Ponto de situação no epílogo de 2006/2007: Falta o ponta-de-lança
Após mais uma semana exigente do ponto de vista profissional, marcada pela participação num congresso internacional, retomo agora o contacto com os leitores deste blogue.
Verifico que os últimos dias foram marcados por algumas novidades relativamente à constituição do plantel para a época que hoje tem início oficial, de que o Gonçalo Cabral foi dando conta em posts anteriores. .
Como referi anteriormente, a nova equipa da Briosa foi sendo construída de trás para a frente: depois dos guarda-redes e da defesa foi agora a vez de começar a ficar definido o meio-campo. Falta ainda o ataque, em especial a contratação de um novo "ponta-de-lança".
Claro que subsistem algumas dúvidas e indefinições, mas o certo é que já existe um "esqueleto" que Manuel Machado poderá começar a "moldar" já no regresso ao trabalho, na próxima 2ª feira, dia 2.
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Pela última vez, vamos ter por referência a situação os jogadores que representaram a equipa na temporada que hoje chega ao fim,a par com as novas contratações. A partir de amanhã, data da abertura oficial da época de 2007/2008, passaremos a destacar o novo "plantel", com eventuais referências a jogadores do ano anterior cuja situação se mantenha indefinida. .
Eis, então, as informações que possuímos neste momento, começando pelos atletas que representaram a Académica na época agora finda: .
PEDRO ROMA - Renovou por mais uma época, com outra de opção. Apesar dos seus 37 anos, o guarda-redes titular e "capitão" é um símbolo da Briosa e tudo se conjuga para que termine a sua carreira na Académica, como merece. . DOUGLAS - O guarda-redes que nunca alinhou oficialmente foi dispensado.
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EDUARDO - Recebeu uma proposta para passar a pertencer à equipa técnica, substituindo Zivanovic (que seguiu para os gregos do Panathinaikos, com José Peseiro) como treinador de guarda-redes. Quando tudo indicava que aceitaria o convite, acabou por decidir o contrário, já que pretendia continuar a jogar. Assim, na próxima época representará o Tourizense. .
NUNO LUÍS - A sua saída foi das primeiras a ser confirmada. Apesar de ter direito de opção sobre o clube, o jogador (que passou as duas épocas lesionado) chegou a acordo com o presidente para não exercer essa prerrogativa. Manifestou interesse em prosseguir a carreira noutras paragens, mas ainda está sem clube. .
SONKAYA - Estava emprestado pelo FC Porto e, depois do seu triste desempenho, foi devolvido à procedência. Por seu turno, os "dragões" acabam de cedê-lo aos holandeses do Roda. .
SARMENTO - Tem contrato e vai continuar. .
LITOS - Também tem contrato e permanecerá no plantel. .
KÁKÁ - Renovou até 2010. A sua continuidade é certa. .
DANILO - Apesar de possuir mais um ano de contrato, não era opção para Manuel Machado. Chegou a acordo com o clube para a rescisão. .
MEDEIROS - Mais uma saída certa. As suas prestações não convenceram e não renovou o contrato. Rumou aos cipriotas do Omonia Nicósia. .
LINO - Assinou pelo FC Porto, num negócio que terá rendido cerca de 150 mil euros aos cofres da Briosa e o empréstimo de dois jogadores. .
LIRA - Apenas jogou na Taça, na Tapadinha. Dado como dispensável, deverá manter-se, após terem falhado as alternativas pensadas para o lugar. .
VÍTOR VINHA - Renovou por três anos. Uma boa notícia, pois é um jovem "da casa" e "internacional" sub-21. .
PAULO SÉRGIO - Renovou até 2009 e a sua permanência está garantida. .
ALEXANDRE - Não vai continuar. Já está no Brasil e é provável que assine pelo Curitiba. .
PAVLOVIC - Tem contrato até 2009 e mantém-se em Coimbra. .
ROBERTO BRUM - Assinou pelo Braga, após ter chegado a acordo com a direcção para a rescisão do contrato. Uma decisão controversa e que foi objecto de acesa discussão no seio dos associados. .
NUNO PILOTO - Apesar de ter sido pouco utilizado, tem contrato e vai continuar. .
MIGUEL PEDRO - A sua continuidade parece assegurada, já que nenhum clube se mostrou disposto a pagar a respectiva cláusula de rescisão (cifrada em 2,5 milhões). Dada a sua juventude e consequente margem de progressão, a sua manutenção é uma boa notícia. Porém, face às dificuldades financeiras da instituição, um eventual negócio poderá não ser desinteressante. .
DAME - Está comprometido com o Panathinaikos, da Grécia. Desde o triste episódio que o opôs a Luís Godinho que a sua vontade passou a ser a saída. Contudo, o "divórcio" está a ser litigioso, já que a direcção entende que a Académica tinha direito de opção para as próximas duas épocas e que o terá exercido até 30 de Abril. O futebolista e o seu empresário têm uma visão diferente do contrato, alegando que aquela cláusula não tem valor jurídico. A questão foi colocada à FIFA, que, em princípio, entende que a Briosa tem direito a receber uma compensação pela formação do jogador. .
FILIPE TEIXEIRA - Manuel Machado terá colocado a sua continuidade como condição para a sua renovação e a direcção não tenciona facilitar a sua saída. Contudo, o contrato do jogador tem uma cláusula de rescisão de 750 mil euros e, se houver algum clude disposto a pagá-la, nada mais resta à Briosa que embolsar aquela importância e deixá-lo ir. Tendo sido pai há menos de um mês, o atleta parece não querer sair para muito longe do país. Com a despromoção do Celta de Vigo à 2ª Liga espanhola, aumentaram as probabilidades de a Académica o segurar, até porque, em Portugal, só os três "grandes" têm capacidade para pagar aquele montante. .
HÉLDER BARBOSA - O negócio de Lino terá facilitado o seu regresso a Coimbra, novamente por empréstimo. Até porque só dentro de um a dois meses estará totalmente recuperado da grave lesão que sofreu, o que tornava quase impossível a sua integração no plantel dos "dragões".
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GELSON - Tem contrato, mas Manuel Machado não conta com ele. A Académica está a tentar emprestá-lo ou negociar a rescisão, a exemplo do que sucedeu com Danilo. Mas está difícil . .
NESTOR ALVAREZ - Em princípio, não faz parte das opções do técnico, apesar de ter contrato. A direcção está a negociar a respectiva rescisão ou um possível empréstimo. Mas não está fácil, pelo que a sua saída ainda não é totalmente certa. .
GYANO - Tem contrato e vai permanecer em Coimbra.
. CLÁUDIO “PITBULL" - Estava emprestado pelo FC Porto e é dado como reforço do Leixões. .
JOEANO - O seu passe continua a pertencer ao Beitar de Jerusalém. Porém, o jogador já disse não querer continuar em Israel. Nos últimos dias, aumentaram as possibilidades de permanecer na Académica, o que só acontecerá se os israelitas aceitarem voltar a emprestá-lo em condições idênticas da época passada. Se rescindir o contrato e ficar com o passe na mão, deverá aceitar outra proposta do estrangeiro. .
SÍLVIO - O jovem jogador não terá convencido Manuel Machado. Poderá voltar a ser cedido ao Tourizense. .
Há ainda que equacionar a situação de dois futebolistas que têm contrato com a Académica e que, na época agora finda, estiveram emprestados: .
OUSMANE N'DOYE - O irmão de Dame esteve emprestado a um clube árabe e tudo indica que voltará a integrará o plantel academista, após um ano de ausência.
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FERNANDO - Actuou no Belenenses, por empréstimo da Briosa, e não é opção para o técnico Manuel Machado. Deverá continuar em Belém e está a negociar a rescisão do contrato.
Quanto a aquisições, a situação é a seguinte: . LICÁ (ex-Social de Lamas) - Está oficialmente confirmado. Tem 18 anos e é médio-ala. Trata-se de um jovem bastante promissor mas que poderá experimentar algumas dificuldades na passagem directa da 3ª Divisão para a Liga principal. Poderá vir a ser emprestado ao Tourizense.
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ORLANDO (ex-Freamunde) - Está igualmente confirmado. Tem 27 anos e é defesa central. Formado nas camadas jovens do V. Guimarães, representou depois o Fafe e o Moreirense, sempre treinado por Manuel Machado, antes de rumar a Freamunde, onde se sagrou campeão nacional da 2ª Divisão. . PEDRO COSTA (ex-Braga) - Outro jogador cuja ligação à Briosa já é oficial. Tem 25 anos e actua como "lateral" direito. Começou na formação do Boavista, tendo passado depois por Gondomar e Famalicão, antes de rumar a Braga. .
RUI NEREU (ex-Benfica) - O jovem guarda-redes de 21 anos defendeu as redes dos "encarnados" nos dois jogos da Liga dos Campeões de 2005/2006, frente ao Villareal. Assinou por três épocas. . RICARDO (ex-Varzim) - Já assinou o guarda-redes de 24 anos e que, esta época, deu nas vistas ao serviço do Varzim, com especial destaque para o encontro da Taça, em que os varzinistas eliminaram o Benfica. . PEDRINHO (ex-Varzim) - Jovem "lateral" direito de 22 anos, assinou contrato juntamente com Ricardo. Em princípio, deveria continuar na Póvoa por empréstimo, pelo menos até Dezembro. Mas também poderá iniciar a época na Briosa.
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MARKUS BERGER (ex-SV Reid, Áustria) - O "internacional" austríaco de sub-21, que actua na posição de defesa central (embora possa jogar, eventualmente, a "lateral" direito) é o primeiro reforço estrangeiro da Académica. . CRIS (ex-Feirense) - O jovem médio de 23 anos foi a última aquisição oficial da Briosa, tendo assinado contrato por três anos. Poderá ser o tal médio criativo, capaz de jogar a "trinco" ou mais à direita, na posição esta temporada ocupada por Roberto Brum, mas igualmente com capacidade para construir jogo. . LITO (ex-Naval) - Assinou por duas épocas, embora só integre o grupo no dia 9, pois esteve ao serviço da selecção de Cabo Verde. O avançado, de 32 anos, é um velho conhecido de Manuel Machado, com quem já trabalhou quando representou o Moreirense.
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IVANILDO (ex-U.Leiria). Tem 21 anos e vem por empréstimo do FC Porto, incluído no negócio da transferência de Lino. É um médio ofensivo, que actua mais sobre o lado esquerdo.
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TIERO (ex-Asante Tokoko, Gana). Trata-se de um médio bastante possante, capaz de actuar em várias posições no sector intermediário. Foi "internacional" sub-21 do seu país e esteve no V. Guimarães e na Naval, mas não efectuou qualquer jogo oficial no futebol português. No cidade-berço, devido a lesão; na Figueira da Foz, porque os navalistas se defrontavam com excesso de extra-comunitários e o jogador tinha uma suspensão a cumprir (por duplo contrato). Está apalavrado por três anos.
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Para completar a equipa, é prioritária a contratação de um ponta-de-lança, de preferência europeu. Poderá, ainda, vir mais um avançado, bem como outro reforço para o "miolo", caso se acabe por concretizar a saída de Filipe Teixeira.
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Resta ainda saber se haverá espaço, no plantel sénior, para algum jogador proveniente dos juniores ou do satélite Tourizense.
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PEDRO RIBEIRO reune as preferâncias de Manuel Machado e vai iniciar a pré-época com o restante plantel. Kay, Traquina, Gonçalo, Ito e Fausto serão outros que poderão, remotamente, aspirar a um lugar na equipa principal.
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Na próxima 2ª feira, dia 2, pelas 11 horas, no ECC, decorrerá a apresentação da equipa à comunicação social. De acordo com o vice-presidente António Preto, "deverá estar presente a maioria dos jogadores contratados para a próxima época".
Será a ocasião aproveitada para apresentar mais alguma "truta"? A ver vamos...
Depois do pedido do presidente do Boavista, João Loureiro, para que fosse novamente adoptado o modelo de 18 clubes, uma vez que o actualmente em vigor, segundo o próprio, só prejudica os pequenos clubes, a Liga em conjunto com os clubes decidiram que aceitariam o regresso do modelo desde que este fosse estudado com a calma e serenidade indispensável ao processo. . Depois da primeira experiência, onde a maioria dos clubes mostrou que não concordava com o modelo actual do futebol português, surge o problema do dinheiro que a LPFP gastou há cerca de três anos, quando encomendou à "Deloitte & Touche" aquele que foi o mais caro estudo de sempre no futebol nacional, que à data se cifrou nos 300 mil euros. . No entanto, aparece agora a necessidade de um novo estudo, tendo em conta a primeira experiência, mas também este ano que agora se avizinha, onde existirá a Taça da Liga, e ponderará tudo o que de bom e de mau o actual modelo trará.
O Ganês William Tiero está confirmado na Académica para a próxima época. Há já algum tempo falado para viajar para Coimbra esta temporada, depois de passagens menos felizes em Guimarães e na Figueira da Foz, o possante médio assina agora contrato de três épocas com a Briosa.
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Com 1.74m de altura e 71 Kg de peso, trata-se de um atleta capaz de fazer várias posições a maio campo, quer sejam mais defensivas ou ofensivas, possuindo caracteristicas de força e mobilidade pouco vulgares no nosso campeonato, pelo que se espera uma boa temporada para o Ganês, que se torna assim na última contratação da Académica para o sector intermediário do terreno.
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Avançado vem a caminho
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Muitos são os nomes falados, de atletas Asiáticos, até Americanos, passando pelo nome do incontornavel Joeano, várias parecem ser as opções em cima da mesa para os responsaveis da Académica, pelo que nos próximos dias se esperam desenvolvimentos no que a este capitulo diz respeito.
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Fernando prestes a rescindir contrato
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O extremo esquerdo Fernando, que esta época esteve emprestado ao Belenenses, ultima neste momento pormenores para a rescisão do seu vinculo contratual que ainda o liga à Académica por mais um ano. Ao que tudo indica, o jogador poderá permanecer em Belém sob as ordens do técnico Jorge Jesus pelo que é uma questão de dias até que a oficialização da rescisão amigável seja efectuada.
É certo que o plantel para a próxima temporada não está ainda completo, mas há a considerar que a uma semana do ínicio dos trabalhos já se encontra em fase bastante adiantada, sobretudo se tivermos em conta que nos últimos anos por esta altura ainda faltavam muitos mais atletas para preencher as vagas na equipa.
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Falta então pelo menos mais um homem para concorrer directamente na posição de Pedro Ribeiro e Gyano, alguém que se espera que seja um matador, mas que possa igualmente saber guardar a bola e progredir, pois no esquema de 4-4-2 losango qualquer avançado necessita dessas caracteristicas, pelo que se espera que este chegue nas próximas duas/três semanas.
O cabo-verdiano Lito deve chegar amanhã a Coimbra para fazer testes médicos e assinar contrato por duas épocas com a Académica, naquele que é o seu reencontro com o técnico Manuel Machado. Recorde-se que este, já há muito é um nome falado para integrar o plantel, mas porque esteve até agora a usufruir das suas férias só agora poderá pôr o preto no branco no que ao seu futuro desportivo diz respeito.
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Partizan Belgrado falhou a contratação de Moreira
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Ao contrário do que estava previsto, o acordo entre jogador e clube não chegou a acontecer por alegado desencontro de verbas. Note-se que Moreira viajou ontem para Belgrado, mas mesmo depois de conhecer o clube e a cidade não chegou a acordo com os seus responsaveis, pelo que continua a ser um jogador livre para assinar por qualquer clube.
Helder Barbosa e Ivanildo confirmados Moreira e Hugo Leal descartados
Helder Barbosa regressa a Coimbra . Depois de muito se falar na sua ida para a Grécia ou mesmo para a Madeira, confirmou-se o que há muito todas as partes desejavam, o regresso de Helder Barbosa por mais uma época para o plantel de Académica com vista à época 2007/2008 que se espera bem melhor que a anterior, anterior essa em que Helder Barbosa foi uma das grandes revelações iniciais mas que devido a uma grave lesão em jogo treino não pôde dar mais o seu contributo à equipa, que tanta falta fez durante o restante campeonato. Agora que regressa, todos esperamos o mesmo repentismo e magia que nos proporcionou no primeiro ano de negro. . Ivanildo também acompanha o mágico . . Quem também vem acompanhar Helder Barbosa é o esquerdino Ivanildo, que na última época representou a União de Leiria onde foi de resto, das unidades mais utilizadas por Domingos Paciência. . Porém, se ninguém duvida da qualidade de qualquer um dos jogadores, coloca-se a questão sobre de que forma conseguirá Manuel Machado colocar os dois jogadores em campo ao mesmo tempo, tratando-se de atletas com caracteristicas demasiadamente parecidas para que tal pareca possível, pelo menos com pleno rendimento. Uma questão que todos confiamos na capacidade e competência do técnico Manuel Machado.
. Hugo Leal no Belenenses e Moreira no Partizan de Belgrado . . Hugo Leal que se encontrava sem clube e Moreira que na última temporada havia representado o Desportivo das Aves, e que foram hipóteses para integrar o plantel da Académica estão definitivamente fora de hipótese para ingressarem no plantel. O primeiro assinou hoje contrato por dois anos com o Belenenses de Jorge Jesus e o avançado Moreira é dado pela imprensa de hoje como mais que provável no Partizan de Belgrado, algo que afasta os dois atletas da cidade de Coimbra de uma vez por todas.
Se há algo que a política de contratações para esta época mostra é a opção por aquilo que podemos chamar uma forte "desbrasileirização" do plantel da Académica.
Se recuarmos até ao início da época de 2005/2006, verificamos que a Briosa dispunha de 13 jogadores brasileiros: Pedro Silva, Danilo, Hugo Alcântara, Ezequias, Lira, Roberto Brum, Dionattan, Zada, Luciano, Gelson, Fernando, Joeano e Marcel. Para além destes, havia apenas mais um estrangeiro: o espanhol Dani, guarda-redes suplente.
Entretanto, em Janeiro, esse número reduziu-se em uma unidade: Marcel transferiu-se para o Benfica e Lira foi emprestado a um clube do Brasil. Por sua vez, entraram Serjão e o senegalês Ousmane N'Doye.
Em contrapartida, os portugueses eram apenas 10: Pedro Roma, Nuno Luís, Zé Castro, Vítor Vinha, Andrade, Sarmento, Paulo Adriano, Nuno Piloto, Filipe Teixeira e Eduardo (terceiro guarda-redes). Na 2ª "volta", foram chamados os ex-juniores Rui Miguel e Ito, mas pouco foram utilizados.
Esta política de contratações acabou por ter efeitos bastante perniciosos. Por um lado, porque a equipa perdeu referências; por outro, porque gerou, naturalmente, a existência de dois grupos no balneário: o dos brasileiros e o dos nacionais. Mais tarde, e ao que sabemos, verificou-se uma divisão entre os jogadores do "país irmão", ao que parece por motivos religiosos.
Face a esta situação, o treinador Nelo Vingada perdeu o controlo do balneário,que acabou, assim, por se transformar num verdadeiro "saco de gatos". Algo que a incrível derrota na Amadora pôs a nu e que explica, em grande parte, as dificuldades que tivemos para garantir a permanência.
Consciente dos problemas ocorridos na época anterior, os dirigentes academistas, com o apoio do novo técnico Manuel Machado procuraram diversificar um pouco mais as nacionalidades do plantel. Mas, apesar de tudo, continuaram a privilegiar o mercado brasileiro.
Apesar de tudo, no começo da passada temporada, embora a maior parte dos jogadores fosse estrangeira, os portugueses já dispunham da maioria relativa, com 11 elementos. Eram eles: Pedro Roma, Eduardo, Nuno Luís, Litos, Medeiros, Vítor Vinha, Sarmento, Nuno Piloto, Miguel Pedro, Filipe Teixeira e Hélder Barbosa. Na 2ª "volta", juntou-se a estes o jovem Sílvio, que vinha actuando no Tourizense.
Por seu turno, eram nove os futebolistas brasileiros ao serviço da Briosa: Douglas, Káká, Danilo, Lino, Paulo Sérgio, Alexandre, Roberto Brum, Dionattan e Gelson. Para além destes, encontravam-se mais dois sul-americanos: o colombiano Nestor Alvarez e o argentino Estevez (que cedo regressou ao seu país).
Contudo, em Janeiro, com a saída de Dionattan, os regressos de Lira e Joeano e o empréstimo de Cláudio "Pitbull" aumentou para 11 o número de atletas "made in Brasil".
Ao mesmo tempo, surgiam três jogadores europeus (o sérvio Pavlovic, o húngaro Gyano e o turco Sonkaya) e um africano (o senegalês Dame N'Doye, que substituira o seu irmão).
Apesar de Manuel Machado ser um treinador mais disciplinador que Nelo Vingada, a verdade é que o ambiente no balneário nem sempre foi o melhor, o que, mais uma vez, se reflectiu no rendimento da equipa dentro das quatro linhas. Por isso, como condição para renovar o contrato, o técnico terá colocado como condição ter uma palavra decisiva na constituição do plantel.
Daí a autêntica "limpeza do balneário" a que se procedeu e que atingiu, de sobremaneira, os jogadores oriundos da América do Sul.
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Ao invés, têm sido contratados atletas nacionais, na sua maioria jovens, alguns dos quais provenientes dos escalões inferiores do nosso futebol.
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Assim, dos 20 jogadores já confirmados ou com hipóteses de continuar na época de 2007/2008, temos 14 portugueses: Pedro Roma, Ricardo, Rui Nereu, Pedrinho, Pedro Costa, Sarmento, Litos, Orlando, Vítor Vinha, Cris, Licá, Nuno Piloto, Miguel Pedro e Filipe Teixeira. A estes poderão somar-se os dois emprestados pelo FC Porto, integrados no "pacote" da transferência de Lino (Hélder Barbosa e Ivanildo serão os desejados, embora nenhum deles esteja certo). Há ainda o caboverdiano Lito, há muitos anos no nosso país, e que há muito se encontra apalavrado.
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Quanto a estrangeiros propriamente ditos, três são europeus (Gyano, Pavlovic e o austríaco Markus Berger), aos quais se poderá juntar mais um ponta-de-lança.
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Em contrapartida, há apenas dois brasileiros: Káká e Paulo Sérgio. A estes, poderá juntar-se Joeano, se for possível chegar a acordo com o Beitar de Jerusalém.
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Parece-me haver aqui um "arrepiar caminho" por parte da direcção, que terá percebido que a insistência nos mercados sul-americanos não conduzia aos resultados que todos desejamos.
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Note-se que nada tenho contra o Brasil e os brasileiros nem contra a América Latina. Antes pelo contrário, tenho até uma grande simpatia por essa região do Mundo e pelos seus povos. Aliás, para mim, os bons jogadores não têm nacionalidade.
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Porém, face à imensidão do seu território, da sua população e de jogadores nem sempre é fácil distinguir "o trigo do joio". É frequente empresários pouco escrupulosos mostraram vídeos onde jogadores medíocres "comem a bola" e marcam golos espectaculares a dirigentes pouco esclarecidos, acabando estes por cair na esparrela e contratá-los. Infelizmente, parece que foi assim que se operaram algumas das contratações da Briosa nas últimas épocas.
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Mas, mesmo que assim não seja, nem sempre a adaptação dos futebolistas é fácil: o futebol da América Latina é mais técnico, menos táctico e menos físico, mais lento, as marcações são menos apertadas, o volume de treino é menor. Isto para além de alguns não conseguirem superar as saudades provocadas pela distância e pela mudança de hábitos, cultura e clima. Daí que alguns bons jogadores dos campeonatos sul-americanos falhem rotundamente na Europa.
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Por fim, sempre achei pouco saudável a presença, na mesma equipa, de um grande número de estrangeiros da mesma nacionalidade. Como referi acima, estes tendem, naturalmente, a formar um grupo à parte, com todas as consequências negativas que isso provoca ao nível do balneário.
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Daí que tenha alguma esperança nesta nova "revolução no plantel", dirigida pelo técnico Manuel Machado, com a prestimosa colaboração do director desportivo Luís Agostinho e o apoio do presidente José Eduardo Simões. Agora, que ninguém se iluda: a construção de uma equipa demora tempo e os resultados poderão não aparecer logo no início. Por isso, julgo que aquilo a que poderemos aspirar é à realização de um campeonato tranquilo, de um lugar no meio da tabela. Só por ignorência ou má fé se pode exigir a qualificação para uma competição europeia.
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Por fim, penso que é essencial apostar mais na formação, dando oportunidades aos jogadores saídos das nossas camadas jovens. Claro que alguns ainda estarão demasiado "verdes" para jogar na nossa Liga principal e será preferível colocá-los a "rodar" no Tourizense. Mas será que não haverá nenhum que possa ser integrado no plantel da Briosa? Vejam o exemplo do Sporting, com os resultados que se conhecem.
Segundo o semanário "Record", o guardião Eduardo rejeitou a proposta da direcção da Briosa para integrar a equipa técnica como treinador de guarda-redes.
O atleta, que pretende continuar a jogar, chegou a acordo para representar o Tourizense na próxima época. Em declarações publicadas no site daquele diário desportivo, justificou a sua decisão considerando que se tornava "complicado ser treinador em Coimbra e jogar em Touriz. Fiquei muito honrado com o convite da Académica, mas a vontade de jogar falou mais alto.”
Perante a recusa de Eduardo, os dirigentes academistas não perderam tempo a encontrar uma solução. Assim, Luís Matos, que na última temporada esteve ao serviço do Boavista e que fora antecessor de Zivanovic, será igualmente o seu sucessor.
A triste realidade do futebol nacional: Clubes da I Liga deviam 524,2 milhões em 2005/06
O passivo dos 18 clubes de futebol que integraram a I Liga portuguesa na época 2005/2006 atingia 524,2 milhões de euros e sete equipas mostraram que não têm autonomia financeira, com mais dívidas do que activos.
Segundo os dados de um estudo hoje apresentado pela consultora "Deloitte", divulgado pela agência Lusa, os clubes portugueses estão sobreendividados, porque apresentaram, na temporada em análise, capitais próprios de apenas cerca de 36 milhões de euros. Ou seja, para cobrir 524,2 milhões de euros de dívidas, só havia 560,1 milhões de euros de activos, segundo os dados apresentados durante a divulgação do Anuário das Finanças do Futebol Profissional.
Estes valores revelam, segundo a consultora, um sobre-endividamento da indústria, com níveis nulos ou quase nulos de autonomia financeira. Sete das equipas não apresentam mesmo autonomia financeira, ou seja, os seus passivos são superiores ao valor dos seus activos líquidos contabilísticos.
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Em termos acumulados, nas últimas sete épocas as 18 equipas acumularam prejuízos de 293,5 milhões de euros. Em agregado, contudo, na época 2005/06 verificou-se um desagravamento nos resultados correntes sem transferências de jogadores, face à época anterior, de 9,1 por cento, para 73,5 milhões de euros. O Benfica reduziu os prejuízos correntes, sem transferências, de 11,9 para 4 milhões de euros e o Sporting de 9,5 para 3 milhões de euros negativos. O campeão FC Porto foi, à semelhança da época anterior, a equipa que apresentou os prejuízos correntes sem transferências mais elevados, com um montante de 34,3 milhões de euros. Este valor corresponde a 47 por cento da totalidade dos 73,5 milhões de euros de prejuízos correntes sem transferências da I Liga, acrescentam.
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A época ficou ainda marcada, segundo a "Deloitte", pela continuação da incapacidade de uma parte significativa das equipas (7 das 18) que participam na I Liga de gerar “cash flows” positivos. Relativamente às receitas geradas, o total gerado em 2005/2006 foi de 238,8 milhões de euros, o que corresponde a um decréscimo de 4 por cento face à época desportiva anterior, com os custos relacionados com o plantel a representarem 94 por cento das receitas correntes, sem transferências (132,8 milhões de euros). Este valor, aponta a "Deloitte", é consideravelmente acima do nível indicativo considerado pela UEFA, que aponta para um valor máximo de 60 por cento das despesas correntes.
Assim, referem, apesar da diminuição das receitas totais, observou-se um aumento de 5,1 por cento das receitas correntes, para 190 milhões de euros relativamente à época 2004/05. O Benfica foi a equipa que maior volume de receitas arrecadou, com 63,5 milhões de euros, seguido pelo FC Porto e pelo Sporting, com 45,9 e 40,2 milhões de euros, respectivamente. De acordo com o analista da "Deloitte" e co-autor do estudo, Ricardo Magalhães, os três "grandes" continuam a concentrar 62,7 por cento do total de receitas (238,8 milhões de euros), num número muito próximo ao do reportado na época anterior. Para o responsável, se os clubes conseguissem reduzir em 20 por cento os custos com o plantel (com salários e espaços), a sua situação financeira ficaria equilibrada.
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Pela positiva, a "Deloitte" destacou o aumento de 18 por cento do número de sócios dos 18 clubes profissionais para os 533 mil (contra os 451 reportados na época anterior). O Benfica, com 151.526 sócios, é o clube com maior massa associativa em Portugal, seguida do FC Porto e do Sporting, com 99.082 e 85.921 sócios, respectivamente.
Na temporada 2005/06, contudo, o número de bilhetes vendidos diminuiu 5,5 por cento para cerca de 2.992.030 (contra os 3.154.756).
Ponto da situação (nova actualização): depois da defesa, falta definir o meio-campo e o ataque
A semana que agora terminou não trouxe grandes novidades em termos de aquisições e dispensas, pelo que são mínimas as alterações face ao post anterior.
Até ao final do mês, vamos tendo por referência os jogadores que representaram a equipa na temporada de 2006/2007. A partir de 1 de Julho, data da abertura oficial da nova época, passaremos a destacar o novo "plantel", com eventuais referências a jogadores do ano anterior cuja situação se mantenha indefinida.
. Eis, então, as informações que possuímos neste momento sobre a nova "revolução no plantel" e concomitante "limpeza do balneário", começando pelos jogadores que representaram a Briosa na época agora finda:
. PEDRO ROMA - Renovou por mais uma época, com outra de opção. Apesar dos seus 37 anos, o guarda-redes titular e "capitão" é um símbolo da Briosa e tudo se conjuga para que termine a sua carreira na Académica, como merece.
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DOUGLAS - O guarda-redes que nunca alinhou oficialmente foi dispensado. . Eduardo - Passou a pertencer à equipa técnica, substituindo Zivanovic (que seguiu para os gregos do Panathinaikos, com José Peseiro) como treinador de guarda-redes.
. NUNO LUÍS - A sua saída está confirmada. Apesar de ter direito de opção sobre o clube, o jogador (que passou as duas épocas lesionado) chegou a acordo com o presidente para não exercer essa prerrogativa. Manifestou interesse em prosseguir a carreira noutras paragens, mas ainda está sem clube.
. SONKAYA - Estava emprestado pelo FC Porto e, depois do seu triste desempenho, foi devolvido à procedência. Por seu turno, os "dragões" acabam de cedê-lo aos holandeses do Roda.
. SARMENTO - Tem contrato e vai continuar.
. LITOS - Também tem contrato e permanecerá no plantel.
. KÁKÁ - Renovou até 2010. A sua continuidade é certa.
. DANILO - Apesar de possuir mais um ano de contrato, não era opção para Manuel Machado. Chegou a acordo com o clube para a rescisão.
. MEDEIROS - Mais uma saída certa. As suas prestações não convenceram e não renovou o contrato.
. LINO - Assinou pelo FC Porto, num negócio que terá rendido cerca de 150 mil euros aos cofres da Briosa e, em princípio, mais dois jogadores.
. LIRA - Apenas jogou (e mal) na Taça, na Tapadinha. O mais provável é ser dispensado, mas poderá manter-se caso não existam mais alternativas para o lugar.
. VÍTOR VINHA - Renovou por três anos. Uma boa notícia, pois é um jovem "da casa" e "internacional" sub-21.
. PAULO SÉRGIO - Renovou até 2009 e a sua permanência está garantida.
. ALEXANDRE - Não vai continuar. Já está no Brasil e é provável que assine pelo Curitiba.
. PAVLOVIC - Tem contrato até 2009 e mantém-se em Coimbra.
. ROBERTO BRUM - A sua saída está confirmada. O seu salário (mais de 25 mil euros mensais) era incomportável para as finanças da Académica. Por outro lado, tinha mais um ano de contrato e nenhum clube se mostrou disposto a pagar a cláusula de rescisão. A direcção optou, então, pelo mal menor: rescindir, ficando o jogador com o passe na mão. Uma decisão controversa e que foi objecto de acesa discussão no seio dos associados. Já foi apresentado em Braga.
. NUNO PILOTO - Apesar de ter sido pouco utilizado, tem contrato e vai continuar.
. MIGUEL PEDRO - A sua continuidade parece posta em causa, embora nada seja ainda certo. Tem duas propostas do estrangeiro, rondando o milhão de euros: uma dos ucranianos do Shakthar Donetsk, outra dos gregos do Olympiakos. Ambas são, porém, muito inferiores à sua cláusula de rescisão (cifrada em 2,5 milhões). Dada a sua juventude e consequente margem de progressão, seria um jogador a manter. Porém, face às dificuldades financeiras da instituição, um eventual negócio poderá não ser desinteressante.
. DAME - Está comprometido com o Panathinaikos, da Grécia. Desde o triste episódio que o opôs a Luís Godinho que a sua vontade passou a ser a saída. Contudo, o "divórcio" será litigioso, já que a direcção entende que a Académica tinha direito de opção para as próximas duas épocas e que o terá exercido até 30 de Abril. O futebolista e o seu empresário têm uma visão diferente do contrato, alegando que aquela cláusula não tem valor jurídico. A questão foi colocada à FIFA, que, em princípio, entende que a Briosa tem direito a receber uma compensação pela formação do jogador.
. FILIPE TEIXEIRA - Manuel Machado terá colocado a sua continuidade como condição para a sua renovação e a direcção não tenciona facilitar a sua saída. Contudo, o contrato do jogador tem uma cláusula de rescisão de 750 mil euros e, se houver algum clude disposto a pagá-la, nada mais resta à Briosa que embolsar aquela importância e deixá-lo ir. Tendo sido pai há menos de um mês, o atleta parece não querer sair para muito longe do país. Com a despromoção do Celta de Vigo à 2ª Liga espanhola, aumentaram as probabilidades de a Académica o segurar, até porque, em Portugal, só os três "grandes" têm capacidade para pagar aquele montante.
. HÉLDER BARBOSA - Só regressará a Coimbra se houver vontande coincidente da Académica, do FC Porto e do próprio atleta. O negócio de Lino terá facilitado um eventual regresso a Coimbra, novamente por empréstimo. Até porque só dentro de dois meses estará totalmente recuperado da grave lesão que sofreu, o que torna quase impossível a sua integração no plantel dos "dragões". Porém, se é certo que o jogador não deverá ficar no Dragão, a verdade é que possui outras propostas e não é líquido que volte.
. GELSON - Tem contrato, mas Manuel Machado não conta com ele. A Académica está a tentar negociar a rescisão, a exemplo do que sucedeu com Danilo. Ou, então, emprestá-lo.
. NESTOR ALVAREZ - Não fica, apesar de ter contrato. A direcção está a negociar a respectiva rescisão ou um possível empréstimo.
. GYANO - Tem contrato e vai permanecer em Coimbra.
CLÁUDIO “PITBULL" - Estava emprestado pelo FC Porto e é dado como reforço do Leixões.
. JOEANO - O seu passe continua a pertencer ao Beitar de Jerusalém. Porém, o jogador já disse não querer continuar em Israel. Nos últimos dias, aumentaram as possibilidades de permanecer na Académica. Mas U. Leiria e Braga ainda estão na corrida.
. SÍLVIO - O jovem jogador não terá convencido Manuel Machado. Poderá voltar a ser cedido ao Tourizense.
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Quanto a aquisições, a situação é a seguinte:
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LICÁ (ex-Social de Lamas) - Está oficialmente confirmado. Tem 18 anos e é médio-ala. Trata-se de um jovem bastante promissor mas que poderá experimentar algumas dificuldades na passagem directa da 3ª Divisão para a Liga principal. Poderá vir a ser emprestado ao Tourizense. . ORLANDO (ex-Freamunde) - Está igualmente confirmado. Tem 27 anos e é defesa central. Formado nas camadas jovens do V. Guimarães, representou depois o Fafe e o Moreirense, sempre treinado por Manuel Machado, antes de rumar a Freamunde, onde se sagrou campeão nacional da 2ª Divisão.
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PEDRO COSTA (ex-Braga) - Outro jogador cuja ligação à Briosa já é oficial. Tem 25 anos e actua como "lateral" direito. Começou na formação do Boavista, tendo passado depois por Gondomar e Famalicão, antes de rumar a Braga.
. RUI NEREU (ex-Benfica) - O jovem guarda-redes de 21 anos defendeu as redes dos "encarnados" nos dois jogos da Liga dos Campeões de 2005/2006, frente ao Villareal. Assinou por três épocas.
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RICARDO (ex-Varzim) - Já assinou o guarda-redes de 24 anos e que, esta época, deu nas vistas ao serviço do Varzim, com especial destaque para o encontro da Taça, em que os varzinistas eliminaram o Benfica.
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PEDRINHO (ex-Varzim) - Jovem "lateral" direito de 22 anos, assinou contrato juntamente com Ricardo. Em princípio, deveria continuar na Póvoa por empréstimo, pelo menos até Dezembro. Mas também poderá iniciar a época na Briosa. . MARKUS BERGER (ex-SV Reid, Áustria) - O "internacional" austríaco de sub-21, que actua na posição de defesa central (embora possa jogar, eventualmente, a "lateral" direito) é o primeiro reforço estrangeiro da Académica.
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CRIS (ex-Feirense) - O jovem médio de 23 anos foi a última aquisição oficial da Briosa, tendo assinado contrato por três anos. Poderá ser o tal médio criativo, capaz de jogar a "trinco" ou mais à direita, na posição esta temporada ocupada por Roberto Brum, mas igualmente com capacidade para construir jogo.
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LITO (ex-Naval) - Está apalavrado, devendo assinar nos próximos dias. Acaba de regressar de Cabo Verde, onde passou férias. O avançado, de 32 anos, é um velho conhecido de Manuel Machado, com quem já trabalhou quando representou o Moreirense.
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Quanto a outras possíveis aquisições, o leque de possibilidades tem vindo a reduzir-se. Face às carências do "plantel", eis o que se afigura mais provável:
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- possível contratação de um "lateral" esquerdo. AREIAS (ex-Celta de Vigo) ou DIOGO VALENTE (ex-Marítimo), ambos ligados contratualmente ao FC Porto, poderiam constituir uma das "moedas de troca" na transferência de Lino. Contudo, face às preferências por Hélder Barbosa e Ivanildo, são hipóteses que vão perdendo força; - procura de um médio criativo, em especial se se verificar a saída de Filipe Teixeira. Daí o possível interesse de Manuel Machado em IVANILDO, que poderá vir por empréstimo dos "dragões";
- contratação de um ponta-de-lança estrangeiro, de preferência europeu.
- indefinida a situação de OUSMANE N'DOYE, que esteve emprestado a um clube árabe, mas tem contrato com a Académica. Já FERNANDO, que actuou no Belenenses por empréstimo da Briosa, não é opção para o técnico academista;
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Como referimos num post anterior, a equipa tem vindo a ser constityuída de trás para a frente: depois dos guardiões e dos defesas, será a vez do reforço do "miolo". Logo, o ponta-de-lança deverá ser o último a chegar. Mas isto são apenas conjecturas...
. Resta ainda saber se haverá espaço, no plantel sénior, para algum jogador proveniente dos juniores ou do satélite Tourizense. Pedro Ribeiro, Kay, Traquina, Gonçalo, Ito e Fausto serão alguns que poderão, remotamente, aspirar a um lugar na equipa principal. Para já, o primeiro parece ser o que reune as preferâncias de Manuel Machado.
Taça da Liga marca a estreia oficial da Briosa: conheça a nova prova do futebol português
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional aprovou, em Assembleia Geral, o Regulamento da Taça da Liga, a nova competição criada este ano e em que participam todas as equipas que disputam a Bwin Liga e a Liga de Honra/Vitalis.
Dado o facto de a maioria dos adeptos ainda ter pouco conhecimento dos moldes de disputa e de outros aspectos relevantes da prova, entendemos ser de interesse deixar aqui as partes mais importantes desse documento, que pode ser consultado integralmente no site da Liga, bem como do respectivo calendário para a próxima época.
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FORMATO DA COMPETIÇÃO:
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O seu formato é misto, englobando três eliminatórias a uma "mão", uma a duas "mãos", uma fase de grupo a uma "volta" e, por fim, o jogo da final.
. Fase de eliminação directa:
. É adoptado o sistema de eliminação directa para as 1ª, 2ª e 3ª eliminatórias. Em cada jogo, um clube é qualificado e outro eliminado.
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1ª Eliminatória
É disputada entre os 16 clubes participantes na Liga de Honra/Vitalis. Para o respectivo sorteio, a Liga alinha as equipas da seguinte forma:
. Pote A - Do 3º ao 8º classificado da época anterior na Liga de Honra/Vitalis e os 2 clubes despromovidos da BwinLiga;
Pote B - Do 9º ao 14º classificado da época anterior na Liga de Honra/Vitalis e os 2 clubes promovidos da 2ª Divisão.
Os jogos são disputados no campo dos clubes inseridos no pote B.
. 2ª Eliminatória
É disputada pelos 8 clubes apurados da eliminatória anterior mais os da segunda metade da tabela da Bwin Liga de 2006/2007 e os dois promovidos. Para o respectivo sorteio, o alinhamento das equipas é o seguinte:
. Pote A - Clubes apurados da 1ª eliminatória
Pote B - Do 9º ao 14º classificado na época anterior da BwinLiga e os 2 clubes promovidos da Liga de Honra/Vitalis.
Os jogos são disputados no campo dos clubes inseridos no pote A.
. 3ª Eliminatória
É disputada pelos clubes apurados na eliminatória anterior mais os da primeira metade da tabela da Bwin Liga. Para efeitos de sorteio, as equipas são alinhadas da forma que se segue:
. Pote A - Clubes apurados da 2ª eliminatória
Pote B - Do 1º ao 8º classificado da época anterior na BwinLiga.
Os jogos são disputados no campo dos clubes inseridos no pote A.
. 4ª Eliminatória
Disputam-na os 8 apurados da 3ª eliminatória.
São colocados num pote único, procedendo-se ao respectivo sorteio.
Esta eliminatória é disputada a duas "mãos" e o campo onde se realizará o jogo da 1ª "mão" é igualmente sorteado.
. Fase de Grupo:
. Será disputada em três "mãos" pelos 4 clubes apurados da 4ª eliminatória.
A cada clube são atribuídas, por sorteio, as letras de A a D, sendo disputada segundo o seguinte sistema:
. 1ª "mão": Clube A vs. Clube B e Clube C vs. Clube D
2ª "mão": Clube A vs. Clube C e Clube B vs. Clube D
3ª "mão": Clube A vs. Clube D e Clube B vs. Clube C.
. Os jogos são disputados nos campos designados de acordo com o seguinte critério:
na 1ª "mão", os encontros são designados através de sorteio;
na 2ª "mão", no campo do clube que na 1ª "mão" actuou na qualidade de visitante;
na 3ª "mão", novamente através de sorteio.
No fim desta fase, serão apurados 2 clubes que vão disputar a final.
. Final
. Disputada, em campo neutro, pelos 2 apurados, no sábado de Páscoa (excepto em caso de força maior).
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REGRAS DO JOGO
. Nas 1ª, 2ª e 3ª eliminatórias, caso se verifique um empate no final do tempo regulamentar, o desempate é efectuado através da marcação de pontapés da marca de grande penalidade.
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Na 4ª eliminatória e na Fase de Grupo, os clubes serão pontuados da seguinte forma:
Na 4ª eliminatória, se se verificar um empate de pontuação no final do tempo regulamentar da 2ª "mão", são aplicados os seguinte critérios:
. a) clube que tiver marcado mais golos nas duas "mãos";
b) caso os clubes tenham marcado o mesmo número de golos nas duas "mãos", os golos marcados fora contam a dobrar;
c) Se a igualdade subsistir após a aplicação dos critérios anteriores, proceder-se-á à marcação de grandes penalidades.
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No final da fase de grupo, apurar-se-ão para a final os dois clubes com maior pontuação.
Caso exista igualdade pontual entre dois clubes, será aplicado o seguinte método de desempate, por ordem de prioridade:
. 1º - O maior número de golos marcados na fase de grupo;
2º - O maior número de pontos alcançados no jogo que entre si realizaram;
3º - A maior diferença entre golos marcados e sofridos na fase de grupo;
4º - O maior número de vitórias na fase de grupo;
5º - O menor número de golos sofridos na fase de grupo;
6º - O menor número de cartões vermelhos e amarelos exibidos durante toda a competição.
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OBRIGATORIEDADE DE PARTICIPAÇÃO DE JOGADORES:
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Com excepção das 1ª e 2ª eliminatórias, os clubes são obrigados a apresentar, em cada jogo, pelo menos cinco jogadores que tenham sido incluídos na ficha técnica como efectivos em um dos dois últimos jogos oficiais da época em curso, salvo caso de força maior, comunicado à Liga até cinco dias antes da realização do jogo, e deste que esta os considere justificados.
Os clubes são também obrigados a incluir na ficha técnica como efectivos, em cada jogo disputado, pelo menos dois jogadores "formados localmente" (inscritos na FPF, durante três épocas desportivas, entre os 15 e os 21 anos, inclusive). Esses jogadores terão de actuar um mínimo de 45 minutos, salvo caso de força maior.
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REGRAS DISCIPLINARES:
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As sanções disciplinares aplicadas por referência a outras competições produzem efeitos na Taça da Liga e vice-versa, excepto as que resultam dos cartões amarelos exibidos a jogadores, em que é aplicado o regime que se segue:
a) os cartões amarelos exibidos na Taça da Liga só produzem efeitos naquela competição;
b) os cartões amarelos exibidos noutras competições não produzem efeitos na Taça da Liga;
c) o regime excepcional referido nas alíneas anteriores não abrange as situações em que o jogador é sancionado com um duplo cartão amarelo no mesmo jogo;
d) o sancionamento dos cartões amarelos está sujeito ao regime estabelecido no Regulamento de Competições da Liga (artº 130), com excepção da pena de suspensão aí aludida para os casos de acumulação.
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DISPOSIÇÕES FINANCEIRAS:
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É criado um Fundo Específico, denominado "Fundo de Competição", destinado a suportar as despesas de organização da competição, em especial da respectiva final.
As receitas de bilheteira, deduzidas as respectivas despesas (suportadas pelo clube visitado com a organização do jogo), serão distribuídas da seguinte forma:
a) 45% para cada um dos clubes;
b) 10% para o Fundo de Competição.
Se a receita não for suficiente para o pagamento das despesas de organização e realização do jogo, é accionado o Fundo de Competição para a liquidação do valor em falta.
Os direitos televisivos são divididos da mesma forma, mas depois de deduzidos 30% das respectivas receitas líquidas, que revertem directamente para a Liga.
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PRÉMIOS:
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Os clubes recebem prémios monetários da sua participação, em função das receitas líquidas da exploração publicitária e comercial da prova mais os 30% dos direitos televisivos atrás referidos, depois de deduzidos 10%, que revertem directamente para o Fundo de Competição.
O valor global dos prémios é distribuído de acordo com a progressão dos clubes nas eliminatórias, sendo atribuída a cada fase o montante correspondente à seguinte percentagem:
1ª eliminatória - 19, 75%
2ª eliminatória - 19, 75%
3ª eliminatória - 24,5%
4ª eliminatória - 17,25%
Fase de grupo - 12,25%
Final - 6,5%
Os respectivos valores parcelares são distibuídos por igual entre todos os clubes participantes em cada fase da competição.
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Para além do troféu entregue ao vencedor e de 30 medalhas para cada um dos finalistas, serão ainda atribuídos os seguintes prémios:
a) um troféu para o melhor marcador;
b) um troféu para o melhor jogador (votado pelo público no site da Liga);
c) um troféu para o jogador revelação da competição (escolhido por um jurí constituído por representantes da imprensa desportiva, do operador televisivo que detenha o exclusivo da prova e por um representante do(s) patrocinador(es) oficial(is) da Taça da Liga.
. CALENDÁRIO PARA 2007/2008:
. 4-5 de Agosto (sábado e domingo) - 1ª eliminatória
12 de Agosto (domingo) - 2ª eliminatória 26 de Setembro (4ª feira) - 3ª eliminatória 20-21 de Outubro (sábado e domingo) - 4ª eliminatória (1ª "mão") 31 de Outubro (4ª feira) - 4ª eliminatória (2ª "mão") 9 de Janeiro (4ª feira) - Fase de Grupo (1ª "mão") 23 de Janeiro (4ª feira) - Fase de Grupo (2ª "mão") 30 de Janeiro (4ª feira) - Fase de Grupo (3ª "mão") 22 de Março (sábado de Páscoa) - Final .
De acordo este calendário e as disposições do Regulamento acima transcritas, a Académica entrará em competição na 2ª eliminatória, dia 12 de Agosto. Nesse dia, defrontaremos, "fora", uma equipa da Liga de Honra/Vitalis. Será, assim, o primeiro jogo oficial da nova época.
Caso sejamos apurados para a 3ª eliminatória, defrontaremos, em Coimbra, no dia 26 de Setembro, um dos seguintes adversários: FC Porto, Sporting, Benfica, Braga, Belenenses, Paços de Ferreira, U. Leiria ou Nacional.
Sim à paz e à concórdia, não ao populismo e à arruaça
Após uma semana de intenso trabalho, que não deixou espaço para grandes aventuras na blogosfera, constato que pouco ou nada de significativo ocorreu no mundo da Briosa. Mais uma "carrada" de jogadores referenciados, mas nenhuma aquisição. Assim, é o jogo de preparação com o V. Guimarães, agendado para o dia 14 de Julho, na Tocha, que continua a alimentar a discussão nos meios académicos.
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Indo, porventura, contra a opinião dominante, defendi aqui a normalização das relações institucionais com a colectividade vimaranense e a realização do referido encontro.
Ao assumir abertamente essa posição, sinto ter quebrado um tabu. Daí algumas reacções mais inflamadas que pude constatar em alguns comentários.
Como já referi, já passaram quase 20 anos após o famigerado "caso N'Dinga" e Pimenta Machado há dois anos que deixou de ser presidente do clube da cidade-berço. Por isso, é tempo de virar a página e normalizar as relações entre os dois clubes.
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Argumentam os opositores com o respeito pela memória. Ora, se a preservação da memória histórica é fundamental para a identidade de qualquer instituição (um país, uma empresa ou um clube de futebol), a verdade é que a obsessão, manipulação e mi(s)tificação dessa memória é que está na base de todas as guerras e conflitos.
Tomemos como exemplo as guerras que, de 1991 a 1999, devastaram quase toda a antiga Jugoslávia, da Eslovénia ao Kosovo, com especial destaque para as verdadeiras carnificinas que ocorreram na Bósnia-Herzegovina.
Aí, sérvios, croatas e muçulmanos jogavam com as memórias de antigas guerras para justificar o injustificável. Querem maior irracionalidade que a ideia sérvia de que o Kosovo (habitado por 90% de albaneses) lhes pertence só porque aí perderam uma batalha há 700 anos atrás?
Estes exemplos servem apenas para mostrar o perigo dos constantes apelos à memória, em que os "nossos" são sempre os "bons" e os "outros" sempre os "maus". Por essa lógica, as guerras seriam infinitas.
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Voltando, agora, à questão em apreço, julgo que a oposição à realização do referido jogo-treino é mais um episódio das lutas políticas internas no seio da nossa instituição.
Não é por acaso que a campanha contra o reatamento dos laços com o V. Guimarães partiu (e tem sido dinamizada) pelos sectores oposicionistas afectos à direcção de Campos Coroa, que vêem aqui uma forma de tentar "entalar" a Direcção. Isto sem embargo de haver apoiantes dos actuais dirigentes que são abertamente contra o jogo, enquanto que alguns dos seus opositores manifestam uma posição de maior abertura.
No fundo, o apelo ao "patriotismo" (neste caso, ao academismo), à memória, à luta contra o inimigo externo são a marca de todos os populismos. E, para quem está na oposição, o apelo populista é uma tentação a que poucos conseguem fugir.
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Dentro do espírito liberal e tolerante por que procuro pautar a minha actuação, a discordância é inteiramente legítima e ninguém é mais ou menos académico por defender uma ou outra posição. Entendo, aliás, que todos os que não concordam com a realização da partida procurem fazer valer a sua opinião utilizando os meios que os Estatutos da instituição lhes conferem, inclusive a convocação de uma Assembleia Geral extraordinária. Agora, o que não posso concordar é que se apele a que "em última instância, se o jogo não for desmarcado, no dia do próprio encontro para impedir a sua realização a qualquer custo".
Com efeito, há aqui um apelo implícito ao uso da violência que é meu dever denunciar. Não apenas porque entendo o seu uso como a pior forma de resolver conflitos mas também porque, a ocorrer qualquer incidente desse tipo, seria um golpe para a imagem da Académica. Ou seja, um verdadeiro "tiro no pé".
O mais estranho (ou talvez não...) é que o referido apelo vem de quem se afirma defensor dos valores académicos. Será que neles se inclui a arruaça?
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Para mim, se desporto deve ser sempre sinónimo de aproximação e não de afastamento entre os Homens, desporto académico deve sê-lo ainda mais. A paz e a concórdia são valores académicos, o populismo e a arruaça não. Normalizando as relações com o V. Guimarães e realizando o jogo-treino, a Briosa dará uma lição de superioridade moral, que deve ser a sua marca distintiva e muito contribuirá para voltar a ganhar o respeito da generalidade dos adeptos do futebol.
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Ainda sobre este tema, mais duas notas:
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1 - Sempre considerei desastrosa a gestão de Campos Coroa. Apesar de tudo, tenho o antigo presidente por grande académico e pessoa séria.
Por isso, estranhei o comentário que proferiu à agência Lusa, eivado de demgogia: "A minha direcção ganhou o caso na Relação e a direcção que me sucedeu perdeu-o no Supremo". Para além de não ser bonito atirar para outém responsabilidades próprias (quem não aceitou os 750 mil euros que a FPF ofereceu?), ainda é pior quando o outro (neste caso o falecido presidente João Moreno) já cá não está para se defender. Ou seja, o ex-presidente perdeu uma boa ocasião para estar calado!
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2 - Na mesma ocasião, a agência Lusa abre com a seguinte notícia: "A marcação de um jogo particular de futebol entre a Académica e o Vitória de Guimarães para o próximo dia 14 de Julho já deu origem a uma petição por parte de centenas de associados, que se manifestaram contra a iniciativa".
Ora, ao visitar o site onde se encontra a referida petição vejo que ela ainda só conseguiu, no momento em que escrevo, umas míseras 40 assinaturas.
Fui correspondente desportivo da Lusa (curiosamente, na altura do "caso N'Dinga") e sei que ela possuia, nessa altura, um Livro de Estilo extremamente exigente. Funcionando como "grossista da informação", o jornalista da agência tem de obedecer à mais estrita objectividade, não podendo manifestar a sua opinião sobre aquilo que noticia. Ao mesmo tempo, deve ser extremamente rigoroso na narração dos factos.
Ao transformar quatro dezenas em centenas, o autor da notícia cometeu uma falha deontológica que, se já era grave noutro órgão de comunicação social, é imperdoável numa agência noticiosa.
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*Por estar a suscitar uma discussão mais acesa, este post (publicado ontém) foi puxado para cima.
Bruno Cristiano Santos, vulgarmente conhecido por Cris, é o mais recente reforço da Briosa. Tem 23 anos, é médio e actuava no Feirense, da Liga de Honra. Ao que tudo indica, o jogador deverá assinar um contrato por três anos e ser apresentado na próxima segunda-feira.
Mais uma contratação surpresa e igualmente com o "dedo" do técnico Manuel Machado. O treinador academista apreciou bastante as suas qualidades nos diversos jogos-treinos que a equipa efectuou em Santa Maria da Feira no decurso da época agora finda.
Poderá ser o tal médio criativo, capaz de jogar a "trinco" ou mais à direita, na posição esta temporada ocupada por Roberto Brum, mas igualmente com capacidade para construir jogo.
Uma curiosidade: à excepção do médio Licá (ex-Social de Lamas), confirmado ainda antes do final da época, parece que a equipa para a próxima época está a ser construída sector a sector, começando por trás.
Assim, depois dos guarda-redes Ricardo (ex-Varzim) e Rui Nereu (ex-Benfica) e dos defesas Pedro Costa (ex-Sp. Braga), Pedrinha (ex-Varzim), Orlando (ex-Freamunde) e Markus Berger (ex-SV Ried) será agora a vez do reforço do meio-campo. Se assim for, os avançados ficarão para o final.
Luís Godinho, renunciou ao seu cargo na direcção da Académica há cerca de dois meses atrás, quando na altura rebentou a polémica sobre o jogador Dame, num caso sobejamente conhecido por todos os que diariamente lêem este e outros espaços de informação da nossa Académica. .
Acontece pois, que fala-se agora na possibilidade do empresário do ramo automóvel regressar à equipa directiva da Briosa, esquecendo todo um passado extremamente recente, que pôs em causa o bom nome de um clube com tantas tradições, pondo em causa toda a dignidade de quem dirige a instituição, e mais do que isso, aceite a culpa dos acontecimentos uma vez que a punição foi dada ao dirigente, e o jogador que denunciou o caso não levou um único processo, algo demasiadamente indiciador do que o que se passou foi realmente verdade, e que a direcção não refutou nunca nem em nenhuma ocasião, nem em nenhum ponto. .
Serve então esta ocasião, para relembrar tudo o que na altura se passou, mas com a vantagem de agora ser a frio, sem as influências do momento e devidamente reflectido. .
É nesta altura escusado contar toda a história do jogador, que chegou pelo irmão, assinou o contrato que todos conhecemos e que tinha mais uma época de opção depois da primeira conforme fosse o desejo, ou não, da Académica. Passou-se então, como todos nos recordamos que o atleta em causa alegou que a Briosa não tinha quaisquer direitos sobre o seu futuro e que assim poderia rumar a outras paragens caso fosse esta a sua intenção. Dias mais tarde a “bomba” estourou. Luís Godinho enquanto empresário no ramo automóvel tinha um carro para vender ao Senegalês e no meio de contratos sobre a viatura havia um para a prolongação do contrato que o ligava à Académica por mais duas épocas. Acontece que Dame deu conta do que lhe estavam a fazer e indignou-se como qualquer um de nós faria no seu lugar. Na sequência de tudo isto foi obrigatório que o dirigente pedisse a sua suspensão.
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Mas face a estes acontecimentos parecem-me necessárias cinco questões fulcrais:
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1. Tem um vice-presidente competência para oferecer um contrato a um jogador sem este primeiro passar pelo presidente do clube?
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2. Se foi assim porque é que só o dirigente em causa assumiu as culpas do sucedido e suspendeu o mandato?
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3. Porque é que passados mais de dois meses ainda não houve da parte da Académica um comunicado a explicar o sucedido, e consequentemente assumindo as razões suspensão de Luís Godinho? ..
4. Quem fez os contratos de Fábio Felício, Zé António e agora Dame? Recorde-se que aos dois primeiros foi dada razão aos atletas nas instâncias jurídicas… .
5. Todos os ano a situação se tem vindo a repetir, de que forma estão a ser salvaguardados os interesses da instituição?
É uma notícia que nos deixa a todos tristes, ver Roberto Brum - aquele que foi por muitos considerado o herói da manutenção 2004/2005 - ir embora para Braga. O jogador que tinha ainda mais um ano de contrato pela Académica aceitou a rescisão amigável com a direcção e ficou assim livre de escolher o seu destino. Parecendo inevitável a sua saída, entendeu assim José Eduardo Simões que seria melhor para a Académica perder o jogador já e poupar no pagamento de mais um ano de salário ao jogador. Uma situação idêntica à de Hugo Alcântara na época passada.
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Roberto Brum chegou à Académica como uma prenda para Nelo Vingada, recém-chegado ao comando técnico da Briosa. Fez jus à sua alcunha de "Parede" e o 88 conquistou rapidamente um lugar no onze da Briosa. Em mais duas épocas de losango ao peito, nunca conseguiu repetir o nível exebicional mas a verdade é que foi sempre um dos melhores dos de preto em cada jogo. "Não sabe jogar mal" foi várias vezes a expressão escolhida na análise individual dos resumos aos jogos do Simplesmente Briosa. É verdade que foi das contratações mais caras da história da Académica. No entanto, penso que os 1,5 milhões de Euros dispendidos na sua compra, foram justificados nas exibições de Roberto Brum em 2 anos e meio não sendo por isso "catastrófica" esta sua saída.
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Hoje, vou ter de tirar do placard de cortiça os recortes de jornal que foram sendo coleccionados desde a sua chegada. "O dono do jogo" - como caracterizava o jornal O Jogo antes da vitória da Académica em Alvalade - não será visto como traidor quando regressar a Coimbra e o Simplesmente Briosa deseja-lhe assim as melhores felicidades no seu futuro.
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Deixo aqui um texto publicado em 21 de Junho de 2005 aqui no Simplesmente Briosa quando venceu a votação de jogador do ano: . "Chama-se Roberto Brum Vallado e é natural de São Gonçalo, Rio de Janeiro. Passou a sua infância no bairro de Paraíso onde deu os seu primeiros pontapés na bola. Foi dando nas vistas no campeonato brasileiro ao serviço do Coritiba e teve um dos pontos altos da sua carreira ao fazer o golo da jornada no Brasil ao fazer um chapéu em remate perfeito contra o São Paulo, batendo Rogério Ceni. Hoje aos 26 anos é o patrão do meio campo da Académica e ganhou o carinho dos adeptos.
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Exibições de grande classe e regularidade levaram-no rapidamente à titularidade da Briosa onde enverga o numero 88, um numero que enche toda a camisola, da mesma forma que Brum enche todo o campo com as suas exibições. Ganhou com o tempo em Coimbra a alcunha de 'a parede' e foi frequentemente eleito pela imprensa com um dos melhores em campo nas partidas que disputa.
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Brum parece estar em todo lado... a defender é uma parede intransponível, e é igualmente forte a integrar a manobra ofensiva da equipa. Recupera muitas bolas e é incansável no pressing. 'A Parede' teve ao longo do ano de uma importância extrema para a Briosa e o objectivo da manutenção ficou mais próximo desde a chegada de jogadores como este.
Mas não se limita ao campo a excelente acção de Roberto Brum. Brum é um jogador diferente, é alguém que luta, alguém que trabalha, que dá tudo o que tem em campo e foi peça chave para o assegurar da manutenção da Académica. Para o ano, esperamos mais Briosa e o mesmo de Brum, aquele que já é para muitos o melhor médio defensivo academista da última década. "
Já de camisola preta vestida o austríaco Marcus Berger assinou por 3 anos e considera que “vir jogar no campeonato português é fantástico. Tenho as melhores referências da Académica e vou dar o meu melhor para ajudar a equipa a cumprir os objectivos”. O jogador actua como defesa central ou até defesa direito e colmata assim uma das vagas deixadas por Danilo e Medeiros.
No entanto, o ingresso de João Alves no Vitória de Guimarães ou na Académica seria sempre numa situação de empréstimo por parte do Sporting mas, no entanto, há ainda um obstáculo a ultrapassar: o futebolista, com mais um ano de contrato com os leões, não está na disposição de abdicar de um cêntimo do seu salário, pelo que os leões teriam de encontrar uma plataforma de entendimento com uma destas formações para a cedência do jogador.
A solução que mais agradaria aos responsáveis da SAD seria a venda definitiva do passe do jogador, mas, até ao momento, ainda não apareceram interessados.
Depois de quinze dias de grande agitação nos meios académicos, em que surgiam em catadupa notícias de entradas e saídas de jogadores, a semana que findou foi bastante mais calma. Foi, essencialmente, de confirmações: quer da vinda de atleta que há muito eram dados como certos, quer do falhanço de algumas possíveis contratações.
Hoje, surgiram já algumas notícias que dão conta de novas hipóteses, todas elas dentro do perfil adoptado para as novas aquisições: jogadores portugueses ou da Europa Central e de Leste, normalmente jovens e ambiciosos, escolhidos de acordo com as orientações definidas pelo técnico Manuel Machado. Como referimos anteriormente, não podemos "embandeirar em arco", até porque algumas das contratações estão apalavradas mas os contratos ainda não estão assinados. E todos sabemos que, nos bastidores do futebol, "até ao lavar dos cestos é vindima". .
Eis, então, as informações que possuímos neste momento sobre a nova "revolução no plantel" e concomitante "limpeza do balneário", começando pelos jogadores que representaram a Académica na época agora finda: .
PEDRO ROMA - Renovou por mais uma época, com outra de opção. Apesar dos seus 37 anos, o guarda-redes titular e "capitão" é um símbolo da Briosa e tudo se conjuga para que termine a sua carreira na Académica, como merece. . DOUGLAS - O guarda-redes que nunca alinhou oficialmente foi dispensado.
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EDUARDO - Recebeu uma proposta de renovação, provavelmente para ser emprestado. Há a possibilidade de substituir Zivanovic como treinador de guarda-redes.
NUNO LUÍS - A sua saída está confirmada. Apesar de ter direito de opção sobre o clube, o jogador (que passou as duas épocas lesionado) chegou a acordo com o presidente para não exercer essa prerrogativa. Em declarações ao "Maisfutebol", manifestou interesse em prosseguir a carreira noutras paragens.
SONKAYA - Estava emprestado pelo FC Porto e, depois do seu triste desempenho, foi devolvido à procedência.
SARMENTO - Tem contrato e vai continuar.
LITOS - Também tem contrato e permanecerá no plantel.
KÁKÁ - Renovou até 2010. A sua continuidade é certa.
DANILO - Apesar de possuir mais um ano de contrato, não era opção para Manuel Machado. Chegou a acordo com o clube para a rescisão.
MEDEIROS - Mais uma saída certa. As suas prestações não convenceram e não renovou o contrato.
LINO - Assinou pelo FC Porto, num negócio que terá rendido cerca de 150 mil euros aos cofres da Briosa e, em princípio, mais dois jogadores.
LIRA - Apenas jogou (e mal) na Taça, na Tapadinha. Dispensado.
VÍTOR VINHA - Acabou de renovar por três anos. Uma boa notícia, pois é um jovem "da casa" e "internacional" sub-21.
PAULO SÉRGIO - Renovou até 2009 e é um dos poucos cuja permanência está garantida.
ALEXANDRE - Não vai continuar. Já está no Brasil e é provável que assine pelo Curitiba.
PAVLOVIC - Tem contrato até 2009 e mantém-se em Coimbra.
ROBERTO BRUM - A sua saída está confirmada. O seu salário (mais de 25 mil euros mensais) era incomportável para as finanças da Académica. Por outro lado, tinha mais um ano de contrato e nenhum clube se mostrou disposto a pagar a cláusula de rescisão. A direcção optou, então, pelo mal menor: rescindir, ficando o jogador com o passe na mão. Uma decisão controversa e que foi objecto de acesa discussão no seio dos associados. Todas as notícias apontam para Braga como seu destino na próxima época.
NUNO PILOTO - Apesar de ter sido pouco utilizado, tem contrato e vai continuar.
MIGUEL PEDRO - A sua continuidade parece posta em causa, embora nada seja ainda certo. Tem duas propostas do estrangeiro, rondando o milhão de euros: uma dos ucranianos do Shakthar Donetsk, outra dos gregos do Olympiakos. Ambas são, porém, muito inferiores à sua cláusula de rescisão (cifrada em 2,5 milhões). Dada a sua juventude e consequente margem de progressão, seria um jogador a manter. Porém, face às dificuldades financeiras da instituição, um eventual negócio poderá não ser desinteressante.
DAME - Tudo indica que já está comprometido com o Panathinaikos, da Grécia. Desde o triste episódio que o opôs a Luís Godinho que a sua vontade passou a ser a saída. Contudo, o "divórcio" poderá ser litigioso, já que a direcção entende que a Académica tinha direito de opção para as próximas duas épocas e que o terá exercido até 30 de Abril. O futebolista e o seu empresário têm uma visão diferente do contrato, alegando que aquela cláusula não tem valor jurídico. A questão foi colocada à FIFA, que, em princípio, entende que a Académica tem direito a receber uma compensação pela formação do jogador.
FILIPE TEIXEIRA - Manuel Machado terá colocado a sua continuidade como condição para a sua renovação e a direcção não tenciona facilitar a sua saída. Contudo, o contrato do jogador tem uma cláusula de rescisão de 750 mil euros e, se houver algum clude disposto a pagá-la, nada mais resta à Briosa que embolsar aquela importância e deixá-lo sair. Tendo sido pai há menos de um mês, o atleta parece não querer sair para muito longe do país. Caso não seja despromovido, o Celta de Vigo parece a possibilidade mais séria, até porque, em Portugal, só os três "grandes" poderiam pagar aquele montante.
HÉLDER BARBOSA - Só regressará a Coimbra se houver vontande coincidente da Académica, do FC Porto e do próprio atleta. O negócio de Lino pode, contudo, ter aberto a porta ao seu regresso a Coimbra, novamente por empréstimo. Até porque só dentro de dois meses estará totalmente recuperado da grave lesão que sofreu, o que torna quase impossível a sua integração no plantel dos "dragões". Mas nada é certo.
GELSON - Tem contrato, mas Manuel Machado não conta com ele. A Académica está a tentar negociar a rescisão, a exemplo do que sucedeu com Danilo. Ou, então, emprestá-lo.
NESTOR ALVAREZ - Não fica, apesar de ter contrato. A direcção está a negociar a respectiva rescisão ou um possível empréstimo.
GYANO - Tem contrato e vai permanecer em Coimbra.
CLÁUDIO “PITBULL" - Estava emprestado pelo FC Porto e é dado como provável reforço do Leixões.
JOEANO - O seu passe continua a pertencer ao Beitar de Jerusalém. Porém, o jogador já disse não querer continuar em Israel. Contudo, é praticamente certa a sua saída da Académica. Se continuar em Portugal, Leiria é o destino mais provável, embora o Braga ainda esteja na corrida.
SÍLVIO - O jovem jogador não terá convencido Manuel Machado. Poderá voltar a ser cedido ao Tourizense. . Quanto a aquisições, a situação é a seguinte: . LICÁ (ex-Social de Lamas) - Está oficialmente confirmado. Tem 18 anos e é médio-ala. Trata-se de um jovem bastante promissor mas que poderá experimentar algumas dificuldades na passagem directa da 3ª Divisão para a Liga principal.
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ORLANDO (ex-Freamunde) - Está igualmente confirmado. Tem 27 anos e é defesa central. Formado nas camadas jovens do V. Guimarães, representou depois o Fafe e o Moreirense, sempre treinado por Manuel Machado, antes de rumar a Freamunde, onde se sagrou campeão nacional da 2ª Divisão. . PEDRO COSTA (ex-Braga) - Outro jogador cuja ligação à Briosa já é oficial. Tem 25 anos e actua como "lateral" direito. Começou na formação do Boavista, tendo passado depois por Gondomar e Famalicão, antes de rumar a Braga. .
RUI NEREU (ex-Benfica) - O jovem guarda-redes de 21 anos defendeu as redes dos "encarnados" nos dois jogos da Liga dos Campeões de 2005/2006, frente ao Villareal. Assinou por três épocas.
. RICARDO (ex-Varzim) - Já assinou o guarda-redes de 24 anos e que, esta época, deu nas vistas ao serviço do Varzim, com especial destaque para o encontro da Taça, em que os varzinistas eliminaram o Benfica. . PEDRINHO (ex-Varzim) - Jovem "lateral" direito de 22 anos, assinou contrato juntamente com Ricardo. Porém, continuará na Póvoa por empréstimo, pelo menos até Dezembro.
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MARKUS BERGER (ex-SV Reid, Áustria) - O "internacional" austríaco de sub-21, que actua na posição de defesa central (embora possa jogar, eventualmente, a "lateral" direito) é o primeiro reforço estrangeiro da Briosa. . LITO (ex-Naval) - Está apalavrado, devendo assinar quando regressar de Cabo Verde, onde se encontra de férias. O avançado, de 32 anos, é um velho conhecido de Manuel Machado, com quem já trabalhou quando representou o Moreirense. . Quanto a outras possíveis aquisições, apresentamos algumas possibilidades: . - ingresso de DEVIC (ex-central do Beira Mar), eventualmente em trânsito para o FC Porto e com o apoio do grupo espanhol que apostou, na época agora finda, no emblema aveirense; - possível contratação de AREIAS, "lateral" esquerdo ligado ao FC Porto e actualmente emprestado ao Celta de Vigo, incluído no negócio de Lino. DIOGO VALENTE, que era dado como certo no Nacional, não pretende continuar na Madeira e poderá ser alternativa;
- procura de um médio criativo, para prevenir uma eventual saída de Filipe Teixeira. Daí o possível interesse em IVANILDO, que poderia vir por empréstimo dos "dragões";
- indefinida a situação de OUSMANE N'DOYE, que esteve emprestado a um clube árabe, mas tem contrato com a Briosa; - contratação de um ponta-de-lança estrangeiro, de preferência europeu.
- Nuno Diogo, que chegou a parecer certo, deverá representar a Naval, enquanto Lucas, com várias propostas do estrangeiro, está cada vez mais longe. Resta ainda saber se haverá espaço, no plantel sénior, para algum jogador proveniente dos juniores ou do satélite Tourizense. Kay, Traquina, Pedro Ribeiro, Gonçalo, Ito e Fausto serão alguns que poderão, remotamente, aspirar a um lugar na equipa principal.
O jovem "lateral" esquerdo Vítor Vinha, "internacional" sub-21, chegou a acordo com a Académica, tendo renovado o seu contrato por três anos.
Depois de tudo ter parecido perdido, com o clube e o jogador irredutíveis nas suas posições relativamente às questões salariais, o bom senso prevaleceu, permitindo que o atleta permaneça entre nós.
Para o feliz epílogo contribuiu a vontade do jogador, produto da nossa formação, em permanecer em Coimbra.
O "Simplesmente Briosa" congratula-se com esta notícia e deseja-lhe as maiores felicidades.
É hoje feriado nacional celebrando-se o dia de Portugal. Este foi o dia escolhido por marcar a morte de um dos maiores poetas portugueses, em 1580. Luís Vaz de Camões é o gigante das letras e um dos grandes poetas da Humanidade. Além de “Os Lusíadas”, deixa uma vastíssima obra poética. Viveu uma infância de privações, mas a sua curiosidade de aventureiro fê-lo alistar-se na milícia do ultramar. Viveu várias adversidades em Goa. O autor que sobreviveu a todas as intempéries mostra, quase cinco séculos depois, que a sua poesia escapou ilesa ao passar do tempo. Camões é, sobretudo, o símbolo de Portugal.
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O local do seu nascimento é incerto, mas a verdade é que Camões tem raízes coimbrãs. O poeta terá estudado Humanidades na nossa cidade mágica e por certo, corria-lhe já o sangue académico. . Hoje, deixo aqui um poema escolhido há dois anos pelo Gonçalo Cabral e que, a meu ver, retrata na perfeição o Sonho que todas as épocas nos persegue - a conquista da Taça de Portugal.
"Se me vem tanta glória só de olhar-te
É pena desigual deixar de ver-te
Se presumo com obras merecer-te Grão paga de um engano é desejar-te.. .
É sem dúvida o caso mais polémico no mercado de Verão para a Académica de Coimbra. Dame N'Doye, por muitos apontado como a revelação da época está de costas voltadas com a Briosa e, embora o jogador tenha afirmado serem falsas as notícias de já ter sido confirmado no Panathinaikos, foi visto na Grécia sendo certa a sua saída.
A questão polémica prende-se com o contrato que o jogador assinou no início da época. Este tinha a duração de um ano mas caso a direcção pretendesse accionar em tempo útil uma cláusula de prolongamento, ficaria com os direitos do jogador por mais dois anos. Esta é a versão do lado da Académica, enquanto que para Dame esta clausula não tem qualquer validade. Para a FIFA - Federação Internacional de Futebol, a Académica parece ter razão embora não seja ainda uma decisão definitiva o que daria uma compensação monetária por incumprimento do contrato. No entanto, afirma também que Dame não é obrigado a ficar sendo que a saída do senegalês dará aos cofres coimbrenses, pelo menos, uma verba relativa a um ano de formação.
Há três anos a esta parte, consecutivamente se têm gerado grandes expectativas em redor do futuro plantel da Académica para a época que se vai aproximando. “Desta é que vai ser” grita-se em redor de um projecto, de uma alma Académica, que nos faz acreditar que o sonho é possível, e o céu é o nosso limite. Acontece que, descuramos quase sempre a valia dos nossos adversários, e passamos a contar apenas e só com os nossos trunfos, fruto da qualidade de dois ou três atletas de excepção.
Recordo-me por vezes, de há duas épocas atrás, depois de uma recuperação final da equipa orientada por Nelo Vingada, expectava-se uma grande época, na sequência das jornadas finais de grande futebol apresentado pelos estudantes, que dessem continuidade a esse mesmo futebol, e porque não, a esses mesmos pontos. Foi então em inícios de Agosto, que o SimplesmenteBriosa teve direito a uma entrevista com o Presidente José Eduardo Simões. Lembro-me na altura, de que a meio de uma parte completamente informal da mesma, enquanto falávamos sobre o que poderia ser essa nova Académica que se avizinhava, o presidente falava da defesa composta por 5 elementos que eram Pedro Roma, indiscutível, auxiliado por Nuno Luís, José Castro, Hugo Alcântara, e um até então desconhecido para os adeptos, Lira, notoriamente apreciado pelo chefe máximo do futebol estudantil, que o caracterizava como um “lobito” que lutava sempre por mais, naquilo que era o espírito que se queria criar para o plantel. Perguntei na altura qual era a alternativa a Nuno Luís e a Lira, e se achava que Hugo Alcântara estava à altura de substituir José António no eixo da defesa. A resposta foi firme, e disse que Hugo Alcântara não era incomparavelmente melhor que Zé António, isso não, mas que não lhe parecia que se perdesse qualidade nessa troca, para além de ser impossível de que esta não se realizasse, dado o desejo do jogador. Como alternativas nas laterais falou-nos de Vítor Vinha e Nuno Piloto, e se o primeiro não conhecia ainda na altura, e mais tarde até foi colmatada com a vinda de Ezequias, o segundo colocava-me muitas reservas, face a um jogo que vi nessa temporada, em que Zé Pedro do Belenenses passou várias vezes por Nuno Piloto. O presidente respondeu “mas isso foi mais na primeira parte…depois melhorou”. Engoli…
Recordo ainda, que para outras áreas do terreno, falou da melhoria de qualidade na troca da asa esquerda do ataque com Fernando no lugar de Dário, e desvalorizou as saídas de vários jogadores influentes como se pôde ler na entrevista da altura, que de resto, se encontra nos nossos arquivos e pode ser consultada.
A época foi o que se sabe, um jogo de doidos em Coimbra na última jornada, com uma recuperação milagrosa nos últimos minutos com golos de Joeano, que valeu por toda uma época.
Mas a esperança voltava a renascer… Era o Manuel Machado, o homem da Europa, este ano é que não ia falhar mesmo! E mais do mesmo, uma defesa com carências… reforços tardios e alguns de qualidade duvidosa, uma equipa desequilibrada, mas as entradas de jogadores como Pavlovic, Miguel Pedro, Gyano, Lino, Káká, prometiam dar muitas alegrias aos adeptos, e com Manuel Machado ao leme? Só podia dar Europa!
Mais um ano… só contavam as nossas individualidades! A época foi o que se viu e parece que este ano queremos voltar ao mesmo ponto, o ponto zero!
Já reparam que as contratações com que vibramos até agora são: -Dois Guarda Redes para substituir Pedro Roma (estaria aqui o problema principal?) -Um defesa direito que num ano fez 5 jogos não pelo Sporting, não pelo Real Madrid, mas pelo Braga? -Um defesa central que se diz de grande calibre mas que por enquanto ainda não passa de mais um desconhecido -Dois jogadores desconhecidos de divisões inferiores
É certo que são soluções que podem dar estabilidade, mas é notório que para que se alcance uma equipa capaz de lutar pelos 10 primeiros lugares há que fazer bem mais do que o que foi feito até agora… Vamos aguardar por desenvolvimentos, daqui a um mês cá estaremos para ajuizar todas as contratações, que se espera que sejam parte do rumo que nos conduzirá à tão ansiada tranquilidade.
De acordo com o jornal "Record", o defesa-central Nuno Diogo, que na época passada representou o Penafiel na Liga de Honra, será reforço da Académica.
O jogador, de 25 anos, era também pretendido pelo Leixões, mas acabou por ser mais forte a vontade de trabalhar com Manuel Machado em Coimbra. A Briosa já contratara o austríaco Markus Berger para o centro da defesa.
Nuno Diogo é um produto das escolas do Sporting, tendo representado a equipa B. Jogou no Leça e o Salgueiros, antes do Penafiel.
Admito que este post não é nada pacífico e que muitos associados e simpatizantes da Briosa (inclusive, porventura, alguns dos meus colegas editores) estarão em completo desacordo com ele.
Mas confesso que desde há algum tempo que aguardava o momento mais oportuno para o escrever.
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A oportunidade surgiu hoje, face ao agendamento de um jogo-treino entre a Académica e o Vitória de Guimarães, a realizar na Tocha, no próximo dia 14 de Julho, algo que já suscitou algumas reacções de desagrado.
Recordamos que, na época transacta, também esteve marcado um encontro de pré-época entre os dois clubes, que acabou por ser cancelado face à reacção de um grande número de adeptos da Briosa..
Essa posição filia-se no corte de relações entre as duas colectividades, ocorrido na sequência do tristemente célebre "caso N'Dinga", no final da época de 1987/88. Na altura, a inscrição irregular do jogador congolês dos vimaranenses ditou a descida da Académica à 2ª Divisão, de onde só sairia nove anos depois.
Argumentam os opositores à realização da partida que ela constitui uma traição à memória dos associados, invocando, inclusive, o falecido presidente Jorge Anjinho..
Ora, pela minha parte, não estou de acordo com esses consócios. Ao invés, defendo o reatamento das relações institucionais com o clube de Guimarães. Uma posição "politicamente incorrecta", quiçá minoritária, mas que entendo dever assumir.
Significa isso que vamos esquecer tudo aquilo de que fomos vítimas? Com certeza que não. Nem pretendo que passemos a ser grandes amigos deles e que andemos todos aos abraços e aos beijos. Apenas que tenhamos o relacionamento mínimo entre duas colectividades que pertencem à Liga Portuguesa de Futebol Profissional. .
A verdade é que, no futebol moderno e altamente profissionalizado dos nossos dias, esses cortes de relações não fazem qualquer sentido.
Por outro lado, julgo que, passados quase 20 anos da ocorrência e tendo o então presidente vitoriano, Pimenta Machado (principal responsável pelo caso e autor de algumas afirmações altamente ofensivas para a Briosa e os seus dirigentes) deixado de dirigir os destinos do clube, julgo estarem criadas as condições para resolver esse contencioso.
Recordo, aliás, que, à época (era eu jornalista desportivo da agência Lusa), o então presidente Jorge Anjinho declarou que o corte de relações duraria enquanto a colectividade da cidade-berço fosse presidida por aquele dirigente. O que, desde há dois anos, não se verifica.
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Aliás, se transpusermos este caso para as relações entre países, Portugal também reatou as relações diplomáticas com a Indonésia, que estavam cortadas após a invasão de Timor-Leste.
E, se as memórias se sobrepusessem à paz, a França e a Alemanha ainda hoje andariam a guerrear-se em lugar de constituirem o núcleo central do processo de integração europeia. Nem o Egipto e a Jordânia teriam assinado a paz com Israel, mesmo sem a resolução do problema palestiniano..
Entendo, aliás, que, ao promover a retoma das relações com os vimaranenses, a Académica daria uma demonstração de superioridade moral, na linha dos valores académicos que marcam a nossa diferença face a outras colectividades. Sempre ouvi dizer que saber perdoar é uma grande virtude. O que, obviamente, não é sinónimo de esquecimento!
Últimas notícias: Eduardo convidado a renovar, Vítor Vinha mais perto de sair e Filipe Teixeira de ficar
Surpreendentemente, o guarda-redes suplente Eduardo recebeu uma proposta de renovação por parte da direcção da Briosa.
A verdade é que depois de ter acertado a renovação com Pedro Roma e de ter assegurado o concurso de Ricardo (ex-Varzim) e Rui Nereu (ex-Benfica), a Académica teria preeenchido o seu trio de guarda-redes.
Se é certo que Ricardo ainda não foi apresentado oficialmente, a verdade é que esse facto deve-se apenas a pormenores burocráticos referentes à rescisão com o Varzim.
Tudo indica, assim, que, caso aceite a proposta, Eduardo seja emprestado, muito provavelmente ao satélite Tourizense.
Entretanto, complica-se a renovação de Vítor Vinha com a Briosa.
A proposta da Académica não agrada ao jogador, mas o certo é que a direcção não está disposta a subir os números que apresentou.
O acordo apresenta-se difícil, algo a que também não será estranho o facto de o atleta ser representado pelo nosso ex-futebolista Marcelo, que tem, como sabemos, um conflito judicial com a instituição.
Em contrapartida, Filipe Teixeira poderá manter-se em Coimbra.
Tendo sido pai há apenas 15 dias, o jogador estará menos receptivo a seguir para o estrangeiro.
Como, em Portugal, só os três "grandes" parecem ter condições de pagar os 750 mil euros da cláusula da rescisão, tudo indica que, se nenhum deles se mostrar interessado nos seus serviços, o atleta ficará em Coimbra.
O jovem guarda-redes Rui Nereu, que representava o Benfica, assinou hoje contrato com a Académica para as próximas três épocas.
O novo reforço academista tem 21 anos e, na época transacta, actuou na Liga dos Campeões da UEFA, nos dois jogos que opuseram as "águias" aos espanhóis do Villareal.
Com esta aquisição, estará completo o trio de guardiões da Briosa: Pedro Roma, Ricardo e Rui Nereu.
O central austríaco Markus Berger chegou esta tarde a acordo com a Académica para representar o clube na próxima época.
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Internacional sub-21 pelo seu país, o jogador estava no SV Ried, com o qual terá terminado contrato, chegando, por isso, a Coimbra a custo zero. A duração do contrato é, por ora, desconhecida, numa altura em que o atleta e o seu representante se deslocaram ao notário para que a ligação possa ser oficializada.
. Markus Berger é o sétimo reforço da Briosa para 2007/08, depois de garantidas as contratações de Licá (ex-Social de Lamas), Orlando (ex-Freamunde), Pedro Costa (ex-Sp. Braga), Ricardo, Pedrinho (ambos ex-Varzim) e Lito (ex-Naval).
Manuel Machado a "A Bola": «Fico em Coimbra por teimosia e por ser um homem de desafios»
O técnico da Briosa, em entrevista ao jornal "A Bola", dirigida pelo jornalista Ricardo Quaresma, faz o balanço de "uma época sofrida" e promete "um futuro melhor". . "Manuel Machado não teve uma época fácil em Coimbra. Depois de dois anos a qualificar equipas para a Taça UEFA (Vitória de Guimarães e Nacional), não esperava viver tantas dificuldades na Académica. Na hora do balanço, o treinador reconhece uma temporada pouco conseguida, embora distante do sofrimento de anos anteriores. E confessa que renovou com a convicção de que o clube reúne todas as condições para crescer.
. — Disse, depois do jogo com o Sporting, que a época da Académica roçou a mediocridade.
. — Em primeiro lugar quero dizer que foi uma época ligeiramente melhor daquelas que a Académica fez em anos anteriores. E é ligeiramente melhor porque a Académica nunca esteve abaixo da linha de água e teve sempre uma almofada de cinco/seis pontos que lhe deu alguma segurança e alguma estabilidade. Mas tendo em conta a ambição de um clube que tem atrás uma cidade que ainda se identifica com o futebol como é o caso de Coimbra, que ainda tem uns milhares de pessoas no estádio apesar das épocas de sofrimento que tem vivido, que tem alguma estabilidade salarial, na medida em que pagou de forma constante e atempadamente aos seus profissionais, que tem condições de trabalho aceitáveis, que tem um bom estádio e que é um clube histórico, não posso negar que está época, de alguma maneira, denuncia a tal tangente da mediocridade que não se quer. Embora exista o reconhecimento de alguma melhoria, não é ainda a melhoria que se pretende.
. — O que correu mal?
. — Não colocaria a questão como algo específico que tenha corrido mal. No futebol há alguns imponderáveis e a Académica não fugiu a essa regra. Estou a referir-me à inadaptação de alguns jogadores que vieram de outros mercados e que tiveram dificuldade em afirmar-se, a um conjunto de lesões de longo prazo que também perturbaram, a uma revolução que foi feita em termos numéricos no plantel... A conjugação desses factores acabou de alguma maneira por ser uma condicionante ao desempenho e ao rendimento que se procurava.
. — Os resultados em casa foram especialmente negativos...
. — A Académica, ao nível do desempenho, ao nível exibicional, esteve muito conseguida. Foi a própria crítica da especialidade que de uma forma quase constante abonou a qualidade do futebol por nós praticado. Mas temos de reconhecer que nunca conseguiu, e eu disse-o de forma frequente, adicionar esse bom nível exibicional ao rendimento pretendido. Não foi uma equipa pragmática, que de alguma maneira jogou de forma a satisfazer no plano estético quem estava na bancada mas que não conseguiu ter a eficácia que se procurava. Isso acresceu no nosso terreno, na medida em que quando jogámos no Cidade de Coimbra, em virtude das equipas jogarem mais fechadas, fomos sempre vulneráveis ao contra-ataque dos adversários. Daí o muito mau desempenho que a Académica teve no seu próprio terreno, nomeadamente na segunda volta do campeonato. Se assim não fosse, a Académica teria uma classificação semelhante àquelas que têm os clubes que vão à Europa.
. — Quais as razões para esse mau desempenho?
. — Além dos factores que enumerei, a própria estrutura do Estádio Cidade de Coimbra não ajuda. É um estádio muito grande, extremamente aberto, a massa associativa, que no apoio foi quase uma constante, dilui-se, os adversários têm muito à vontade para fazerem o seu futebol e os adeptos, embora se esforcem por ajudar, acabam por não materializar essa ajuda. Mas de todos os factores, a realidade é aquela que sobrou em termos pontuais.
. —Foi, portanto, uma época longe das expectativas. Houve quem falasse na Europa...
. — Especulou-se muito em relação a isso. Eu fui muito claro logo na apresentação, falei sempre na manutenção e numa época mais tranquila do que aquilo que tinham sido as anteriores. E, já o disse atrás, ela foi mais tranquila, embora não tão tranquila como desejávamos.
. — Saiu de V. Guimarães e Nacional depois de ter conseguido o apuramento para a UEFA. Em Coimbra, depois de uma época sofrida, continua. Teimosia ou desafio?
. — É uma questão de teimosia e por ser um homem de desafios. Por todos os pressupostos que já enumerei, acredito que a Académica tem os requisitos necessários para afirmar-se na primeira metade da tabela do futebol português. A Académica vive já o seu melhor período desde os anos 70, já que pela primeira vez consegue estar seis anos consecutivos na I Liga, embora sempre em sofrimento. A poderá, com persistência e alguma teimosia, fazer melhor. Acredito que poderá fazer melhor já no imediato."
Reflexões sobre a semana: o blogue, a Briosa e o mundo do futebol
As duas semanas que se seguiram ao final da Bwin Liga tiveram em comum, no que à Académica diz respeito, uma enorme agitação acerca da entrada e saída de jogadores, algo que, obviamente, teve fortes repercussões na blogosfera da "preta".
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Pela nossa parte, são óbvias as limitações nesse "campeonato". Com a quase totalidade dos editores a residir e/ou a trabalhar ou estudar fora de Coimbra, encontramo-nos em clara desvantagem face a quem reside na Lusa Atenas e tem toda a disponibilidade para estar sempre em cima do acontecimento. É claro que temos os nossos contactos e as nossas fontes, mas é evidente que as possibilidades de darmos notícias em primeira mão são bastante reduzidas.
Face a esse realidade, não temos, por isso, a pretensão de entrar em competição com quem quer que seja. Mantemos, porém, os objectivos que, desde o início, nortearam este projecto: manter os académicos informados, com independência e rigor, de tudo aquilo que interesse à nossa instituição. Para nós, estão, acima de tudo, os interesses da Briosa. A nossa participação neste blogue é apenas fruto da nossa devoção à Académica e não uma forma de promoção pessoal, com o único interesse de a servir e não de nos servirmos dela ou de estarmos ao serviço de quem dela pretende tirar partido.
Recusamos, por isso, a tabloidização do blogue, alimentando especulações constantes acerca de entradas e saídas (eventualmente, com objectivos inconfessáveis), criando falsas expectativas de aquisições (com recurso, por vezes, à alimentação dos instintos machistas de alguns adeptos)que levam os incautos a ficar à espera...de Godot, ou elevar artificialmente as entradas, utilizando vários nicks e simulando discussões entre eles, também como forma de atrair os mais curiosos e os mais ingénuos. Seria, talvez, o caminho mais fácil a curto prazo, mas, provavelmente, a nossa credibilidade ficaria ferida de morte. É que à bebedeira segue-se sempre a ressaca. E esta não costuma ser agradável!...
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Passando, agora, à análise do momento actual da Briosa, pensamos que ainda é cedo para fazer o "deve e haver" das entradas e saídas.
Porém, uma coisa é certa: está em curso um profunda "revolução no plantel", que tem por base uma significativa "limpeza do balneário". Como referimos no post anterior, a aposta agora parece ser em jogadores portugueses, alguns vindos das divisões inferiores, ou em atletas contratados na Europa Central e de Leste e não em carradas de sul-americanos (especialmente, brasileiros) de categoria duvidosa ou com elevado risco de inadaptação ao futebol europeu. Nada tenho contra o Brasil e os brasileiros (antes pelo contrário) mas sempre considerei perniciosa a presença, num mesmo plantel, de demasiados estrangeiros da mesma nacionalidade, que tendem, muito naturalmente, a constituir um grupo à parte.
Claro que não há bela sem senão e a verdade é que uma equipa leva tempo a construir e que teremos de recomeçar tudo de novo. Porém, a questão que se coloca é esta: faria sentido, em nome da estabilidade, manter no plantel jogadores que provaram não ter qualidade para actuar na Liga principal do futebol português? Por mim, acho positiva a saída de jogadores como Douglas, Eduardo, Sonkaya, Danilo, Medeiros, Lira, Gelson, Nestor Alvarez e Nuno Luís (ressalvando, no caso deste último, o seu passado na Briosa). Mesmo Alexandre, não sendo mau jogador, nunca se mostrou capaz de fazer a diferença.
É certo que isso mostra, de forma eloquente, os erros que a direcção cometeu nessas contratações. Mas, pior que reconhecê-los, é persistir neles. E, se a estrutura dirigente da Académica, de acordo com o técnico Manuel Machado (cujo "dedo" parece bem visível nas novas contratações), resolveu "mudar a agulha" na política desportiva, só temos de nos congratular com esse facto.
Contudo, será importante que se mostre mais ágil a agir no mercado, de forma a que não aconteça o que sucedeu em anos anteriores: jogadores que parecem certos fogem-nos no último momento e acabamos a contratar "refugo" pelo mesmo preço ou, até, por valores mais elevados. Os casos de Fajardo e (esperemos que não) de Lucas fazem-nos recear que as lições do passado não tenham sido totalmente assimiladas.
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Por fim, uma reflexão acerca do mercado futebolístico. Infelizmente, este é cada vez mais dominado por empresários para quem o jogador não passa de uma mercadoria que se vende, compra, troca, empresta ou aluga. Alguns agem como verdadeiros "traficantes de carne humana". No fundo, estão para o atleta como o proxoneta está para a prostituta: por um lado, garantem-lhe protecção, mas, em troca, exploram-na até ao último cêntimo.
Como lhes interessa vender a "mercadoria", aproveitam os seus conhecimentos na comunicação social e na blogosfera para fazer subir artificialmente o preço do jogador, garantindo que ele tem várias propostas aliciantes quando, na verdade, não tem nenhuma.
Um jogo que os próprios dirigentes dos clubes (também interessados em promover os seus "activos") se prestam igualmente a jogar.
Não admira, assim, que, nesta época de defeso, se multipliquem as notícias mais ou menos desencontradas sobre entradas e saídas de jogadores, já que, muitas vezes, é difícil a quem informa distinguir o "trigo" do "joio". E, como é óbvio, apesar de todos os cuidados, não estamos imunes a essas situações. Mas, se não quisessemos correr esse risco, restar-nos-ia assumir o papel do site oficial que, compreensivelmente, só noticia as dispensas e aquisições quando está tudo "preto no branco".
Ponto da situação actualizado: "puzzle" vai tomando forma após semana "louca"
Depois de uma semana em que se falou, essencialmente, de saídas de alguns dos nossos principais atletas, causando natural preocupação aos adeptos da Briosa, a actual foi pródiga em notícias acerca de entradas de jogadores, o que permitiu, de algum modo, aumentar o moral dos academistas.
Para esse novo estado de espírito terá contribuído o perfil das novas aquisições: em lugar de um conjunto de futebolistas brasileiros ou de outros países sul-americanos, pouco conhecidos e de qualidade duvidosa, assistimos à entrada de atletas jovens ou com experiência no futebol português. Algo a que não será estranho o "dedo" do técnico Manuel Machado, que terá colocado como condição para a renovação do seu contrato ter um papel fundamental na escolha do plantel.
Apesar de tudo, não podemos "embandeirar em arco", até porque algumas das contratações estão apalavradas mas os contratos ainda não estão assinados. E todos sabemos que, nos bastidores do futebol, "até ao lavar dos cestos é vindima".
O que se confirma é que iremos assistir a (mais) uma "revolução no plantel", para a qual contribui, em grande parte, a autêntica "limpeza do balneário" em curso.
. Eis, então, as informações que possuímos neste momento, começando pelos jogadores que representaram a Académica na época agora finda:
. PEDRO ROMA - Renovou por mais uma época, com outra de opção. Apesar dos seus 37 anos, o guarda-redes titular e "capitão" é um símbolo da Briosa e tudo se conjuga para que termine a sua carreira na Académica, como merece.
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DOUGLAS e EDUARDO - Ambos os guarda-redes suplentes serão dispensados.
NUNO LUÍS - A sua saída está confirmada. Apesar de ter direito de opção sobre o clube, o jogador (que passou as duas épocas lesionado) chegou a acordo com o presidente para não exercer essa prerrogativa. Em declarações ao "Maisfutebol", manifestou interesse em prosseguir a carreira noutras paragens.
SONKAYA - Estava emprestado pelo FC Porto e, depois do seu triste desempenho, foi devolvido à procedência.
SARMENTO - Tem contrato e vai continuar.
LITOS - Também tem contrato e permanecerá no plantel.
KÁKÁ - Renovou até 2010. A sua continuidade é certa.
DANILO - Apesar de possuir mais um ano de contrato , não era opção para Manuel Machado. Chegou a acordo com o clube para a rescisão.
MEDEIROS - Mais uma saída certa. As suas prestações não convenceram e não renova o contrato.
LINO - Assinou pelo FC Porto, num negócio que terá rendido cerca de 150 mil euros aos cofres da Briosa e, em princípio, mais dois jogadores.
LIRA - Apenas jogou (e mal) na Taça, na Tapadinha. Dispensado.
VÍTOR VINHA - Não teve muitas oportunidades na época que agora finda e ainda não renovou. Esperemos que não saia, pois é um jovem "da casa" e "internacional" sub-21.
PAULO SÉRGIO - Renovou até 2009 e é um dos poucos cuja permanência está garantida.
ALEXANDRE - Não vai continuar. Já está no Brasil e é provável que assine pelo Curitiba.
PAVLOVIC - Tem contrato até 2009 e mantém-se em Coimbra.
ROBERTO BRUM - A sua saída está confirmada. O seu salário (mais de 25 mil euros mensais) era incomportável para as finanças da Académica. Por outro lado, tinha mais um ano de contrato e nenhum clube se mostrou disposto a pagar a cláusula de rescisão. A direcção optou, então, pelo mal menor: rescindir, ficando o jogador com o passe na mão. Uma decisão controversa e que foi objecto de acesa discussão no seio dos associados. As últimas notícias apontam para Braga como seu destino na próxima época.
NUNO PILOTO - Apesar de ter sido pouco utilizado, tem contrato e vai continuar.
MIGUEL PEDRO - A sua continuidade parece posta em causa, embora nada seja ainda certo. Tem duas propostas do estrangeiro, rondando o milhão de euros: uma dos ucranianos do Shakthar Donetsk, outra dos gregos do Olympiakos. Ambas são, porém, muito inferiores à sua cláusula de rescisão (cifrada em 2,5 milhões). Dada a sua juventude e consequente margem de progressão, seria um jogador a manter. Porém, face às dificuldades financeiras da instituição, um eventual negócio poderá não ser desinteressante.
DAME - Tudo indica que já está comprometido com o Panathinaikos, da Grécia. Desde o triste episódio que o opôs a Luís Godinho que a sua vontade passou a ser a saída. Contudo, o "divórcio" poderá ser litigioso, já que a direcção entende que a Académica tinha direito de opção para as próximas duas épocas e que o terá exercido até 30 de Abril. O jogador e o seu empresário têm uma visão diferente do contrato, alegando que aquela cláusula não tem valor jurídico. A questão poderá acabar na FIFA.
FILIPE TEIXEIRA - Manuel Machado terá colocado a sua continuidade como condição para a sua renovação e a direcção não tenciona facilitar a sua saída. Contudo, o contrato do jogador tem uma cláusula de rescisão de 750 mil euros e, se houver algum clude disposto a pagá-la, nada mais resta à Briosa que embolsar aquela importância e deixá-lo sair.
HÉLDER BARBOSA - Só regressará a Coimbra se houver vontande coincidente da Académica, do FC Porto e do próprio atleta. O negócio de Lino pode, contudo, ter aberto a porta ao seu regresso a Coimbra, novamente por empréstimo. Até porque só dentro de dois meses estará totalmente recuperado da grave lesão que sofreu, o que torna quase impossível a sua integração no plantel dos "dragões". Mas nada é certo.
GELSON - Tem contrato, mas Manuel Machado não conta com ele. A Académica está a tentar negociar a rescisão, a exemplo do que sucedeu com Danilo.
NESTOR ALVAREZ - Não fica, apesar de ter contrato. A direcção está a negociar a respectiva rescisão.
GYANO - Tem contrato e vai permanecer em Coimbra.
CLÁUDIO “PITBULL" - Estava emprestado pelo FC Porto e dificilmente voltará. Mas, como não deverá ser opção para Jesualdo Ferreira, uma eventual vontade do jogador poderá permitir outro desfecho.
JOEANO - O seu passe continua a pertencer ao Beitar de Jerusalém. Porém, o jogador já disse não querer continuar em Israel. Contudo, é praticamente certa a sua saída da Académica. Se continuar em Portugal, Leiria é o destino mais provável, embora o Braga ainda esteja na corrida.
SÍLVIO - O jovem jogador não terá convencido Manuel Machado. Poderá voltar a ser cedido ao Tourizense.
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Quanto a aquisições, a situação é a seguinte:
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LICÁ (ex-Social de Lamas) - Está oficialmente confirmado. Tem 18 anos e é médio-ala. Trata-se de um jovem bastante promissor mas que poderá experimentar algumas dificuldades na passagem directa da 3ª Divisão para a Liga principal.
. ORLANDO (ex-Freamunde) - Está igualmente confirmado. Tem 27 anos e é defesa central. Formado nas camadas jovens do V. Guimarães, representou depois o Fafe e o Moreirense, sempre treinado por Manuel Machado, antes de rumar a Freamunde, onde se sagrou campeão nacional da 2ª Divisão.
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PEDRO COSTA (ex-Braga) - Outro jogador cuja ligação à Briosa já é oficial. Tem 25 anos e actua como "lateral" direito. Começou na formação do Boavista, tendo passado depois por Gondomar e Famalicão, antes de rumar a Braga.
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RICARDO (ex-Varzim) - Está tudo acertado com o guarda-redes de 24 anos e que, esta época, deu nas vistas ao serviço do Varzim, com especial destaque para o encontro da Taça, em que os varzinistas eliminaram o Benfica.
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PEDRINHO (ex-Varzim) - Jovem "lateral" direito de 22 anos, assinará contrato juntamente com Ricardo. Porém, continuará na Póvoa por empréstimo, pelo menos até Dezembro.
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LITO (ex-Naval) - Está apalavrado, devendo assinar quando regressar de Cabo Verde, onde se encontra de férias. O avançado, de 32 anos, é um velho conhecido de Manuel Machado, com quem já trabalhou quando representou o Moreirense.
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LUCAS (ex-Boavista) - Chegou a acordo para assinar um contrato por dois anos, com mais um de opção, faltando apenas colocar o "preto no branco". O médio, de 27 anos, será uma excelente contratação, pois é um jogador que tem cultura da Briosa.
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Quanto a outras possíveis aquisições, apresentamos algumas possibilidades:
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- regresso de EZEQUIAS, incluído no negócio de Lino;
- possível contratação de HÉLDER ROSÁRIO, "central" dispensado pelo Boavista. Eventualmente, poderá surgir uma alternativa, vinda da Europa de leste;
- procura de um médio criativo, para prevenir uma eventual saída de Filipe Teixeira: MARCINHO, do Marítimo, e HUGO LEAL, actualmente sem clube, são hipóteses;
- possível interesse em VIEIRINHA, caso falhe o empréstimo de Hélder Barbosa;
- contratação de um ponta-de-lança estrangeiro, provavelmente polaco. O "internacional" WLODARCZYK é o preferido mas o salário que pretende é demasiado elevado para as posses do clube. SAGANOVSKY, que já representou o V. Guimarães, será a principal alternativa. Mas ZÉ CARLOS, que ainda não renovou com o Braga, é outra possibilidade.
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Resta ainda saber se haverá espaço, no plantel sénior, para algum jogador proveniente dos juniores ou do satélite Tourizense. Kay, Traquina, Pedro Ribeiro, Gonçalo, Ito e Fausto serão alguns que poderão, remotamente, aspirar a um lugar na equipa principal.
A direcção da Académica e o defesa central Danilo acordaram hoje a rescisão do contrato que ligava o jogador ao clube por mais uma época.
Face à não renovação com Medeiros, a Briosa, que mantém Litos e Káká e assegurou já os serviços de Orlando (ex-Freamunde), deverá contratar ainda mais um "central", que poderá vir da Europa de leste.
O "internacional" polaco Wlodarczyk , que actualmente representa o Légia de Varsóvia, está muito perto de ser a próxima aquisição da Académica para a próxima época.
O jogador, de 28 anos, actua como ponta-de-lança e tinha igualmente uma proposta dos turcos do Trabzonspor.
Caso se confirme a notícia, virá reforçar uma posição onde a equipa se encontra bastante carenciada.