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Académica vence Tourizense por 1-0 no Bolão A Briosa entra com o pé direito na era Jorge Costa. Não apenas pelo resultado final, vitória por 1-0 face ao satélite Tourizense, mas também pelos sinais positivos dados por alguns dos reforços que hoje, pela primeira vez, envergaram a camisola negra. Os eleitos para iniciarem o encontro foram Ricardo, Pedrinho, Sow, Amoreirinha, Paulo Grilo, Bischoff, Diogo Melo, Diogo Gomes, Diogo Valente, Éder e Sougou, em 4x3x3. Um onze que misturou uma interessante dinâmica de meio de campo e alas, com algum carácter perdulário na frente de ataque. O golo não surgiu, logradas que foram várias oportunidades desperdiçadas por Éder, Diogo Valente e Diogo Melo. Como quem não marca, geralmente acaba por sofrer, oTourizense quase fez mote do jargão popular e numa oportunidade soberana, enviou uma bola com estrondo à barra da baliza à guarda de Ricardo. No segundo tempo, modificou-se o onze, a estrutura, sistema e modelo. O 4x3x3 transformou-se em 4x1x3x2 com Pedro Costa, Berger, Luís Nunes, Hélder Cabral, Júnior Paraíba, Hugo Morais, Amessan, Miguel Fidalgo, Carreño e Sissoko e o inevitável Ricardo na baliza – face à lesão de Peiser. A Académica apesar da mudança estrutural, continuou por a mandar no jogo, chegando ao golo por um livre na direita exemplarmente marcado por Hugo Morais, o melhor em campo neste primeiro jogo de temporada. Antes disso um golo mal anulado a Berger, de cabeça, na sequência de um canto marcado pelo ex-junior Sissoko. Até ao final, a Académica continuou a mandar nos destinos do jogo, apesar de não mais ter conseguido violar as redes de Barroca. O final do jogo chegou, curiosamente, não pelo apito do árbitro, mas pela activação do sistema de rega do Bolão, minutos antes do terminus real da partida, por indicação do vozeirão de Jorge Costa. Caloiros à lupa: Paulo Grilo – Recuou, pela transferência de Emídio Rafael, para o lado esquerdo da defesa da Académica. Tentou sempre a chegada rápida a espaços mais avançados do terreno, onde sabe que pode fazer a diferença. Apesar das debilidades naturais a defender, pela falta de rotina, mostrou pormenores de qualidade. Sow – Bom posicionamento defensivo na zona central, robustez física e jogo fácil, sem grandes invenções. Denota claramente falta de ritmo e velocidade. Para ser um verdadeiro reforço necessita de crescer nesta vertente. Diogo Melo – Parece ser, apesar de serem apenas 90 minutos de visionamento, um reforço na verdadeira acepção da palavra. Procura insistentemente a bola em fase de construção do jogo ofensivo, chega bem a espaços mais avançados, onde geralmente se decide, e bem, pela assistência ou pelo remate, quase sempre forte. Colocou Eder e Diogo Valente sempre na cara do golo, tendo tempo ainda para recuar em recuperação defensiva. Diogo Valente – Um valor reconhecido do futebol português, não quis deixar os créditos por mãos alheias e demonstrou sempre qualidade de jogo, com diversos raids pela esquerda, tendo ainda tido tempo para falhar um golo, numa jogada em que apareceu na cara do guarda-redes adversário. Júnior Paraiba – Ainda falta muito a este jogador para ser considerado um reforço na essência do termo. Jogador forte fisicamente, mas pouco mais mostrou. Aguardamos com expectativa o próximo encontro. Hugo Morais – Jogando a médio, na linha de três composta pelo próprio, Amessan e Sissoko, foi fundamental no processo ofensivo e defensivo. Simples e rápido a decidir, letal na hora de destruir, com voz de comando (a par de Berger), sem dúvida uma nota muito positiva para o jogador português. No final, ainda um livre exemplarmente marcado, que culminou num belíssimo golo. Carreño – Muito cedo ainda, para um jogador com apenas um treino e um jogo. Contudo apareceu 3 vezes na cara do golo, demonstrou ser um jogador simples em termos de processos, essencialmente de primeiro toque. Sissoko – Sempre com toque de bola refinado, ainda para mais em velocidade. Demonstrou qualidades intrínsecas que podem fundamentar o seu crescimento como real activo da primeira liga. Com um pouco de objectividade pode lutar por um lugar no plantel. ![]()
Espaço de Opinião Parafraseando Mao, a História – felizmente– repetiu-se. A Associação Académica de Coimbra conseguiu a permanência antecipada na I Liga, confirmando a estabilização entre os emblemas de elite do futebol português. A sedimentação na única competição que, à partida, se demonstra económico e financeiramente viável no panorama desportivo luso é um fato, sem sombra de dúvida, a ser sublinhado. A amostra é já larga e entre períodos de maior ou menor abundancia de recursos de capital, os objetivos fundamentais foram sempre atingidos. O adepto da Briosa, contudo, balança legitimamente entre o contentamento por mais um ano no top e a necessidade intrínseca de conseguir esgueirar-se uns pontos acima da curva da mediania. Não que o médio não satisfaça, note-se. Ele simplesmente enjoa. «O adepto da Briosa balança entre o contentamento por mais um ano no top e a necessidade intrínseca de conseguir esgueirar-se uns pontos acima da curva da mediania. Não que o médio não satisfaça, ele simplesmente enjoa.» Vivemos então num período em que sabemos que necessitamos da média – sem ela, pura e simplesmente não somos viáveis – mas ansiamos por algo mais. Algo que consiga empurrar a nossa Associação e os seus adeptos para um estatuto diferente. Algo que faça movimentar a cidade sem recursos agrilhoada por uma geração universitária imanentemente individualista. Precisamos, penso, de nos tornarmos adeptos de um modelo de exigência-prática. « Vivemos então num período em que sabemos que necessitamos da média – sem ela, pura e simplesmente não somos viáveis – mas ansiamos por algo mais.» EXIGÊNCIA-PRÁTICA AO NÍVEL DOS RECURSOS HUMANOS, DOS RECURSOS FINANCEIROS E EXIGÊNCIA-PRÁTICA NO PLANO DESPORTIVO. Este conceito encerra uma dificuldade intrínseca, contudo, no meu ponto de vista. Parte da preexistência do conceito de média. Assim, para nos tornarmos prático-exigentes, precisamos de previamente de estar acima (ou pelo menos ao nível) dos objetivos básicos propostos no ponto de partida de um ciclo. Acima da linha de água. No plano humano, desportivo e financeiro. ESTAMOS, HOJE, ACIMA DA MÉDIA NO PLANO HUMANO? Por questões de praticidade, subdividimos o plano humano em dois sectores. Plano humano ao nível do jogo e plano humano diretivo. Tratamos neste texto da capacidade humana ao nível do jogo: Temos uma equipa técnica capacitada e motivada. Com idéias que se identificam com o ideário académico ( a reverente rejeição de André Villas Boas aos convites dos obesos mórbidos do futebol português – que escandalizou a imprensa da capital - espelha de forma quase perfeita o romantismo das capas negras). Uma equipa técnica que é chamariz para jogadores acima dos níveis básicos de exigência prática. Assim, temos capacidade para, pesquisando de forma célere o mercado, encontrar material humano disponível para formar uma equipa de qualidade, ela igualmente bem acima da tangente da mediania. Ao nível da medicina desportiva e restantes agentes, estamos seguramente, no top 6 luso. « Temos uma equipa técnica capacitada e motivada. Com idéias que se identificam com o ideário académico. (...) Assim, temos capacidade para, pesquisando de forma célere o mercado, encontrar material humano disponível para formar uma equipa de qualidade » Assim, com André Villas Boas e com a estrutura basilar da(s) equipa(s) podemos, então, neste particular sector, ser prático-exigentes. Temos o direito de, se as restantes condicionantes humanas - juntamente com as exigências financeiras e desportivas - se posicionarem em ponto ótimo, exigir mais e melhor. Temos capacidade para atingir outro patamar desportivo, bem acima de um 10º lugar. AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR. E SEM VILLAS BOAS? Se «ontem» defendi em texto no Simplesmente Briosa, que ele era disparado, a melhor opção para a substituição de Rogério Gonçalves e igualmente sendo de fundamental importância para a sobrevivência da Académica a curto prazo, a continuidade do treinador no cargo em Janeiro, digo hoje que a Briosa pode continuar acima do nível médio de exigência da Liga sem o atual treinador. O mercado tem hoje várias opções para que continuemos acima da média, sem perda excessiva de qualidade. Jorge Costa, Carlos Carvalhal, Carlos Brito, eventualmente José Peseiro e Jesualdo Ferreira. Todos nomes que nos colocam, ainda, acima do nível mínimo de exigência expectável, sem perda de qualidade excessiva. André Villas Boas é o ponto óptimo, por motivos desportivos, de estabilidade desportiva da equipa, de conhecimento do mercado e de custo / beneficio. Mas abaixo dele ou ao nível dele, existem outras opções que ainda assim nos colocam bem acima do mero cumprimento dos objetivos mínimos. « André Villas Boas é o ponto óptimo (...) mas abaixo dele ou ao nível dele, existem outras opções que ainda assim nos colocam bem acima do mero cumprimento dos objetivos mínimos. » Considero que a parceria Villas Boas / AAC-OAF é, neste momento, amplamente benéfica para as duas partes. O treinador precisa demonstrar que a manutenção não foi conseqüência lógica de alguma capacidade desportiva e motivacional (potenciada pela falta de capacidade gritante de Rogério Gonçalves), aliada à qualidade humana do plantel negro, especialmente depois do jogo de Belém. Já durante esse jogo e especialmente no ciclo que se seguiu a equipa parece ter-se deslumbrado, só dando conta da sua real situação depois do jogo com o Benfica. Voltou a si, felizmente, no estádio do Mar, onde finalmente respirou de alívio. A Briosa, claro, necessita de Villas Boas para não ter necessidade de novamente arriscar. De recomeçar um projeto, de ter de se adequar de novo a novas idéias e a novo período de experimentação. Termino este primeiro texto, enfatizando que André Villas Boas é a melhor opção para a Académica, se quiser ficar. Se a sua vontade for a saída e se a cláusula de rescisão for preenchida, a Académica deve procurar imediatamente um nome que a coloque com pontos de vantagem em relação aos demais competidores (nomes que existem,hoje, no mercado – e amanhã?). Que se decida rapidamente o futuro. Em nome da exigência-prática. ![]()
Não são conhecidos os motivos da saída do professor Rui Silva,
percebendo-se apenas que a iniciativa partiu da Académica e que por
resultados não pode ter sido. Falar de resultados, na formação, é falar
de algo completamente diferente, que só entende quem tem vocação para
trabalhar na área, mas mesmo pelos outros não pode, de facto, ter sido:
5º lugar, num campeonato de 12 equipas, a quatro do pontos do 3º.
Derrotas apenas com Boavista, com o líder FC Porto (duas) e ainda com o
Beira-Mar, esta um mais do que evidente acidente de percurso. Porque o
resto são, a oito jornadas do fim da primeira fase, oito vitórias e
dois empates. Certo é que, durante a década de serviço à Briosa, Rui
Silva, um antigo jogador da casa, obteve sempre resultados, mesmo
quando as condições eram poucas – ou nenhumas. Por isso, esta é uma
notícia estranha. Digo-o porque, no início da minha carreira no
jornalismo, tive o privilégio e o prazer de acompanhar muitos dos jogos
das suas equipas, a maior parte dos quais disputados em Barcouço, onde
testemunhei bom futebol, competência, organização, fair-play, onde vi
espírito de grupo e união, onde vi Académica. A Académica não pode
dispensar quem faz por mantê-la viva e, infelizmente, não é a primeira
vez que cai neste erro. Que seja a última. PS1. A Académica não perdeu só Rui Silva. Perdeu também Vítor
Severino, seu adjunto, um dedicado e competente jovem técnico. A Tiago
Conde, até aqui número dois de Vaz Pinto nos juniores, reconheço
empenho, esforço e gosto pela modalidade. Que tenha sorte. PS2. Esta decisão, que penso que deveria ser publicamente
explicada, apenas ensombra o bom trabalho que a Académica está a
desenvolver na formação. Há jogadores internacionais, promessas que a
instituição pode e deve aproveitar, e há bons resultados – juvenis
incluídos. Luís Viegas ![]()
Depois de alguns dias de especulação sobre o nome do próximo treinador da Briosa, eis que surge um nome surpreendente. André Villas Boas, adjunto de José Mourinho na Internazionale de Milão e fiel escudeiro do melhor treinador português da atualidade desde os temos de Leiria, é apontado como o nome a suceder a Rogério Gonçalves no comando técnico dos pretos. ![]()
Doença de comunicados Primeiro por querer ficar nas 7 primeiras posições do campeonato, fazer melhor do que Domingos Paciência e ao mesmo tempo apresentar em campo uma formação sem ambição e demasiadamente retraída e nunca alterada na sua mentalidade ultra-defensiva, de manutenção primária. Depois porque nunca soube encontrar uma verdadeira equipa, revelando total desconhecimento dos seus comandados. Entra Paulo Sergio, sai Paulo Sergio, entra Vouho, sai Vouho, Emidio Rafael – talvez não!, vamos experimentar ali o Miguel Pedro, o Licá, ainda o Lito pode dar, não dá! Demasiados enganos que jornada a jornada sugavam qualquer tentativa de identificação da equipa, de regularidade de processos. A Académica é neste momento um corpo sem alma, fruto das opções do seu ex-treinador. Mas todas estas considerações acabam por ser hoje, nada mais do que banalidades. O treinador já está fora e a doença (que Zé Nando falava) não se revelou letal para o corpo Brioso. Felizmente esta gripe atingiu muitos competidores da Primeira Liga, num começo demasiadamente atípico da principal competição do futebol português. Estamos a uma vitória do 12º lugar e a 5 pontos do 6º lugar. Ainda a tempo de medicar este paciente. Queira ele a sua própria recuperação, com um médico competente. Médico, remédio caseiro ou curandeiro? Dizem que as mezinhas antigas, os xaropes de cenoura e o tradicional mel com limão– receitas maternalmente amorosas cujos resultados animam mais o espírito do que curam verdadeiramente o corpo batido – curam qualquer filho resfriado. Hoje temos a certeza que José Eduardo Simões recorreu ao remédio caseiro para tentar estancar o estado febril da Académica. Esta é a conclusão que podemos retirar do comunicado (depois de expurgado de todas as trivialidades que o constroem) da direção que hoje foi dado a conhecer: «até agora treinador adjunto, irá assumir, durante os próximos jogos, os destinos da equipa profissional de futebol» Retiramos, pois, uma de duas conclusões desta frase do comunicado: 1) Zé Nando tem um par de jogos para demonstrar a eficácia do seu xarope de cenoura. Tem uma parelha de semanas para comprovar cientificamente que o seu chá de ervas caseiro funciona de modo a restabelecer a normalidade no mundo dos pretos. 2) O treinador está já escolhido e é um médico de renome. Está ausente do país por motivos profissionais e necessita de tempo para poder encontrar o seu paciente. Fosse a opção por qualquer médico lusitano disponível – e este já se encontraria de estetoscópio em punho, nos campos do bolão. Digo-vos já, que não me agrada a primeira opção. Revela uma de três premissas, nenhuma de boa índole. Demonstra ao mesmo tempo falta de coragem, insegurança e perda de tempo precioso de decisão. Se enquanto Presidente da Instituição AAC-OAF considera Zé Nando a melhor opção para treinador principal da equipa sénior, então assumo-o já, sem receio. A posição na tabela classificativa não deixa margem para que se dê tempo ao tempo, para além de colocar mais pontos de interrogação na mente de uma equipa, já de si, fragilizada. Não vou lançar um treinador sem experiência de primeira Liga à sua própria sorte. Se ele vencer, recolho os méritos pela minha opção ousada. Se ele tremer e perder, coloco o ónus na necessidade de uma escolha ponderada. Fragilidade, falta de coragem e desonestidade intelectual. Com esta opção demasiadamente «gambleadora» parece-me que a AAC tem muito mais a perder do que a ganhar. Uma roleta que pode por em causa os superiores interesses da instituição e a carreira imediata de um jovem treinador, de uma assentada. A segunda opção é a mais séria administrativamente falando, caso não se queira assumir Zé Nando hoje e já a escolha da direção. José Peseiro, Fernando Santos, Manuel José, o eventual resgate de Jorge Costa (de que falavamos já em artigos idos), no limite Manuel Cajuda são médicos capazes de reverter a situação, funcionando como verdadeiros operadores de bisturi, minuciosamente excisando os males da equipa – que não são muitos, diga-se. Conferem credibilidade. Quem coloca fatores económicos como impeditivos da contratação de um técnico ( ou médico) de renome, vale lembrar que os custos operativos de uma descida de divisão (toc, toc, toc) são infinitamente superiores aos gastos com um bom técnico no prazo de um ou dois anos. Além do mais é da competência de um bom gestor a negociação dos números de um bom contrato para a Instituição. Alerta final, deixamos, para a facilidade da contratação de um qualquer curandeiro. Cheios de poções, alho e oferendas em encruzilhadas, regra geral prometem uma salvação fácil que acabam em tragédia para o crédulo. Nesse momento o charlatão percorre já o caminho da estrada de outra aldeia, procurando a sua próxima vítima... Que a decisão seja, pois, ponderada. Que não se percorram os caminhos da facilidade ou da falta de coragem diretiva. A bem da Académica! Nota: A Hora da Cabra é um espaço dos leitores. Tal como este texto também o seu pode ser publicado enviado um email para simplesmentebriosa@hotmail.com . ![]() |
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Académica vs Naval O Verdadeiro Derby Família Briosa No comments Pedrinho falha Naval Faz-te Sócio da AAC e da MN e vem apoiar contra a Naval Pedrinho falha Naval e Rio Ave! Agenda Académica Agenda Académica O MONOPÓLIO Iniciados do OAF e da SF , vencedores Juvenis vencem Ac.Viseu site oficial: Académica empata na Feira Agenda Académica Descalabro Para esclarecer a confusão Muito grave Bola rectifica entrevista de Piloto Piloto desmente noticia da Bola Nova Rúbrica: Fotos na Bola |
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