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LUCAS REGRESSA A COIMBRA Ex-capitão da Académica já assinou
 Será a melhor noticia deste ainda curto período de transferências. Lucas, referência da Académica, que foi jogador fulcral para a última subida de divisão, e que nos anos seguintes teve grandes desempenhos com a nossa camisola acabou de rubricar um contrato de dois anos mais um de opção com a Académica, clube do seu coração, tal como tinha dito numa entrevista publicada há poucos dias. . Era a notícia mais aguardada de todos os nomes que estavam em cima da mesa, e resta agora esperar pelo reforço do sector mais ofensivo da equipa, sobretudo para o lugar do "matador", posição também carenciada no plantel academista. Esperam-se novidades nos próximos dias. . Para além de Lucas, também Pedrinho do Varzim já está confirmado por quatro épocas. O jovem de 22 anos rodará ainda assim mais um ano no clube da Póvoa de Varzim, e só no final da época ingressará na Briosa.
Ricardo e Pedrinho vão assinar por quatro anos (*)
  A Académica continua em força no mercado e garantiu, na tarde desta quinta-feira, os préstimos do guarda-redes Ricardo e do lateral-direito Pedrinho, ambos do Varzim. Os jogadores estiveram no Pavilhão Jorge Anjinho, onde funciona a sede dos «estudantes», reuniram-se com o presidente José Eduardo Simões e acertaram tudo para assinarem contratos de quatro anos e só não o fizeram de imediato porque ainda não consumaram a rescisão com o clube da Póvoa de Varzim. Para esta sexta-feira estão reservados os habituais exames médicos e, provavelmente, a rubrica dos contratos. Depois de confirmada a permanência de Pedro Roma no plantel por mais uma época, já só falta encontrar um terceiro elemento para completar o leque de guarda-redes, que deverá sair da equipa de juniores. Ricardo, 24 anos, e Pedrinho, 22, são, desta forma, o quarto e quinto reforços garantidos pela Briosa para a próxima época, embora o último esteja destinado a continuar a jogar no Varzim, a título de empréstimo. Na órbita do emblema de Coimbra estão ainda Hélder Rosário e Lucas, ambos dispensados pelo Boavista, além de um ponta-de-lança do Leste. De saída pode estar Filipe Teixeira, que admitiu ter propostas de Espanha e França. Mas segundo apurou o "Maisfutebol", o destino do talento médio pode ser Itália, numa transferência com fortes probabilidades de se concretizar ainda nesta sexta-feira. A clausula de rescisão até nem é elevada: 750 mil euros. (*) in Maisfutebol
Pedro Roma renovou por um ano
 Pedro Roma, o guarda-redes e capitão da Briosa, renovou esta tarde o seu contrato com a Académica. Em declarações ao site "Maisfutebol", o guardião academista declarou: «Conseguimos acertar vontades no sentido de eu continuar a servir o símbolo que tenho servido nestes últimos anos e pelo qual tenho enorme carinho. No fundo, não fazia sentido falar de outra forma. Estou, logicamente, bastante satisfeito. Claro que há sempre questões contratuais que podem não vir no sentido que nos pretendemos, mas o importante é que chegámos a um consenso». Pedro Roma é já um símbolo da instituição e uma referência no balneário. Por isso, congratulamo-nos com esta excelente notícia.
PEDRO COSTA REFORÇA SECTOR CARENCIADO Orlando e Licá tambem assinaram
 Pedro Costa é, até agora, a mais sonante contratação da Académica com vista à época 2007/2008. Defesa central de raiz, o agora lateral direito que também pode fazer o lado esquerdo da defesa assinou por duas épocas com a Briosa para as próximas duas temporadas. Com 25 anos, produto das "escolas" do Boavista, o jogador foi lançado no mais alto escalão do futebol português por Jesualdo Ferreira no SCBraga. . . Licá e Orlando também já assinaram . Para além do mais conhecido Pedro Costa, também Orlando(ex-Freamunde) e Licá (ex-Social de Lamas) rubricaram contrato com os estudantes, ambos por duas épocas. O primeiro é um velho conhecido de Manuel Machado, que já o houvera treinado nas camadas jovens do Guimarães e também no Fafe e no Moreirense. Já Licá, é um ilustre desconhecido de 18 anos que terá este ano a sua primeira grande oportunidade para brilhar no mais alto escalão do futebol Português. . . Quem se segue? . Muita é a especulação sobre os futuros nomes que a Académica irá contratar, mas desses um parece gerar grande entusiasmo entre os adeptos. Trata-se do regresso de Lucas, que depois de uma época de alto nível sob o comando de João Carlos Pereira se transferiu para o Boavista uma vez que terminava contrato com a Briosa nesse mesmo ano e este não foi prolongado. Fala-se agora, da oportunidade de ver regressar o centro campista para preencher uma lacuna também da equipa da Académica. O que os brasileiros chama '2º volante', o homem que joga entre o médio ofensivo e o trinco, uma posição que a Briosa ainda não viu devidamente colmatada desde a saída de Hugo Leal que desempenhava com especial classe essas funções. O mesmo Hugo Leal que voltou a despertar o interesse de vários clubes, entre os quais também a Académica, que lhe abre as portas para voltar.
Filipe Teixeira deve sair (*)
 "Para além de Dame, Brum e Lino, a Académica prepara-se também para perder Filipe Teixeira. O médio já fala como se não fosse jogador da Académica. “Já falei com os responsáveis da Académica sobre isso e esta é, sem dúvida, a melhor altura para dar o salto”, confessou ao DIÁRIO AS BEIRAS. Ao que apurámos, o futuro do jogador deverá passar pela Liga espanhola, sendo certa a preferência do atleta pelo estrangeiro. “Essa é a hipótese mais provável”, revela. O negócio, escondido a sete chaves, deverá ser consumado no espaço de uma semana. Por enquanto, Filipe Teixeira tem-se preocupado mais em acompanhar os primeiros dias de vida do filho, nascido no passado sábado, mas garante que quer resolver o futuro “o mais depressa possível”." (*) in "As Beiras"
Académica ganhou a "corrida" por Ricardo (*)
 Ao «sprint». A Académica ganhou a corrida pelo jovem (24 anos) guarda-redes do Varzim, Ricardo, deixando para trás o Belenenses, que também estava interessado no concurso do jogador. Durante a manhã, o presidente dos poveiros esteve reunido com José Eduardo Simões e tomou conhecimento da oferta final dos «estudantes»; à tarde, o dirigente rumou ao Restelo e ficou a saber, pela boca de Cabral Ferreira, que os azuis não iriam cobrir a oferta. Vai daí, decidiu aceitar a proposta dos conimbricenses. Neste momento, apenas alguns pormenores separam o guardião da Briosa. Da Povoa deverá também chegar Pedrinho, lateral-direito há cobiçado há algum tempo por Manuel Machado. Depois das saídas de Dame, Roberto Brum e Lino, a Académica assume agora uma postura compradora e já assegurou os préstimos de Licá (Social de Lamas), Lito, Fajardo (Naval), além de Ezequias e Hélder Barbosa, como «moeda de troca» no negócio de Lino para o F. C. Porto. Mas há mais. Hélder Rosário, de saída do Boavista, é outro jogador que interessa, tal como Vasco Matos, do Beira Mar. .
(*) in Maisfutebol
Lino no FC Porto
 O extremo esquerdo da Briosa Lino assinou contrato por duas épocas pelo FC Porto.
Ao que tudo indica o jogador terá rescindido durante o dia de ontem contrato com a Briosa o que permitiu aos Dragões a sua aquisição a custo zero.
Lino é assim o segundo jogador, considerado pelos adeptos como titular indiscutivel, a ingressar a custo zero noutro clube do mesmo escalão que a Briosa no dia seguinte a rescindir contrato.
Ponto da situação: indefinições marcam renovações, saídas e entradas
No meio de um enorme conjunto de informações desencontradas, vamos tentar colocar um pouco de ordem no que concerne à continuidade (ou não) dos actuais jogadores da Briosa, bem como a eventuais aquisições.Para já, o que ressalta é uma enorme indefinição relativamente à constituição do plantel academista para a próxima época. Mas tudo indica que, face aos problemas financeiros da instituição e à falta de qualidade de alguns jogadores que este ano representaram o clube, iremos assistir a (mais) uma "revolução no plantel". Eis, então, as informações que possuímos neste momento: PEDRO ROMA - Ainda não renovou. Apesar dos seus 37 anos, o guarda-redes titular e "capitão" é um símbolo da Briosa e merece acabar a carreira na Académica. Esperemos que a direcção não se esqueça disso na hora de lhe renovar o contrato. Até porque as referências não abundam no plantel. DOUGLAS e EDUARDO - Ambos os guarda-redes suplentes deverão ser dispensados. NUNO LUÍS - Tudo indica que vai sair. Apesar de ter direito de opção sobre o clube, o jogador (que passou as duas épocas lesionado) terá chegado a acordo com o presidente para não exercer essa prerrogativa. Em declarações ao "Maisfutebol", manifestou interesse em prosseguir a carreira noutras paragens. SONKAYA - Estava emprestado pelo FC Porto e, depois do seu triste desempenho, será devolvido à procedência. SARMENTO - Tem contrato e vai continuar. LITOS - Também tem contrato e permanecerá no plantel. KÁKÁ - Renovou até 2010. A sua continuidade é certa. DANILO - Possui, igualmente, contrato e continuará vinculado ao clube. Contudo, a hipótese de empréstimo não está posta de parte. MEDEIROS - As suas prestações não convenceram. Não deverá renovar o contrato. LINO - Um dos jogadores com mais mercado e que poderá render algum dinheiro aos depauperados cofres da Briosa. Durante algum tempo, parecia certo o seu regresso ao futebol alemão, mais propriamente ao Hansa Rostock, recém regressado à 1ª "Bundesliga". Contudo, nas últimas horas, fala-se que poderá ingressar no FC Porto. Independentemente do seu destino, tudo indica que deixará Coimbra. LIRA - Apenas jogou (e mal) na Taça, na Tapadinha. Será dispensado. VÍTOR VINHA - Não teve muitas oportunidades na época que agora finda e ainda não renovou. Esperemos que não saia, pois é um jovem "da casa" e "internacional" sub-21. PAULO SÉRGIO - Renovou até 2009 e é um dos poucos cuja permanência está garantida. ALEXANDRE - Não vai continuar. Já está no Brasil e é provável que assine pelo Curitiba. PAVLOVIC - Tem contrato até 2009 e mantém-se em Coimbra. ROBERTO BRUM - Uma das situações mais difíceis de resolver. O seu salário (mais de 25 mil euros mensais) é incomportável para as finanças da Académica. Por outro lado, tem mais um ano de contrato e nenhum clube se mostrou disposto a pagar a cláusula de rescisão. A direcção terá, então, optado pelo mal menor: rescindir, ficando o jogador com o passe na mão. Uma decisão controversa e que vem sendo objecto de acesa discussão no seio dos associados. Para já, as últimas notícias apontam para Braga como seu destino na próxima época. NUNO PILOTO - Apesar de ter sido pouco utilizado, tem contrato e vai continuar. MIGUEL PEDRO - A sua continuidade parece posta em causa, embora nada seja ainda certo. Tem duas propostas do estrangeiro, rondando o milhão de euros: uma dos ucranianos do Shakthar Donetsk, outra dos gregos do Olympiakos. Ambas são, porém, muito inferiores à sua cláusula de rescisão (cifrada em 2,5 milhões). Dada a sua juventude e consequente margem de progressão, seria um jogador a manter. Porém, face às dificuldades financeiras da instituição, um eventual negócio poderá não ser desinteressante. DAME - Tudo indica que já está comprometido com o Panathinaikos, da Grécia. Desde o triste episódio que o opôs a Luís Godinho que a sua vontade passou a ser a saída. Contudo, o "divórcio" poderá ser litigioso, já que a direcção entende que a Académica tinha direito de opção para as próximas duas épocas e que o terá exercido até 30 de Abril. O jogador e o seu empresário têm uma visão diferente do contrato, alegando que aquela cláusula não tem valor jurídico. A questão poderá acabar na FIFA. FILIPE TEIXEIRA - Manuel Machado terá colocado a sua continuidade como condição para a sua renovação. Contudo, o contrato do jogador tem uma cláusula de rescisão de 750 mil euros e, se houver algum clude disposto a pagá-la, nada mais resta à Briosa que embolsar aquela importância e deixá-lo sair. HÉLDER BARBOSA - Só regressará a Coimbra se houver vontande coincidente da Académica, do FC Porto e do próprio atleta. Com a possibilidade de Lino rumar ao Dragão, os portistas poderão renovar o empréstimo. Algo que seria uma excelente notícia. GELSON - Tem contrato e deverá continuar vinculado à Académica. Mas é muito possível que venha a ser emprestado. NESTOR ALVAREZ - Não fica, apesar de ter contrato. A direcção está a negociar a respectiva rescisão. GYANO - Tem contrato e vai permanecer em Coimbra. CLÁUDIO “PITBULL - Estava emprestado pelo FC Porto e não voltará.
JOEANO - O seu passe continua a pertencer ao Beitar de Jerusalém. Porém, o jogador já disse não querer continuar em Israel. Contudo, é praticamente certa a sua saída da Académica. Se continuar em Portugal, Leiria é o destino mais provável. SÍLVIO - O jovem jogador não terá convencido Manuel Machado. Poderá voltar a ser cedido ao Tourizense.
Quanto a aquisições, LICÁ (ex-Social de Lamas) é o único jogador confirmado oficialmente. O "central" ORLANDO (ex-Freamunde) é uma hipótese muito possível. Nas últimas horas, o avançado LITO e o médio FAJARDO (ambos ex-Naval) terão já tudo acertado com a Briosa, que está também, ao que parece, interessada no extremo SAULO (que também actuou nos figueirenses). O "lateral" esquerdo PEDRO COSTA (ex-Braga) também é forte hipótese. Entretanto, os veteranos BRUNO e CHAÍNHO (que representaram o Nacional, onde foram treinados por Manuel Machado) poderão, igualmente, rumar a Coimbra. Por outro lado, embora as negociações não estejam fáceis, o guardião varzinista RICARDO continua a ser hipótese, tal como o regresso do boavisteiro LUCAS ainda pode ser possível. Em contrapartida, o seu actual colega, Zé Manuel, deverá rumar a Braga. Também Filipe Anunciação (ex-Aves), que chegou a ser dado como certo na Briosa, "roeu a corda" e irá representar o Paços de Ferreira. Quanto a eventuais reforços estrangeiros, ao contrário do que tem sucedido nos últimos anos, é provável que a Académica se tente voltar mais para a Europa de Leste, em detrimento da América do Sul. A questão é que os jogadores dessa área são, normalmente, mais caros que os sul-americanos, o que poderá inviabilizar (ou, pelo menos, limitar) essa intenção.
Briosa em 5º lugar nas assistências da 2ª "volta" da Bwin Liga
 A Académica foi o quinto clube com mais espectadores no seu estádio durante a 2ª volta da edição de 2006/2007 da Liga principal do futebol português, de acordo com dados da Liga Portuguesa de Futebol Profissional é o número de espectadores a ir aos estádios em Portugal. Neste período (não foram divulgados os dados relativos à primeira volta dos campeonatos), os três "grandes" foram, como é habitual, os que mais espectadores atraíram aos encontros disputados no seu terreno. Seguiu-se o Braga, igualmente 4º classificado da prova. No lugar seguinte, surge a Briosa, com uma média de 11790 assistentes. Para tal, terão contribuído, de sobremaneira, as três últimas partidas, frente a FC Porto, Braga e Sporting. Na Liga de Honra, e sem surpresa, o Vitória de Guimarães quebrou todos recordes anteriores: 164.820 espectadores no somatório de todos os jogos, o que dá uma média de 20.602 por jogo. Ou seja, apenas os três «grandes» apresentam números superiores aos minhotos. Eis a lista fornecida pela Liga, com os respectivos dados numéricos: . Bwin Liga: . 1º Benfica, 345.687 (43.210 por jogo) 2º F.C. Porto, 319.178 (39.897) 3º Sporting, 246.925 (30.825) 4º Braga, 107.523 (13.440) 5º ACADÉMICA, 94.320 (11.790) 6º Boavista, 71.714 (8.964) 7º Beira Mar, 70.739 (8.842) 8º V. Setúbal, 60.296 (7.537) 9º Belenenses, 59.132 (7.391) 10º U. Leiria, 48.762 (6.095) 11º Marítimo, 35.073 (4.384) 12º P. Ferreira, 32.392 (4.049) 13º Nacional, 29.478 (3684) 14º Est. Amadora, 12.692 (1.586) 15º D. Aves, 10.869 (1.358) 16º Naval , 10.459 (1.307) . Liga de Honra: . 1º V. Guimarães, 164.820 (20.602) 2º Rio Ave, 32.023 (4.002) 3º Leixões, 26.633 (3.291) 4º Portimonense, 24.509 (3.063) 5º Vizela, 19.922 (2490) 6º Gil Vicente, 17.590 (2198) 7º Varzim, 16.067 (2008) 8º Trofense, 12.721 (1590) 9º Penafiel, 10.121 (1265) 10º Olivais e Moscavide, 10.112 (1264) 11º D. Chaves, 10.061 (1257) 12º Feirense, 8.376 (1047) 13º Gondomar, 7.989 (998) 14º Olhanense, 7.438 (929) 15º Santa Clara, 4.094 (511) 16º Estoril, 3.409 (381)
Roberto Brum no Sp.Braga?
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.... Segundo o jornal A Bola, o jogador da Briosa Roberto Brum poderá estar neste momento a ser negociado para uma possivel saída para o Sp.Braga.
Apesar de estar no clube há apenas dois anos e meio, o brasileiro conhecido como o Senador, já é considerado pela maioria dos adeptos da Briosa como um jogador essencial e fundamental no meio campo defensivo. As excelentes actuações que fez com o emblema dos estudantes ao peito leva a que este interesse do clube minhoto não seja novidade, visto já ter sido sondado ao longo da época por diversos clubes de topo.
Manuel Machado ao "Diário de Coimbra": "Vir para a Académica foi uma aposta de risco"
 A vinda para a Académica foi, para Manuel Machado, «uma aposta de risco», atendendo ao passado recente do clube. Hoje percebe melhor os motivos que não deixaram a Briosa voar mais alto e, relativamente, à época finda, aponta a exagerada remodelação (18 jogadores), a chegada a conta-gotas dos reforços e as lesões, para justificar um resultado aquém do esperado. Resolveu continuar porque acredita nas pessoas que estão à frente do clube e confia que os erros não se vão repetir: não quer mais do que 8 ou 9 caras novas e todos aptos desde o início dos trabalhos. O técnico explica as suas recentes críticas à arbitragem, mas considera que há problemas maiores no futebol português como a redução do número de clubes, que não trouxe nada de novo e só contribuiu para a desmotivação dos jogadores. Para si, a Taça da Liga não passa de um remendo… Diário de Coimbra – Se antes do primeiro jogo, lhe dissessem que iria garantir a manutenção a uma jornada do fim, teria ficado satisfeito? Manuel Machado – Não, a perspectiva era de fazermos melhor, claramente. Eu disse, no princípio, que o objectivo nesta temporada, embora o tivessem confundido com um outro maior que era participar numa prova internacional – nunca isso esteve no nosso horizonte – era realizar uma época mais tranquila, que não tivesse em nenhum momento do seu percurso interrogações relativamente à permanência. Assim não aconteceu, pese a Académica nunca ter estado abaixo da linha de água e ter mantido sempre uma margem de cinco, seis pontos acima da mesma, eles nunca foram suficientes para que, com clareza, essa permanência, essa tranquilidade, fosse manifesta. DC – Tendo em conta o valor da equipa, comparativamente com as restantes formações, era de esperar mais da Académica, ou a manutenção tinha que ser vista como o objectivo real? MM – A manutenção era o objectivo real. Basta vermos que transitou um conjunto de atletas de épocas anteriores, também elas não muito conseguidas, até menos do que esta última, por isso a qualidade desse grupo de jogadores já tinha no passado, deixado classificações pouco atractivas e depois foram introduzidos outros atletas que na sua maior parte não tinham experiência da prova em que iam participar. Ou seja, jogadores como Kaká, Paulo Sérgio, Dame, Miguel Pedro, Hélder Barbosa, Milos são todos jogadores numa faixa etária muito baixa e que vinham de divisões inferiores. Depois foram também introduzidos outros que nem todos confirmaram, de facto, aquilo que sustentou a sua contratação. Estou a referir-me a atletas como o Estevez, que manifestou desadaptação e foi embora, ou o Nestor que vinha muito credenciado e acabou por sentir problemas também de adaptação, embora tivesse permanecido, mas acabou por dar um contributo muito inferior ao esperado. Jogadores como o Hélder Barbosa, o Nuno Luís, o Milos, o próprio Dionattan que nunca deu um contributo semelhante àquilo que é capaz, todos eles estiveram fora da competição por largos períodos devido a lesões. E, na conjugação de todos estes factores, acabámos por ter um grupo que não materializou um futebol, em termos de rendimento, ao nível do pretendido. DC – Posso depreender que, à excepção de Lino, os reforços não terão representado a mais-valia esperada. Os centrais limitaram-se a cumprir, no meio-campo voltou a ser Brum o mais utilizado e no ataque valeu o regresso de Joeano e o empréstimo de Pitbull. Se as novas caras tinham todas o seu aval, ficou decepcionado com o rendimento de muitos? MM – O treinador não avaliza os jogadores sozinho. Aqui faz-se um trabalho tripartido em que o técnico traça um perfil dos jogadores, com base numa ideia e numa filosofia de jogo que lhe está subjacente, mas a materialização do plantel é do director desportivo e, acima dele, da Direcção do clube. Não há aqui ilhas, há, de facto, um trabalho conjunto na avaliação tendente à contratação.Relativamente aos nomes que citou, nem tudo o que disse traduz aquilo que é a realidade. A equipa foi mais produtiva na 1.ª volta do que na 2.ª em termos de número de golos conseguidos, e não estava cá nem Joeano nem Pitbull, por exemplo. Agora, numa ideia única, que o que se fez, no imediato, não teve o resultado esperado, esse é um facto.Eu penso é que se lançaram os alicerces para que a Académica tenha um núcleo duro de jogadores que possa constituir-se como a espinha dorsal, durante três ou quatro anos, que permita fazer um trabalho sustentado de médio, longo prazo. E penso que nesse campo, jogadores que foram adquiridos na época anterior, sem prejuízo do tal rendimento imediato que não tiveram, podem vir a revelar-se muito interessantes e permitir a construção de uma equipa mais sólida, de continuidade e com rendimento maior no futuro próximo. DC – Nessa espinha dorsal quem é que está a colocar? MM – Jogadores como Sarmento, Vítor Vinha, Kaká, Milos, Paulo Sérgio, Miguel Pedro, infelizmente parece que se vai perder o Dame, mas já contei uma mão cheia de jogadores jovens, com potencial – e o mercado começa a manifestar apetência pelos mesmos – que podem vir a constituir-se como o tal núcleo duro. DC – Voltando à época que acabou. Qual foi o maior problema? Foi a chegada dos reforços a conta-gotas? MM – Foram muitos problemas. Nem todas as escolhas resultaram, houve um conjunto largo de lesões que perturbaram, houve jogadores que pela sua inexperiência não deram, no curto prazo, uma resposta boa, mas adivinho que na próxima época estarão bem acima daquilo que produziram e, por isso, houve toda uma conjugação de factores que impediram que a época fosse tão boa quanto queríamos. É evidente que aquilo que disse relativamente aos “timings” da introdução de jogadores também perturbou. Foi uma profunda remodelação e ela não é fácil de ser feita e nem todas as coisas acontecem no tempo adequado. Começar a época como começámos, com 12 jogadores a trabalhar mais alguns “miúdos” do Tourizense para dar corpo e possibilitar que o trabalho fosse minimamente rentabilizado, não é saudável nem aconselhável. Mas foi aquilo que foi possível ser feito. O que tem é que se aprender com os erros, tentar rectificar processos de forma a que, na próxima temporada possamos começar de uma forma mais correcta. DC – Mas a remodelação adivinha-se outra vez… MM – Não me parece. Não acho que venha a ser, nem de perto nem de longe, tão profunda. Estamos a falar de 18 jogadores. Foi aquilo que a Académica introduziu na temporada que agora termina. Se para a próxima, a remodelação for 40 ou 50% desse número, já constituirá um avanço positivo. DC – Pedro Roma, Brum, Filipe Teixeira, Lino e Dame foram considerados pelo "Diário de Coimbra" como os cinco melhores jogadores da época. Dame já saiu, Pedro Roma ainda não renovou, Brum, Filipe Teixeira e Lino não se sabe se vão continuar. Destes quais os que considera imprescindíveis? MM – Não há jogadores imprescindíveis em nenhum clube do Mundo. O futebol, hoje, é uma indústria e por isso os activos do património humano-desportivo é que, de alguma maneira, permitem sustentar economicamente, dar viabilidade aos clubes. Por isso não há jogadores imprescindíveis nem no Real Madrid, nem no Chelsea, nem na Académica de Coimbra. Nesse contexto considerar este ou aquele jogador como fundamental para que a equipa, o clube, possa sobreviver, parece-me uma perspectiva errada e com a qual eu, de maneira alguma, me identifico. DC – Mas gostaria de contar com alguns deles? MM – É evidente, gosto sempre de contar com bons jogadores. No ano passado, a Académica perdeu cinco ou seis activos muito interessantes. Apesar da perda e de todos os factores que atrapalharam a nossa vida, esta época conseguiu ser melhor do que a anterior. Por isso não é pela perda deste ou daquele que as coisas irão correr menos bem.O que é importante é que se constitua um grupo equilibrado e que se programem as coisas em tempo útil, de forma a que se possa fazer um trabalho sustentado e enfrentar o campeonato, desde a 1.ª jornada, com a equipa minimamente formatada. As individualidades contam, como é óbvio, mas em desportos colectivos, fundamentalmente, conta o grupo. DC – Quais são as posições em que considera que a Académica terá mais necessidade de estar no mercado para colmatar as falhas? MM – Eu sou muito pragmático a esse respeito. Se olharmos para esta Académica, é uma equipa que joga bom futebol. Podem acusá-la de ter um baixo rendimento mas não de ser uma equipa tresmalhada, sem fio de jogo, sem circulação de bola, uma equipa, digamos, sem cabeça. Não é. Foi a crítica da especialidade, que valorizou, dos pontos de vista do espectáculo, da qualidade do futebol, esta Académica. Mas temos consciência que nos extremos do campo a equipa manifesta dificuldades. Quero dizer: é frágil no último sector, ou seja, defensivamente permitiu 46 golos, o que é muito. Mais do que um golo por partida é penalizante e esta equipa sofreu, em média, um golo e meio. E tem também algumas dificuldades em termos de concretização. A equipa conseguiu cerca de 30 golos, o que dá um golo por jornada. Teríamos que inverter a tendência: fazer golo e meio e sofrer menos que um e, certamente, jogaríamos para o primeiro terço da tabela. Portanto são as pontas da equipa que têm que ser alvo de uma maior atenção no sentido da melhoria da qualidade. DC – Quando fala da defesa, está a incluir o guarda-redes? MM – A defesa é toda a equipa. Agora os blocos quando vistos de forma mais analítica denunciam fragilidades mais específicas. É evidente que quando se fala de defesa, fala-se de todo o bloco defensivo, embora volte a dizer que uma equipa defende do primeiro ao último homem e ataca no sentido inverso e por isso não se poderá atribuir esses 46 golos sofridos aos centrais, aos laterais ou ao guarda-redes. É a equipa no seu conjunto que os sofre e que os marca. DC – Importante será, então, que tudo seja feito em devido tempo de forma a começar a época já com o grupo definido? MM – E estão a ser feitas. De momento, o presidente, o director desportivo e o treinador estão a trabalhar todos os dias para que isso seja uma realidade. Agora temos que perceber que futebol moderno é indústria, é rendimento, em última instância é dinheiro. E nesse contexto, nem tudo o que se quer materializar se consegue e muito menos, por vezes, em tempo útil, porque há que respeitar prazos de negociação, para se conseguir chegar a valores que se possam pagar. A Académica tem tido isso como ponto de honra, de pagar atempadamente aos seus profissionais, e vai querer fazê-lo no futuro, também. Não é difícil fazer um plantel desde que haja muito dinheiro, mas quando há um “plafond” e se quer ser rigoroso, as coisas têm que ser levadas com maior paciência. DC – A nível de contratações já se fala em nomes como Orlando ou Bruno que já foram seus jogadores. Há outros com quem gostaria de voltar a trabalhar? MM – É evidente que há jogadores com quem lidei que são óptimos praticantes. E ter óptimos praticantes é meio caminho andado para maior sucesso. DC – Estes dois, particularmente… MM – Neste momento não lhe posso dizer nada relativamente a isso. Eu opino tecnicamente para o interior e quem materializa, depois, é a Direcção. As questões contratuais são com a Direcção e os “timings” para anunciá-las serão também da sua responsabilidade. DC – A sua continuidade prendeu-se com a vontade de efectuar, agora, um trabalho equiparável ao realizado em Guimarães e no Nacional? MM – Um bocado, também. Há sempre circunstâncias que levam a que fiquemos ou não. De facto eu sabia que a vinda para a Académica era uma aposta de risco e disse-o em tempo útil, pois a Académica tinha quatro participações sempre na linha de água. Neste momento percebo melhor um pouco, porque é que tal acontece. Tenho dado o meu contributo para que as coisas possam mudar e como acredito que as pessoas que estão na Académica têm capacidade para que essa mudança se efectue, a disponibilidade para permanecer também é uma verdade. DC – E quais são os aspectos que falhavam? MM – Não vou dizer para o exterior aquilo que, do ponto de vista profissional, penso, no que diz respeito à questão anterior. DC – Mas, a nível de estruturas a Académica está suficientemente apetrechada? MM – Esta Académica tem aquilo que é fundamental. Por aquilo que conheço do seu passado, deu grandes passos em frente a nível da estabilidade económica. Esta Direcção fez um trabalho, por contraponto àquilo que acontecia há sete ou oito anos, em que os salários tinham cinco ou mais meses de atraso. Hoje isso não acontece. Os salários são pagos atempadamente, tem um “plafond” que julgo ser competitivo ao nível da concorrência para constituir um bom futebol profissional, tem vindo a criar uma estrutura física ao nível das condições de treino que permitem trabalhar com normalidade. Não estão ainda optimizadas na medida que a obra ainda está a decorrer, mas a curto prazo a Académica poderá ter um pequeno centro de treinos muito funcional. Tem um óptimo estádio, uma óptima cidade, tradição, estatuto, historial, por isso há um conjunto de condições muito positivas para que a Académica se afirme como um participante de continuidade na primeira liga e que o possa fazer com a ambição de colocar a sua equipa na primeira metade da tabela. E é com base nestes pressupostos que a minha continuidade se põe, também. DC – Aposta numa época em que atinja esse desiderato? MM – O que eu digo neste momento, porque ainda estamos a constituir o grupo, não conheço aquilo que a concorrência está a fazer e, por isso, por comparação não sei qual vai ser o nosso poder relativo, mas aquilo que eu pretendo para a próxima temporada é que seja uma equipa que sofra menos golos, marque mais golos, faça mais pontos e que, por consequência, tenha uma melhor classificação final. Será um conjunto de avanços, em vários parâmetros, do rendimento e da classificação final que julgo ser possível realizar. DC – Especialmente nas últimas jornadas, a Académica sofreu com as arbitragens... MM – Eu acho que a arbitragem, de uma maneira geral, melhorou muito. O árbitro hoje é um cidadão com melhor preparação geral, muito acima do que era usual nos anos 70 e 80. Treina mais, está melhor apetrechado tecnicamente, é melhor conhecedor das leis, numa palavra, é um agente com maior competência. O que acontece é que o futebol acaba por reflectir a sociedade e vivemos num país onde as clivagens são cada vez maiores e, sendo todos portugueses, “são todos iguais mas uns são mais iguais do que outros”. E nos julgamentos, muitas vezes, isso reflecte-se. Sabíamos que tínhamos um calendário que reservava para as últimas jornadas equipas com grande potencial que têm, de facto, uma cobertura diferente daquela que as equipas pequenas têm. Infelizmente para nós, acabou por se confirmar esta regra e a análise desses últimos jogos demonstra-o. No jogo com o Porto, fomos penalizados, com o Braga também, com o Marítimo voltámos a ser, ainda agora na Luz fomos penalizados, por isso houve um conjunto de julgamentos que nos foram desfavoráveis mas penso que a raiz do problema está naquilo que já referi: as clivagens, a grande cobertura que é dada a quem já é forte. Ninguém se quer juntar ao fraco. Há uma tendência para ser adepto do forte, para ajudar quem já está bem, quem não precisaria de ajuda. DC – A arbitragem é um problema do futebol português, ou há outros mais graves? MM – Não. O futebol português carece de uma análise que ultrapassa em muito o problema da arbitragem. É uma parcela. Eu tenho desde há muito manifestado algum descontentamento por aquilo que é o calendário das competições. Esta redução para 16 clubes e a perda de momentos competitivos parece-me nefasta. Não trouxe nada de importante ao futebol. DC – E esta nova Taça da Liga? MM – É mais um remendo, uma tentativa de atenuar aquilo que terá que ser mudado no imediato ou a médio prazo. É impossível ter profissionais a ganhar 12 meses e a trabalhar seis ou sete. Trinta semanas de competição mais uma ou duas eliminatórias da Taça, perfazem 32 em 52 que tem o ano civil, deixa-nos com mais de 40% de inactividade e isso em termos de rentabilização dos activos torna quase impossível a tarefa. A arbitragem merece reflexão e há trabalho a fazer em volta dela, no sentido de os tornar profissionais ou não, de lhes dar melhores condições para exercerem bem a sua função, mas penso que há problemas de maior dimensão no futebol português. Um deles é pegar nos modelos onde o futebol é uma indústria conseguida e apetecível. Nós vemos Inglaterra com 20 clubes, uma Taça da Liga, uma Taça de Inglaterra, seis ou sete clubes a participar nas provas internacionais e a chegar às finais. Em Portugal reduziu-se, o desempenho dos clubes que participaram nas taças internacionais foi o mesmo, embora tivessem mais tempo para preparar as competições não foi daí que nada se alterou, a própria Selecção, apesar de ter mais tempo para se concentrar, continua a ter desempenhos semelhantes aos que já tinha na situação anterior e, portanto, não vejo que daí tenham surgido melhorias em termos de progresso, rendimento e resultados para as equipas ou selecções a nível internacional. O que vejo é jogadores a fazer 10, 12 unidades de treino por cada momento competitivo, o que cria graves problemas de motivação. DC – Só confirmou a sua continuidade depois de garantida a permanência, embora a Direcção já o tivesse anunciado há bastante tempo. MM – O presidente falou comigo em Novembro, manifestou vontade de que eu continuasse, fê-lo de novo em Fevereiro, depois em Março ou Abril oficializou essa vontade quando colocou o facto no “site” do clube. Agora havia, de facto, e há sempre, alguns pressupostos que permitem, ou não, materializar essa continuidade. Um deles era a questão da manutenção. Daí que eu deixasse sempre um “nim” no ar, relativamente à confirmação dessa vontade que a Direcção tinha manifestado há muito tempo. Só por isso. DC – O objectivo para a nova época será, portanto… MM – Melhor que esta. E vamos fazê-lo certamente.
Briosa campeã...no "fair play"
A Académica ficou na primeira posição no «ranking» de fair play da época 2006/2007, elaborado pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional. . O «ranking», hoje divulgado pela Liga, resulta das classificações atribuídas pelos delegados ao jogo a um conjunto de itens constantes dos relatórios relativos a cada encontro da Bwin Liga. . A classificação do «fair play» foi a seguinte: . .1º ACADÉMICA..........15,797 ..2º Naval....................... 15,750 ..3º Beira-Mar............... 15,662 ..3º V. Setúbal............... 15,662 ..5º FC Porto................. 15,500 ..5º Sporting.................. 15,500 ..7º U. Leiria.................. 15,471 ..8º Aves........................ 15,412 ..9º Marítimo.................. 15,391 10º Paços Ferreira....... 15,294 11º Boavista.................. 15,191 12º Braga....................... 15,047 13º Belenenses............. 15,044 14º E. Amadora............. 14,956 15º Benfica..................... 14,938 16º Nacional................... 14,500 . Depois de uma semana conturbada, uma boa notícia. Embora não me contente com vitórias morais, penso que é uma distinção de que nos devemos orgulhar. Ao menos isso!
Direcção reconhece salários em atraso
Após a verificação de que a Académica consta da lista de clubes da BwinLiga com dívidas aos seus profissionais, dada hoje a conhecer aos órgãos da comunicação social pelo presidente do Sindicato dos Jogadores de Futebol Profissional de Futebol, Joaquim Evangelista, a direcção da Briosa confirmou hoje a existência de um mês de salários em atraso aos jogadores (Abril). "De facto, o mês de Abril deveria ter sido pago até ao passado dia 8 de Maio, mas o atraso é de pouco mais de duas semanas. Quantas empresas no país não estarão nesta ou em pior situação que a nossa?", questionou uma fonte directiva à agência Lusa. Segundo a mesma fonte, "o atraso é pontual, já que a Académica é um dos clubes que tem sido mais cumpridor dos seus compromissos com jogadores e equipa técnica", desvalorizando este atraso no pagamento como "pouco significativo". Da referida lista constam, além da Briosa, os seguintes clubes da Liga principal: Vitória de Setúbal, Marítimo, Boavista, Nacional, Estrela da Amadora e Naval. Quanto à Liga de Honra, surgem Chaves, Olivais e Moscavide, Estoril, Penafiel, Varzim, Santa Clara e Gil Vicente. . Apesar de esta situação não ser comparável à dos tempos da direcção de Campos Coroa, em que as falhas no pagamento das retribuições aos jogadores eram a regra, tendo atingido os cinco meses de salários em atraso, a verdade é que os actuais corpos dirigentes não podem minimizar a questão. Até porque ter os salários em dia foi, durante os últimos quatro anos, uma bandeira emblemática dos actuais dirigentes da Académica. A verdade é que as dificuldades de tesouraria já vêm do início do ano, o que indicia uma situação financeira preocupante. O problema é que aquilo que vamos ouvindo e lendo sobre dispensas e contratações (mesmo que haja aí uma grande dose de especulação) não augura nada de bom. Será que a actual direcção tem soluções capazes para "dar a volta" sem delapidar o plantel? Ou arriscamo-nos a voltar aos "velhos tempos" dos vários meses de incumprimento, com todos os riscos daí inerentes?
Paulo Sérgio renovou, Alexandre de saída (*)
 O polivalente Paulo Sérgio, jogador que tanto pode jogar a «trinco» como na lateral-direita, viu premiada a boa época ao serviço da Académica com a renovação do seu contrato, que terminava em 2008, por mais duas épocas, com consequentes melhorias a nível salarial. Recrutado ao Moreirense durante o último defeso, mostrou credenciais, tanto mais que se tratou de uma estreia no escalão principal e, contactado pelo "Maisfutebol", mostrou-se decidido a subir mais um degrau na sua carreira, subida a pulso, escalão a escalão, desde que chegou a Portugal há quatro anos: «Estou muito satisfeito pelo reconhecimento do meu trabalho. Foi uma época de adaptação e agora quero trabalhar para poder chegar a um grande.» O defesa/médio dos «estudantes» parte nesta sexta-feira de férias para o Brasil, tal como o seu colega Alexandre, que pode já nem voltar mais a Portugal. Em final de contrato com a Briosa, o jogador mostrou-se resignado com a possibilidade de voltar ao futebol brasileiro: «Não vou ficar na Académica. Ninguém manifestou interesse em que eu renove e já tenho viagem marcada para amanhã. Tenho pessoas a tratar do meu futuro, que pode passar por um regresso ao meu pais.» Quanto ao clube onde irá jogar na próxima época, Alexandre garantiu não ter ainda nada de concreto, não confirmando as notícias que dão conta da possibilidade de se mudar para o Coritiba. «Não sei de nada. Não fui contactado por esse clube», referiu.
(*) in "Maisfutebol"
Tempo de balanço (1): avaliação do desempenho dos nossos jogadores
 Agora que caiu o pano sobre a edição de 2006/2007 da Bwin Liga e "a poeira começa a assentar", é altura de fazermos um balanço do desempenho da equipa e dos atletas da Briosa na competição. . Julgo que nenhum adepto academista terá ficado satisfeito com a prestação do conjunto na temporada que agora findou. Na verdade, face ao investimento realizado, o 13º lugar final é gerador de enorme frustração. Se é certo que a época não se revestiu do dramatismo da anterior, em que só assegurámos a permanência no último "suspiro" da Liga, a verdade é que o espectro da "linha de água" esteve sempre presente até à penúltima jornada da prova. Por outro lado, os jogos no ECC constituíram um verdadeiro "calvário" para os adeptos: três vitórias, dois empates e dez derrotas em "casa" (sendo que, na 2ª "volta", dos sete encontros disputados no nosso terreno, perdemos todos, à excepção de um, e apenas marcámos um (!...) golo e de penalti) é demasiado mau. Valeu-nos a "almofada" conseguida em meados da 1ª "volta" e que foi sendo mantida, depois, graças a uma prestação menos má nas partidas disputadas em terreno alheio. .
Vejamos, agora, aquilo que, na minha opinião, esteve na base da inconsistência exibicional e dos fracos resultados obtidos pela equipa: - globalmente, o plantel era desequilibrado, embora dispusesse de alguns jogadores de qualidade: havia excesso de "trincos" e faltava um "lateral" direito, por exemplo. - sectorialmente, a defesa nunca inspirou confiança, denotando quase sempre uma enorme fragilidade, como prova o facto de ter sido a segunda mais batida da Liga; o ataque foi muitas vezes quase inofensivo, o que explica a má prestação em "casa"; valeu-nos o meio-campo, claramente o sector mais forte da equipa, em especial quando esta actuava mais em contra-ataque, o que explica que 15 dos 26 pontos obtidos tenham sido conquistados nos jogos "fora". - individualmente, poucas aquisições corresponderam às expectativas (Lino, Paulo Sérgio, Dame, Káká e Hélder Barbosa - que, infelizmente, cedo ficou "fora de combate" - foram as excepções), sendo que algumas constituíram autênticos "flops" (Estevez, Sonkaya, Nestor Alvarez, Medeiros, Douglas, só para referir os casos mais gritantes). . É esta componente individual que pretendo esmiuçar um pouco mais, com recurso a alguns dados estatísticos simples, trabalhados a partir de uma consulta ao sítio da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. Claro que, para além destes elementos objectivos, existe uma apreciação subjectiva que se traduzirá na classificação que atribuiremos. Tal como no final da 1ª "volta", o critério de avaliação baseia-se, não nas potencialidades dos atletas, mas, antes, no seu rendimento em campo durante a época. Não serão avaliados quantitativamente os jogadores que não satisfaçam, pelo menos, uma destas condições: terem efectuado quatro jogos completos, alinhado em oito jogos ou actuado durante 500 minutos. De fora desta estatística ficam as quatro partidas da Taça de Portugal, em que atingimos os quartos-de-final. Sendo uma competição com características diferentes, entendemos que não devíamos misturar os dados desta com os da Liga. Eis, então, a minha análise: . PEDRO ROMA Posição: Guarda-redes Jogos efectuados: 30 (todos completos) Tempo de utilização: 2700 minutos Golos sofridos: 46 Disciplina: 2 cartões amarelos Avaliação: É o único totalista. Apesar de ter tido à sua frente a defesa mais fraca dos últimos anos, que permitiu com demasiada frequência ocasiões fáceis de concretização aos adversários, voltou a realizar uma excelente época, que uma ou duas prestações menos conseguidas não deslustram minimamente. Esteve particularmente bem na 2ª “volta”, em especial na ponta final, quando defendeu duas grandes penalidades (uma das quais decisiva, na Madeira, frente ao Marítimo). Aos 37 anos, “São Pedro" ainda mantém as suas qualidades de “milagreiro”. Por isso, mesmo que tenhamos de começar a preparar a sua sucessão, a palavra de ordem só pode ser uma: renovação, já! Classificação: 4+ . NUNO LUÍS Posição: Defesa direito Jogos efectuados: 7 (6 completos e 1 em que foi substituído) Tempo de utilização: 585 minutos Disciplina: 2 cartões amarelos Avaliação: Voltou a passar a maior parte da época no “estaleiro”, a exemplo do que sucedera no ano anterior. Nos poucos jogos em que actuou (todos na 1ª “volta”), não esteve bem, denotando falta de velocidade e deficiente recuperação defensiva, o que o levou a pouco arriscar subir no terreno. Deu muito à Académica, mas parece-nos que o seu “prazo de validade” chegou ao fim. Classificação: 2- . SONKAYA Posição: Defesa direito Jogos efectuados: 4 (todos completos) Tempo de utilização: 360 minutos Avaliação: Emprestado pelo FC Porto, depois de não ter vingado no Dragão, o turco voltou a falhar rotundamente em Coimbra. Lento, incapaz de subir no terreno, pouco acrescentou à equipa e cedo deixou de ser opção para Manuel Machado. Para completar o quadro, deu uma entrevista em que criticou duramente o clube, o que lhe valeu um processo disciplinar. Em suma, um verdadeiro “barrete”. Classificação: 1 . SARMENTO Posição: Defesa direito (médio-ala adaptado) Jogos efectuados: 14 (4 completos, 4 em que foi substituído e 6 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 680 minutos Disciplina: 2 cartões amarelos Avaliação: Até meados da 2ª “volta”, quase não foi utilizado. A partir do encontro com a U. Leiria, em “casa”, passou a ser opção para “lateral” direito, onde alternou exibições regulares com outras menos conseguidas. Apesar da época não lhe ter corrido bem, é jogador em que devemos continuar a apostar. Quanto mais não seja, pela sua polivalência. Classificação: 2+
LITOS Posição: Defesa central Jogos efectuados: 22 (19 completos, 2 em que foi expulso e 1 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 1880 minutos Golos: 2 (frente ao Beira Mar, em "casa", e ao Braga, "fora") Disciplina: 2 cartões vermelhos (1 directo e 1 por acumulação) e 4 cartões amarelos Avaliação: As suas prestações acabaram por ficar aquém do esperado. Pensava-se que seria o "patrão" da defesa, dado o seu passado (campeão pelo Boavista e três anos a actuar na Liga espanhola), mas a verdade é que esteve longe de o conseguir, em especial durante a primeira parte da temporada, onde se mostrou quase sempre demasiado lento e sem tempo de desarme, o que lhe valeu duas expulsões. Na 2ª “volta”, subiu de rendimento e, apesar de a velocidade não ser o seu forte, mostrou maior sentido posicional, o que o tornou mais consistente. Nas acções defensivas, desiludiu no jogo de cabeça, tido como um dos seus pontos fortes. Já nas ofensivas, esteve melhor, tendo marcado por duas vezes. Em suma, cumpriu os “serviços mínimos”. Classificação: 3- . KÁKÁ Posição: Defesa central Jogos efectuados: 22 (20 completos e 2 em que foi expulso) Tempo de utilização: 1906 minutos Disciplina: 2 cartões vermelhos (1 directo e 1 por acumulação) e 3 cartões amarelos Avaliação: Foi, sem sombra de dúvida, o menos mau dos “centrais”. Como referimos anteriormente, é rápido, sóbrio e tem a vantagem de não inventar. Porém, apresenta limitações técnicas que, por vezes, vêm ao de cima e originam situações de apuro para as nossas redes. A isso podemos acrescentar alguma ingenuidade, que esteve na origem das suas duas expulsões. Apesar de tudo, parece-nos que se tratou de uma boa aquisição, ainda por cima com alguma margem para progredir, especialmente se tiver um colega mais consistente ao seu lado. Classificação: 3 . DANILO Posição: Defesa central Jogos efectuados: 10 (8 completos, 1 em que foi substituído e 1 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 787 minutos Golos: 1 (frente ao Aves, em "casa") Disciplina: 2 cartões amarelos Avaliação: Se já havia sido pouco utilizado na 1ª “volta”, quase deixou de ser opção após o encontro da Choupana, onde teve uma actuação desastrada. Nunca revelou grande consistência e, por isso, nunca inspirou grande confiança, apesar de ir procurando cumprir a sua missão. O seu futuro poderá não passar por Coimbra. Classificação: 2 . MEDEIROS Posição: Defesa central Jogos efectuados: 15 (9 completos, 1 em que foi expulso, 2 em que foi substituído e 3 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 1058 minutos Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação) e 3 cartões amarelos Avaliação: Foi aposta pessoal de Manuel Machado mas nunca se revelou digno da confiança do técnico. A sua insegurança foi quase sempre notória, tendo revelado pouca velocidade e deficiente sentido posicional. Como corolário dessas insuficiências, alguns dos seus erros originaram golos dos adversários. Pode ser uma coincidência infeliz, mas, sempre que jogou de início, a Briosa nunca ganhou. Será que continua? Classificação: 2 . LINO Posição: Defesa esquerdo Jogos efectuados: 29 (27 completos e 2 em que foi substituído) Tempo de utilização: 2586 minutos Golos: 5 (frente à Naval e ao FC Porto (gp) em "casa", e ao Boavista, ao Braga e ao Belenenses, "fora") Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação, no final do jogo em Paços de Ferreira) e 1 cartão amarelo Avaliação: Confirmou-se como uma das mais interessantes aquisições desta época, tendo sido o segundo jogador mais utilizado. Extremamente ofensivo, mostrou-se bastante útil a criar desequilíbrios pelo seu flanco. Daí que tenha sido, muitas vezes, utilizado como médio-ala esquerdo. Porém, no início, mostrou-se pouco consistente nas tarefas defensivas, obrigando os médios a frequentes compensações. Apesar de tudo, melhorou, nesse aspecto, ao longo da 2ª “volta”. O seu pontapé forte e colocado revelou-se uma mais-valia nas bolas paradas. Surge, assim, como o melhor marcador da equipa na “Liga”, com 5 golos marcados (dos quais 3 na marcação de “livres” directos e um na transformação de uma grande penalidade). Infelizmente, tudo indica que não continuará em Coimbra, devendo o seu futuro passar pelo futebol alemão, onde já militou. Classificação: 4 . VÍTOR VINHA Posição: Defesa esquerdo Jogos efectuados: 9 (1 completo, 6 em que foi substituído e 2 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 503 minutos Disciplina: 2 cartões amarelos Avaliação: ”Tapado" por Lino, acabou por ser utilizado de forma bastante intermitente, tendo apenas efectuado um jogo completo. Aliás, sempre que Manuel Machado efectuava alguma alteração táctica, era normalmente um dos sacrificados. Apesar disso, sempre que actuou, não foi brilhante mas também não comprometeu (à excepção do jogo do Bessa), pelo que lhe atribuímos nota positiva. Julgamos que merece mais oportunidades, até porque ainda é jovem e tem alguma margem de progressão. Classificação: 3- . PAULO SÉRGIO Posição: Médio defensivo Jogos efectuados: 25 (17 completos, 3 em que foi substituído e 5 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 1860 minutos Disciplina: 4 cartões amarelos Avaliação: Este brasileiro proveniente do Moreirense confirmou-se, claramente, como uma das boas aquisições desta época. Tardou a impor-se na equipa mas, a partir daí, nunca mais de lá saiu. É um “poço de energia” e possui bom sentido posicional, mostrando-se extremamente eficiente nas tarefas defensivas. No entanto, o capítulo do passe continua a ser o seu ponto fraco, pois nem sempre entrega a bola em boas condições, criando, por vezes, algumas situações embaraçosas para a equipa. Actuou durante vários jogos a “lateral” direito e, apesar de revelar algumas dificuldades na posição, não comprometeu. Classificação: 4 . ALEXANDRE Posição: Médio defensivo Jogos efectuados: 22 (10 completos, 1 em que foi expulso, 6 em que foi substituído e 5 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 1474 minutos Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação) e 2 cartões amarelos Avaliação: Igualmente aposta pessoal de Manuel Machado, mostrou-se sempre algo irregular, alternando exibições de bom nível com outras mais discretas. Após a expulsão nas Aves, a sua utilização passou a ser mais intermitente. É um jogador útil, mas não faz a diferença, especialmente numa posição onde a equipa se encontra bem servida. Classificação: 3 . PAVLOVIC Posição: Médio defensivo Jogos efectuados: 11 (5 completos, 4 em que foi substituído, 1 em que foi expulso e 1 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 668 minutos Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação) e 5 cartões amarelos Avaliação: O “internacional” sub-21 sérvio jogou de forma intermitente durante a 1ª “volta”, constituindo uma relativa desilusão. Mostrou-se razoável a destruir jogo, embora com o senão de alguma impetuosidade que lhe valeu alguns "amarelos". Em contrapartida, revelou grandes dificuldades na construção ofensiva. Estava a subir de rendimento quando sofreu uma grave lesão na recepção ao Boavista, que o afastou dos relvados até ao final da temporada. Um jogador que, em nossa opinião, merece uma segunda oportunidade. Classificação: 2+ . ROBERTO BRUM Posição: Médio defensivo Jogos efectuados: 29 (12 completos, 14 em que foi substituído e 3 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 2040 minutos Disciplina: 8 cartões amarelos Avaliação: O seu início de época esteve algo distante das duas temporadas anteriores, parecendo algo inadaptado aos sistemas tácticos de Manuel Machado (em especial, ao losango, onde é deslocado para a direita) e/ou frustrado por não ter conseguido “dar o salto”. Assim, embora cumprindo sem comprometer, não conseguia fazer a diferença, sendo frequentemente substituído. Na parte final da temporada, voltou a subir de “forma” e foi possível notar-se novamente a sua qualidade técnica, a par com a sua "garra" e entrega ao jogo. Esperemos que continue por cá. Classificação: 3+ . NUNO PILOTO Posição: Médio Jogos efectuados: 9 (2 completos, 2 em que foi substituído e 5 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 337 minutos Disciplina: 1 cartão amarelo Avaliação: Repetimos o que escrevemos no fim da 1ª “volta”: tarda em afirmar-se e arrisca tornar-se (mais) uma esperança eternamente adiada. Manuel Machado procurou adaptá-lo a defesa direito e colocou-o a titular nos dois primeiros encontros, mas os resultados não foram felizes. A partir daí, raramente foi utilizado, jogando apenas alguns minutos no final das partidas. Já próximo do final da época sofreu uma apendicite aguda e ficou “fora de combate”. Ainda terá futuro na Briosa? Classificação: 2- . MIGUEL PEDRO Posição: Médio-ala direito Jogos efectuados: 26 (9 completos, 10 em que foi substituído e 7 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 1647 minutos Golos: 2 (frente ao Paços de Ferreira, "fora", e ao Aves, em "casa") Disciplina: 6 cartões amarelos Avaliação: Iniciou a época em bom plano, mostrando-se rápido, dotado de boa técnica e sentido de desmarcação. Porém, já era notória uma certa falta de consistência, traduzida em alguma irregularidade exibicional, não só de jogo para jogo, mas também durante os encontros. No primeiro encontro da 2ª “volta”, frente ao V. Setúbal, lesionou-se com alguma gravidade. A partir daí, a sua utilização passou a ser mais intermitente e não voltou a atingir os mesmos patamares exibicionais, embora as actuações nas últimos jornadas já tenham sido mais conseguidas. É ainda muito jovem e a sua margem de progressão é grande. Com um pouco mais de confiança, poderia “explodir” na próxima temporada, mas tudo indica que rumará ao Shakthiar Donetsk, da Ucrânia. Classificação: 3 . DAME Posição: Médio ofensivo Jogos efectuados: 25 (14 completos, 9 em que foi substituído e 2 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 1894 minutos Golos: 4 (frente ao Nacional, ao Estrela da Amadora e ao Beira Mar, em "casa", e ao Aves, "fora") Disciplina: 5 cartões amarelos Avaliação: Um achado, trazido pelo seu irmão, o nosso ex-atleta Ousmane N'Doye. Veio só para treinar, agradou a Manuel Machado e tornou-se um dos jogadores mais influentes da equipa. Mostrou boa técnica individual, grande espírito de luta e de entrega ao jogo, o que o tornou igualmente útil em tarefas defensivas. A sua potente meia-distância valeu-lhe quatro excelentes golos. Contudo, pouco depois do início da 2ª “volta”, viu-se envolvido numa “cilada” para a renovação do contrato, alegadamente armada pelo vice-presidente Luís Godinho. Terá ficado psicologicamente afectado por esse acontecimento e, a partir daí, o seu rendimento não voltou a ser o mesmo. Como já se esperava, não será possível segurá-lo em Coimbra, sendo quase certa a sua ida para o Panathinaikos, um dos "grandes" da Grécia. Classificação: 4 . FILIPE TEIXEIRA Posição: Médio ofensivo Jogos efectuados: 29 (17 completos, 7 em que foi substituído e 5 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 2070 minutos Golos: 1 (frente ao Aves, "fora") Disciplina: 3 cartões amarelos Avaliação: A grave lesão que sofreu perto do final da temporada anterior condicionou muito as suas prestações nos primeiros jogos, onde mostrou uma natural falta de ritmo competitivo e um certo medo de "meter o pé". Gradualmente, foi melhorando as suas actuações e, a partir de meados da 1ª “volta” (após a lesão de Hélder Barbosa) tornou-se o jogador mais influente da equipa. Dotado de uma técnica aprimorada, possui, claramente, uma classe extra. Por outro lado, mostrou muito mais "pulmão" que o ano passado, o que o tornou ainda mais consistente. Manuel Machado terá colocado a sua permanência como condição para a sua continuidade no comando técnico da Briosa. Resta saber se é possível segurá-lo. Classificação: 4+ . DIONATTAN Posição: Médio ofensivo Jogos efectuados: 4 (1 em que foi substituído e 3 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 111 minutos Avaliação: Veio de demorada lesão e voltou a ressentir-se. Pouco jogou e, em Dezembro, acabou por regressar ao Brasil. Uma saída “pela porta pequena”. Classificação: --- . HÉLDER BARBOSA Posição: Médio-ala esquerdo Jogos efectuados: 7 (4 completos, 1 em que foi substituído e 2 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 505 minutos
Golos: 2 (frente ao Vitória de Setúbal, "fora", e ao Estrela da Amadora, em "casa") Disciplina: 2 cartões amarelos Avaliação: Emprestado pelo FCPorto, mostrou ser uma das grandes promessas do futebol português. Veloz, dotado de boa técnica individual, forte no 1x1 e procurando sempre a linha, é um jogador que não engana. Foi, nos primeiros jogos, a grande referência da equipa, numa altura em que o seu talento individual conseguiu disfarçar algumas fragilidades colectivas. Porém, a infelicidade "bateu-lhe à porta": primeiro, sofreu uma arreliadora lesão ao serviço da selecção de sub-21, que o afastou durante alguns jogos; depois, quando tudo parecia correr pelo melhor, foi vítima de uma ruptura de ligamentos no joelho num jogo-treino com o Pampilhosa. Para ele, a época terminou ali. Apesar de apenas ter actuado em sete partidas, merece nota de “bom”, pois a sua acção foi decisiva em várias delas. Se mantiver intactas as suas qualidades, seria óptimo conseguir dos "dragões" a renovação do empréstimo. Classificação: 4- . ESTEVEZ Posição: Avançado Jogos efectuados: 3 (1 completo, 1 em que foi substituído e 1 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 206 minutos Avaliação: Um autêntico "flop". O argentino actuou (muito mal) nos três primeiros jogos e não mais foi utilizado. Não se adaptou ao futebol europeu e cedo regressou ao seu país. Classificação: --- . GELSON Posição: Avançado Jogos efectuados: 12 (2 completos, 2 em que foi substituído, 1 em que foi expulso e 7 como suplente utilizado
Tempo de utilização: 626 minuto
Golos: 1 (frente ao Belenenses, em "casa") Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação) e 1 cartão amarelo Avaliação: Mostrou entrega, "garra" e espírito de sacrifício mas, igualmente, enormes limitações técnicas. Por isso, raramente foi solução para os problemas atacantes da equipa, acabando por ser utilizado de forma esporádica. Parece-nos que o seu tempo na Briosa se esgotou. Classificação: 2- . NESTOR ALVAREZ Posição: Avançado Jogos efectuados: 13 (2 completos, 2 em que foi substituído e 9 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 552 minutos Golos: 2 (frente ao FC Porto e ao Belenenses, ambos "fora") Disciplina: 5 cartões amarelos Avaliação: Mais uma contratação falhada. O colombiano não correspondeu, minimamente, às expectativas. Terá vindo ligeiramente lesionado, o que condicionou as suas prestações iniciais: quase não corria. Apesar de denotar alguns pormenores técnicos interessantes, parece-nos um jogador demasiado lento para o futebol europeu. A partir de meados da 2ª "volta" deixou de ser opção para Manuel Machado. Dois golos numa época é fraco pecúlio para um ponta-de-lança. Não ficará em Coimbra. Classificação: 2 . GYANO Posição: Avançado Jogos efectuados: 22 (6 completos, 6 em que foi substituído e 10 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 1323 minutos Golos: 4 (frente ao Boavista, "fora", ao Beira Mar, em "casa" e "fora", e ao Marítimo, em "casa") Disciplina: 3 cartões amarelos Avaliação: É pouco dotado tecnicamente, o que o leva a falhar algumas boas oportunidades, mas possui um bom sentido posicional e um razoável jogo de cabeça. Na 1ª "volta", obteve três golos e julgávamos que, melhor adaptado, poderia tornar-se a nossa referência atacante. Porém, às suas limitações juntou-se uma enorme crise de confiança, virando o "mal amado" dos adeptos. A verdade é que o empenho, dedicação e espírito de luta que sempre mostrou em campo foram compensados com o golo decisivo que obteve em Aveiro, numa altura em que actuava em precárias condições físicas. Foi o único da 2ª "volta" mas pode ter valido a permanência. Merece uma segunda oportunidade, mas o ataque não pode estar dependente dele. Classificação: 2+ . CLÁUDIO “PITBULL” Posição: Avançado
Jogos efectuados: 9 (1 completo, 2 em que foi substituído e 6 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 426 minutos Golos: 1 (frente ao Estrela da Amadora, "fora") Avaliação: Emprestado pelo FC Porto em Janeiro, mostrou a sua utilidade em alguns jogos, permitindo abrir mais o jogo ofensivo pelas alas. O seu principal senão é não ser um jogador que actue ao mesmo nível durante os 90 minutos. Infelizmente, na semana após uma boa exibição na Amadora, sofreu uma lesão muscular num treino e a sua época acabou, praticamente, aí. Tudo indica que não regressará. Classificação: 3 . JOEANO Posição: Avançado Jogos efectuados: 10 (3 completos, 2 em que foi substituído e 5 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 596 minutos Golos: 3 (frente à Naval e ao Estrela da Amadora (2), todos "fora")
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