O trinco brasileiro Júlio Cesar foi esta tarde confirmado como reforço do D. Aves por empréstimo até ao final da temporada. Em declarações ao mesmo o jogador disse: “É mais um desafio na minha carreira e espero fazer uma boa época para regressar, de preferência já em Janeiro.”. Com esta desvinculação, a Académica contínua no mercado à procura de uma solução para o lugar uma vez que neste momento só existem Bru e o incerto Paulo Sérgio.
.
.
Finibanco compra "naming" do Estádio Cidade de Coimbra
.
Depois de algumas polémicas há tempos atrás o Finibanco finalmente parece ter acordado dar nome ao estádio. A confirmação pode ser vista no site oficial do clube onde na primeira página se faz o anúncio à venda anual de bilhetes no "Estádio Finibanco Cidade de Coimbra".
É um risco é certo mas a Académica parece apostada não só em continuar a lançar jovens jogadores na equipa principal como também a reforçar essa mesma aposta. Depois de Licá, Eder e André Fontes na última época desta vez serão quatro os jogadores que começarão a temporada às ordens de Rogério Gonçalves.
Pedro Ribeiro, João Traquina, Flávio e agora Luizinho são os atletas que terão oportunidade de mostrar os seu valor ao novo técnico da Académica. No caso dos dois primeiros trata-se de uma promoção devido aos bons trabalhos efectuados às ordens de Zé Nando na equipa do Tourizense. Já Flávio e Luizinho são duas apostas vindas dos juniores. Flávio é um jogadores em quem a direcção deposita grandes esperanças e isso ficou demonstrado com a assinatura do contrato profissional já há meses atrás. Já Luizinho é um avançado formado no Sporting (mas que neste momento é jogador da Briosa) e que foi unanimemente considerado como um dos melhores jogadores do campeonato de juniores mesmo tendo estado lesionado uma boa parte do tempo.
Filipe Couceiro. estudante de profissão, editor do Blog Viver Académica e o mais recente vencedor do concurso BriosoMilhões. É este o perfil do nosso mago, um verdadeiro "Zandinga" que ao longo da época foi acertando os palpites sobre a equipa de Domingos Paciência.
.
Mas afinal, qual é o segredo do sucesso? O que houve de diferente nas apostas? Filipe "Zandinga" Couceiro responde-nos: " Todas as minhas apostas foram feitas sempre com o pensamento na vitória da Académica. Nunca pensei em apostar com o intuito de ganhar o prémio final.".
.
E assim é. Um campeão a responder à campeão!
.
Mas agora é hora de acabar a época e fazer balanços. O BriosoMilhões é já um jogo lendário na blogosfera Académica da qual também faz parte o nosso vencedor. O que acha da mecânica do jogo? Perguntámos nós, Couceiro respondeu:
. O briosomilhoes é sem sombra de dúvidas uma das coisas que tornam o Simplesmente Briosa no melhor blog da Académica-OAF. A nível pessoal, não acho que um bom blog seja aquele que "debita" nomes de jogadores que vêm para a Académica, que apregoe e promova a desgraça, nem tão pouco aquele que se gaba de primeiras mãos ou do número de visitas. Nisso o SB tem sido exemplar pois é um espaço actualizado, virado para as novas tecnologias que a internet proporciona, mas é sobretudo um espaço aberto e livre para que cada um expresse a sua opinião.
. Com o jogo acabado, quais os aspectos que gostaria de ver corrigidos para a proxima temporada?
. Penso que o formato do jogo está muito bom, mas para tornar tudo mais claro e transparente talvez mostrar no final de cada jornada os pontos que cada apostador obteve. Apesar de saber que isso daria muito trabalho.
.
Para terminar. Na qualidade de melhor "adivinhador" que nos lê, qual o prognóstico para a próxima temporada da Briosa?
. Bom,de facto esta época correu-nos muito bem, melhor só mesmo a qualificação para uma competição europeia. .
Apesar da última temporada ter sido brilhante penso que esta nova época vai ser um pouco diferente. A saída de alguns jogadores titulares neste defeso vai deixar, pelo menos nos primeiros tempos, algumas lacunas. Também a saída de Domingos Paciência me parece má para a Briosa.
. Também a saída, a confirmar-se, de Pedro Roma do plantel me parece prejudicial. Sair Nuno Piloto e Pedro Roma de uma vez só vai deixar marcas no balneário pois era dois jogadores da casa e da Académica. Eles melhor que ninguém sentem a mística de Académica. .
A nível desportivo penso que um temporada igual a esta vai ser complicado. Saída de jogadores fulcrais e mudança de técnico é por si só sinónimo de mudanças.E como tal é preciso tempo para todos se entrosarem.
Ainda assim penso que vamos fazer uma época tranquila.
..
..
..
E assim foi a entrevista a Filipe Couceiro. No entanto, nem só do vencedor vive o passatempo. Em nome do blog queremos agradecer a todos os participantes ao longo do ano, e pedir desculpa pelos atrasos iniciais. Para além disso, aproveitamos a oportunidade para referir que a sugestão do Filipe Couceiro vai ser implementada. Na próxima época o processo será totalmente transparente, algo que admitimos que este ano não foi. Claro que mesmo assim damos a nossa palavra de honra em como não houve a mínima tentativa de corrupção ou viciação de dados.
.
Por último, anunciamos que devido a uma série de compromissos pessoais, a equipa do SB ainda não entregou a camisola ao vencedor da época passada. José Albuquerque, o vencedor da anterior edição vai ter também direito à camisola oficial da AAC quando fizermos a entrega da deste ano como é óbvio. A ele também as nossas desculpas.
.
P.S: Para não sobrarem dúvidas fica aqui a classificação final.:
25 de Junho de 1939. Campo das Salésias. A Académica defrontava o Benfica na primeira final da Taça de Portugal, naquele que seria um dia histórico para os estudantes. A Briosa entrava em campo frente a um Benfica que era considerado o claro favorito para o jogo, mas nem isso desmoralizou uma Académica que cedo percebeu que o enorme apoio vindo das bancadas poderia ser factor importante para a decisão final.
A Académica, depois de estar em desvantagem, acabou por vencer os encarnados por 4-3 e levou para casa o troféu mais ambicionado e que, ainda hoje, é motivo de orgulho para todos os academistas. Pimenta, Alberto Gomes e Arnaldo Carneiro, este por duas vezes, foram os autores dos golos e os maiores heróis de uma equipa que terá para sempre o seu lugar na História do futebol português. Depois de eliminar o Sp. Covilhã, o Académico do Porto e o Sporting, a Académica superiorizou-se ao Benfica e, contrariando todas as expectativas, arrecadou o troféu e espalhou a festa por Coimbra…
Hoje, dia 25 de Junho de 2009, 70 anos depois da primeira grande conquista da Briosa, olhamos para trás e sentimos aquele arrepio, aquele sentimento que nos enche de orgulho e nos dá força para continuar a pensar que muitos anos de alegria ainda estão pela frente. Ao Tibério, ao José Maria Antunes, ao César Machado, ao Portugal, ao Faustino, ao Octaviano, ao Manuel da Costa, ao Alberto Gomes, ao Arnaldo Carneiro, ao Nini e ao Pimenta, equipa que entrou de início nas Salésias, ao treinador Albano Paulo e restantes membros que tornaram o sonho possível, os nossos 70 obrigados! E obrigado também a si, que contribui para aquilo que é hoje a Académica! Sim, porque hoje, nós, que pertencemos à família Académica, estamos todos de parabéns!
A Académica procura um defesa esquerdo e já encontrou uma solução, na Liga de Honra.
O jovem Emídio Rafael, formado nas escolas do Sporting, alinhou no Portimonense e está quase a dar o salto para Coimbra. Emídio Rafael está encantado com a hipótese de se poder estrear no escalão principal do futebol português: "A experiência no Portimonense correu-me muito bem e julgo que estou em condições de dar o salto para Coimbra". Segundo a BB apurou as negociações entre as três partes estão a correr da melhor forma podendo Emídio Rafael ser apresentado como reforço da Académica já na próxima semana.
Pelo que tenho lido e visto na imprensa, dá a ideia de que Pedro Roma não irá continuar a ser guarda redes da Académica, ficando apenas como treinador daquela posição. Será isto verdade? Penso que um esclarecimento da direcção seria boa ideia.
Fica aqui apenas um dos muitos exemplos do que tem sido transmitido (público):
"O novo técnico da Académica, Rogério Gonçalves, apresentou hoje o futuro treinador de guarda-redes do clube: o guardião Pedro Roma, que colocou, desta forma, um ponto final na sua carreira como jogador, quando era até agora o mais velho da Liga.
"Neste momento, pegando nas palavras que o treinador disse, vou ser mais um elemento da equipa técnica. Vou continuar o ano inteiro a trabalhar, mas com a equipa técnica", confirmou o agora ex-guarda-redes, quase a completar 39 anos e 20 de carreira, tendo estado ao serviço da “Briosa” durante 17 anos.
"É uma nova fase da minha carreira, na qual vou colaborar na componente do treino. Nestes últimos anos, além de um colega que luta pelo lugar, tenho sido um pouco treinador, através dos meus conhecimentos e da minha de forma de estar no treino", justificou o veterano jogador, que não se mostrou surpreendido pelo convite da direcção liderada por José Eduardo Simões.
Pedro Roma, que começou a jogar na Naval (1989/90), mais tarde foi transferido para o Benfica em 1992/93 e depois foi emprestado ao Sporting de Braga em 2001/2002.
O guardião acrescentou ainda que gostaria de continuar até uma determinada fase como guardião, justificando que ainda tinha condições para continuar: "Tudo na vida tem um ciclo e, eventualmente, este é um novo ciclo, no qual estou numa fase em que vou adquirir algumas competências em termos de futuro".
Além de Pedro Roma, fazem parte da equipa técnica de Rogério Gonçalves o adjunto Manuel José e Zé Nando, tendo abandonado o lugar Silvino Morais para integrar outra equipa técnica."
Ambição e confiança. Foram estes os dois sentimentos que mais se destacaram durante a conferência de imprensa de apresentação do treinador da Académica, Rogério Gonçalves, que decorreu no final da manhã desta segunda-feira, na sala de imprensa do Estádio Finibanco Cidade de Coimbra.
Numa cerimónia que contou ainda com a presença do presidente do clube, o Eng.º José Eduardo Simões, com o director desportivo Luís Agostinho e com a restante equipa técnica liderada por Rogério Gonçalves (de que Manuel José, Zé Nando e Pedro Roma fazem parte), o treinador da Briosa fez um discurso motivador e cheio de ambição, afirmando que o objectivo para a próxima temporada é conseguir “algo mais que a manutenção”, mas tendo sempre como referência aquilo que foi a última época dos estudantes.
“Reconheço que tenho uma herança pesada. No ano passado, a Académica fez a melhor classificação dos últimos anos mas prometo trabalho para fazermos igual ou melhor, essa é a nossa intenção. Queremos fazer algo mais que a manutenção, tendo sempre como referência a classificação anterior.”, começou por dizer Rogério Gonçalves. O treinador da Briosa pediu “empenho e dedicação” aos jogadores e adiantou mais pormenores relativos à próxima temporada, nomeadamente a nível de reforços. “Se sair algum jogador, o nosso objectivo é colmatar essa saída. Um ou dois já saíram e essas lacunas têm de ser preenchidas. Às vezes vamos buscar jogadores de divisões inferiores que nos surpreendem e que conseguem melhores resultados do que alguns mais cotados. Temos de olhar para cima. Só com pensamentos positivos, podemos alcançar resultados positivos.“, afirmou, em tom confiante. Rogério Gonçalves: “Fico lisonjeado com o convite” É certo que a última época encheu de esperanças os adeptos da Académica, pelo que Rogério Gonçalves admitiu, na conferência de imprensa, que espera que os adeptos fiquem agradados com o seu trabalho, pois tudo vai ser feito para que mais alegrias e conquistas surjam para o clube.
Rogério Gonçalves disse ainda que ficou “lisonjeado” com o convite que recebeu, e “satisfeito” por ter a oportunidade de treinar um clube como a Académica. “É um motivo de satisfação para mim estar aqui. A Académica tem História no futebol português, e tem atrás de si uma cidade com grande paixão pelo futebol. Qualquer treinador tem de ficar lisonjeado quando surge um convite destes. O convite que me foi feito foi recebido com muito agrado.”, adiantou. José Eduardo Simões promete trabalho e garra Na conferência de imprensa esteve o presidente da Académica, o Eng.º José Eduardo Simões, que pediu, sobretudo, “trabalho e garra” para a próxima temporada, ao mesmo tempo que fez um reconhecimento público ao trabalho de Domingos.
“A Académica tem uma História rica ao longo dos últimos 70 anos, e hoje é bom estarmos aqui a preparar a nova época, aquela que será a oitava seguida no escalão máximo do futebol português. Nos últimos dois anos tivemos alguém que fez a equipa crescer e lhe deu uma nova forma de trabalhar, que agora vai ser amadurecida por Rogério Gonçalves e pela sua equipa. Faço um agradecimento público ao trabalho de Domingos Paciência, é justo reconhecê-lo mas agora vamos amadurecer, continuar a trabalhar muito. Podemos não ter os melhores atletas a nível nacional, mas seremos certamente aquela que mais vai trabalhar, com mais experiência, mais dinâmica e mais garra. Vamos continuar a lutar pela melhor classificação possível desde o primeiro jogo. “, disse. A terminar a sua intervenção, o presidente da Briosa comentou a escolha de Rogério Gonçalves para treinador da Académica. “Ele (Rogério Gonçalves) gosta dos jogadores que a Académica tem, tem confiança neles. Isso é fundamental para que haja um espírito de lealdade e solidariedade e uma grande vontade para puxar pelos adeptos. Há atletas que já deram muito, mas ainda podem dar mais…”, finalizou José Eduardo Simões. De referir ainda que a conferência de imprensa de apresentação de Rogério Gonçalves contou, para além dos já citados director desportivo e restante equipa técnica, com membros dos órgãos sociais do clube e muitos adeptos que não deixaram de marcar presença para dar as boas vindas ao novo técnico dos estudantes. E do discurso de Rogério Gonçalves fica uma certeza: confiança e ambição é o que não falta à Académica…
Parecia uma promessa perdida em Dezembro de 2008. Carlos Saleiro, internacional sub-21 pela selecção nacional, aparentava não estar à altura do seu primeiro desafio na Liga Sagres e o seu nome rodava em Setúbal entre a lista dos não convocados e dos substitutos não utilizados.
Na Académica, Garcés fugia para o Panamá sem intenção de voltar e Éder e Licá eram as alternativas de Domingos Paciência. Foi então que a direcção da Académica decidiu apostar no empréstimo do jogador para o que restava da época.
Aposta ganha. Carlos Saleiro deu à Académica uma referência na frente de ataque e o ponta de lança voltou festejar golos. No final desta época ficou a saber que era opção para Paulo Bento no Sporting e em entrevista ao Correio da Manhã não esqueceu a visibilidade que a Académica lhe deu.
– É o momento certo para voltar?
– Sinto-me preparado para o Sporting. Depois de muitos anos fora, aprendi bastante e com a experiência na Liga creio que se dissiparam as dúvidas quanto à minha qualidade.
– Chegou a desanimar e a pensar que nunca voltaria?
– Há três anos sim, mas depois o Sporting propôs-me a renovação por quatro anos e voltei a sentir que acreditavam no meu valor e que iria ter uma oportunidade.
– Os seis meses na Académica foram determinantes?
– Foram muito importantes. Domingos apostou em mim, confiou no meu valor.
– Saiu mais jogador do contacto que teve com Domingos, até pela experiência dele?
– Sim. O Domingos corrigia-me, fazíamos trabalho específico e melhorei em situações de movimentação. Amadureci muito nestes seis meses.
Carlos Miguel Mondim Saleiro tem 23 anos e é um dos poucos pontas de lança do futebol português. Com características físicas muito adequadas à função – mede 1,86 e pesa 80 quilos, Saleiro regressa ao Sporting após quatro épocas a rodar fora de Alvalade. Foi campeão europeu de sub-17 em 2003, numa equipa onde alinhavam Miguel Veloso e Moutinho. Saleiro marcou quatro golos na última época, todos pela Académica. Também ficou conhecido por ter sido o primeiro bebé-proveta em Portugal.
Domingos Paciência confirmado em Braga
Abandonou Coimbra pela porta grande depois de duas épocas em grande nível conseguindo mesmo uma das melhores classificações nas últimas décadas.
No momento da saída, já muito se especulava sobre o seu futuro. O Sporting de Braga parecia o destino mais certo e o inevitável acabou por acontecer. Domingos será o treinador da equipa minhota nas próximas duas épocas e abraça o seu desejo - treinar uma equipa num patamar acima, que lute por outros objectivos.
Um líder é tanto melhor quanto mais esclarecida e positivamente interventiva for a oposição que o cerca. Quanto mais capazes e racionais forem aqueles que assumem as fileiras do outro lado da barricada.
Um líder será tanto mais fraco e desdenhador quanto mais fraca e descabida for a oposição. É no mundo desta segunda hipótese que sobrevive José Eduardo Simões e a cadeira da presidência da AAC. Aqueles que estão contra ele, estão –pasme-se! – por ele e fazendo campanha a seu serviço. Assim tudo se torna muito mais fácil para o Engenheiro. Não tendo pressão externa capaz para o forçar a exercer de forma cada vez mais aprimorada as funções para que está incumbido, limita-se a ser ele mesmo, com a certeza de que, não mudando nada, continuará a ser Presidente da Associação Académica de Coimbra – OAF.
A CRÍTICA A crítica feita de forma despropositada e muitas vezes de forma não muito leal, anónima e rude acontecem demasiadamente no seio da oposição académica. Voluntariamente ou não essa foi a imagem que foi sendo criada ao longo destes anos, especialmente em espaços de Internet. Depois, a crítica ilógica, exemplos disso a do VERGONHOSO guarda-redes que chegava envolvido em um escândalo de manipulação de resultados, passou à escandalosa VERGONHA da sua saída, volvida uma época sem que fossem acauteladas as medidas para a renovação de contrato. A comparação da demissão do pobre (na verdadeira acepção do termo da palavra – não tem nada!) Dias Loureiro do seu cargo com a teimosa não demissão de JES da cadeira da presidência, o novíssimo caso do cheque de 40.000 euros não devolvido (repare-se que se diz CHEQUE e não DINHEIRO não devolvido. Estamos perante uma livrança retida e não qualquer passar de mão em 40.000, das verdes), tudo isto depois do fiasco que foram os avanços e recuos da candidatura de Maló de Abreu que pariu de forma embrionária um avanço de João Francisco Campos e de uma candidatura fadada ao fracasso.
Assim, podemos concluir que os sócios da Académica têm mais receio da oposição que gravita em volta da AAC-OAF do que de qualquer acto de gestão do Engenheiro – péssimo para a Académica! Assim posso ser prepotente, posso ser uno e indivisível, posso mandar, desmandar, baralhar e voltar a dar. Posso ser frio, não entender nada de futebol e construir uma presidência à imagem da minha personalidade.
O RESULTADO
José Eduardo Simões tem carta branca, assim, para despreocupadamente – assente em 7 anos consecutivos de permanência no primeiro escalão do futebol nacional e assinando no pretérito ano uma das melhores classificações do ultima par de décadas do futebol preto – poder pacatamente auto-instituir-se chefe do departamento de futebol da Académica, sem que nenhum mal daí lhe chegue.
A escolha de Rogério Gonçalves é directamente imputada ao gestor máximo das lides académicas. Vitórias e derrotas, por ele terão necessariamente de ser assumidas – sem mais. Talvez por isso não acredite que este será um ano de contenção no futebol da Briosa. Não era inteligente da parte de JES. Este tem de ser um ano em que o Presidente tem de apostar alto e sobretudo, ganhar. Assim, acredito que o técnico da Académica verá colmatadas muitas das falhas de plantel que eventualmente reclama, com jogadores que achar de qualidade ou da sua confiança. Será um ano em que um treinador poderá decidir com liberdade, como nenhum treinador pôde, nos mandatos de José Eduardo Simões. A que custos, desportivos e financeiros? Veremos…
Este é um ano fundamental, parece. Depois da saída de Domingos, na aposta pessoal do Engenheiro e no renovar das caras da oposição, este é «O» ano para o nosso presidente. Não é à toa que Jorge Alexandre se despediu com um «Até já»!
A Hora da Cabra é um espaço dos leitores que identificados ou não nos fazem chegar ao nosso correio electrónico as suas opiniões. Se desejar ver aqui a sua opinião, envie para horadacabra@academicacoimbra.com.