Tomada de posse dos novos corpos gerentes da Briosa: JES insiste na construção de novo estádio e propõe "Programa de Salvação do Futebol Nacional"(*)
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Os novos órgãos sociais da Académica foram apresentados, esta quarta-feira, durante a cerimónia de tomada de posse, que teve lugar na Academia Dolce Vita. De acordo com os resultados das eleições do passado dia 14, José Eduardo Simões mantém-se na presidência até 2011 e anunciou alguns dos seus planos, projectos e as mudanças que pretende implementar.
. O presidente da Académica, José Eduardo Simões prometeu fazer "mais e melhor que nos últimos três anos" e reforçou hoje a ideia de construir um Estádio de raiz, que ficaria como propriedade do clube.
"O novo Estádio não pode ser pensado em 2012. O Estádio Cidade de Coimbra é muito caro. Na altura, será um elefante branco, sem capacidade para se sustentar. Temos, pois, que construir um nosso, porque aquele não o é", afirmou o líder academista, após a cerimónia.
O presidente da Briosa justificou a sua ideia com base nas más relações existentes entre dois clubes da Região Centro e as respectivas autarquias, referindo-se a Leiria e Aveiro.
Criticando o actual estado de crise do futebol português, desafiou o representante da Liga, Ricardo Castanheira, a adoptar oito medidas, que designou de "Programa de Salvação do Futebol Nacional" e que passa pela criação de uma plataforma composta pelas entidades que regulam o futebol: Governo, clubes, banca, patrocinadores, entre outros.
Entre elas aponta a descida da taxa de IRS dos clubes para 30 por cento, o estudo do passivo dos 32 clubes profissionais, o cumprimento de orçamentos justos e equilibrados e multas para os não cumpridores, como algumas das soluções a adoptar.
José Eduardo Simões apontou o ano de 2009 para a realização do Congresso da Académica e apelou à união dos associados, de forma a continuar "o mito da Académica". . Após ter apresentado os presidentes dos outros órgãos sociais (Paulo Mota Pinto, da Assembleia Geral; António Preto, do Conselho Fiscal; Jaime Dória Cortesão, do Conselho Académico), sugeriu, igualmente, a figura do presidente honorário do clube, propondo o nome do ex-presidente da Mesa da Assembleia Geral, Almeida Santos, que aceitou o cargo com algum humor negro à mistura: "Aceito. Mas, normalmente, estas honras são como certidões de óbito". . Antes da cerimónia, os associados presentes puderam visitar o novo edifício da Academia, que, muito brevemente, receberá todos os serviços do clube. . (*) Adaptado a partir de "Maisfutebol" e "Record"
Luís Aguiar, o melhor de Abril; Orlando e Piloto também no "top ten"
"Abril, Briosa mil". É o que podemos dizer, glosando o célebre ditado sobre a meteorologia mensal.
Com efeito, as excelentes exibições da nossa equipa neste mês (em especial a grande vitória na Luz) motivaram o reconhecimento do valor de algumas das suas "pedras".
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Assim, Luís Aguiar foi considerado o "Jogador do Mês" de Abril, vencendo o prémio atribuído pelo Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol. O uruguaio emprestado pelo FC Porto, cujas actuações têm deliciado os adeptos da Académica, deixou os outros lugares do pódio para os portistas Lisandro Lopez e Ricardo Quaresma.
. Para além do vencedor, a Briosa coloca mais dois atletas entre os dez mais votados: Orlando foi oitavo e Nuno Piloto nono. É, assim, o único clube que consegue ter três jogadores na lista.
Esperemos que, nos dois jogos que faltam para o final da BwinLiga, a equipa mantenha o nível exibicional dos últimos encontros.
Para um jogo que já gerou muita polémica, e que só serve para a Briosa cumprir calendário, ainda que com o espírito de "trepar" um pouco mais a tabela classificativa em mente, João Vilas-Boas foi o árbitro nomeado pela Liga de Clubes. É Empresário de profissão, e aos 44 anos, já apitou 6 jogos da presente edição da BwinLiga, tendo-se já cruzado com a Briosa esta época, na vitória em casa da Naval, curiosamente... Esperemos que o resultado, no mínimo, se repita.
. O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol considerou hoje improcedente o recurso do Belenenses face à decisão da Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional de aplicar à colectividade de Belém a pena de derrota no jogo em "casa" com a Naval e a subtracção de três pontos na tabela classificativa.
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Recorde-se que estava em causa a utilização, por parte dos "azuis", do camaronês Meyong no referido encontro, que os lisboetas venceram por 2-1, com o referido jogador a apontar o golo da vitória, na transformação de uma grande penalidade. O futebolista africano actuou irregularmente na partida por, esta temporada, já ter alinhado em dois clubes espanhóis (Levante e Albacete). Assim, embora pudesse ser inscrito pelo clube do Restelo, só poderia jogar na próxima época.
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Com esta decisão, o Belenenses perde seis pontos e cai da 5ª para a 8ª posição da tabela classificativa, reduzindo-se fortemente as suas esperanças de atingir directamente a Taça UEFA. Restar-lhe-á lutar com o Braga por um lugar na Taça Intertoto.
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Por seu turno, a Naval ganha três pontos e salta do 13º para o 10º posto da classificação da BwinLiga. Consequentemente, Nacional, Académica e Estrela da Amadora descem uma posição.
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A Briosa, que, com o seu triunfo na Madeira, no domingo, assegurou a manutenção, encontra-se agora no 12º lugar da geral.
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Eis a classificação actualizada, já após a decisão da justiça federativa:
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. Entretanto, eis o calendário completo da 29ª jornada e que tanta polémica tem dado no que se refere ao encontro Académica-Naval: .
. Não conheço pessoalmente o presidente da Naval, Aprígio Santos. Sei apenas que foi emigrante em França e é hoje um próspero empresário, com negócios por todo o país.
Reconheço que a ele se deve o facto de a Naval, sem grandes apoios da Câmara Municipal e ignorada pela maioria dos figueirenses (como se pode depreender das fraquíssimas assistências no seu estádio), vá para a quarta presença consecutiva no escalão maior do futebol nacional.
Mas, como a maioria dos "novos ricos", continua pequeno e provinciano. É isso que revela a sua atitude relativamente à alteração da data do encontro Académica-Naval, a realizar no próximo domingo.
Independentemente dos problemas pessoais que possam existir entre ele e a Direcção da Briosa, o presidente navalista devia ter pensado que estava em jogo a relação entre duas importantes instituições desportivas do distrito e que estas não têm qualquer interesse em estar "de costas voltadas".
Por outro lado, a Queima das Fitas é um acontecimento que, embora pertença de Coimbra e da sua Academia, sempre envolveu a Figueira da Foz, através da realização da tradicional Garraiada. Não deveria Aprígio Santos ter igualmente pensado nisso?
Infelizmente, o presidente da colectividade figueirense preferiu uma estúpida "vingançazinha" que nada adianta aos interesses do seu clube, mas prejudica a Académica e isso dá-lhe grande satisfação. Claro que também saem prejudicados o futebol e os adeptos de ambas as equipas, que têm de optar entre o jogo e o Cortejo, mas isso é algo que não parece interessar-lhe.
No fundo, esta sua atitude só mostra que o grande problema do "novo-riquismo" é ter as "vistas curtas".
PS - A grande ironia disto tudo é que, se alguma das equipas estivesse na luta pela manutenção, o jogo seria no domingo, mas às 19:15, como todos os outros (à excepção do FC Porto-Nacional).
Já agora, pergunto: se o jogo já não tem qualquer interesse para as grandes decisões da Liga (campeão, apuramento para as provas da UEFA e despromoção) nem interfere com elas, faz algum sentido que uma eventual alteração de horário tenha de ter a concordância do clube visitante, ao contrário do que sucede no resto da prova?
Depois dos dois clubes da região centro terem garantido a manutenção no principal escalão do futebol português, era de prever uma alteração na penúltima jornada do campeonato uma vez que o jogo coincide com o cortejo dos Estudantes da Queima das Fitas 2008. . A Académica passou alheia à situação e nem para este derby centro há uma tentativa de ligar o clube aos estudantes. Perde-se assim uma grande oportunidade de levar gente ao Estádio Cidade de Coimbra uma vez que praticamente todos os estudantes ficam em Coimbra para o cortejo de Domingo.
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Entretanto, e sobre esta questão, a Direcção da Académica emitiu o seguinte COMUNICADO:
Como é do conhecimento público, o cortejo da Queima das Fitas 2008 realiza-se no próximo domingo, dia 4 de Maio.
Ontem, segunda-feira, dia 28 de Abril, a Académica enviou um fax à Naval 1.º de Maio solicitando a antecipação do encontro relativo à 29.ª jornada, marcado para as 16:00 do próximo domingo, para sábado, dia 3 de Maio, pelas 17:30.
Sem qualquer razão ou fundamento, a Naval 1.º de Maio recusou o nosso pedido de antecipação, apesar de saber que o cortejo da Queima das Fitas é uma data muito especial para a cidade e para a Universidade.
Hoje mesmo, dia 29 de Abril, enviámos um novo fax e após várias diligências telefónicas solicitámos à Naval 1.º de Maio que o encontro se disputasse segunda-feira, dia 5 de Maio, pelas 19:30.
De forma que consideramos deselegante e pouco cordial, tendo em conta o relacionamento existente entre as Instituições, a Naval 1.º de Maio nem resposta deu ao nosso fax, inviabilizando, assim, a alteração da data do jogo.
A única resposta, via telefone, de um funcionário foi a de que o Sr. Presidente da Naval 1.º de Maio não dava autorização a qualquer alteração.
Fica o registo dessa atitude, que assim tornamos pública.
Com o objectivo da permanência alcançado, Domingos Paciência só agora se vai debruçar sobre a continuidade à frente da Académica, disse aos jornalistas no final do jogo com o Nacional.
O treinador garantiu, todavia, que tem todo o interesse em continuar, o que de resto já havia afirmado aquando das eleições, caso o Presidente José Eduardo Simões fosse reconduzido no cargo. «Há da minha parte e da Direcção a intenção de continuar. Vamos falar, vamos tentar chegar a um acordo, para que a minha continuidade seja possível», reiterou.
Para já, adiantou, não restam dúvidas de que «a Académica é um clube diferente e especial onde dá gosto a qualquer treinador trabalhar. Estou aqui com muito orgulho nos jogadores e na Direcção que faz um esforço muito grande para cumprir com tudo a tempo e horas. A Académica é um clube cumpridor», elogiou.
A Académica assegurou hoje a manutenção na BwinLiga ao derrotar de forma concludente o Nacional por 3-0, em partida disputada no Estádio Rui Alves, na Madeira.
Patacas, na própria baliza, abriu a contagem, aos 7 minutos. Aos 29, Cris aumentou a vantagem. Por último Edgar, acabado de entrar, estabeleceu o resultado final aos 75.
Com este triunfo, a Briosa passa a somar 31 pontos e ascendeu provisoriamente ao 11º lugar.
Por outro lado, ao conquistar o direito a participar durante sete anos consecutivos no escalão maior do futebol nacional, a Académica ultrapassou um registo que datava dos anos 70, quando desceu de divisão após seis épocas no então "Nacional" da 1ª Divisão (entre 1973/74 e 1978/79).
Nacional - Académica - Paulo Sérgio está de regresso aos convocados
Cerca de um mês depois, o brasileiro Paulo Sérgio está de regresso à lista de convocados da Académica, que este fim de semana viaja para a ilha da Madeira para defrontar o Nacional local, no remodelado e ampliado Estádio da Madeira, também conhecido por Estádio da Choupana ou engº Rui Alves.
Pedro Costa e Cléber, que durante a semana se debateram com com problemas físicos, também integram a lista de convocados elaborada por Domingos Paciência.
Estes são os jogadores que, em caso de vitória ou até de um empate, podem garantir matematicamente a manutenção:
Guarda-redes: Pedro Roma e Rui Nereu; Defesas: Pedro Costa, Pedrinho, Orlando, Kaká, Irineu, Markus Berger e Cléber; Médios: Paulo Sérgio, Nuno Piloto, Cris, Tiero e Luís Aguiar; Avançados: Miguel Pedro, Lito, Edgar e Ivanildo.
Restrições a eventuais alterações dos jogos da 29ª jornada
A Comissão Executiva da Liga Portuguesa de Futebol Profissional emitiu o seguinte comunicado:
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- Eventuais alterações ao dia e hora dos jogos da 29ª jornada da Bwin Liga e da Liga Vitalis apenas poderão ser analisadas e autorizadas pela Comissão Executiva após a realização da jornada 28.
- Para eventual autorização terão de verificar-se a concordância dos interessados e os pressupostos estabelecidos no 9º - parágrafo único - e NOTA do artº 15º do Regulamento de Competições, cujo teor abaixo se transcreve:
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Artº 15º
(Alteração de jogos)
(...)
9. "Não pode ser autorizada a alteração das datas e horas dos jogos das duas últimas jornadas de qualquer competição oficial a disputar por pontos."
. Parágrafo único - Exceptuam-se da limitação constante deste número os jogos, devidamente autorizados pela Comissão Executiva, cujos resultados não tenham interferência, directa ou indirecta, na tabela classificativa, em matéria de promoções, despromoções, conquista do primeiro lugar e de lugares de acesso às competições da UEFA. . NOTA - Esclarece-se que a Comissão Executiva, com relação aquelas duas últimas jornadas, visando permitir a transmissão televisiva directa dos jogos, pode autorizar as alterações de jogos que envolvam todos os Clubes que lutem para o mesmo objectivo, desde que o resultado desses jogos não tenha qualquer influência nos aspectos classificativos relevantes, discriminados no parágrafo único antecedente, envolvendo terceiros Clubes da mesma competição, devendo esses jogos alterados ser realizados simultaneamente.
(...).
A questão é relevante para a Briosa, uma vez que o jogo Académica-Naval está marcado para as 16 horas de domingo, dia 4 de Maio, à hora do tradicional Cortejo da Queima das Fitas (que, a partir deste ano, passa a realizar-se ao domingo).
Contudo, uma eventual alteração do dia e hora do referido encontro apenas será possível se tanto nós como os navalistas tiverem assegurado a manutenção na próxima jornada e se houver concordância da Naval a eventual pedido da Académica nesse sentido.
Se isso não se verificar, poderá acontecer que a partida se realize umas horas mais tarde, uma vez que o Paços de Ferreira-Sporting deverá ser objecto de transmissão televisiva.
Vasco Santos, tem 32 anos e pertence à Associação de Futebol do Porto, e foi o árbitro nomeado pela Comissão de Arbitragem da Liga de Clubes para o próximo jogo da Briosa, frente ao Nacional, no renovado Estádio da Madeira. É Estudante Finalista-Curso Engenharia de Qualidade, iniciou a actividade de árbitro na época 1997/1998, e esta época já se cruzou com a Académica, num empate a zero no Estádio do Restelo, diante do Belenenses. Já realizou 5 jogos da presente edição da BwinLiga, tendo apenas exibido 17 cartões amarelos.
O plantel da Académica deu início nesta segunda-feira à preparação para o jogo do próximo fim-de-semana, frente ao Nacional, que, caso os estudantes vençam e o Leixões não vá além de um empate em Leiria, pode dar, matematicamente, a manutenção à equipa de Coimbra.
A lista de jogadores em recuperação mantém-se, Joeano, Vítor Vinha, Paulo Sérgio e Pavlovic, havendo a expectativa de algum dos dois últimos recuperar para o jogo, mas há mais um caso a registar, decorrente da partida com o V. Guimarães: Pedro Costa.
O lateral direito queixou-se de dores lombares, no decorrer da partida, razão pela qual foi substituído, e, no primeiro treino da semana, ficou-se pelo ginásio, embora a lesão não seja considerada grave e haja convicção de que será chamado para a deslocação à Choupana.
Manuel Machado, ex-treinador da Briosa no início da época, demitiu-se ontém do comando técnico do Braga, pelas mesmas razões que ditaram a sua saída de Coimbra: os maus resultados.
Recorde-se que, nas vésperas do encontro entre a Académica e os bracarenses, o antigo técnico academista revelou uma enorme falta de ética, ao apelidar os nossos jogadores de "bacalhaus".
Com efeito, questionado por um jornalista sobre as razões do seu falhanço na Lusa Atenas, Manuel Machado respondeu: "Com bacalhau não se pode fazer lagosta".
Espicaçado pelas palavras do seu antigo comandante, o plantel da Briosa realizou uma das melhores exibições da época e a equipa só não ganhou por manifesta infelicidade. Mesmo assim, no último minuto, ainda foi a tempo de "espetar uma espinha na garganta" do autor de tamanha deselegância.
Agora, na cidade dos Arcebispos, com um plantel de fazer inveja até a alguns "grandes", deixou os "arsenalistas" do Minho bem pior que quando entrou. Ou seja, neste momento, o Braga ocupa o 9º lugar da geral e dificilmente atingirá as competições da UEFA.
Ou seja, com "ingredientes" para fazer uma boa "lagosta suada", apenas produziu umas "pequenas gambas mal amanhadas". Nem sequer "um bom bacalhau" para amostra.
Por outro lado, na Académica, o seu sucessor, Domingos Paciência, tem conseguido ir tirando o máximo do plantel que tem à disposição e, depois da histórica vitória na Luz, a mantenção está próxima.
Talvez este duplo fracasso sirva de lição a Manuel Machado e lhe permita "tomar o banho de humildade" de que, urgentemente, precisa.
É que, lá diz o ditado: pela boca morre o peixe (neste caso, o "bacalhau").
A 27ª jornada da BwinLiga acabou por deixar tudo quase na mesma no que se refere à luta pela permanência no escalão maior do futebol português.
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Com efeito, todas as equipas envolvidas nessa disputa empataram os seus jogos, pelo que as diferenças pontuais entre elas se mantém. Contudo, como passou mais uma jornada, os clubes melhores classificados acabaram por, de algum modo, beneficiar da situação.
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Face aos resultados, o empate caseiro da Académica frente ao cada vez mais vice-líder Vitória de Guimarães acaba por ser um resultado positivo, uma vez que permitiu manter os cinco pontos de avanço sobre o Leixões (primeiro clube abaixo da "linha de água") e os quatro sobre o Paços de Ferreira, sendo que, num eventual desempate, a Briosa tem vantagem face a ambos.
Eis o calendário que falta às cinco equipas envolvidas na fuga à despromoção:
Estrela da Amadora (29 pontos) - V. Setúbal (F), Benfica (C) e V. Guimarães (F)
ACADÉMICA(28 pontos) - Nacional (F), Naval (C) e Braga (F)
Naval(27 pontos) - Boavista (C), Académica (F) e FC Porto (C)
Paços de Ferreira(24 pontos) - Braga (F), Sporting (C) e U.Leiria (F)
Leixões(23 pontos) - U.Leiria (F), V.Setúbal (F) e Marítimo (C).
Como se pode verificar, as duas equipas em pior situação têm uma deslocação a Leiria, ao terreno do último classificado. Contudo, os leirienses, depois de derrotarem o Braga, golearam hoje o Sporting e parecem querer dignificar a camisola do clube. Para já, ainda não estão matematicamente despromovidos.
Por seu turno, no caso da Naval, há que contar com a forte possibilidade de vir a ganhar os três pontos da partida com o Belenenses, no Restelo, por eventual inscrição irregular do camaronês Meyong por parte do clube de Belém.
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Eis os resultados da 27ª jornada:
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Por seu turno, a classificação actual está assim ordenada:
Entretanto, o programa da 28ª e antepenúltima jornada, a disputar no próximo fim-de-semana, é o seguinte:
Ligeira superioridade não chega para vencer Académica 0 - 0 Vitória de Guimarães
A Académica não conseguiu mais que um empate em casa frente ao V.Guimarães no jogo de abertura da 27ª jornada. Os "estudantes" até foram sempre a melhor equipa mas não chegou para levar de vencida os actuais segundos classificados.
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Costuma-se dizer que equipa que ganha, não se mexe. Assim pensou e executou Domingos Paciência colocando em campo o mesmo onze que na passada sexta-feira venceu o Benfica por 3-0. Pedro Roma na baliza, Kaká e Orlando no eixo da defesa, Pedro Costa na esquerda e Markus Berger pelo lado direito. No meio campo, um triângulo com Nuno Piloto mais recuado, Cris a interior esquerdo e Pedrinho a médio interior direito. Mais à frente Luís Aguiar, Lito e Miguel Pedro. .
Com pouco mais de 10 mil pessoas no Estádio Cidade de Coimbra (3ª melhor assistência da época), a Académica entrou muito concentrada pois o adversário era obrigado a vencer. Defensivamente irrepreensível, faltou durante a primeira parte poder ofensivo suficiente para criar oportunidades de golo. A primeira parte disputou-se a bom ritmo mas, sem oportunidades, rapidamente se chegou ao intervalo.
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No segundo tempo, mais do mesmo embora com a superioridade da Académica mais acentuada. No entanto, só de bola parada a Briosa conseguia criar perigo. Primeiro é Berger que cabeceia ao lado, depois Orlando com a melhor oportunidade do jogo cabeceia em cheio na trave. Domingos apostou no ataque colocando em campo Tiero, Ivanildo e Edgar por Pedro Costa, Miguel Pedro e Lito. De nada serviu e já no final do jogo é o Guimarães que tem uma boa oportunidade de fazer golo, mas Carlitos erra o alvo quando tentou fazer um chapéu a Pedro Roma.
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No final, é um resultado que se aceita por um jogo muito igual de ambas as equipas. A Académica leva já 3 jogos sem perder e sem sofrer golos e mantém a boa forma em casa onde só perdeu dois jogos esta época. Com 28 pontos, a permanência está cada vez mais perto estando agora a linha de água 6 pontos abaixo.
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Os "pretos" um-a-um:
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Pedro Roma (3) - Noite tranquila e sem grandes preocupações. Esteve atento na saída aos cantos embora por uma vez, durante a primeira parte, tenha deixado a bola passar - o que podia ter sido mais perigoso.. .
Berger (4) - Bom jogo do austríaco que parece ter ganho o lugar no lado direito da defesa. Muito consistente e sempre muito atento à velocidade vimaranense..
Kaká (3) - Pareceu querer mostrar serviço e não se deu bem. Com a bola nos pés tentou sair a jogar quando sabemos já que a técnica é o seu ponto fraco. Pelo ar esteve irrepreensível.
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Orlando (5) - Muito bem o nº15 da Briosa fez hoje um jogo sem falhas. Merecia o golo numa cabeçada em que a bola acaba por bater na trave.
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Pedro Costa (3) - Jogo mais discreto do que na Luz do defesa esquerdo adaptado. Cumpriu defensivamente e por várias vezes foi lá à frente desequilibrar. Acabou por sair lesionado aos 64 minutos.
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Nuno Piloto (5) - Está a atravessar o melhor momento desde que está na equipa principal da Académica. Mais uma grande exibição do bioquímico, recuperando inúmeras bolas e sabendo sempre como sair a jogar.
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Cris (3) - Parece ser esta a sua posição, tem um grande poder na transposição defesa ataque. Mais um bom jogo do ex-Feirense.
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Pedrinho (3) - Foi de facto um bom reforço de Inverno para a Académica, dando muita estabilidade defensiva e vontade de atacar. Acabou a lateral direito depois da lesão de Pedro Costa.
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Luís Aguar (5) - Está também em grande forma o uruguaio emprestado pelo Porto. Hoje fez mais uma grande exibição pondo a defesa do Guimarães em água. O melhor da Briosa.
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Miguel Pedro (3) - Muito marcado, tentou descobrir o caminho para o golo, mas nunca foi feliz. Valor já mostrou que tem, e talvez por isso seja agora mais difícil estar livre de marcação.
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Lito (3) - Tal como Miguel Pedro, esteve sempre muito marcado e a sua velocidade nunca foi bem explorada. Acabou por ser substituído por Edgar.
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Tiero (3) - Com a sua entrada a Académica ganhou um jogador muito forte na meia distância. O Tentou usar o seu forte pontapé e num remate, até podia ter dado golo.
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Ivanildo (2) - Entrou e nada conseguiu mudar. Uma desilusão esta época de Ivanildo. .
Edgar (2) - Pouco tempo em campo não chegou para mostrar serviço. Ganhou ainda algumas bolas na frente e conseguiu segurar, esperando por companheiros.
Domingos Paciência, treinador da Briosa, convocou os seguintes jogadores, onde se destava o regresso do central Irineu, que já não integrava a convocatória há dois meses:
Lista de convocados:
Guarda-redes: Pedro Roma e Ricardo; Defesas: Pedro Costa, Pedrinho, Orlando, Kaká, Irineu, Markus Berger e Cléber; Médios: Nuno Piloto, Cris, Tiero, Fofana e Luís Aguiar; Avançados: Miguel Pedro, Lito, Edgar e Ivanildo.
Espera-se, por parte da nossa Briosa, uma noite idêntica da de há uma semana, no Estádio da Luz, onde dominámos a equipa de Fernando Chalana. Domingos já afirmou que vencer os actuais segundos classificados da Liga, seria um passo de gigante na luta pela manutenção, embora esta não ficasse matematicamente garantida, mas ficava quase praticamente como um dado adquirido.
Direcção oferece 3000 bilhetes para o AAC - V. Guimarães
. A direcção da Académica vai oferecer cerca de 3.000 bilhetes a todas as freguesias do concelho e aos clubes da Associação de Futebol de Coimbra para ter mais espectadores no jogo de sexta-feira com o Vitória de Guimarães «A Académica vai oferecer 25 bilhetes a cada uma das 31 freguesias do Concelho de Coimbra e a cada um dos clubes inscritos na Associação de Futebol de Coimbra», informou o director de comunicação da colectividade, Paulo Cardantas. O objectivo é trazer mais gente ao estádio, que, ultimamente, tem estado «mais despido» de espectadores, devido à irregular campanha da Briosa na BwinLiga.
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"MANCHA NEGRA" COM BILHETES A BAIXO PREÇO
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Com o mesmo objectivo, a Mancha Negra coloca à venda, a partir de amanhã, quarta-feira, na sede, bilhetes para o encontro. Assim, cada sócio da claque poderá comprar conjuntos de dois bilhetes ao preço de 5 euros, enquanto que para não-sócios o preço é de 5 euros por pessoa.
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V. Guimarães conta com um mínimo de 2000 adeptos
. O embate com o Vitória de Guimarães, que defende o segundo lugar (posição que dá acesso directo à Liga dos Campeões), está a despertar, igualmente, grande interesse entre os adeptos minhotos, que já reservaram cerca de dois mil bilhetes para o encontro de abertura da 27ª ronda.
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BRIOSA PODE GARANTIR A MANUTENÇÃO
. O encontro entre a Académica e o Vitória de Guimarães realiza-se sexta-feira, a partir das 20h30, no Estádio Cidade de Coimbra.
Espera-se, assim, uma boa assistência, apesar do dia e hora do jogo.
Fazemos votos para que tudo decorra dentro do maior espírito desportivo, sem prejuízo do apoio que todos devemos dar à nossa Briosa, que, em caso de vitória, terá praticamente garantida a manutenção na Liga principal do futebol português.
Um dia após o acto eleitoral que ditou a escolha dos corpos gerentes da Académica-OAF para o próximo triénio, é altura de fazermos o balanço dos resultados do sufrágio.
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Uma das primeiras conclusões que podemos tirar é a semelhança entre o desfecho destas eleições e as de Dezembro de 2004. Então, José Eduardo Simões vencera com 56% dos votos, quedando-se Maló de Abreu pelos 41%. Ontém, JES ficou dois pontos abaixo (54%), enquanto que o seu opositor, João Francisco Campos, repetiu o "score" do derrotado de há três anos. Os votos brancos e nulos subiram de 3 para 5%. De realçar, porém, os menores índices de participação eleitoral: de 2332 para 1734 votantes para eleger a Direcção.
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Estes resultados mostram aquilo que, desde o início da campanha, sempre foi a nossa percepção: há descontentamento com a actual gestão da colectividade mas a oposição não mostrou capacidade para o capitalizar.
Revelam também que continua a existir uma divisão muito profunda no seio da massa associativa academista. Ambos os campos mantiverem o seu peso eleitoral, o que parece indiciar que a crispação se vai manter entre eles.
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José Eduardo Simões sai vencedor de mais esta prova. Apesar da "obra feita" ao nível das infraestruturas (com destaque para a conclusão da Academia Dolce Vita), do alívio da tesouraria e da estabilização da equipa no escalão principal, partiu para esta "corrida" algo desgastado pelos processos judiciais de que é alvo e pela política desportiva que, apesar do enorme investimento, mais não tem permitido que lutar pela manutenção. Acresce a isso um estilo presidencialista do exercício do poder sem grande tradição na Briosa.
Apesar de tudo, a desorientação e as fraquezas dos seus opositores permitiam conceder-lhe a maior dose de favoritismo. Algo que veio a confirmar-se nas urnas.
Terá agora de provar que o seu projecto é o mais válido para, sem pôr em causa a sustentabilidade da instituição, levar a Académica a outros patamares. Ao mesmo tempo, reforçando a aposta na formação e nas infraestruturas.
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João Francisco Campos perdeu as eleições mas ganhou espaço para o futuro. Após a recusa e as hesitações de alguns ditos "notáveis" e a desistência de Maló de Abreu a três dias do fim do prazo de apresentação das listas, tomou a decisão corajosa de assumir a "bandeira" da oposição. Efectuou uma boa campanha, com um programa equilibrado, sem demagogia e sem os ataques pessoais que caracterizam a intervenção de alguns sectores oposicionistas, mas faltou-lhe tempo para preparar melhor o seu projecto. Com uma equipa muito jovem, entrou bem nos sócios mais novos mas não logrou convencer os mais antigos. Mas ganhou já o estatuto de "reserva" da colectividade.
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Nas eleições para os outros órgãos sociais, a vantagem da lista "jesista" foi mais reduzida, sendo as votações dos candidatos opositores ligeiramente superiores. Algumas análises mais apressadas pretendem que estes tiveram maior aceitação que JFC. Não é essa a nossa opinião.
O que sucedeu deveu-se ao comportamento de associados que apoiaram o actual presidente como "mal menor" mas terão pretendido limitar o seu poder, não votando na lista A para um ou mais dos outros órgãos a eleger.
Contudo, os efeitos desse "voto cruzado" não se fizeram sentir de forma semelhante em todos eles. Vejamos, então, quais as diferenças entre as votações para a Direcção e as restantes.
. Na eleição para a ASSEMBLEIA GERAL, verificou-se apenas a transferência de 18 votos (0,9%) da lista da "situação" (liderada por Paulo Mota Pinto) para a da oposição (encabeçada por Ferreira da Silva). Uma perda que não terá sido maior devido ao prestígio do candidato da lista A.
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No CONSELHO ACADÉMICO, a lista afecta ao actual presidente (tendo como nº 1 Jaime Dória Cortesão) perdeu bastante mais votos: 36 (2,2%). Mas o facto é que a lista oposicionista (que tinha à frente Campos Coroa) beneficia apenas de uma transferência semelhante à da AG: 20 votos (1,0%). Os restantes 1,2% engrossam os votos brancos e nulos. Algo que confirma que o ex-presidente ainda tem vários "anti-corpos" em certos sectores da colectividade.
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Foi no CONSELHO FISCAL que a lista A (com António Preto à cabeça) teve o seu pior resultado, com menos 49 votos (2,8%). Aqui, a lista C (sob a liderança de Américo Santos) capitalizou 36 desses votos (2,0%), indo 0,8% para votos em branco ou inválidos. Tal como havíamos previsto, a natureza fiscalizadora deste órgão terá levado a aumentar o fenómeno de "voto cruzado". Isso beneficiou a candidatura oposicionista, embora também não tenha capitalizado a 100% as perdas da "situação".
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No que se refere às votações por mesa, a lista A ganhou claramente nas mesas 1 e 2, onde se situam os associados mais antigos; em contrapartida, na mesa 3, onde votam os mais recentes, o triunfo coube às listas da oposição. Na mesa 4, com menos eleitores, a lista afecta ao actual presidente venceu por muito poucos votos em três órgãos e perdeu tangencialmente na Assembleia Geral.
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O que mostra a clivagem geracional que a sondagem que efectuámos já evidenciava: a bancada poente massivamente por JES e a bancada nascente ligeiramente pró-JFC.
Aliás, falando da sondagem "Simplesmente Briosa", verificamos que ela se aproximou bastante da realidade. Assim, praticamente acertámos a percentagem de José Eduardo Simões (obteve 54% dos votos, quando a previsão era de 53,5%); já relativamente a João Francisco Campos houve um maior afastamento do resultado real (41,3%) em relação ao resultado médio previsto (35,6%), embora a votação estivesse dentro do intervalo (que ia até aos 42,1%).
A maior falha ocorreu na estimação dos votos brancos e nulos (os 4,7% ficaram longe dos 10,9% anunciados no inquérito), algo que já prevíamos: "é provável que alguns acabem por abster-se, pelo que a percentagem de votos brancos ou nulos poderá não ser tão elevada como a sondagem sugere". Julgamos que, para além disso, a maioria dos indecisos e alguns descontentes que declararam, então, votar em branco ou anular o voto acabaram por se decidir pela lista D.
Pedro Henriques, da Associação de Futebol de Coimbra, foi o árbitro nomeado pela LPFP para o Académica vs Vitória de Guimarães, a disputar na próxima Sexta, em Coimbra, pelas 20.30h. O juíz, de 43 anos, é Oficial do Exército e iniciou a actividade na época de 1990/1991. Já apitou 10 jogos da presente edição da BwinLiga, tendo exibido 32 amarelos, 3 duplos amarelos e nenhum cartão vermelho. Na presente temporada, ainda não arbitrou nenhum jogo da nossa Briosa.
Conhecidos os resultados oficiais das eleições para os corpos gerentes da Académica-OAF, o "Simplesmente Briosa" envia as mais calorosas felicitações aos vencedores, em especial ao presidente reeleito, José Eduardo Simões. A eles desejamos as maiores felicidades para o próximo mandato, esperando que contribuam para o engrandecimento da nossa Briosa e estejam à altura da confiança que neles depositou a maioria dos associados.
Saudamos, igualmente de forma calorosa, os vencidos, em especial o candidato presidencial João Francisco Campos, pela maneira digna como conduziram a sua campanha e pelo seu contributo para a discussão dos problemas da colectividade.
O dia de ontém foi uma grande jornada cívica, que mostra a vitalidade da instituição. Por isso, a Académica está de parabéns.
Esperamos que, a partir de hoje, haja humildade de ambas as partes: os vencedores de perceber que têm de saber ouvir os outros e ter em conta as opiniões discordantes e os vencidos de reconhecer os seus próprios erros e de perceber que devem dar uma contribuição construtiva e não enveredar por uma oposição sistemática.
Se assim for, cumprir-se-ão os nossos votos de uma Briosa melhor.
É oficial: José Eduardo Simões foi reeleito presidente da Associação Académica de Coimbra - OAF. Os sócios foram hoje às urnas e apostaram na continuação do projecto da Lista A para os próximos 3 anos. . A lista A acabou mesmo por vencer todos os orgãos: Direcção, Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Conselho Académico. .. Direcção .. Votantes - 1734
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Lista A - José Eduardo Simões 54,0% (937 votos) . Lista D - João Francisco Campos 41,3% (716 votos)
Votos Brancos 3,4% (58 votos) .
Votos Nulos 1,3% (23 votos)
Assembleia Geral
Votantes - 1741
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Lista A - Paulo Mota Pinto 53,1% (925 votos) . Lista E - Ferreira da Silva 42,2% (734 votos) .
JOSÉ EDUARDO SIMÕES deverá ser reeleito presidente da Académica-OAF.
Uma sondagem à boca das urnas, realizada pela Rádio Universidade de Coimbra (RUC) dá à lista A, afecta ao actual presidente, entre 52 e 56% dos votos. A lista D, encabeçada por João Francisco Campos, terá obtido entre 40 e 44%. Entre 1 e 5% dos eleitores votaram em branco, enquanto que os votos nulos se terão quedado entre 0 e 2%.
Esta projecção foi realizada com base em 1319 entrevistas.
É hoje que os académicos têm a oportunidade de escolher os novos corpos gerentes da instituição para o próximo triénio.
Ao sufrágio, concorrem a lista A, afecta ao actual presidente José Eduardo Simões, que se confronta, para cada órgão a eleger, com uma lista da oposição, a principal das quais é a lista D, encabeçada por João Francisco Campos. As restantes listas oposicionistas têm as letras B (para o Conselho Académico), C (para o Conselho Fiscal) e E (para a Assembleia Geral).
O acto eleitoral decorrerá no Pavilhão Jorge Anjinho, entre as 10 e as 22 horas.
Independentemente das opções de cada um, é importante que os associados votem. Para que não deixem outros decidir por eles. E, mesmo aqueles que não se revejam em nenhuma das listas podem exprimir a sua opinião, votando em branco ou anulando o voto.
Que destas eleições sai uma Académica melhor são os nossos desejos.
Agora que a campanha eleitoral está a chegar ao fim, vamos analisar algumas das principais "cartas" jogadas pelas duas campanhas, mostrando as que, na minha opinião, poderão ter maior influência (tanto negativa como positiva) nas escolhas dos academistas.
José Eduardo Simões - Apesar dos resultados desportivos pouco famosos e dos problemas judiciais com que se defronta, o actual presidente partiu como claro favorito e tudo parece indicar que será reeleito.
Ao contrário do que se poderia esperar, aceitou debates com o seu adversário e saiu-se bem: não se colocou na defensiva, revelou segurança e, goste-se ou não dela, mostrou ter uma ideia do rumo que quer imprimir à Briosa.
Nesse aspecto, realce para o seu programa de candidatura, bem estruturado e com medidas muito concretas. Mas as várias promessas não cumpridas neste mandato levam os associados a desconfiar, o que lhe retira eficácia eleitoral.
Jogou na "obra feita", em especial a conclusão da Academia Dolce Vita, a manutenção da equipa principal no escalão maior do futebol nacional e a estabilidade da tesouraria.
A histórica vitória na Luz (que vem reforçar a aposta feita, durante a semana, na continuidade de Domingos) constituiu uma verdadeira "prenda". Por fim, o anúncio de Pedro Roma como futuro director-geral da formação foi um "joker" muito bem jogado.
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João Francisco Campos - Acabou por ser o mais improvável "challanger" do actual presidente, quando avançou e ocupou o vazio que parecia tomar conta do campo da oposição.
Embora não deva ser suficiente para vencer, surpreendeu pela positiva. Ao contrário do que pretenderiam alguns dos seus apoiantes mais radicais, não enveredou pelo caminho da agressividade e da crispação, tendo realizado uma campanha muito digna.
Não cedeu à demagogia e apresentou propostas realistas, embora por vezes demasiado genéricas. Contudo, para além da oposição clara ao estilo e à gestão de JES, as suas linhas programáticas não se distinguiram o suficiente das do seu adversário.
A falta de tempo para preparar o projecto reflectiram-se na organização da campanha: a divulgação do programa "a conta-gotas" é disso exemplo.
Por outro lado, não conseguiu ultrapassar os dois pontos críticos da sua campanha: a excessiva juventude da sua equipa (e a sondagem que efectuámos é reveladora disso) e a "atrelagem" da "velha guarda coroísta" (de quem tentou, aliás, subtilmente demarcar-se).
Jorge Alexandre Marques - Apesar das críticas, o actual presidente do Tourizense é, na minha opinião, um dos grandes "trunfos" da equipa de JES.
Se a gestão desportiva se revelou um dos "calcanhares de Aquiles" da actual direcção, a sua presença vem colmatar essa "brecha". Basta verificar que colocou uma colectividade de uma pequena aldeia do interior (com 200 habitantes e que nem sequer é sede de freguesia) a disputar os lugares cimeiros das competições não profissionais (mais propriamente, a série C do "Nacional" da 2ª Divisão).
As suas ligações ao FC Porto são também uma "mais-valia". Desde os tempos de Jorge Anjinho que o estabelecimento de relações preferenciais com os "dragões" (especialmente ao nível do empréstimo de jogadores) tem sido quase uma constante da estratégia de "relações externas" da Académica e os resultados têm sido positivos. Atente-se em Hélder Barbosa e Luís Aguiar, para falar apenas desta época.
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João Paulo Fernandes - Tal como o candidato da oposição, também foi presidente da "Mancha Negra", à frente da qual demosntrou capacidade de liderança e de organização.
Foi um dos "trunfos" de JES na última campanha e faz parte da Direcção que agora cessa funções.
Enfrentou com coragem os problemas financeiros do futsal, atravessando a "tempestade" sem deixar "naufragar o barco".
Em caso de vitória da lista D seria o responsável pelas infraestruturas.
É, claramente, uma "mais-valia" na equipa de JFC.
Paulo Mota Pinto - É o candidato da lista do actual presidente à Assembleia Geral e considero-o uma excelente escolha.
Filho de um grande académico e ex-primeiro-ministro, prematuramente desaparecido, foi juíz do Tribunal Constitucional.
Honesto e prestigiado, revela o equilíbrio e o bom senso necessários para o exercício do cargo a que se candidata.
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Américo Santos - Também ele é um dissidente do campo "jesista". Antigo presidente do Conselho Fiscal, "bateu com a porta" devido a divergências com o presidente da Direcção.
Juíz, com fama de independente, candidata-se de novo ao cargo que já ocupou.
Tem feito uma campanha discreta, cingida apenas às competências daquele Conselho. Pode beneficiar do apoio de alguns associados que, apesar de votarem em JES como mal menor, não pretendam "passar-lhe um cheque em branco". E, dadas as funções de fiscalização deste órgão, será aqui que mais se poderá fazer sentir o "voto cruzado".
Jaime Dória Cortesão - É uma figura com prestígio nos meios académicos e lidera a candidatura da lista A ao Conselho Académico, da qual constam outros prestigiados académicos.
Porém, talvez por residir em Lisboa, não tem existido durante a campanha. É certo que, nos actuais Estatutos, o poder deste órgão é bastante reduzido, mas parece-me que merecia mais um "esforçozinho".
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Ferreira da Silva - É, igualmente, uma figura prestigiada, que já exerceu vários cargos na Briosa.
Candidato da oposição à Assembleia Geral, tem-se desdobrado em intervenções, na sua maioria demasiado genéricas e abstractas.
Se a proposta de abrir as AG com fados de Coimbra é inócua, a defesa de Álvaro Amaro dá a ideia de que há sócios "mais iguais" que outros. Por muito que tenha feito pela instituição, o autarca de Gouveia tem de sofrer as consequências de ter estado três anos sem pagar quotas, como qualquer outro associado.
António Preto - Foi um dos vice-presidentes da Direcção actual e é agora candidato da lista de JES ao Conselho Fiscal.
Do ponto de vista legal, não há qualquer impedimento. Porém, não me parece correcto do ponto de vista ético. Sempre que estejam em causa documentos da Direcção de que fez parte, pede escusa? Ou irá "António Preto-presidente do CF" julgar actos praticados por "António Preto-vice-presidente"?
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Campos Coroa - O ex-presidente surge a encabeçar a lista oposicionista ao Conselho Académico.
Durante a campanha, falou obecessivamente do processo que levou à sua demissão em 2002, afirmando-se vítima de uma sinistra conspiração. Se não fosse reincidente, talvez desse para acreditar. Só que, em finais dos anos 80, deixou a secção de andebol, de que era presidente, no mesmo estado em que deixou o OAF: com vários meses de salários em atraso e dívidas acumuladas.
Face aos "anti-corpos" que suscita em múltiplos sectores da Briosa, as suas referências ao passado constituíram verdadeiro "fogo amigo" na candidatura de JFC.
Lista A anuncia: Pedro Roma vai dirigir a formação da Académica
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O anúncio oficial foi feito, hoje, ao início da tarde, pelo presidente da Associação Académica de Coimbra. Numa sessão da sua recandidatura à presidência, dedicada à area da formação, José Eduardo Simões apresentou a estrutura da formação que quer ver implementada no próximo mandato. O grande trunfo da nova estrutura será Pedro Roma, capitão da Académica, que continuará a jogar durante mais uma temporada, acumulando com o cargo de Director-Geral da Formação.
Ao nível da Direcção, foi também apresentado o vice-presidente responsável pela formação, Camilo Fernandes, ex-jogador da Briosa. Outro antigo jogador da Académica que fará parte da nova estrutura será Carlos Simões, ex-internacional do FC Porto, licenciado em Fisioterapia, que exercerá as funções de fisioterapeuta no sector da formação, integrado no Departamento Médico do clube.
“Se na próxima segunda-feira os sócios votarem em mim, quero que saibam que o meu objectivo na formação é muito claro – pretendo uma estrutura profissional também nesta área, sector em que a Académica tem mais de 350 atletas. Creio que chegou o momento de dar o salto qualitativo. Depois de termos profissionalizado a gestão, chegou a hora de reforçarmos a componente da formação da Briosa”, disse José Eduardo Simões.
O candidato da Lista A foi muito claro quanto aos seus objectivos nesta área: “Quero uma formação de qualidade e exemplar. O que eu pretendo é que a Académica consiga trazer para o seu seio atletas que possam perceber o que é a nossa instituição, quero que eles o percebam desde muito cedo e se preparem para os desafios. Sempre entendi que a passagem de júnior para sénior é o salto mais difícil. Creio que com o Pedro Roma à frente da Formação tudo será mais fácil, pois o seu curriculum fala por si”.
Depois de ter anunciado esta semana a continuação de Domingos Paciência por mais uma época, o candidato da Lista A jogou uma das suas cartadas mais fortes - Pedro Roma, capitão de equipa e o atleta mais emblemático do clube.
Pedro Roma, presente na sessão da candidatura que tem por lema "Unir a Académica", aceitou o repto que lhe foi lançado pelo actual Presidente: “Tenho de confessar que o desafio que me foi lançado é aliciante e é um projecto com o qual me identifico em pleno”. O capitão da Briosa explicou que continuará a jogar por mais uma temporada e revelou-se entusiasmado com as novas funções: “Já decidi que ia continuar mais um ano. Vou fazer tudo para melhorar o sector da formação do clube e prometo muito trabalho numa área que considero essencial para a instituição que sirvo. O meu objectivo é muito claro – trazer mais jovens juniores para a equipa sénior. Sei que não temos tido tantos como gostaríamos, mas penso que com as pessoas que temos e com esta nova estrutura poderemos partir para outro patamar”.
Da estrutura de gestão da formação continuará a fazer parte António José Figueiredo, doutorado pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, que será coordenador técnico. .
Candidatura da Lista A - Coimbra, 12 de Abril de 2008
A claque da Briosa, a Mancha Negra, foi ontem agredida pelas forças policiais, à entrada do estádio da Luz. Saímos de Coimbra já por volta das 6.30h, devido a um atraso do autocarro. Mas devido ao bom condutor, conseguimo- nos por no Estádio da Luz mesmo em cima da hora do jogo, a tempo ainda de ver o jogo completo, não fossem as autoridades “prenderem- nos” por vários minutos no autocarro, onde ouvimos e festejámos com grande euforia o primeiro golo do jogo, obtido pelo Miguel Pedro, que seria uma das figuras da partida. Saídos do autocarro, na expectativa de entrar logo no Estádio para ver a nossa Grande Briosa (nessa noite ainda maior foi), os seguranças do estádio barraram-nos a entrada. Descontentes por pagarmos um bilhete inteiro e não apenas meio bilhete, questionámos a segurança do estádio do porquê da nossa não entrada a horas. Os ânimos exaltaram-se, o que é normal numa situação destas, principalmente porque o jogo se realizou a uma Sexta Feira, o que é complicado para quem tem de viajar centenas de quilómetros atrás do nosso amor, que é a Académica. Quando eu estava a tentar manter a calma, segurando um Ultra, fui violentamente agredido por um polícia nas costas e pernas, ficando deitado no chão, e mesmo assim a continuar a ser agredido. Prova disso, é a maneira como tenho hoje as costas e pernas. Esta atitude das autoridades não se compreende, uma vez que éramos apenas cerca de 30 Ultras, estando a polícia em largo número e tendo a situação perfeitamente controlada. É uma situação que uma vez mais se lamenta, não sendo apenas eu agredido.
No final, e apesar das dores, que foram esquecidas com o que se passou já dentro do Estádio, cheguei à conclusão que para ver a Académica vencer, vale tudo. Utilizando uma frase do Francisco Martinho, “se para a Académica ganhar desta forma for preciso baterem-me…então batam!”.
Segundo consta, a Académica irá ter que pagar uma multa depois da vitória em pleno Estádio da Luz por 0-3. . É que o Estádio da Luz está apenas autorizado a realizar jogos e a dar concertos. A Académica veio ontem dar um baile!
Académica do tamanho do mundo Grandes, grandes, grandes!
Hoje é sem dúvida um dia histórico para toda a família da Académica, a Briosa foi ao Estádio da Luz golear o Benfica por três golos sem resposta e conquistou assim uma vitória a que já não assistiamos desde 1954. Foram anos esperando por um dia como este, e uma sensação de injustiça pairava pelos corações há muito tempo, mas hoje foi dia para matar a barriga de misérias e a Académica saiu vencedora por esclarecedores 3-0 sem deixar qualquer margem para dúvidas. Tentar escrever o que foi o jogo de hoje, é certamente uma tarefa muito complicada, e espero que os leitores o percebam. É que há uma alegria imensa que não pode de maneira alguma ser escrita num mero texto. .
Depois do empate com o Vitória de Setúbal, Domingos Paciência decidiu mexer na equipa regressando ao esquema táctico que havia utilizado até à saída de Hélder Barbosa. Pedro Roma foi o senhor da baliza, com uma dupla impecável de centrais - Kaká e Orlando. Mais à direita esteve Markus Berger enquanto que Pedro Costa ocupou a lateral esquerda. No meio campo, Nuno Piloto foi o elemento mais recuado enquanto com Pedrinho como interior direito e Cris a interior esquerdo. Mais à frente Luís Aguiar no apoio a Lito e ao endiabrado Miguel Pedro.
. Desde o início da partida que se percebeu que a Académica estava hoje pronta para a melhor exibição da época, preparada para bater o Benfica e mostrar o valor que tantas vezes ficou perdido por lançes infelizes, por golos nos últimos minutos ou por falhas da equipa da arbitragem. A festa começou logo aos 4 minutos, num lance em que Miguel Pedro ganha a bola com felicidade, mas em que ultrapassa Quim com toda a classe fazendo o primeiro para a Académica. Pressionado por jogar em casa e com os assobios do público, o Benfica tentou reagir. Aos 10 minutos, grande oportunidade nos pés de Cardozo que na pequena área atira ao lado. Mas se o Benfica não conseguiu mais, foi fundamentalmente por mérito dos "estudantes" que mostraram hoje uma solidez defensiva nunca antes vista e um meio campo fortíssimo, mesmo sem Pavlovic em campo. Domingos Paciência acertou em cheio ao alinhar na Luz sem pontas de lança, a defesa do Benfica ficou completamente baralhada e os três da frente, Miguel Pedro, Lito e Luís Aguiar puderam assim fazer um grande jogo, tal como toda a equipa. . Aos 15 mintos é Luís Aguiar que tem nos pés uma grande oportunidade de aumentar a vantagem mas atira ao lado. O segundo golo parecia estar a chegar e aos 32 minutos é Markus Berger de cabeça que faz o 2-0, após a marcação de um livre. Euforia dos poucos adeptos que se deslocaram ao Estádio da Luz! A partir daqui assistiu-se a um jogo em que a Académica soube sempre controlar, embora o Benfica tenha conseguido criar algumas oportunidades. O capitão Pedro Roma esteve à altura quando chamado a intervir. Mesmo perto do intervalo, livre directo para Luís Aguiar que dá a Quim a oportunidade de fazer uma grande defesa, a bola bate ainda no poste. Chegavamos ao intervalo com justiça no marcador e uma grande jogatana da nossa Briosa! . Para a segunda parte, era necessário manter a qualidade dos primeiros quarenta e cinco minutos e evitar o eventual domínio encarnado. Mais uma vez os capas negras mostraram que a Académica é o melhor clube do mundo. Pedro Roma foi a principal figura no que compete a impedir golos efectuando 3 grandes defesas durante o primeiro período da primeira parte. A Académica controlou o jogo e ao minuto 65, foi hora de se fazer história na Académica. Mais uma boa jogada de Miguel Pedro onde a bola, depois de bater nas pernas dos jogadores do Benfica sobra para Luís Aguiar que perante Quim faz o 0-3. Até final da partida, o Benfica colocou todos os avançados que tinha mas a Académica nem precisou de fazer qualquer substituição de modo a reforçar a defesa. A grande oportunidade de golo surge mais uma vez por parte da Académica onde o recém entrado Edgar, perante Quim não o consegue bater permitindo a defesa para canto. . O jogo chegava ao fim e a festa foi feita pelos de fora que entre lágrimas e abraços festejaram uma vitória no Estádio da Luz, 54 anos depois.
. Os "heróis da noite" um-a-um:
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Pedro Roma (5) - Uma grande noite para o capitão da Académica! Defesas e mais defesas evitando que o Benfica pudesse chegar ao golo.
. Markus Berger (5) - Surpresa a sua inclusão a titular, cumpriu e excedeu as expectativas. Sempre muito certinho, não subiu pelo lado direito mas defensivamente esteve irrepreensível. Marcou o 0-2 com um bom movimento de cabeça. .
Kaká (5) - Se Cardozo teve hoje um dia mau, deve-o sobretudo ao jogo de Kaká. O brasileiro efectuou uma exibição de grande nível sem cometer qualquer falha durante os 90 minutos.
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Orlando (5) - Tal como toda a defesa, esteve cinco estrelas. Queremos mais jogos assim Orlando!
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Pedro Costa (5) - Muito rápido pelo lado esquerdo da defesa, nunca deixou passar nada. Depois de titular com o Setúbal, parece ganhar a Cléber e Vítor Vinha.
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Nuno Piloto (5) - Um autêntico comandante no meio campo da Briosa, secou por completo a fonte de inspiração benfiquista - Rui Costa. Num jogo em que todos se candidatam para os melhores em campo, Nuno Piloto foi sem dúvida um dos melhores, entre os melhores.
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Cris (5) - Mais um grande jogo do português. Recuperou inúmeras bolas no meio campo e foi sempre genial no transporte para o ataque.
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Pedrinho (5) - Também ele a constituir uma surpresa na posição onde foi colocado, mostrou ser o grande reforço de Inverno da Académica. Fechou o lado direito e atacou sempre que foi preciso. O segundo golo nasce da sua insistência, pois foi ele que ganhou a falta para o livre.
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Luís Aguiar (5) - Fez sem dúvida o melhor jogo desde que chegou à Académica. Correu, correu, correu e foi uma dor de cabeça para a defesa contrária. Pareceu ter baixado de rendimento entre o fim da primeira parte e o princípio da segunda mas no final do jogo voltou a mostrar o seu talento marcando mesmo o terceiro golo.
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Miguel Pedro (6) - Fez hoje um jogo como nunca tínhamos visto. Marcou o golo que embalou a Académica nesta vitória histórica e esteve sempre endiabrado quando tinha a bola. O melhor da Briosa.
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Lito (5) - Parece uma bala! Grandes jogadas ora pelo lado esquerdo, ora pelo direito. Pôs a defesa do Benfica em água. Está de volta o melhor marcador da Académica!
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Edgar (3) - Teve uma grande oportunidade de fazer o 0-4 mas a barriga já estava cheia. Levou ainda um cartão amarelo escusado e nunca conseguiu mudar nada com a sua entrada. Leva nota positiva porque hoje é dia de festa!
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Ivanildo (3) - Tentou Domingos com a sua entrada manter um jogador rápido na frente para que o Benfica tivesse em atenção os lançes ofensivos da Briosa. Em parte, isso foi conseguido. . Tiero (-) - 5 minutos em campo, nem deu para aquecer.
(Desde Fevereiro de 2003, quando J.E.Simões assumiu funções de dirigente na AAC/OAF)
MÉDIA DE 16,4 NOVOS JOGADORES POR ÉPOCA
ÉPOCA 2003-2004 (Total =20)
ERA J.E.Simões DIRECTOR FINANCEIRO
Treinadores: Artur Jorge, Vítor Oliveira e J.C.Pereira
INÍCIO (15)
Fouhami Pedro Henriques Paulo Costa José António Filipe Alvim Rodolfo Dionathan Wilton Akos Buszakis Cédric Fiston Pedro Fontes Fábio Felício Chano Delmer «El Gato» Perez
JANEIRO DE 2004 (5)
ERA J.E.Simões PRESIDENTE INTERINO
Paulo Sérgio Alexandre Fávaro Joeano Flávio Dias Káká
ÉPOCA 2004/2005 ( Total =15)
ERA J.E.Simões PRESIDENTE
Treinadores: João Carlos Pereira e Nelo Vingada
INÍCIO (10)
Dani Bruno Leite Danilo Vasco Faísca William Soares Ricardo Fernandes Luciano Rafael Gaúcho Kenny Cooper Clemente Beaud
JANEIRO 2005 (5)
Roberto Brum Andrade Kennedy Hugo Leal Marcel
ÉPOCA 2005/2006 (Total =11)
ERA J.E.Simões PRESIDENTE
Treinador: Nelo Vingada
INÍCIO (9)
Eduardo Lira Ezequias Hugo Alcântara Filipe Teixeira Fernando Zada Rui Miguel Gélson
JANEIRO 2006 (2)
Serjão Ousmane N’Doye
ÉPOCA 2006/2007 (Total =17)
ERA J.E.Simões PRESIDENTE
Treinador: Manuel Machado
INÍCIO (15)
Douglas Sonkaya Lino Litos Medeiros Kaká Paulo Sérgio Pavlovic Alexandre Hélder Barbosa Miguel Pedro Raul Estevez Dame N’Doye Nestor Alvarez Gyano
JANEIRO 2007 (2)
Joeano Cláudio Pittbull
ÉPOCA 2007/2008 (Total =19)
ERA J.E.Simões PRESIDENTE
Treinadores: Manuel Machado e Domingos Paciência
INÍCIO (14)
Ricardo Rui Nereu Pedro Costa Orlando Markus Berger Tiero Cris Lito Ivanildo Fofana Vouho Peralta Pablo Castro Licá
JANEIRO 2008
Edgar Luís Aguiar Cléber Irineu Pedrinho
Período durante o qual J.E.Simões exerceu funções dirigentes: 5 anos
82 JOGADORES
MÉDIA DE 16,4 JOGADORES POR ANO
6 TREINADORES
JOGADORES QUE NÃO DISPUTARAM QUALQUER JOGO OFICIAL
PAULO COSTA WILTON BRUNO LEITE PEDRO FONTES CHANO ALEXANDRE FÁVARO WILLIAM SOARES CLEMENT BEAUD LICÁ IRINEU PABLO CASTRO
JOGADORES QUE ACTUARAM EM APENAS 5 JOGOS OU MENOS
FLÁVIO DIAS KAKÁ DANI KENNY COOPER EDUARDO DOUGLAS SONKAYA SERJÃO RAUL ESTEVEZ RUI NEREU VOUHO PERALTA PABLO CASTRO LICÁ
TOTAL DE JOGADORES COM MENOS DE 5 JOGOS DISPUTADOS: 25
Entre os convocados para o jogo de amanhã frente ao Benfica, na Luz (20h30m), destaca-se o regresso do Cabo-Verdiano Lito, que falhou o último jogo, por castigo. Joeano também é destaque, mas pela negativa, uma vez que se lesionou gravemente no último jogo (estará ausente cerca de 4 meses). Rui Nereu regressará a uma casa que já foi sua, tendo saído do Benfica à duas épocas atrás. Pavlovic, não conseguiu recuperar a tempo da lesão que o vem afectando, não integrando, por isso, a convocatória para a partida de amanhã.
Relembra-se ainda, que os bilhetes para o jogo na Luz estão à venda por 12.5 euros, no Pavilhão Jorge Anjinho.
Lista de convocados:
Guarda-redes: Pedro Roma e Rui Nereu. Defesas: Pedrinho, Cléber Manttuy, Orlando, Kaká, Berger e Pedro Costa. Médios: Nuno Piloto, Tiero, Fofana, Cris, Cristiano, Luís Aguiar e Miguel Pedro. Avançados: Lito, Ivanildo e Edgar.
Depois de, esta tarde, termos publicado o programa da lista D, é a vez de publicarmos o da lista A.
LISTA A
PROGRAMA
Nos últimos 3 anos fixaram-se objectivos concretos e assumiu-se o desafio de colocar a Académica no RUMO CERTO. Porque o nosso trabalho deve ser avaliado pelos associados, importa dar conhecimento do grau de execução dos principais objectivos definidos em 2005:
1. Concretizados
1.1.De Natureza Estratégica • Inauguração da ACADEMIA DOLCE VITA • Aquisição do Edifício dos Arcos do Jardim (PROCAC) • Construção de Relvados Sintéticos para a Formação • Manutenção da Académica na Super Liga • Oposição à transformação da Académica numa SAD
1.2. Outros Objectivos e Acções • Salários e Prestações Fiscais e Sociais em dia • Aumento do número de atletas inscritos nas Escolinhas Briosa, na Formação e no Futsal (acréscimo de cerca de 20%) • Aumento do número de atletas internacionais na Formação •Aumento do número de atletas estudantes nas diversas equipas da Académica (valorização da Vertente Histórica Humanista da Académica) • Apresentação de Proposta de Revisão dos Estatutos (em apreciação pelos Associados)
2. Em Fase adiantada de Concretização • Qualificação dos meios humanos e equipamentos do Departamento Médico • Renovação da frota de autocarros • Diminuição do Passivo • Organização dos serviços • Criação de uma rede de prospecção progressivamente mais eficaz • Reforço da ligação Académica/Universidade/Academia/Cidade/Região. Académica, símbolo de Coimbra
3. Não Concretizados • Disputa de lugares de acesso a competições europeias • Criação do Museu do Desporto Académico – para cujo estudo se reafirma total disponibilidade
Os anos de 2005 a 2008 foram, pois, essencialmente dedicados a criar alicerces seguros e uma estrutura forte para o futuro da Académica. Cumprimos com determinação, rigor e dedicação: a Académica recuperou credibilidade e estabilidade.
A aposta no futuro só pode passar pela QUALIDADE: FAZER MAIS E MELHOR.
Para o próximo mandato, definimos as seguintes PRIORIDADES.
1 - ACADÉMICA DE PRIMEIRA - SEMPRE!
• Promover a Académica sinónimo de Futebol Espectáculo, bandeira do desporto e fair-play de Coimbra e Portugal • Prosseguir o trajecto de consolidação da Académica na Super Liga, procurando atingir melhores classificações • Reforçar a equipa sénior de futebol prioritariamente através de atletas com experiência de Super Liga identificados com os valores e princípios da Briosa • Promover a melhor transição dos atletas da formação para o escalão sénior, sem esquecer a detecção de atletas com potencial desportivo • Manutenção do Tourizense como clube satélite • Manter equipas técnicas de qualidade para todos os escalões, integrando-as num projecto desportivo e social de formação coerente
2 - FORMAÇÃO DE PRIMEIRA QUALIDADE E EXEMPLAR
• Criação da figura do Director Geral da Formação com perfil associado à Académica • Aumento gradual da percentagem do orçamento da AAC/OAF dedicada à Formação • Criação de Escolas de formação de Guarda Redes e Avançados • Alargamento da esfera de acção do Gabinete de Prospecção na busca de jovens promessas cujo perfil se encaixe nos nossos princípios e interesses • Melhorar o acompanhamento social e escolar aos atletas jovens • Pagamento das propinas do Ensino Superior aos atletas da formação • Lançamento de acções de formação técnica e profissional abertas a outros clubes e entidades desportivas
3 - OPTIMIZAR A UTILIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS - VALORIZAR O NOSSO PATRIMÓNIO
• Remodelação e rentabilização do Pavilhão Jorge Anjinho escolhendo parcerias adequadas, para usos de desporto e convívio associativo, serviços de saúde e assistência a residências especiais para os associados • Reabilitação e rentabilização do edifício dos Arcos do Jardim. Usos a definir com a Reitoria e a Associação Académica, com espaço dedicado à história da Secção de Futebol, do CAC e do OAF • Dotar a Academia Dolce Vita de uma gestão profissional. Estabelecer parcerias com empresas para realização de eventos e utilização das valências da Academia - relvados, salas de formação, quartos, refeitório, cuidados médicos, ginásio, hidroterapia. • Abertura dos serviços do Departamento Médico e espaços da Academia aos associados, atletas de outras modalidades da AAC e atletas de outros clubes • Ampliação da Academia Dolce Vita para construir mais dois campos relvados, um dos quais destinado à realização de jogos dos escalões de formação
4 - MODELO DE GESTÃO PROFISSIONAL E RIGOROSO
• Optimizar o Regime Especial de Gestão, reafirmando a oposição à criação de uma SAD na Académica • Proteger a Académica de interesses empresariais financeiros e/ou de empresários, por mais poderosos ou apelativos que possam parecer • Estabelecer como meta a redução do passivo para metade, em 3 anos • Melhorar as condições da parceria com a TBZ relativamente ao Estádio, através de campanhas para aumento do número de associados e de assistências, criação de novos tipos de associados e mais eventos • Potenciar a exploração comercial do site da Académica, com a inclusão da loja virtual e inscrição de associados on-line • Concluir a renovação da frota de autocarros • Estudar com a DG/AAC a eventual criação de uma Secção de Futsal na AAC, com base na estrutura existente no OAF e na disponibilidade do Pavilhão
5 - RELAÇÕES INSTITUCIONAIS ORIENTADAS POR PRINCÍPIOS E VALORES
• Assumir a Académica como grande Instituição de formação da Região Centro, ao nível desportivo, social e médico • Aprofundamento de protocolos e parcerias com a AAC, a Reitoria, a Câmara Municipal de Coimbra e entidades com interesses comuns nas vertentes desportiva e social • Procurar estabelecer, junto das Instituições do Ensino Superior, regras favoráveis para o Estatuto do Atleta Estudante do OAF de Alto Rendimento desportivo • Estudar a criação de cursos superiores específicos de gestão desportiva para dirigentes e técnicos • Manter a política de valorização do atleta estudante e do aproveitamento da experiência de actuais e ex-atletas na estrutura da Académica • Ligação do Sócio à Instituição segundo o princípio que os associados são a verdadeira alma da Briosa e todos possuem os mesmos direitos e deveres • Realçar o respeito pela defesa intransigente da verdade desportiva, elemento essencial do nosso património genético
6 - ACADÉMICA ABERTA E ATRACTIVA - UNIR A ACADÉMICA
• Revitalização e criação de Casas e Núcleos da Académica, promovendo reuniões, debates e tertúlias mensais nos municípios onde existam mais de 10 associados • Promover digressões a Países onde existam filiais da Académica e estabelecer acordos de prospecção e de formação de atletas, técnicos e profissionais da medicina desportiva • Realizar um Congresso da Académica em 2009 • Elaborar o “roteiro” dos adeptos da Académica em Portugal e no Mundo • Iniciar estudos e projectos com vista à construção de um Estádio com capacidade até 13.000 adeptos, a ser concluído até 2012/13 • Estudar a criação de Escolas da Académica em países de expressão oficial portuguesa, das quais possam emergir talentos com a tradição da Académica • Constituição de um Grupo de Reflexão aberto a colaborações, que terá como missões: o Apresentar a proposta final de Revisão dos Estatutos o Elaborar um Documento de Estratégia para o Médio e Longo Prazo • UNIR A ACADÉMICA em torno de princípios e de valores que são os nossos, e assumir com orgulho que continuamos a ser diferentes dos demais clubes
Hoje a Académica está mais forte e mais preparada para assumir novos desafios, COM UMA NOVA AMBIÇÃO.
Com alicerces seguros e no rumo certo, garantimos um futuro com MAIS QUALIDADE. Uma ACADÉMICA BRIOSA e VITORIOSA.
A lista D, candidata à direcção da Académica, divulgou hoje em comunicado "14 promessas não cumpridas pelo actual presidente", criticando "o aumento do passivo e a entrada excessiva de jogadores e treinadores".
Das 14 promessas, o actual presidente, José Eduardo Simões, reconheceu recentemente como não cumpridas apenas três: a criação do Museu Académico, a Fundação e a aquisição da sede do Procac, aos Arcos do Jardim.
A equipa de João Francisco Campos enumera hoje, com base em compromissas eleitorais, as promessas "esquecidas" pelo actual presidente, entre as quais "a falta da Revisão dos Estatutos, que o próprio presidente da Mesa da Assembleia Geral classifica de "péssimos", com lacunas e não cumpridos".
O comunicado refere também "o aumento do passivo de 7 milhões em 2004 para 10,5 milhões em 2008, o "divórcio" entre a instituição e os adeptos, e o facto de apenas 3.000 associados terem as quotas em dia, quando a direcção pretendia atingir no início do mandato a soma de 30 mil". A entrada de cerca de 90 jogadores e seis treinadores em três anos e a luta permanente pela manutenção na Liga portuguesa de futebol são outros dos pontos criticados.
A lista D denuncia "o projecto megalómano do actual presidente em querer construir um estádio de raiz para cerca de 15 mil espectadores, quando as assistências actuais se situam em cerca de 5.000 por jogo, e depois de ter assinado com a Câmara Municipal de Coimbra um contrato para utilizar o Estádio Cidade de Coimbra até 2014".
A Lista D - Candidata à Direcção da AAC/OAF, vem por este meio convocar os Sr.s jornalistas e respectivos órgãos de comunicação social, a estar presentes amanhã, Quarta-Feira 9 de Abril pelas 18h30m, na Sede de Campanha, sita na Av. Sá da Bandeira, Edif. ACIC R/c, para uma CONFERÊNCIA DE IMPRENSA.
O propósito é o aprofundamento de pontos do programa a apresentar nos próximos dias, nomeadamente o Modelo de Gestão Financeira a implementar, assim como a forma de gestão que propomos para a receita de 4,5m euros de que a Académica dispõe actualmente, sendo mal geridos pela Administração actual.
Lista D
Apresentamos aqui, temporariamente, enquanto não tornamos público aqui no site, o programa da candidatura, este desenvolvimento dos pontos apresentados inicialmente mas mais específicos para cada plano de acção.
Financeira
-Auditoria externa às contas
-Rigor na gestão dos 4 a 5 milhões de euros de receita fixa que são da Académica. (Contrato TBZ vigente por mais 7 anos; Vários contratos de patrocinadores encontram-se fechados por vários anos)
-Aposta e diversificação das áreas de negócio de forma a rentabilizar o património existente
-Profissionalização da gestão e imposição de objectivos no controlo e execução
-Angariar um patrocinador para o Futsal. -algo que até agora não foi feito ou explorado
Marketing e Comunicação
-Desenvolvimento de acções que potenciem o crescimento do número de associados e espectadores nos jogos
-Reformulação e reforço da comunicação institucional via Internet
Sócio Online; Loja virtual. Nova linha de merchandise e criação de uma publicação periódica gratuita para os sócios em acordo com a TBZ, de forma a solucionar a estagnação da marca
-Planos de intervenção de compromisso social e institucional por parte dos atletas com a comunidade e cidade
Jurídico
-Transparência para com os associados
-Informação sobre os contratos institucionais e profissionais que vinculam a Académica
-Rigor e profissionalismo nas avaliações e situações do foro legal e jurídico que envolvam a Instituição, tratando-as com o maior dedicação e competência
Formação
-Profissionalização da formação e prospecção. Sistema planificado de olheiros.
-Aposta na criação de uma rede regional de núcleos de formação de atletas
-Reforço do número de atletas oriundos da formação na equipa principal, cujo número de jogadores será reduzido para entre 16 a 18 atletas, sendo os restantes atletas que perfazem os 25, oriundos da formação
-Papel actívo dos ex-jogadores e Veteranos no dia-a-dia da Academia apoiando a formação pessoal dos jogadores enquanto Homens, incutindo-lhes o amor pela Instituição, e explicando o significado do emblema e o valor da camisola
Infra-estruturas
-Requalificar o pavilhão Jorge Anjinho com novas valências. (Ex. Creche, Centro de Dia, ATL, agência de viagens, Centro de Formação)
-Dotar a academia de condições para a realização de jogos oficiais das camadas jovens, transformando-a no “viveiro” da formação
-Adquirir a sede do PROCAC e requalifica-lo, fixando aí a Sede da Académica, criando salas para as Claques Mancha Negra e Fans e para o Núcleode Veteranos, bem como um espaço de convívio para os associados
Futebol Profissional
-Plantel composto por 16 a 18 atletas com um núcleo duro estável e duradouro que permita a entrada de jogadores da formação
-Profissionalização da estrutura do Futsal e assumir a angariação, pela primeira vez de um patrocinador em exclusivo
-Criação de uma identidade desportiva, cujo modelo seja de referência aliando os valores históricos aos resultados desportivos com uma equipa técnica e profissional estável com um treinador de compromisso a um projecto de 3 anos
Na 2ª feira à noite, a lista A promoveu na sua sede de candidatura, sita na Rua dos Combatentes, uma conferência que serviu para apresentar os elementos que, em caso de vitória nas eleições, integrarão a nova Direcção do clube.
No evento, esteve presente o treinador Domingos Paciência e os restantes membros da equipa técnica do futebol profissional.
Entretanto, em declarações ao site "Maisfutebol", o técnico confirmou a existência de um acordo verbal para a sua continuidade na Briosa em caso de vitória da lista A: «Ficarei no clube, porque foi este presidente que apostou em mim e também porque a Académica é um clube diferente». Apenas falta saber a duração do futuro contrato.
Ao mesmo tempo, Jorge Alexandre Marques, actual presidente do "satélite" Tourizense, será o responsável pelo departamento de futebol profissional.
Entretanto, segundo o diário "As Beiras", o ex-jogador Camilo Fernandes será, muito provavelmente, o responsável pelo sector da formação.
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Entretanto, em declarações à RUC, José Eduardo Simões revelou que dois jogadores do clube de Touriz, o defesa Gonçalo e o médio Éder deverão integrar o plantel academista na próxima temporada.
Paulo Baptista, foi o árbitro nomeado pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional para o próximo jogo da Académica, frente ao Benfica, no Estádio da Luz. O juíz, filiado na Associação de Futebol de Portalegre, tem 39 anos, é gerente de armazéns e exerce a actividade de árbitro desde a época de 1987/1988. Foi 16º classificado no Ranking da época anterior e esta época já apitou 10 jogos da BwinLiga, tendo exibido 44 cartões amarelos, 1 vermelho e igualmente um duplo amarelo. Quanto a jogos com a Briosa na presente temporada, já tivemos o "prazer" de nos cruzar com este árbitro por uma ocasião, num jogo no Estádio Cidade de Coimbra, frente ao Sporting, que foi um jogo de boas recordações, onde conseguimos obter a igualdade a um golo já no cair do pano.
Os dois candidatos à presidência da Académica-OAF, José Eduardo Simões (lista A) e João Francisco Campos (lista D) encontram-se hoje, pelas 16 horas, num debate promovido em conjunto pelo Rádio Clube de Coimbra e pelo Diário "As Beiras".
Poderá ser ouvido hoje, a partir das 16 horas, no RCC, na frequência de 98.4 FM. Quem não tiver essa oportunidade, poderá ler a reportagem sobre o evento na edição de quarta-feira de "As Beiras".
Trata-se do único debate entre os dois pretendentes ao cargo, a seis dias do acto eleitoral destinado a escolher os dirigentes da Briosa para os próximos três anos, pelo que deverá suscitar grande interesse entre os associados.
O Belenenses, que já havia vencido em Paços de Ferreira, voltou a dar uma "ajuda" à Briosa, ao bater o Leixões por 2-1, em partida disputada esta noite no Estádio do Mar, em Matosinhos.
Weldon, aos 27 e 54 minutos, marcou os dois golos dos visitantes, mas Paulo Machado reduziu a desvantagem no 80º minuto.
Mas o "herói" da partida foi o guarda-redes Júlio César, que defendeu duas grandes penalidades muito duvidosas assinaladas pelo árbitro Cosme Machado, uma aos 85 minutos e outra já nas compensações.
Com este resultado, a Académica encontra-se no 13º lugar, com 24 pontos, o Leixões é 13º, com 22, e o Paços de Ferreira, 15º, com 20.
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PS - Face ao que hoje se passou e às declarações incendiárias do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, do treinador Chalana e de alguns jogadores "encarnados" como Rui Costa e Petit, que visam, claramente, coagir os árbitros dos próximos jogos do seu clube, a Direcção e o técnico da Briosa devem estar atentos para que, na próxima 6ª feira, não sejamos nós a "pagar a factura" dos alegados "passivos" benfiquistas.
A RUC em 107.9 tem hoje preparado um programa especial de 3 horas onde será dada voz aos candidatos de todas as listas concorrentes às eleições na Associação Académica de Coimbra/OAF. A emissão irá para o ar às 21.15, será conduzida por Tiago Almeida e Ricardo Chambel e contará com a presença em estúdio do comentador João Amaral.
Sondagem "Simplesmente Briosa": JES deverá manter a presidência
RESULTADOS DA SONDAGEM: LISTA A - 53,5%, LISTA D - 35,6%, BRANCOS E NULOS - 10,9%.
O "Simplesmente Briosa" levou ontem a efeito aquela que é a primeira sondagem acerca do acto eleitoral para os corpos gerentes da Académica-OAF, a realizar no próximo dia 14 de Abril.
Fazemos esta afirmação, não por petulância ou arrogância intelectual, mas apenas porque corresponde à verdade dos factos.
É certo que decorrem, em outros blogues académicos e em alguns órgãos de comunicação social local, alguns inquéritos "on line" que adoptam a designação de "sondagem". Mas a verdade é que não o são na verdadeira acepção da palavra.
Não pondo em causa a bondade dessas iniciativas, o certo é que a sua fiabilidade é bastante menor. Duas razões contribuem para isso: .
1º) O universo de votantes está, por um lado, reduzido aos leitores das publicações ou dos blogues que as promovem e, por outro, pode incluir pessoas exteriores ao universo eleitoral;
2º) Há possibilidade de voto múltiplo: mesmo que só se possa votar uma vez do mesmo computador, nada impede que alguém vote várias vezes de diferentes computadores. .
Embora realizada com meios artesanais, a nossa sondagem teve em conta as regras de cientificidade a que devem obedecer este tipo de inquéritos. Claro que a pequena dimensão da amostra tem como consequência uma margem de erro relativamente elevada, que leva os resultados a situarem-se em intervalos de grande amplitude. Por isso, devem ser lidos com algum cuidado. .
Como foi realizada a sondagem? .
Foram inquiridos aleatoriamente 202 indivíduos, todos eles associados da Académica-OAF com as quotas em dia, que manifestaram intenção de votar ou colocaram essa hipótese. Não foram considerados os que assumiram abster-se. .
As entrevistas foram realizadas por quatro editores do SB na hora anterior ao jogo com o V. Setúbal (entre as 17:45 e as 18:45 de ontem), junto aos torniquetes das portas 2, 3, 6 e 7 do ECC, de forma a que ninguém pudesse votar mais de uma vez. .
Como não dispomos de dados acerca da repartição dos sócios pelas bancadas, tentámos que a amostra fosse equilibrada entre ambas. No final, esse objectivo foi alcançado: das 202 pessoas inquiridas, 104 foram-no na bancada poente e 98 na nascente. .
Foi adoptado o método da simulação do voto em urna. Do boletim de voto, constavam quatro alternativas: lista A (José Eduardo Simões), lista D (João Francisco Campos), branco ou nulo e "ainda não decidi". Para ajudar na distribuição dos indecisos, um dos pontos críticos de qualquer sondagem, colocámos, para os que escolhessem a última opção, três alternativas: "entre a lista A e a lista D", "entre a lista A e branco ou nulo" e "entre a lista D e branco ou nulo". .
Do ponto de vista matemático, o intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro de 6,8%. .
Quais os resultados da sondagem? .
Os resultados brutos, ou seja, as intenções directas de voto, deram o seguinte resultado: .
Lista A - 103 (51,0%); Lista D - 66 (32,7%); Brancos ou nulos - 17 (8,4%); Indecisos - 16 (7,9%). .
Dos que se revelaram indecisos: entre a lista A e a lista D - 4; entre a lista A e branco ou nulo - 3; entre a lista D e branco ou nulo - 4; não responderam - 5. .
Extrapolámos os que não responderam para o conjunto dos que ainda não definiram a sua opção de voto, o que nos deu os seguintes valores: entre a lista A e a lista D - 6; entre a lista A e branco ou nulo - 4; entre a lista D e branco ou nulo - 6. .
Para cada uma das três hipóteses, dividimos as duas alternativas atribuindo metade a cada uma delas. No final do exercício, 5 foram atribuídas à lista A, 6 à lista D e 5 aos brancos e nulos. .
Chegámos, então, ao resultado final: .
Lista A - 108 (53,5%); Lista D - 72 (35,6%); Brancos ou nulos - 22 (10,9%). .
Dado que a margem de erro é relativamente elevada, a distribuição das preferências da amostra deve ser colocada em intervalos relativamente grandes. Deste modo, temos: .
Lista A - De 46,7 a 60,3%; Lista D - De 29,1 a 42,1%; Brancos ou nulos - De 5,5 a 16,3%. .
Como se pode verificar, a consideração das margens de erro não afecta o resultado global da sondagem, pois o pior resultado previsto para a lista A é superior ao melhor da lista D. Daí que tudo pareça indicar que o mais provável será a reeleição de José Eduardo Simões para novo mandato.
Claro que ainda falta uma semana para as eleições e, até lá, ainda muita coisa pode acontecer. Até porque uma sondagem é isso mesmo: algo que revela as intenções de voto num dado momento. E que, como é óbvio, não se substitui ao acto eleitoral. Por isso, vale o que vale. Mas é inegável que possui grande interesse, tanto para os eleitores como para os candidatos.
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Como interpretar os resultados? .
Um dado interessante da sondagem é a grande disparidade de resultados entre as bancadas poente e nascente. .
Assim, na primeira, JES dispõe de uma vantagem esmagadora. Aí, os resultados brutos foram os seguintes: .
Lista A - 67 (64,4%); Lista D - 24 (23,1%); Brancos ou nulos - 6 (5,8%); Indecisos - 7 (6,7%). .
Na distribuição dos indecisos, 3 vão para a lista A, 3 para a lista D e 1 para brancos ou nulos, o que traduz o seguinte resultado previsível para esse sector: .
Lista A - 70 (67,3%); Lista D - 27 (26,0%); Brancos ou nulos - 7 (6,7%). .
Ao invés, na segunda, João Francisco leva algum avanço. São também maiores as intenções de voto branco ou nulo e a percentagem dos que ainda não decidiram em quem votar. Eis os resultados brutos: .
Lista A - 36 (36,7%); Lista D - 42 (42,9%); Brancos ou nulos - 11 (11,2%); Indecisos - 9 (9,2%). .
Distribuíram-se os indecisos, atribuindo 2 à lista A, 3 à lista D e 4 aos brancos e nulos. .
Então, temos, para essa área: .
Lista A - 38 (38,8%); Lista D - 45 (45,9%); Brancos ou nulos - 15 (15,3%). .
Claro que, para distribuir os indecisos ao nível das bancadas, utilizámos o critério acima exposto para os resultados globais. .
A grande diferença nas intenções de voto manifestada nas duas bancadas mostra a existência de uma clivagem geracional no seio da massa associativa da Briosa. Assim, a bancada poente (onde se situam os associados mais antigos e mais idosos) é claramente favorável ao actual presidente, José Eduardo Simões; a bancada nascente (onde se encontram os sócios mais jovens) mostra-se mais favorável ao seu opositor, João Francisco Campos. Algo a que a idade dos candidatos não será estranha. .
Em todo o caso, apesar de a sondagem prever a reeleição de José Eduardo Simões, a verdade é que mostra também algum descontentamento, expresso quer nos resultados bastante honrosos conseguidos por João Francisco Campos (especialmente para quem só se candidatou "à última hora") quer na elevada percentagem de eleitores que dizem não apoiar qualquer um dos candidatos. Sobre estes últimos, é provável que alguns acabem por abster-se, pelo que a percentagem de votos brancos ou nulos poderá não ser tão elevada como a sondagem sugere.
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Vamos, então, "digerir" os seus resultados. E, no dia 14, cá estaremos a ver quanto acertámos ou nos enganámos.
Simplesmente Briosa entrega prémio do BriosoMilhoes
Ontem, no final do jogo entre Académica e Vitória de Setúbal, o SimplesmenteBriosa procedeu à entrega do prémio referente ao último BriosoMilhões.
Apesar de por momentos termos tido a esperança que viesse ter connosco o mago Zandinga, o mestre Bambo ou a Maya, o nosso palpite falhou e foi mesmo Pedro Constantino o felizardo que recebeu a camisola oficial da Briosa como prémio dos seus palpites que apesar de tudo nada terão de astrológicos.
Assim, ficou provado que no BriosoMilhões, prognósticos não são no final do jogo, e que ao contrário do que pode parecer na foto, a camisola não está a ser devolvida pelo mago, perdão, Pedro. Ela foi mesmo para sua casa.
Eleições: Amanhã, grande sondagem "Simplesmente Briosa"
Amanhã, o "Simplesmente Briosa" apresentará os resultados de uma sondagem relativa às eleições para a Direcção da Académica-OAF, realizada antes do encontro frente ao Vitória de Setúbal.
O inquérito foi realizado através do método de simulação em urna.
Esteja atento. Não perca a primeira verdadeira sondagem sobre o acto eleitoral de 14 de Abril.
AAC, 0 - V. Setúbal, 0: "Briosa sem estômago para digerir laranja sadina"
A Académica empatou hoje sem golos com o V. Setúbal em partida disputada no ECC.
Com várias ausências forçadas devido a castigos e lesões, Domingos Paciência apresentou uma equipa bastante diferente da que iniciou a partida na Amadora, tendo mesmo de recorrer a diversas adaptações.
Assim, em lugar dos castigados Vítor Vinha, Paulo Sérgio e Lito surgiram Pedro Costa, Tiero e Cris.
O técnico academista dispôs a equipa num 4-4-2 em losango. Apresentou, então, à frente de Pedro Roma, um quarteto defensivo constituído por Pedrinho na direita, Orlando e Káká no centro e Pedro Costa na esquerda; no "miolo" do terreno, Nuno Piloto foi adaptado a "trinco", Tiero e Cris a interiores e Luís Aguiar no apoio aos avançados Edgar e Miguel Pedro.
A Briosa iniciou a partida ao ataque e, logo no 3º minuto, ficam algumas dúvidas num lance em que Miguel Pedro apareceu estatelado na área setubalense após despique com Robson.
O cariz do jogo manteve-se, com os conimbricenses a "assumir as despesas" do encontro mas sem criar oportunidades. Por seu turno, os visitantes quedavam-se na expectativa e não logravam apoquentar a baliza academista.
A única grande ocasião da etapa inicial ocorreu aos 38 minutos, num remate de meia-distância de Luís Aguiar defendido a dois tempos por Eduardo, que evitou a recarga de Miguel Pedro.
O 2º tempo foi mais movimentado, mas as oportunidades de golo continuaram a ser escassas.
A única intervenção com alguma dificuldade de Pedro Roma ocorreu no 52º minuto, após um traiçoeiro centro-remate de Elias. Nove minutos depois, grande "tiro" de Tiero e boa defesa do guardião sadino.
Logo a seguir, Joeano, que havia rendido Miguel Pedro pouco tempo antes, lesionou-se gravemente, ao ficar com o pé esquerdo preso na relva. Fractura do peróneo e ruptura de ligamentos da tíbio-társica foi o diagnóstico médico. Para ele, a época acabou. Foi substituído por Ivanildo. A Briosa reagiu bem à adversidade e carregou mais intensamente sobre o meio-campo visitante. Mas a ineficácia ofensiva continuou a ser gritante. Só aos 86 minutos Ivanildo podia ter marcado, após uma boa iniciativa individual, mas o remate saiu ao lado.
Na parte final, o V. Setúbal subiu um pouco mais no terreno e, por duas vezes, "Pitbull" chegou a assustar mas rematou sempre ao lado das redes de Pedro Roma.
Em conclusão, uma partida que ficou bastante aquém das expectativas criadas e onde a Académica teve mais posse de bola e maior domínio territorial mas nunca conseguiu furar a organização defensiva dos sadinos, que se apresentaram extremamente retraídos. Daí que a igualdade se aceite.
A arbitragem de Jorge Sousa foi, em geral, bem conduzida, quase não se tendo dado pela sua presença em campo. A correcção imperou, não tendo sido mostrado qualquer cartão amarelo. Dúvidas no lance na área setubalense logo no início da partida e numa falta não assinalada, que possibilitou um perigoso contra-ataque visitante mesmo em cima do final do jogo.
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Sob a arbitragem de Jorge Sousa, do CA do Porto, as equipas alinharam:
Académica - Pedro Roma; Pedrinho, Orlando, Káká e Pedro Costa; Nuno Piloto; Tiero e Cris; Luís Aguiar (Fofana, 85) ; Edgar e Miguel Pedro (Joeano, 54) (Ivanildo, 64).
V. Setúbal - Eduardo, Janício, Auri, Robson e Jorginho; Elias, Sandro e Ricardo Chaves (Bruno Ribeiro, 89); Leandro (Filipe, 54), "Pitbull" e Bruno Gama (Paulinho, 75).
Disciplina: nada a assinalar
Assistência: 5966 espectadores.
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Os "pretos", um a um:
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Pedro Roma (3) - Uma tarde-noite descansada. Apenas fez uma defesa digna desse nome.
Pedrinho (4) - Muito activo, em especial na 1ª parte. Subiu bastante pelo seu corredor no apoio ao ataque.
Orlando (3) - Teve pouco trabalho mas mostrou-se seguro.
Káká (3) - Tal como o seu companheiro de sector, pouco teve que fazer e cumpriu.
Pedro Costa (3) - Cumpriu mas não atingiu o fulgor do seu colega do flanco direito.
Nuno Piloto (4) - Adaptado a "trinco", exibiu-se em bom plano, não apenas nas tarefas defensivas mas também na fase da construção.
Tiero (3) - Uma actuação razoável. Lutou bastante e procurou utilizar o seu forte remate, embora só por uma vez tenha posto à prova Eduardo.
Cris (3) - Algo discreto, mas, a espaços, com bons apontamentos.
Luís Aguiar (4) - Muito activo na sua missão de apoio aos avançados, protagonizou uma exibição muito positiva. Foi da sua autoria o remate mais perigoso da Académica. Saíu esgotado. O melhor da Briosa.
Edgar (2) - É certo que batalhou e nem sempre foi bem servido. Mas a verdade é que foi de uma ineficácia confrangedora. A um "ponta-de-lança" exige-se muito mais.
Miguel Pedro (2) - Colocado na "dupla" de avançados, foi notória a sua tendência para descair para as alas. Pouco feliz, acabou substituído por Joeano.
Joeano (-) - Merece o Prémio do Azar. Entrou aos 54 minutos para o lugar de Miguel Pedro e pareceu querer "dar um safanão" no ataque academista. Nove minutos depois, lesionou-se gravemente após uma boa iniciativa individual, sendo rendido por Ivanildo.
Ivanildo (2) - Entrou com vontade, mas faltou-lhe clarividência. Falhou uma boa ocasião perto do final da partida.
Entre lesões e castigos, o treinador Domingos Paciência apenas terá à sua disposição para o jogo de amanhã frente aos vencedores da Taça da Liga 18 jogadores, onde se destaca a primeira chamada ao plantel principal do ainda júnior Cristiano Araújo. Destaque ainda para o central Orlando e o avançado Joeano terem sofrido toques na sessão de treino, que os levou a abandonarem mais cedo o programa de trabalho. Estes dois últimos serão reavaliados ainda hoje, para se saber se estão em condições de defrontar os Sadinos.
Os 18 jogadores convocados por Domingos são os seguintes:
Guarda-redes: Pedro Roma e Rui Nereu; Defesas: Pedro Costa, Pedrinho, Orlando, Kaká, Markus Berger e Cléber; Médios: Cristiano Araújo, Nuno Piloto, Cris, Tiero, Fofana e Luís Aguiar; Avançados: Miguel Pedro, Joeano, Edgar e Ivanildo.
José Eduardo Simões afirmou na apresentação que "a Lista A", que lidera, "não é contra ninguém".
Segundo o presidente da Académica, é "uma lista pela Académica, com muitos apoios e apoiantes, cuja equipa se destaca pela motivação, exigência e responsabilidade".
"Somos uma verdadeira equipa de trabalho, pretendemos ganhar pela força de conjunto. Cultivamos os valores da tradição e dedicamo-nos à Académica, pois temos confiança no futuro. Temos recebido muito carinho e apoio de alguns associados e queremos trabalhar para unir a Académica", referiu o presidente.
José Eduardo Simões relembrou a "obra feita na gestão do Estádio Cidade de Coimbra, na formação dos vários escalões do futebol do clube (...) e a recuperação da mística social e escolar da Académica".
O candidato da Lista D para a presidência da Académica, João Francisco Campos, deixou claro que vai apostar nos quadros de formação do clube se vencer as eleições do próximo dia 14 de Abril.
Acompanhado por quase todos os elementos da sua lista e com o apoio dos representantes da Lista E para a Mesa da Assembleia Geral e da Lista B para o Conselho Académico, o jovem candidato destacou o papel da recém-inaugurada Academia Dolce Vita para a formação de jovens do clube. "A Academia será o viveiro para a formação com o devido acompanhamento. Vamos ainda fazer parcerias com outros lubes para intercâmbio de jogadores de formação. Queremos de volta o papel do jogador-estudante e queremos cultivar o conceito de famílias de acolhimento para termos cá jovens bem integrados na cidade", realçou João Francisco Campos, sublinhando que o actual presidente, José Eduardo Simões, falhou neste aspecto.
Num discurso improvisado, o ex-presidente da claque Mancha Negra destacou alguns pontos-chave que a sua direcção seguirá se vencer as eleições: a aposta na prospecção em jovens talentos nacionais através da observação de dois a três olheiros na "Briosa", o reforço do orçamento para a formação para cerca de 15 por cento do orçamento (actualmente é de cerca de cinco por cento) e a integração de sete atletas por época provenientes das camadas jovens do clube reforçaram a sua opção para um conceito inovador no clube, que "tem apostado sistematicamente em brasileiros".
João Francisco Campos abordou ainda outras apostas como o marchandising, o marketing do clube, a requalificação do Pavilhão Jorge Anjinho, a nova sede do clube, a criação de um Museu Académico e uma gestão profissional com um director para a formação, um director desportivo e um director financeiro para que a "marca Académica" seja um sucesso a médio e longo prazo. .
Campos Coroa lidera a lista B, que concorre ao Conselho Académico (CA), frente a Jaime Dória Cortesão (representante da lista A).
Coroa defende um órgão mais vivo do que tem sido nos últimos anos. “Nos últimos três anos, durante a presidência de José Eduardo Simões, o CA não reuniu uma única vez”, começou por lembrar o ex-presidente.
“Juntámo-nos para debater algumas estratégias que iremos desenvolver se vencermos”, esclareceu Coroa no jantar-convívio que teve lugar, ontem à noite, em Santa Clara. O médico reiterou depois que "o CA não deve ser um órgão mudo como tem sido e deverá ser chamado a intervir quando se passarem situações gravosas, como por exemplo a exclusão da condição de associado [como aconteceu com Álvaro Amaro]”.
Coroa lançou críticas à disposição das listas inseridas na lista A, congregadas num só grupo. “A separação feita na Lista A é absolutamente inadmissível e não quero partir do princípio que se tratou de uma situação deliberada”, frisou o candidato da lista B.
Sobre os anteriores grupos de académicos que formaram o CA, Coroa não tem dúvidas: “os últimos CA entraram mudos e saíram calados, o que deu um grande jeito à direcção de José Eduardo Simões”.
Em remate, Coroa frisou que o projecto que lidera “não está contra ninguém, mas sim pela Académica”, até porque “esta é uma paixão que nos une e que continuará, mesmo depois de termos todos desaparecido”. A ideia passa por reunir o CA, a partir de Abril, “sempre que for necessário”, mas “pelo menos uma vez por mês”. Será essa a periodicidade indicada, na visão de Coroa, num projecto que defende “transparência e separação de poderes”.
Jorge Sousa nomeado para o Académica - Vit Setúbal
Jorge Sousa, de 33 anos, foi o ábitro escolhido para o Académica - Vitória de Setúbal, do próximo Sábado (18.45h). O árbitro, pertencente à Associação de Futebol do Porto, já dirigiu 11 jogos da BwinLiga esta época, tendo mostrado já 62 cartões amarelos, dois duplos amarelos e dois cartões vermelhos. Foi o quarto classificado da época transacta, no Ranking Nacional de árbitros da primeira categoria. O portuense já se cruzou com a Briosa uma vez esta época, num jogo em Coimbra, a contar para a segunda jornada da BwinLiga, num empate a um golo com a União de Leiria. Para completar o quarteto de arbitragem, Jorge Sousa será auxiliado por José Ramalho e José Luís Melo, não estando o nome do 4º árbitro referido no comunicado oficial da Liga de Clubes.
Académica perde caso Dame N'doye CAP determina fim das cláusulas de opção
É mais uma revolução no futebol português! A Comissão Arbitral Paritária (CAP) considerou nulas e sem efeito as cláusulas de opção insertas nos contratos de trabalho, conforme resulta do acórdão sobre o Caso N’Doye.
A decisão do órgão, formado por Liga de Clubes e Sindicato de Jogadores e que dirime os litígios que surgem entre emblemas e atletas, tem um impacto tremendo, criando jurisprudência que definitivamente torna inválidas as opções unilaterais.
O caso foi despoletado pela acção que o futebolista Dame N’Doye interpôs contra a Académica, alegando restrição à liberdade do direito ao trabalho. O processo remonta ao final da época passada, quando N’Doye estava em fim de contrato.
A Académica tinha, porém, uma cláusula de opção que accionou dentro do prazo estabelecido. No entanto, N’Doye estranhou a existência de tal cláusula, assegurando desconhecê-la. O jogador e o seu representante chegaram a acusar um dirigente do clube de Coimbra de os ter enganado ao dissimular o contrato entre outros documentos que N’Doye assinou.
O jogador, entretanto, acabou mesmo por sair da Académica e assinou contrato com o Panathinaikos. Não deixou, porém, de interpor uma acção que conhece agora decisão através do acórdão da CAP.
"A Lista D vem, por este meio, convidar os Srs. associados, apoiantes e amigos, a marcarem presença na festa de inauguração da nossa Sede de Campanha, sita na Av. Sá da Bandeira, no rés do chão do edifício da ACIC, pelas 18h30m. Depois de termos sido os primeiros a avançar com o móbil e objectivos da nossa candidatura, de apresentarmos as linhas mestras do Programa que apresentaremos, vamos também inaugurar a nossa Sede de Candidatura, que pretende ser um espaço vivo de convívio, debate, diálogo e confraternização entre todos os sócios da Associação Académica de Coimbra. Entre vários pontos, amanhã na festa inauguração, iremos aprofundar alguns dos temas-chave da nossa candidatura e que serão posteriormente apresentados exaustivamente no Programa, bem como informações de agenda e plano de campanha e futuras iniciativas a apresentar e desenvolver. Agradecemos a sua presença, dando-lhe a liberdade de trazer os seus amigos. Contamos consigo amanhã, Quarta-Feira 2 de Abril, pelas 18h30m na Sede, situada no Edifício da ACIC na Av. Sá da Bandeira. Contamos consigo...porque a Académica Merece estar unida e congregada em torno deste nosso projecto para fazer da Académica aquilo que realmente é, e tem progressivamente deixado de o ser. A sua presença é fundamental...porque a Académica merece MELHOR!"
. João Francisco Monteiro de Lencastre Campos - Sócio nº 2383
DIÁRIO AS BEIRAS - A sua candidatura surge no culminar de um processo natural, mas também espontâneo...
JOÃO FRANCISCO CAMPOS – Sim, dado que sempre sonhei um dia ser presidente da Académica e, se calhar, por outro lado, esta não era a altura que tinha escolhido para me candidatar. As contingências originaram-no e falo obviamente da desistência de Maló de Abreu. No entanto, as pessoas que estão comigo, apesar da lista ter sido feita em pouco tempo, já falavam sobre a Académica há muito... e não foi assim tão de repente que surgiu a ideia.
Falando como ex-membro da sua lista, foram suficientes os motivos apresentados por Maló para desistir? Foram pessoais e se ele achou que não havia condições para avançar, tenho de aceitar com muito pesar meu e manifestei essa opinião publicamente, tal como o desagrado pelo facto de não ter falado comigo aquando da decisão.
A desistência de Maló será o motivo para a espontaneidade e divisão entre os vários órgãos da lista... Esta ficou enfraquecida? Não me enfraquece a mim, nem à Académica. Aliás, se ganharmos as eleições, não estaremos, de certeza, enfraquecidos. Confio nas pessoas que estão na minha lista e conheço-as todas. Quanto à divisão de órgãos, trata-se de algo que não me preocupa minimamente, bem pelo contrário. Quando me candidatei, sempre vim dizendo que tudo passava por uma questão de gestão da Académica. Continuo a defender que deve haver uma divisão clara de poderes nesta instituição. E essa divisão não tem existido, e por não ter havido levou, por exemplo, o presidente do Conselho Fiscal [Américo Santos] a demitir-se pouco depois de ter começado com José Eduardo Simões. Defendemos uma política a partir da direcção e não a partir de qualquer outro órgão. Aliás, convém dizer que há uma lista que se candidata, a do Conselho Fiscal, que iria acompanhar Maló de Abreu e que iria avançar mesmo que Maló desistisse, como se verificou.
A juventude da lista pode ser associada à inexperiência? A maturidade, para alguém que está à frente da Académica, é relativa. O passado destas pessoas, que são da Académica, existe, mas, de facto, vivemos numa sociedade onde a idade é um handicap. Mas nós somos homens feitos e não jovens, imberbes, à procura de um lugar na sociedade. Tenho conversado com as pessoas e passa um pouco a imagem de que esta é uma lista de jovens e, se me é permitida a expressão, não me quero rir, mas fico preocupado. Aliás, quantas empresas e câmaras municipais têm à frente jovens? O presidente da Câmara Municipal de Arganil por exemplo, que é meu amigo, é mais novo do que que. Os jovens tomam, cada vez mais cedo, o seu lugar na sociedade. E quando apresentámos esta candidatura de homens feitos e não de jovens, sabemos o que estamos a fazer. A idade não faz um jovem, mas sim a sua falta de experiência. Um jovem é aquele que não tem a certeza do que está a defender, porque não viveu o suficiente para isso. Um membro da minha lista fez, recentemente, um exercício interessante e percebeu que os números de associados da minha lista, comparando com a Lista A, é menor, ou seja, por aí, até se pode concluir que o tempo de vivência com a Briosa nas pessoas da minha lista é maior...
E os eleitores percebem isso? As pessoas têm de perceber que somos pessoas da Académica e que convivemos com pessoas mais novas e mais velhas e que pensam sobre a Académica. E têm de perceber que José Eduardo Simões já tinha dito, quando venceu as eleições de há três anos, que os alicerces estavam construídos e que queria chegar mais longe e agora volta a dizê-lo. Com este presidente, que está de costas voltadas para a câmara municipal, para a TBZ, etc, a Académica não irá conseguir, mesmo com os tais alicerces, construir o resto da casa e ficará com os alicerces eternamente, com o passivo sempre a rondar os 10 milhões de euros e a lutar para não descer...
Quais as principais preocupações desportiva e financeira? Estão interligadas. Se não tivermos uma equipa competitiva, não teremos condições para baixar o passivo. A Académica tem, neste momento, um fluxo financeiro que nunca teve. O contrato com a TBZ, como se sabe, não é do conhecimento dos sócios. Um jogador que esteja a ser negociado não deve ser conhecido, mas os sócios devem conhecer a vida da Académica e sabemos que existem verbas e outros contratos estabelecidos por vários anos e que não foram apresentados. Porque é que o actual presidente nunca mostrou o contrato que tem com a TBZ em Assembleia-geral? Por outro lado, a Académica tem de parar, de ano para ano, de contar com muitos jogadores novos e alguns deles nem têm qualidade para entrar na equipa principal. Um dos mais recentes casos que me incomodou foi o do Zada, um dos mais graves. Porque ouvi o vice-presidente para a área financeira dizer que a Académica poupou 200 mil euros no processo de rescisão com o Zada, mas esqueceu-se de dizer quanto tinha pago pelo passe do Zada e quanto pagou pela sua rescisão. Tal como aconteceu com o Gelson e com o Danilo, que renovaram por dois anos e rescindiram o contrato no ano seguinte, obrigando a Académica a indemnizar os jogadores. Mas também sabemos que o actual presidente não vai dar dinheiro à Académica e, com certeza, nunca deu e eu, como presidente, também não o farei. O que se poderá fazer é avalizar letras, se essa for a necessidade, mas defendemos, por princípio, que a Académica deve ser gerida com o seu dinheiro.
E quanto à política desportiva? Em primeiro lugar, a Académica tem de ter um projecto de três anos, pela estabilidade que é conferida ao grupo de trabalho. Domingos será o primeiro a ser contactado nesse sentido, mas para se comprometer com a direcção por três anos. A regra é que as equipas com estabilidade na equipa técnica são as que melhores resultados conseguem. Não queremos, por outro lado, ter uma equipa na qual as camadas de formação não tenham lugar. Por isso, a escolha do treinador será feita mediante critérios e mediante o orçamento. Queremos ter 18 jogadores e os restantes oriundos da nossa formação. Poderão não ser seniores de 1.º ano, mas que tenham crescido na Académica. Deverá ainda existir uma rede de olheiros, da qual dois ou três profissionais estariam sediados em Coimbra. Uma rede com critérios bem definidos.
A profissionalização é outro dos grandes objectivos? Sem dúvida. A Académica não pode ser gerida a partir das seis da tarde. Já não se coaduna com o futebol moderno esse tipo de trabalho. Queremos ter um director desportivo, um para a formação e um director financeiro que dediquem todo o seu tempo profissional à Académica. É necessário existirem pessoas que dêem um horário de trabalho a esta instituição. Aliás, o que seria de uma empresa que gerasse este tipo de receitas e que não fosse pensada de forma profissional? Por exemplo, um jogador que tem um filho doente não pode estar preocupado se a sua mulher pode ou não levá-lo ao hospital, deve haver pessoas que trabalhem na Académica para esse efeito...