apesar de tudo, esteve mais mexido que Gyano.
O Blog Denuncias e Opiniões promoveu a entrega dos bilhetes em concurso e o jornalista João Mesquita - vencedor do mesmo - e de Tiago "Carraça" (Presidente da MN) levaram a cabo uma iniciativa louvável ao entregar seis bilhetes premiados à Comunidade Juvenil São Francisco de Assis.
Seria de mau tom não dar relevância a uma iniciativa como esta, para todos os que se dizem como "Académicos", com todo o significado que é indissociável desta palavra.
Assim, o blog SimplesmenteBriosa vem parabenizar os responsaveis pela iniciativa, que só engrandeçe a instituição.
Depois de uma dificil vitória frente ao Belenenses, a Briosa vai jogar amanhã com o Boavista, no Estádio Cidade de Coimbra. Com a vitória em mente, Manuel Machado convocou:
Guarda redes: - Pedro Roma - Eduardo Defesas: - Danilo - Káká - Litos - Lino - Vítor Vinha Médios: - Alexandre - Roberto Brum - Paulo Sérgio - Filipe Teixeira - Sarmento - Nuno Piloto - Milos Pavlovic
AAC-Boavista: farsa, drama e violência em três jogos nos anos 70
Agora que se aproxima mais uma recepção ao Boavista, vêm-me à memória as recordações, algo imprecisas, de encontros com os "axadrezados" nas minhas adolescência e juventude. Neste caso, vou contar algumas "estórias" que marcaram três encontros disputados no velho Municipal, na década de 70.
. O primeiro decorreu na época de 1970/71, na qual a Briosa, então treinada por Juca, terminou no 5º lugar. Por sua vez, os boavisteiros, que em 1966/67 (nossa época dourada) subiram da 3ª à 2ª Divisão e na época seguinte ao Campeonato principal, ainda tinham apenas como ambição a manutenção no escalão maior.
Nessa altura, a Académica colocou-se a ganhar por 2-0 (não me recordo quem marcou os golos) mas os visitantes, a meio da 2ª parte, reduziram a diferença e foram-nos empurrando para a defesa. A um minuto do fim, a bola, aliviada por um jogador nosso para o meio-campo adversário, acabou por sair pela linha lateral no enfiamento da grande área adversária. Rapidamente, o guarda-redes portuense corre para executar, ele próprio, o lançamento lateral. Para espanto geral, o árbitro impede-o e ordena que a reposição do esférico seja feita por um colega. Pouco depois, o jogo termina com a nossa vitória por 2-1.
Mas a polémica estava lançada, pois o Boavista apresentou declaração de protesto, alegando erro técnico de arbitragem. É então que a farsa começa. Um jornalista do "Diário de Coimbra", já falecido, adepto da Briosa e grande conhecedor das regras do jogo, dirige-se à cabine dos juízes, onde encontra o árbitro acabrunhado, consciente do erro que havia cometido. "Estou feito. Nem sequer posso alegar que a bola foi mal lançada, pois, nesse caso, teria de ser um jogador da Académica a repôr a bola em campo". É então que o referido periodista "tira um coelho da cartola": "Diga que o guarda-redes lançou a bola com um pé na pista de atletismo e que apenas o mandou corrigir essa situação. E que ele é que pensou que você o estava a proibir de lançar". Após um momento de perplexidade, o homem do apito viu que podia estar ali a sua salvação. Mas havia um problema: "E o delegado da Central(a então Comissão Central de Árbitros)?". "Não se preocupe que eu trato dele", retorquiu o jornalista. Acontece que o referido delegado, igualmente já falecido, era um homem íntegro mas bastante míope, sendo portador de umas lentes muito graduadas. Não foi difícil ao repórter convencê-lo de que não tinha reparado no (pretenso) facto de o guardião "axadrezado" ter colocado um pé na pista de cinza. Foi essa a versão do árbitro, veiculada em toda a imprensa desportiva da época, e o protesto dos boavisteiros acabou por ser julgado improcedente.
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Cinco anos depois, os papéis haviam-se invertido: a Académica (agora travestida em Clube Académico de Coimbra) lutava desesperadamente pela permanência, enquanto que, com a contratação de Pedroto (o mais conceituado técnico português de então), surgia o "Boavistão", com pretensões de lutar pelos lugares cimeiros da classificação. A época anterior já reflectia esse contraste: nós tivemos de disputar a "liguilla" (Torneio de Competência entre os 13º e 14º da 1ª Divisão e os dois segundos das duas zonas em que, ao tempo, se dividia a 2ª Divisão. Os dois primeiros ficariam no escalão principal), onde nos salvámos com alguma dificuldade; os "axadrezados" asseguraram o 4º posto, que dava acesso às competições europeias, ao baterem o V. Guimarães, seu adversário directo, na última jornada, na Cidade Berço, com uma arbitragem controversa de António Garrido, que viu o seu carro incendiado pelos adeptos vitorianos. E até ganharam a sua primeira Taça, ao vencerem o Benfica por 2-1, no antigo Estádio de Alvalade.,
Face à má 1ª volta realizada, a nossa equipa foi reforçada com dois jogadores cedidos pelo Sporting: Camilo e Joaquim Rocha. A meio da 2ª volta, Vítor Campos, "velha glória" da Briosa, que havia "pendurado as botas" no final da época anterior, resolvera voltar a jogar para ajudar a equipa a sair da situação em que se encontrava. O seu regresso, em Braga, não poderia ter sido pior: "canto" contra os "pretos" e o veterano jogador a cabecear para a própria baliza. Um lance infeliz que ditou o resultado do jogo.
A três jornadas do fim, recepção ao Boavista, então no 2º lugar e ainda em luta pelo título. Logo, os "axadrezados" não podiam falhar. Pela nossa parte, uma derrota poderia implicar uma nova presença na "liguilla" O jogo não correspondeu às expectativas e tudo indicava que terminaria sem golos. Mas, a oito minutos do fim, o drama: Salvador (um dos bons brasileiros que passou pelo nosso futebol) rematou frouxo. Mas Vítor Campos, que viera ajudar a defesa, esticou a perna para afastar a bola. Porém, com tanta infelicidade o fez que desviou a sua trajectória, acabando o esférico por se anichar na baliza de Melo, traído pelo desvio do seu companheiro. Mais uma vez, a "velha glória" ficava ligada a uma derrota. Algo que o atleta (que tanto dera à Briosa) não merecia.
Felizmente, no final da temporada, classificámo-nos no 11º lugar e assegurámos, desde logo, a permanência. Por seu turno, o Boavista foi vice-campeão (a dois pontos do Benfica de Mário Wilson) e repetiu a vitória na Taça, batendo o V. Guimarães por 2-1 na final, jogada no velho Estádio das Antas.
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Foi exactamente numa partida dos quartos-de-final da Taça, que, três anos depois, em 1978/79, se registaram actos de violência, envolvendo adeptos academistas.
Nessa temporada, a equipa seguia em último lugar no Campeonato e a despromoção era mais que certa. Restava, assim, a Taça para salvar a época. Mas o Boavista, a lutar, mais uma vez, pelos lugares europeus, não era o adversário mais apetecível.
No 1º tempo, a partida até foi equilibrada, mas um erro da nossa defesa, perto da meia hora, permitiu aos visitantes a inauguração do marcador, através de um penalti que terá deixado dúvidas em alguns apaniguados conimbricenses. Apesar de tudo, até aqui, tudo normal. O pior estava guardado para a etapa complementar.
Logo nos primeiros minutos da 2ª parte, após um lance disputado na nossa área, o árbitro aponta novamente para a marca de grande penalidade. Depois da surpresa, a revolta. A indignação alastra entre a massa associativa, que se manifesta ruidosamente. O penalti é convertido e a indignação aumenta: chovem pedras sobre os fiscais-de-linha e há quem faça menção de invadir o terreno de jogo. O árbitro, que já havia reiniciado o encontro com a bola ao centro, interrompe a partida e exige um reforço policial. Chega o Corpo de Intervenção da PSP e o encontro volta a recomeçar com...nova bola ao centro. Pouco depois, penalti (muito duvidoso) contra o Boavista e os "pretos" a reduzir a desvantagem. À entrada do último quarto de hora, mais uma falha defesiva permite aos "axadrezados" aumentar a vantagem. O lance é legal mas os nervos estão à flor da pele. Apenas a presença da "polícia de choque" evita a invasão. Por fim, a partida termina com a vitória boavisteira por 3-1.
No final, os adeptos conimbricenses dão largas à sua revolta e concentram-se em frente à porta principal do Calhabé. Alguns sobem o morro que então existia entre a Brotero e a Igreja. Caem pedras sobre a Polícia e o autocarro dos visitantes. À chuva de pedras, segue-se uma violenta carga policial sobre os academistas. Que, entretanto, voltam a reagrupar-se. Assim, só por volta das 23 horas e depois de mais algumas escaramuças entre adeptos e forças policiais, a equipa de arbitragem abandonou o Estádio.
Entretanto, desta vez fomos nós que protestámos o jogo, também por erro técnico da arbitragem (a partida, após ter sido interrompida, recomeçou com nova bola ao centro e não com bola ao solo). Ao mesmo tempo, o clube foi alvo de processo disciplinar, que teve como consequência a interdição do Municipal por dois jogos. Quanto ao protesto, foi indeferido no Conselho Técnico mas julgado procedente pelo Conselho Jurisdicional.
O jogo foi repetido e voltámos a perder, agora por 2-1, em encontro que decorreu dentro da maior normalidade. Estivémos a perder por dois golos de diferença e reduzimos a desvantagem já perto do final. O Boavista acabaria por conquistar a sua terceira Taça, ao vencer o Sporting por 1-0, na final disputada no Jamor.
Com a entrada nos eixos da Académica e as vitórias a surgir, os pontos no Briosómilhões aumentam em grande escala. O campeão de Inverno Gato Preto vê chegar ao fim a sua liderança e encontra-se agora a 3 pontos do novo primeiro lugar. Pedro Constantino foi o grande vencedor da última jornada com 11 pontos e só não adivinhou o frango de Costinha porque não lhe pediram. Sendo assim, fica ao rubro o prémio final.
Quanto ao M&M da semana, os blogues da Académica tiveram opiniões diferentes. Simplesmente Briosa e Pardalitos do Choupal votaram Lino enquanto que Denuncias e Académica Sempre elegeram Filipe Teixeira. Para não haver reclamações como as da ClaraF, ambos os jogadores levaram pontos.
Interrompo um curto período sabático, auto-imposto, para "trazer à baila" uma situação que considero séria e lesiva dos interesses da nossa secular instituição e que o nosso amigo e editor António Ferrão tão bem colocou na caixa de comentários do post anterior. É necessária e urgente uma reacção ou de repúdio para com a Comunicação Social (caso esta tenha manipulado declarações) ou clarificadora dos objectivos desportivos da Instituição no médio prazo, nem que para isso tenha de mudar o "homem do leme" ...
Caros Companheiros
A ser verdade o que "anda" por aí escrito àcerca do "envolvimento" do profissional Manuel Machado com um dos candidatos a Presidente do Guimarães, estas "coisas" têm que ser tratadas com profissionalismo e acima de tudo com pragmatismo.
1- O profissional Manuel Machado, tem ao seu dispôr um plantel que na esmagadora maioria das contratações, tiveram o seu "aval". Dizer o contrário, é uma grosseira mentira, que só pretende transferir responsabilidades para a actual Direcção. 2- Se algum mérito esta Direcção tem, é o facto de cumprir religiosamente os seus compromissos com o plantel profissional da BRIOSA e de ter estado sempre solidária com a prestação desportiva, mesmos nos piores momentos. 3- O profissional Manuel Machado, ao fim de 18 jornadas decorridas, tem 5 vitórias e 4 empates. Tem 19 pontos somados, e somos "à data" a 4ª pior equipa da Liga profissional. 4- A ser verdade (repito, a ser verdade)as suas declarações de que em caso de vitória eleitoral de um tal Sr. Macedo, considerará a possibilidade de se vincular ao Guimarães para a próxima época, só deixa um caminho a esta Direcção, e fundamentalmente ao Presidente JES, que tem tido um comportamento irrepreensível para com ele: a)- Chamá-lo e de forma clara e inequívoca, exigir que se "retrate" publicamente. b)- Demiti-lo sumáriamente e com justa causa, por quebra de solidariedade profissional e institucional. c) A Académica é uma Instituição secular,onde a autoridade, a disciplina, o rigor e o profissionalismo têm que fazer lei. d)- Nada tenho contra o profissional Manuel Machado e muito menos contra a sua "metodologia" de vida ( e de trabalho)que é a de trabalhar onde lhe pagarem melhor.Que o dinheiro lhe faça bom proveito. e)- Ninguém é insubstituível, e muito menos quem, numa época com um trajecto sofrível ( só não é medíocre porque está acima da linha de água)tem a "ingratidão" e a "desconsideração" de ao serviço de uma Instituição que o tem tratado irrepreensívelmente, andar (qual mercenário)a preparar a sua vida futura.
A SER VERDADE o que foi escrito, esta Direcção só tem um caminho a seguir e uma decisão a tomar: DEMITIR o profissional Manuel Machado. A BRIOSA é uma Instituição muito grande onde cabem sempre todos os que lhe querem bem. Temos um passado que a todos nos orgulha. Não é um qualquer profissional sem "cultura" e "sensibilidade" académica que o vai "beliscar". Comigo, não estava nem mais 1 minuto dentro da nossa Instituição.
Ass: António Ferrão
PS - De insubstituíveis estão os cemitérios cheios. VIVA A BRIOSA!
O êxito de ontém no Restelo (o segundo consecutivo "fora de portas" na presente edição da Bwin Liga) permitiu à Académica melhorar a sua posição relativamente ao grande objectivo de fuga à despromoção. Com efeito, os empates do Beira Mar na Amadora (após estar a perder por dois golos sem resposta) e do V. Setúbal no Bessa (já perto do final da partida) criou alguma ansiedade nos adeptos academistas. Apenas a igualdade caseira do Aves frente ao Marítimo terá sido considerada satisfatória para os interesses da nossa equipa.
Contudo, a vitória em Belém permitiu à Briosa aumentar para seis pontos a sua distância face aos lugares de descida. Face a este resultado, os empates da véspera poderão ser vistos a outra luz: a Académica foi, de entre os seis clubes que ocupam o fundo da tabela, o único a triunfar, pelo que, além de se haver distanciado dos três últimos, aproximou-se de boavisteiros e amadorenses, que seguem à sua frente. Apesar de tudo, os "pretos" continuam no 13º lugar da Liga principal do futebol português.
Não será novidade, pelo campeonato até agora trilhado, que grande parte do eventual sucesso da Briosa neste campeonato passará pelos jogos fora de portas. A necessidade de o mais depressa possível conseguir conquistar os pontos necessários para a manutenção ou outro qualquer objectivo (e porque os sorteios da Taça de Portugal assim o impõem) que se depare no caminho dos pretos, passa fatalmente por trazer para Coimbra pontos e vitórias que na cidade dos estudantes foram desperdiçados. As duas ultimas jornadas da Liga Bwin e a eliminatória correspondente aos oitavos de final da Taça de Portugal são um óptimo presságio para o que falta do campeonato e participação (longa) na mais importante competição a eliminar do campeonato português.
Num final de segunda-feira chuvoso, junto ao rio, em Lisboa, a Briosa rubricou uma exibição muito positiva. Dominou o jogo em largos períodos, dispôs das mais claras oportunidades de golo sendo sempre «mais equipa» que o seu adversário directo. A meia- surpresa da inclusão de Vítor Vinha como defesa esquerdo forneceu à equipa uma solidez defensiva apreciável; o cauteloso estudante alinhou com a robustez física dos companheiros de defensiva, que apenas falharam no momento do golo azul. Mas antes disso, muita história há para contar…
A Académica alinhou num esquema de quatros defesas, onde pontificavam Paulo Sérgio, Káká, Litos e Vítor Vinha. Apesar de um ou outro desacerto de pormenor (especialmente em lançamentos de profundidade nas costas do defesa direito da Briosa) foi sempre uma defensiva que se pode apelidar, no mínimo, de coerente. Dois centrais simples de processos, que ora entregavam jogo, ora despachavam a bola sem pudores exacerbados, mostrando que afinal jogar feio, também pode ser bonito. Um meio campo densamente povoado onde Roberto Brum e Alexandre se entregavam a tarefas de recuperação para permitir uma ampla liberdade de movimentos a Lino,Filipe Teixeira e Dame, que serviam Gyano na frente de ataque. Os primeiros minutos da partida contaram-se por oportunidades desperdiçadas do ataque coimbrão. Dame e Gyano poderiam ter desde cedo cavado uma diferença no marcador, mas o guarda-redes adversário foi evitando, com um punhado de boas intervenções o golo da euforia académica. O adversário apenas por duas vezes conseguiu, na primeira parte, assustar Pedro Roma. De fora da área, por falta de outra opção, num remate forte e numa arrancada pela direita da defesa briosa, perto do intervalo. Sufocados pela entreajuda da pressão do meio-campo académico o Belenenses foi para intervalo com um resultado que já era, então, lisonjeiro.
O Vírus ataca
Se os adeptos da «Velhinha» suspiravam pela entrada de Cláudio, foi com a segunda substituição que o prof. Manuel Machado conseguiu finalmente dar a alegria à malta. Um surpreendente Nestor Alvarez dominou bem na área, rodou e em queda, perante a pressão de um adversário conseguiu um golo de um verdadeiro ponta-de-lança. Pleno de oportunidade e inspiração, num dos seus primeiros toques na bola. O primeiro dardo estava lançado, pejado por um vírus para o qual o Belenenses nunca soube administrar um tratamento. O 0-1 conferia uma justiça ao resultado que a lógica do jogo acabava por desmoronar 3 minutos volvidos. O lance do empate dos do Restelo nasce de uma falta inexistente e de uma passividade inexplicável na defesa deste tipo de situação de jogo.
Contudo outra dose letal estava preparada nos pés de Lino. Aos 80 e muitos minutos, nos pés do brasileiro e nas mãos de Costinha, a fatalidade acabava por chegar. O 1-2 para a Briosa, numa altura que o adversário procurava algo mais galvanizado pelo golo do empate, a história da partida acabava por se sentenciar. Uma importante e merecida vitória que nem sequer o meio golo do guarda-redes azul podem desmerecer.
Análise individual dos jogadores:
Pedro Roma – Muito seguro, num terreno que nunca foi fácil para os guarda-redes. Duas intervenções importantes na primeira parte e uma outra, arrojada no segundo tempo. Sem culpas no golo.
Paulo Sérgio – A inadaptação ao lugar, patente pela perda de alguns lances em velocidade e de lances «nas costas», é suprimida pela capacidade de luta e pela imposição do poder físico. Sem subir, colando-se aos centrais quando é necessário, está em fase de construção um «muro» do lado direito da defensiva académica.
Káká – Não foi um jogo de brincadeira para o jovem central brasileiro. Dobrou Litos sempre que necessário, apostou na velocidade de reacção e poder de choque para brilhar, limpando sempre os lances sem pejo de, por vezes, ter de jogar feio. Os passes longos não saíram, desta vez, tendo que repartir com os companheiros de defesa aquele golo de Nivaldo…
Litos – Mais uma exibição de muita qualidade do experiente central académico. Perante adversários incómodos, mais velozes e aguerridos, fez valer o seu sentido posicional para limpar todos os lances. Duro quanto baste.
Vítor Vinha – Cautelosamente, o jovem jogador das escolas da Briosa, acaba por ganhar espaço no 11 do prof. Manuel Machado. Subiu sempre que a situação o impunha, acabou por tirar uma série de cruzamentos, que a serem mais tensos, poderiam ter colocado a defensiva adversária em apuros. Saiu quando foi necessário dar projecção ofensiva à equipa.
Alexandre – De volta às boas exibições. É o homem que recebe o primeiro passe defensivo, que procura rodar – como cobre bem a bola! – e distribuir jogo mais para a frente. Tem a sempre difícil dupla-missão de destruição / construção. Muito poucos jogadores estão talhados para esse intento, mas o brasileiro é certamente um dos «que tal», desse pequeno lote.
Roberto Brum – Recuperou inúmeras bolas, apoiou Dame, especialmente na segunda metade do desafio, mostrando que é muito útil no miolo. Não saiu tanto a jogar, mas permitiu essa liberdade a outros jogadores.
Dame – Os primeiros safanões ao jogo estiveram nos seus pés. Quatro remates perigosos, todos na primeira parte, qualquer um deles poderia ter culminado com o grito de golo das hostes briosas. Na segunda metade do desafio, visivelmente mais desgastado, teve tempo a espaços para na sua passada larga ir fazendo mossa na defensiva contrária.
Filipe Teixeira – Está em grande momento de forma, o 10 da Briosa. A bola cola junto aos seus pés. É o jogador de progressão atacante da equipa e dura um jogo inteiro. Tem tempo para se imiscuir a preceito em tarefas defensivas e merecia um golo. Impressionante a quantidade de assistências que proporcionou a Gyano.
Lino – Marcou um golo, jogou bem na esquerda do ataque da Académica, mas a sua virtude esteve, curiosamente, em fazer aquilo que muitas vezes se lhe acusa de não saber fazer tão bem: defender. Quando desceu para defesa-esquerdo, depois da saída de Vítor Vinha, entrou em confronto directo com Carlitos, um jogador sempre difícil de marcar. Secou-o na perfeição, quase sempre em antecipação.
Gyano – Desperdiçou inúmeras ocasiões de golo, que poderiam ter dado outra expressão ao resultado. Tem o mérito inegável de aparecer, está no local certo na hora certa, mas um toque a mais, uma temporização mal medida na hora do remate, não permitem a conclusão acertada.
Cláudio – Entrou relativamente desposicionado, quando teve de jogar no centro do ataque, mas assim que passou para a esquerda, ganhou preponderância no ataque da académica. Esteve para repetir a dose da tapadinha, mas o guarda-redes contrário defendeu bem, para canto. Uma e outra investida, sempre perigosa e um importante papel na retenção de bola nos minutos finais.
Nestor Alvarez – Dominou, rodou e GOLO! Simplicidade de processos, contrastante com a exasperante lentidão do até então ataque da Briosa. O mais importante factor de moralização – o golo – foi atingido. Com a lesão de Joeano, depressa ganhará lugar no 11 académico. Um reparo, contudo: resta saber se não estaria envolvido na marcação ao central azul, no golo do empate.
Nuno Piloto – Espanta que se diga que teve pouco tempo em campo, este jogador. Entrou numa altura em que o jogo estava difícil, para equilibrar as forças (física e numérica) do meio campo e conseguiu-o na plenitude. Para mais deu transição, retenção e posse de bola em momentos difíceis. Excelente entrada, apesar de tão tardia…Afinal na altura que o jogo assim o exigiu!
A Briosa guardou mais 3 pontos importantes na luta pela manutenção. A Académica venceu o Belenenses por 2-1, e somou o 4º jogo consecutivo sem perder no Estádio do Restelo. A equipa titular foi: Pedro Roma na baliza, a defesa foi constituída por Paulo Sérgio na direita e Vítor Vinha na esquerda, Litos e Kaka no eixo da defesa. Roberto Brum e Alexandre ocuparam o lugar de médios defensivos deixando Dame, Filipe Teixeira e Lino atacar e ajudar o ponta de lança Gyano.
Na primeira parte a Académica começou melhor, mas a pouco e pouco o Belenenses foi subindo de rendimento, dificultando o trabalho dos “estudantes”. A maior parte das oportunidades pertenceram à Briosa. Dame, Filipe Teixeira e Gyano foram os principais autores do desperdício. Na parte final notou-se um equilíbrio de ambas as equipas, o que justificou o empate a zero.
Um falhanço imperdoável de Gyano marcou o início da segunda parte. A partir daí, jogou-se muito a meio campo, e não existiram lances perigosos até meio da segunda parte. Manuel Machado fez entrar Pitbull e Nestor para os lugares de Gyano e Vinha, respectivamente. Esta última aposta foi um risco, porque Jorge Jesus tinha acabado de refrescar o lado direito, e o Lino, mesmo a jogar na defesa, sobe bastante. Mas como só quem não arrisca é que não petisca, a Briosa ganhou com a entrada do colombiano. Aos 70 minutos, Nestor recebe a bola na grande área, roda e remata com toda a força para o fundo das redes. Um GOLO à ponta-de-lança. Bastaram dois minutos para o Belenenses repor a igualdade. Mais um golo de bola parada e uma inadmissível falha defensiva que não se perdoa a quem tinha acabado de alcançar a tão preciosa vantagem. Aos 84 minutos cheirou a golo para o Belenenses, mas Pedro Roma salvou! Quem não salvou (e até ajudou) foi Costinha, que no minuto 86, deixou passar entre as mãos um remate fortíssimo de Lino na cobrança de um livre directo. A Académica estava de novo a ganhar, e apesar do pouco tempo que faltava para o final do jogo ninguém respirava de alívio. Ao meu lado já dizia um miúdo “Vá lá senhor árbitro, acabe com o jogo”. E assim foi… apito final! 3º vitória consecutiva da Académica!
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Análise aos jogadores:
Pedro Roma (4) - Exibição tranquila. Sem culpas no golo.
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Paulo Sérgio(4) - É um muro! É sem dúvida a melhor opção para o lado direito da defesa.
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Kaka (3) - Não se perdoa um golo daqueles...
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Litos (3) - Está a mostrar-se um jogador extremamente útil na manobra defensiva, fazendo valer a sua grande experiência. De qualquer modo falhou na hora H, permitindo o golo da igualdade.
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Vitor Vinha (3) - Exibição segura. Sempre atento a defender, no entanto pouco atacou. Foi substituído fruto da ambição de Manuel Machado.
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Roberto Brum (4) - Já não é o mesmo que vimos quando chegou à Briosa. Esta época está a evoluir tal como toda a equipa e é agora um sólido médio defensivo.
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Alexandre (4) - Gigante na entrega ao jogo. Falta-lhe no entanto melhorar a transposição defesa-ataque.
Dame (5) - Foi um dos dinamizadores que fez tremer a defesa azul. Dispôs de várias oportunidades, e esteve na assistência do 1º golo.
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Filipe Teixeira (5) - 2007 está a ser um ano em grande para o 10 da Briosa. Continua com um nível exibicional excelente.
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Lino (5) - Melhor em campo. Desequilibrou a extremo e não se inibiu no regresso a lateral. Ao minuto 86 imitou Rogério Ceni.
. Gyano (3) - Avançado móvel. Ainda lhe falta muito para ser um matador.
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Alvarez (4) - Tantas vezes criticado pela falta de eficácia em frente à baliza, hoje saltou do banco, rodou e marcou!
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Pitbull (4) - O nome mostra que é de raça, e dentro de campo prova-o! Dá outra força à equipa, e vai jogando cada vez mais tempo.
"Oh pa, era importante marcar primeiro; 1-0. 1-0 é inseguro, só o segundo é que nos tranquilizava; 2-0. 2-0 é enganador, se não metemos o terceiro ainda nos vemos aflitos; 3-0. 3-0 sim, assim já é um resultado!; 4-0 Já lá está outro?. É... que 'cabazada'!" 5-0 final . . . " ao longo do jogo...
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No meio de um placar de cortiça, que cada vez mais cai em desuso fruto dos agora mais usuais arquivos digitais, e assim com muito menos fotos do que em tempos já teve, ainda assim há pequenos recortes que nos fazem recuar no tempo, para bons ou maus momentos conforme o pedaço escolhido. Foi neste momento que saltou à vista os 5 "pastelinhos", que tão bem souberam no já distante dia 21 de Fevereiro de 2004, quando aos comandos de João Carlos Pereira a Briosa fez uma das mais fantásticas exibições de um passado recente e com um monumental espectáculo bateu os de Belém na altura comandados por Augusto Inácio por esclarecedores 5-0. . Para todos os que assistimos a este embate quer fosse pela televisão ou no estádio, terá certamente sido um jogo que dificilmente esqueceremos, e que nos ficará na memória como um dos melhores momentos enquanto academistas, tal como aos de Belém mas por motivos opostos... . Ao outro dia de manhã, já só sobrava o relembrar da noite anterior, e a vontade de devorar os jornais desportivos todos que saiam nessa manhã, tal como viria a fazer... Daí hoje ter estes pequenos pedaços de jornal, carinhosamente expostos no tal placar de cortiça, para que a cada derrota encontremos no passado algum ânimo para continuar em frente, e neste momento, o caminho passa por Belém, e por ganhar! Vamos Académica! Sê Briosa!
"Temos boas expectativas para este jogo contra o Belenenses”
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Para o jogo de Domingo contra o Belenenses é já sabido que a Académica não poderá contar com o reforço de Inverno que desde que chegou trouxe novo ânimo à equipa e consigo vieram os bons resultados. Joeano encontra-se com microrrotura na coxa direita e ainda não se sabe ao certo quanto tempo irá parar.
Da boca de Roberto Brum saem palavras positivas na perspectiva da visita a Belém, o trinco considera que “A cada dia que passa, o entrosamento da equipa aumenta, tudo sai com mais naturalidade. Isso já viu nas partidas mais recentes. Estamos a praticar um bom futebol, interessante, com bons resultados fora de casa e queremos manter essa tendência. Temos boas expectativas para este jogo contra o Belenenses”. Depois de duas vitórias consecutivas e a jogar fora de casa (Naval e Atlético) a Académica tenta fazer jus ao ditado "não há duas sem três" no próximo dia 19 pelas 19:45h.
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Xadrez no sábado
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Devido aos jogos dos quartos de final da Taça de Portugal, as equipas que ainda estão em prova viram os seus jogos antecipados. Assim, Académica e Boavista encontram-se no Sábado, dia 24 de Fevereiro sem que, no entanto, o jogo tenha transmissão televisiva. O jogo disputar-se-á às 17h em Coimbra.
PAULO SÉRGIO Primeiro estranha-se depois entranha-se
Paulo Sérgio, médio defensivo recentemente adaptado a lateral direito para suprir a ausência de Nuno Luís, é neste momento um dos indiscutiveis de Manuel Machado sempre que a equipa entra na sua máxima força. De onde veio, e para onde poderá ir este jogador que já revelou uma enorme utilidade nos quadros da Académica? É a pergunta que se faz.
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Para quem acompanhou minimamente a pré-época da Académica, não pôde deixar de notar que no meio campo havia um jogador de uma enorme pujança física que era de longe o melhor destruidor de jogo sempre que a equipa de negro não tinha a bola. A parte negativa disto é que quando a Briosa tinha a bola acontecia quase sempre o mesmo, Paulo Sérgio também era destruidor de jogo... .
O médio proveniente do Moreirense no ínicio da época apresentava niveis físicos bastante acima de média e uma enorme predisposição para accções defensivas, tal como já lhe havia sido diagnostificado por João Carlos Pereira algumas semanas antes em entrevista ao programa "Prognósticos" da R.U.C.. "Um jogador ainda com carências ao nível do passe e da construção de jogo(...) mas que bem trabalhado podem ser corrigidas" foram na altura as palavras do antigo técnico da Briosa para analisar o novo reforço.
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E assim se confirmou na pré temporada que se seguiu. Lembro-me em especial de dois ou três passes completamente disparatados e atenção, passes de um grau de dificuldade não muito elevado que faziam perceber que realmente havia grandes lacunas na parte técnica do jogador.
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No entanto, não demorou muito até que chegassem os jogos a sério onde Paulo Sérgio começou (e bem!) no banco por mais que fosse a sua vontade de ajudar e fazer sempre o melhor pelo clube, mas as tais caracteristicas marcadamente defensivas ajudaram em alguns jogos para que este entrasse já com a partida em fase adiantada, uma vez que constituía um novo fulgor para o conjunto, numa fase em que a força poderia já não ser muita, mas, como é óbvio, não é só no campo, domingo a domingo, que está a evolução de um atleta, mas antes no treino diário que estes fazem e onde Manuel Machado através de vários casos já deu mais do que provas que é um conhecedor profundo de tudo o que gira à volta do mesmo.
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Então, foi um Paulo Sérgio em crescendo constante aquele que vimos ao longo destes meses de Académica. Guardo na memória já alguns pormenores de passes bem medidos, boas recepções de bola e uma especial em que uma bola difícil vinha no ar e Paulo Sérgio apertado por adversário, matou no peito, pôs no chão e virou para a esquerda numa jogada que demonstra toda uma evolução que à vista desarmada seria impossível de notar. .
É este o jogador que hoje ninguém discute se quer ou não na equipa, não importando se deve ser à direita ou ao meio, porque a entrega, essa já se sabe, será sempre total, e brasileiros assim, venham de lá mais Káká's e Paulo's Sérgio's!
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E por último, Paulo Sérgio não poderá deixar de dizer um, "Obrigado, obrigado professor!".
Muitos queriam um Bragança ou o Varzim em casa, de qualquer modo para chegar à final é preciso eliminar todos os adversários. Calhou à Académica a "fava" de se deslocar a Alvalade no próximo dia 28 de Fevereiro num jogo a contar para os quartos de final da prova. Estamos a dois jogos da final no Jamor, depois deste tudo se tornará mais simples.
Força Briosa!
O sorteio ditou também:
Braga - Varzim Beira Mar - Boavista Bragança - Belenenses
Após o díficil jogo na Tapadinha, Pedro Roma já só pensa no jogo dos quartos de final. Jogar em casa com um clube mais acessivel é, tal como o de todos os academistas, o desejo do capitão da Briosa. “A festa da Taça entusiasma sempre os adeptos e até os jogadores, porque é uma prova motivante, com características muito próprias. Pelo seu historial, a Académica tem legitimidade para tentar uma proeza, mas depende mesmo do que ditar o sorteio, se for favorável ou não. Certo é que estamos mais perto do que estávamos”, finaliza o guarda-redes.
O sorteio para a Taça de Portugal é já amanhã, às 11h30.
Chegou, jogou e surpreendeu...
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Depois de muitas dúvidas sobre o seu valor, em dois jogos Pitbull mostrou o porquê da sua aquisição. Uma assistência e um golo demonstraram que o brasileiro não é só mais um ponta de lança a representar o clube de Coimbra. Foi assim, uma aposta ganha de Manuel Machado. “Tem sido lançado de forma progressiva, porque estava parado há dois meses; tenho-o utilizado de forma racional, em momentos finais dos jogos, para regressar à melhor forma física”, explica o treinador.
Taça de Portugal: Académica em frente, Benfica e Naval caíram
Os oitavos-de-final da Taça de Portugal, para além de confirmarem a passagem da Briosa à eliminatória seguinte, ficaram marcados pelos afastamentos de Benfica e Naval aos pés de equipas de escalões inferiores.
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Eis os resultados completos da eliminatória ontém disputada:
Atlético (II) - Académica...........0-1
Varzim (LH) - Benfica................2-1
Naval - Bragança (II)..................0-1
Pinhalnovense (II) - Sporting.....0-6
Maia (II) - Beira Mar...................0-2
Odivelas (II) - Belenenses.........0-1
Boavista - Nacional...................2-0
O Braga ficou isento.
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Assim, no sorteio dos quartos-de-final, a realizar na próxima terça-feira, pelas 11 horas e 30 minutos, na sede da FPF, teremos como possíveis adversários os seguintes clubes:
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Bwin Liga - Sporting, Braga, Boavista, Belenenses e Beira Mar
Atlético, 0 - AAC, 1: "Só com Pitbull a Briosa caçou os alcantarenses"
A Académica obteve hoje uma difícil qualificação para os quartos-de-final da Taça de Portugal, ao bater tangencialmente o Atlético, já nas compensações, em partida disputada no Estádio da Tapadinha, em Lisboa.
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Face à equipa que iniciou a partida na Figueira da Foz, verificaram-se algumas alterações: Joeano entrou de início em lugar de Gyano, Roberto Brum (que, então, saiu ligeiramente tocado) ficou no "banco", enquanto que Filipe Teixeira (a contas com uma gripe) ficou de fora das opções de Manuel Machado. Ao mesmo tempo, registou-se a estreia de Lira após o seu regresso do Brasil, enquanto Sarmento surgia como titular.
Tal como frente à Naval, a equipa dispôs-se em4-3-3, com Paulo Sérgio a lateral direito, Litos e Káká no centro da defesa e Lira na lateral esquerda; no meio, Pavlovic como médio mais recuado, tendo à sua frente Dame e Alexandre; à frente, Sarmento na ala direita e Lino na esquerda e Joeano como homem mais adiantado.
A 1ª parte decorreu sob o signo do equilíbrio. O meio-campo da Briosa não conseguia pegar no jogo, permitindo demasiadas largas aos alcantarenses, que colocaram alguma pressão sobre a defesa academista.
Contudo, a primeira oportunidade pertenceu à Académica, quando, após um corte defeituoso de um defesa lisboeta, Sarmento rematou à rede lateral. Os locais reagiram e, pouco depois, na sequência de um bom trabalho na direita, Edmar antecipou-se a Paulo Sérgio mas atirou ao lado.
No final da etapa inicial, os "pretos" ganharam algum ascendente e acercaram-se mais da baliza do Atlético. Assim, aos 44 minutos, na sequência de um "canto", Joeano, de cabeça, introduziu a bola na baliza adversária. O árbitro, inexplicavelmente, anulou o golo, considerando ter havido falta sobre o guardião Marcos.
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Ao intervalo, Gyano substituiu Sarmento, indo para junto de Joeano. Ao mesmo tempo, Dame derivou mais para a ala direita, passando a equipa a actuar em 4-4-2.
A Briosa entrou mais pressionante no 2º tempo, mas continuava a não criar grandes ocasiões de perigo. Ao mesmo tempo, os alcantarenses, sempre que podiam, ensaivam alguns contra-ataques pelos flancos, que mantinham em respeito a nossa defensiva.
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Até que, aos 73 minutos, Manuel Machado faz duas alterações simultâneas, que iriam revelar-se decisivas: entraram Roberto Brum e Cláudio "Pitbull" para os lugares de Lira e Joeano. Lino recuou para defesa esquerdo e Dame foi para a frente.
A partir daqui, a Académica passou a controlar o meio-campo, pois ambos os jogadores vieram dar mais força ao "miolo" academista. Por sua vez, o primeiro pôs ordem no sector, enquanto que o segundo (combinando bem com Lino) começou a criar vários lances de ataque pelo flanco esquerdo. Porém, valha a verdade que a equipa continuava a não conseguir grandes ocasiões para marcar.
E, quando o prolongamento parecia inevitável, Cláudio "Pitbull" resolveu a questão, desferindo um remate forte e colocado de meia distância, que levou o esférico a anichar-se no canto inferior direito da baliza de Marcos.
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A Briosa obteve, assim, um justo triunfo, pois revelou melhores atributos técnicos e físicos, mas podemos dizer que foi melhor o resultado que a exibição. O êxito dos "pretos" foi valorizado pela excelente réplica do Atlético, que, apesar das limitações naturais numa equipa do seu escalão, mostrou-se um conjunto muito bem arrumado e que sempre jogou o jogo pelo jogo.
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Arbitragem com alguns erros de Augusto Duarte. Porém, o seu maior pecado foi a anulação do golo a Joeano, em lance onde, sinceramente, não vimos qualquer falta do nosso avançado.
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Sob a arbitragem de Augusto Duarte, de Braga, as equipas alinharam:
Atlético - Marcos; Pedro Pereira (David, 59), Rolão, Aires e Nuno Gaio; Marco Bicho e Simões; Carlos Gomes (Andrade, 63), Lapinha (Artur Jorge Vicente, 80) e Edmar; Varela.
Académica - Pedro Roma; Paulo Sérgio, Litos, Káká e Lira (Roberto Brum, 73); Pavlovic; Dame e Alexandre; Sarmento (Gyano, 46), Joeano (Cláudio "Pitbull", 73) e Lino.
Marcador: Cláudio "Pitbull" (90+2)
Disciplina: Cartões amarelos a Káká (70) e Paulo Sérgio (88).
Os "pretos", um a um:
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Pedro Roma (4) - Teve pouco trabalho, mas mostrou-se sempre atento.
Paulo Sérgio (3) - Revelou-se complicativo, permitindo alguns lances de perigo pelo seu flanco, em especial no 2º tempo.
Litos (4) - Sempre seguro, em especial no jogo aéreo. Parece mais confiante e em subida de "forma".
Káká (3) - Algo distante do habitual. Algumas falhas na 1ª parte que poderiam ter comprometido.
Lira (2) - Sem ritmo, permitiu que os alcantarenses criassem muito perigo pelo seu corredor, principalmente na etapa inicial. A sua substituição foi plenamente justificada.
Pavlovic (3) - Um bom desempenho nas acções defensivas mas com falhas na construção do jogo ofensivo.
Dame (3) - Uma actuação voluntariosa mas pouco conseguida. Agarrou-se demasiado à bola.
Alexandre (3) - Na 1ª parte, mostrou-se muito pouco clarividente. Melhorou na etapa complementar, o suficiante para ter (ainda) nota positiva.
Sarmento (2) - Tentou criar alguns lances de ataque pelo seu flanco mas revelou-se sempre algo nervoso e trapalhão. Bem substituído ao intervalo.
Joeano (3) - Bastante esforçado, esteve longe da exibição que realizou na Figueira da Foz. Apesar de tudo, ainda viu um golo (mal) anulado. Acabou por ser rendido.
Lino (4) - Um dos mais activos durante todo o jogo e um dos poucos que procurou criar desequilíbrios.
Gyano (1) - Esforçado e pouco mais.
Roberto Brum (3) - Deu mais força e pôs ordem no meio-campo academista.
Cláudio "Pitbull" (4) - Jogou pouco mais de um quarto de hora mas a sua entrada foi decisiva, não apenas pelo excelente golo que apontou mas também pela força que trouxe à equipa e pela dinâmica que imprimiu ao ataque.
A Académica venceu hoje na Tapadinha o Atlético num jogo a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. 0-1 foi o resultado final com golo de Pitbull já nos minutos finais.
Embora o Atlético esteja sem laterais para defrontar a Académica, Roberto Brum considera a equipa da casa favorita. Não só por estar a jogar em casa, como também pelo facto de estar fortemente motivada pelas vitórias ao Futebol Clube do Porto e ao Santa Clara. “Temos de jogar como fizemos na eliminatória anterior, contra o Leixões, abordando a partida com sabedoria e eficácia. Só assim, e também com muita garra, é que poderemos vencer o Atlético...”, explica o brasileiro.
Filipe Teixeira assustou
Uma gripe impediu Filipe Teixeira de treinar, ontem à tarde. No entanto, o médio está apto para jogar na Tapadinha. Quem não vai poder ajudar a Briosa a dar mais um passo na Taça de Portugal são os lesionados Nuno Luís, Hélder Barbosa, Miguel Pedro e Medeiros.
Foi ontem no site oficial da Associação Académica de Coimbra/OAF que a direcção emitiu um comunicado dando informações sobre a obra que arrancou no final de Janeiro na Academica Briosa XXI. Os tão falados sintéticos do Bolão terão uma área de 13 400 m2 distribuídos em 2 campos de futebol de 11 para juniores, juvenis e iniciados e 3 para os escalões de infantis e escolinhas.
Uma obra obrigatoriamente necessária para um clube que quer investir na formação de atletas que será certamente motivo de orgulho para os mesmos. Jogar na Académica é agora ainda mais diferente que jogar num União de Coimbra, é poder ter o privilégio de treinar num relvado novinho em folha e ter mesmo ali ao lado os seniores para ir dando uma olhadela e sempre aprender um pouco mais.
"É, por isso, necessário que os associados e simpatizantes da Académica se consciencializem da importância de ajudar a executar uma obra que envolve centenas de milhares de euros.A Académica precisa de apoio, de ajuda, de todos os que dela gostam." Não é que nos torne mais ou menos académicos, por certo não ficaremos mais sócios se ajudarmos a Briosa nesta obra mas quem acredita no valor das camadas jovens não irá passar ao lado.
Há cerca de dois anos, marcava o calendário que no fim da primeira volta do Nacional de Juvenis se disputasse um Académica-Seia. Representando a União Desportiva de Seia, era a primeira vez que ia jogar contra a "minha" Briosa e durante a semana de treinos várias foram as vezes que me perguntavam que camisola ia vestir. A expectativa era grande e nessa noite os sonhos variaram entre marcar à Académica e saber se festejava ou não. Como pode ser lido aqui, a ida à Pedrulha acabou sendo uma desilusão, jamais esquecerei a os buracos que aquela areia causou.
Hoje, se tudo voltasse atrás felizmente seria diferente, sairia orgulhoso das condições em que a Académica treina e teria mais certezas sobre o futuro dos novos valores.
É já no próximo Sábado que a Académica se desloca ao terreno da equipa sensação da Taça de Portugal - O Atlético. Um jogo que dará ao vencedor o carimbo para os quartos de final ficando assim a dois jogos da final.
O defesa lateral da Académica Lino revelou hoje ao jornal desportivo O Jogo que o fundamental é "actuar com a máxima concentração, com todo o empenho, como se fosse a partida mais difícil da época”. A equipa está moralizada depois da vitória contra a Naval mas “é preciso não esquecer que o Atlético eliminou o FC Porto, o que foi um feito absolutamente extraordinário, mas também o Santa Clara, que segundo sei é uma boa equipa da Liga de Honra." .
Depois de cinco derrotas consecutivas, uma lufada de ar fresco chegou à equipa de Coimbra que, segundo Linotem "demonstrado que estamos a crescer a todos os níveis". O entrosamento entre os jogadores tornou "agora uma equipa mais consistente" e é essa evolução "que tem de se registar a cada jogo. "É com esse espírito que vamos abordar o jogo contra o Atlético, com a máxima concentração, com todo o empenho, como se fosse a partida mais difícil da época”.
A mágica BRIOSA deslocar-se-á a Lisboa, ao Estádio da Tapadinha, para defrontar o Atlético clube de Portugal, que para já é a grande surpresa desta edição da Taça de Portugal, será assim sem duvida mais um jogo de dificuldade acrescida, quer porque vamos jogar em casa do adversário, quer porque será frente a uma equipa moralizada pelas vitórias que alcançou contra o FC Porto e Santa Clara.O jogo terá lugar no próximo Sabádo (salvo alterações que serão comunicadas em devido tempo), no Estádio da Tapadinha pelas 14H30.
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A MNTours85, informa que a organização da viagem á "Tapadinha" terá o valor de 10 euros já com o bilhete de jogo incluido, esperamos assim fazer "Festa na Taça" levando o maior número de Adeptos e sócios a Lisboa para o Apoio à Equipa. A saída está marcada pelas 9:30, junto ao Pav. Jorge Anjinho.
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E, COMO A TERCEIRA É DE VEZ, ESPERAMOS IR A LISBOA PARA A CONQUISTA DE MAIS UMA VITÓRIA NA PROVA RAINHA DO FUTEBOL PORTUGUÊS.
info: 936497246 / 936000633 e Inscrições na Sede da Claque de 3º a 6º feira.
O número 2 voltou a Coimbra para acabar com o número aziago de «13» nos pontos da classificação pontual do campeonato. O golo ante a Naval catapultou a equipa para os 16 pontos, número ao qual essas coisas do além não chegam, esperando-se agora, que o 13 da classificação pontual seja substituído, pela contribuição do avançado brasileiro, por outro qualquer, um pouco mais acima. Joeano regressa assim «feliz».«Por voltar a Portugal e voltar a Coimbra».
Curiosamente – e como estas coisas do futebol são sempre ao contrário das da vida – o primeiro passo para regressar foi dado pelo próprio e não pela direcção. «Foi uma proposta que senti dentro de mim, voltar a Portugal». Sabia que voltava para Portugal, mas não para que clube. Leiria e Braga eram cidades-destino mais do que prováveis e o assédio dos da cidade do Liz transformou-se, em termos financeiros, numa proposta muito mais vantajosa do que aquela que mais tarde seria apresentada pelos pretos. Contudo «O Leiria dava-me mais dinheiro, mas sentia-me em casa na Académica e em Coimbra».«Assim que soube que voltava e que vinha para a Académica nem sei qual a palavra que usei para descrever o que sentia».
«Balneário desanimado, com uma excelente equipa»
Que as derrotas fazem mossa, já todo o adepto do futebol, habituado a ouvir as ocas flashinterviews de um qualquer final de jogo, decorou. As cinco averbadas pela Briosa nas outras tantas jornadas de campeonato, abalaram a equipa pese a qualidade evidente dos nomes que compõe o plantel académico. «O balneário estava um pouco desanimado, triste, pese embora a excelente equipa». Tónico moralizador, a vitória, primeiro passo para a recuperação quer classificativa, quer da própria equipa. O ambiente entre jogadores – Joeano saiu em ombros, carregado por Pedro Roma – no final do jogo, foi disso mesmo expressão.
O dia da saída
Joeano foi surpreendido pela proposta do Beitar. «Estava de férias. Telefonaram-me dizendo que era uma proposta muito boa para mim e para a Académica e que tinha de viajar logo». Assim «Cheguei na sexta-feira a Portugal, do Brasil, e parti sábado para a Holanda para falar com os directores do Beitar». Despretensiosamente o avançado não esconde que «fui pelo aspecto financeiro. Foi o primeiro aspecto que me veio à cabeça, não conhecia mais nada do futebol israelita». Compensação para o próprio, mas igualmente pela Instituição. «Fiquei feliz porque a Académica ganhou dinheiro que investiu em mim quando me foi buscar ao Salamanca».
O dia da (re)entrada
«A Académica tem excelentes jogadores mas falta alguma tranquilidade. Falta amadurecer e jogar tranquilo». As próximas jornadas do campeonato serão decisivas para atingir esses patamares de folga, na tabela classificativa. Para mais, o actual modelo de campeonato, para Joeano «é melhor para quem luta para descer».
O dia do final de época
Apesar de ainda vir longe, os adeptos da Briosa desesperam já pela eventual saída do goleador no final do campeonato. Afinal o passe do jogador já não é pertença da nossa Instituição, apesar de moralmente o «2» ser nosso a 100%. O Beitar terá palavra de ordem perto dos últimos dias de Maio, já que o contrato com o clube da estrela de David se estende até 2009. «Um passo de cada vez. O mais importante é estar aqui, como se estivesse a jogar no Barcelona, até Maio, até ao final do campeonato». «No final Logo veremos. A opção de final de época não passa só por mim. Se é minha vontade ou não, logo veremos».
JOEANO REGRESSA À BRIOSA, AOS GOLOS E AO… PROGNÓSTICOS
Este fim-de-semana JOEANO voltou a vestir a camisola da Briosa e voltou também aos golos. Esta segunda feira mais um regresso do goleador desta feita a PROGNÓSTICOS.Para além da entrevista com o avançado da Académica, não perca a análise do comentador João Francisco Campos ao momento actual da Briosa, bem como os espaços habituais de “4-4-2”, “Via Aberta” e “Pancada na Bancada”.
Na 2ª hora do programa, NORBERTO ALVES, técnico da equipa sénior de basquetebol da Académica é o convidado central que conta também com a actualização de todos os resultados do passado fim-de-semana e a Agenda Desportiva das várias secções desportivas da AAC.Não perca, hoje, entre as 21h e as 23h em www.ruc.pt ou em 107.9 FM
Prognósticos - O Programa de desporto da RUC
Bilhetes para a Tapadinha a 5 euros
A direcção da Académica não mediu esforços para obter o apoio dos sócios da Briosa. Mais uma eliminatória da Taça de Portugal, mais um passo largo até um qualquer objectivo sonhado, mas ainda distante, mais uma caravana de apoio aos pretos. Na Tapadinha os bilhetes para adeptos dos visitantes serão a 5 euros... nada impeditivo de uma forte onda de apoio desde Coimbra.
O êxito de ontém da Académica na Figueira da Foz (o primeiro "fora de portas" na presente edição da Bwin Liga) teve um efeito moralizador na equipa e nos adeptos, após cinco derrotas consecutivas. E , do ponto de vista classificativo, foi também importante para os nossos objectivos de fuga à despromoção.
Contudo, o triunfo do Beira Mar sobre a U.Leiria impediu que a Briosa aumentasse a sua distância face aos lugares de descida.
Em compensação, a derrota caseira do V. Setúbal frente ao Belenenses alargou a nossa margem face aos sadinos, que havíamos perdido após o desaire de domingo passado.
Quem aproveitou para "cavar um fosso" de oito pontos face aos últimos foi o Estrela da Amadora, com a sua surpreendente vitória no Dragão. Também o Boavista lucrou com o seu empate na Luz, apesar de ultrapassado pelos amadorenses.
Assim, os "pretos" continuam no 13º lugar da Liga principal do futebol português, com os mesmos quatro pontos à melhor sobre a "linha de água".
Um golo do regressado Joeano, a passe de Cláudio "Pitbull", o outro reforço de Inverno, deu hoje uma merecida vitória à Briosa no derbi distrital, disputado no Estádio José Bento Pessoa, na Figueira da Foz.
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Relativamente ao jogo frente ao V. Setúbal, registaram-se os retornos de Káká e Dame (então castigados) e de Pavlovic, que renderam Danilo e os lesionados Medeiros e Miguel Pedro.
Mas, para além disso, Manuel Machado operou uma mudança táctica, regressando ao 4-3-3 do início da época. Assim, a defesa apresentou-se com Paulo Sérgio na direita, Litos e Káká no centro e Lino na esquerda; no meio-campo, Pavlovic era o elemento mais recuado, à frente dos quais se encontravam Brum na direita e Alexandre na esquerda; na frente, Dame e Filipe Teixeira ocupavam as alas, ficando Gyano como unidade mais avançada.
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O 1º tempo foi marcado pelo equilíbrio e pela relativamente fraca qualidade técnica do futebol praticado. A bola andou muito pelo "miolo" do terreno, tendo-se registado poucas ocasiões de golo.
Apesar de tudo, na primeira meia hora, o "sinal mais " foi dos navalistas, que desperdiçaram uma grande oportunidade aos 18 minutos, quando Nei, isolado frente a Pedro Roma, atirou ligeiramente ao lado.
É certo que, três minutos depois, a Briosa respondeu através de uma "bomba" de Dame, na marcação de um livre directo, que Taborda não segurou e que Filipe Teixeira não logrou emendar.
Mas o grande momento de viragem haveria de surgir ao minuto 32, quando Joeano (muito saudado pela "Mancha Negra") substituiu Brum, que ficara tocado momentos antes. A equipa passou a actuar em 4-4-2, com o brasileiro a fazer companhia a Gyano na frente do ataque.
A partir daí, os "pretos" começaram a acercar-se mais da baliza figueirense e, a seis minutos do intervalo, Joeano deu o primeiro "ar da sua graça": fugiu pela direita e rematou forte, mas o guardião navalista opôs-se com excelente defesa para "canto".
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Logo após o recomeço, Gyano aparece em boa posição na área adversária mas embrulhou-se com a bola, permitindo a intervenção de Fernando. O esférico sobrou para Filipe Teixeira, que rematou cruzado, mas ao lado.
Ao quarto de hora, Dame, na direita, fica isolado frente a Taborda, mas este volta a responder com excelente intervenção.
Após uma ténue reacção dos locais, a Briosa intensificou a pressão e, em dois minutos, desperdiçou duas grandes oportunidades: aos 77, Joeano, isolado, contornou o guardião da "casa" mas rematou já sem ângulo, por cima da barra; logo a seguir, insistência do nosso ataque e Filipe Teixeira a acertar no poste.
Manuel Machado voltou a mexer na equipa: tirou Gyano e fez estrear Cláudio "Pitbull". Uma substituição que se revelaria decisiva.
Como corolário da superioridade que a Académica vinha demonstrando, aos 82 minutos, Joeano voltou a marcar... e a "Mancha" voltou a cantar. Fuga de "Pitbull" pela esquerda, centro rasteiro para a área, o regressado a aparecer no primeiro poste e, com um toque subtil, a desviar para a baliza de Taborda, para delírio dos numeros adeptos academistas que se deslocaram à Praia da Claridade.
A partir daí, a Naval veio para a frente e, já nas compensações, Saulo surgiu "na cara" de Pedro Roma, mas o guardião dos "pretos" salvou a vitória com uma magnífica intervenção.
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Em conclusão, um triunfo justo da Briosa, que realizou uma excelente 2ª parte. No cômputo geral, foi, sem dúvida, a equipa que melhor futebol praticou e que dispôs das melhores ocasiões de golo.
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Em jogo disputado com grande correcção, Paulo Paraty realizou um bom trabalho. Ficam-nos, porém, dúvidas num golo anulado a Litos, aos 36 minutos, por pretensa falta sobre o guardião Taborda.
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Sob a arbitragem de Paulo Paraty, do Porto, as equipas alinharam:
Naval - Taborda; Mário Sérgio, Paulão, Fernando e China; Solimar (Saulo, 82), Gilmar e Fajardo (Dudu, 53); Lito, Nei e João Ribeiro (Carlitos, 63).
Académica - Pedro Roma; Paulo Sérgio, Litos, Káká e Lino; Pavlovic; Roberto Brum (Joeano, 32) e Alexandre; Dame, Gyano (Cláudio "Pitbull", 79) e Filipe Teixeira (Sarmento, 90).
Marcador: Joeano (82)
Disciplina: Cartão amarelo a Pavlovic (76).
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Os "pretos", um a um:
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Pedro Roma (4) - Não teve muito trabalho, mas mostrou-se sempre seguro quando chamado a intervir. Já nas compensações, evitou o empate, opondo-se bem ao remate de Saulo.
Paulo Sérgio (4) - Parece que, afinal, temos "lateral" direito. Uma excelente exibição deste brasileiro, que se revelou intransponível pelo seu sector.
Litos (4) - Hoje, mostrou a segurança dos seus bons velhos tempos no Bessa. E, quando foi necessária a sua intervenção, não inventou.
Káká (4) - É o "central" mais rápido da equipa e a sua presença dá outra consistência à defesa. Rubricou mais uma actuação de bom nível.
Lino (3) - Apesar de regressado a tarefas mais defensivas, esteve muito activo a subir pelo flanco esquerdo, como é habitual. No entanto, o seu adiantamento abriu, por vezes, espaço para o contra-ataque navalista.
Pavlovic (4) - A melhor exibição deste que chegou a Coimbra. Sempre muito atento e muito disponível na ajuda ao sector defensivo (teve um corte precioso por volta da meia hora), o sérvio mostrou que pode ser mais uma opção válida para Manuel Machado.
Roberto Brum (2) - Não estava a jogar mal, mas, pouco antes da meia hora, sofreu um toque no joelho direito que levou à sua substituição por Joeano, aos 32 minutos.
Alexandre (3) - Uma actuação muito razoável deste médio. Esteve melhor a entregar a bola, ao contrário do que sucedera frente ao V. Setúbal.
Dame (3) - Mais descaído sobre a ala direita, não foi tão decisivo como noutros jogos. Apesar de tudo, ficou na retina aquela sua jogada na 2ª parte, em que só não marcou devido à intervenção de Taborda.
Gyano (2) - Muito sozinho na primeira meia hora, esteve mais em jogo após a entrada de Joeano. Mas o húngaro, embora esforçado, mostrou as carências habituais.
Filipe Teixeira (5) - Mais uma vez, o melhor da Briosa. Se, no 1º tempo, esteve em bom plano, na etapa complementar "abriu o livro", mostrando todos os seus atributos técnicos, quer a distribuir jogo quer a empurrar a equipa para o ataque. Antes do golo, ainda enviou uma bola ao poste.
Joeano (4) - O "almirante" cujaentrada decidiu a "batalha do mar da Figueira". A sua presença em campo puxou pelo conjunto, dando-lhe uma acutilância ofensiva que não teve até então. Como se pode ver na crónica, disfrutou de várias ocasiões antes de, pleno de oportunidade, marcar o golo da vitória. Não façam dele o D. Sebastião, mas parece que temos homem.
Cláudio "Pitbull" (3) - Jogou pouco mais de 10 minutos, mas a sua chamada revelou-se decisiva, pois foi dele que partiu a assistência para Joeano. A sua pujança física foi determinante numa altura em que o desgaste já se começava a fazer sentir. Se continuar a mostrar a mesma vontade, é, sem dúvida, um bom reforço.
Sarmento (-) - Entrou apenas para "queimar" tempo.
NAVAL 0 - 1 ACADÉMICA Em directo no Simplesmente Briosa
Se tem de ficar a almoçar com a família porque é Domingo ou se não está para ir até à Figueira da Foz, acompanhe aqui o jogo em directo.
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Joga-se hoje no Municipal Bento Pessoa uma importante partida para a 17ª jornada da Liga Bwin. Naval e Académica encontram-se a partir das 16h para um espetaculo a ser seguido aqui, no Simplesmente Briosa.
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A Briosa já leva 5 derrotas seguida com 13 pontos e irá entrar em campo com: - Pedro Roma - Paulo Sérgio - Litos - Káká - Lino - Pavlovic - Alexandre - Roberto Brum - Filipe Teixeira - Dame - Gyano
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De salientar a chamada de Pavlovic a titular, já Joeano,Pitbull e Lira ficam de fora do onze titular.
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0' - Começa a partida, vamos lá Briosa! Cerca de 3000 pessoas no estádio.
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2'- A Naval parece ter entrado melhor com a Briosa a voltar ao antigo esquema de dois defesas centrais (Litos e Kaka) com Paulo Sérgio na direita e Lino na esquerda. Três médios defensivos, Alexandre, Pavlovic e Brum ficando o ataque ao cargo de Filipe Teixeira, Dame N'Doye e Gyano.
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11'- Primeiro lance de relativo perigo. Num livre de Lino, o central Litos apareceu a cabecear mas por cima.
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16' - A Naval quase marca. Nei apareceu na cara de Pedro Roma mas felizmente atirou ao lado.
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20' - De livre directo, Dame atira uma bomba mas Taborda efectua uma boa defesa. Está um jogo equilibrado.
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25' - Roberto Brum teve que sair de campo para ser assistido pela equipa médica. Joeano aquece e os academistas presentes no estádio aplaudem!
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32' - Está de volta JOEANO à Académica! Sai Roberto Brum lesionado e entra o nº2 que tantas alegrias já nos deu. Vamos lá Briosa!
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34' - A Académica está a encarar dificuldades com a velocidade do ataque da Naval. Há pouco foi Pavlovic a salvar.
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36' - Golo anulado à Académica. O árbitro da partida assinalou uma falta na área de Litos.
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37' - Joeano mostra o seu valor e fez já um forte remate. Cresce a Académica!
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45'- Está-se a aproximar o intervalo e o 0-0 parece inevitável.
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45' - Chega o intervalo e está um jogo equilibrado mas mal jogado. No entanto, sinal mais para a Académica nos últimos 15 minutos. O jogo pode tender para os dois lados, vamos acreditar. BRIOOOOOOOOSA!
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Resultados dos outros jogos:
Marítimo 0 - 0 P. Ferreira
V. Setúbal 0 - 1 Belenenses Beira-Mar 1 - 0 U. Leiria
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46' - Começa a segunda parte, sai a Académica.
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47' - Por pouco a Briosa não marca. Primeiro Gyano e depois Filipe Teixeira não conseguem marcar.
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48' - Entra a todo o gás a Briosa, vamos!
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50' - Quase, quase Joeano. Grande corte do defesa da Naval quando o nº2 já se preparava para marcar.
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60' - Responde a Naval com dois remates perigos e a Académica a não conseguir sair do seu meio campo.
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61' - Jogo claramente melhor na segunda parte, desta vez foi Dame a rematar para uma boa defesa de Taborda.
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66' - Pressiona a Académica, Kaka atirou por cima após um canto de Filipe Teixeira.
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68' - Embora a jogar melhor, é preciso ter cuidado com a velocidade da Naval. Litos a fazer um corte na hora H e a evitar um lance que podia ter sido muito perigoso.
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70' - Jogo vivo e emotivo mas os golos tardam em aparecer.
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73' -Quase marca a Naval...
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75' - A Académica volta a ter uma boa oportunidade para marcar. Joeano está a fazer um grande jogo e faz acreditar os adeptos.
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76' - Joeano atira por cima! Vai coleccionando oportunidades mas não consegue marcar.
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78' - É preciso alguém que consiga marcar, vai entrar Claudio Pitbull.
78' - Filipe Teixeira ao poste! Vamos lá Briosa!!!!!
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79' - Manuel Machado troca os ponta de lança. Sai Gyano para se estrear Pitbull.
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80' - GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLO!!!!! BRIOOOOOOOOOOOOOOSA ! JOEANO VOLTOU A MARCAR, E PÕE A MANCHA A CANTAR!
80' - Joeano desvia a passe de Claudio Pitbull. Um golo dos reforços da Briosa.
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87' - Falta pouco para acabar, a Académica tem que saber segurar o resultado...
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90' - Mais quatro minutos para jogar, aguenta Briosa!
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90 + 2' - Grande defesa de Pedro Roma a salvar o resultado!
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90 + 3' - Entra Sarmento por Filipe Teixeira, substituição para queimar tempo.
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90 + 4' - TERMINA !!!!!! A ACADÉMICA VENCE A NAVAL POR 0-1!
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A Académica conquistou hoje a primeira vitória fora de portas a contar para o campeonato e marcou também o seu primeiro golo de 2007. Joeano foi o autor. Numa segunda parte com um futebol muito mais bem jogado, o resultado foi justo uma vez que várias foram as oportunidades para a turma de Coimbra marcar. A Briosa soma agora 16 pontos recuperando os quatro perdidos na última jornada em relação ao V.Setúbal e a apenas 3 do Boavista.
A equipa de juniores da Académica bateu hoje o Rio Ave por 2-1, em partida disputada esta tarde no Luso, a contar para a 1ª fase do "Nacional" da 1ª Divisão da categoria.
Com este triunfo, a Briosa mantem-se na 4ª posição, agora com 34 pontos em 18 jogos, agora a um do Boavista, que se encontra no 3º lugar, embora com uma partida a menos.
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Por seu turno, a equipa sénior de futsal dos "pretos" empatou a 5 golos com o Gondomar, em encontro que decorreu no Pavilhão Jorge Anjinho, referente à 17ª jornada da 2ª Divisão (série A). Um resultado algo comprometedor para as aspirações academistas, pois os nortenhos são um adversário directo na fuga à despromoção. Actualmente, a Briosa soma 16 pontos.
Já estão escolhidos os 18 jogadores que Manuel Machado terá às ordens para o jogo de amanhã às 16h frente à Naval. A dúvida residia na chamada dos reforços de Inverno e foi hoje dissipada. Joeano, Pitbull, Lira e Pavlovic entram na lista mostrando que já são opções válidas para começar a recuperação na tabela classificativa.
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. Guarda-Redes 24 Pedro Roma 15 Eduardo . Defesas 3 Danilo
Com o início da colocação dos relvados sintéticos no passado dia 26, a conclusão dos campos do Bolão entrou na recta final.
A obra, a cargo de uma empresa de Pinhal Novo (Palmela) - que já foi responsável por outra similar, no terreno do Vigor, de Fala (S. Martinho do Bispo) - deverá estar terminada, sensivelmente, no final do mês, tudo dependendo das condições meteorológicas.
Segundo as informações que recolhemos, os relvados terão todas as condições para ser aprovados para a prática de jogos oficiais.
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Por outro lado, o SB sabe que há possibilidade de, nos próximos meses, haver igualmente alguma evolução relativamente à conclusão da Academia Briosa XXI.
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Tratam-se, sem dúvida, de excelentes notícias para a Briosa, em especial para as camadas jovens, que, nos últimos anos, têm andado "com a casa às costas", treinando e jogando fora de Coimbra, em recintos emprestados.
JES critica arbitragens na apresentação de Joeano e Cláudio
O regressado Joeano e Cláudio "Pitbull" foram hoje apresentados como jogadores da Briosa em conferência de imprensa da Direcção, realizada no auditório do ECC na presença de muitos sócios e simpatizantes.
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Joeano, que voltará a envergar a "camisa" número 2, declarou-se "muito feliz" por regressar a Coimbra, onde, afirmou, "sempre fui muito bem tratado". Por isso, "apesar de ter tido propostas de outros clubes (Braga e U.Leiria foram os apontados), dei prioridade à Académica". Depois de declarar que "o clube tem um excelente plantel", manifestou a sua intenção de "ajudar a equipa a alcançar a manutenção ou outros objectivos mais altos".
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Por seu turno, Cláudio, que actuará com o 82 nas costas, declarou-se seduzido pelo facto de a Briosa ser "uma equipa com tradição em Portugal", além de "possuir um bom treinador e um bom conjunto de jogadores". Definiu-se como sendo "um jogador que gosta de jogar pelos flancos e que luta bastante".
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Embora venham na condição de emprestados, a verdade é que ambos manifestaram, de viva voz, pouca vontade de regressar aos clubes a que estão ligados contratualmente (Beitar de Jerusalém e F.C.Porto, respectivamente).
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Apesar de também terem sido inscritos na Liga, nem Sílvio (ex-Tourizrnse) nem o ex-júnior Pedro Ribeiro foram alvo de apresentação formal aos sócios.
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Entretanto, o presidente José Eduardo Simões aproveitou a ocasião para tecer fortes críticas à arbitragem nacional, que, em sua opinião, tem prejudicado a Briosa. Para ilustrar as suas acusações, deu exemplo de várias situações ocorridas em oito partidas (sete da Liga e uma da Taça), que acabaram por ser bastante lesivas para a Académica. Assim, pediu a Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, que promova "arbitragens isentas, não prejudicando sempre os mesmos".
"Amigos, voltei!". Bem que podia ser esta, a frase de Joeano ao deparar-se com a objectiva fotográfica, depois de mais um golo... golo... que bem que soa a palavra quando pronunciada com o do número 2 da Briosa, que tantas alegrias nos tem dado, desde que lhe deram o "seu" espaço, e outras tantas com as quais promete continuar a brindar o seu público! Sim, o seu, porque ninguém consegue, nem pode(!) ficar indiferente ao sempre alegre cântico do: “Joeano OH HO, Joeano voltou a marcar, e pôs a Mancha a cantar!”, um cântico especial para um jogador também ele especial que conquistou os adeptos desde a primeira vez que envergou a camisola negra da grande Académica. Jogava-se a uma sexta-feira, e Joeano depois de ter dado boas indicações nos últimos minutos contra o Vitória de Guimarães, foi aposta inicial de João Carlos Pereira, ocupando a faixa esquerda do "seu" 4x3x3 que tão bons resultados demonstrou. . Foi um jogo de nervos, mas Paulo Sérgio deu os três pontos aos da casa... Joeano a poucos minutos do fim, teve um violento choque de cabeça, e recolheu ao balneário mais cedo, mas a surpresa aconteceu, passados alguns minutos, com uma ligadura que cobria toda a caixa encefálica, e foi aí, nesse momento que os adeptos ficaram conquistados, a equipa voltou a jogar com 11 e o Boavista não criou mais perigo até ao final do jogo. . Foi preciso apenas uma semana, para que o nº2 proveniente do Salamanca se estreasse a marcar com a camisola da Briosa, frente ao Belenenses, naqueles 5-0. Gesto imediato foi correr, correr para a sua Mancha Negra, despindo a camisola e festejar como se fosse aquele um golo decisivo de um qualquer campeonato ou taça, mas era apenas e só, o primeiro de muitos... . Não tenho dúvidas da entrega ao clube de Joeano, lembro até com algum carinho as suas palavras, quando a manutenção entrava na fase decisiva, e ao falar-se entre outros, do interesse do Marítimo no brasileiro ao que ele respondeu: "Quer a Académica fique ou desça, eu fico!". São estas, são estas as palavras certas para que qualquer adepto se sinta orgulhoso dos heróis que representam o seu clube, são estas as palavras que ficam, que rotulam qualquer um, e certamente as mais demonstrativas do carácter de alguém, e tanta falta de carácter existe por esse futebol fora... . A época acabou com Joeano a prometer uma nova temporada em grande, e com a Briosa a prometer algo mais do que a simples manutenção - como tem sido aliás, apanágio dos últimos anos - mas Joeano, com o 9, número de Ponta de Lança, nas costas defraudou algumas expectativas até então criadas, e ao que se soube posteriormente, fruto de uma lesão mal tratada, que o impediu de jogar nas melhores condições físicas durante toda a época, e depois... depois... chegou Marcel, e bem que podia ter aqui acabado a história de Joeano, porque de facto, Joeano não rendia, e havia que arranjar alguém que marcasse golos, tal como Marcel veio a fazer nas jornadas até ao fim do campeonato. . Marcel, tapou Joeano, é certo, mas só não aprende com todas as situações quem não quiser, e por certo Joeano aprendeu a esperar, a ver o que poderia melhorar, e de um momento para o outro, apareceu um Joeano mais maduro, mais "matador", mais evoluído, até mais completo, e o que à primeira vista poderia parecer apenas um fogacho, parece começar a notar-se que de facto houve evolução, e não foi de um dia para o outro, mas só foi possível de ver agora, agora que já não é a sombra de ninguém, mas numa analogia literal, podemos dizer que Joeano abrigou-se na sombra, e cresceu... para aquilo que hoje vemos e vamos por certo continuar a ver. . Joeano vai continuar a marcar, e vai voltar a por a Mancha a cantar, e que disso, ninguém tenha dúvidas, porque ele está lá, mais "crescido" e dedicado, e com o apoio do seu público, golos é algo que certamente não escasseará nos próximos tempos... Força Joeano e força Briosa, de preferência, já no próximo Domingo!
P.S:Texto Publicado há cerca de 7 meses atrás neste espaço.
Já com meio campeonato andado o Briosómilhões continua ao rubro. Gato Preto segue como líder isolado deixando a 5 pontos Pedro Constantino que tem lutado pela camisola oficial da Académica. Com Joeano de volta, os jogos da Briosa podem atingir resultados com mais golos, com mais pontos.