AAC 0 - BRAGA 1 "São Olegário, novo padroeiro de Braga"
A Académica foi hoje derrotada pelo Braga por 1-0, em partida disputada ao princípio da noite no ECC e que ficou marcada por uma arbitragem polémica de Olegário Benquerença.
. Relativamente ao encontro de Aveiro, a Briosa apresentou-se desfalcada de três unidades fundamentais: Dame (castigado), Filipe Teixeira e Joeano (ambos lesionados). Em seu lugar, surgiram Miguel Pedro, Gelson e Gyano.
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Face a esses condicionalismos, Manuel Machado dispôs a equipa em 4-2-3-1. Na defesa, Sarmento na direita, Káká e Litos ao centro e Vítor Vinha na esquerda; no meio-campo defensivo, Roberto Brum (à direita) e Paulo Sérgio (à esquerda) eram os "trincos"; no "miolo" ofensivo, Miguel Pedro (na ala direita) e Lino (na esquerda), surgindo Gelson no centro, no apoio ao "ponta-de-lança", o solitário Gyano.
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A 1ª parte ficou marcada pelo ritmo razoável a que foi jogada, originando um espectáculo agradável para os cerca de 15 mil espectadores presentes.
O Braga entrou melhor no jogo e, logo aos três minutos, Vandinho rematou sem oposição à entrada da área, Pedro Roma defendeu por instinto e, na recarga, Carlos Fernandes rematou por alto, sem nexo.
Os academistas procuraram reagir e, no 10º minuto, Miguel Pedro atirou em habilidade mas fraco e ao lado das redes de Paulo Santos.
Contudo, os visitantes continuaram a dominar a partida e, quatro minutos depois, novo "tiro" de Vandinho motivou uma grande defesa de Pedro Roma para "canto".
Aos 22 minutos, Zé Carlos, pela esquerda, entrou na área e rematou ao poste direito da baliza, com o guarda-redes conimbricense já batido.
A partir daqui, a Académica equilibrou as operações e a partida entrou numa toada mais repartida.
Cinco minutos depois, Lino ia marcando com a "colaboração" de Paulo Santos, que deixou a bola passar-lhe por baixo do pé, mas o remate ia fraco e mal direccionado, permitindo a intervenção de um adversário.
Até ao intervalo, novamente Lino (para os "pretos"), Zé Carlos e João Pinto (para os bracarenses) dispuseram de ocasiões para marcar, embora menos flagrantes que as anteriores.
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No início do 2º tempo, a Briosa voltou a oferecer a iniciativa do jogo ao adversário, procurando surpreendê-lo no contra-ataque.
Se essa estratégia daria ou não frutos, nunca o saberemos. Aos 57 minutos, Káká (já "amarelado") faz uma falta no meio-campo defensivo, junto à lateral, e o árbitro mostra-lhe o segundo "amarelo". Uma decisão pouco compreensível, pois a falta, não só não é violenta mas também é cometida numa zona do terreno e num lance de onde não resultaria qualquer perigo para a nossa baliza. Um lance que acabaria por "envenenar" a partida.
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Manuel Machado mexe na equipa, retirando Vítor Vinha e Gelson para colocar em campo Medeiros e Alexandre. Pouco depois, tiraria Sarmento para entrar Cláudio "Pitbull". Medeiros foi fazer companhia a Litos, enquanto que Paulo Sérgio e Lino recuaram para as "laterais" direita e esquerda, respectivamente. Já Alexandre foi fazer companhia a Brum, no meio-campo. À frente, o brasileiro foi colocar-se na ponta direita, derivando Miguel Pedro para a esquerda, mantendo-se Gyano no meio.
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Em superioridade numérica, os minhotos começaram a assediar as redes academistas. Por duas vezes, Pedro Roma opôs-se a dois perigosos cabeceamentos, o primeiro de Wender e o segundo de Andrès Madrid.
Contudo, o guardião da Académica nada pôde fazer quando, após um cruzamento da direita de Maciel, Zé Carlos se elevou sem oposição e cabeceou forte e colocado ao canto esquerdo da sua baliza. A defesa da Briosa ficou à espera do fora-de-jogo e, no campo, deu-nos igualmente essa sensação. Contudo, as imagens televisivas mostram que, quando a bola parte, o marcador do golo está ligeiramente atrás do nosso último defensor.
A partir daqui, os "pretos" partiram para a frente à procura da igualdade, mas o certo é que essa reacção foi feita "com mais coração que cabeça", com muita "garra" mas com pouco discernimento.
Para isso, contribui também a arbitragem, que começa a assumir um enorme protagonismo pela negativa, apitando a tudo, muitas vezes sem qualquer critério.
Aos 82 minutos, novo lance polémico: "livre" perigoso na meia direita do nosso ataque, confusão na formação da barreira, apito do árbitro. Quando "Pitbull", após um ligeiro balanço, vai para bater o esférico, Olegário interrompe novamente a partida, alegando adiantamente de um defensor visitante. O brasileiro introduz a bola na baliza de Paulo Santos mas não conta. Um claro benefício ao infractor!
Perto do final, na sequência de um rápido contra-ataque bracarense, João Pinto isolou-se mas Pedro Roma opôs-se bem ao seu remate.
Já nas compensações, o maior dos "casos" do jogo: insistência de Miguel Pedro na meio esquerda, centro para a área e Paulo Jorge a desviar a bola com o braço esquerdo. Em cima do lance, o juíz nada assinala (como é possível?!...), provocando enormes protestos dos jogadores e adeptos da Briosa.
Pouco depois, a partida termina, com a maioria do Estádio a invectivar a equipa de arbitragem. A indignação é grande e ecoa o velho epíteto de "gatuno", dirigido a Olegário Benquerença.
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Enfim, a Académica, sem três "pedras" fulcrais, realizou uma exibição esforçada, mas, para além do empenho e do espírito de sacrifício que revelou, a verdade é que não mostrou argumentos para contrariar um Braga com valores individuais de maior qualidade e que dispôs de mais e melhores oportunidades para marcar. Se juntarmos a isso uma arbitragem que, nos lances decisivos, prejudicou sempre a nossa equipa, mais difícil se tornava ainda obter um resultado positivo.
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De Olegário Benquerença, já falámos demasiado da sua lamentável actuação. Uma expulsão forçada, um golo anulado, um penalti escandaloso por assinalar, tudo contra a Briosa. Para compensar, algumas faltas por marcar ou marcadas ao contrário a nosso favor no meio-campo. Não haveria aqui trabalho para Maria José Morgado?
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Sob a arbitragem de Olegário Benquerença, de Leiria, as equipas alinharam:
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Académica - Pedro Roma; Sarmento (Cláudio "Pitbull", 66), Káká, Litos e Vítor Vinha (Medeiros, 61); Roberto Brum e Paulo Sérgio; Miguel Pedro, Gelson (Alexandre, 61) e Lino; Gyano.
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Braga - Paulo Santos; Frechaut, Paulo Jorge, Rodriguez e Carlos Fernandes; Andrès Madrid; Vandinho (Castanheira, 90) e João Pinto; Maciel, Zé Carlos e Wender (Cesinha, 67)(Andrade, 83).
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Marcador: Zé Carlos (67).
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Disciplina: Cartões amarelos a Káká (25 e 57) e Roberto Brum (90+3); Carlos Fernandes (24), Rodriguez (80), Paulo Jorge (82) e Andrès Madrid (87).Cartão vermelho a Káká (57).
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"Os pretos", um a um:
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Pedro Roma (5) - Apenas não evitou o cabeceamento certeiro de Zé Carlos. De resto, defendeu tudo o que podia, por vezes com intervenções de elevada qualidade. Na parte final do jogo, ainda procurou lançar a equipa para o ataque com pontapés longos. O melhor da Briosa. Sarmento (2) - Experimentou inúmeras dificuldades ante Wender. Foi pelo seu corredor que o Braga canalizou os seus ataques mais perigosos. Substituído por Cláudio "Pitbull", aos 66 minutos.
Litos (3) - Exibição regular. Teve o mérito de não complicar.
Káká (1) - Não estava a jogar mal, mas, mais uma vez, num momento estragou tudo. É certo que o critério do árbitro é exagerado (inclusive atendendo a outros lances não punidos) mas, para quem já tinha visto o "amarelo", para quê arriscar uma falta numa situação que não apresentava perigo imediato para a equipa?
Vítor Vinha (3) - Não comprometeu do ponto de vista defensivo, mas não esteve bem no apoio ao ataque. Substituído aos 61 minutos.
Roberto Brum (4) - Está em boa "forma" e voltou a mostrá-lo. Procurou levar a equipa para a frente e foi autor de alguns bons pormenores técnicos. Na parte final, foi um dos mais inconformados, actuando sempre com uma "garra" a todos os títulos notável.
Paulo Sérgio (4) - Um "poço de energia". Mostrou grande combatividade do início até ao fim do jogo. Já a construir mostrou algumas deficiências.
Miguel Pedro (3) - Procurou entrar pelos flancos mas mostrou-se pouco clarividente.
Gelson (2) - Regressou devido às ausências de Dame e Filipe Teixeira. Como sempre, grande entrega, empenho e determinação mas grandes limitações técnicas, que tornam a sua produção pouco efectiva. Saiu aos 61 minutos.
Lino (4) - Procurou e conseguiu criar desequilíbrios pelo seu corredor. Foi dos seus pés que saíram as poucas ocasiões de golo da Briosa.
Gyano (2) - Muito sozinho na frente, raramente lhe chegou uma bola jogável. Lutou mas não teve qualquer oportunidade para repetir o momento glorioso de Aveiro.
Medeiros (2) - Entrou após a expulsão de Káká e não comprometeu.
Alexandre (2) - Esforçado.
Cláudio "Pitbull" (3) - Procurou dinamizar o ataque, em especial durante o "forcing" final da equipa em busca do empate. Viu o árbitro interromper o jogo quando corria para a bola e fazer o que seria a transformação superior de um "livre".
A vitória da passada semana em Aveiro trouxe aos estudantes um novo ânimo na luta pela manutenção uma vez que uma vitória nos próximos 3 jogos poderá chegar para manter por mais um ano os "estudantes" no escalão máximo do futebol português. Hoje o adversário é o Sporting de Braga e o facto de a equipa nortenha lutar pelo quarto lugar, prevê tarefa difícil para a Académica. .
Se Paços de Ferreira, Nacional da Madeira ou Benfica são conhecidos pela sua força a jogar "em casa", o mesmo não se poderá dizer da Briosa. Em Coimbra, apenas por três vezes saíram os adeptos com o sorriso da vitória remetendo assim para o penúltimo lugar na tabela do rendimento caseiro. O último lugar é ocupado pelo V.Setúbal que embora com os mesmos pontos que a Académica, tem uma pior diferença entre golos marcados e sofridos (-11, enquanto que a Académica tem um score de -6). O problema não é novo pois desde a remodelação do Cidade de Coimbra que a equipa sempre perdeu muitos pontos a jogar no seu terreno. Analisemos o percurso da Briosa na presente época 2006/2007:
14/04/2007 Académica de Coimbra vs FC Porto 1:2
01/04/2007 Académica de Coimbra vs. União Leiria 0:0
11/03/2007 Académica de Coimbra vs. FC Paços Ferreira 0:2
24/02/2007 Académica de Coimbra vs. Boavista 0:2
28/01/2007 Académica de Coimbra vs. Vitoria Setubal 0:1
15/01/2007 Académica de Coimbra vs. Benfica 0:2
10/12/2006 Académica de Coimbra vs. Maritimo 1:2
26/11/2006 Académica de Coimbra vs. SC Beira Mar 3:1
05/11/2006 Académica de Coimbra vs. CF Estrela Amadora 2:0
22/10/2006 Académica de Coimbra vs. Desportivo Aves 2:0
01/10/2006 Académica de Coimbra vs. CD Nacional Madeira 1:3
17/09/2006 Académica de Coimbra vs. Belenenses 1:1
10/09/2006 Académica de Coimbra vs Naval 1º Maio 1:2
Perante os números, soluções procuram-se. Já há dias o Gonçalo Pereira referiu o problema da malha preta nas redes das balizas de Coimbra. Uma outra problemática poderá também ser o facto de a Académica realizar grande parte dos seus treinos no Bolão – embora seja fundamental para a preservação do bom estado do tapete verde aos Domingos. O chamado 12º jogador assume também uma importância extrema neste campo. Embora continue a ser a melhor claque de Portugal, a Mancha Negra já não é hoje aquilo que foi em outros anos. O "onde quer que jogues, vou atrás de ti" tantas vezes entoado continua a ser verdade mas há indiscutivelmente uma grande diferença da Mancha de, por exemplo, há 3 anos. Para finalizar, a pista de tartan é hoje em dia nos estádios de futebol um factor que deixa os adeptos "mais longe" da equipa e torna o apoio mais enfraquecido.
Talvez isto seja tudo teoria e hoje todos estes factores sejam irrelevantes para a vitória que todos esperamos.
ACADÉMICA - SPORTING BRAGA Nestor Alvarez e Lira de volta aos convocados
Dos 18 jogadores escolhidos por Manuel Machado as novidades foram as chamadas de Lira e Nestor, para além do regresso natural de Cláudio Pittbull que parece já estar recuperado da lesão que o impediu de dar o seu contributo nos últimos dois jogos da Briosa. Por seu lado, Lira e Nestor que vinham andando fora da habitual lista de convocados marcam novamente presença face a falta de opçoes que Manuel Machado tem sobretudo no sector intermediário para a recepção ao Braga. Como se adivinhava, Filipe Teixeira e Joeano não recuperaram e Dame está castigado uma vez que viu o quinto cartão amarelo da temporada.
. Assim segue a lista dos 18 escolhidos:
24 Pedro Roma 1 Douglas 4 Káká 5 Alexandre 6 Roberto Brum 8 Paulo Sérgio 9 Gelson 12 Sílvio 14 Medeiros 16 Lino 18 Vítor Vinha 19 Miguel Pedro 20 Lira 21 Litos 22 Sarmento 29 Gyano 82 Cláudio Pitbull 99 Nestor
Lesionados: Joeano, Filipe Teixeira, Pavlovic, Nuno Piloto e Hélder Barbosa. Castigado: Dame.
O encontro Marítimo-Académica, da 28ª jornada da Bwin Liga foi antecipado para sábado, dia 5, devido à realização, no dia seguinte, das eleições para a Assembleia Legislativa Regional da Madeira.
Como curiosidade, o facto de, nessa ronda, não haver duas partidas a começar à mesma hora.
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É o seguinte o programa dos jogos da referida jornada:
Por motivos profissionais, não pude estar presente na gloriosa jornada de Aveiro. Fui, pois, mais um sofredor através da Internet.
Como muitas vezes acontece no futebol, um jogador mal-amado virou herói. O ponta-de-lança húngaro Gyano, cuja utilização sistemática por parte de Manuel Machado vinha a ser cada vez mais contestada pelos adeptos da Briosa, acabou por ser o marcador do golo da vitória, aos 83 minutos.
Alguns que ontém o assobiavam e o davam como dispensável são os mesmos que hoje o consideram "o maior". No fundo, estamos perante um caso paradigmático de como determinadas apreciações e avaliações contém muito de efémero. No futebol, como na vida.
No que se refere ao jogador em causa, confesso, igualmente, que passei do benefício da dúvida (que lhe dei durante a 1ª volta) a uma progressiva desilusão (que se foi acentuando com as últimas exibições). Contudo, se houve algo que sempre lhe reconheci, foi o carácter esforçado das suas actuações. Algo que transparece, claramente, nas suas declarações ao "Maisfutebol", que passamos a transcrever:
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Este é um daqueles casos em que vale a pena não fazer caso dos conselhos do médico. Expliquemos. Corria o minuto 73 do jogo entre o Beira Mar e a Académica, numa altura em que os estudantes já tinham esgotado as substituições, quando Gyano, depois de um choque violento com o guarda-redes Eduardo, caiu inconsciente no relvado e teve de sair de maca. Temeu-se o pior. Felizmente, o jovem húngaro recuperou os sentidos, e, soube-se mais tarde, sofreu apenas um traumatismo nos maxilares, mas foi aconselhado pelo médico da Briosa a não regressar ao jogo. «Não, doutor, a equipa precisa de mim!», respondeu e, num ápice, já estava de novo em campo. Em boa hora o fez. O destino recompensou-o pelo sacrifício com o golo que deu a vitória à equipa. «No princípio, não via nada. Estava tudo muito escuro. Depois, fui melhorando e, apesar de me terem dito para não o fazer, decidi reentrar na partida. Senti muitas dores, mas tive de aguentar, porque, de outra forma, ficaríamos a jogar o último quarto de hora com 10 jogadores», relata ao MaisFutebol, no seu inglês sofrível, o avançado da Académica. O espírito de equipa já lhe havia sido gabado, em repetidas ocasiões, por Manuel Machado que sempre o usou como escudo para rebater as críticas que fazem ao seu pupilo pelo estilo desengonçado e algumas limitações técnicas. Mas nesse encontro, Gyano provou mais uma vez por que razão o treinador aposta tantas vezes nas suas qualidades, mesmo contra a vontade dos adeptos. «Eu gosto muito de ajudar a minha equipa. Não esperava marcar o golo, mas não há dúvida que isso me deixou muito feliz», asseverou. Até na descrição do golo, o avançado não se esquece de esquecer o mérito dos companheiros. «O passe do Joeano foi muito bom. Já marquei por quatro vezes na Liga e mais duas na Taça [é o goleador-mor da Académica, no conjunto das duas provas] e é aquilo que mais gosto de fazer, mas não sei se conseguirei terminar a época como melhor marcador do plantel.» Daquilo que não tem dúvidas é que esta foi uma «vitória muito importante» para a Briosa, pois permitiu dar um passo de gigante rumo à manutenção.
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Esperemos que Gyano surja agora mais confiante nos próximos encontros, decisivos para confirmar a manutenção da Académica na Bwin Liga.
Para terminar, faço um apelo aos associados e simpatizantes da Briosa: em lugar de assobiar, incentivem o jogador, mesmo que ele falhe.
As equipas de juniores e de iniciados da Briosa terminaram hoje a sua participação nas respectivas competições com uma derrota no último jogo.
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Assim, na última jornada do "Nacional" da 1ª Divisão da categoria, a Académica perdeu com o Boavista, no "Sérgio Conceição", por 3-1. Com este desfecho, a Briosa caiu para o 6º lugar da Zona Norte, pois foi ultrapassada pelo Braga, que recebeu e venceu o União. Por seu turno, os "axadrezados" conseguiram um inesperado apuramento para o "final four", beneficiando do deslize do Candal, que, em "casa", não logrou bater o despromovido Feirense. . Eis os resultados da 30ª e última jornada do Campeonato Nacional de Juniores (Zona Norte):
. Académica-Boavista.............1-3 U.Leiria-Rio Ave......................0-4 Vizela-Infesta...........................3-0 Candal-Feirense.....................1-1 Braga-U.Coimbra....................4-2 FC Porto-Penafiel...................1-0 Leixões-V.Guimarães.............2-2 Folgou o Varzim . A classificação final ficou assim ordenada: . FC Porto..........70
Boavista...........56
Candal..............55
V.Guimarães....51
Braga................49
Académica......47
Leixões.............46
Penafiel............37
Varzim..............35
U.Leiria.............34
Rio Ave.............28
Vizela................26
U. Coimbra.......22
Feirense...........20
Infesta...............10
. Por seu turno, os iniciados perderam por 3-0 no terreno do Benfica, que já garantira o apuramento para a fase final. Na outra partida do grupo, a U.Leiria venceu "fora" o V.Setúbal por 2-0 e assegurou o 2º posto.
Com estes resultados, os nossos miúdos mantiveram o 3º lugar da série 3 do respectivo "Nacional" (2ª fase), cuja classificação final foi a seguinte:
. Entretanto, a equipa principal de futsal também perdeu. A Briosa recebeu o Rio Ave e acabou derrotada por 7-6, na 25ª e penúltima jornada da 2ª Divisão (série 1). A nossa equipa já assegurou a permanência no escalão secundário da modalidade e encontra-se agora na 9ª posição, com 32 pontos.
O jovem avançado do Social de Lamas, Luís Carlos Carneiro (18 anos), mais conhecido por Licá, é o primeiro reforço da Académica para a próxima época. O jogador formado no modesto O Crasto, de Castro de Aires, chegou recentemente a acordo com a Briosa, depois de ter sido observado várias vezes no campeonato nacional da III Divisão, Série C.
. «O director-desportivo da Académica, Luís Agostinho, ligou-me para nos encontrarmos e acertarmos as coisas entres os clubes, porque, segundo me contou, entre eles e o jogador já está tudo certo. Só não sei por quantas épocas», revelou ao MaisFutebol Arlindo Monteiro, presidente do Social de Lamas.
. Quem melhor conhece as qualidades de Licá é o seu actual treinador, José António Almeida. «Não tenho dúvidas de que, caso não tenha algum percalço ao nível das lesões, o Luís tem todas as condições para singrar no escalão principal. Na nossa equipa, apesar da tenra idade, já era um caso sério. É fortíssimo no um contra um, muito rápido, e sabe jogar para o colectivo», referiu o técnico, que destacou os dois golos apontados pelo extremo no empate do último fim-de-semana, em Valongo.
. Luís Carlos, ou simplesmente Licá, foi notícia na região há pouco tempo por ter sido chamado a prestar provas no Lyon, numa operação mediada por Jorge Mendes. O jogador acabou, no entanto, por declinar o convite, numa altura em que poderia estar já muito próximo de se comprometer com os «estudantes».
AAC - BRAGA: Direcção do OAF, DG da AAC e TBZ oferecem convites (*)
Foi apresentada esta tarde a Campanha que a Direcção da AAC/OAF, a DG da AAC e a TBZ vão levar a cabo para garantir que todos aqueles que querem apoiar a Briosa nesta importante e decisiva fase do campeonato o possam fazer na próxima segunda-feira às 19:45 nas bancadas do Estádio Cidade de Coimbra.
José Eduardo Simões, Paulo Fernandes e António Silva foram mensageiros de boas notícias para os sócios e simpatizantes da Académica:
SÓCIOS DA AAC/OAF:
- Os sócios com lugar de época e quotas em dia vão poder levantar 5 convites (2 bancada central + 3 topo).*
- Os sócios com quotas em dia, sem lugar de época, vão poder levantar 2 convites.*
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* Estes convites podem ser levantados a partir de quinta-feira, 26 de Abril, no atrium do Estádio Cidade de Coimbra.
ATENÇÃO: Esta campanha está limitada ao número de lugares disponíveis para o efeito.
ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS:
- Cada estudante universitário, portador de identificação comprovativa, pode levantar dois convites na Loja Académica/TBZ no edifício sede da AAC junto à Praça da República.
ATENÇÃO: Esta campanha está limitada ao número de lugares disponíveis para o efeito.
COM ESTA CAMPANHA NÃO HÁ DESCULPAS PARA FICAR EM CASA!
"Almofada" voltou a encher...mas ainda não chega!...
Ao contrário da anterior, a 26ª jornada da Bwin Liga, disputada este fim-de-semana futebolístico (de 6ª a 2ª feira), foi muito positiva para os interesses da Briosa, que ficou mais próxima da assegurar a manutenção, ao triunfar em Aveiro, no terreno do Beira Mar, adversário directo na luta pela manutenção. Por outro lado, também o Desp. Aves deu uma "ajuda", ao perder em "casa" com o Paços de Ferreira, que marcou a três minutos do final da partida. O único resultado menos favorável foi o empate sem golos do V.Setúbal em Braga. . Em termos práticos, a Académica continua no 13º lugar da Liga principal do futebol português, mas a "almofada" de segurança de que dispõe face à "linha de água" voltou a aumentar para seis pontos face a avenses e aveirenses, os dois últimos classificados. Para além do mais, a Briosa tem vantagem pontual sobre ambos. Entretanto, acima de nós, o Estrela da Amadora, ao receber e bater o Boavista, garantiu praticamente a permanência. . Desta vez, a situação da Briosa melhorou...e muito. Porém, se o triunfo de ontém constituiu um enorme passo na fuga à despromoção, o certo é que a manutenção não está ainda garantida, pelo que não podemos ainda festejar e, muito menos, facilitar. Ou seja, há que manter a máxima concentração nos próximos jogos, que, como todos sabemos não são nada fáceis, ao contrário do que sucede com Beira Mar e Desp. Aves.
Eis os resultados dos encontros da 26ª jornada: . Beira Mar - Académica .................0-1
Mais três pontos ganhos frente ao Beira Mar deixaram a Académica numa posição bem mais agradável. Com 8.497 espectadores no estádio, a Briosa começou a partida com Pedro Roma na baliza; a defesa foi constituida por Vinha na esquerda, Litos e Kaka no centro e Sarmento na direita. Roberto Brum, Paulo Sérgio, Filipe Teixeira e Lino no meio campo; Dame e Joeano na frente de ataque. O jogo até pode ter começado mal para a Académica, pois os melhores lances da primeira parte pertenceram ao Beira Mar. No entanto, por duas vezes Dame assustou a defesa aveirense e esteve muito perto de marcar! Quem assustou também... mas a Académica, foi Filipe Teixeira que aos 42’ teve que ser substituido por Miguel Pedro após uma dura entrada de Alcaraz. Antes do intervalo o coração dos adeptos academistas quase parou, quando um avançado aveirense remata à barra da baliza de Pedro Roma. A segunda parte começou com um certo equilibrio e com perigo a rondar as duas balizas, com destaque para uma bola na barra da baliza do Beira-Mar na sequência de um canto. Manuel Machado faz então duas substituições que se viriam a revelar decisivas. Primeiro entra Alexandre para o lugar de Dame, depois Gyano substitui Vitor Vinha. Seria Gyano a marcar o golo da vitória a menos de 10’ do fim, desviando para o fundo das redes um cruzamento da esquerda de Joeano. A partir daí, o jogo teve sentido único, com o Beira-Mar a carregar, mas a Briosa conseguiu segurar os 3 pontos. Um jogo emotivo que devolveu a esperança na manutenção que parecia cada vez mais dificil! É de destacar, ainda, o apoio incansável da Mancha Negra que cantou do primeiro ao último minuto do jogo. "Sempre presentes" estava escrito na faixa que a MN levou para Aveiro.
Os seiscentos bilhetes postos à disposição dos sócios da Académica por Luís Godinho esgotaram rapidamente.
Assim, quem se dirigiu à Loja da TBZ no ECC depois das 10 horas já não teve possibilidade de adquirir o tão desejado ingresso. A esses, resta a hipótese de desembolsar 15 euros e comprá-lo nas bilheteiras do "Municipal" de Aveiro.
Face à procura verificada (inclusive na própria cidade da "Ria"), e também sabendo que a "Mancha Negra" mobilizou quatro autocarros, é muito provável que a Briosa tenha mais de 1000 adeptos a apoiá-la neste importante encontro.
Camadas jovens "enterram" aspirações, futsal livra-se de aflições
As equipas de juniores e de iniciados da Briosa foram hoje derrotadas nas deslocações a Penafiel e a Setúbal, respectivamente.
Com estes desaires, as duas equipas viram esfumar-se as suas já muito ténues esperanças de qualificação para a fase seguinte dos respectivos "Nacionais". Resta-lhes agora procurar obter a melhor classificação possível.
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Eis os resultados da 29ª e penúltima jornada do Campeonato Nacional de Juniores (Zona Norte):
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Penafiel-Académica..............1-0
Rio Ave-Leixões......................2-2
Infesta-U.Leiria.........................1-4
Feirense-Vizela........................1-2
U.Coimbra-Candal...................0-2
Boavista-Braga........................2-1
Varzim-FC Porto......................2-2
Folgou o V.Guimarães.
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A classificação está assim ordenada:
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FC Porto..........67 Candal..............54 Boavista...........53 V.Guimarães....50 Académica......47 Braga................46 Leixões.............45 Penafiel............37 Varzim..............35 U.Leiria.............34 Rio Ave.............25 Vizela................23 U. Coimbra.......22 Feirense...........19 Infesta...............10 O Varzim já terminou a sua participação na prova.
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Por seu turno, os iniciados perderam por 3-1 no terreno do Vitória de Setúbal. Na outra partida do grupo, o Benfica venceu a U.Leiria no terreno desta por 1-0.
Com estes desfechos, a Académica mantém-se no 3º lugar da série 3 do respectivo "Nacional" (2ª fase), com 6 pontos, os mesmos dos leirienses, que ocupam o 2º posto por terem vantagem no confronto directo. Já os sadinos, que obtiveram os seus primeiros pontos, continuam na 4ª e última posição.
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Entretanto, a equipa principal de futsal obteve uma preciosa vitória por 5-4 no terreno do Miramar, na 24ª e penúltima jornada da 2ª Divisão (série 1).
Com este triunfo, a Briosa assegurou a permanência no escalão secundário da modalidade. Neste momento, ocupa o 8º posto, com 32 pontos.
A confirmação da ausência de Cláudio "Pitbull" é o dado maissaliente da convocatória de Manuel Machado para o importante jogo de amanhã em Aveiro. Ficam assim desfeitas as dúvidas que alguns levantaram quando da sua lesão, no último treino antes da partida com o FC Porto, clube a que o jogador se encontra vinculado.
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Relativamente ao encontro com os portistas, a única novidade prende-se com a habitual rotação entre os guarda-redes Douglas e Eduardo. Desta vez, é este último que surge como suplente de Pedro Roma.
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São os seguintes os 18 eleitos do técnico academista:
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24 Pedro Roma
15 Eduardo
2 Joeano
4 Káká
5 Alexandre
6 Roberto Brum
8 Paulo Sérgio
9 Gelson
10 Filipe Teixeira
12 Sílvio
14 Medeiros
16 Lino
18 Vítor Vinha
19 Miguel Pedro
21 Litos
22 Sarmento
29 Gyano
77 Dame
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Lesionados: Milos Pavlovic, Pitbull e Hélder Barbosa.
"Na recta final do campeonato, a Académica luta para garantir o mais cedo possível a manutenção. Neste importante momento para a nossa Briosa, todo o apoio é determinante, sobretudo o dos associados.
Por isso mesmo, a Direcção da AAC/OAF reuniu o patrocínio de várias empresas e disponibiliza ingressos gratuitamente a todos os sócios.O desafio é pintar o Estádio de Aveiro de preto e fazer ecoar nas bancadas: ACADÉMICA!
Cada sócio, com as quotas em dia, que queira aderir à MISSÃO INVADIR AVEIRO deve dirigir-se na próxima segunda-feira, a partir das 9:00, ao Estádio Cidade de Coimbra e terá direito a dois ingressos para o Beira-Mar X ACADÉMICA.
VAMOS MOSTRAR A NOSSA RAÇA E O NOSSO AMOR A ESTE EMBLEMA. A NOSSA MISSÃO É INVADIR AVEIRO! "
Já ontém fora alertado por vários academistas residentes em Aveiro: o presidente do Beira Mar, Artur Filipe, declarou que não queria que adeptos da Briosa assistissem ao Beira Mar-Académica da próxima 2ª feira.
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Ora, esta atitude, além de prepotente, arrogante e antidesportiva, é manifestamente ilegal. Assim, o ponto 1 do artº 67º do Regulamento de Competições da Liga afirma, expressamente, que "os clubes visitantes têm direito a requisitar até 5% do número de bilhetes da capacidade total de lugares do Estádio, destinada exclusivamente aos seus adeptos numa área separada e segura. Adicionalmente, (...) terão direito a comprar até 100 bilhetes em bancadas de 1ª ou 2ª categorias, ou mistura das duas, destinados aos seus adeptos VIP e aos seus patrocinadores."
Como se pode verificar, a lei é clara, pelo que, dispondo o Estádio Mário Duarte de 30 mil lugares, a Académica tem direito a receber 1500 ingressos, para além da centena adicional atrás referida.
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Porém, acontece que as sanções devidas ao seu incumprimento não são suficiente dissuasoras. Com efeito, aplicar-se-á a este caso o ponto 1 do artº 66º do Regulamento Disciplinar, onde se pode ler que "os clubes que não acatem ou não façam cumprir as obrigações regulamentares, bem como as ordens, instruções e directivas emanadas dos órgãos competentes serão punidos com a multa de €2500 a €15000..."
Logo, como o jogo é de "vida ou morte" para o Beira Mar, o seu presidente parece que prefere abdicar da receita suplementar que os nossos adeptos lhe trariam e pagar a multa à Liga do que cumprir os regulamentos, fornecendo os bilhetes a que a AAC tem direito.
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Infelizmente, trata-se de uma atitude que não é virgem no panorama futebolístico português. Ainda há pouco tempo, o presidente do Benfica, na sequência dos incidentes protagonizados por adeptos do FC Porto na Luz ameaçava não ceder mais bilhetes, não apenas aos "dragões" mas também ao Sporting (!...) que nada teve a ver com o assunto.
Numa altura em que é dramática a diminuição do número de espectadores nos estádios nacionais, atitudes destas só contribuem para que a tendência se acentue. Isto para além de gerar um ambiente de crispação, potenciador da ocorrência de episódios de violência.
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A postura de Artur Filipe só demonstra uma mentalidade mesquinha e provinciana, uma pequenez que se revela neste típico "chico-espertismo" lusitano. Sabemos que a Briosa tem mais adeptos que o Beira Mar (inclusive temos um bom número de simpatizantes em Aveiro) e que o estádio fica longe do centro da cidade, mas, atendendo ao dia e hora do jogo, até não seria difícil aos dirigentes locais, com uma boa campanha de mobilização dos aveirenses, ter a maioria dos adeptos no recinto. Logo, qual a necessidade desta atitude?
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Espero que o bom senso impere e a direcção dos "auri-negros" reveja a sua atitude. Se isso não acontecer, então, que os órgãos disciplinares da Liga apliquem a multa máxima prevista no regulamento. E, no final da época, que a direcção da Académica apresente, na Assembleia Geral daquele organismo, uma proposta visando aumentar as sansões previstas nestes casos.
"Trapalhada" na deslocação dos adeptos da Briosa a Aveiro
Depois de dois dias de ausência sem ligação à "Net", sou confrontado com grandes confusões acerca da deslocação dos nossos adeptos a Aveiro, para assistir ao importante encontro da próxima 2ª feira, frente ao Beira Mar.
Conforme noticiámos, então, a Mancha Negra disponibilizava a todos os simpatizantes da Briosa transporte e bilhete gratuito para assistir a essa partida.
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Contudo, ontém à tarde, aquela claque emitiu o seguinte comunicado:
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"No seguimento de uma conversa tida no domingo à noite, após o nosso desaire no sábado e os nossos concorrentes directos pela manutenção terem ganho, entre um elemento da direcção da claque e o sócio da AAC-OAF, Luís Godinho, deu-se início a uma campanha para poder levar o maior número de adeptos ao estádio do Beira-Mar, com o objectivo de apoiar a "mágica" Briosa. Essa campanha consistia em, após angariar alguns apoios junto a empresas associadas à AAC-OAF (apoios esses que trataria o referido sócio da AAC-OAF), garantir viagem e bilhete gratuito, para que assim a adesão fosse em massa!!
Na quarta-feira, a claque, tinha já cerca de 850 pessoas inscritas, superando assim, e muito, o número esperado (cerca de 500). Além do mais, a direcção do Beira-Mar, têm dificultado ao máximo a aquisição de ingressos, colocando-os a venda inclusive por um preço absurdo (para um jogo a uma segunda-feira ás 19:30!!) de 15 €..
O facilitismo que nos foi dado a entender, e também a vontade de levar o máximo número de pessoas, levou-nos a exceder em muito o valor que tínhamos previsto, e tornando completamente impossível realizar a viagem de forma gratuita.Somos portanto obrigados a informar todos os associados que terão de desembolsar a quantia de 15€, preço pedido pelo Beira-Mar na segunda-feira, altura em que serão adquiridos os ingressos.
Pedidos a compreensão de todos os que se inscreveram, e que por favor, caso continuem interessados em viajar com a Mancha Negra para apoiar a "magica" Briosa, informem até sábado às 24h o seu desejo através dos seguintes contactos: 964701787 / 917691086 / 936000633.Todos os inscritos serão contactados por telefone.
Estamos confiantes que os verdadeiros adeptos estarão presentes e darão o melhor apoio à Associação Académica de Coimbra! Viva a Briosa!"
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Entretanto, já hoje, a situação voltou a alterar-se: Luís Godinho vai disponibilizar 600 bilhetes gratuitos, bastando a cada sócio comprovar que tem a sua quotização regularizada.
De acordo com aquele dirigente, actualmente auto-suspenso na sequência do seu envolvimento no "caso Dame", “a partir de segunda-feira, às 9 horas, estarão na Loja TBZ, no Estádio Cidade de Coimbra, 600 bilhetes. Cada sócio da Académica que tenha as quotas em dia terá direito a levantar dois ingressos”. Esta iniciativa só é possível devido ao apoio de várias empresas que a ela se associaram.
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Luís Godinho considerou que a "Mancha" se precipitou ao anular a disponibilização de bilhete gratuito mais a deslocação de autocarro à cidade da "Ria". Contudo, é de opinião de que a sua acção não colide com a da claque, cuja viagem com bilhete custa 15 euros. Na sua perspectiva, ambas as iniciativas visam atrair um maior número de adeptos para o jogo.
“Espero que assim esteja o maior número de pessoas para apoiar a Académica, que deve rondar um milhar de pessoas”, acrescentou o promotor da iniciativa.
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Este associado informou ainda que irá distribuir mil bilhetes para o jogo com o Braga, a disputar também numa 2ª feira, dia 30 de Abril. Assim, quem abastecer na Galp da Adémia com GForce, no valor de 10 euros, a partir de 3ª feira, terá direito a uma entrada.
Guilherme Luís, massagista da Académica, vai ser alvo de homenagem pública no próximo sábado, dia 21, no ECC.
Actualmente com 77 anos, o popular fisioterapeuta dedicou mais de meio século da sua vida à Briosa, apenas com interrupção de duas épocas, no final da década de 70, em que esteve ao serviço do Académico de Viseu.
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Da Comissão Organizadora original faziam parte o Clube da Comunicação Social de Coimbra, Francisco Andrade (presidente da Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais e ex-técnico da Académica), Luís Providência (vereador do Desporto da CMC), os Núcleos de Veteranos da AAC (José Belo) e do União de Coimbra (João Trindade), bem como o advogado Rodrigo Santiago. Posteriormente, juntaram-se várias personalidades nacionais e locais da política e do desporto, de onde destacamos Laurentino Dias (secretário de Estado do Desporto), Henrique Fernandes (governador civil de Coimbra), Seabra Santos (reitor da Universidade de Coimbra)Gilberto Madaíl (presidente da FPF), Hermínio Loureiro (presidente da Liga), Horácio Antunes (presidente da AF de Coimbra), Carlos Encarnação (presidente da CM de Coimbra), José Eduardo Simões (presidente da AAC/OAF), Paulo Fernandes (presidente da DG da AAC) e o eurodeputado Fausto Correia (ex-presidente da Briosa). Todos eles integram a Comissão de Honra. A TBZ colabora na iniciativa.
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O programa da homenagem é o seguinte:
11 horas - Futebol: AAC - União de Coimbra (veteranos);
13 horas - Almoço na Sala VIP do ECC;
14 horas - Homenagem;
15 horas - Música de Coimbra.
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Os convites (no valor de 25 "massagens") podem ser adquiridos nos seguintes locais:
George Michael a 12 de Maio no ECC. E o AAC-Sporting?
Numa semana decisiva para a Briosa, não pretendo criar confusões que só enfraquecem a instituição. Penso, até, que a situação estará salvaguardada e que os organizadores e a Direcção da Académica terão ponderado todas as condicionantes. Aquilo que pretendo, pois, é apenas um esclarecimento. E, se porventura houver algo de errado, que se resolva o mais rapidamente possível.
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Segundo noticiava ontém o jornal "As Beiras", o cantor George Michael actuará no ECC, no próximo dia 12 de Maio, no âmbito da digressão com que o artista pretende comemorar os 25 anos de carreira. O referido concerto é organizado pela produtora "Ritmos e Blues" e pela TBZ, empresa gestora do Estádio. A data escolhida, um sábado, corresponde ao dia seguinte ao encerramento da Queima das Fitas, o que poderá potenciar o número de espectadores.
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Até aqui, tudo muito certo. O problema é que o Académica-Sporting, da 29ª jornada da Bwin Liga, está marcado para domingo, dia 13, às 16 horas, no ECC. E, como se trata da penúltima jornada, só é possível alterar a data e a hora do jogo em certas condições.
Assim, ao contrário do que sucede nas outras 28 rondas, em que se aplica o ponto 1 do artº 15º do Regulamento de Competições da Liga (que permite ao visitado fazer essa alteração sem consentimento do visitante, como sucede no Beira Mar-Académica), aqui vigora o ponto 9 do mesmo artigo, que dispõe o seguinte:
"Não pode ser autorizada a alteração das datas e horas dos jogos das duas últimas jornadas de qualquer competição oficial a disputar por pontos."
As excepções a essa norma são, depois, explicitadas num parágrafo único, com a seguinte redacção:
"Exceptuam-se da limitação constante deste número os jogos, devidamente autorizados pela Comissão Executiva, cujos resultados não tenham interferência, directa ou indirecta, na tabela classificativa, em matéria de promoções, despromoções, conquista do primeiro lugar e de lugares de acesso às competições da UEFA."
Segue-se uma nota, que reza assim:
"Esclarece-se que a Comissão Executiva, com relação aquelas duas últimas jornadas, visando permitir a transmissão televisiva directa dos jogos, pode autorizar as alterações de jogos que envolvam todos os Clubes que lutem para o mesmo objectivo, desde que o resultado desses jogos não tenha qualquer influência nos aspectos classificativos relevantes, discriminados no parágrafo único antecedente, envolvendo terceiros Clubes da mesma competição, devendo esses jogos alterados ser realizados simultaneamente."
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Ora, estando nós, neste momento, a tentar fugir à despromoção, juntamente com outros quatro clubes, e o Sporting a lutar ou pelo título ou pela entrada directa na Liga dos Campeões da UEFA com outros dois (e nada indica que a situação de uns e outros não se mantenha até lá), teriam de ser "mexidos", para além do nosso jogo com os "leões", os encontros V.Setúbal-Benfica, Desp.Aves-Estª Amadora, Nacional-Beira Mar e, eventualmente, Paços Ferrª-FC Porto. Provavelmente, serão adiados para as 19 ou 20 horas, para possibilitar algumas transmissões dos "grandes", mas nada mais que isso.
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Não sei se, no referido concerto, será montada uma cobertura a proteger o relvado, algo que, pelo que tem sucedido noutros lados, não garante a inexistência de danos no "tapete verde". Mas haverá ainda que desmontar o palco e outras estruturas montadas para o espectáculo. Será que há tempo para isso?
Provavelmente, esta é uma preocupação infundada. Mas, como afirmei no início, só pretendo um esclarecimento.
Num jogo de "tudo ou nada", a Mancha Negra - Claque oficial da AAC - está a Organizar uma autêntica invasão a Aveiro, com o objectivo de que TODOS os Academistas marquem presença neste encontro de carácter decisivo para a nossa mágica Briosa.
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Assim, a Claque Mancha Negra vai disponibilizar a TODOS os ACADEMISTAS, transporte e bilhete GRATUITOS na deslocação a Aveiro, com a finalidade de APOIAR a nossa equipa com toda a FORÇA na conquista da VITÓRIA, rumo à Manutenção no escalão maior do nosso futebol profissional.
. As inscrições e informações adicionais podem e devem ser efectuadas na sede da claque, sita no pavilhão Jorge Anjinho, de segunda a quinta, até as 19H, ou através dos telefones 936000633, 964701787 e 917691086. A viagem esta programada para Segunda, dia 23, com saída prevista para as 17:30 do Pavilhão Jorge Anjinho.
PITBULL RESPONDE AOS COMENTÁRIOS "Ninguém pode colocar em dúvida o meu profissionalismo"
. . . . . . . . . . . . . . Depois de ver o nome de Claudio Pitbull fora dos convocados para o jogo com a equipa à qual está vinculado, uma onda de suspeição se gerou em torno da real gravidade da lesão do avançado brasileiro. Pitbull viu ainda o seu nome inscrito na convocatória mas o departamento clínico terá dado o jogador como inapto para a partida. .
Em declarações à Agência Lusa o 87 da Briosa afirmou "Fiquei chateado por não ter jogado no passado sábado, mas não dava. Foi o destino que assim quis. Mas estou de consciência tranquila, pois queria até jogar para mostrar o meu valor. Quanto ao meu profissionalismo, acho que ninguém o pode colocar em dúvida, porque sou uma pessoa honesta".
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"É a pior coisa que pode acontecer a um atleta: saber que não pode jogar. Vi o jogo pela televisão, nem ao estádio fui". .
Estando, ao que tudo indica, disponível para o jogo de dia 23 em Aveiro Pitbull está ainda a recuperar da micro-rotura na face posterior da coxa direita falhando o treino de hoje.
A 25ª jornada da Bwin Liga, disputada este fim-de-semana, não podia ter corrido pior para os interesses da Académica, podendo mesmo falar-se de uma verdadeira hecatombe. Assim, para além da nossa previsível derrota na recepção ao líder FC Porto, os dois últimos classificados (Beira Mar e Desp. Aves), com duas excelentes segundas partes, venceram "fora", reduzindo a distância pontual relativamente à Briosa.
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Em jogo de "aflitos", os aveirenses foram a Setúbal bater os locais por 3-1. Os sadinos inauguram o marcador por intermédio de Sandro ao minuto 13. Contudo, no 2º tempo, Edgar, por duas vezes (aos 54 e 81 minutos) e Ratinho (78) deram a volta ao resultado.
Por seu turno, os avenses foram à Madeira bater o Nacional por 4-3 numa partida verdadeiramente "de loucos". Também aqui os locais cedo se colocaram em vantagem, com um tento de Cássio, no 12º minuto. Mas uma etapa complementar demolidora dos homens das Aves rendeu-lhes quatro golos, apontados por Filipe Anunciação (aos 60 minutos), Paulo Sérgio (com dois "de rajada", aos 76 e 77) e Moreira (79). Os madeirenses reagiram e Diego marcou por duas vezes já perto do final (89 e 90 minutos), algo que foi insuficiente para evitar a derrota.
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Em termos práticos, a Académica continua no 13º lugar da Liga principal do futebol português, mas a "almofada" de segurança de que dispõe face à "linha de água" encolheu para três pontos. Para além de termos agora três adversários "à perna", todos eles com a mesma pontuação. Por outro lado, o Estrela da Amadora, claramente batido no Restelo, ainda não está livre da despromoção, embora o seu calendário seja relativamente acessível.
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Ou seja, se, durante algum tempo, os nossos desaires iam sendo compensados pelos inêxitos dos adversários, nesta ronda nada nos correu a contento e, desta vez, a situação da Briosa agravou-se mesmo...e muito.
É que, como temos vindo a referir, a nós só nos resta o "ciclo infernal" (recebemos Braga e Sporting e visitamos Beira Mar, Marítimo e Benfica), enquanto que os aveirenses acabaram os jogos mais difíceis, os da Amadora já passaram por eles há muito e aos avenses só resta a ida ao Dragão, na derradeira jornada. Só os setubalenses têm um calendário semelhante (embora com melhor conjugação casa/fora). Por isso, o jogo de Aveiro assume contornos dramáticos para nós. Até porque os "auri-negros" parecem bastante motivados pelos últimos resultados.
Mais uma vez, parece que vamos sofrer até ao fim. Oxalá a história volte a ter um final feliz.
As camadas jovens da Briosa venceram os encontros que disputaram este fim-de-semana e mantém esperanças (ainda que matemáticas) de se qualificarem para as respectivas fases finais.
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Assim, os juniores derrotaram o Varzim por 2-1, em partida disputada no Luso, a contar para a 28ª jornada do respectivo "Nacional" (Zona Norte). Por sua vez, os nossos adversários tiveram sortes diferentes: Candal e Boavista enfrentaram-se e empataram sem golos, enquanto que o V.Guimarães foi goleado no terreno do FC Porto, líder destacado. Já o Braga, ainda com menos hipóteses que nós, recebeu e bateu o Penafiel.
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Foram os seguintes os resultados da jornada:
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Académica - Varzim.............2-1
Candal - Boavista...................0-0
FC Porto - V.Guimarães........4-0
Braga - Penafiel......................3-1
Vizela - U.Coimbra.................2-0
U.Leiria - Feirense..................3-1
Rio Ave - Infesta......................3-0
Folgou o Leixões.
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A classificação da Zona Norte está assim ordenada:
FC Porto..........66
Candal..............51
Boavista...........50
V.Guimarães....50
Académica......47
Braga................46
Leixões.............44
Penafiel............34
Varzim..............34
U.Leiria.............31
Rio Ave.............24
U. Coimbra.......22
Vizela................20
Feirense...........19
Infesta...............10
V. Guimarães e Varzim têm mais um jogo.
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Eis os jogos que faltam aos cinco candidatos:
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Académica - Penafiel (F) e Boavista (C)
Candal - U.Coimbra (F) e Feirense (C)
Boavista - Braga (C) e Académica (F)
V. Guimarães - Folga e Leixões (F)
Braga - Boavista (F) e U.Coimbra (C)
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Atendendo a que faltam apenas duas jornadas, e olhando ao calendário, será muito difícil aos nossos jovens atingir o 2º posto, que qualifica para o "final four". A verdade é que o Candal, não só vai à frente, como parece ter dois jogos mais acessíveis. Mesmo que não ganhe na Arregaça (onde o União vai ter de "fazer pela vida"), não deverá ceder, em "casa", ante o frágil Feirense. Mas a esperança é a última coisa a morrer. E, enquanto for possível, há que acreditar.
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Por seu turno, os iniciados receberam a U.Leiria, na Tocha, e venceram por 1-0, em partida da 4ª jornada da 2ª fase do "Nacional" da categoria (série 3). No outro encontro, o Benfica venceu o V. Setúbal por 2-1.
Com este resultado, a Briosa igualou os leirienses na 2ª posição, com 6 pontos, embora se encontre em desvantagem no desempate, já que havia perdido por 2-0 na cidade do Liz. Os benfiquistas lideram, com 12 pontos, enquanto que os sadinos ainda não pontuaram.
O apuramento é quase uma miragem mas há que continuar a lutar sempre pelo melhor resultado possível.
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Por seu turno, a equipa principal de futsal derrotou ontém, no Pavilhão Jorge Anjinho, o Mocidade da Arrábida por 4-2, em jogo a contar para a 23ª jornada do "Nacional" da 2ª Divisão (série 1).
Este triunfo sobre o 3º classificado poderá ter sido um passo decisivo para a Académica assegurar a manutenção no escalão secundário da modalidade. Quando faltam três jornadas para o final, a Briosa encontra-se no 9º lugar, com 29 pontos, mais cinco que o seu mais directo perseguidor, os Piratas de Creixomil.
AAC, 1 - FC Porto, 2: "Briosa com mangueira curta para o fogo do Dragão"
A Académica foi derrotada esta noite pelo FC Porto, em partida disputada no ECC. Com este resultado, a Briosa somou o sétimo jogo consecutivo sem ganhar em "casa", mas "quebrou o enguiço" de não marcar qualquer golo no seu terreno no ano de 2007. Concretamente, a última vitória ocorreu frente ao Beira Mar, em 26 de Novembro de 2006, e o último tento havia sido marcado por Gyano, na derrota com o Marítimo (igualmente por 1-2), a 10 de Dezembro do ano transacto. . Manuel Machado operou várias modificações relativamente ao "onze" que iniciou o encontro na Amadora. Assim, registaram-se os regressos de Káká (após ter cumprido um jogo de castigo), Vítor Vinha, Gyano e Joeano e as saídas de Danilo, Alexandre, Nuno Piloto (acometido de uma apendicite) e Cláudio "Pitbull" (lesionado) da equipa inicial.
Contudo, manteve a equipa no mesmo esquema de 4-4-2: na defesa, Sarmento voltou a ocupar o posto de "lateral" direito, Litos e Káká formaram a dupla de "centrais", enquanto Vítor Vinha ocupava o seu lugar na esquerda; o meio-campo dispôs-se em losango, com Paulo Sérgio a "trinco", Dame (surpreendentemente à direita, no lugar habitualmente ocupado por Roberto Brum, que ficou no "banco") e Lino (à esquerda) nos vértices centrais e Filipe Teixeira mais adiantado; no ataque, Gyano e Joeano funcionavam como dois avançados abertos. .
O FC Porto entrou fortíssimo na partida e, logo no primeiro minuto, após um "canto" de Ricardo Quaresma na direita, Ricardo Costa cabeceou para a baliza mas Pedro Roma, instintivamente, desviou a bola contra o poste direito. Na recarga, Lucho Gonzaléz voltou a acertar no mesmo ferro.
O primeiro quarto de hora foi um verdadeiro "sufoco" para a Briosa, que não conseguia pegar no jogo e, por isso, raras vezes conseguiu sair do seu meio-campo. Ricardo Costa, Jorginho e Hélder Postiga apareceram com perigo na nossa área, mas, felizmente, a sua pontaria não foi a melhor.
A partir daqui, os "pretos" equilibraram as operações e, aos 18 minutos, Gyano e Lino chegaram atrasados a um centro de Joeano, permitindo a intervenção de Helton. A Académica começou a ligar melhor o seu jogo e foi-se acercando da baliza "azul e branca". Filipe Teixeira teve um bom remate mas o guardião portista estava atento.
À meia hora, a melhor oportunidade da Briosa. Joeano, após grande trabalho na esquerda, centra rasteiro para a área, onde surge Lino, na passada, a atirar pouco acima da barra.
A partir daqui, os "dragões" voltaram a surgir mais ofensivos e o perigo voltou a rondar as redes academistas. Aos 38 minutos, Ricardo Quaresma, num "canto" directo apontado da esquerda, fez o esférico embater no segundo poste da baliza da Briosa.
E, três minutos depois, acabaram mesmo por chegar ao golo, numa falha colectiva da nossa defesa. Ricardo Quaresma bateu um "livre" na meia esquerda, Pedro Roma defendeu para a frente, Káká não foi lesto a aliviar e, após uma série de ressaltos, a bola sobrou para Bruno Alves, que, no coração da área, "fuzilou" o guardião dos "pretos".
A equipa sentiu o golo sofrido e, ainda antes do descanso, Hélder Postiga, na sequência de mais um "canto", cabeceou sobre a barra. .
Ao intervalo, Manuel Machado fez sair Gyano e entrar Roberto Brum. O brasileiro foi ocupar a sua posição habitual, enquanto Dame se deslocou para o lugar do húngaro.
A etapa complementar foi menos intensa, até porque os nortenhos, em vantagem no marcador, preocuparam-se mais em controlar a partida e concederam menos espaço aos médios e avançados da Briosa.
Apesar de tudo, a Académica entrou bem na 2ª parte, embora tenha sido Ricardo Quaresma a criar perigo, na marcação de um "livre" em que aplicou a sua famosa trivela.
Após se ter atingido a hora de jogo, o encontro entrou numa toada um pouco quezilenta, que levou o árbitro Carlos Xistra (até aí relativamente discreto) a mostrar diversos cartões amarelos.
Entretanto, o técnico academista retirou Vítor Vinha e colocou em campo Miguel Pedro, recuando Lino para "lateral" esquerdo.
Mas, aos 70 minutos, os visitantes aumentaram a vantagem. Centro acrobático de Ricardo Quaresma na esquerda, Káká afasta de cabeça para perto, a bola sobra para Raúl Meireles, que assiste de pronto Adriano, solto na área. O defesa brasileiro ficou "nas covas", Litos foi lento a ir à dobra e o avançado portista, "na cara" de Pedro Roma, não perdoou.
O encontro parecia sentenciado mas, seis minutos depois, Filipe Teixeira é derrubado na área adversária por Marek Cech. Grande penalidade que Lino transformou, atirando para a direita de Helton, que se lançou para o lado oposto.
A Briosa voltou a acreditar mas o certo é que as forças já faltavam e, consequentemente, o discernimento também já não era muito. Um remate de Dame ao lado, na marcação de um "livre" frontal, foi a única ocasião que tivemos para chegar à igualdade.
Ao invés, já nas compensações, os "dragões" dispuseram de uma oportunidade flagrante para marcar, quando Rentería, após uma incursão pelo flanco esquerdo, rematou para a baliza, mas Pedro Roma, em queda, defendeu com o pé direito. . Em conclusão, uma partida disputada de forma intensa, onde a Briosa, após uma péssima entrada no jogo, conseguiu, em alguns momentos, equilibrar as operações e oferecer uma boa réplica a um opositor que é reconhecidamente mais forte. Mas, mais uma vez, duas falhas defensivas deitaram tudo a perder.
. Carlos Xistra não realizou uma boa arbitragem.
No capítulo técnico, dúvidas num lance entre Lino e Bosingwa na área portista, a meio da 1ª parte, em que fica a ideia de que o nosso jogador é tocado. Incrível não ter assinalado uma falta sobre Sarmento junto à linha de fundo portista, em meados da etapa complementar. Bem assinalado o penalti que originou o golo da Académica.
Disciplinarmente, começou discreto e acabou a mostrar "amarelos" a esmo. Porém, nada a dizer nos cartões mostrados a Filipe Teixeira (para quê protestar veementemente um lançamento lateral no meio-campo?) e a Roberto Brum (um pontapé por trás podia ter custado caro). . Sob a arbitragem de Carlos Xistra, de Castelo Branco, as equipas alinharam: . Académica - Pedro Roma; Sarmento, Litos, Káká e Vítor Vinha (Miguel Pedro, 64); Paulo Sérgio (Alexandre, 73); Dame e Lino; Filipe Teixeira; Gyano (Roberto Brum, 46) e Joeano. FC Porto - Helton; Bosigwa, Ricardo Costa, Bruno Alves e Fucile; Lucho Gonzaléz; Jorginho (Raúl Meireles, 66), Marek Cech e Ricardo Quaresma; Adriano (Rentería, 90) e Hélder Postiga (Anderson, 76).
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Golos: Lino (76g.p.), pela Académica; Bruno Alves (41) e Adriano (70), pelo FC Porto.
. Disciplina: Cartões amarelos a Filipe Teixeira (61) e Roberto Brum (65); Lucho Gonzaléz (15), Bruno Alves (59), Jorginho (66), Marek Cech (75), Ricardo Quaresma (82), Fucile (82) e Helton (90+3). .
Os "pretos", um a um:
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Pedro Roma(4) - Acabou por não ter tanto trabalho como se esperaria. Sem culpas nos golos, mostrou-se seguro e efectuou duas grandes defesas: uma no primeiro minuto, a cabeceamento de Ricardo Costa, e outra no último, com o pé, a remate de Rentería.
Sarmento (3) - Sentiu enormes dificuldades no início, frente a Ricardo Quaresma e Fucile. Depois, estabilizou e a sua actuação pode considerar-se positiva.
Litos (2) - Falhou nos lances dos golos portistas (em especial no segundo, onde foi muito lento a ir à dobra) e, por isso, temos de considerar a sua prestação negativa.
Káká (2) - Também ele fica ligado aos dois tentos adversários: no primeiro, é lento a despachar a bola; no segundo, ficou à espera de Litos e deixou Adriano rematar à vontade.
Vítor Vinha (3) - Cumpriu sem grande brilho. Razoável a defender, pouco activo no apoio ao ataque. Acabou rendido por Miguel Pedro.
Paulo Sérgio (4) - Um verdadeiro "mouro de trabalho". É certo que não começou bem, mas, aos poucos, foi subindo de produção. Sendo o único médio com características defensivas na 1ª parte, foi "apagando os fogos" que iam surgindo, um pouco por todo o lado. Saíu extenuado.
Dame (3) - Surgiu, de forma surpreendente, na direita do meio-campo, no lugar habitual de Brum. Estranhou a posição (mais defensiva que o habitual) e revelou muitas dificuldades face à categoria dos opositores. Na etapa complementar, foi colocar-se lá na frente e a sua produção subiu muitos "furos", cotando-se, mesmo, como um dos melhores nesse período.
Lino (4) - Uma boa exibição. Jogou mais de uma hora na frente e revelou-se um dos nossos jogadores mais activos. Criou vários lances de perigo e terá sofrido uma falta (não assinalada) na área adversária. Na parte final recuou e, não só não comprometeu defensivamente mas também continuou a apoiar o ataque. Irrepreensível a forma como transformou o penalti. O melhor da Briosa.
Filipe Teixeira (4) - Mais uma boa actuação. A sua técnica é apreciável e voltou a notar-se em alguns lances ofensivos. Foi um dos mais inconformados e dele partiram algumas das melhores jogadas de ataque da equipa. É ele que sofre a falta que dá origem à grande penalidade.
Gyano (1) - Uma verdadeira nulidade. Falhou a emenda frente a Helton, após assistência de Joeano. De resto, nada mais a assinalar da sua presença em campo. Bem substituído ao intervalo.
Joeano (3) - Não teve grandes oportunidades para marcar. Mas batalhou imenso, procurando ir buscar jogo às alas e, daí, assistir os colegas. Por vezes, demasiado sozinho, foi-se desgastando e desaparecendo do jogo.
Roberto Brum (3) - Entrou bem no encontro e deu outra consistência ao meio-campo. Mostrou-se bastante inconformado, impetuoso a defender e normalmente esclarecido a atacar. Procurou ajudar Sarmento na marcação a Quaresma.
Miguel Pedro (2) - Entrou para dinamizar o flanco esquerdo mas o certo é que pouco trouxe de novo à equipa.
Alexandre (2) - Apenas actuou no último quarto de hora, no lugar do extenuado Paulo Sérgio. Nada de especial a destacar.
Segundo notícia da agência Lusa, Cláudio "Pitbull" não recuperou da lesão contraída no treino de ontém e não poderá alinhar frente aos "dragões".
De acordo com José Barros, médico da Briosa, um exame complementar de diagnóstico realizado esta manhã confirmou a suspeita de contratura muscular na face posterior da coxa direita.
Como o jogador fora convocado à condição, Manuel Machado não terá de proceder a qualquer alteração na convocatória.
Recorde-se que o atleta se encontra emprestado pelo FC Porto, o que tem dado azo a algumas especulações acerca da veracidade da lesão que o afasta do encontro de logo à noite. Mas o certo é que, na 1ª "volta", Hélder Barbosa jogou no Dragão e não houve qualquer problema.
Ou será que a entrevista de "Pitbull" ao "Maisfutebol", onde assumiu querer marcar um golo, levou a direcção portista a retaliar?
O importante encontro entre o Beira Mar e a Académica disputar-se-á na 2ª feira, dia 23 de Abril, pelas 19 horas e 30 minutos, sem direito a transmissão televisiva.
A referida alteração é justificada pela deslocação dos aveirenses a Alvalade, na 4ª feira anterior, para disputar uma das meias-finais da Taça de Portugal.
Sem dúvida, uma má notícia para muitos académicos (entre os quais me incluo) que, por motivos profissionais, não poderão estar presentes em Aveiro.
Mas a Académica não tinha alternativa, já que, de acordo com o ponto 1 do artº 15º do Regulamento de Competições da Liga, "as datas e horas dos jogos das competições oficiais podem ser alteradas pelo clube visitado, sem necessidade de acordo do clube visitante, dentro do período compreendido entre os sétimo dias anterior e posterior ao inicialmente fixado, salvo nos casos previstos no número seguinte" (ou seja, "quando o clube visitante, nessa semana ou na seguinte tiver de disputar algum jogo oficial de uma competição nacional ou internacional").
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É o seguinte o calendário, bem como as transmissões televisivas da 26ª jornada:
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Beira Mar - Académica .................Segunda, 23 (19 e 30 horas)
AAC-FCPorto: Oito minutos para a reviravolta... e oito dias para a revolta
Data da época de 1970/71 (ou seja, há 36 anos) a nossa última vitória, em Coimbra, sobre o FC Porto.
A Briosa, então treinada por Juca, realizou uma boa época, tendo terminado o "Nacional" na 5ª posição, que permitiu a qualificação para a Taça UEFA.
Por seu turno, o FC Porto atravessava a sua fase mais negra, estando, então, bastante distante do poderio actual. Os treinadores sucediam-se a um ritmo vertiginoso mas há uma dúzia de anos que não era campeão.
Nessa época, os jogos entre as duas equipas eram marcados por um aspecto curioso: o visitante fazia, normalmente, melhores resultados que o visitado.
Dirigi-me com o meu pai (então treinador do basquetebol academista) ao antigo "Municipal" e foi ao lado dele que assisti ao jogo, na antiga Central coberta, do lado da Igreja, curiosamente no enfiamento da baliza onde seriam marcados todos os golos da partida.
O jogo decorria em toada equilibrada, quando, pouco antes da meia hora, na sequência de um "canto" na direita contra a Académica, o "ponta-de-lança" portista Custódio Pinto (conhecido por "cabecinha de ouro") fez jus ao nome e inaugurou o marcador.
Próximo do intervalo, novo "canto" do mesmo lado, a nossa defesa não afastou a bola e o extremo-esquerdo Nóbrega a fazer o 2-0. Os adeptos nortenhos, concentrados no antigo "peão" (do lado da passagem de nível), exultavam. Recordo de o meu pai dizer, desalentado: "Quando eles cá vêm, é sempre isto!".
Após o intervalo, os visitantes podiam ter "morto" o jogo, mas Melo, o nosso guarda-redes, fez uma grande defesa, quase por instinto. A Briosa procurou reagir mas o tempo passava sem que o marcador se alterasse. "É no primeiro quarto de hora da 2ª parte que se viram os jogos. Já lá não vamos", sentenciava o meu pai, à passagem do minuto 15. Felizmente, estava enganado.
Dois minutos depois, após uma perda de bola do meio-campo portista, Manuel António isolou-se e, quando o guardião adversário saiu dos postes, fez-lhe um "chapéu" e reduziu a diferença.
Os "pretos" animaram e, passados três minutos, "canto" da direita, confusão na área nortenha e António Jorge (o nosso segundo "ponta-de-lança") a desviar o esférico para as redes, restabelecendo a igualdade.
Com o Estádio em delírio e os "azuis e brancos" completamente atarantados, a Briosa continuou ao ataque e, no 25º minuto, Serafim, na meia-esquerda e de fora da área, rematou forte e cruzado, sem hipóteses para o guarda-redes portista. Em oito minutos, consumara-se a reviravolta.
A partir daí, a Académica abrandou, procurando guardar a vantagem, objectivo plenamente conseguido, para gáudio dos numerosos adeptos presentes.
No final, o FC Porto protestou o jogo por uma razão caricata: quando da marcação do golo do empate, um jogador nosso foi buscar a bola dentro da baliza e mandou um "balão" para o meio-campo. Com tanto azar que a bola bateu na nuca do árbitro, deixando-o bastante combalido.
Ora, no nosso 3º golo, havia um jogador em "fora-de-jogo" posicional, que, de acordo com as regras da época, deveria ter sido sancionado. Então, os portistas alegaram que esse erro fora fruto da bolada de que o juíz havia sido vítima e que o deixara, segundo alegaram, sem condições físicas para poder continuar a apitar a partida. Claro que o protesto, de tão ridículo, foi considerado improcedente.
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Outro jogo de que me recordo, embora amargamente, realizou-se na época de 1985/86.
A Briosa, então treinada por Vítor Manuel, tinha mantido a estrutura da época anterior e realizava um Campeonato relativamente tranquilo.
Por seu turno, os "dragões", orientados por Artur Jorge, encontravam-se na fase ascendente do seu poderio, tanto a nível nacional como internacional, que os levaria, no ano seguinte, à conquista da seu primeiro título europeu. Os seus principais jogadores eram o "ponta-de-lança" Gomes (seis vezes "Bola de Prata" e duas "Bota de Ouro" da Europa) e o jovem extremo-esquerdo Futre, então uma das grandes promessas do furebol nacional.
Num dia chuvoso, dirigi-me ao "Municipal" com o meu habitual grupo de amigos e colocámo-nos, como habitualmente, nos nossos lugares por cima do túnel da Central coberta.
O FC Porto entrou a pressionar mas a Académica defendia-se bem. Até que, cerca da meia hora, entrou em jogo o árbitro Raúl Ribeiro, de Aveiro (mais propriamente, de Águeda). Futre cai na área e o juíz marca penalti. Gomes remata forte, mas sobre a barra.
Mas a nossa alegria foi "sol de pouca dura". Pouco antes do intervalo, Futre aproveita uma desatenção da nossa defesa para inaugurar o marcador.
Contudo, poucos minutos após o descanso, numa jogada de insistência do nosso ataque, Rolão, com um remate rasteiro, repõe a igualdade.
A partir daqui, a dualidade de critérios da arbitragem começa a ser evidente mas o certo é que a Briosa consegue resistir.
Com o terreno cada vez mais empapado, atinge-se o minuto 90. Na altura, não era exibida a placa com o tempo de compensação e os adeptos academistas impacientam-se e pedem o fim do jogo.
Três minutos depois, Futre foge pela meia esquerda com Kikas à ilharga. Entra na área e "mergulha na piscina". Raúl Ribeiro, próximo do círculo central (ou seja, a mais de 30 metros do lance) aponta para a marca de grande penalidade. A indignação é grande entre a nossa massa associativa. Chovem objectos no relvado e há mesmo uma tentativa de invasão de campo. Por fim, o penalti é marcado. André remata colocado ao canto inferior esquerdo e dá a vitória à sua equipa.
Fora do Estádio, a revolta é enorme. Um amigo diz-me: "Tenho vontade de nunca mais ir ao futebol". Após algumas escaramuças com a polícia, o árbitro sai do recinto por volta da uma da manhã (o jogo acabara às cinco da tarde).
Mas as coisas não ficariam por aqui. Correram as mais diversas "estórias" sobre Raúl Ribeiro: que ele e a filha trabalhavam na Revigrés, patrocinador oficial do FC Porto; que havia jantado na 5ª feira anterior na "Taverna do Infante", restaurante detido por Reinaldo Teles; que, anos antes, num Águeda-Académica decisivo para a subida à 1ª Divisão (derrota por 1-0 no último minuto), havia sido um dos primeiros adeptos locais a invadir o campo para abraçar os jogadores aguedenses após o golo.
Verdadeiras ou não, o certo é que correram pela cidade. Alguém que sabia o número de telefone do árbitro fê-lo passar para outros adeptos. Durante uma semana, o referido número circulou pelas faculdades e vários telefonemas ameaçadores "choveram" em casa do árbitro. Mais tarde, este, em entrevista a "A Bola", confessou que teve de sair de casa e que andara escondido durante vários dias. Uma ou duas épocas depois, na sequência da sua despromoção à segunda categoria, abandonaria a arbitragem.
Manuel Machado já escolheu os 19 guerreiros que amanhã à noite irão defrontar o FCPorto em jogo a contar para a Bwin Liga. Da convocatória há a realçar o regresso do jovem Silvio por opção, e de Káká e Roberto Brum regressados de castigos disciplinares. Assim segue a lista dos 19:
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Luta renhida - Pedro Constantino mantém a liderança
Com o aproximar do final de época, a luta pelos primeiros lugares está ao rubro sendo incerto de jornada para jornada o vencedor do concurso. Por enquanto, Pedro Constantino leva 3 pontos de avanço perante aquele que por tantas semanas liderou o BriosóMilhões. Gato Preto faz agora previsões para voltar à liderança, não esquecendo Nuno e Ricardo Guimarães - ambos com um ponto a menos.
Bancada e "peão" bem compostos para uma AG pautada por um clima já a cheirar a eleições, que ficámos a saber, serão realizadas em Abril de 2008. Com muitos jovens associados a marcarem presença, prova de vitalidade e interesse pelos assuntos da nossa Briosa, começou a Direcção por apresentar números bastante simpáticos no que toca a contas. Uma redução muito significativa do passivo geral (desceu para 8,5 milhões de euros) e a promessa de que muito deste passivo se encontra já pago ou negociado, o que fará com que o passivo real da instituição se cifre em qualquer coisa como 4,5 milhões de euros.
Foi, de seguida apresentado o andamento do projecto da Academia Dr. Francisco Soares (Briosa XXI), ficando a garantia da Direcção de que todas as valências e estruturas de apoio estarão finalizadas dentro de 8 meses e que já a partir do dia de ontem começaram as obras no edifício da Academia, bem como a colocação da iluminação dos relvados sintécticos. Ficámos a saber também que foi eliminada do projecto a pala de madeira que cobriria o pequeno sintéctico junto do edifício central, facto que não afecta a funcionalidade da Academia, mas que se reflete de maneira significativa no custo final da obra. Ficou também a indicação que continua aberta aos associados a possibilidade de colaborarem nesta obra com dinheiro ou géneros e a garantia dada pelo empreiteiro de fazer baixar o preço se isso se verificar.
Por fim, foi discutida a proposta de renumeração de associados que levou a acalorada discussão entre os mesmos.
Luis Santarino e António Ferrão bastante críticos
Começou o sócio Luis Santarino por criticar a política desportiva seguida pela Direcção, colocando muitas dúvidas sobre o valor dos activos, e contestando a ideia de que esta Direcção terá baixado o passivo, trazendo à baila uma entrevista dada por José Eduardo Simões no início do seu mandato em que apontava o passivo real da Académica/OAF para números próximos dos 2 milhões de euros.
António Ferão foi ainda mais longe, numa intervenção que colheu apoio de uma grande maioria dos associados, acusando a Direcção de José Eduardo Simões de falta de solidariedade para com um ex-técnico, de não ter resolvido o caso Dame, de desprezo para com os valores da nossa instituição e criticando duramente a proposta de renumeração de sócios por a Direcção não ter "feito o trabalho de casa". Graças a esta intervenção foi acrescentada, à última hora, pela Direcção, uma adenda a um dos pontos que possibilitava o pagamento atrasado de quotas a qualquer associado em falta com as mesmas mantendo o seu número de sócio original, passando apenas os sócios que não pagam desde Dezembro de 2004 a fazê-lo.
Esta AG acaba também por ficar marcada por algumas trocas de palavras menos agradáveis entre associados, com José Eduardo Simões a revelar-se, no mínimo, deselegante e indelicado para com alguns dos sócios presentes, sendo uma opinião pessoal de que este tipo de postura é desadequado a um Presidente de uma Instituição como a Associação Académica de Coimbra/OAF.
Faleceu hoje o belga Cadorin, aos 38 anos. Ponta de lança que passou pelo futebol português na década de 80 e 90, despontou no Portimonense e passou pela Briosa.
Conhecido pelo seu instinto matador, que inclusivamente levou o Portimonense às competições europeias, Cadorin foi na altura também notícia pelo acidente que teve em casa e que lhe provocou graves queimaduras.
O Simplesmente Briosa associa-se ao luto por mais este ex-atleta.
Realiza-se hoje, pelas 20h no Auditório do Estádio Cidade de Coimbra a tão esperada Assembleia Geral de Associados que terá como principais temas a focar:
1. Apreciação do Relatório e Contas do 2º semestre de 2006, correspondente à Época Desportiva 2006/2007.
2. Academia Briosa XXI – Conclusão e Financiamento.
3. Apreciação e votação da Proposta de renumeração dos Associados.
Este podia ter sido o momento alto de Sábado, não fosse o empate ter surgido logo de seguida. O golo de Joeano foi assim captado pelo Simplesmente Briosa.
Contra o Porto, podem até vir golos de empurrão. Desde que no final a vitória sorria...
Este será um post assumidamente polémico. Sei que será por muitos classificado de ridículo, por outros, se calhar, até de anti-Académico. Mas reflete as opiniões de alguns profissionais, e não só, com quem tenho contactado e que me parecem ter uma certa lógica.
Falo-vos hoje das redes das balizas. E mais concretamente das redes das balizas do ECC. Redes de malha quadrangular ... preta. E aqui é que reside para mim o "busílis" da questão.
Se é verdade que até condizem bem com o nosso equipamento, será que o facto de serem pretas não tornam a baliza menos visível? Terá este pequeno detalhe algum peso na fraca prestação ofensiva da Briosa?
Fui à procura de alguns números. Nada de estudos muito fastidiosos mas apenas um apanhado das equipas que na Liga Portuguesa têm redes pretas nas balizas e que são 3: A Académica, o Leiria e o Braga. O Leiria tem o pior ataque em casa (8 golos), a Académica aparece um pouco melhor mas apenas com 11 golos em 12 jogos(curiosamente leva 15 marcados fora) e o Braga aparece com 19 golos marcados, com 5º melhor ataque em casa, condizente com as suas ambições de europeu.
Se recuarmos à última época em que fizémos o campeonato com redes brancas, encontramos a melhor média dos últimos anos (20 golos em casa em 17 jogos), enquanto que com redes pretas (desde o Euro 2004) fizémos 2 épocas completas com 19 golos em 17 jogos em 2004/2005 e 15 golos em 17 jogos em 2005/2006.
Olhando um pouco lá para fora podemos ir buscar o exemplo do Chelsea que também utiliza redes pretas e leva 34 golos em 16 jogos em casa, por oposição ao Manchester United que utiliza redes brancas e contabiliza no mesmo número de jogos 43 golos. Ninguém pode afirmar taxativamente que existe uma relação entre o número de golos marcados e a cor das redes. Mas a minha opinião é que sobretudo com equipas que procurem um ataque mais continuado e que têm tendencialmente menos tempo e espaço para finalizar, o factor cor é um estímulo e um ponto de referência importante para o finalizador. Na minha opinião quanto mais visível for a baliza, menos tempo o jogador precisa para a encontrar em situação de aperto e mais tempo terá para o acto de finalizar.
Dentro da malha branca existe, para mim, uma que por sinal já foi utilizada no ECC, com um formato hexagonal da malha, que a torna ainda mais visível. Para poderem comparar deixo 3 fotos com os respectivos tipos de rede.
Camisola preta vs camisola branca
Outro dos assuntos que gostaria de abordar (e é desta que me vão "excomungar") é o das camisolas. Se é verdade que o preto é mais bonito, mais Académico e mais singular, não é menos verdade que alguns profissionais que por cá passaram se queixam que é uma tortura jogar com ele em dias de maior calor. Provoca desconforto aos atletas e pode facilitar a desidratação.
Numa altura em que todos os pormenores e pontos contam, se calhar vale a pena pensar nestes 2 detalhes ...
A 24ª jornada da Bwin Liga, disputada no fim-de-semana de Páscoa, provocou novamente alterações na situação dos quatro últimos classificados, que tiveram comportamentos diferenciados. Assim, enquanto a Briosa empatou na deslocação à Amadora, o Beira Mar logrou igual desfecho na recepção ao Benfica (em partida onde esteve duas vezes em vantagem e só sofreu o golo da segunda igualdade nas compensações e de grande penalidade). Por seu turno, o Desp. Aves teve direito às melhores "amêndoas", ao receber e vencer o Boavista. As mais amargas couberam ao V.Setúbal, copiosamente goleado no Dragão pelo líder FC Porto.
Em termos práticos, a Académica, que continua teimosamente no 13º lugar da Liga principal do futebol português, manteve a "almofada" de segurança de seis pontos de que dispõe face à "linha de água" e aumentou para três o número de pontos de avanço sobre os sadinos. Em contrapartida, os avenses "agarraram" os aveirenses, pelo que aquela meia dúzia de pontos de vantagem academista refere-se agora não apenas ao Beira Mar mas também ao Desp. Aves, que se aproximou. Por outro lado, a igualdade no encontro com os amadorenses mantém-nos a uma vitória da turma da Reboleira. Só que o calendário deles é muito mais acessível!
Ou seja, olhando apenas para esta ronda, a situação da Briosa mais uma vez não se agravou. Porém, quase repetimos o que escrevemos na semana anterior: o que nos espera daqui para a frente é um verdadeiro "ciclo infernal" (recebemos F.C.Porto, Braga e Sporting e visitamos Beira Mar, Marítimo e Benfica). Se é certo que os setubalenses têm um calendário semelhante (embora com melhor conjugação casa/fora), os aveirenses acabaram os jogos mais difíceis, enquanto que os da Amadora já passaram por eles todos e aos avenses só resta a ida ao Dragão, na derradeira jornada. Por isso, a nossa segurança é bastante ilusória e o perigo espreita.
Eis os resultados dos encontros da 24ª jornada:
Estª Amadora-Académica...... 3-3
Beira Mar-Benfica..................... 2-2
F.C.Porto-V.Setúbal.................. 5-1
Desp.Aves-Boavista................. 1-0
Marítimo-Naval............................1-1
Paços Ferrª-Nacional................ 2-1
U.Leiria-Belenenses...................0-1
Braga-Sporting........................... 0-1
A classificação actual está assim ordenada:
F.C.Porto.................56
Benfica................... 53
Sporting...................52
Belenenses..............40
Braga.......................38
Paços Ferrª.............35
Nacional ..................32
U. Leiria....................31
Marítimo...................30
Naval........................ 30
Boavista...................28
Estª Amadora..........25
ACADÉMICA...........22
V. Setúbal.................19
D. Aves.....................16
Beira Mar.................16
Recordamos agora o calendário e transmissões televisivas da 25ª jornada, a disputar no próximo fim-de-semana futebolístico:
E. AMADORA 3 - 3 ACADÉMICA Três, a conta que Deus fez
É difícil, para quem não acompanha o futebol, perceber porque move multidões, porque nos deixa tristes ou felizes depois de um resultado da nossa equipa. Para quem nunca foi ao futebol, teve hoje, na Reboleira, uma excelente oportunidade para "perder o medo" e ganhar entusiasmo. Com 3 pontos de diferença na tabela, Estrela da Amadora e Académica de Coimbra empataram a três golos num jogo onde não faltou emoção e acima de tudo... golos.
Manuel Machado fez entrar de início Pedro Roma na baliza, Medeiros e Litos no eixo da defesa, Lino a defesa esquerdo enquanto que Sarmento se encarregou do lado direito. Devido ao castigo de Roberto Brum, Paulo Sérgio foi o trinco da equipa num meio campo em losango contando com Alexandre, Nuno Piloto e Filipe Texeira a médio ofensivo. Na frente de ataque, Dame e Pitbull funcionaram como dois pontas de lança soltos.
O jogo começava e melhor não podia ter sido para as cores negras. Um alívio de Medeiros originou que Amoreirinha fizesse um mau atraso para o guarda-redes do Estrela. Pitbull mostrou a sua raça, foi oportuno e rematou certeiro para o 0-1 quando estavam decorridos apenas 2 minutos. A partir daí, a Académica acomodou-se e deixou o Estrela mandar no jogo. Sem brio de estudante, a Briosa sofria dois golos da maneira que mais frequentemente nos tem habituado. Aos 27 minutos, num cruzamento do lado esquerdo, Litos perde o confronto directo e deixa Anselmo cabecear para o empate. Mais tarde, aos 43 minutos, e depois de vários minutos de sufoco na grande área, o Estrela da Amadora passa para a frente no marcador. O nosso, sim, o sempre nosso Dário cabeceou para o fundo da baliza daquele que foi seu colega de equipa durante tantos anos. Enquanto que todos os jogadores o felicitavam, Dário levou as mãos à cara como que pedindo desculpa. A resposta dos adeptos que viajaram de Coimbra esteve à altura do gesto e o golo foi aplaudido.
Com a sua equipa em desvantagem, Manuel Machado mexeu tirando Sarmento, já amarelado, para o lugar de Joeano. Antes do intervalo, Pitbull quase imitou Lino, que já havia acertado no poste de bola parada. Desta vez, Paulo Lopes fez uma defesa apertada.
Enquanto decorria o intervalo, ficaram a aquecer Miguel Pedro, Gyano e Danilo. Quando o mais lógico seria a entrada do português, o técnico da Briosa surpreende tudo e todos esgotando as substituições fazendo Danilo entrar por Nuno Pitoto e Gyano por Alexandre. Três defesas centrais e três pontas de lança era a pólvora mágica com que a Académica tentava virar o resultado. Marcar um golo cedo era o mais importante, uma vez que a equipa da casa entrou a defender o resultado e o desgaste físico com o decorrer do tempo tornar-se-ia inevitável.
A Briosa veio com força e vontade de vencer para os últimos 45 minutos. Aos 55', Joeano concretizava da melhor maneira um canto batido por Lino, fazendo o 2-2. A um ritmo impressionante ia-se jogando e nove minutos depois novo golo para os visitantes. Mais um pontapé de canto, depois de uma primeira defesa do guarda-redes, "Joeano voltou a marcar, e pôs a Mancha a cantar". Na resposta e querendo manter a toada de jogo, Paulo Sérgio fez falta na grande área originando penalty para o Estrela - por certo se o ct4 estivesse no jogo cantaria a música habitual. Chamado à conversão, Jaime não falhou e fez 3-3 no marcador.
Até final, a Académica ainda jogou contra 10 mas nunca conseguiu converter as várias oportunidades que teve. O empate acaba por ser um resultado justo e que dignifica o futebol espectáculo. No entanto, a haver um vencedor, seria à Briosa que a vitória mais justa ficava, uma vez que mostrou ser sempre o conjunto mais ambicioso. Pode até ser um desabafo tendencioso mas é a sensação que ficou esta tarde.
Os pretos, um a um:
Pedro Roma (3) - Três golos sofridos, mais uma vez de bola parada ou cabeça. Dados para preocupar mas que, no entanto, o capitão da Briosa em nada podia ter evitado. Valeram alguns lances que esteve atento.
Litos (2) - Ficou claramente mal visto no lance do primeiro golo e a defesa não teve um chefe que pudesse comandar a nível posicional. Com o ataque móvel do Estrela, a equipa andou várias vezes desatenta no que cabe a marcações.
Medeiros (3) - Tentou ser eficaz e não comprometer. Assim o fez e foi inteligente no recurso à falta. No entanto, quando se sofre 3 golos...
Sarmento (2) - Confuso e sem saber onde se posicionar. Dário baralhou-o e nunca percebeu quando e onde o devia marcar. A atacar não existiu, acabando por ser substituído ainda antes do intervalo.
Lino (4) - É a tal polémica do "muito bom a atacar, mas a defender é que ui". A equipa ganhou e muito com as suas investidas na segunda parte.
Alexandre (2) - Pouco influente no meio campo, esteve ainda assim ligado a alguns lances de transição de jogo. Por obra do resultado, Manuel Machado substituiu-o para mudar o rumo ao jogo.
Paulo Sérgio (3) - Mesmo sendo ele que cometeu o penalty, esteve bem no resto do jogo. Garantiu consistência mesmo quando jogava sozinho no meio campo.
Nuno Piloto (2) - Inicialmente a interior-direito e depois a lateral, nunca provou que é um jogador útil à equipa. Melhores dias virão.
Filipe Teixeira (4) - É o menino bonito da Académica. Com a bola nos pés só com recurso à falta é que é travado. Mais uma exibição de grande nível. Faltou-lhe, no entanto, usar a meia distancia à entrada da área.
Dame (3) - Primeiro a ponta de lança e depois a meio campo, mostrou mais uma vez que é melhor nesta segunda posição. Uma lesão muscular nos últimos minutos impediu-o que desse todo o seu potencial dentro de campo, sendo no entanto de louvar a sua determinação em querer ficar.
Claudio Pitbull (3) - Entrou com o pé direito com um golo logo a abrir o jogo. Depois disso, levou um toque na cabeça e talvez por isso tenha baixado o seu rendimento. Mesmo sendo um jogador que, segundo Manuel Machado, não aguenta 90 minutos, hoje esteve à altura de manter o lado direito do ataque sempre fresco.
Joeano (5) - Entrou e marcou, por duas vezes. É o homem da partida.
Gyano (2) - Não conseguiu acrescentar nada de crucial ao jogo. É um jogador esforçado mas que nem oportunidades conseguiu ter.
Danilo (3) - Cumpriu com o que era pedido. A Académica na segunda parte sofreu apenas de grande penalidade e aí não havia nada a fazer. Limpou o jogo aéreo e em caso de dúvida, pontapé na frente.
A Académica faz agora 22 pontos, numa altura que faltam apenas 6 jogos até final do campeonato. A luta pela manutenção promete e é fundamental uma vitória no próximo jogo. Contra o FC Porto nada é impossível e, por certo, todos acreditamos.
O Simplesmente Briosa aproveita também para desejar uma boa Páscoa a todos os que nos visitam e que por aqui se informam, sofrem e desabafam.
Danilo, Alexandre e Gelson regressam aos convocados
Relativamente à partida com a U. Leiria, Manuel Machado efectuou quatro alterações na convocatória da Briosa para o encontro de amanhã, na Amadora.
Assim, Káká e Roberto Brum, suspensos por um jogo, não fazem parte, obviamente, do lote dos convocados. Para os seus lugares regressam Danilo (recuperado de uma lesão) e Alexandre (que cumpriu castigo federativo na partida anterior).
Por seu turno, Gelson volta a entrar na convocatória em detrimento de Sílvio.
Também se regista a habitual troca do segundo guarda-redes: Eduardo rende Douglas.
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É a seguinte a lista dos 18 eleitos de Manuel Machado:
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Guarda-redes: Pedro Roma e Eduardo.
Defesas: Sarmento, Danilo, Litos, Medeiros, Lino e Vítor Vinha.
Médios: Paulo Sérgio, Alexandre, Nuno Piloto, Miguel Pedro, Dame e Filipe Teixeira.
Avançados: Cláudio Pitbull, Gelson, Gyano e Joeano.
Uma nova análise "objectosubjectiva": temos de fazer melhor que o ano passado
Vou agora actualizar o exercício que havia realizado em Dezembro e no final da 1ª "volta", comparando os resultados da época em curso com os da anterior, tendo em conta os encontros disputados frente aos mesmos adversários. Volto a repetir que o exercício a que me entregarei de seguida, embora baseado em dados objectivos, tem também um certo grau de subjectividade e falibilidade. Por isso, o denomino de "objectosubjectivo".
Para aqueles que já não se recordam dos critérios que utilizei para realizar a referida comparação, tendo em conta não apenas as (des)promoções mas também que a Liga foi reduzida de 18 para 16 clubes, recordo a explicação que dei em Dezembro:
Tive de começar por ter de eliminar dois emblemas. O mais lógico seria escolher, para o efeito, o 17º e o 18º de 2005/2006, respectivamente, V. Guimarães e Penafiel. Porém, dada a despromoção administrativa do Gil Vicente, a minha opção recaiu, além dos penafidelenses (últimos classificados), na turma de Barcelos. Logo, os encontros onde foi interveniente uma destas duas equipas estão fora das contas. Depois, havia que fazer a correspondência entre os promovidos Beira Mar e Aves e os dois despromovidos. Normalmente, o meu critério baseia-se na proximidade geográfica. Mas, dado o facto de terem saído duas turmas nortenhas e terem entrado uma do Norte e outra do Centro, decidi, de forma subjectiva, fazer corresponder os aveirenses ao Vitória minhoto: ambos possuem um estádio do Euro 2004 e com qualquer deles temos uma grande rivalidade (embora por razões diferentes). Logo, por exclusão de partes, os avenses são os substitutos do Rio Ave.
Vejamos, agora, qual teria sido a classificação de 2005/2006 se retirássemos todos os jogos em que participaram o Gil Vicente e o Penafiel. Entre parêntesis, a pontuação verdadeira.
É esta classificação virtual que servirá de termo de comparação com a época anterior. Logo, para igualar a performance da temporada passada, a Académica teria de fazer 33 pontos, o que, dados os jogos que nos faltam, só é possível no domínio da Matemática. A sorte é que, esta época, não será precisa uma pontuação tão elevada.
Comparemos, então, a classificação actual com a que existiria se os resultados dos jogos efectuados nas 23 jornadas já disputadas tivessem sido iguais aos da época anterior (ou, no caso de Beira Mar e Aves, idênticos aos de V. Guimarães e Rio Ave, respectivamente). Entre parêntesis a diferença pontual entre a presente temporada e a anterior.
F.C.Porto.................53 (+3) Benfica................... 52 (+7) Sporting...................49 (+1) Braga......................38 (-2) Belenenses..............37 (+8) Nacional .................32 (-2) Paços Ferrª.............32 (+1) U. Leiria....................31 (+4) Marítimo...................29 (-1) Naval........................ 29 (+4) Boavista...................28 (-3) Estª Amadora.........24 (0) ACADÉMICA............21(-10) V. Setúbal..................19 (-11) Beira Mar...............15 (0) D. Aves....................13 (-6)
As diferenças de Beira Mar e Desp. Aves referem-se aos resultados de V.Guimarães e Rio Ave em 2006/2007, respectivamente.
Como se pode verificar, a Briosa é, logo após o V.Setúbal, a equipa que apresenta uma maior quebra de rendimento, segundo este critério. Na verdade, se tivéssemos repetido os desfechos do ano passado, teríamos agora 31 pontos e a manutenção mais que garantida. Teoricamente, estaríamos a lutar pelo 6º lugar (que, muito provavelmente, dará acesso à Taça UEFA), embora, dado o calendário que nos resta, fosse muito difícil lá chegar.
Recordemos os jogos já disputados e os respectivos resultados (entre parêntesis, os da época anterior):
V. Setúbal - Académica .................1-1 (0-1) Académica - Naval .........................1-2 (2-2) Académica - Belenenses................1-1 (0-1) Boavista - Académica.....................2-2 (2-1) Académica - Nacional ....................1-3 (0-0) Paços Ferrª - Académica ...............1-1 (2-1) Académica - D. Aves ..................... 2-0 (2-2 com o Rio Ave) U. Leiria - Académica .................... 2-0 (0-2) Académica - Estª Amadora ........... 2-0 (1-0) F.C. Porto - Académica ................. 2-1 (5-1) Académica - Beira Mar .................. 3-1 (1-0 com o V. Guimarães) Braga - Académica ......................... 4-2 (2-0) Académica - Marítimo ..................... 1-2 (2-2) Sporting - Académica ..................... 1-0 (0-1) Académica - Benfica.........................0-2 (0-0)
Académica - V. Setúbal ....................0-1 (0-1) Naval - Académica.............................0-1 (0-1) Belenenses - Académica..................1-2 (0-0) Académica - Boavista....................... 0-2 (0-2) Nacional - Académica .......................4-0 (2-2) Académica - Paços Ferrª .................0-2 (3-0) D. Aves - Académica ....................... 2-2 (1-4 com o Rio Ave) Académica - U. Leiria ...................... 0-0 (1-3)
Como se pode verificar, depois de termos feito menos sete pontos na 1ª "volta", a situação agravou-se na segunda, onde realizámos menos três pontos que nos mesmos jogos de 2005/2006. Assim, se recuperámos dois em Belém, perdemos dois nas Aves face à vitória em Vila do Conde, no ano passado; se ganhámos um na recepção à U.Leiria, deixámos outro na Madeira, frente ao Nacional. E, o pior de tudo, transformámos uma vitória numa derrota com o Paços de Ferreira. Sem esse desaire, a nossa 2ª "volta" estaria a ser idêntica à da última época.
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Interessa, agora, saber quais as perspectivas desta perda de rendimento para o resto do Campeonato.
Se compararmos os encontros que nos falta disputar com a nossa performance da época anterior, as perspectivas não são nada optimistas. Eis os jogos que nos faltam e, entre parêntesis, o resultado de 2005/2006:
Estª Amadora - Académica ........... (3-2) Académica - F.C. Porto ................. (0-1) Beira Mar - Académica .................. (1-1 com o V. Guimarães) Académica - Braga ......................... (0-3) Marítimo - Académica .....................(2-2) Académica - Sporting...................... (0-3)
Benfica - Académica........................(3-0)
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Ou seja, se obtivermos os resultados do ano anterior, apenas obteremos 23 pontos. Mesmo com o empate em Aveiro (repetindo o de Guimarães), o risco de despromoção é grande. Basta o Beira Mar e o V.Setúbal repetirem os resultados da última época.
Evidentemente que se trata apenas de uma hipótese académica e com um grau de probabilidade quase nulo, mas se, nas últimas sete jornadas, voltassem a verificar-se os desfechos do ano anterior, a classificação seria a seguinte:
Na prática, isto significa que, a partir de agora, teremos que ter melhor desempenho que o ano passado face aos adversários que temos pela frente.
Olhando para a classificação virtual de 2005/2006, o Rio Ave teria feito 25 pontos e o V.Guimarães 24. O que significa que 26 pontos teriam sido suficientes para a manutenção.
Mas, esta época, os "grandes" têm perdido menos pontos, pelo que os "pequenos" também têm obtido menos. Por outro lado, ao contrário da época anterior, há, ainda, um dado importante: na época passada, o facto de descerem quatro clubes levou a maioria a procurar apetrechar-se melhor, de forma a manter-se na Liga principal. Esta época, como a despromoção atingirá apenas dois emblemas, passou-se o contrário.
Logo, julgo que 24 ou 25 pontos poderão ser suficientes para garantir a manutenção.
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No nosso caso, penso que o jogo de Aveiro será a "chave": se ganharmos, a questão fica resolvida; se empatarmos, os 24 pontos deverão chegar para garantir a permanência; se perdermos tangencialmente (ou mesmo por dois golos desde que não seja por 2-0), poderá ser necessário chegar aos 25 ou 26; se a derrota nos colocar em desvantagem no desempate, aí talvez tenhamos mesmo de chegar aos 26.
Significa isto que necessitamos, pelo menos, de mais uma vitória. E, se perdermos com o Beira Mar, precisamos de mais um ou dois empates. A questão está: onde ir buscá-los? Curiosamente, os jogos "fora" parecem mais propícios que os encontros caseiros. O que até pode não ser mau, atendendo ao nosso miserável desempenho no ECC!...
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Já agora, e para complementar esta informação, eis o nosso calendário comparado com o dos nossos adversários directos:
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E. Amadora(24 pontos) - Académica (C), Belenenses (F), Boavista (C), Nacional (F), Paços Ferrª (C), D. Aves (F) e U. Leiria (C).
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Académica(21 pontos) - E. Amadora (F), FC Porto (C), Beira Mar (F), Braga (C), Marítimo (F), Sporting (C) e Benfica (F).
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V. Setúbal(19 pontos) - FC Porto (F), Beira Mar (C), Braga (F), Marítimo (C), Sporting (F), Benfica (C) e Naval (F).
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Beira Mar(15 pontos) - Benfica (C), V.Setúbal (F), Académica (C), Belenenses (F), Boavista (C), Nacional (F) e Paços Ferrª (C).
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D. Aves(13 pontos) - Boavista (C), Nacional (F), Paços Ferrª (C), Naval (F), U.Leiria (F), E. Amadora (C) e FC Porto (F).
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Na minha opinião, o pior "petisco" é o nosso, seguido do V. Setúbal, que apesar de ter quase os mesmos adversários que nós, recebe os mais acessíveis. O do Aves não parece ser de molde a ter grandes esperanças de recuperação, ao contrário do do Beira Mar, bem mais acessível. Já o Estrela tem o melhor calendário, para além de estar à frente dos outros, pelo que só um cataclismo levaria à sua despromoção.
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Claro que este exercício vale o que vale. E se amanhã, na Amadora, tivermos a inspiração da Figueira e/ou a sorte do Restelo o cenário tornar-se-á bem mais alegre. Mas as ausências de Káká e Brum poderão condicionar a nossa estratégia. Resta-nos torcer para que tudo corra pelo melhor, desde logo apoiando a equipa. FORÇA BRIOSA!...
Presidente em entrevista a "A Bola": "Ilegalidades? Não cometi nenhuma"
O Presidente da Briosa concedeu uma entrevista ao jornal "A Bola", conduzida pelo jornalista Carlos Rias, que passamos a transcrever.
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Aparentemente é um homem tranquilo. Mas as suas palavras denotam revolta. José Eduardo Simões, presidente da Académica, diz que "em Portugal se vive um ambiente entre o pidesco e o inquisitorial, de denúncia anónima e de práticas repulsivas e infames". Acusado de oito crimes de corrupção passiva, confessa que o dinheiro encontrado no seu carro já passou de 200 mil a 100 mil euros. E diz que "são os agentes judiciários e o Ministério Público quem viola o segredo de justiça".
. — A sua presidência não tem sido tranquila, tem sido, até, demasiado agitada e turbulenta... — A presidência tem sido tranquila, com um ou dois picos de maior intensidade em termos de comunicação pública, mas que estão perfeitamente definidos. Há o caso que se prende com o processo que me envolve em termos judiciais, sobre o qual não posso falar muito, pois a defesa está a ser preparada, e a partir daí são apenas incidências do aspecto futebolístico. Não se pode dizer que haja uma grande onda de contestação, pelo contrário, tenho assistido a um apoio muito forte. — O processo que sobre si recai é grave. É acusado de oito crimes... — É um processo que está em segredo de justiça, e, felizmente para mim, agora posso defender-me. Espero, no fim, pôr um ponto final em tudo o que foi dito às vezes de forma muito pouco avisada, pela comunicação social... Em tempo recente o Banco Espírito Santo (BES), em Espanha, foi objecto de investigação. E a sua imagem foi gravemente prejudicada. Há poucos dias surgiu a notícia de que, afinal, as autoridades espanholas concluíram que nada foi feito contra a lei e o BES estava inocente de qualquer prática de acto ilícito. E agora? E se o BES tivesse sido dissolvido? Agora está inocente. Quem repararia os danos causados? Quem viola o segredo de justiça? — A comunicação social traz a público o que o Ministério Público permite... — Esse é um ponto-chave, que o senhor procurador da República se esqueceu de referir em intervenção recente. De facto o senhor procurador fala do segredo de justiça como sendo um período que até deve ser ampliado para não prejudicar as investigações, esquecendo-se de que quem viola o segredo de justiça são os agentes judiciários e o Ministério Público. — Entende que existe perseguição em relação a si? — Entendo que o ambiente actual indicia isso de alguma forma. O futebol está a servir quase de touro numa arena da opinião pública, que permite disfarçar a inépcia, a incompetência, a falta de empenho e de qualidade do sistema político português. — Pode ser mais claro? — No meu caso, e porque decorre a minha defesa, não vou poder referir rigorosamente nada. Não demorará muito, nesta fase de instrução, até que haja uma resposta. Vamos aguardar. Talvez surjam surpresas.
. "200 mil euros? A acusação já vai em metade"
. — Dentro do seu carro foi encontrada uma verba que se disse rondar os 200 mil euros. — Lá está uma maneira de os jornais fazerem sangue. E é infame tentarem acusar pessoas de algo que elas não cometeram. As notícias, no princípio, diziam que tinham sido encontrados 200 mil euros, repetidamente 200 mil euros. Na acusação já vai em metade. E até agora ninguém me perguntou de quem é esse dinheiro. Mas grande parte dele é meu. Tenho meios próprios, riqueza pessoal. Disse-o na altura. Era dinheiro que se destinava a pagar salários da Académica, porque ainda não tínhamos recebido uma verba importante da transacção dos direitos desportivos de um atleta. E não era dinheiro apenas meu, mas também de outras pessoas. — Apesar de tudo aquilo de que é acusado é um homem tranquilo? — Estou tranquilo. Sei o que fiz e o que não fiz. Ilegalidades? Não cometi nenhuma. Vamos ver daqui a algum tempo as respostas que vão ser dadas. Sei que tenho o apoio, fortíssimo, de toda a gente que esteve comigo há dois anos. — Há quem defenda que deveria ter suspendido o mandato ou provocado eleições... — Se considerasse a suspensão de mandato vantajosa para a Académica era isso que fazia, tal como disse por carta ao dr. Almeida Santos. Mas a opinião unânime dos órgãos sociais é a favor da minha continuidade.
. — De acordo com o site oficial da Académica, Manuel Machado renovou o contrato, mas na altura das eleições no V. Guimarães pareceu com um pé em Coimbra e outro no Minho. Essa atitude fragilizou o grupo? — O professor foi um pouco infeliz nas declarações que proferiu, mas temos de separar o treinador da Académica, que é um profissional, da pessoa que é sócio do V. Guimarães e que participa na vida desse clube com sentimento. Não foi uma situação fácil de gerir, tendo em atenção aquilo que existe entre os dois clubes por causa do caso N'Dinga e a forma como o então presidente Pimenta Machado alterou a verdade desportiva. E a concluir: — Manuel Machado está a fazer um bom trabalho. A Académica joga como não jogava há muitos anos. Falta-nos a sorte. Somos campeões das bolas ao poste e dos penalties que não nos marcam — nem um único a nosso favor!
. — A Académica mostra-se insatisfeita com as arbitragens. Desculpas de mau pagador? — Não é nada disso. Este ano as arbitragens não estão a ser de grande nível, os árbitros parecem não ler pela mesma cartilha. No jogo com o Boavista (derrota da Académica por 2-0) dois atletas nossos lesionaram-se e um deles gravemente, por entradas duríssimas do adversário, que não foram punidas pelo árbitro. Frente ao V. Setúbal um árbitro que tivesse um comportamento minimamente rigoroso devia ter expulso dois ou três jogadores sadinos, que barbaramente agrediram continuadamente quer o Miguel Pedro, quer o Filipe Teixeira. A Académica tem um grupo de artistas, que jogam bem, se os árbitros permitem a agressividade não saudável, aquela que magoa, é difícil jogar. E não nos deixam jogar.
O encontro da 25ª jornada da Bwin Liga entre a Académica e o FC Porto disputa-se sábado, dia 14, pelas 21 horas e 15 minutos, com transmissão directa através da TVI.
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É o seguinte o calendário dos jogos dessa ronda:
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Académica - FC Porto..............Sábado, 14 (21 e 15 horas, TVI)
Sporting - Marítimo.....................Sexta, 13 (20 e 30 horas, SportTV)
Belenenses - Estª Amadora......Sábado, 14 (19 e 15 horas, SportTV)
A 23ª jornada da Bwin Liga provocou algumas alterações na situação dos quatro últimos classificados, que tiveram comportamentos diferentes. Assim, enquanto a Briosa empatou na recepção à U.Leiria, o V.Setúbal recebeu e venceu o E.Amadora. Por seu turno, os dois últimos saíram ambos derrotados nas suas deslocações à capital: o Desp. Aves em Belém e o Beira Mar em Alvalade. Com estes desfechos, se tudo se manteve na cauda da tabela do ponto de vista classificativo, as distâncias pontuais alteraram-se.
Em termos práticos, a Académica, que continua no 13º lugar da Liga principal do futebol português, ganhou um ponto aos aveirenses, aumentando para seis pontos a "almofada" de segurança de que dispõe face à "linha de água", mas viu os sadinos mais perto, agora apenas a dois pontos de distância. Em contrapartida, tem agora os amadorenses ao alcance de uma vitória (que poderá acontecer na próxima jornada, em que nos deslocamos precisamente à Reboleira).
Ou seja, olhando apenas para esta ronda, a situação da Briosa não se agravou. Porém, o que nos espera daqui para a frente é um verdadeiro "ciclo infernal" (recebemos F.C.Porto, Braga e Sporting e visitamos Beira Mar, Marítimo e Benfica). Se é certo que os setubalenses têm um calendário semelhante, os aveirenses acabam os jogos mais difíceis na próxima jornada, enquanto que os da Amadora já passaram por eles todos e aos avenses só resta a ida ao Dragão, na derradeira jornada. Por isso, a nossa segurança é bastante ilusória.
Embora não se realizem jogos no domingo de Páscoa, a 24ª jornada disputar-se-á no próximo fim-de-semana, com o seguinte calendário e transmissões televisivas: .
CASTIGOS OBRIGAM A BAIXAS NA PRÓXIMA JORNADA Roberto Brum e Kaka de fora na Reboleira
Ainda não está digerido o empate ante a União de Leiria na última jornada e já a Briosa prepara a próxima que se disputará na Reboleira no próximo Sabado à tarde.
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Para este jogo o trinco Roberto Brum que foi considerado pelo SimplesmenteBriosa como o melhor jogador em campo viu o quinto amarelo e não poderá alinhar, tal como Káká, fruto do vermelho directo aquando da falta sobre Harison no inicio da segunda parte.
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Para os seus lugares as apostas caem em Medeiros no caso de Kaka e no regresso de Alexandre para o de Roberto Brum, no entanto só mesmo no Domingo haverá a confirmação do que agora se tenta adivinhar, e sejam quais forem os jogadores só se espera que cumpram o seu dever, que vencam!
Na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro entre a Académica e a U. Leiria, Manuel Machado acabou por levar o seu discurso para outras áreas além do jogo e aproveitou para criticar o clima de instabilidade que se tem criado à volta da equipa.
«Ainda hoje, dia de jogo, foi anunciado mais um candidato à presidência do clube. Antes disso, falou-se do Dauto Faquirá para treinador e mais não sei quê. Algumas pessoas, que se dizem coimbrãs e academistas, em vez de estarem caladas e ajudarem a equipa com tranquilidade, parecem estar apostadas em fazer tudo para desestabilizar», referiu o treinador da Briosa.
Mas aquilo que deixou Manuel Machado visivelmente irritado foi uma pergunta acerca do anúncio, há uma semana, da sua renovação, feito pela Direcção no site do clube. O técnico respondeu directamente ao jornalista, em tom exaltado, recusando-se, mais uma vez, a comentar o tema: «Por mais respeito que os seus cabelos brancos me mereçam, eu já fiz a quarta classe. Portanto, escusa de me fazer a pergunta de maneiras diferentes, porque eu não lhe vou responder. Tão simples quanto isso!»
A Académica empatou hoje pela primeira vez sem golos neste Campeonato na recepção à U. Leiria, em partida disputada no ECC.
Com este resultado, a Briosa "quebrou o enguiço" de cinco derrotas consecutivas em "casa", mas continua sem vencer e sem marcar golos em Coimbra no ano de 2007. Concretamente, a última vitória ocorreu frente ao Beira Mar, em 26 de Novembro de 2006, e o último golo foi marcado por Gyano, na derrota por 1-2 com o Marítimo, a 10 de Dezembro do ano transacto.
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Manuel Machado operou uma "revolução táctica" relativamente ao jogo das Aves. Assim, saíram da equipa inicial Alexandre (castigado), Medeiros e Miguel Pedro e entraram Sarmento, Joeano e Cláudio "Pitbull".
Ao mesmo tempo, dispôs a equipa num esquema de 4-4-2: na defesa, Sarmento surgiu a "lateral" direito, Litos e Káká formavam a dupla de "centrais", enquanto Lino ocupava o seu lugar na esquerda; o meio-campo dispôs-se em losango, com Paulo Sérgio a "trinco", Brum (à direita) e Dame (à esquerda) nos vértices centrais e Filipe Teixeira mais adiantado; no ataque, Joeano e Cláudio "Pitbull" funcionavam como dois avançados abertos.
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A Académica entrou melhor no jogo e, logo nas primeiras jogadas, criou duas situações de perigo, em especial um remate cruzado de Filipe Teixeira ao lado da baliza leiriense.
A partir dos dez minutos, os visitantes equilibraram as operações e, ao quarto de hora, após boa jogada de Ivanildo, Paulo César cabeceou à rede lateral. Pouco depois, o mesmo jogador isolou-se, contornou Pedro Roma, mas, em lugar de rematar, atirou-se "para a piscina" e viu o "amarelo".
O ascendente dos homens do Liz durou até cerca dos vinte e cinco minutos, altura em duas boas iniciativas de Cláudio "Pitbull" levaram perigo para a baliza adversária. Seguiu-se, então, uma toada de parada e resposta, mas sem grandes ocasiões para marcar.
Nos últimos cinco minutos do 1º tempo, a Briosa voltou a ter "sinal mais". Dame, na marcação de um "livre", e Lino, num remate de longe, obrigaram Fernando a defesas apertadas.
Nas compensações, dois lances de muito perigo, um para cada lado: primeiro, boa arrancada de "Pitbull", que não consegue bater o guardião leiriense; na resposta, Touré entrou com facilidade pela defesa academista, obrigando Pedro Roma, já em queda, a defender com o pé contrário, acabando Káká por afastar a bola para longe.
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Nunca se saberá o que poderia ser a etapa complementar sem o lance ocorrido logo aos quatro minutos. Uma displicência de Káká permite que Harison o ultrapasse e vá em direcção à baliza. O defesa academista acaba por derrubar o seu adversário e vê o cartão vermelho directo, apesar de ter ainda Litos atrás de si. Uma decisão excessiva do árbitro, que condicionou toda a estratégia da Briosa.
Face à nova situação, Manuel Machado colocou em campo o "central" Medeiros e retirou Joeano. Uma alteração assobiada pela maior parte do público, mas que nos pareceu correcta: a equipa, a jogar com 10, não podia ficar apenas com um "central" nem se podia dar ao luxo de tirar um médio, pois perderia o meio-campo. Restava a saída do avançado que estava a ter uma prestação menos conseguida.
A verdade é que, depois de um breve período em que a U.Leiria veio mais para a frente, procurando tirar partido da vantagem numérica, a Académica sacudiu a pressão e, no último quarto de hora, tomou conta das operações.
Com efeito, apesar de estar a jogar com menos uma unidade, a Briosa foi a equipa que mais procurou a vitória. Jogando de forma mais solta, dispôs de três boas ocasiões: remate de meia-distância de Dame a rasar o poste; grande jogada do senegalês, que rematou forte para defesa incompleta de Fernando, com Filipe Teixeira a falhar escandalosamente a recarga e, por fim, na sequência de um "canto", a bola caiu à frente de Litos, que acabou por atirar contra o guardião leiriense.
Do lado visitante, apenas uma jogada de perigo, em que, após uma defesa incompleta de Pedro Roma a remate de Paulo Machado, o guarda-redes dos "pretos" fechou bem o ângulo à recarga de Paulo César.
No último lance da partida, um "livre" de Sarmento passou rente à barra da baliza de Fernando.
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Em conclusão, uma partida agradável de seguir, mas a que faltaram os golos. O resultado aceita-se, dado que ambas as equipas tiveram períodos alternados de domínio e algumas ocasiões para marcar. Contudo, a haver um vencedor, teria de ser a Briosa, pois foi o conjunto que mais procurou o triunfo, especialmente quando se viu em inferioridade numérica.
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Artur Soares Dias teve uma actuação de bom nível na 1ª parte.
Contudo, "borrou a pintura" no lance da expulsão de Káká, pois o brasileiro não era o último defesa da Académica, uma vez que tinha Litos atrás de si e da linha da bola. Pelo mesmo critério, Tonel deveria ter sido expulso em Alvalade, quando agarrou Gyano, mesmo tendo Polga nas suas costas. Afinal, para que servem as reuniões de árbitros com a Comissão de Arbitragem da Liga?
A partir daí, passou a errar mais, especialmente na forma de ajuizar os lances faltosos.
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Sob a arbitragem de Artur Soares Dias, do Porto, as equipas alinharam:
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Académica - Pedro Roma; Sarmento, Litos, Káká e Lino; Paulo Sérgio; Roberto Brum e Dame (Miguel Pedro, 88); Filipe Teixeira; Joeano (Medeiros, 53) e Cláudio "Pitbull" (Sílvio, 80).
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U.Leiria - Fernando; Éder, Renato, Marcos António e Laranjeiro; Paulo Gomes, Faria e Harison (Paulo Machado, 83); Ivanildo (N'Gal, 60), Paulo César e Touré (Alhandra, 61).
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Disciplina: Cartões amarelos a Roberto Brum (87); Paulo César (18), Marcos António (58), Paulo Machado (89) e Faria (90+3). Cartão vermelho directo a Káká (49).
Os "pretos", um a um:
Pedro Roma (4) - Teve algum trabalho e saiu-se bem. Embora sem fazer defesas "de encher o olho", mostrou-se sempre seguro e protagonizou algumas intervenções preciosas a evitar o golo adversário.
Sarmento (3) - Esteve bem a defender, mas falhou demasiados passes. O facto de não ser habitualmente titular explicará algum nervosismo. Em todo o caso, mostrou que pode ser alternativa válida para a posição de "lateral" direito.
Litos (3) - Uma exibição regular. Revelou bom sentido posicional, que lhe permitiu ser o "pronto-socorro" da defesa. Já perto do final, teve oportunidade de marcar, na sequência de um "canto", mas atrapalhou-se quando viu a bola à sua frente.
Káká (2) - Não esteve mal na 1ª parte, tendo, inclusive, salvo uma situação complicada já nas compensações. No início do 2º tempo, estragou tudo. É certo que a sua expulsão foi exagerada, mas a verdade é que foi a sua displicência que originou o lance fatídico.
Lino (3) - Esteve mais sóbrio do que é habitual. Não subiu tanto como é costume mas também não abriu tantos espaços nas suas costas.
Paulo Sérgio (4) - Voltou à sua posição original de "trinco" e saiu-se bem. Lutou bastante, cortando muito jogo adversário. Melhor que habitualmente no capítulo do passe, o que facilitou as transições ofensivas da equipa.
Roberto Brum (4) - Uma exibição ao nível dos "velhos tempos". Muito lutador, esteve sempre em jogo, tanto a defender como a atacar e mostrou uma clarividência que lhe tem faltado esta temporada. O melhor da Briosa.
Filipe Teixeira (4) - Mostrou, em vários lances, toda a sua classe. Não foi tão influente como em jogos anteriores mas a sua utilidade foi, mais uma vez, evidente. A dez minutos do final, teve oportunidade de marcar, após defesa incompleta do guardião leiriense, mas recargou para fora.
Dame (3) - De início, pareceu nervoso e não esteve ao seu melhor nível. Na 2ª parte, subiu bastante de produção. Teve várias arrancadas perigosas e tentou fazer uso da sua meia-distência, embora sem êxito. Saíu já perto do final.
Joeano (2) - Ainda não recuperou a forma, após a lesão que o afectou. Em várias ocasiões, mostrou-se pouco expedito a atacar os lances. Passou ao lado do jogo e, no contexto em que ocorreu, a sua substituição justificou-se.
Cláudio "Pitbull" (3) - Realizou uma boa exibição na etapa inicial, em que se mostrou muito activo. Dos seus pés partiram as jogadas de maior perigo da equipa. Após o intervalo, foi "perdendo gás" e foi desaparecendo do jogo. Substituído a dez minutos do final, já bastante desgastado.
Medeiros (3) - Entrou após a expulsão de Káká e não comprometeu.
Sílvio (2) - Estreou-se na equipa principal da Briosa, quando entrou aos 80 minutos. Não teve grandes ocasiões para mostrar as suas qualidades.
Miguel Pedro (-) - Jogou cinco minutos.
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MINUTO DE SILÊNCIO POR ERNESTO
Antes do início da partida, foi guardado um minuto de silêncio em memória de ERNESTO Francisco de Sousa, "velha glória" da Briosa. O antigo futebolista faleceu ontém, aos 66 anos, vítima de doença prolongada. Ernesto, natural de Portimão, chegou à Académica em 1965, proveniente do União de Tomar. "Ponta-de-lança", fez com Artur Jorge uma dupla temível, que marcou os "anos dourados" da Briosa, com destaque para a época de 1966/67, em que fomos vice-campeões e finalistas da Taça. Marcou 64 golos em 94 encontros disputados com a camisola da "preta". Em 1968, transferiu-se para o Sporting. Terminou a carreira no Portimonense, clube da sua cidade-natal.
A nossa equipa de iniciados foi hoje derrotada pelo Benfica, em encontro disputado na Mealhada, a contar para a 3ª jornada da Zona C, na 2ª fase do "Nacional" da categoria.
Os "encarnados" venceram por 2-0 e consolidaram a liderança do Grupo. A Briosa está agora no 3º lugar, com três pontos, atrás da U.Leiria, que recebeu e bateu o V.Setúbal por 3-1.
A notícia surgiu inesperadamente ao princípio da noite de hoje: o italiano Fábio Capello, actual técnico do Real Madrid, poderá rumar a Coimbra na próxima época.
Esta possibilidade, impensável até há pouco, surge num contexto que pode levar à convergência entre a Académica e o conceituado treinador.
Do lado deste, os maus resultados do Real Madrid (que corre o sério risco da nada voltar a ganhar esta época) tornam praticamente certa a sua saída dos "merengues". Por outro lado, o mau ambiente à sua volta (tanto da parte de jogadores e adeptos como de dirigentes) originou uma crise de "stress" no técnico italiano, que pretenderia uma época mais calma, longe da exigência dos grandes palcos internacionais. Com a carteira bem recheada, não se importaria de ganhar um ordenado substancialmente inferior.
Por seu turno, do lado da Briosa, tudo indica que o presidente José Eduardo Simões se recandidate com um projecto ambicioso, intitulado "Por uma Briosa europeia", cujo objectivo será levar a Académica à Taça UEFA e, posteriormente, conquistar um título nacional até 2012.
Nesta perspectiva, a contratação de Capello poderá vir a ser uma realidade. Resta agora assegurar a manutenção na Liga para que os contactos, ainda em fase exploratória, se transformem em efectivas negociações.