LUCAS REGRESSA A COIMBRA Ex-capitão da Académica já assinou
Será a melhor noticia deste ainda curto período de transferências. Lucas, referência da Académica, que foi jogador fulcral para a última subida de divisão, e que nos anos seguintes teve grandes desempenhos com a nossa camisola acabou de rubricar um contrato de dois anos mais um de opção com a Académica, clube do seu coração, tal como tinha dito numa entrevista publicada há poucos dias.
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Era a notícia mais aguardada de todos os nomes que estavam em cima da mesa, e resta agora esperar pelo reforço do sector mais ofensivo da equipa, sobretudo para o lugar do "matador", posição também carenciada no plantel academista. Esperam-se novidades nos próximos dias.
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Para além de Lucas, também Pedrinho do Varzim já está confirmado por quatro épocas. O jovem de 22 anos rodará ainda assim mais um ano no clube da Póvoa de Varzim, e só no final da época ingressará na Briosa.
Ricardo e Pedrinho vão assinar por quatro anos (*)
A Académica continua em força no mercado e garantiu, na tarde desta quinta-feira, os préstimos do guarda-redes Ricardo e do lateral-direito Pedrinho, ambos do Varzim. Os jogadores estiveram no Pavilhão Jorge Anjinho, onde funciona a sede dos «estudantes», reuniram-se com o presidente José Eduardo Simões e acertaram tudo para assinarem contratos de quatro anos e só não o fizeram de imediato porque ainda não consumaram a rescisão com o clube da Póvoa de Varzim. Para esta sexta-feira estão reservados os habituais exames médicos e, provavelmente, a rubrica dos contratos. Depois de confirmada a permanência de Pedro Roma no plantel por mais uma época, já só falta encontrar um terceiro elemento para completar o leque de guarda-redes, que deverá sair da equipa de juniores. Ricardo, 24 anos, e Pedrinho, 22, são, desta forma, o quarto e quinto reforços garantidos pela Briosa para a próxima época, embora o último esteja destinado a continuar a jogar no Varzim, a título de empréstimo. Na órbita do emblema de Coimbra estão ainda Hélder Rosário e Lucas, ambos dispensados pelo Boavista, além de um ponta-de-lança do Leste. De saída pode estar Filipe Teixeira, que admitiu ter propostas de Espanha e França. Mas segundo apurou o "Maisfutebol", o destino do talento médio pode ser Itália, numa transferência com fortes probabilidades de se concretizar ainda nesta sexta-feira. A clausula de rescisão até nem é elevada: 750 mil euros.
Pedro Roma, oguarda-redes e capitão da Briosa, renovou esta tarde o seu contrato com a Académica.
Em declarações ao site "Maisfutebol", o guardião academista declarou: «Conseguimos acertar vontades no sentido de eu continuar a servir o símbolo que tenho servido nestes últimos anos e pelo qual tenho enorme carinho. No fundo, não fazia sentido falar de outra forma. Estou, logicamente, bastante satisfeito. Claro que há sempre questões contratuais que podem não vir no sentido que nos pretendemos, mas o importante é que chegámos a um consenso».
Pedro Roma é já um símbolo da instituição e uma referência no balneário. Por isso, congratulamo-nos com esta excelente notícia.
PEDRO COSTA REFORÇA SECTOR CARENCIADO Orlando e Licá tambem assinaram
Pedro Costa é, até agora, a mais sonante contratação da Académica com vista à época 2007/2008. Defesa central de raiz, o agora lateral direito que também pode fazer o lado esquerdo da defesa assinou por duas épocas com a Briosa para as próximas duas temporadas. Com 25 anos, produto das "escolas" do Boavista, o jogador foi lançado no mais alto escalão do futebol português por Jesualdo Ferreira no SCBraga.
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Licá e Orlando também já assinaram
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Para além do mais conhecido Pedro Costa, também Orlando(ex-Freamunde) e Licá (ex-Social de Lamas) rubricaram contrato com os estudantes, ambos por duas épocas.
O primeiro é um velho conhecido de Manuel Machado, que já o houvera treinado nas camadas jovens do Guimarães e também no Fafe e no Moreirense.
Já Licá, é um ilustre desconhecido de 18 anos que terá este ano a sua primeira grande oportunidade para brilhar no mais alto escalão do futebol Português.
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Quem se segue?
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Muita é a especulação sobre os futuros nomes que a Académica irá contratar, mas desses um parece gerar grande entusiasmo entre os adeptos. Trata-se do regresso de Lucas, que depois de uma época de alto nível sob o comando de João Carlos Pereira se transferiu para o Boavista uma vez que terminava contrato com a Briosa nesse mesmo ano e este não foi prolongado. Fala-se agora, da oportunidade de ver regressar o centro campista para preencher uma lacuna também da equipa da Académica. O que os brasileiros chama '2º volante', o homem que joga entre o médio ofensivo e o trinco, uma posição que a Briosa ainda não viu devidamente colmatada desde a saída de Hugo Leal que desempenhava com especial classe essas funções. O mesmo Hugo Leal que voltou a despertar o interesse de vários clubes, entre os quais também a Académica, que lhe abre as portas para voltar.
"Para além de Dame, Brum e Lino, a Académica prepara-se também para perder Filipe Teixeira. O médio já fala como se não fosse jogador da Académica. “Já falei com os responsáveis da Académica sobre isso e esta é, sem dúvida, a melhor altura para dar o salto”, confessou ao DIÁRIO AS BEIRAS.
Ao que apurámos, o futuro do jogador deverá passar pela Liga espanhola, sendo certa a preferência do atleta pelo estrangeiro. “Essa é a hipótese mais provável”, revela. O negócio, escondido a sete chaves, deverá ser consumado no espaço de uma semana. Por enquanto, Filipe Teixeira tem-se preocupado mais em acompanhar os primeiros dias de vida do filho, nascido no passado sábado, mas garante que quer resolver o futuro “o mais depressa possível”."
Ao «sprint». A Académica ganhou a corrida pelo jovem (24 anos) guarda-redes do Varzim, Ricardo, deixando para trás o Belenenses, que também estava interessado no concurso do jogador. Durante a manhã, o presidente dos poveiros esteve reunido com José Eduardo Simões e tomou conhecimento da oferta final dos «estudantes»; à tarde, o dirigente rumou ao Restelo e ficou a saber, pela boca de Cabral Ferreira, que os azuis não iriam cobrir a oferta. Vai daí, decidiu aceitar a proposta dos conimbricenses. Neste momento, apenas alguns pormenores separam o guardião da Briosa. Da Povoa deverá também chegar Pedrinho, lateral-direito há cobiçado há algum tempo por Manuel Machado. Depois das saídas de Dame, Roberto Brum e Lino, a Académica assume agora uma postura compradora e já assegurou os préstimos de Licá (Social de Lamas), Lito, Fajardo (Naval), além de Ezequias e Hélder Barbosa, como «moeda de troca» no negócio de Lino para o F. C. Porto. Mas há mais. Hélder Rosário, de saída do Boavista, é outro jogador que interessa, tal como Vasco Matos, do Beira Mar.
O extremo esquerdo da Briosa Lino assinou contrato por duas épocas pelo FC Porto.
Ao que tudo indica o jogador terá rescindido durante o dia de ontem contrato com a Briosa o que permitiu aos Dragões a sua aquisição a custo zero.
Lino é assim o segundo jogador, considerado pelos adeptos como titular indiscutivel, a ingressar a custo zero noutro clube do mesmo escalão que a Briosa no dia seguinte a rescindir contrato.
Ponto da situação: indefinições marcam renovações, saídas e entradas
No meio de um enorme conjunto de informações desencontradas, vamos tentar colocar um pouco de ordem no que concerne à continuidade (ou não) dos actuais jogadores da Briosa, bem como a eventuais aquisições.
Para já, o que ressalta é uma enorme indefinição relativamente à constituição do plantel academista para a próxima época. Mas tudo indica que, face aos problemas financeiros da instituição e à falta de qualidade de alguns jogadores que este ano representaram o clube, iremos assistir a (mais) uma "revolução no plantel".
Eis, então, as informações que possuímos neste momento:
PEDRO ROMA - Ainda não renovou. Apesar dos seus 37 anos, o guarda-redes titular e "capitão" é um símbolo da Briosa e merece acabar a carreira na Académica. Esperemos que a direcção não se esqueça disso na hora de lhe renovar o contrato. Até porque as referências não abundam no plantel.
DOUGLAS e EDUARDO - Ambos os guarda-redes suplentes deverão ser dispensados.
NUNO LUÍS - Tudo indica que vai sair. Apesar de ter direito de opção sobre o clube, o jogador (que passou as duas épocas lesionado) terá chegado a acordo com o presidente para não exercer essa prerrogativa. Em declarações ao "Maisfutebol", manifestou interesse em prosseguir a carreira noutras paragens.
SONKAYA - Estava emprestado pelo FC Porto e, depois do seu triste desempenho, será devolvido à procedência.
SARMENTO - Tem contrato e vai continuar.
LITOS - Também tem contrato e permanecerá no plantel.
KÁKÁ - Renovou até 2010. A sua continuidade é certa.
DANILO - Possui, igualmente, contrato e continuará vinculado ao clube. Contudo, a hipótese de empréstimo não está posta de parte.
MEDEIROS - As suas prestações não convenceram. Não deverá renovar o contrato.
LINO - Um dos jogadores com mais mercado e que poderá render algum dinheiro aos depauperados cofres da Briosa. Durante algum tempo, parecia certo o seu regresso ao futebol alemão, mais propriamente ao Hansa Rostock, recém regressado à 1ª "Bundesliga". Contudo, nas últimas horas, fala-se que poderá ingressar no FC Porto. Independentemente do seu destino, tudo indica que deixará Coimbra.
LIRA - Apenas jogou (e mal) na Taça, na Tapadinha. Será dispensado.
VÍTOR VINHA - Não teve muitas oportunidades na época que agora finda e ainda não renovou. Esperemos que não saia, pois é um jovem "da casa" e "internacional" sub-21.
PAULO SÉRGIO - Renovou até 2009 e é um dos poucos cuja permanência está garantida.
ALEXANDRE - Não vai continuar. Já está no Brasil e é provável que assine pelo Curitiba.
PAVLOVIC - Tem contrato até 2009 e mantém-se em Coimbra.
ROBERTO BRUM - Uma das situações mais difíceis de resolver. O seu salário (mais de 25 mil euros mensais) é incomportável para as finanças da Académica. Por outro lado, tem mais um ano de contrato e nenhum clube se mostrou disposto a pagar a cláusula de rescisão. A direcção terá, então, optado pelo mal menor: rescindir, ficando o jogador com o passe na mão. Uma decisão controversa e que vem sendo objecto de acesa discussão no seio dos associados. Para já, as últimas notícias apontam para Braga como seu destino na próxima época.
NUNO PILOTO - Apesar de ter sido pouco utilizado, tem contrato e vai continuar.
MIGUEL PEDRO - A sua continuidade parece posta em causa, embora nada seja ainda certo. Tem duas propostas do estrangeiro, rondando o milhão de euros: uma dos ucranianos do Shakthar Donetsk, outra dos gregos do Olympiakos. Ambas são, porém, muito inferiores à sua cláusula de rescisão (cifrada em 2,5 milhões). Dada a sua juventude e consequente margem de progressão, seria um jogador a manter. Porém, face às dificuldades financeiras da instituição, um eventual negócio poderá não ser desinteressante.
DAME - Tudo indica que já está comprometido com o Panathinaikos, da Grécia. Desde o triste episódio que o opôs a Luís Godinho que a sua vontade passou a ser a saída. Contudo, o "divórcio" poderá ser litigioso, já que a direcção entende que a Académica tinha direito de opção para as próximas duas épocas e que o terá exercido até 30 de Abril. O jogador e o seu empresário têm uma visão diferente do contrato, alegando que aquela cláusula não tem valor jurídico. A questão poderá acabar na FIFA.
FILIPE TEIXEIRA - Manuel Machado terá colocado a sua continuidade como condição para a sua renovação. Contudo, o contrato do jogador tem uma cláusula de rescisão de 750 mil euros e, se houver algum clude disposto a pagá-la, nada mais resta à Briosa que embolsar aquela importância e deixá-lo sair.
HÉLDER BARBOSA - Só regressará a Coimbra se houver vontande coincidente da Académica, do FC Porto e do próprio atleta. Com a possibilidade de Lino rumar ao Dragão, os portistas poderão renovar o empréstimo. Algo que seria uma excelente notícia.
GELSON - Tem contrato e deverá continuar vinculado à Académica. Mas é muito possível que venha a ser emprestado.
NESTOR ALVAREZ - Não fica, apesar de ter contrato. A direcção está a negociar a respectiva rescisão.
GYANO - Tem contrato e vai permanecer em Coimbra.
CLÁUDIO “PITBULL - Estava emprestado pelo FC Porto e não voltará.
JOEANO - O seu passe continua a pertencer ao Beitar de Jerusalém. Porém, o jogador já disse não querer continuar em Israel. Contudo, é praticamente certa a sua saída da Académica. Se continuar em Portugal, Leiria é o destino mais provável.
SÍLVIO - O jovem jogador não terá convencido Manuel Machado. Poderá voltar a ser cedido ao Tourizense.
Quanto a aquisições, LICÁ (ex-Social de Lamas) é o único jogador confirmado oficialmente.
O "central" ORLANDO (ex-Freamunde) é uma hipótese muito possível.
Nas últimas horas, o avançado LITO e o médio FAJARDO (ambos ex-Naval) terão já tudo acertado com a Briosa, que está também, ao que parece, interessada no extremo SAULO (que também actuou nos figueirenses). O "lateral" esquerdo PEDRO COSTA (ex-Braga) também é forte hipótese.
Entretanto, os veteranos BRUNO e CHAÍNHO (que representaram o Nacional, onde foram treinados por Manuel Machado) poderão, igualmente, rumar a Coimbra. Por outro lado, embora as negociações não estejam fáceis, o guardião varzinista RICARDO continua a ser hipótese, tal como o regresso do boavisteiro LUCAS ainda pode ser possível.
Em contrapartida, o seu actual colega, Zé Manuel, deverá rumar a Braga. Também Filipe Anunciação (ex-Aves), que chegou a ser dado como certo na Briosa, "roeu a corda" e irá representar o Paços de Ferreira.
Quanto a eventuais reforços estrangeiros, ao contrário do que tem sucedido nos últimos anos, é provável que a Académica se tente voltar mais para a Europa de Leste, em detrimento da América do Sul. A questão é que os jogadores dessa área são, normalmente, mais caros que os sul-americanos, o que poderá inviabilizar (ou, pelo menos, limitar) essa intenção.
Briosa em 5º lugar nas assistências da 2ª "volta" da Bwin Liga
A Académica foi o quinto clube com mais espectadores no seu estádio durante a 2ª volta da edição de 2006/2007 da Liga principal do futebol português, de acordo com dados da Liga Portuguesa de Futebol Profissional é o número de espectadores a ir aos estádios em Portugal.
Neste período (não foram divulgados os dados relativos à primeira volta dos campeonatos), os três "grandes" foram, como é habitual, os que mais espectadores atraíram aos encontros disputados no seu terreno. Seguiu-se o Braga, igualmente 4º classificado da prova.
No lugar seguinte, surge a Briosa, com uma média de 11790 assistentes. Para tal, terão contribuído, de sobremaneira, as três últimas partidas, frente a FC Porto, Braga e Sporting.
Na Liga de Honra, e sem surpresa, o Vitória de Guimarães quebrou todos recordes anteriores: 164.820 espectadores no somatório de todos os jogos, o que dá uma média de 20.602 por jogo. Ou seja, apenas os três «grandes» apresentam números superiores aos minhotos. Eis a lista fornecida pela Liga, com os respectivos dados numéricos:
Segundo o jornal A Bola, o jogador da Briosa Roberto Brum poderá estar neste momento a ser negociado para uma possivel saída para o Sp.Braga.
Apesar de estar no clube há apenas dois anos e meio, o brasileiro conhecido como o Senador, já é considerado pela maioria dos adeptos da Briosa como um jogador essencial e fundamental no meio campo defensivo. As excelentes actuações que fez com o emblema dos estudantes ao peito leva a que este interesse do clube minhoto não seja novidade, visto já ter sido sondado ao longo da época por diversos clubes de topo.
Manuel Machado ao "Diário de Coimbra": "Vir para a Académica foi uma aposta de risco"
A vinda para a Académica foi, para Manuel Machado, «uma aposta de risco», atendendo ao passado recente do clube. Hoje percebe melhor os motivos que não deixaram a Briosa voar mais alto e, relativamente, à época finda, aponta a exagerada remodelação (18 jogadores), a chegada a conta-gotas dos reforços e as lesões, para justificar um resultado aquém do esperado. Resolveu continuar porque acredita nas pessoas que estão à frente do clube e confia que os erros não se vão repetir: não quer mais do que 8 ou 9 caras novas e todos aptos desde o início dos trabalhos.
O técnico explica as suas recentes críticas à arbitragem, mas considera que há problemas maiores no futebol português como a redução do número de clubes, que não trouxe nada de novo e só contribuiu para a desmotivação dos jogadores. Para si, a Taça da Liga não passa de um remendo…
Diário de Coimbra – Se antes do primeiro jogo, lhe dissessem que iria garantir a manutenção a uma jornada do fim, teria ficado satisfeito?
Manuel Machado – Não, a perspectiva era de fazermos melhor, claramente. Eu disse, no princípio, que o objectivo nesta temporada, embora o tivessem confundido com um outro maior que era participar numa prova internacional – nunca isso esteve no nosso horizonte – era realizar uma época mais tranquila, que não tivesse em nenhum momento do seu percurso interrogações relativamente à permanência. Assim não aconteceu, pese a Académica nunca ter estado abaixo da linha de água e ter mantido sempre uma margem de cinco, seis pontos acima da mesma, eles nunca foram suficientes para que, com clareza, essa permanência, essa tranquilidade, fosse manifesta.
DC – Tendo em conta o valor da equipa, comparativamente com as restantes formações, era de esperar mais da Académica, ou a manutenção tinha que ser vista como o objectivo real?
MM – A manutenção era o objectivo real. Basta vermos que transitou um conjunto de atletas de épocas anteriores, também elas não muito conseguidas, até menos do que esta última, por isso a qualidade desse grupo de jogadores já tinha no passado, deixado classificações pouco atractivas e depois foram introduzidos outros atletas que na sua maior parte não tinham experiência da prova em que iam participar. Ou seja, jogadores como Kaká, Paulo Sérgio, Dame, Miguel Pedro, Hélder Barbosa, Milos são todos jogadores numa faixa etária muito baixa e que vinham de divisões inferiores. Depois foram também introduzidos outros que nem todos confirmaram, de facto, aquilo que sustentou a sua contratação. Estou a referir-me a atletas como o Estevez, que manifestou desadaptação e foi embora, ou o Nestor que vinha muito credenciado e acabou por sentir problemas também de adaptação, embora tivesse permanecido, mas acabou por dar um contributo muito inferior ao esperado. Jogadores como o Hélder Barbosa, o Nuno Luís, o Milos, o próprio Dionattan que nunca deu um contributo semelhante àquilo que é capaz, todos eles estiveram fora da competição por largos períodos devido a lesões. E, na conjugação de todos estes factores, acabámos por ter um grupo que não materializou um futebol, em termos de rendimento, ao nível do pretendido.
DC – Posso depreender que, à excepção de Lino, os reforços não terão representado a mais-valia esperada. Os centrais limitaram-se a cumprir, no meio-campo voltou a ser Brum o mais utilizado e no ataque valeu o regresso de Joeano e o empréstimo de Pitbull. Se as novas caras tinham todas o seu aval, ficou decepcionado com o rendimento de muitos?
MM – O treinador não avaliza os jogadores sozinho. Aqui faz-se um trabalho tripartido em que o técnico traça um perfil dos jogadores, com base numa ideia e numa filosofia de jogo que lhe está subjacente, mas a materialização do plantel é do director desportivo e, acima dele, da Direcção do clube. Não há aqui ilhas, há, de facto, um trabalho conjunto na avaliação tendente à contratação.Relativamente aos nomes que citou, nem tudo o que disse traduz aquilo que é a realidade. A equipa foi mais produtiva na 1.ª volta do que na 2.ª em termos de número de golos conseguidos, e não estava cá nem Joeano nem Pitbull, por exemplo. Agora, numa ideia única, que o que se fez, no imediato, não teve o resultado esperado, esse é um facto.Eu penso é que se lançaram os alicerces para que a Académica tenha um núcleo duro de jogadores que possa constituir-se como a espinha dorsal, durante três ou quatro anos, que permita fazer um trabalho sustentado de médio, longo prazo. E penso que nesse campo, jogadores que foram adquiridos na época anterior, sem prejuízo do tal rendimento imediato que não tiveram, podem vir a revelar-se muito interessantes e permitir a construção de uma equipa mais sólida, de continuidade e com rendimento maior no futuro próximo.
DC – Nessa espinha dorsal quem é que está a colocar?
MM – Jogadores como Sarmento, Vítor Vinha, Kaká, Milos, Paulo Sérgio, Miguel Pedro, infelizmente parece que se vai perder o Dame, mas já contei uma mão cheia de jogadores jovens, com potencial – e o mercado começa a manifestar apetência pelos mesmos – que podem vir a constituir-se como o tal núcleo duro.
DC – Voltando à época que acabou. Qual foi o maior problema? Foi a chegada dos reforços a conta-gotas?
MM – Foram muitos problemas. Nem todas as escolhas resultaram, houve um conjunto largo de lesões que perturbaram, houve jogadores que pela sua inexperiência não deram, no curto prazo, uma resposta boa, mas adivinho que na próxima época estarão bem acima daquilo que produziram e, por isso, houve toda uma conjugação de factores que impediram que a época fosse tão boa quanto queríamos. É evidente que aquilo que disse relativamente aos “timings” da introdução de jogadores também perturbou. Foi uma profunda remodelação e ela não é fácil de ser feita e nem todas as coisas acontecem no tempo adequado. Começar a época como começámos, com 12 jogadores a trabalhar mais alguns “miúdos” do Tourizense para dar corpo e possibilitar que o trabalho fosse minimamente rentabilizado, não é saudável nem aconselhável. Mas foi aquilo que foi possível ser feito. O que tem é que se aprender com os erros, tentar rectificar processos de forma a que, na próxima temporada possamos começar de uma forma mais correcta.
DC – Mas a remodelação adivinha-se outra vez…
MM – Não me parece. Não acho que venha a ser, nem de perto nem de longe, tão profunda. Estamos a falar de 18 jogadores. Foi aquilo que a Académica introduziu na temporada que agora termina. Se para a próxima, a remodelação for 40 ou 50% desse número, já constituirá um avanço positivo.
DC – Pedro Roma, Brum, Filipe Teixeira, Lino e Dame foram considerados pelo "Diário de Coimbra" como os cinco melhores jogadores da época. Dame já saiu, Pedro Roma ainda não renovou, Brum, Filipe Teixeira e Lino não se sabe se vão continuar. Destes quais os que considera imprescindíveis?
MM – Não há jogadores imprescindíveis em nenhum clube do Mundo. O futebol, hoje, é uma indústria e por isso os activos do património humano-desportivo é que, de alguma maneira, permitem sustentar economicamente, dar viabilidade aos clubes. Por isso não há jogadores imprescindíveis nem no Real Madrid, nem no Chelsea, nem na Académica de Coimbra. Nesse contexto considerar este ou aquele jogador como fundamental para que a equipa, o clube, possa sobreviver, parece-me uma perspectiva errada e com a qual eu, de maneira alguma, me identifico.
DC – Mas gostaria de contar com alguns deles?
MM – É evidente, gosto sempre de contar com bons jogadores. No ano passado, a Académica perdeu cinco ou seis activos muito interessantes. Apesar da perda e de todos os factores que atrapalharam a nossa vida, esta época conseguiu ser melhor do que a anterior. Por isso não é pela perda deste ou daquele que as coisas irão correr menos bem.O que é importante é que se constitua um grupo equilibrado e que se programem as coisas em tempo útil, de forma a que se possa fazer um trabalho sustentado e enfrentar o campeonato, desde a 1.ª jornada, com a equipa minimamente formatada. As individualidades contam, como é óbvio, mas em desportos colectivos, fundamentalmente, conta o grupo.
DC – Quais são as posições em que considera que a Académica terá mais necessidade de estar no mercado para colmatar as falhas?
MM – Eu sou muito pragmático a esse respeito. Se olharmos para esta Académica, é uma equipa que joga bom futebol. Podem acusá-la de ter um baixo rendimento mas não de ser uma equipa tresmalhada, sem fio de jogo, sem circulação de bola, uma equipa, digamos, sem cabeça. Não é. Foi a crítica da especialidade, que valorizou, dos pontos de vista do espectáculo, da qualidade do futebol, esta Académica. Mas temos consciência que nos extremos do campo a equipa manifesta dificuldades. Quero dizer: é frágil no último sector, ou seja, defensivamente permitiu 46 golos, o que é muito. Mais do que um golo por partida é penalizante e esta equipa sofreu, em média, um golo e meio. E tem também algumas dificuldades em termos de concretização. A equipa conseguiu cerca de 30 golos, o que dá um golo por jornada. Teríamos que inverter a tendência: fazer golo e meio e sofrer menos que um e, certamente, jogaríamos para o primeiro terço da tabela. Portanto são as pontas da equipa que têm que ser alvo de uma maior atenção no sentido da melhoria da qualidade.
DC – Quando fala da defesa, está a incluir o guarda-redes?
MM – A defesa é toda a equipa. Agora os blocos quando vistos de forma mais analítica denunciam fragilidades mais específicas. É evidente que quando se fala de defesa, fala-se de todo o bloco defensivo, embora volte a dizer que uma equipa defende do primeiro ao último homem e ataca no sentido inverso e por isso não se poderá atribuir esses 46 golos sofridos aos centrais, aos laterais ou ao guarda-redes. É a equipa no seu conjunto que os sofre e que os marca.
DC – Importante será, então, que tudo seja feito em devido tempo de forma a começar a época já com o grupo definido?
MM – E estão a ser feitas. De momento, o presidente, o director desportivo e o treinador estão a trabalhar todos os dias para que isso seja uma realidade. Agora temos que perceber que futebol moderno é indústria, é rendimento, em última instância é dinheiro. E nesse contexto, nem tudo o que se quer materializar se consegue e muito menos, por vezes, em tempo útil, porque há que respeitar prazos de negociação, para se conseguir chegar a valores que se possam pagar. A Académica tem tido isso como ponto de honra, de pagar atempadamente aos seus profissionais, e vai querer fazê-lo no futuro, também. Não é difícil fazer um plantel desde que haja muito dinheiro, mas quando há um “plafond” e se quer ser rigoroso, as coisas têm que ser levadas com maior paciência.
DC – A nível de contratações já se fala em nomes como Orlando ou Bruno que já foram seus jogadores. Há outros com quem gostaria de voltar a trabalhar?
MM – É evidente que há jogadores com quem lidei que são óptimos praticantes. E ter óptimos praticantes é meio caminho andado para maior sucesso.
DC – Estes dois, particularmente…
MM – Neste momento não lhe posso dizer nada relativamente a isso. Eu opino tecnicamente para o interior e quem materializa, depois, é a Direcção. As questões contratuais são com a Direcção e os “timings” para anunciá-las serão também da sua responsabilidade.
DC – A sua continuidade prendeu-se com a vontade de efectuar, agora, um trabalho equiparável ao realizado em Guimarães e no Nacional?
MM – Um bocado, também. Há sempre circunstâncias que levam a que fiquemos ou não. De facto eu sabia que a vinda para a Académica era uma aposta de risco e disse-o em tempo útil, pois a Académica tinha quatro participações sempre na linha de água. Neste momento percebo melhor um pouco, porque é que tal acontece. Tenho dado o meu contributo para que as coisas possam mudar e como acredito que as pessoas que estão na Académica têm capacidade para que essa mudança se efectue, a disponibilidade para permanecer também é uma verdade.
DC – E quais são os aspectos que falhavam?
MM – Não vou dizer para o exterior aquilo que, do ponto de vista profissional, penso, no que diz respeito à questão anterior.
DC – Mas, a nível de estruturas a Académica está suficientemente apetrechada?
MM – Esta Académica tem aquilo que é fundamental. Por aquilo que conheço do seu passado, deu grandes passos em frente a nível da estabilidade económica. Esta Direcção fez um trabalho, por contraponto àquilo que acontecia há sete ou oito anos, em que os salários tinham cinco ou mais meses de atraso. Hoje isso não acontece. Os salários são pagos atempadamente, tem um “plafond” que julgo ser competitivo ao nível da concorrência para constituir um bom futebol profissional, tem vindo a criar uma estrutura física ao nível das condições de treino que permitem trabalhar com normalidade. Não estão ainda optimizadas na medida que a obra ainda está a decorrer, mas a curto prazo a Académica poderá ter um pequeno centro de treinos muito funcional. Tem um óptimo estádio, uma óptima cidade, tradição, estatuto, historial, por isso há um conjunto de condições muito positivas para que a Académica se afirme como um participante de continuidade na primeira liga e que o possa fazer com a ambição de colocar a sua equipa na primeira metade da tabela. E é com base nestes pressupostos que a minha continuidade se põe, também.
DC – Aposta numa época em que atinja esse desiderato?
MM – O que eu digo neste momento, porque ainda estamos a constituir o grupo, não conheço aquilo que a concorrência está a fazer e, por isso, por comparação não sei qual vai ser o nosso poder relativo, mas aquilo que eu pretendo para a próxima temporada é que seja uma equipa que sofra menos golos, marque mais golos, faça mais pontos e que, por consequência, tenha uma melhor classificação final. Será um conjunto de avanços, em vários parâmetros, do rendimento e da classificação final que julgo ser possível realizar.
DC – Especialmente nas últimas jornadas, a Académica sofreu com as arbitragens...
MM – Eu acho que a arbitragem, de uma maneira geral, melhorou muito. O árbitro hoje é um cidadão com melhor preparação geral, muito acima do que era usual nos anos 70 e 80. Treina mais, está melhor apetrechado tecnicamente, é melhor conhecedor das leis, numa palavra, é um agente com maior competência. O que acontece é que o futebol acaba por reflectir a sociedade e vivemos num país onde as clivagens são cada vez maiores e, sendo todos portugueses, “são todos iguais mas uns são mais iguais do que outros”. E nos julgamentos, muitas vezes, isso reflecte-se. Sabíamos que tínhamos um calendário que reservava para as últimas jornadas equipas com grande potencial que têm, de facto, uma cobertura diferente daquela que as equipas pequenas têm. Infelizmente para nós, acabou por se confirmar esta regra e a análise desses últimos jogos demonstra-o. No jogo com o Porto, fomos penalizados, com o Braga também, com o Marítimo voltámos a ser, ainda agora na Luz fomos penalizados, por isso houve um conjunto de julgamentos que nos foram desfavoráveis mas penso que a raiz do problema está naquilo que já referi: as clivagens, a grande cobertura que é dada a quem já é forte. Ninguém se quer juntar ao fraco. Há uma tendência para ser adepto do forte, para ajudar quem já está bem, quem não precisaria de ajuda.
DC – A arbitragem é um problema do futebol português, ou há outros mais graves?
MM – Não. O futebol português carece de uma análise que ultrapassa em muito o problema da arbitragem. É uma parcela. Eu tenho desde há muito manifestado algum descontentamento por aquilo que é o calendário das competições. Esta redução para 16 clubes e a perda de momentos competitivos parece-me nefasta. Não trouxe nada de importante ao futebol.
DC – E esta nova Taça da Liga?
MM – É mais um remendo, uma tentativa de atenuar aquilo que terá que ser mudado no imediato ou a médio prazo. É impossível ter profissionais a ganhar 12 meses e a trabalhar seis ou sete. Trinta semanas de competição mais uma ou duas eliminatórias da Taça, perfazem 32 em 52 que tem o ano civil, deixa-nos com mais de 40% de inactividade e isso em termos de rentabilização dos activos torna quase impossível a tarefa. A arbitragem merece reflexão e há trabalho a fazer em volta dela, no sentido de os tornar profissionais ou não, de lhes dar melhores condições para exercerem bem a sua função, mas penso que há problemas de maior dimensão no futebol português. Um deles é pegar nos modelos onde o futebol é uma indústria conseguida e apetecível. Nós vemos Inglaterra com 20 clubes, uma Taça da Liga, uma Taça de Inglaterra, seis ou sete clubes a participar nas provas internacionais e a chegar às finais. Em Portugal reduziu-se, o desempenho dos clubes que participaram nas taças internacionais foi o mesmo, embora tivessem mais tempo para preparar as competições não foi daí que nada se alterou, a própria Selecção, apesar de ter mais tempo para se concentrar, continua a ter desempenhos semelhantes aos que já tinha na situação anterior e, portanto, não vejo que daí tenham surgido melhorias em termos de progresso, rendimento e resultados para as equipas ou selecções a nível internacional. O que vejo é jogadores a fazer 10, 12 unidades de treino por cada momento competitivo, o que cria graves problemas de motivação.
DC – Só confirmou a sua continuidade depois de garantida a permanência, embora a Direcção já o tivesse anunciado há bastante tempo.
MM – O presidente falou comigo em Novembro, manifestou vontade de que eu continuasse, fê-lo de novo em Fevereiro, depois em Março ou Abril oficializou essa vontade quando colocou o facto no “site” do clube. Agora havia, de facto, e há sempre, alguns pressupostos que permitem, ou não, materializar essa continuidade. Um deles era a questão da manutenção. Daí que eu deixasse sempre um “nim” no ar, relativamente à confirmação dessa vontade que a Direcção tinha manifestado há muito tempo. Só por isso.
DC – O objectivo para a nova época será, portanto…
A Académica ficou na primeira posição no «ranking» de fair play da época 2006/2007, elaborado pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional. . O «ranking», hoje divulgado pela Liga, resulta das classificações atribuídas pelos delegados ao jogo a um conjunto de itens constantes dos relatórios relativos a cada encontro da Bwin Liga.
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A classificação do «fair play» foi a seguinte:
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.1º ACADÉMICA..........15,797
..2º Naval....................... 15,750
..3º Beira-Mar............... 15,662
..3º V. Setúbal............... 15,662
..5º FC Porto................. 15,500
..5º Sporting.................. 15,500
..7º U. Leiria.................. 15,471
..8º Aves........................ 15,412
..9º Marítimo.................. 15,391
10º Paços Ferreira....... 15,294
11º Boavista.................. 15,191
12º Braga....................... 15,047
13º Belenenses............. 15,044
14º E. Amadora............. 14,956
15º Benfica..................... 14,938
16º Nacional................... 14,500
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Depois de uma semana conturbada, uma boa notícia. Embora não me contente com vitórias morais, penso que é uma distinção de que nos devemos orgulhar. Ao menos isso!
Após a verificação de que a Académica consta da lista de clubes da BwinLiga com dívidas aos seus profissionais, dada hoje a conhecer aos órgãos da comunicação social pelo presidente do Sindicato dos Jogadores de Futebol Profissional de Futebol, Joaquim Evangelista, a direcção da Briosa confirmou hoje a existência de um mês de salários em atraso aos jogadores (Abril).
"De facto, o mês de Abril deveria ter sido pago até ao passado dia 8 de Maio, mas o atraso é de pouco mais de duas semanas. Quantas empresas no país não estarão nesta ou em pior situação que a nossa?", questionou uma fonte directiva à agência Lusa.
Segundo a mesma fonte, "o atraso é pontual, já que a Académica é um dos clubes que tem sido mais cumpridor dos seus compromissos com jogadores e equipa técnica", desvalorizando este atraso no pagamento como "pouco significativo".
Da referida lista constam, além da Briosa, os seguintes clubes da Liga principal: Vitória de Setúbal, Marítimo, Boavista, Nacional, Estrela da Amadora e Naval. Quanto à Liga de Honra, surgem Chaves, Olivais e Moscavide, Estoril, Penafiel, Varzim, Santa Clara e Gil Vicente.
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Apesar de esta situação não ser comparável à dos tempos da direcção de Campos Coroa, em que as falhas no pagamento das retribuições aos jogadores eram a regra, tendo atingido os cinco meses de salários em atraso, a verdade é que os actuais corpos dirigentes não podem minimizar a questão. Até porque ter os salários em dia foi, durante os últimos quatro anos, uma bandeira emblemática dos actuais dirigentes da Académica.
A verdade é que as dificuldades de tesouraria já vêm do início do ano, o que indicia uma situação financeira preocupante. O problema é que aquilo que vamos ouvindo e lendo sobre dispensas e contratações (mesmo que haja aí uma grande dose de especulação) não augura nada de bom. Será que a actual direcção tem soluções capazes para "dar a volta" sem delapidar o plantel? Ou arriscamo-nos a voltar aos "velhos tempos" dos vários meses de incumprimento, com todos os riscos daí inerentes?
O polivalente Paulo Sérgio, jogador que tanto pode jogar a «trinco» como na lateral-direita, viu premiada a boa época ao serviço da Académica com a renovação do seu contrato, que terminava em 2008, por mais duas épocas, com consequentes melhorias a nível salarial. Recrutado ao Moreirense durante o último defeso, mostrou credenciais, tanto mais que se tratou de uma estreia no escalão principal e, contactado pelo "Maisfutebol", mostrou-se decidido a subir mais um degrau na sua carreira, subida a pulso, escalão a escalão, desde que chegou a Portugal há quatro anos: «Estou muito satisfeito pelo reconhecimento do meu trabalho. Foi uma época de adaptação e agora quero trabalhar para poder chegar a um grande.»
O defesa/médio dos «estudantes» parte nesta sexta-feira de férias para o Brasil, tal como o seu colega Alexandre, que pode já nem voltar mais a Portugal. Em final de contrato com a Briosa, o jogador mostrou-se resignado com a possibilidade de voltar ao futebol brasileiro: «Não vou ficar na Académica. Ninguém manifestou interesse em que eu renove e já tenho viagem marcada para amanhã. Tenho pessoas a tratar do meu futuro, que pode passar por um regresso ao meu pais.» Quanto ao clube onde irá jogar na próxima época, Alexandre garantiu não ter ainda nada de concreto, não confirmando as notícias que dão conta da possibilidade de se mudar para o Coritiba. «Não sei de nada. Não fui contactado por esse clube», referiu.
Tempo de balanço (1): avaliação do desempenho dos nossos jogadores
Agora que caiu o pano sobre a edição de 2006/2007 da Bwin Liga e "a poeira começa a assentar", é altura de fazermos um balanço do desempenho da equipa e dos atletas da Briosa na competição. . Julgo que nenhum adepto academista terá ficado satisfeito com a prestação do conjunto na temporada que agora findou. Na verdade, face ao investimento realizado, o 13º lugar final é gerador de enorme frustração. Se é certo que a época não se revestiu do dramatismo da anterior, em que só assegurámos a permanência no último "suspiro" da Liga, a verdade é que o espectro da "linha de água" esteve sempre presente até à penúltima jornada da prova.
Por outro lado, os jogos no ECC constituíram um verdadeiro "calvário" para os adeptos: três vitórias, dois empates e dez derrotas em "casa" (sendo que, na 2ª "volta", dos sete encontros disputados no nosso terreno, perdemos todos, à excepção de um, e apenas marcámos um (!...) golo e de penalti) é demasiado mau.
Valeu-nos a "almofada" conseguida em meados da 1ª "volta" e que foi sendo mantida, depois, graças a uma prestação menos má nas partidas disputadas em terreno alheio.
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Vejamos, agora, aquilo que, na minha opinião, esteve na base da inconsistência exibicional e dos fracos resultados obtidos pela equipa:
- globalmente, o plantel era desequilibrado, embora dispusesse de alguns jogadores de qualidade: havia excesso de "trincos" e faltava um "lateral" direito, por exemplo. - sectorialmente, a defesa nunca inspirou confiança, denotando quase sempre uma enorme fragilidade, como prova o facto de ter sido a segunda mais batida da Liga; o ataque foi muitas vezes quase inofensivo, o que explica a má prestação em "casa"; valeu-nos o meio-campo, claramente o sector mais forte da equipa, em especial quando esta actuava mais em contra-ataque, o que explica que 15 dos 26 pontos obtidos tenham sido conquistados nos jogos "fora".
- individualmente, poucas aquisições corresponderam às expectativas (Lino, Paulo Sérgio, Dame, Káká e Hélder Barbosa - que, infelizmente, cedo ficou "fora de combate" - foram as excepções), sendo que algumas constituíram autênticos "flops" (Estevez, Sonkaya, Nestor Alvarez, Medeiros, Douglas, só para referir os casos mais gritantes). . É esta componente individual que pretendo esmiuçar um pouco mais, com recurso a alguns dados estatísticos simples, trabalhados a partir de uma consulta ao sítio da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. Claro que, para além destes elementos objectivos, existe uma apreciação subjectiva que se traduzirá na classificação que atribuiremos. Tal como no final da 1ª "volta", o critério de avaliação baseia-se, não nas potencialidades dos atletas, mas, antes, no seu rendimento em campo durante a época.
Não serão avaliados quantitativamente os jogadores que não satisfaçam, pelo menos, uma destas condições: terem efectuado quatro jogos completos, alinhado em oito jogos ou actuado durante 500 minutos.
De fora desta estatística ficam as quatro partidas da Taça de Portugal, em que atingimos os quartos-de-final. Sendo uma competição com características diferentes, entendemos que não devíamos misturar os dados desta com os da Liga.
Eis, então, a minha análise: . PEDRO ROMA Posição: Guarda-redes Jogos efectuados: 30 (todos completos) Tempo de utilização: 2700 minutos Golos sofridos: 46 Disciplina: 2 cartões amarelos Avaliação: É o único totalista. Apesar de ter tido à sua frente a defesa mais fraca dos últimos anos, que permitiu com demasiada frequência ocasiões fáceis de concretização aos adversários, voltou a realizar uma excelente época, que uma ou duas prestações menos conseguidas não deslustram minimamente. Esteve particularmente bem na 2ª “volta”, em especial na ponta final, quando defendeu duas grandes penalidades (uma das quais decisiva, na Madeira, frente ao Marítimo). Aos 37 anos, “São Pedro" ainda mantém as suas qualidades de “milagreiro”. Por isso, mesmo que tenhamos de começar a preparar a sua sucessão, a palavra de ordem só pode ser uma: renovação, já! Classificação: 4+ . NUNO LUÍS Posição: Defesa direito
Jogos efectuados: 7 (6 completos e 1 em que foi substituído)
Tempo de utilização: 585 minutos
Disciplina: 2 cartões amarelos Avaliação: Voltou a passar a maior parte da época no “estaleiro”, a exemplo do que sucedera no ano anterior. Nos poucos jogos em que actuou (todos na 1ª “volta”), não esteve bem, denotando falta de velocidade e deficiente recuperação defensiva, o que o levou a pouco arriscar subir no terreno. Deu muito à Académica, mas parece-nos que o seu “prazo de validade” chegou ao fim. Classificação: 2- . SONKAYA Posição: Defesa direito
Jogos efectuados: 4 (todos completos)
Tempo de utilização: 360 minutos Avaliação: Emprestado pelo FC Porto, depois de não ter vingado no Dragão, o turco voltou a falhar rotundamente em Coimbra. Lento, incapaz de subir no terreno, pouco acrescentou à equipa e cedo deixou de ser opção para Manuel Machado. Para completar o quadro, deu uma entrevista em que criticou duramente o clube, o que lhe valeu um processo disciplinar. Em suma, um verdadeiro “barrete”. Classificação: 1 . SARMENTO Posição: Defesa direito (médio-ala adaptado)
Jogos efectuados: 14 (4 completos, 4 em que foi substituído e 6 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 680 minutos Disciplina: 2 cartões amarelos Avaliação: Até meados da 2ª “volta”, quase não foi utilizado. A partir do encontro com a U. Leiria, em “casa”, passou a ser opção para “lateral” direito, onde alternou exibições regulares com outras menos conseguidas. Apesar da época não lhe ter corrido bem, é jogador em que devemos continuar a apostar. Quanto mais não seja, pela sua polivalência. Classificação: 2+
LITOS Posição: Defesa central
Jogos efectuados: 22 (19 completos, 2 em que foi expulso e 1 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 1880 minutos
Golos: 2 (frente ao Beira Mar, em "casa", e ao Braga, "fora")
Disciplina: 2 cartões vermelhos (1 directo e 1 por acumulação) e 4 cartões amarelos Avaliação: As suas prestações acabaram por ficar aquém do esperado. Pensava-se que seria o "patrão" da defesa, dado o seu passado (campeão pelo Boavista e três anos a actuar na Liga espanhola), mas a verdade é que esteve longe de o conseguir, em especial durante a primeira parte da temporada, onde se mostrou quase sempre demasiado lento e sem tempo de desarme, o que lhe valeu duas expulsões. Na 2ª “volta”, subiu de rendimento e, apesar de a velocidade não ser o seu forte, mostrou maior sentido posicional, o que o tornou mais consistente. Nas acções defensivas, desiludiu no jogo de cabeça, tido como um dos seus pontos fortes. Já nas ofensivas, esteve melhor, tendo marcado por duas vezes. Em suma, cumpriu os “serviços mínimos”. Classificação: 3- . KÁKÁ Posição: Defesa central
Jogos efectuados: 22 (20 completos e 2 em que foi expulso)
Tempo de utilização: 1906 minutos
Disciplina: 2 cartões vermelhos (1 directo e 1 por acumulação) e 3 cartões amarelos Avaliação: Foi, sem sombra de dúvida, o menos mau dos “centrais”. Como referimos anteriormente, é rápido, sóbrio e tem a vantagem de não inventar. Porém, apresenta limitações técnicas que, por vezes, vêm ao de cima e originam situações de apuro para as nossas redes. A isso podemos acrescentar alguma ingenuidade, que esteve na origem das suas duas expulsões. Apesar de tudo, parece-nos que se tratou de uma boa aquisição, ainda por cima com alguma margem para progredir, especialmente se tiver um colega mais consistente ao seu lado. Classificação: 3 . DANILO Posição: Defesa central
Jogos efectuados: 10 (8 completos, 1 em que foi substituído e 1 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 787 minutos
Golos: 1 (frente ao Aves, em "casa")
Disciplina: 2 cartões amarelos Avaliação: Se já havia sido pouco utilizado na 1ª “volta”, quase deixou de ser opção após o encontro da Choupana, onde teve uma actuação desastrada. Nunca revelou grande consistência e, por isso, nunca inspirou grande confiança, apesar de ir procurando cumprir a sua missão. O seu futuro poderá não passar por Coimbra. Classificação: 2 . MEDEIROS Posição: Defesa central
Jogos efectuados: 15 (9 completos, 1 em que foi expulso, 2 em que foi substituído e 3 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 1058 minutos
Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação) e 3 cartões amarelos Avaliação: Foi aposta pessoal de Manuel Machado mas nunca se revelou digno da confiança do técnico. A sua insegurança foi quase sempre notória, tendo revelado pouca velocidade e deficiente sentido posicional. Como corolário dessas insuficiências, alguns dos seus erros originaram golos dos adversários. Pode ser uma coincidência infeliz, mas, sempre que jogou de início, a Briosa nunca ganhou. Será que continua? Classificação: 2 . LINO Posição: Defesa esquerdo
Jogos efectuados: 29 (27 completos e 2 em que foi substituído)
Tempo de utilização: 2586 minutos
Golos: 5 (frente à Naval e ao FC Porto (gp) em "casa", e ao Boavista, ao Braga e ao Belenenses, "fora")
Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação, no final do jogo em Paços de Ferreira) e 1 cartão amarelo Avaliação: Confirmou-se como uma das mais interessantes aquisições desta época, tendo sido o segundo jogador mais utilizado. Extremamente ofensivo, mostrou-se bastante útil a criar desequilíbrios pelo seu flanco. Daí que tenha sido, muitas vezes, utilizado como médio-ala esquerdo. Porém, no início, mostrou-se pouco consistente nas tarefas defensivas, obrigando os médios a frequentes compensações. Apesar de tudo, melhorou, nesse aspecto, ao longo da 2ª “volta”. O seu pontapé forte e colocado revelou-se uma mais-valia nas bolas paradas. Surge, assim, como o melhor marcador da equipa na “Liga”, com 5 golos marcados (dos quais 3 na marcação de “livres” directos e um na transformação de uma grande penalidade). Infelizmente, tudo indica que não continuará em Coimbra, devendo o seu futuro passar pelo futebol alemão, onde já militou. Classificação: 4 . VÍTOR VINHA Posição: Defesa esquerdo
Jogos efectuados: 9 (1 completo, 6 em que foi substituído e 2 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 503 minutos
Disciplina: 2 cartões amarelos Avaliação: ”Tapado" por Lino, acabou por ser utilizado de forma bastante intermitente, tendo apenas efectuado um jogo completo. Aliás, sempre que Manuel Machado efectuava alguma alteração táctica, era normalmente um dos sacrificados. Apesar disso, sempre que actuou, não foi brilhante mas também não comprometeu (à excepção do jogo do Bessa), pelo que lhe atribuímos nota positiva. Julgamos que merece mais oportunidades, até porque ainda é jovem e tem alguma margem de progressão. Classificação: 3- . PAULO SÉRGIO Posição: Médio defensivo
Jogos efectuados: 25 (17 completos, 3 em que foi substituído e 5 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 1860 minutos
Disciplina: 4 cartõesamarelos Avaliação: Este brasileiro proveniente do Moreirense confirmou-se, claramente, como uma das boas aquisições desta época. Tardou a impor-se na equipa mas, a partir daí, nunca mais de lá saiu. É um “poço de energia” e possui bom sentido posicional, mostrando-se extremamente eficiente nas tarefas defensivas. No entanto, o capítulo do passe continua a ser o seu ponto fraco, pois nem sempre entrega a bola em boas condições, criando, por vezes, algumas situações embaraçosas para a equipa. Actuou durante vários jogos a “lateral” direito e, apesar de revelar algumas dificuldades na posição, não comprometeu. Classificação: 4 . ALEXANDRE Posição: Médio defensivo
Jogos efectuados: 22 (10 completos, 1 em que foi expulso, 6 em que foi substituído e 5 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 1474 minutos
Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação) e 2 cartões amarelos Avaliação: Igualmente aposta pessoal de Manuel Machado, mostrou-se sempre algo irregular, alternando exibições de bom nível com outras mais discretas. Após a expulsão nas Aves, a sua utilização passou a ser mais intermitente. É um jogador útil, mas não faz a diferença, especialmente numa posição onde a equipa se encontra bem servida. Classificação: 3 . PAVLOVIC Posição: Médio defensivo
Jogos efectuados: 11 (5 completos, 4 em que foi substituído, 1 em que foi expulso e 1 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 668 minutos
Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação) e 5 cartões amarelos Avaliação: O “internacional” sub-21 sérvio jogou de forma intermitente durante a 1ª “volta”, constituindo uma relativa desilusão. Mostrou-se razoável a destruir jogo, embora com o senão de alguma impetuosidade que lhe valeu alguns "amarelos". Em contrapartida, revelou grandes dificuldades na construção ofensiva. Estava a subir de rendimento quando sofreu uma grave lesão na recepção ao Boavista, que o afastou dos relvados até ao final da temporada. Um jogador que, em nossa opinião, merece uma segunda oportunidade. Classificação: 2+ . ROBERTO BRUM Posição: Médio defensivo
Jogos efectuados: 29 (12 completos, 14 em que foi substituído e 3 como suplente utilizado) Tempo de utilização: 2040 minutos Disciplina: 8 cartões amarelos Avaliação: O seu início de época esteve algo distante das duas temporadas anteriores, parecendo algo inadaptado aos sistemas tácticos de Manuel Machado (em especial, ao losango, onde é deslocado para a direita) e/ou frustrado por não ter conseguido “dar o salto”. Assim, embora cumprindo sem comprometer, não conseguia fazer a diferença, sendo frequentemente substituído. Na parte final da temporada, voltou a subir de “forma” e foi possível notar-se novamente a sua qualidade técnica, a par com a sua "garra" e entrega ao jogo. Esperemos que continue por cá. Classificação: 3+ . NUNO PILOTO Posição: Médio
Jogos efectuados: 9 (2 completos, 2 em que foi substituído e 5 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 337 minutos
Disciplina: 1 cartão amarelo Avaliação: Repetimos o que escrevemos no fim da 1ª “volta”: tarda em afirmar-se e arrisca tornar-se (mais) uma esperança eternamente adiada. Manuel Machado procurou adaptá-lo a defesa direito e colocou-o a titular nos dois primeiros encontros, mas os resultados não foram felizes. A partir daí, raramente foi utilizado, jogando apenas alguns minutos no final das partidas. Já próximo do final da época sofreu uma apendicite aguda e ficou “fora de combate”. Ainda terá futuro na Briosa? Classificação: 2- . MIGUEL PEDRO Posição: Médio-ala direito
Jogos efectuados: 26 (9 completos, 10 em que foi substituído e 7 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 1647 minutos
Golos: 2 (frente ao Paços de Ferreira, "fora", e ao Aves, em "casa")
Disciplina: 6 cartões amarelos Avaliação: Iniciou a época em bom plano, mostrando-se rápido, dotado de boa técnica e sentido de desmarcação. Porém, já era notória uma certa falta de consistência, traduzida em alguma irregularidade exibicional, não só de jogo para jogo, mas também durante os encontros. No primeiro encontro da 2ª “volta”, frente ao V. Setúbal, lesionou-se com alguma gravidade. A partir daí, a sua utilização passou a ser mais intermitente e não voltou a atingir os mesmos patamares exibicionais, embora as actuações nas últimos jornadas já tenham sido mais conseguidas. É ainda muito jovem e a sua margem de progressão é grande. Com um pouco mais de confiança, poderia “explodir” na próxima temporada, mas tudo indica que rumará ao Shakthiar Donetsk, da Ucrânia. Classificação: 3 . DAME Posição: Médio ofensivo
Jogos efectuados: 25 (14 completos, 9 em que foi substituído e 2 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 1894 minutos
Golos: 4 (frente ao Nacional, ao Estrela da Amadora e ao Beira Mar, em "casa", e ao Aves, "fora")
Disciplina: 5 cartões amarelos Avaliação: Um achado, trazido pelo seu irmão, o nosso ex-atleta Ousmane N'Doye. Veio só para treinar, agradou a Manuel Machado e tornou-se um dos jogadores mais influentes da equipa. Mostrou boa técnica individual, grande espírito de luta e de entrega ao jogo, o que o tornou igualmente útil em tarefas defensivas. A sua potente meia-distância valeu-lhe quatro excelentes golos. Contudo, pouco depois do início da 2ª “volta”, viu-se envolvido numa “cilada” para a renovação do contrato, alegadamente armada pelo vice-presidente Luís Godinho. Terá ficado psicologicamente afectado por esse acontecimento e, a partir daí, o seu rendimento não voltou a ser o mesmo. Como já se esperava, não será possível segurá-lo em Coimbra, sendo quase certa a sua ida para o Panathinaikos, um dos "grandes" da Grécia. Classificação: 4 . FILIPE TEIXEIRA Posição: Médio ofensivo
Jogos efectuados: 29 (17 completos, 7 em que foi substituído e 5 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 2070 minutos
Golos: 1 (frente ao Aves, "fora")
Disciplina: 3 cartões amarelos Avaliação: A grave lesão que sofreu perto do final da temporada anterior condicionou muito as suas prestações nos primeiros jogos, onde mostrou uma natural falta de ritmo competitivo e um certo medo de "meter o pé". Gradualmente, foi melhorando as suas actuações e, a partir de meados da 1ª “volta” (após a lesão de Hélder Barbosa) tornou-se o jogador mais influente da equipa. Dotado de uma técnica aprimorada, possui, claramente, uma classe extra. Por outro lado, mostrou muito mais "pulmão" que o ano passado, o que o tornou ainda mais consistente. Manuel Machado terá colocado a sua permanência como condição para a sua continuidade no comando técnico da Briosa. Resta saber se é possível segurá-lo. Classificação: 4+ . DIONATTAN Posição: Médio ofensivo
Jogos efectuados: 4 (1 em que foi substituído e 3 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 111 minutos Avaliação: Veio de demorada lesão e voltou a ressentir-se. Pouco jogou e, em Dezembro, acabou por regressar ao Brasil. Uma saída “pela porta pequena”. Classificação: --- . HÉLDER BARBOSA Posição: Médio-ala esquerdo
Jogos efectuados: 7 (4 completos, 1 em que foi substituído e 2 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 505 minutos
Golos: 2 (frente ao Vitória de Setúbal, "fora", e ao Estrela da Amadora, em "casa")
Disciplina: 2 cartões amarelos Avaliação: Emprestado pelo FCPorto, mostrou ser uma das grandes promessas do futebol português. Veloz, dotado de boa técnica individual, forte no 1x1 e procurando sempre a linha, é um jogador que não engana. Foi, nos primeiros jogos, a grande referência da equipa, numa altura em que o seu talento individual conseguiu disfarçar algumas fragilidades colectivas. Porém, a infelicidade "bateu-lhe à porta": primeiro, sofreu uma arreliadora lesão ao serviço da selecção de sub-21, que o afastou durante alguns jogos; depois, quando tudo parecia correr pelo melhor, foi vítima de uma ruptura de ligamentos no joelho num jogo-treino com o Pampilhosa. Para ele, a época terminou ali. Apesar de apenas ter actuado em sete partidas, merece nota de “bom”, pois a sua acção foi decisiva em várias delas. Se mantiver intactas as suas qualidades, seria óptimo conseguir dos "dragões" a renovação do empréstimo. Classificação: 4- . ESTEVEZ Posição: Avançado
Jogos efectuados: 3 (1 completo, 1 em que foi substituído e 1 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 206 minutos Avaliação: Um autêntico "flop". O argentino actuou (muito mal) nos três primeiros jogos e não mais foi utilizado. Não se adaptou ao futebol europeu e cedo regressou ao seu país. Classificação: --- . GELSON Posição: Avançado
Jogos efectuados: 12 (2 completos, 2 em que foi substituído, 1 em que foi expulso e 7 como suplente utilizado
Tempo de utilização: 626 minuto
Golos: 1 (frente ao Belenenses, em "casa")
Disciplina: 1 cartão vermelho (por acumulação) e 1 cartão amarelo Avaliação: Mostrou entrega, "garra" e espírito de sacrifício mas, igualmente, enormes limitações técnicas. Por isso, raramente foi solução para os problemas atacantes da equipa, acabando por ser utilizado de forma esporádica. Parece-nos que o seu tempo na Briosa se esgotou. Classificação: 2- . NESTOR ALVAREZ Posição: Avançado
Jogos efectuados: 13 (2 completos, 2 em que foi substituído e 9 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 552 minutos
Golos: 2 (frente ao FC Porto e ao Belenenses, ambos "fora")
Disciplina: 5 cartões amarelos Avaliação: Mais uma contratação falhada. O colombiano não correspondeu, minimamente, às expectativas. Terá vindo ligeiramente lesionado, o que condicionou as suas prestações iniciais: quase não corria. Apesar de denotar alguns pormenores técnicos interessantes, parece-nos um jogador demasiado lento para o futebol europeu. A partir de meados da 2ª "volta" deixou de ser opção para Manuel Machado. Dois golos numa época é fraco pecúlio para um ponta-de-lança. Não ficará em Coimbra.
Classificação: 2 . GYANO Posição: Avançado
Jogos efectuados: 22 (6 completos, 6 em que foi substituído e 10 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 1323 minutos
Golos: 4 (frente ao Boavista, "fora", ao Beira Mar, em "casa" e "fora", e ao Marítimo, em "casa") Disciplina: 3 cartões amarelos Avaliação: É pouco dotado tecnicamente, o que o leva a falhar algumas boas oportunidades, mas possui um bom sentido posicional e um razoável jogo de cabeça. Na 1ª "volta", obteve três golos e julgávamos que, melhor adaptado, poderia tornar-se a nossa referência atacante. Porém, às suas limitações juntou-se uma enorme crise de confiança, virando o "mal amado" dos adeptos. A verdade é que o empenho, dedicação e espírito de luta que sempre mostrou em campo foram compensados com o golo decisivo que obteve em Aveiro, numa altura em que actuava em precárias condições físicas. Foi o único da 2ª "volta" mas pode ter valido a permanência. Merece uma segunda oportunidade, mas o ataque não pode estar dependente dele. Classificação: 2+
. CLÁUDIO “PITBULL” Posição: Avançado
Jogos efectuados: 9 (1 completo, 2 em que foi substituído e 6 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 426 minutos
Golos: 1 (frente ao Estrela da Amadora, "fora") Avaliação: Emprestado pelo FC Porto em Janeiro, mostrou a sua utilidade em alguns jogos, permitindo abrir mais o jogo ofensivo pelas alas. O seu principal senão é não ser um jogador que actue ao mesmo nível durante os 90 minutos. Infelizmente, na semana após uma boa exibição na Amadora, sofreu uma lesão muscular num treino e a sua época acabou, praticamente, aí. Tudo indica que não regressará. Classificação: 3 . JOEANO Posição: Avançado
Jogos efectuados: 10 (3 completos, 2 em que foi substituído e 5 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 596 minutos
Golos: 3 (frente à Naval e ao Estrela da Amadora (2), todos "fora") Avaliação: O "desejado" voltou em Janeiro, emprestado pelo Beitar de Jerusalém, clube detentor do seu passe. O regresso não podia ter sido mais auspicioso, marcando o golo da vitória na Figueira da Foz. Contudo, lesionou-se logo na semana seguinte e demorou a reencontrar a "forma". Dois golos na Amadora pareciam pressagiar a volta das boas exibições mas nova lesão muscular tornou a condicionar as suas actuações. Em suma, um retorno algo infeliz: frequentemente lesionado, não teve um rendimento global consentâneo com as suas reconhecidas qualidades de goleador. Mesmo assim, marcou mais golos que Nestor Alvarez e apenas menos um que Gyano. Infelizmente, a sua saída parece certa. Classificação: 3 . SÍLVIO Posição: Avançado
Jogos efectuados: 2 (1 em que foi substituído e 1 como suplente utilizado)
Tempo de utilização: 55 minutos Avaliação: Apenas actuou em dois jogos (nos 10 minutos finais da recepção à U. Leiria e na 1ª parte do jogo da Luz). Obviamente, pouco ou nada teve oportunidade de mostrar. Classificação: --- . Não foram utilizados os guarda-redes DOUGLAS e EDUARDO e o defesa-esquerdo LIRA. . Esperemos que, na próxima época, se não repitam os erros da que agora termina. Mas, pelo que vemos acerca das saídas e entradas que se perspectivam, tememos que o "filme" se repita. Oxalá me engane!
COMEÇAM AS MEXIDAS NO PLANTEL Lino e Miguel Pedro de saída, Lucas e Zé Manel em cima da mesa
Finda o campeonato e como é normal, chegam-se à frente aqueles que querem ver o plantel reforçado para a próxima época o mais rápido possível. Desde o dia de ontem, estou certo que muitos nomes virão à ribalta mas com certeza que muitas das contratações noticiadas não se irão realizar. Ninguém é dono da verdade e há que lembrar, que muitas vezes os post's não são mentiras, simplesmente é plausível que haja contornos que originem a que o futuro jogador não passe disso mesmo.
Chegando com a revolução que Manuel Machado fez sentir no balneário, Lino é apontado como o primeiro jogador a sair da Briosa. O defesa esquerdo tem mercado na Alemanha e com 29 anos é um dos activos que poderá dar à Académica algum dinheiro com a sua saída. Pela estatística é certo que o jogador vá embora uma vez que Lino já não fica no mesmo clube duas épocas seguidas desde 1997/1998, anos em que representou o Corinthians.
Miguel Pedro é outro dos jogadores que, ao que tudo indica, irá sair da Académica. O extremo direito oriundo da Vila das Aves deverá sair do país sendo a Turquia ou Ucrânia um dos destinos do ainda 19 da Briosa.
Quanto a entradas, as duas primeiras poderão vir do Boavista. Visto por bons olhos por todos os adeptos da Académica, Lucas é um jogador falado como possível contratação. Sem certezas negociais, o trinco boavisteiro interessa à nossa direcção e é bom lembrar que está em final de contracto. No final do jogo com o Marítimo, o jogador não fechou as portas a uma saída, limitando-se a afirmar ter cumprido o seu dever. "É natural que no final de todos as épocas se fale muito e se especule muito. O meu desejo foi ajudar o Boavista até ao final da temporada. Estou orgulhoso do trabalho que fiz."
O nome mais sonante é sem dúvida Zé Manel. Embora já com 32 anos, provou em três épocas ao serviço do clube axadrezado ser um jogador extremamente valioso. José Manuel da Silva Fernandes tem já acordo com a Académica e poderá já estar de malas feitas para Coimbra. Tal como Lucas, está em final de contracto e ainda não acertou renovação com o clube orientado por Jaime Pacheco.
Com a realização da 30ª e última jornada, encerrou-se ontém, ao fim da tarde, a edição de 2006/2007 da Liga principal do nosso futebol.
Curiosamente, à entrada para esta ronda, a Académica era a única equipa que tinha já definida a sua posição na tabela classificativa: o 13º lugar, que ocupou durante quase toda a época.
Assim, a derrota no Estádio da Luz não fez grande "mossa" à Briosa. Por seu turno, a vitória de nada adiantou ao Benfica, que não foi além do 3º lugar, posição que obriga os "encarnados" a disputar a última pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões da UEFA.
Isto porque tanto o FC Porto como o Sporting venceram, também em "casa", o Desp. Aves e o Belenenses, respectivamente. Com estes desfechos, os "dragões" revalidaram o título conquistado o ano passado, sagrando-se campeões pela 22ª vez, enquanto que os "leões" asseguraram o 2º posto e, consequentemente, a entrada directa na mais importante competição futebolística europeia, a par com os bicampeões nacionais.
Na luta pelo acesso à Taça UEFA, os três candidatos fizeram, igualmente, o mesmo resultado, ou seja, todos empataram a uma bola em terreno alheio: o Paços de Ferreira em Aveiro, a U. Leiria na Amadora e o Nacional em Braga. Assim, os pacenses mantiveram a vantagem pontual e asseguraram, pela primeira vez na sua história, a participação numa prova europeia.
Aos leirienses, resta a possibilidade de lá chegarem através da Taça Intertoto. Entretanto, a não qualificação da turma do Lis para a segunda grande competição "uefeira" deitou por terra a esperança do Boavista de poder participar naquela prova. De nada valeu, então, o triunfo "axadrezado" no Funchal, sobre o Marítimo, seu concorrente directo na perseguição a esse objectivo.
No que respeita à fuga à despromoção, a "sorte grande" saiu ao V. Setúbal, que derrotou a Naval na Figueira da Foz e beneficiou do empate do Beira Mar frente ao Paços e da derrota do Aves no Dragão. Consequentemente, aveirenses e avenses, que haviam sido promovidos na última temporada, regressam ao escalão secundário. Para o seu lugar, entram Leixões e V. Guimarães, os dois primeiros classificados da Liga Vitalis.
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Eis os resultados da 30ª e última jornada da Liga principal:
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Benfica - Académica..................2-0 FC Porto - Desp. Aves.................4-1 Sporting - Belenenses..................4-0 Braga - Nacional...........................1-1 Beira Mar - Paços Ferrª...............1-1 Estª Amadora - U.Leiria...............1-1 Naval - V. Setúbal.........................1-2 Marítimo - Boavista.......................1-2
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A classificação final da Bwin liga ficou assim ordenada:
. F.C.PORTO............69
Sporting...................68
Benfica.....................67
Braga.......................50
Belenenses.............49
Paços Ferrª.............42
U. Leiria...................41
Nacional ..................39 Estª Amadora..........35
Boavista...................35
Marítimo....................32
Naval.........................32
ACADÉMICA...........26
V.Setúbal..................24
Beira Mar..................23
Desp. Aves...............22
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A todos aqueles que atingiram os seus objectivos, endereçamos, desportivamente, os nossos parabéns, com destaque para FC Porto, Paços de Ferreira e V. Setúbal.
Para os despromovidos (Beira Mar e Desp. Aves), uma palavra de solidariedade, nesta hora triste para os seus adeptos. Que voltem depressa são os nossos votos.
Enfim, caiu o pano sobre esta edição da Bwin Liga. Para o ano há mais e esperamos que melhor para a nossa Briosa.
Benfica, 2 - AAC, 0: Briosa sem andamento para o "voo da águia"
A Académica encerrou a sua participação na Bwin Liga de 2006/2007 com uma derrota frente ao Benfica, no Estádio da Luz.
Manuel Machado montou a equipa num sistema de 4-4-2, com uma defesa constituída por Sarmento, káká, Medeiros e Lino; um meio-campo em losango, onde Paulo Sérgio ocupava o vértice recuado, Miguel Pedro (na direita) e Filipe Teixeira (na esquerda) as alas e Dame mais à frente, no apoio aos dois avançados: Sílvio (que se estreou a titular) e Joeano.
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O Benfica, ainda com hipóteses (muito remotas) de chegar ao título ou ao 2º lugar, que lhe daria acesso directo à Liga dos Campeões da UEFA, entrou "a todo o gás", obrigando os "pretos" a recuar.
Assim, depois de Pedro Roma ter efectuado duas excelentes defesas, os "encarnados" inauguraram o marcador no 10º minuto. Karagounis, na esquerda do seu ataque, levou a melhor sobre Sarmento e rematou forte. O guardião academista ainda defendeu para perto, mas Derlei foi mais lesto que Medeiros e atirou para a baliza, perante o desespero dos nossos defensores.
A Briosa tentou reagir e, sete minutos depois, dispos de uma grande oportunidade para empatar, quando Joeano, a cruzamento de Filipe Teixeira, rematou para grande defesa de Quim.
Até ao descanso, os benfiquistas dominaram a partida e Pedro Roma esteve em particular evidencia, ao deter vários remates dos dianteiros locais.
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Ao intervalo, o técnico academista trocou Sílvio por Gyano e Sarmento por Alexandre, recuando Paulo Sérgio para defesa direito.
O cariz da partida manteve-se até perto da uma hora de jogo, altura em que Manuel Machado retirou Joeano e colocou em campo Roberto Brum, de modo a reforçar o meio-campo.
A Académica subiu mais no terreno e, aos 63 minutos, Dame, à meia volta, atirou a poucos centímetros do poste da baliza de Quim.
No minuto seguinte, após um centro para a área lisboeta, Gyano foi agarrado dentro desta, mas o árbitro fez "vista grossa" a mais uma grande penalidade a nosso favor. Pouco depois, Filipe Teixeira queixou-se do mesmo (o que lhe valeu um "amarelo"), embora o lance pareça menos evidente.
Aos 72 minutos, novamente Dame, com um remate forte, voltou a por à prova o guardião adversário, que defendeu para "canto".
A partir daí, e após a entrada de Mantorras, o Benfica voltou a revelar-se mais perigoso. E foi mesmo o angolano que sentenciou o encontro a nove minutos do fim, ao surgir "na cara" de Pedro Roma a desviar um centro de Katsouranis.
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Em suma, uma partida em que a Briosa foi digna e profissional mas onde mostrou não ter andamento para se opor aos melhores valores individuais dos "encarnados".
João Ferreira estava a ter uma actuação sem problemas até ao lance do penalti que ficou por marcar. Mais uma vez, temos razões de queixa da arbitragem, que aplicou a velha máxima do futebol nacional: na dúvida, pró "grande".
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Sob a arbitragem de João Ferreira, de Setúbal, as equipas alinharam:
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Benfica - Quim; Nélson, Anderson, David Luiz e Léo; Katsouranis; Paulo Jorge (Manú, 46), Rui Costa e Karagounis (João Coimbra, 87); Miccoli (Mantorras, 74) e Derlei.
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Académica - Pedro Roma; Sarmento (Alexandre, 46), káká, Medeiros e Lino; Paulo Sérgio; Miguel Pedro e Filipe Teixeira; Dame; Sílvio (Gyano, 46) e Joeano (Roberto Brum, 63).
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Marcadores: Derlei (10) e Mantorras (81).
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Disciplina: Cartões amarelos a Rui Costa (66) e Filipe Teixeira (69).
Para seguir as incidências da última jornada: as contas finais (*)
Apesar de sermos um blogue da Académica, a verdade é que todos somos adeptos de futebol e a sorte dos nossos adversários não nos é indiferente. Quanto mais não seja, porque não jogamos sozinhos.
É essa a razão porque, apesar de a Briosa ser a única equipa com a posição já definida na tabela classificativa, estando (felizmente!...) fora deste quadro, decimos fazer este post referente às contas ainda em aberto para a derradeira jornada da Bwin Liga, no que se refere ao título, qualificação para as provas da UEFA e despromoção.
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Para o efeito, publicamos aqui o que diz o ponto 4 do artº 8º do Regulamento de Competições da Liga sobre os critérios de desempate nas competições por pontos:
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a) Número de pontos alcançado pelos Clubes empatados no jogo ou jogos que entre si realizaram;
b) Maior diferença entre o número de golos marcados e o número de golos sofridos pelos Clubes empatados nos jogos que realizaram entre si;
c) Maior número de golos marcados no campo do adversário nos jogos que realizaram entre si;
d) Maior diferença entre o número de golos marcados e o número de golos sofridos pelos Clubes nos jogos realizados em toda a competição;
e) O maior número de vitórias em toda a competição;
f) O maior número de golos marcados em toda a competição.
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Se a igualdade subsistir, observar-se-á o disposto no ponto 5, que pressupõe a realização de um jogo de desempate ou de um mini-torneio a uma "volta" (se estiverem envolvidas mais de duas equipas), em qualquer dos casos em campo neutro.
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A QUESTÃO DO TÍTULO
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Aqui estão envolvidos os três chamados "grandes" do futebol português: FC Porto, Sporting e Benfica.
A classificação actual dos três clubes é a seguinte:
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1º FC Porto.......66
2º Sporting........65
3º Benfica..........64
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Na última jornada, disputam os seguintes jogos:
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FC Porto - Desp. Aves
Sporting - Belenenses
Benfica - Académica
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Os resultados dos encontros entre si realizados foram os seguintes:
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Sporting - FC Porto.........1-1.........1-0
FC Porto - Benfica...........3-2.........1-1
Sporting - Benfica............0-2.........1-1
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Como se pode verificar, os "dragões" têm vantagem sobre as "águias", os "leões" sobre os "dragões" e as "águias" sobre os "leões". Um eventual desempate a três (que daria vantagem ao Benfica) não é considerado, pois tal situação não se poderá verificar, dada a actual pontuação das equipas.
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O que poderá, então, acontecer a cada uma delas?
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FCPorto - Será campeão se: . a) ganhar
b) empatar e o Sporting não ganhar
c) perder, se o Sporting também perder e o Benfica não ganhar. .
Caso não seja campeão, terá entrada directa na Liga dos Campeões da UEFA, excepto se perder e, simultaneamente, o Benfica ganhar e o Sporting não perder.
. Sporting - Será campeão se: . a) ganhar e o FC Porto não ganhar
b) empatar, se o FC Porto perder e o Benfica não ganhar. . Caso não seja campeão, terá entrada directa na Liga dos Campeões da UEFA se:
a) ganhar
b) empatar, se o Benfica não ganhar ou o FC Porto perder
c) perder e o Benfica também perder.
. Benfica - Será campeão apenas se: . ganhar, o FC Porto perder e o Sporting não ganhar. . Caso não seja campeão, terá entrada directa na Liga dos Campeões da UEFA se:
a) ganhar, se o Sporting não ganhar ou o FC Porto perder
b) empatar e o Sporting perder.
A QUALIFICAÇÃO EUROPEIA
Esta questão envolve directamente Paços de Ferreira, União de Leiria e Nacional, que lutam pelo 6º lugar, o último a dar acesso à Taça UEFA da próxima época.
A classificação actual das três equipas é a seguinte:
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6º Paços de Ferreira.........41
7º União de Leiria..............40
8º Nacional..........................38
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Na derradeira ronda, disputam as seguintes partidas:
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Beira Mar - Paços de Ferreira
Est. Amadora - U. Leiria
Braga - Nacional
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Os jogos realizados entre elas tiveram os seguintes desfechos:
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Nacional - U. Leiria............2-1.........0-1
Nacional - Paços Ferrª......5-1.........1-2
U. Leiria - Paços Ferrª.......0-0.........0-0
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Como podemos observar, os madeirenses têm clara vantagem sobre os homens da "capital do móvel", mas perdem no confronto a dois com os leirienses, devido ao golo que estes marcaram na Choupana. Em caso de igualdade entre os pacenses e a turma do Lis, teria de recorrer-se à diferença de golos em toda a prova: actualmente, -2 destes últimos contra -5 do Paços. Como os leirienses, para igualar os nortenhos, terão de fazer melhor resultado que eles, a vantagem será sempre da U. Leiria.
Num possível empate a três, teríamos de recorrer à pontuação efectuada nos jogos entre todos eles e, em caso de empate, à diferença de golos. Teríamos, assim, a seguinte situação:
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1º Nacional..............6 pontos
2º U. Leiria.............. 5 " (2-2)
3º Paços Ferrª.........5 " (3-6)
Ou seja, seria a equipa da Madeira a qualificar-se para a Taça UEFA.
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Quais serão, então, os cenários possíveis para os três envolvidos?
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Paços de Ferreira - Qualifica-se para a Taça UEFA se:
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a) ganhar
b) empatar e a U. Leiria não ganhar
c) perder, se a U. Leiria também perder e o Nacional não ganhar
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U. Leiria - Qualifica-se para a Taça UEFA se:
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a) ganhar e o Paços não ganhar
b) empatar, se o Paços perder e o Nacional não ganhar
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Nacional - Apenas se qualifica para a Taça UEFA se ganhar, o Paços perder e a U. Leiria não ganhar.
O resultado desta discussão pode ter repercussões na qualificação para a Taça Intertoto, que poderá dar acesso à Taça UEFA. Portugal tem direito a uma vaga, à qual se candidataram U. Leiria, Marítimo e Boavista. Assim, a ela acederá apenas a melhor classificada destas três equipas.
Se a U. Leiria não obtiver o 6º lugar, será o nosso representante na competição. Se, pelo contrário, os leirienses se qualificarem directamente para a Taça UEFA, a vaga fica aberta para o Boavista, que ontém venceu no Funchal por 2-1.
A FUGA À DESPROMOÇÃO
Com a Briosa salva na passada jornada, restam Desp. Aves, Beira Mar e V. Setúbal na luta pelo 14º lugar (o último que assegura a manutenção).Actualmente, é a seguinte a classificação dos três envolvidos:
14º Desp. Aves..................22
15º Beira Mar.....................22
16º V. Setúbal....................21
Para a última jornada, estão-lhes reservados os seguintes confrontos:
FC Porto - Desp. Aves
Beira Mar - Paços de Ferreira
Naval - V. Setúbal
Os desfechos das partidas entre eles foram os seguintes:
Beira Mar - D. Aves................2-2........0-0
D. Aves - V. Setúbal...............1-2........1-1
Beira Mar - V. Setúbal............1-1........3-1
Temos, assim, nos desempates a dois, vantagem dos avenses sobre os aveirenses (devido aos dois golos que marcaram em Aveiro), dos sadinos sobre os homens das Aves e da turma de Aveiro sobre os setubalenses.
Já num eventual empate a três, teríamos o seguinte resultado:
1º Beira Mar...........6 pontos
2º V. Setúbal...........5 "
3º D. Aves...............3 "
Logo, nesse caso, seriam os aveirenses a continuar no escalão maior do futebol português.
Que perspectivas se colocam, assim, aos três clubes?
Desp. Aves - Permanece na Bwin Liga se:
a) ganhar
b) empatar, desde que nem Beira Mar nem V. Setúbal ganhem
c) perder, se tanto Beira Mar como V. Setúbal também perderem
Beira Mar - Permanece na Bwin Liga se:
a) ganhar e o Desp. Aves não ganhar
b) empatar, se o Desp. Aves perder e o V. Setúbal não ganhar
c) perder, se o Desp. Aves também perder e o V. Setúbal empatar
V. Setúbal - Permanece na Bwin Liga apenas se ganhar e nem Desp. Aves nem Beira Mar ganharem.
E pronto. Aqui fica o guia para todos poderem seguir (desta vez, tranquilamente) as incidências da 30ª e última jornada da Bwin Liga. Para o ano, haverá mais. Esperemos é que seja melhor para nós!
(*) Actualização do post colocado na passada 6ª feira, dia 18
É a seguinte a lista dos 18 eleitos de Manuel Machado para o encontro frente ao Benfica, que se disputará hoje, pelas 19 horas e 15 minutos, no Estádio da Luz:
. Guarda-redes: Pedro Roma e Douglas.
Defesas: Sarmento, Danilo, Medeiros, Kaká, Lino e Lira.
Médios: Paulo Sérgio, Alexandre, Roberto Brum, Miguel Pedro e Filipe Teixeira
Avançados: Dame, Gyano, Gelson, Sílvio e Joeano.
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Relativamente ao encontro com o Sporting, há a registar as saídas de Litos (a contas com uma fractura no dedo de um pé), Nestor Alvarez (que viu o quinto "amarelo" frente aos "leões") e Nuno Luís (por opção técnica). Em seu lugar, surgem Lira, Gelson e Sílvio. Há ainda a registar a habitual rotação entre os guarda-redes suplentes Eduardo e Douglas, cabendo desta vez a sorte ao brasileiro.
Na última Assembleia Geral, foi aprovada a data de 20 de Maio como limite para que os sócios com quotas em atraso pudessem regularizar a sua situação, de forma a poder participar na renumeração dos associados, que decorrerá este ano.
Porém, como algumas cartas a comunicar esse facto só chegaram aos sócios esta semana e alguns deles residem fora de Coimbra, tornar-se-ia impossível a esses associados resolver a sua situação em tempo útil.
Atento a essa realidade, Luís Santarino (sócio nº 431) enviou uma missiva ao presidente da Assembleia Geral, Almeida Santos, contestando o facto e sugerindo uma comissão independente para a renumeração, bem como a possibilidade de, nas próximas eleições, ser introduzida a possibilidade do voto digital.
Em resposta, o presidente da AG garantiu que o prazo seria prorrogado até ao próximo dia 10 de Junho.
Acordo entre a CMC e a AAC: Tribunal Administrativo considerou improcedente acção do Ministério Público (*)
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra decidiu hoje por sentença considerar improcedente a acção intentada pelo Ministério Público contra a AAC/OAF, a Câmara Municipal de Coimbra e a TBZ.
O Ministério Público pedia a declaração de nulidade do Acordo celebrado entre a CMC e a AAC/OAF relativo à cedência do Estádio Cidade de Coimbra e, bem assim e em consequência, do contrato celebrado posteriormente entre a AAC/OAF e a TBZ.
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra considerou-se, desde logo, competente para analisar a validade do Acordo celebrado entre a CMC e a AAC/OAF e considerou-se, contudo, incompetente para analisar o contrato celebrado entre a AAC/OAF e a TBZ por considerar este último de natureza estritamente privada e escapar à jurisdição dos tribunais administrativos.
Na sentença, o Tribunal entendeu não resultar do Acordo celebrado entre a CMC e a AAC/OAF qualquer elemento que permita afirmar que com ele se pretendeu atribuir um benefício financeiro ao futebol profissional, considerando, por isso, não ter sido violado o regime jurídico que regula a concessão de financiamentos ao futebol profissional. Por essa razão, considerou improcedente a acção do Ministério Público, absolvendo do pedido as rés: AAC/OAF, Câmara Municipal de Coimbra e TBZ.
Em declarações ao site oficial, o Presidente da Académica/OAF, José Eduardo Simões, congratulou-se com esta decisão afirmando que “foi feita justiça num processo em que se fica sem perceber qual o papel do Ministério Público. O Estádio Cidade de Coimbra tem uma gestão que resulta do Acordo entre a AAC/OAF e a CMC. Esse acordo é exemplar na defesa do interesse público. Trata-se do Estádio construído pela autarquia de Coimbra e é o único Estádio em que a autarquia não tem qualquer encargo com a sua conservação e manutenção. Ao contrário, os outros estádios municipais apresentam resultados negativos na ordem de 1,5 a 2,5 milhões de euros. Pelos vistos ninguém parece preocupar-se com esses verdadeiros atentados ao interesse público e preferem perder tempo com o Estádio que não dá prejuízo à Cidade, nem consome os impostos dos portugueses.”
Esta "estória" chegou ontém ao meu conhecimento em Leiria, cidade onde exerço a minha actividade profissional.
Alguém que conhece bem os meandros leirienses, contou-me que, num café do centro da cidade, onde são presença habitual o presidente da União local, João Bartolomeu, e vários dirigentes do clube, um destes declarou, alto e bom som, que "o Joeano já não nos escapa".
Ao que parece, o Braga era um forte concorrente, mas a renovação do avançado Zé Carlos pelos minhotos terá esmorecido o seu interesse no ainda nosso jogador.
É certo que "estou a vender o peixe como me venderam", mas sabendo do interesse (já antigo) da colectividade do Lis no brasileiro, a notícia não me surpreende. Até porque a minha fonte afirma que os referidos dirigentes costumam ser, habitualmente, muito discretos.
Neste contexto, a entrevista de Joeano a "A Bola" começa a fazer algum sentido.
Apesar da redução do número de clubes ocorrida no final da temporada passada, a Liga principal contou, pela primeira vez na história do futebol português, com quatro clubes da região Centro: Académica, Naval, U.Leiria e Beira Mar.
Destes, os três primeiros já asseguraram a permanência, enquanto que os aveirenses vão ter de lutar até ao último momento para o conseguirem.
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Atendendo a esta circunstância particular, resolvemos utilizar os resultados dos diferentes dérbis regionais e estabelecer a classificação de uma hipotética "Liga do Centro".
Eis os resultados dessas partidas:
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Académica - Naval...........1-2
U.Leiria - B.Mar................. 2-2
Naval - B.Mar......................2-1
U.Leiria - Académica.......2-0
Académica - B.Mar..........3-1
Naval - U.Leiria..................2-1
Naval - Académica...........0-1
B.Mar - U.Leiria.................1-0
B.Mar - Naval.....................1-3
Académica - U.Leiria.......0-0
B.Mar - Académica..........0-1
U.Leiria - Naval..................2-2
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A classificação final deste "Torneio Quadrangular" seria a seguinte:
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.1º Naval..............................13
2º Académica....................10
3º U.Leiria............................. 6
4º B. Mar................................4
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Como podemos verificar, os figueirenses foram os que tiveram melhor desempenho nos jogos com os outros clubes da região, enquanto que a Briosa, apesar de poder ter feito melhor, também não se saiu totalmente mal desses confrontos. Já os leirienses, embora sejam os mais bem classificados na Liga, tiveram um fraco desempenho frente às outras equipas do Centro. Por seu turno, os aveirenses confirmam, também aqui, a má época que realizaram.
Confirmaram-se os nossos dotes adivinhatórios referentes aos horários dos jogos da 30ª e última jornada da Bwin Liga (ver post anterior).
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Assim, a ronda inicia-se no sábado, às 19 horas e 45 minutos, com o Marítimo-Boavista, transmitido em directo na SportTV.
Os restantes encontros disputar-se-ão domingo, todos às 19 horas e 15 minutos, tendo transmissão directa as partidas em que participam os três "grandes": o Benfica-Académica e o FC Porto-Desp. Aves em simultâneo na SportTV e o Sporting-Belenenses na TVI.
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Eis o programa completo da derradeira jornada da Liga principal do futebol português:
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Benfica - Académica....................20/5..............19 e 15 horas............SportTV FC Porto - Desp. Aves..................20/5..............19 e 15 horas.............Sport TV Sporting - Belenenses...................20/5..............19 e 15 horas.............TVI Braga - Nacional............................20/5..............19 e 15 horas Beira Mar - Paços Ferrª................20/5..............19 e 15 horas Estª Amadora - U.Leiria................20/5..............19 e 15 horas Naval - V. Setúbal..........................20/5..............19 e 15 horas Marítimo - Boavista.......................19/5...............19 e 45 horas
A 29ª jornada da Bwin Liga, disputada este fim-de-semana, acabou por consagrar a manutenção da nossa Académica no escalão principal do futebol português.
Porém, como sucedeu muitas vezes ao longo deste Campeinato, tal ficou a dever-se, não ao nosso mérito, mas ao demérito alheio. Com efeito, na recepção ao Sporting, a Briosa abervou a décima (!...) derrota em 15 jogos disputados no ECC, algo que julgamos constituir um "record" negativo na história do clube. Valeu que todos os nossos adversários tiveram a nesma sorte. Assim, o Beira Mar foi copiosamente derrotado na Madeira, no terreno do Nacional, enquanto que Desp. Aves e V.Setúbal baqueram em "casa" ante Estrela da Amadora e Benfica, respectivamente. Como, para garantir a permanência, bastava que dois deles não ganhassem, é caso para dizer que nem havia necessidade de tanta "bênção". Em termos práticos, a Académica confirmou, igualmente, o 13º lugar como a sua classificação na Liga principal do futebol português de 2006/2007, de onde nunca saiu desde o final da 1ª "volta". Assim, os quatro pontos de vantagem sobre os lugares de despromoção (a tal "almofada" de segurança face à "linha de água"), garante que a Briosa não poderá ficar pior posicionada. De igual modo, os seis pontos de atraso face ao "trio" constituído por Boavista, Naval e Marítimo impedem qualquer melhoria classificativa.
Desta forma, a visita à Luz, na última jornada, servirá apenas para cumprir calendário. Contudo, e uma vez que há terceiros em jogo, espera-se que a equipa mantenha uma atitude digna, lutando por obter o melhor resultado possível.
Eis os resultados dos encontros da 29ª jornada:
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Académica - Sporting....................0-2 Belenenses - Marítimo....................2-0 Desp. Aves - Estª Amadora...........0-1 U.Leiria - Naval................................2-2 Nacional - Beira Mar.......................3-0 V. Setúbal - Benfica........................0-1 Paços Ferrª - FC Porto...................1-1 Boavista - Braga..............................0-1
A classificação actual está assim ordenada:
F.C.Porto.................66 Sporting...................65 Benfica.....................64 Belenenses..............49 Braga.......................49 Paços Ferrª.............41 U. Leiria...................40 Nacional ..................38
Recordamos agora o calendário da 30ª e última jornada, a disputar no próximo fim-de-semana:
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Benfica - Académica
FC Porto - Desp. Aves
Sporting - Belenenses
Braga - Nacional
Beira Mar - Paços Ferrª
Estª Amadora - U.Leiria
Naval - V. Setúbal
Marítimo - Boavista
Como se trata de uma das duas últimas jornadas, todos os jogos deveriam disputar-se domingo, às 16 horas. Podem, no entanto, registar-se alterações, deste que satisfaçam as condições definidas no Regulamento de Competições e que aqui deixamos, a exemplo da semana passada: Ao contrário do que sucede nas outras 28 rondas, em que se aplica o ponto 1 do artº 15º do Regulamento de Competições da Liga (que permite ao visitado fazer essa alteração sem consentimento do visitante), aqui vigora o ponto 9 do mesmo artigo, que dispõe o seguinte:
"Não pode ser autorizada a alteração das datas e horas dos jogos das duas últimas jornadas de qualquer competição oficial a disputar por pontos." As excepções a essa norma são, depois, explicitadas num parágrafo único, com a seguinte redacção:
"Exceptuam-se da limitação constante deste número os jogos, devidamente autorizados pela Comissão Executiva, cujos resultados não tenham interferência, directa ou indirecta, na tabela classificativa, em matéria de promoções, despromoções, conquista do primeiro lugar e de lugares de acesso às competições da UEFA." Segue-se uma nota, que reza assim:
"Esclarece-se que a Comissão Executiva, com relação aquelas duas últimas jornadas, visando permitir a transmissão televisiva directa dos jogos, pode autorizar as alterações de jogos que envolvam todos os Clubes que lutem para o mesmo objectivo, desde que o resultado desses jogos não tenha qualquer influência nos aspectos classificativos relevantes, discriminados no parágrafo único antecedente, envolvendo terceiros Clubes da mesma competição, devendo esses jogos alterados ser realizados simultaneamente."
. Isto significa que todos os encontros terão de disputar-se à mesma hora, à excepção do Marítimo - Boavista, única partida que não interfere com as questões do título, despromoções e qualificações para provas da UEFA. Provavelmente, e tal como sucedeu na ronda anterior, todos as partidas serão disputadas às 19 horas e 15 minutos, com transmissão televisiva dos jogos dos três "grandes". Já o encontro dos Barreiros deverá ser jogado na véspera e, eventualmente, transmitido pela SportTV.
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P.S. - Por motivos profissionais, estive a maior parte da passada semana em Itália, só tendo regressado a Portugal ontém, ao fim da tarde. Por isso, não assisti ao jogo com o Sporting, tendo apenas seguido o relato pela rádio, no regresso a Coimbra.
Depois de chegar, vi toda a polémica acerca do concerto de George Michael e do eventual estado do relvado. Curiosamente, fui o primeiro a levantar a questão, num post que publiquei no dia 17 de Abril. Na altura, toda a gente desvalorizou o problema. Não entendo, pois, a razão para tanta polémica.
Já agora, e ainda sobre esse assunto, quero manifestar o meu total apoio e solidariedade ao Gonçalo Cabral e à opinião que expressou neste blogue. Apesar do futebol ser paixão, há valores éticos que têm de imperar, entre os quais o respeito pelos nossos adversários. Temos de manter o espírito crítico e, por vezes, ser "politicamente incorrectos", mesmo correndo o risco de ser incompreendidos.
Este é um post que vem já atrasado, mas mais vale tarde que nunca. A Académica perdeu este Domingo com o Sporting mas uma alegria ficou reservada para o final do jogo: a manutenção na Liga Bwin.
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Sincronizados os relógios dos árbitros, começaram às 19:15h todos os jogos onde se lutava pelos lugares europeus e fuga à despromoção. A Académica tinha um teste de fogo defrontando uma equipa que, este ano, nunca perdeu fora. Manuel Machado fez alinhar, mais uma vez frente a um adversário teoricamente superior, um esquema de três defesas. Com Pedro Roma na baliza, Medeiros, Káká e Litos formaram o trio de defesas centrais. Pela esquerda o goleador Lino enquanto do outro lado Sarmento fechava o lado direito. No centro, Paulo Sérgio e Roberto Brum ficando para a frente Filipe Teixeira, Miguel Pedro e Joeano.
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Perante esta disposição dos jogadores, uma analogia começou de imediato a ser feita com outros jogos, nomeadamente o jogo em Alvalade para a Taça de Portugal. A culpa pode nem ser da táctica, até porque em 3 minutos não dá para provar nada a ninguém, mas a verdade é que mais uma vez a Académica entrou a perder. Numa jogada rápida pelo lado direito que defende a Académica, surge o cruzamento desviado por Medeiros trai Pedro Roma que vê Liedson empurrar a bola para a sua baliza. A Académica começava mal e a coisa podia até ter sido pior, logo de seguida numa defesa para a frente, o guarda-redes na Briosa faz penalty. Tal como na Madeira, Roma resolveu.
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A partir daqui, o jogo equilibrou-se. Lino e Sarmento acertaram as marcações e a equipa começou a ser mais eficaz. No entanto, devido a Paulo Sérgio e Roberto Brum serem jogadores mais defensivos, faltou sempre a transposição rápida para a frente. Filipe Teixeira esteve sempre muito marcado e a bola raramente chegou a Joeano. O técnico da Briosa fez o que tinha fazer e tirou medeiros para entrar Gyano. Na primeira parte, poucas foram as oportunidades claras de fazer golo. Primeiro Káká de cabeça por pouco não fez golo e em seguida foi Lino a atirar de livre directo à barra.
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Na segunda parte, a equipa tinha de reagir para chegar ao empate. Mesmo sabendo que, ao intervalo, todos os resultados dos adversários na luta pela permanência eram favoráveis a Académica reentrou na partida para marcar. Com a entrada de Dame, o que faltou na primeira parte foi colmatado. O jogador ganhou inúmeras bolas e foi sempre rápido a levar para a frente. A jogar assim, as oportunidades surgiram naturalmente. Primeiro foi Gyano e em seguida o senegalês a atirar à barra. Do outro lado, sempre que havia algum perigo, Pedro Roma resolveu dando confiança à equipa. O tempo ia passando e as forças começaram a faltar. O Sporting ia fazendo uma gestão inteligente do resultado e quis defender o resultado. Já no final, perder por um perder por mil, com uma bola nas costas da defesa, João Moutinho deixou Pedro Roma escolher por onde queria a bola. Se por um lado o guarda-redes escolhesse fechar o poste, estavam dois jogadores do Sporting preparados para o cruzamento. Pedro Roma preferiu evitar o cruzamento até porque o jogador com a bola nos pés tratava-se de um médio conhecido por distribuir jogo. Lamentável a atitude dos jogadores do Sporting após o golo. Com tantos camaeões no estádio, foram festejar em frente à Mancha Negra fazendo gestos provocativos. Por certo, se estivéssemos em Guimarães isto não sucedia. Não havia nada a fazer e 0-2 era o resultado final. .
Os "pretos" uma a um:
Pedro Roma (5) - Nada podia fazer nos golos, sendo que no primeiro pareceu traido com o toque de Medeiros. Defendeu tudo o que era preciso e com brilho - o melhor da Briosa. .
Medeiros (2) - Entrou mal e podia ter comprometido a equipa com um passe mal medido logo no início do jogo. Quando Manuel Machado teve que mexer, foi o jogador óbviamente escolhido para sair.
Káká (3) - Calhou-lhe mais uma vez marcar Liedson. Uma missão difícil que resolveu sempre com eficácia. No entanto, o 31 do Sporting conseguiu marcar um golo e ganhar o penalty. .
Litos (3) - A experiência é notável quando tem de ocupar espaços e prever as jogadas defensivas. No entanto, não tem velocidade para acompanhar um contra-ataque e é muitas vezes ultrapassado.
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Lino (4) - Entrou mal e sem saber onde se posicionar. Com a evolução da equipa melhorou e fez uma grande segunda parte.
Sarmento (3) - Foi permeavel mas tinha também uma tarefa extremamente complicada. Nani não é um jogador vulgar e hoje provou-o.
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Roberto Brum (3) - Jogou apenas durante a primeira parte e fez aquilo que sabe. Defendeu bem mas não se pode pedir para levar o jogo para a frente como um número 10. Não que estivesse desiludido com a exibição do brasileiro, Manuel Machado para ser ambicioso teve que mexer para colocoar Dame.
Paulo Sérgio (4) - Mais uma grande exibição daquele que andava pelos relvados da segunda divisão. Destroi imenso jogo e é uma autentica muralha impossível de derrubar.
Filipe Teixeira (3) - O seu valor está já mais que provado. Teve marcação serrada o jogo inteiro o que não lhe permitiu espalhar a magia que traz dentro de si. Esteve bem ainda assim e conseguiu fazer mexer o ataque da Briosa.
Miguel Pedro (3) - A equipa teve pouco caudal ofensivo na primeira parte e isso fez com que passasse discreto no jogo. Na segunda parte esteve mais interventivo mas sem que conseguisse brilhar.
Joeano (3) - Sozinho no meio dos leões tentou sempre ganhar as bolas que iam ter lá à frente. Nunca teve oportunidades de atirar à baliza mas só pelo suor que deixa em campo merece nota positiva.
Gyano (2) - Ganhou várias bolas de cabeça mas na cara do golo não conseguiu marcar quando teve oportunidade.
Dame (4) - Com um jogo assim devia ter sido titular.
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Nestor Alvarez (-) - Entrou para tentar marcar um golo. Pouco tempo em campo nem deu para entrar no ritmo de jogo.
A Académica perdeu hoje com o Sportiog por 2-0, em encontro disputado no ECC. Os golos dos "leões" foram marcados por Liedson e por João Moutinho, aos 4 e 89 minutos, respectivamente. Apesar da derrota, a Briosa assegurou a manutenção na BwinLiga, dado que os seus adversários directos foram derrotados.
Já estão escolhidos os 18 jogadores que Manuel Machado poderá contar para o último jogo da época no Estádio Cidade de Coimbra. O Académica - Sporting joga-se amanhã às 19:15h e terá transmissão directa na TVI.
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O técnico da Briosa não surpreendeu na sua convocatória até porque, devido ao grande número de lesionados, isso não seria possível. De destacar o regresso do defesa direito Nuno Luís que rende Vítor Vinha que se lesionou no jogo com o Marítimo. De volta e quase certo para a titularidade está Káká que cumpriu um jogo de suspensão na passada jornada e Nestor Alvarez preterindo Manuel Machado do brasileiro Lira.
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Embora todos os jogos se realizem à mesma hora, Manuel Machado afirmou ontem em conferência de imprensa que "dependemos só de nós e não queremos estar à espera dos resultados dos outros. A vitória sobre o Sporting garante-nos a permanência em termos matemáticos e é por ela que vamos lutar." 2007 tem sido um mau ano para a Académica no que toca a jogar em casa. O técnico desvaloriza a estatistica afirmando que "não é por estarem sem ganhar em casa que os jogadores vão estar inibidos ou que isso passa a ser uma desvantagem. Eles sabem que têm feito boas exibições que não têm tido reflexo no rendimento. O que queremos fazer contra o Sporting é precisamente jogar bem e pontuar, neste caso a triplicar."
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A ausência de Vítor Vinha poderá levar a alterações no sistema táctico. O uso de 3 centrais parece a solução mais viável até porque tem sido hábito do treinador nos jogos, à partida, com maior grau de dificuldade. "Atendendo até aos jogadores que estão disponíveis e a gestão que é preciso fazer, estou a equacionar essa possibilidade." Jogue quem jogar, uma coisa é certa: "queremos jogar olhos nos olhos".
Continua ao rubro o Briosómilhões 06/07 na luta pelos lugares cimeiros. Pedro Constantino mantém a liderança beneficiando da falha de Gato Preto ao deixar passar a jornada em claro. Quem aproveitou foi ZenunO que acertando no resultado e no M&M da semana, somou 4 pontos aos 59 já contabilizados. Assim, está agora a 4 Pontos da tão desejada liderança.
As próximas duas jornadas prometem reviravoltas na tabela. A não esquecer a fórmula mágica para o palpite secreto:
Desde que chegou ao clube de Alvalade, em 2003, que o ponta de lança Liedson tem causado estragos nas balizas adversárias, nomeadamente a Pedro Roma - o guarda-redes da Académica. Em 7 partidas disputadas, o "levezinho" marcou por 7 vezes sendo que em Coimbra Roma nunca conseguiu ganhar ao brasileiro. Por outro lado, foi em Alvalade e em dois anos consecutivos que a Académica saiu a pontuar sem sofrer golos. Primeiro no empate a zero em 2004 e no ano seguinte na vitória por 0-1 sempre no comando de Nelo Vingada.
O duelo ganha interesse depois do jogo do ano passado em que Pedro Roma viu a segunda expulsão em toda a sua carreira por ter agredido o avançado leonino. A Académica perdia por 0-2 e após um pontapé de canto agarrado por Pedro Roma, Liedson colocou-se à sua frente impedindo a recolocação da bola na frente. Como resposta, o capitão da Briosa reservou-lhe uma cotovelada que foi devidamente punida pelo árbitro.
No jogo de Domingo, o duelo será no mínimo interessante. Por um lado, Pedro Roma tem tradição de arrancar grandes exibições frente ao Sporting, ainda para mais depois do penalty defendido na Madeira que pode ter garantido a manutenção à Académica. Do outro lado, Liedson atravessa a melhor fase da época e depois do último jogo é já o melhor marcador da liga com 13 golos.
COMUNICADO DA DIRECÇÃO DA ACADÉMICA Uma resposta menos feliz...
Surgiu ontem no Site Oficial da Académica, o comunicado em resposta às recentes dúvidas sobre o eventual estado do relvado do Estádio Cidade de Coimbra, devido ao concerto que se realizará na véspera do jogo Académica X Sporting.
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A obrigação de um clube de princípios como o é a Académica, e até pelas boas relações que sempre existiram entre os dois clubes, ditava que um eventual comunicado de esclarecimento, demonstrasse elevação e educação, coisas muitos distantes do que se viu no esclarecimento público. Tratou-se pois de uma atitude que envergonhou todos aqueles que revêem numa Académica diferente - para melhor - e que se viram confundidos com os demais clubes em guerrilhas constantes que têm tanto de desnecessário como de deselegante.
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Com preocupações compreensiveis, e que inclusivamente já tinham sido colocadas pelos próprios associados da Briosa, surgiu uma resposta digna de uma discussão entre crianças, ou entre peixeiras da aldeia, ao estilo "quem o chama é quem o é" quando se alude ao estado do relvado de Alvalade em épocas passadas, mas que ainda assim cai menos mal do que o parágrafo final onde se pode ler "mas não admitiremos que para desculpar um eventual desaire desportivo o Sporting alegue razões que a própria razão desconhece.". Diz isto o 13º classificado para o 2º, um argumento consistente, e de uma classe irrepreensível como facilmente se pode ver.
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Quem gere uma instituição como a Académica tinha a obrigação de ser superior num esclarecimento, e não indelicada, desculpando-se com o mal dos outros para justificar, e esquecer-se que mais do que um relvado em melhor ou pior estado, o mal da época é completamente da sua responsabilidade, que foi a fraquíssima prestação da equipa no ano de 2006/2007 e que a duas jornadas do fim ainda não garantiu sequer a manutenção no principal escalão do futebol português.
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Assim, há apenas a lamentar uma atitude menos feliz desta direcção, que esperemos que não se repita.
Foi marcado para o próximo Domingo às 19:15h todos os jogos da Liga Bwin em que se compete por lugares de acesso às competições europeias e fuga à despromoção. Assim, tal como Académica - Sporting, Paços de Ferreira - Porto, Nacional - B. Mar, V.Setúbal - Benfica, Aves - Estrela da Amadora e União de Leiria - Naval terão também de ser jogados à mesma hora.
A direcção da Académica já colocou à venda os ingressos para o jogo e pode ler-se em comunicado no site oficial:
"Bancada Sul Inferior -20 euros para o público, sofrendo um desconto de 50 por cento para as crianças até aos 10 anos (10 euros o bilhete, portanto).
Bancada Sul Superior - 25 euros, mantendo-se o preço dos bilhetes infantis nos 10 euros
Bancada Central (Nascente e Poente Inferior) - 30 euros. .
Bancada Central (Nascente Superior) - 35 euros e 40 euros
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Bancada Central (Poente Superior) – 40 euros.
Em todos os casos, os bilhetes para as crianças até aos 10 anos custam 10 euros.SÓCIOS:Para os sócios que não tiverem adquirido bilhete de época, os bilhetes custarão 10 euros para as bancadas inferiores e 12,5 euros para as bancadas superiores.Os sócios da Briosa que tenham menos de 10 anos de idade pagam um bilhete único de cinco euros.
Os sócios que tenham bilhete de época devem ter as suas quotas em dia, o que equivale a dizer que devem ter a quota de Abril paga."
Para o adeus ao Estádio Cidade de Coimbra na presente época desportiva, houve já polémica em relação ao estado do relvado para a caça ao leão. Depois da direcção do Sporting ter questionado o problema, o presidente da Académica José Eduardo Simões respondeu hoje à Antena1 que "se o Sporting se mostra tão preocupado com o estado do relvado é porque está com medo de perder o jogo". O golo sofrido em Alvalade não foi ainda esquecido e para o presidente, "há umas contas a ajustar, agora em Coimbra". Para se evitar o "diz que disse" foi também hoje emitido um comunicado no site oficial afirmando que "estão garantidas as melhores condições para que no domingo se realize o jogo Académica – Sporting. Disso mesmo já demos conhecimento à LPFP."
Manutenção ainda não está garantida, mas a "almofada" pode ser suficiente
A 28ª jornada da Bwin Liga, disputada este fim-de-semana futebolístico, não tendo começado com boas perspectivas, acabou por não se revelar negativa para os interesses da Académica, apesar de ainda não podermos fazer a festa da permanência.
As derrotas de Desp. Aves e V.Setúbal em Leiria e Alvalade, respectivamente, constituíram boas notícias para a Briosa. Contudo, a ronda começara mal para as nossas cores, com o triunfo do Beira Mar frente ao Boavista, num jogo que ficou marcado pela atitude passiva dos "axadrezados", indigna dos pergaminhos do clube. Assim, o empate dos "pretos" na Madeira, frente ao Marítimo, pode, face aos resultados dos seus concorrentes directos, ser considerado um desfecho relativamente positivo.
Em termos práticos, a Académica continua no 13º lugar da Liga principal do futebol português, mantendo a "almofada" de segurança de que dispõe face à "linha de água". Assim, a Briosa continua com quatro pontos de vantagem sobre os lugares de despromoção. Por seu turno, Desp. Aves e Beira Mar encontram-se agora na 14ª posição (com vantagem para os nortenhos, devido aos golos marcados "fora" nos confrontos directos), enquanto que o V.Setúbal caiu no último posto, com um ponto a menos que avenses e aveirenses. Entretanto, à nossa frente, o Estrela da Amadora, que recebeu e bateu o Paços de Ferreira, assegurou a permanência com relativo à vontade.
Recordamos, agora, os jogos que faltam aos quatro últimos classificados da Liga principal do nosso futebol:
Académica (26 pontos) - Sporting (C) e Benfica (F)
Desp. Aves (22 pontos) - Estª Amadora (C) e FC Porto (F)
Beira Mar (22 pontos) - Nacional (F) e Paços Ferrª (C)
V.Setúbal (21 pontos) - Benfica (C) e Naval (F)
Como se pode verificar, a Briosa só seria despromovida se não atingisse os 28 pontos (equivalentes a duas igualdades) e duas das equipas que se encontram atrás de nós ganhassem os dois últimos jogos.
Ao invés, se duas dessas equipas não ganharem uma das duas partidas que lhes restam, a Académica assegura automaticamente a manutenção, mesmo que perca os encontros que a opõem aos dois "grandes" lisboetas.
Atendendo a que o Desp. Aves terá de visitar o Dragão, em jogo que o FC Porto terá, muito provavelmente, de vencer para revalidar o título de campeão (a não ser que tenhamos "travado" o Sporting na jornada anterior) e que o V. Setúbal ainda recebe um Benfica, que, apesar de muito desfalcado, luta pela entrada directa na Liga dos Campeões, não será fácil para estes nossos adversários obter seis pontos nas partidas que lhes falta disputar. Mesmo o Beira Mar não terá a vida facilitada, pois ainda defronta duas equipas que disputam uma presença na próxima edição da Taça UEFA (embora o Nacional muito remotamente).
Logo, se existem boas probabilidades de a Briosa se manter na Liga principal do futebol português, o certo é que a permanência não está garantida. Vamos, pois, ter, pelo menos, mais uma semana de sofrimento.
Eis os resultados dos encontros da 28ª jornada:
Marítimo - Académica.................0-0
Beira Mar - Boavista.....................1-0
FC Porto - Nacional......................2-0
Benfica - Naval..............................2-1
Estª.Amadora - Paços Ferrª........1-0
U.Leiria - D.Aves...........................3-1
Braga - Belenenses......................2-1
Sporting - V.Setúbal..................... 3-1
A classificação actual está assim ordenada:
F.C.Porto.................65
Sporting...................62
Benfica.....................61
Belenenses..............46
Braga.......................46
Paços Ferrª.............40
U. Leiria....................39
Nacional ..................35
Boavista...................32
Marítimo....................32
Naval.........................31
Estª Amadora..........31
ACADÉMICA...........26
Desp. Aves...............22
Beira Mar..................22
V.Setúbal..................21
Recordamos agora o calendário da 29ª e penúltima jornada, a disputar no próximo fim-de-semana futebolístico:
Académica - Sporting
Belenenses - Marítimo
Desp. Aves - Estª Amadora
U.Leiria - Naval
Nacional - Beira Mar
V. Setúbal - Benfica
Paços Ferrª - FC Porto
Boavista - Braga
Como se trata de uma das duas últimas jornadas, todos os jogos deverão disputar-se domingo, às 16 horas.
Podem, no entanto, registar-se alterações, deste que satisfaçam as condições definidas no Regulamento de Competições e que voltamos a recordar:
Ao contrário do que sucede nas outras 28 rondas, em que se aplica o ponto 1 do artº 15º do Regulamento de Competições da Liga (que permite ao visitado fazer essa alteração sem consentimento do visitante), aqui vigora o ponto 9 do mesmo artigo, que dispõe o seguinte: "Não pode ser autorizada a alteração das datas e horas dos jogos das duas últimas jornadas de qualquer competição oficial a disputar por pontos."
As excepções a essa norma são, depois, explicitadas num parágrafo único, com a seguinte redacção: "Exceptuam-se da limitação constante deste número os jogos, devidamente autorizados pela Comissão Executiva, cujos resultados não tenham interferência, directa ou indirecta, na tabela classificativa, em matéria de promoções, despromoções, conquista do primeiro lugar e de lugares de acesso às competições da UEFA."
Segue-se uma nota, que reza assim: "Esclarece-se que a Comissão Executiva, com relação aquelas duas últimas jornadas, visando permitir a transmissão televisiva directa dos jogos, pode autorizar as alterações de jogos que envolvam todos os Clubes que lutem para o mesmo objectivo, desde que o resultado desses jogos não tenha qualquer influência nos aspectos classificativos relevantes, discriminados no parágrafo único antecedente, envolvendo terceiros Clubes da mesma competição, devendo esses jogos alterados ser realizados simultaneamente."
Isto significa que, se houver alteração do horário do Académica-Sporting, terão de ser igualmente mudados os encontros V.Setúbal - Benfica, Nacional - Beira Mar, Desp. Aves - Estª Amadora, Paços de Ferrª - FC Porto e U.Leiria - Naval.
Um penalty falhado por Marcinho, que atirou fraco e denunciado, permitindo a defesa de Pedro Roma, roubou a Alberto Pazos a primeira vitória no comando técnico do Marítimo.(...) Já a Académica, que criou ocasiões suficientes para ganhar, somou mais um ponto e ficou quatro acima da linha de água. . A Académica sempre a criar mais perigo
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Regressando ao jogo, e começando pelo início, é necessário dizer que a primeira parte deixou poucas saudades nos cerca de três mil espectadores que assistiram ao jogo nos Barreiros. Três quartos de hora de muitas faltas e pouco futebol. O Marítimo mostrou pouca imaginação para vencer uma equipa de Coimbra que esteve bem em termos defensivos. A Académica conseguiu transformar o maior domínio insular numa mão cheia de nada e depois, na saída para o ataque, jogou rápido, com transições velozes que pecaram apenas no último passe ou na hora do remate. Mesmo assim, só por infelicidade não saíram para o intervalo em vantagem. Nos minutos finais da primeira parte, Filipe Teixeira e Dame ficaram muito perto do golo. Já o Marítimo, apenas por uma vez criou perigo. Foi na sequência de um erro de Pedro Roma, que deixou antecipar-se por Gregory e conseguiu depois em esforço agarrar a bola. Da primeira parte sobra ainda um golo que parece bem anulado a Lipatin e nada mais. Muito pouco, portanto.
Na segunda parte, houve mais um bocadinho de emoção e sobretudo mais um bocadinho de oportunidades de golo. A Briosa continuou por cima, mais perto da vitória do que o contrário, também porque Manuel Machado arriscou, retirou o lateral Vítor Vinha para colocar o avançado Joeano (fazendo recuar Lino para a defesa), o que trouxe um carácter mais ofensivo ao futebol da equipa. A formação de Coimbra continuou a manter a defesa insular em alerta permanente, cada vez mais, aliás, e pelo menos por duas vezes (num remate de Joeano que levou os suplentes da equipa a gritar golo e numa cabeçada de Litos que obrigou Marcos a grande defesa) podia ter feito o golo. Já o Marítimo, e para além da tal grande penalidade, criou perigo também num outro remate de Marcinho, arrancado quando seguia isolado para a baliza, por cima da barra. Este não era, definitivamente, um jogo para desfazer o nulo.
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Sob a arbitragem de Paulo Pereira, de Viana do Castelo, as equipas alinharam:
Marítimo - Marcos; Zé Gomes (Djalma, 78), Milton do Ó, Gregory e Evaldo; Smit; Olberdam, Filipe Oliveira e Marcinho; Lipatin e Mbesuma (Gonçalo, 54).
Académica - Pedro Roma; Sarmento, Litos, Medeiros e Vítor Vinha (Joeano, 46); Paulo Sérgio e Alexandre (Roberto Brum, 57); Miguel Pedro, Filipe Teixeira e Lino; Dame (Gyano, 84).
Disciplina: Cartões amarelos a Olberdam (49) e Medeiros (65).
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Classificação atribuída aos jogadores da Briosa:
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Pedro Roma (4)
Sarmento (3)
Litos (3)
Medeiros (2)
Vítor Vinha (2)
Paulo Sérgio (3)
Alexandre (3)
Miguel Pedro (2)
Filipe Teixeira (4)
Lino (3)
Dame (4)
Joeano (2)
R. Brum (2)
Gyano (-)
. O melhor da Briosa: Filipe Teixeira
Filipe Teixeira não sabe jogar mal. É o criativo da Académica. Sempre que tem a bola nos pés, dá-lhe um bom caminho. Por isso mesmo conferiu ao futebol da Briosa um toque de criatividade que lançou o perigo sobre a defesa do Marítimo, ao mesmo tempo que se mostrou o municiador do ataque de Coimbra. Por uma vez ficou perto do golo, num remate que Marcos defendeu, mas em mais duas ocasiões serviu os companheiros para finalizações que ameaçaram o golo: a primeira num remate de Dame, a segunda num cabeceamento de Litos.
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(*) Crónica, ficha do jogo, classificações e destaque de João Manuel Fernandes, retirados do site "Maisfutebol".
DAME, FILIPE TEIXEIRA E JOEANO CONVOCADOS De volta o motor, o mágico e o matador
A Académica faz amanhã a penúltima partida fora de portas para o campeonato nacional 2006/2007. Desta vez o adversário é o Marítimo na Madeira. A última deslocação a este arquipélago não traz boas recordações para os "estudantes" que saíram derrotados por quatro golos sem resposta ante o Nacional. Desta vez, Manuel Machado prometeu que a equipa ia jogar para a vitória, o que garantira a permanência na Liga Bwin. . . . .
A equipa a apresentar amanhã irá forçosamente sofrer alterações em relação aos 11 que iniciaram o jogo com o Braga. A expulsão de Káká deverá fazer render Medeiros para o centro da defesa. Também Claudio Pitbull não foi chamado por se encontrar lesionado, juntando-se aos já inaptos anteriormente Pavlovic, Nuno Piloto, Hélder Barbosa e Nuno Luís. No entanto, nem tudo são más notícias - Dame, Filipe Texeira e Joeano estão de regresso à convocatória. Enquanto que o senegalês cumpriu com o Braga um jogo de castigo pela acumulação do quinto amarelo, Filipe Teixeira e Joeano recuperaram das lesões e estão agora aptos para defrontar o Marítimo.
Aqui ficam os 18 escolhidos de Manuel Machado:
24 Pedro Roma 1 Douglas 2 Joeano 3 Danilo 5 Alexandre 6 Roberto Brum 8 Paulo Sérgio 10 Filipe Teixeira 12 Sílvio 14 Medeiros 16 Lino 18 Vítor Vinha 19 Miguel Pedro 20 Lira21 Litos 22 Sarmento 29 Gyano 77 Dame
A três jornadas do final, vão-se fazendo as contas para a permanência da Briosa. No Briosómilhões, a principal luta trava-se nos lugares cimeiros. Isolado continua Pedro Constantino com 64 Pontos, mais dois que o seu rival desde o início do campeonato - Gato Preto: 62 Pontos.
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No que falta resolver até final, muita coisa ainda pode mudar. Arriscar até ao fim poderá colocar qualquer um do pelotão da frente no primeiro lugar garantindo assim a camisola oficial 2006/2007. Recordamos que para aqueles que têm a fórmula mágica para o Briosómilhões e não querem partilhar o sucesso, podem fazer a aposta via e-mail através de simplesmentebriosa@hotmail.com.
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Em caso de dúvidas a caixa de comentário está sempre aberta.
Depois de uma experiência descontinuada há dois anos atrás, Roberto Brum relança agora o seu Site Oficial para todos aqueles que seguem a sua carreira poderem ter acesso a todos os dados acerca do futebolista que se encontra a fazer uma recta final de campeonato num nível altissimo.
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www.robertobrum.com é a ligação directa para um mundo inteiramente dedicado ao jogador. Biografia, Historial, algumas fotos e mesmo vídeos de golos do jogador são algumas das muitas coisas que se podem encontrar no sitio.
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Para final, pode ainda deixar a mensagem num espaço todo ele visualmente atractivo, e assim incentivar o craque para exibições ainda melhores.
Ao contrário da anterior, a 27ª jornada da Bwin Liga, disputada este fim-de-semana futebolístico (de 6ª a 2ª feira), não foi muito positiva para os interesses da Briosa, embora não se possa considerar catastrófica.
Assim, para além da nossa derrota "caseira" frente ao Braga (a nona da época no ECC!...), foi o triunfo do Desp. Aves na Figueira da Foz, ante uma Naval em nítida "perda de velocidade", o desfecho que mais contribuiu para agravar a nossa situação. Em contrapartida, a derrota do Beira Mar no Restelo e o empate do V.Setúbal na recepção ao Marítimo contribuíram para limitar os "estragos" causados pelo "voo" avense. Também a derrota do Estrela da Amadora na Madeira, frente ao Nacional, se pode considerar favorável às nossas aspirações, embora só um cataclismo possa fazer cair os amadorenses na zona de despromoção.
Em termos práticos, a Académica continua no 13º lugar da Liga principal do futebol português, mas a "almofada" de segurança de que dispõe face à "linha de água" voltou a reduzir-se, agora para quatro pontos, vantagem de que dispõe sobre o V.Setúbal, que desceu para o penúltimo lugar. Entretanto, os aveirenses "afundaram-se" na classificação e continuam no último posto, com os mesmos seis pontos de atraso relativamente a nós. Ao invés, os avenses saíram da "zona vermelha" e estão agora a três pontos da Briosa. Entretanto, imediatamente acima, o Estrela da Amadora, continua com três pontos à melhor sobre os "pretos" mas ainda não garantiu, matematicamente, a permanência.
Recordamos, agora, os jogos que faltam aos quatro últimos classificados da Liga principal do nosso futebol:
Beira Mar (19 pontos) - Boavista (C), Nacional (F) e Paços Ferrª (C)
Como se pode verificar, neste momento, o nosso calendário e o dos sadinos têm um grau de dificuldade equivalente. Assim, tanto nós como eles recebemos e visitamos os dois "grandes" lisboetas, ambos em luta por um lugar na Liga dos Campeões (remotamente, pelo título) e deslocamo-nos ao terreno de equipas já sem objectivos para esta época (o Marítimo, nós, e a Naval, eles).
Por seu turno, os avenses têm de tudo: uma deslocação a Leiria (equipa ainda com esperanças de poder qualificar-se para a Taça UEFA), a recepção a um Estrela da Amadora que poderá (ou não) ter a manutenção garantida e a ida ao Dragão, em jogo que poderá ser decisivo para os portistas festejarem o título.
Curiosamente, os aveirenses, apesar de pior classificados, dispõem de um conjunto de jogos bem mais acessível: a recepção a um Boavista tranquilo e a um Paços de Ferreira que poderá já ter assegurado a sua presença na Taça UEFA e, pelo meio, a deslocação ao terreno de um Nacional sem objectivos.
Eis os resultados dos encontros da 27ª jornada:
Académica - Braga...................0-1 Paços Ferrª - U.Leiria................0-0 Belenenses - Beira Mar.............2-0 Boavista - FC Porto ...................2-1 Naval - Desp.Aves......................0-1 Nacional - Estª Amadora...........1-0 V.Setúbal - Marítimo...................1-1 Benfica - Sporting.......................1-1
Recordamos agora o calendário e transmissões televisivas da 28ª jornada, a disputar no próximo fim-de-semana futebolístico:
Marítimo - Académica..................5/5...........16h00 Beira Mar - Boavista......................4/5...........20h30...........Sport TV FC Porto - Nacional.......................5/5...........19h15...........Sport TV Benfica - Naval................................5/5...........21h15...........TVI Estª.Amadora - Paços Ferrª..........6/5...........16h00 U.Leiria - D.Aves.............................6/5...........17h00 Braga - Belenenses........................6/5...........18h00...........Sport TV Sporting - V.Setúbal........................6/5...........20h15...........Sport TV