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Enganador
Sporting 2 - 1 Académica

Jogou-se hoje num autêntico "palco dos sonhos" a partida que permitia à Académica passar às meias finais da Taça de Portugal. Aquela que ano após ano suspiramos e tanta é a ambição. "Talvez para o ano" dizemos de novo...
O jogo tem obrigatoriamente de começar a ser analisado pela opção de Manuel Machado recorrer a um sistema de defesa a três. Como havia dito na entrevista à RUC, "para mim a equipa perfeita é como a água. Consegue-se moldar a vários tipos de sistemas tácticos e garantir consistência em cada um deles." sendo com esta postura que encarou o jogo e tendo em conta o adversário. À posteriori foi uma opção falhada mas que no entanto acaba por ter a sua lógica, o Sporting é uma equipa que joga sem médios-alas e Liedson é o jogador chave desta equipa. Era preciso alguém que o marcasse de perto sempre com a garantia que se falhasse tivesse sempre cobertura. Quanto ao ataque, jogadores que soubessem rematar à baliza e com porte físico para conseguir aguentar a bola enquanto que a equipa subia foi previsto pelo técnico da Briosa. Assim, com Pedro Roma na baliza, Danilo, Litos e Kaká foram defesas centrais sendo que o último foi o responsável na marcação a Liedson. Paulo Sérgio e Lino nas alas enquanto que pela primeira vez esta época (salvo erro) Roberto Brum funcionou como único trinco. Dame N’Doye ora pelo meio, ora pela direita e Filipe Teixeira encarregaram-se de transportar o jogo onde na frente se encontravam Cláudio Pitbull e Nestor Alvarez, regressando assim aos titulares. O esquema podia ter resultado mas infelizmente assim não aconteceu. A Académica está fora da Taça.
A partida começou e o Sporting cedo ligou o turbo que levou ao 1-0. Mau alívio de Kaká dentro de área proporcionou que Liedson após cruzamento atrasado abrisse o marcador. Toda uma semana de trabalho em preparação para o jogo caía por terra e a equipa ficou desconcentrada, sem conseguir chegar ao ataque e praticamente a ver jogar. O lado esquerdo defensivo não funcionou e mais uma vez, aquele que José Mourinho chamou de “Enganador”, voltava a marcar desta feita de cabeça. Estavam decorridos 10 minutos e era justo o resultado que o marcador acusava.
A lesão muscular de Litos obrigou à alteração da disposição dos jogadores entrando Vítor Vinha para defesa esquerdo e fazendo subir Lino para extremo. A partir daqui a Académica ganhou solidez e foi ganhando confiança até chegar à baliza contrária. Embora sem arte na hora H, chegava o intervalo com a Briosa a deixar o aviso que a eliminatória não estava ainda resolvida.
Na segunda parte mais uma exibição de fazer invejar, tal como esta equipa já nos tem habituado em jogos deste cariz. Manuel Machado esgotou as substituições e Alexandre e Gyano renderam Pitbull e Nestor Alvarez. Uma mudança radical que deu resultados visíveis e que podia ter dado bem cedo um golo. Primeiro Dame com um pontapé de bicicleta e depois Vinha num grande remate fizeram gritar golo mas a bola foi sempre fora da baliza. Se já era difícil virar o jogo, mais complicado se tornou após a injusta expulsão de Vítor Vinha. Num lance merecedor de cartão, o jogador chegou tarde ao corte e acabou por pisar o jogador do Sporting. Quando se apercebeu do sucedido pediu imediatamente desculpas a João Moutinho mas não havia nada a fazer porque Jorge Sousa já tinha o cartão vermelho na mão enquanto que minutos antes o ex-Académica Tonel tinha visto apenas amarelo quando Gyano partia isolado para a baliza, critérios. Roberto Brum ainda atirou ao poste e o sinal da falta de sorte era evidente.
A partir daqui a Académica lutou, lutou mas nunca conseguiu chegar ao golo. Apenas a dois minutos do final num livre batido por Lino, o senegalês Dame cabeceou e fez o 1-2 – resultado final. Um resultado enganador que podia originar um marco muito importante para a Académica. Agora o campeonato é a única prova que os estudantes se têm de concentrar para conseguir subir o mais rápido possível na tabela.
Pretos um a um:
Pedro Roma (3) – Nada podia fazer nos golos que sofreu, fez boas defesas que impediram perigos maiores.
Paulo Sérgio (3) – Entrou mal e desorientado. Melhorou com a equipa na segunda parte evitando um golo em cima da linha. Deu toda a sua raça e mostrou ser um dos mais inconformados com a derrota.
Litos (1) – A lesão muscular e o desnorteio com que entrou em campo não permitiram que fosse o patrão da defesa da Académica. Esperemos que a lesão não seja grave que o estaleiro por este ano está cheio.
Danilo (3) – É um jogador que não transmite confiança para ser titular mas que no entanto cumpriu sempre com eficácia.
Kaká (3) – Muito rápido e cada vez melhor posicionamento táctico do central brasileiro. Tinha talvez a missão mais difícil do jogo e não foi feliz.
Lino (3) – Foi dos melhores nos últimos 45 minutos mas um jogo avalia-se pelo seu todo. Incompreensível a falta de disciplina no posicionamento e não consegui perceber que quando Litos se lesionou a defesa ficou descompensada. No entanto, está na assistência para o golo e depois da expulsão de Vinha teve pulmão para fazer todo o corredor.
Brum (4) – Dos melhores da Académica fez um jogo de encher o olho. Foi ultrapassado no primeiro golo mas nenhum jogador é intransponível. Se o seu remate tivesse sido golo tudo podia ter mudado.
Filipe Teixeira (4) – Um senhor com a bola nos pés tentou remar até ao fim do jogo para chegar à baliza do Sporting.
Dame N’Doye (4) – Mais um golo marcado e acima de tudo teve força para arrancar pelo campo. Rende mais a jogar pelo meio mas as lesões no plantel obrigam-no muitas vezes a ir tapar buracos nas alas.
Cláudio Pitbull (2) – Jogou na primeira parte e mesmo assim foi dos melhores. Por não aguentar o jogo todo foi opção de Manuel Machado para sair fazendo assim com que a equipa da segunda parte não sofresse com o desgaste do jogador.
Nestor Alvarez (1) – Sem oportunidades para marcar tentou segurar a bola quando esta ia lá para a frente. Muito desinspirado.
Vítor Vinha (2) – A equipa mostrou muito mais solidez com a sua entrada e foi vítima de uma expulsão que nos parece injusta.
Alexandre (3) – Bom jogo do trinco, com a sua entrada a Académica passou a recuperar mais perto do ataque e isso gerou mais oportunidades. Com a expulsão de Vinha ficou-se mais por terrenos defensivos.
Gyano (2) – Não acrescentou nada em relação a Alvarez. Leva no entanto melhor nota pela subida de qualidade da equipa.
Um sonho chamado Taça
 É já daqui a poucas horas que Sporting e Académica se encontram para mais um jogo dos Quartos de Final da Taça de Portugal. A competição que a Briosa venceu em 1939 na primeira vez que a competição se disputou. A viagem até ao Jamor aconteceu por mais três vezes, em 1951, 67 e 69.
E mais que um lugar na Taça UEFA, a final da Taça de Portugal é um sonho que todos queremos ver realizado. Pelo prestígio, pela prova que a Académica é diferente, por uma prova que estamos vivos e temos uma equipa capaz de jogar em qualquer lado sem medo. Por isso escolhi o "Mar Português" que mostra o esforço e sofrimento que Vasco da Gama precisou para levar a cabo a sua missão. Porque "tudo vale a pena se a alma não é pequena".
Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa
TAÇA DE PORTUGAL Sporting - Académica
«Não abdicamos da ambição de continuar na Taça»Manuel Machado
Dificil mas não impossível! Parece ser esta a mensagem de Manuel Machado para os seus jogadores que enfrentam amanhã o único grande ainda em prova em Alvalade pelas 21 horas.
Dando o exemplo da forma como Benfica e Porto foram eliminados da competição, o treinador da Briosa incentiva assim as suas tropas para o combate que se avizinha. .
«Vamos jogar na casa de um dos três grandes, que é, por força da eliminação dos outros dois, o principal candidato a vencer a competição. Será, por isso, uma tarefa difícil, por esses dois factores: a grandeza do Sporting e pelo facto de ser em Alvalade. Mas no futebol não há impossíveis e a Taça tem montes de exemplos em que o previsível acaba por ser contrariado. Esta época já houve vários, como aconteceu em relação às proezas do Atlético e do Bragança», lembrou Manuel Machado, sem receio de expressar as suas aspirações: «Temos possibilidades de seguir em frente e é cientes disso que vamos a Alvalade. Não abdicamos da ambição de continuar na Taça.» . . Para este encontro, o técnico da Académica deixou de fora o jovem Sarmento e chamou Fatih Sonkaya de volta aos eleitos, e Miguel Pedro no lugar de Milos Pavlovic, para além da habitual alteração entre os guarda redes suplentes, tendo dado desta vez a oportunidade a Douglas. . Assim, a lista de convococados é a seguinte: . Guarda-redes: Pedro Roma Douglas. . Defesas: Sonkaya Paulo Sérgio Litos Danilo Kaká Lino Vítor Vinha. . Médios: Nuno Piloto Alexandre Roberto Brum Miguel Pedro Dame Filipe Teixeira . Avançados: Cláudio Pitbull Gyano Nestor Alvarez
Inêxitos adversários amenizam efeitos de nova derrota caseira
 O desaire de sábado frente ao Boavista (o sexto em "casa" na presente época) acabou por não ter consequências imediatas na classificação da Briosa, pois os nossos adversários directos na fuga à despromoção também não conseguiram vencer os encontros que disputaram este fim-de-semana futebolístico prolongado. Assim, o Beira Mar foi goleado na recepção ao líder FC Porto, enquanto que o V. Setúbal, apesar de jogar em "casa", não conseguiu melhor que um empate frente ao Nacional. Mesmo o empate do Aves em Alvalade, que constituiu a surpresa da jornada, não terá feito grande mossa nas nossas hostes, pois os avenses continuam a segurar a "lanterna vermelha". Olhando um pouco para cima, a derrota do Estrela da Amadora em Braga (nos instantes do finais da partida) também foi favorável aos nossos interesses. Com estes desfechos, a Académica mantém a "almofada" de seis pontos de distância para os lugares de descida, continuando no 13º lugar da Liga principal do futebol português. Uma posição que, estando longe de ser dramática, não é, ainda, tranquilizadora. . Eis os resultados da 19ª jornada: . Académica - Boavista..........0-2 B.Mar - FC Porto ...................0-5 V.Setúbal - Nacional .............1-1 Sporting - Desp. Aves...........0-0 Braga - Estª Amadora...........2-1 Naval - Belenenses .............. 2-3 Benfica - Paços Ferrª ...........3-1 Marítimo - U.Leiria.................2-1 . A classificação actual está assim ordenada: . F.C.Porto................ 46 Benfica.................... 42 Sporting.................. 39 Braga...................... 31 U. Leiria.................. 28 Marítimo.................. 28 Belenenses.............27 Paços Ferrª............ 26 Nacional................. 25 Naval....................... 24 Boavista................. 23 Estª Amadora........ 21 ACADÉMICA........ 19 V. Setúbal...............14 Beira Mar................13 Desp. Aves.............10 . A próxima jornada, a disputar no próximo fim-de-semana futebolístico alargado, engloba os seguintes encontros:
Nacional - Académica (Dom., 16 h.) B.Mar - Naval (Dom, 16 h.) Paços Ferrª - V.Setúbal (6ª, 20,30 h., SportTV) Desp. Aves - Benfica (Sáb, 21,15 h. TVI) Est.ª Amadora - Marítimo (Dom., 16 h.) Boavista - Belenenses (2ª, 19,45 h., Sport TV) F.C.Porto - Braga (Sáb., 19,15 h., Sport TV) U.Leiria - Sporting (Dom., 19,45 h., Sport TV)
As Questões
 Porque é necessário escolher, porque algumas perguntas acabam por ser inevitavelmente repetidas, porque é necessário promover a resposta sem as normais e evasivas ou as constantes repetições de respostas predefinidas tentámos que as perguntas escolhidas fossem aquelas que melhor reflectissem o estado espírito cá da malta, bem como a necessidade de uma resposta sem rodeios. . . . . . .
Assim, a primeira pergunta:
- O Porquê da irregularidade exibicional da equipa (especialmente nos jogos em casa)e qual a razão porque não aposta mais nos jovens vindos da formação, mesclando a experiencia de uns com a juventude de outros.
Gato Preto
A segunda pergunta:
- Disse Manuel Machado no primeiro dia de trabalho à frente da Briosa que "era impossível parir um filho em 2 meses" e o mesmo se passava numa equipa nova como a deste ano. É verdade que a Académica joga agora melhor e o entrosamento entre os jogadores é já notável mas o 13º lugar não convence nenhum adepto. Sendo conhecido como um treinador que exige apenas um ano de contrato, e depois da recente polémica com as eleições nos rivais do V.Guimarães quais as suas intenções a nível de continuidade na Académica? Mantendo a espinha dorsal desta equipa para a próxima época não pensa que os resultados seriam melhores?
Chico Martinho
e abusando, porque esta é uma questão que a todos nós, participantes de blogs, espaços de net, dos relatos da RUC, afinal, de formas de vida académica, lançamos mais esta:
- A blogosfera da Académica tem um papel cada vez mais importante na opinião dos adeptos. Costuma acompanhar de perto as notícias, preocupações e discussões de quem por aqui desabafa diariamente ?
P'
Agora é ouvidos à escuta malta!
Pergunte ao Professor!

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Uma feliz iniciativa da Rádio Universidade de Coimbra coloca os seus ouvintes, adeptos e simpatizantes da Briosa, mais perto da realidade académica, em possibilidade de comunicação directa com o Professor Manuel Machado. Ou através dos já habituais números de telefone disponibilizados para o contacto com os entrevistados (239 41 04 27) e com o programa ou desta vez, através desta feliz iniciativa. . Iniciativa que consiste na possibilidade de duas perguntas serem escolhidas, neste espaço, para serem colocadas ao treinador dos pretos e que serão, naturalmente, respondidas em directo pelo professor Manuel Machado. .
A caixa de comentários será o espaço para colocar essas mesmas questões, sendo que pelas 20.30h faremos uma nova postagem com as perguntas escolhidas. . Tem a palavra, a malta da Briosa!
Imperdível
Prof. Manuel Machado hoje em PROGNÓSTICOS Em vésperas de um jogo que pode ser histórico para a Briosa, o técnico Manuel Machado é o convidado central do programa PROGNÓSTICOS que se realiza hoje às 21h na Rádio Universidade de Coimbra.
Uma entrevista de 2 horas, onde o treinador da Briosa será questionado acerca do presente e do futuro da Académica, da sua continuidade ou não à frente do comando da equipa e muito mais… A não perder, em 107.9 FM ou em www.ruc.pt Prognósticos, o seu programa de desporto da RUC
A lesão de Pavlovic: Não acredito em bruxas, mas...
Tenho uma formação racionalista e não acredito em bruxas, espíritos e quejandos. Mas o pequeno episódio que vou contar, mais a mais num mundo muito dado à superstição, como é o futebol, até pode fazer crer que os maus agoiros existem.Como muitos outros académicos, também eu me dediquei a coleccionar os 422 cromos da colecção em boa hora lançada pela Direcção. E, tal como muitos outros, tenho passado algum tempo na Secretaria do clube, à procura de parceiros para as trocas. Uma actividade que se tem revelado profícua, pois só me faltam 16 para concluir a caderneta. Da equipa sénior, há três jogadores cujos cromos são muito difíceis de conseguir: Hélder Barbosa, Miguel Pedro e Pavlovic (ainda não tenho os dois primeiros e o último só recentemente o consegui). Ora, face aquela arreliadora realidade, relacionei-a com as lesões que afectam os dois primeiros e que os têm obrigado a paragens prolongadas. Daí que, na segunda vez que fui à secretaria com aquela finalidade, disse para a Anita e o Tó, funcionários presentes: "Agora, só faltava que o Pavlovic se lesionasse e ficasse uma data de tempo no estaleiro. Longe vá o agoiro". Pois acontece que o agoiro parece ter pegado. Ontém, já nas compensações da 1ª parte do jogo com o Boavista, o jogador sérvio lesionou-se com gravidade. Mais tarde, o diagnóstico: fractura do maléolo interno do tornozelo direito. O atleta foi de imediato engessado e vai parar por tempo indeterminado. Quando soube a notícia, pensei cá para mim: mais valia ter ficado calado. É que, como diria o espanhol, "no credo en brujas, pero las hay"...
Camadas jovens com sortes diferentes
 Os escalões jovens da Briosa tiveram desempenhos diferentes este fim-de-semana. Os juniores, que na última terça-feira haviam obtido um brilhante triunfo no terreno do Candal, adversário directo na luta pelo 2º lugar (que dá acesso ao "final four"), baquearam em "casa" frente ao Braga. A nossa equipa foi derrotada por 2-1, depois de ter estado em vantagem até à entrada do último quarto de hora. Com este resultado, os "pretos" desperdiçaram uma oportunidade de ouro de chegar à posição de apuramento, pois os candalenses (actuais segundos classificados) jogaram e perderam no terreno do FC Porto, actual líder da Zona Norte, por 3-1. Ao mesmo tempo, os nossos perseguidores (Boavista, V. Guimarães) venceram, respectivamente, Feirense e U. Leiria nos seus redutos e aproximaram-se da nossa rapaziada. Assim, com os "dragões" praticamente apurados, existem cinco candidatos para a vaga sobrante. Com 22 das 30 jornadas disputadas, a classificação actual da Zona Norte do "Nacional" de juniores da 1ª Divisão, no que se refere aos lugares de topo, é a seguinte: 1º FC Porto, 56 pontos; 2º Candal, 44; 3º Académica, 43; 4º Boavista, 42 (menos um jogo); 5º V. Guimarães, 41; 6º Braga, 39. Entretanto, os juvenis deslocaram-se à Arregaça para defrontar o União, em mais um derbi conimbricense. Se, para os academistas, com a sua situação classificativa já definida (um lugar a meio da tabela da sua série), o jogo destinava-se apenas a cumprir calendário, para os locais era decisivo para a fuga à despromoção. Contudo, a Briosa superou as dificuldades e venceu por um concludente 3-0. Por seu turno, estão de parabéns os iniciados. Ao golearem hoje, na Pedrulha, um frágil SL Marinha por 5-0, os nossos miúdos asseguraram virtualmente o 1º lugar da série D do respectivo "Nacional" e, consequentemente, o apuramento da Académica para a fase seguinte.
AAC, 0 - Boavista, 2: "Bispos polacos dão xeque-mate à Briosa"
A Académica desperdiçou hoje a possibilidade de "quebrar o enguiço" da terceira vitória consecutiva no Campeonato e de colocar-se numa posição tranquila na tabela classificativa ao perder com o Boavista, em partida disputada no ECC. . Relativamente ao jogo do Restelo, registou-se o regresso de Pavlovic (então castigado) à equipa inicial e o retorno de Vítor Vinha ao "banco" de suplentes. Manuel Machado manteve o 4-3-3 dos últimos encontros. Assim, a defesa apresentou-se com Paulo Sérgio na direita, Litos e Káká no centro e Lino na esquerda; no meio-campo, Pavlovic era o elemento mais recuado, à frente do qual se encontravam Brum na direita e Alexandre na esquerda; na frente, Dame e Filipe Teixeira ocupavam as alas, ficando Gyano como unidade mais avançada. . A Briosa entrou mal no jogo e, logo aos dois minutos, só uma grande intervenção de Pedro Roma impediu que Hugo Monteiro, após boa combinação entre Grzelak e Linz, inaugurasse o marcador. Os "axadrezados" dominavam os acontecimentos, enquanto que a nossa equipa se mostrava algo apática e sem ideias. Só à passagem do 20º minuto, a Académica criou perigo, na sequência de um "canto", com Gyano a rematar contra William, que defendeu por instinto. Mas, três minutos depois, os visitantes inauguraram o marcador, em lance que deixou dúvidas quanto à sua legalidade. Paulo Sérgio perdeu a bola em disputa com Grzelak e ficou a reclamar falta (no Estádio, pareceu-nos que com razão). O polaco ficou com o esférico, contornou Káká e, na meia esquerda da grande-área, rematou cruzado, batendo Pedro Roma. Apesar do golo, o cariz da partida pouco se alterou. Os academistas passaram a jogar um pouco mais no meio-campo adversário mas o certo é que não conseguiam criar perigo. Manuel Machado mexeu, então, na equipa, procurando conferir-lhe maior acutilância atacante: saiu Brum e entrou Cláudio "Pitbull". O brasileiro foi colocar-se na ponta esquerda, passando Filipe Teixeira para o "miolo" do terreno. Contudo, a dois minutos do intervalo, o Boavista aumentou a vantagem, num golo quase "a papel químico" do anterior. Alexandre, em zona proibida, perdeu a bola para Essame, que deu rápido para Kazimierczak. Este, na meia esquerda, entrou na área e, tal como antes fizera o seu compatriota, rematou cruzado para o fundo das redes dos "pretos". Ainda antes do descanso, Pavlovic lesionou-se com gravidade e já não regressou dos balneários, sendo substituído por Vítor Vinha. . Assim, para a 2ª parte, Alexandre ficou como "trinco", passando a ter à sua frente Dame e Filipe Teixeira. Cláudio "Pitbull" derivou para a ala direita, enquanto Lino avançava para a esquerda, mantendo-se Gyano na frente do ataque. A equipa veio com outra disposição e, logo aos três minutos, "Pitbull" fugiu pelo corredor direito, entrou na área e rematou em jeito, mas a bola embateu na trave. A Briosa, a fazer uma pressão alta, continuou a carregar e, ao quarto de hora, num lance idêntico ao anterior, o mesmo jogador "picou" o esférico sobre William, mas Hélder Rosário salvou sobre a linha. Logo a seguir, o técnico academista arriscou tudo: tirou Alexandre e colocou Nestor junto de Gyano, passando a jogar em 4-2-4. Aos 66 minutos, grande remate de Dame e grande defesa do guardião boavisteiro. Na sequência do "canto", o golo voltou a estar iminente mas Nestor e Gyano remataram sucessivamente contra o corpo do guarda-redes camaronês, caído sobre o risco fatal. A partir daqui, a Académica perdeu discernimento e o jogo ficou partido. O Boavista sacudiu a pressão e ensaiou alguns contra-ataques, embora sem criar grande perigo. A dez minutos do final, Filipe Teixeira, na meia direita, rematou ao poste da baliza de William, naquele que foi o último grande lance de perigo da partida. Daí até ao termo, os "pretos" continuaram a lutar mas a descrença já se instalara e os visitantes perceberam que o triunfo não lhes escapava. . Em conclusão, uma exibição desigual da nossa equipa, que ofereceu 45 minutos e dois "golaks" ao adversário. Na etapa complementar, acordou, mas faltou eficácia ofensiva, discernimento e (porque não dizê-lo?) alguma sorte. Arbitragem para esquecer de João Ferreira. Para além de ter deixado passar uma eventual falta na jogada que originou o primeiro tento, há também um lance na etapa inicial, em que um jogador "axadrezado" atrasa a bola para William, mas que o juíz setubalense não considerou intencional. Pior que tudo, foi demasiado complacente, quer com o jogo faltoso, quer com as perdas de tempo dos forasteiros. . Sob a arbitragem de João Ferreira, de Setúbal, as equipas alinharam: Académica - Pedro Roma; Paulo Sérgio, Litos, Káká e Lino; Pavlovic (Vítor Vinha, 46); Roberto Brum (Cláudio "Pitbull", 38) e Alexandre (Nestor, 61); Dame, Gyano e Filipe Teixeira. Boavista - William; Hélder Rosário, Ricardo Silva, Cissé e Marquinho; Tiago; Essame e Kazimierczak; Hugo Monteiro (Paulo Sousa, 77), Linz (Fary, 73) e Grzelak (José Manuel, 62). Marcadores: Grzelak (23) e Kazimierczak (43). Disciplina: Cartões amarelos a Roberto Brum (23) e Paulo Sérgio (68); Ricardo Silva (19) e Cissé (53). . Os "pretos", um a um: . Pedro Roma (4) - Mais uma vez, teve pouco trabalho, mas voltou a estar em bom nível. Rubricou intervenções de elevada qualidade, em especial a primeira, logo no segundo minuto. Paulo Sérgio (2) - Uma tarde-noite pouco feliz. Nunca se entendeu com as mudanças de velocidade de Grzelak e está directamente ligado ao primeiro golo. Mesmo que tenha sofrido falta (e, na TV, pareceu-nos que foi tocado pelas costas) no lance do tento inicial, não pode desistir e ficar a reclamar com o árbitro. Também o segundo golo teve origem no seu flanco. Litos (3) - A sua experiência permite-lhe disfarçar algumas insuficiências. Acabou por não comprometer mas não foi o "patrão" de que a defesa necessitava. Káká (2) - Globalmente, não esteve muito pior que o seu colega do centro da defesa. Contudo, no lance do primeiro golo, foi lento a ir à dobra, acabando por ser "comido" por Grzelak. Lino (3) - Na 1ª parte, como "lateral" esquerdo, abriu alguns espaços nas suas costas, que o adversário não aproveitou. Melhorou no 2º tempo, quando passou para a frente, mas nunca conseguiu criar desequilíbrios pelo seu corredor. Pavlovic (2) - Uma exibição pouco conseguida do sérvio, que quase nunca foi eficaz nas dobras nem clarividente no capítulo do passe. Lesionou-se com gravidade perto do intervalo e arrisca uma paragem prolongada. Roberto Brum (3) - Esta nota será, porventura, controversa, já que actuou apenas durante 38 minutos. Mas a verdade é que nos pareceu, então, o mais esclarecido do meio-campo. A sua substituição ter-se-á devido a questões tácticas e, muito provavelmente, ao facto de já ter visto um cartão amarelo, por protestos, após o golo inaugural. Alexandre (2) - Um 1º tempo desastroso, em que raramente acertou um passe. A "cereja no bolo" foi o segundo golo, quando perdeu a bola em zona proibida. Melhorou ligeiramente após o descanso, mas acabou substituído quando Manuel Machado decidiu arriscar tudo por tudo. Dame (4) - Descaído sobre a direita, não começou muito bem, embora, desde o início, tivesse dado a ideia de ser um dos mais inconformados. Quando passou a actuar mais na zona central, esteve melhor. Apesar da extrema atenção dos boavisteiros à sua meia-distância, teve um bom remate a meio da 2ª parte, que só não deu golo devido à excelente intervenção de William. Gyano (1) - É certo que poucas vezes é servido em condições, mas a verdade é que não consegue fugir às marcações. Ao mesmo tempo, vai perdendo confiança e acaba por ser uma unidade a menos. Filipe Teixeira (4) - Novidade será o jogo em que não for considerado o melhor da Briosa. Nota-se, claramente, que possui uma classe extra. Após o recomeço, foi ele que procurou levar a equipa para a frente e alguns lances de perigo tiveram origem nos seus pés. Aquele remate em jeito, com o pé esquerdo, aos 80 minutos, que levou a bola a embater no poste da baliza de William, merecia melhor sorte. Cláudio "Pitbull" (3) - Entrou bem no jogo e deu outra movimentação ao ataque. Logo no início da etapa complementar, atirou uma bola ao ferro; pouco depois, esteve outra vez perto de reduzir a desvantagem, mas Hélder Rosário não o permitiu. Com o passar dos minutos, foi perdendo clarividência. Vítor Vinha (3) - Entrou no 2º tempo. Com os boavisteiros mais preocupados em segurar a vantagem, não enfrentou grandes problemas. Apesar de pouco ter acrescentado ao conjunto, cumpriu, pelo que merece nota positiva. Nestor (2) - Actuou na última meia hora. A sua melhor intervenção foi a primeira, quando rematou de forma acrobática, à meia volta, ligeiramente ao lado. Depois, falhou a emenda na sequência de um "canto", atirando contra o corpo de William. Apesar de tudo, esteve mais mexido que Gyano.
Assim vale a pena!
O Blog Denuncias e Opiniões promoveu a entrega dos bilhetes em concurso e o jornalista João Mesquita - vencedor do mesmo - e de Tiago "Carraça" (Presidente da MN) levaram a cabo uma iniciativa louvável ao entregar seis bilhetes premiados à Comunidade Juvenil São Francisco de Assis.
Seria de mau tom não dar relevância a uma iniciativa como esta, para todos os que se dizem como "Académicos", com todo o significado que é indissociável desta palavra.
Assim, o blog SimplesmenteBriosa vem parabenizar os responsaveis pela iniciativa, que só engrandeçe a instituição.
Convocados para ganhar

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Depois de uma dificil vitória frente ao Belenenses, a Briosa vai jogar amanhã com o Boavista, no Estádio Cidade de Coimbra. Com a vitória em mente, Manuel Machado convocou:
Guarda redes: - Pedro Roma - Eduardo
Defesas: - Danilo - Káká - Litos - Lino - Vítor Vinha
Médios: - Alexandre - Roberto Brum - Paulo Sérgio - Filipe Teixeira - Sarmento - Nuno Piloto - Milos Pavlovic
Avançados: - Gyano - Dame - Pitbull - Nestor
AAC-Boavista: farsa, drama e violência em três jogos nos anos 70
 Agora que se aproxima mais uma recepção ao Boavista, vêm-me à memória as recordações, algo imprecisas, de encontros com os "axadrezados" nas minhas adolescência e juventude. Neste caso, vou contar algumas "estórias" que marcaram três encontros disputados no velho Municipal, na década de 70. . O primeiro decorreu na época de 1970/71, na qual a Briosa, então treinada por Juca, terminou no 5º lugar. Por sua vez, os boavisteiros, que em 1966/67 (nossa época dourada) subiram da 3ª à 2ª Divisão e na época seguinte ao Campeonato principal, ainda tinham apenas como ambição a manutenção no escalão maior. Nessa altura, a Académica colocou-se a ganhar por 2-0 (não me recordo quem marcou os golos) mas os visitantes, a meio da 2ª parte, reduziram a diferença e foram-nos empurrando para a defesa. A um minuto do fim, a bola, aliviada por um jogador nosso para o meio-campo adversário, acabou por sair pela linha lateral no enfiamento da grande área adversária. Rapidamente, o guarda-redes portuense corre para executar, ele próprio, o lançamento lateral. Para espanto geral, o árbitro impede-o e ordena que a reposição do esférico seja feita por um colega. Pouco depois, o jogo termina com a nossa vitória por 2-1. Mas a polémica estava lançada, pois o Boavista apresentou declaração de protesto, alegando erro técnico de arbitragem. É então que a farsa começa. Um jornalista do "Diário de Coimbra", já falecido, adepto da Briosa e grande conhecedor das regras do jogo, dirige-se à cabine dos juízes, onde encontra o árbitro acabrunhado, consciente do erro que havia cometido. "Estou feito. Nem sequer posso alegar que a bola foi mal lançada, pois, nesse caso, teria de ser um jogador da Académica a repôr a bola em campo". É então que o referido periodista "tira um coelho da cartola": "Diga que o guarda-redes lançou a bola com um pé na pista de atletismo e que apenas o mandou corrigir essa situação. E que ele é que pensou que você o estava a proibir de lançar". Após um momento de perplexidade, o homem do apito viu que podia estar ali a sua salvação. Mas havia um problema: "E o delegado da Central (a então Comissão Central de Árbitros)?". "Não se preocupe que eu trato dele", retorquiu o jornalista. Acontece que o referido delegado, igualmente já falecido, era um homem íntegro mas bastante míope, sendo portador de umas lentes muito graduadas. Não foi difícil ao repórter convencê-lo de que não tinha reparado no (pretenso) facto de o guardião "axadrezado" ter colocado um pé na pista de cinza. Foi essa a versão do árbitro, veiculada em toda a imprensa desportiva da época, e o protesto dos boavisteiros acabou por ser julgado improcedente. . Cinco anos depois, os papéis haviam-se invertido: a Académica (agora travestida em Clube Académico de Coimbra) lutava desesperadamente pela permanência, enquanto que, com a contratação de Pedroto (o mais conceituado técnico português de então), surgia o "Boavistão", com pretensões de lutar pelos lugares cimeiros da classificação. A época anterior já reflectia esse contraste: nós tivemos de disputar a "liguilla" (Torneio de Competência entre os 13º e 14º da 1ª Divisão e os dois segundos das duas zonas em que, ao tempo, se dividia a 2ª Divisão. Os dois primeiros ficariam no escalão principal), onde nos salvámos com alguma dificuldade; os "axadrezados" asseguraram o 4º posto, que dava acesso às competições europeias, ao baterem o V. Guimarães, seu adversário directo, na última jornada, na Cidade Berço, com uma arbitragem controversa de António Garrido, que viu o seu carro incendiado pelos adeptos vitorianos. E até ganharam a sua primeira Taça, ao vencerem o Benfica por 2-1, no antigo Estádio de Alvalade., Face à má 1ª volta realizada, a nossa equipa foi reforçada com dois jogadores cedidos pelo Sporting: Camilo e Joaquim Rocha. A meio da 2ª volta, Vítor Campos, "velha glória" da Briosa, que havia "pendurado as botas" no final da época anterior, resolvera voltar a jogar para ajudar a equipa a sair da situação em que se encontrava. O seu regresso, em Braga, não poderia ter sido pior: "canto" contra os "pretos" e o veterano jogador a cabecear para a própria baliza. Um lance infeliz que ditou o resultado do jogo. A três jornadas do fim, recepção ao Boavista, então no 2º lugar e ainda em luta pelo título. Logo, os "axadrezados" não podiam falhar. Pela nossa parte, uma derrota poderia implicar uma nova presença na "liguilla" O jogo não correspondeu às expectativas e tudo indicava que terminaria sem golos. Mas, a oito minutos do fim, o drama: Salvador (um dos bons brasileiros que passou pelo nosso futebol) rematou frouxo. Mas Vítor Campos, que viera ajudar a defesa, esticou a perna para afastar a bola. Porém, com tanta infelicidade o fez que desviou a sua trajectória, acabando o esférico por se anichar na baliza de Melo, traído pelo desvio do seu companheiro. Mais uma vez, a "velha glória" ficava ligada a uma derrota. Algo que o atleta (que tanto dera à Briosa) não merecia. Felizmente, no final da temporada, classificámo-nos no 11º lugar e assegurámos, desde logo, a permanência. Por seu turno, o Boavista foi vice-campeão (a dois pontos do Benfica de Mário Wilson) e repetiu a vitória na Taça, batendo o V. Guimarães por 2-1 na final, jogada no velho Estádio das Antas. . Foi exactamente numa partida dos quartos-de-final da Taça, que, três anos depois, em 1978/79, se registaram actos de violência, envolvendo adeptos academistas. Nessa temporada, a equipa seguia em último lugar no Campeonato e a despromoção era mais que certa. Restava, assim, a Taça para salvar a época. Mas o Boavista, a lutar, mais uma vez, pelos lugares europeus, não era o adversário mais apetecível. No 1º tempo, a partida até foi equilibrada, mas um erro da nossa defesa, perto da meia hora, permitiu aos visitantes a inauguração do marcador, através de um penalti que terá deixado dúvidas em alguns apaniguados conimbricenses. Apesar de tudo, até aqui, tudo normal. O pior estava guardado para a etapa complementar. Logo nos primeiros minutos da 2ª parte, após um lance disputado na nossa área, o árbitro aponta novamente para a marca de grande penalidade. Depois da surpresa, a revolta. A indignação alastra entre a massa associativa, que se manifesta ruidosamente. O penalti é convertido e a indignação aumenta: chovem pedras sobre os fiscais-de-linha e há quem faça menção de invadir o terreno de jogo. O árbitro, que já havia reiniciado o encontro com a bola ao centro, interrompe a partida e exige um reforço policial. Chega o Corpo de Intervenção da PSP e o encontro volta a recomeçar com...nova bola ao centro. Pouco depois, penalti (muito duvidoso) contra o Boavista e os "pretos" a reduzir a desvantagem. À entrada do último quarto de hora, mais uma falha defesiva permite aos "axadrezados" aumentar a vantagem. O lance é legal mas os nervos estão à flor da pele. Apenas a presença da "polícia de choque" evita a invasão. Por fim, a partida termina com a vitória boavisteira por 3-1. No final, os adeptos conimbricenses dão largas à sua revolta e concentram-se em frente à porta principal do Calhabé. Alguns sobem o morro que então existia entre a Brotero e a Igreja. Caem pedras sobre a Polícia e o autocarro dos visitantes. À chuva de pedras, segue-se uma violenta carga policial sobre os academistas. Que, entretanto, voltam a reagrupar-se. Assim, só por volta das 23 horas e depois de mais algumas escaramuças entre adeptos e forças policiais, a equipa de arbitragem abandonou o Estádio. Entretanto, desta vez fomos nós que protestámos o jogo, também por erro técnico da arbitragem (a partida, após ter sido interrompida, recomeçou com nova bola ao centro e não com bola ao solo). Ao mesmo tempo, o clube foi alvo de processo disciplinar, que teve como consequência a interdição do Municipal por dois jogos. Quanto ao protesto, foi indeferido no Conselho Técnico mas julgado procedente pelo Conselho Jurisdicional. O jogo foi repetido e voltámos a perder, agora por 2-1, em encontro que decorreu dentro da maior normalidade. Estivémos a perder por dois golos de diferença e reduzimos a desvantagem já perto do final. O Boavista acabaria por conquistar a sua terceira Taça, ao vencer o Sporting por 1-0, na final disputada no Jamor.
Briosómilhões
Pedro Constantino é novo líder Com a entrada nos eixos da Académica e as vitórias a surgir, os pontos no Briosómilhões aumentam em grande escala. O campeão de Inverno Gato Preto vê chegar ao fim a sua liderança e encontra-se agora a 3 pontos do novo primeiro lugar. Pedro Constantino foi o grande vencedor da última jornada com 11 pontos e só não adivinhou o frango de Costinha porque não lhe pediram. Sendo assim, fica ao rubro o prémio final. Quanto ao M&M da semana, os blogues da Académica tiveram opiniões diferentes. Simplesmente Briosa e Pardalitos do Choupal votaram Lino enquanto que Denuncias e Académica Sempre elegeram Filipe Teixeira. Para não haver reclamações como as da ClaraF, ambos os jogadores levaram pontos. Classificação após a 18ª jornada: briosomilhoes06-07.xls Académica - BoavistaTótó Bola:Fura-Redes:Espaço Maya:M&M'space:
Profissional sim, mercenário não!
Interrompo um curto período sabático, auto-imposto, para "trazer à baila" uma situação que considero séria e lesiva dos interesses da nossa secular instituição e que o nosso amigo e editor António Ferrão tão bem colocou na caixa de comentários do post anterior. É necessária e urgente uma reacção ou de repúdio para com a Comunicação Social (caso esta tenha manipulado declarações) ou clarificadora dos objectivos desportivos da Instituição no médio prazo, nem que para isso tenha de mudar o "homem do leme" ...Caros CompanheirosA ser verdade o que "anda" por aí escrito àcerca do "envolvimento" do profissional Manuel Machado com um dos candidatos a Presidente do Guimarães, estas "coisas" têm que ser tratadas com profissionalismo e acima de tudo com pragmatismo.1- O profissional Manuel Machado, tem ao seu dispôr um plantel que na esmagadora maioria das contratações, tiveram o seu "aval". Dizer o contrário, é uma grosseira mentira, que só pretende transferir responsabilidades para a actual Direcção.2- Se algum mérito esta Direcção tem, é o facto de cumprir religiosamente os seus compromissos com o plantel profissional da BRIOSA e de ter estado sempre solidária com a prestação desportiva, mesmos nos piores momentos.3- O profissional Manuel Machado, ao fim de 18 jornadas decorridas, tem 5 vitórias e 4 empates. Tem 19 pontos somados, e somos "à data" a 4ª pior equipa da Liga profissional. 4- A ser verdade (repito, a ser verdade)as suas declarações de que em caso de vitória eleitoral de um tal Sr. Macedo, considerará a possibilidade de se vincular ao Guimarães para a próxima época, só deixa um caminho a esta Direcção, e fundamentalmente ao Presidente JES, que tem tido um comportamento irrepreensível para com ele:a)- Chamá-lo e de forma clara e inequívoca, exigir que se "retrate" publicamente.b)- Demiti-lo sumáriamente e com justa causa, por quebra de solidariedade profissional e institucional.c) A Académica é uma Instituição secular,onde a autoridade, a disciplina, o rigor e o profissionalismo têm que fazer lei.d)- Nada tenho contra o profissional Manuel Machado e muito menos contra a sua "metodologia" de vida ( e de trabalho)que é a de trabalhar onde lhe pagarem melhor.Que o dinheiro lhe faça bom proveito.e)- Ninguém é insubstituível, e muito menos quem, numa época com um trajecto sofrível ( só não é medíocre porque está acima da linha de água)tem a "ingratidão" e a "desconsideração" de ao serviço de uma Instituição que o tem tratado irrepreensívelmente, andar (qual mercenário)a preparar a sua vida futura.A SER VERDADE o que foi escrito, esta Direcção só tem um caminho a seguir e uma decisão a tomar:DEMITIR o profissional Manuel Machado.A BRIOSA é uma Instituição muito grande onde cabem sempre todos os que lhe querem bem.Temos um passado que a todos nos orgulha. Não é um qualquer profissional sem "cultura" e "sensibilidade" académica que o vai "beliscar".Comigo, não estava nem mais 1 minuto dentro da nossa Instituição.Ass: António FerrãoPS - De insubstituíveis estão os cemitérios cheios.VIVA A BRIOSA!
Briosa respira melhor após triunfo no Restelo
O êxito de ontém no Restelo (o segundo consecutivo "fora de portas" na presente edição da Bwin Liga) permitiu à Académica melhorar a sua posição relativamente ao grande objectivo de fuga à despromoção. Com efeito, os empates do Beira Mar na Amadora (após estar a perder por dois golos sem resposta) e do V. Setúbal no Bessa (já perto do final da partida) criou alguma ansiedade nos adeptos academistas. Apenas a igualdade caseira do Aves frente ao Marítimo terá sido considerada satisfatória para os interesses da nossa equipa. Contudo, a vitória em Belém permitiu à Briosa aumentar para seis pontos a sua distância face aos lugares de descida. Face a este resultado, os empates da véspera poderão ser vistos a outra luz: a Académica foi, de entre os seis clubes que ocupam o fundo da tabela, o único a triunfar, pelo que, além de se haver distanciado dos três últimos, aproximou-se de boavisteiros e amadorenses, que seguem à sua frente. Apesar de tudo, os "pretos" continuam no 13º lugar da Liga principal do futebol português. . Eis os resultados da 17ª jornada: Belenenses - Académica .....1-2 Est.ª Amadora - B.Mar ...........2-2 Boavista - V.Setúbal ..............1-1 Desp. Aves - Marítimo ...........1-1 F.C.Porto -Naval .................... 4-0 Nacional - Benfica ..................0-2 Paços Ferrª - Sporting ...........1-1 U.Leiria - Braga ......................1-0 . A classificação actual está assim ordenada: F.C.Porto................ 43 Benfica.................... 39 Sporting.................. 38 U. Leiria.................. 28 Braga...................... 28 Paços Ferrª............ 26 Marítimo.................. 25 Nacional.................. 24 Naval....................... 24 Belenenses............ 24 Estª Amadora........ 21 Boavista................. 20 ACADÉMICA........ 19 V. Setúbal...............13 Beira Mar................13 Desp. Aves.............10
H2N1 atacou em Belém
Briosa vence merecidamente em jogo aguerrido Não será novidade, pelo campeonato até agora trilhado, que grande parte do eventual sucesso da Briosa neste campeonato passará pelos jogos fora de portas. A necessidade de o mais depressa possível conseguir conquistar os pontos necessários para a manutenção ou outro qualquer objectivo (e porque os sorteios da Taça de Portugal assim o impõem) que se depare no caminho dos pretos, passa fatalmente por trazer para Coimbra pontos e vitórias que na cidade dos estudantes foram desperdiçados. As duas ultimas jornadas da Liga Bwin e a eliminatória correspondente aos oitavos de final da Taça de Portugal são um óptimo presságio para o que falta do campeonato e participação (longa) na mais importante competição a eliminar do campeonato português. Num final de segunda-feira chuvoso, junto ao rio, em Lisboa, a Briosa rubricou uma exibição muito positiva. Dominou o jogo em largos períodos, dispôs das mais claras oportunidades de golo sendo sempre «mais equipa» que o seu adversário directo. A meia- surpresa da inclusão de Vítor Vinha como defesa esquerdo forneceu à equipa uma solidez defensiva apreciável; o cauteloso estudante alinhou com a robustez física dos companheiros de defensiva, que apenas falharam no momento do golo azul. Mas antes disso, muita história há para contar… A Académica alinhou num esquema de quatros defesas, onde pontificavam Paulo Sérgio, Káká, Litos e Vítor Vinha. Apesar de um ou outro desacerto de pormenor (especialmente em lançamentos de profundidade nas costas do defesa direito da Briosa) foi sempre uma defensiva que se pode apelidar, no mínimo, de coerente. Dois centrais simples de processos, que ora entregavam jogo, ora despachavam a bola sem pudores exacerbados, mostrando que afinal jogar feio, também pode ser bonito. Um meio campo densamente povoado onde Roberto Brum e Alexandre se entregavam a tarefas de recuperação para permitir uma ampla liberdade de movimentos a Lino, Filipe Teixeira e Dame, que serviam Gyano na frente de ataque. Os primeiros minutos da partida contaram-se por oportunidades desperdiçadas do ataque coimbrão. Dame e Gyano poderiam ter desde cedo cavado uma diferença no marcador, mas o guarda-redes adversário foi evitando, com um punhado de boas intervenções o golo da euforia académica. O adversário apenas por duas vezes conseguiu, na primeira parte, assustar Pedro Roma. De fora da área, por falta de outra opção, num remate forte e numa arrancada pela direita da defesa briosa, perto do intervalo. Sufocados pela entreajuda da pressão do meio-campo a cadémico o Belenenses foi para intervalo com um resultado que já era, então, lisonjeiro. O Vírus atacaSe os adeptos da «Velhinha» suspiravam pela entrada de Cláudio, foi com a segunda substituição que o prof. Manuel Machado conseguiu finalmente dar a alegria à malta. Um surpreendente Nestor Alvarez dominou bem na área, rodou e em queda, perante a pressão de um adversário conseguiu um golo de um verdadeiro ponta-de-lança. Pleno de oportunidade e inspiração, num dos seus primeiros toques na bola. O primeiro dardo estava lançado, pejado por um vírus para o qual o Belenenses nunca soube administrar um tratamento. O 0-1 conferia uma justiça ao resultado que a lógica do jogo acabava por desmoronar 3 minutos volvidos. O lance do empate dos do Restelo nasce de uma falta inexistente e de uma passividade inexplicável na defesa deste tipo de situação de jogo. Contudo outra dose letal estava preparada nos pés de Lino. Aos 80 e muitos minutos, nos pés do brasileiro e nas mãos de Costinha, a fatalidade acabava por chegar. O 1-2 para a Briosa, numa altura que o adversário procurava algo mais galvanizado pelo golo do empate, a história da partida acabava por se sentenciar. Uma importante e merecida vitória que nem sequer o meio golo do guarda-redes azul podem desmerecer. Análise individual dos jogadores:Pedro Roma – Muito seguro, num terreno que nunca foi fácil para os guarda-redes. Duas intervenções importantes na primeira parte e uma outra, arrojada no segundo tempo. Sem culpas no golo. Paulo Sérgio – A inadaptação ao lugar, patente pela perda de alguns lances em velocidade e de lances «nas costas», é suprimida pela capacidade de luta e pela imposição do poder físico. Sem subir, colando-se aos centrais quando é necessário, está em fase de construção um «muro» do lado direito da defensiva académica. Káká – Não foi um jogo de brincadeira para o jovem central brasileiro. Dobrou Litos sempre que necessário, apostou na velocidade de reacção e poder de choque para brilhar, limpando sempre os lances sem pejo de, por vezes, ter de jogar feio. Os passes longos não saíram, desta vez, tendo que repartir com os companheiros de defesa aquele golo de Nivaldo… Litos – Mais uma exibição de muita qualidade do experiente central académico. Perante adversários incómodos, mais velozes e aguerridos, fez valer o seu sentido posicional para limpar todos os lances. Duro quanto baste. Vítor Vinha – Cautelosamente, o jovem jogador das escolas da Briosa, acaba por ganhar espaço no 11 do prof. Manuel Machado. Subiu sempre que a situação o impunha, acabou por tirar uma série de cruzamentos, que a serem mais tensos, poderiam ter colocado a defensiva adversária em apuros. Saiu quando foi necessário dar projecção ofensiva à equipa. Alexandre – De volta às boas exibições. É o homem que recebe o primeiro passe defensivo, que procura rodar – como cobre bem a bola! – e distribuir jogo mais para a frente. Tem a sempre difícil dupla-missão de destruição / construção. Muito poucos jogadores estão talhados para esse intento, mas o brasileiro é certamente um dos «que tal», desse pequeno lote. Roberto Brum – Recuperou inúmeras bolas, apoiou Dame, especialmente na segunda metade do desafio, mostrando que é muito útil no miolo. Não saiu tanto a jogar, mas permitiu essa liberdade a outros jogadores. Dame – Os primeiros safanões ao jogo estiveram nos seus pés. Quatro remates perigosos, todos na primeira parte, qualquer um deles poderia ter culminado com o grito de golo das hostes briosas. Na segunda metade do desafio, visivelmente mais desgastado, teve tempo a espaços para na sua passada larga ir fazendo mossa na defensiva contrária. Filipe Teixeira – Está em grande momento de forma, o 10 da Briosa. A bola cola junto aos seus pés. É o jogador de progressão atacante da equipa e dura um jogo inteiro. Tem tempo para se imiscuir a preceito em tarefas defensivas e merecia um golo. Impressionante a quantidade de assistências que proporcionou a Gyano. Lino – Marcou um golo, jogou bem na esquerda do ataque da Académica, mas a sua virtude esteve, curiosamente, em fazer aquilo que muitas vezes se lhe acusa de não saber fazer tão bem: defender. Quando desceu para defesa-esquerdo, depois da saída de Vítor Vinha, entrou em confronto directo com Carlitos, um jogador sempre difícil de marcar. Secou-o na perfeição, quase sempre em antecipação. Gyano – Desperdiçou inúmeras ocasiões de golo, que poderiam ter dado outra expressão ao resultado. Tem o mérito inegável de aparecer, está no local certo na hora certa, mas um toque a mais, uma temporização mal medida na hora do remate, não permitem a conclusão acertada. Cláudio – Entrou relativamente desposicionado, quando teve de jogar no centro do ataque, mas assim que passou para a esquerda, ganhou preponderância no ataque da académica. Esteve para repetir a dose da tapadinha, mas o guarda-redes contrário defendeu bem, para canto. Uma e outra investida, sempre perigosa e um importante papel na retenção de bola nos minutos finais. Nestor Alvarez – Dominou, rodou e GOLO! Simplicidade de processos, contrastante com a exasperante lentidão do até então ataque da Briosa. O mais importante factor de moralização – o golo – foi atingido. Com a lesão de Joeano, depressa ganhará lugar no 11 académico. Um reparo, contudo: resta saber se não estaria envolvido na marcação ao central azul, no golo do empate. Nuno Piloto – Espanta que se diga que teve pouco tempo em campo, este jogador. Entrou numa altura em que o jogo estava difícil, para equilibrar as forças (física e numérica) do meio campo e conseguiu-o na plenitude. Para mais deu transição, retenção e posse de bola em momentos difíceis. Excelente entrada, apesar de tão tardia…Afinal na altura que o jogo assim o exigiu!
Dois pasteis e um frango...
A Briosa guardou mais 3 pontos importantes na luta pela manutenção. A Académica venceu o Belenenses por 2-1, e somou o 4º jogo consecutivo sem perder no Estádio do Restelo. A equipa titular foi: Pedro Roma na baliza, a defesa foi constituída por Paulo Sérgio na direita e Vítor Vinha na esquerda, Litos e Kaka no eixo da defesa. Roberto Brum e Alexandre ocuparam o lugar de médios defensivos deixando Dame, Filipe Teixeira e Lino atacar e ajudar o ponta de lança Gyano.
Na primeira parte a Académica começou melhor, mas a pouco e pouco o Belenenses foi subindo de rendimento, dificultando o trabalho dos “estudantes”. A maior parte das oportunidades pertenceram à Briosa. Dame, Filipe Teixeira e Gyano foram os principais autores do desperdício. Na parte final notou-se um equilíbrio de ambas as equipas, o que justificou o empate a zero.
Um falhanço imperdoável de Gyano marcou o início da segunda parte. A partir daí, jogou-se muito a meio campo, e não existiram lances perigosos até meio da segunda parte. Manuel Machado fez entrar Pitbull e Nestor para os lugares de Gyano e Vinha, respectivamente. Esta última aposta foi um risco, porque Jorge Jesus tinha acabado de refrescar o lado direito, e o Lino, mesmo a jogar na defesa, sobe bastante. Mas como só quem não arrisca é que não petisca, a Briosa ganhou com a entrada do colombiano. Aos 70 minutos, Nestor recebe a bola na grande área, roda e remata com toda a força para o fundo das redes. Um GOLO à ponta-de-lança. Bastaram dois minutos para o Belenenses repor a igualdade. Mais um golo de bola parada e uma inadmissível falha defensiva que não se perdoa a quem tinha acabado de alcançar a tão preciosa vantagem. Aos 84 minutos cheirou a golo para o Belenenses, mas Pedro Roma salvou! Quem não salvou (e até ajudou) foi Costinha, que no minuto 86, deixou passar entre as mãos um remate fortíssimo de Lino na cobrança de um livre directo. A Académica estava de novo a ganhar, e apesar do pouco tempo que faltava para o final do jogo ninguém respirava de alívio. Ao meu lado já dizia um miúdo “Vá lá senhor árbitro, acabe com o jogo”. E assim foi… apito final! 3º vitória consecutiva da Académica!. Análise aos jogadores:
Pedro Roma (4) - Exibição tranquila. Sem culpas no golo.
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Paulo Sérgio (4) - É um muro! É sem dúvida a melhor opção para o lado direito da defesa. .
Kaka (3) - Não se perdoa um golo daqueles...
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Litos (3) - Está a mostrar-se um jogador extremamente útil na manobra defensiva, fazendo valer a sua grande experiência. De qualquer modo falhou na hora H, permitindo o golo da igualdade.
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Vitor Vinha (3) - Exibição segura. Sempre atento a defender, no entanto pouco atacou. Foi substituído fruto da ambição de Manuel Machado.
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Roberto Brum (4) - Já não é o mesmo que vimos quando chegou à Briosa. Esta época está a evoluir tal como toda a equipa e é agora um sólido médio defensivo.
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Alexandre (4) - Gigante na entrega ao jogo. Falta-lhe no entanto melhorar a transposição defesa-ataque.
Dame (5) - Foi um dos dinamizadores que fez tremer a defesa azul. Dispôs de várias oportunidades, e esteve na assistência do 1º golo.
. Filipe Teixeira (5) - 2007 está a ser um ano em grande para o 10 da Briosa. Continua com um nível exibicional excelente.
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Lino (5) - Melhor em campo. Desequilibrou a extremo e não se inibiu no regresso a lateral. Ao minuto 86 imitou Rogério Cen |